Aposentadoria Antecipada e seus 3 desafios


O maior desafio de qualquer projeto de aposentadoria é construir um patrimônio que seja suficiente para gerar renda por várias décadas com a segurança necessária para que não falte dinheiro antes da sua partida.

Se você leu o artigo que escrevi sobre “Quanto juntar para se aposentar” e usou o simulador de aposentadoria, deve ter percebido que o esforço será grande. Não existe independência financeira grátis. Ela tem um custo e esse custo não é só financeiro. Você precisa avaliar se o esforço compensa para você.

Para motivar suas reflexões preparei esse rápido artigo sobre três grandes desafios que você vai enfrentar caso queira parar de rolar as pedras o mais rápido possível.

Primeiro desafio:

Você já deve ter observado que as mudanças na previdência são constantes. As regras sempre mudaram desde a sua criação e devem continuar mudando, para pior, nas próximas décadas. O regime geral de previdência social é de repartição simples, ou seja, quem está na ativa (trabalhando) paga o benefício de quem já está fora do mercado, ou aposentado. Quando o número de aposentados cresce e o número de jovens trabalhadores diminuem, a matemática se impõe. Muitos dizem que no futuro a aposentadoria pelo sistema só será possível depois dos 70 anos (fonte). Em todo mundo a idade média para a aposentadoria está crescendo. Já existem países onde a idade média de aposentadoria passou dos 70 anos (fonte do gráfico).

A expectativa de vida do brasileiro é 74 anos (fonte). Quando você atingir 37 anos estará na metade dessa expectativa e precisa resolver o que vai fazer com a outra metade da sua vida. Creio que todos gostariam de atingir uma maior independência financeira antes dos 50 ou até antes dos 40 anos, sem depender do governo e dos seus políticos.

Para isso, você precisa criar um plano para acumular seu próprio patrimônio e fazer ele gerar renda através de meios como juros, aluguéis, dividendos, lucros, proventos, etc. É por esse caminho que você vai conseguir um maior nível de independência.

O problema é que ao antecipar a sua aposentadoria você terá menos tempo para economizar e investir.

Esse é o primeiro desafio.  Poupar por 10 anos a mais ou 10 anos a menos pode fazer uma enorme diferença no resultado final. Vou mostrar alguns exemplos para ilustrar.

Se duas pessoas estão poupando (economizando) a mesma quantidade de dinheiro, é evidente que aquela que poupar por mais tempo terá mais dinheiro acumulado. Dez anos poupando R$ 1 mil por mês vai resultar em menos dinheiro acumulado do que poupando a mesma quantia por vinte ou trinta anos. Não existe como contornar o fato de que mais tempo poupando regularmente resultará em mais recursos no final do processo.

Para resolver esse desafio você terá que economizar mais dinheiro para investir mais. Investir mais dinheiro por mês pode compensar o número menor de anos que você tem até conquistar a sua aposentadoria antecipada.

Quem começa a trabalhar e economizar mais cedo, com o objetivo de se aposentar ainda jovem, estará sempre em vantagem. É na juventude que temos mais disposição para enfrentar esse tipo de desafio. Quando somos jovens nossa vida pode ser mais simples, pois ainda não tivemos tempo para adquirir vários vícios de consumo que vão se sofisticando com o passar dos anos.

Se você já está repleto de vícios requintados ou está viciado(a) em compras, você tem outros problemas para resolver antes de começar a construir o seu patrimônio. Segue aqui um teste rápido com 10 perguntas para que você possa avaliar se você sofre de oniomania.

Você tem o vício das compras?

Esse teste tem o objetivo de ajudar você a identificar se possui algum nível de vício por compras.

Segundo desafio:

Se você pretende fazer o esforço necessário para se aposentar antes dos 40 anos, isso significa que além de ter menos tempo para trabalhar e economizar, você terá menos tempo para se beneficiar do efeito exponencial dos juros compostos dos seus investimentos.

Sabemos que a maior parte dos ganhos dos investimentos vêm do efeito dos juros compostos (juros sobre juros), especialmente nos últimos anos do investimento. Quanto mais tempo o dinheiro fica investido, mais você consegue multiplicar o seu patrimônio através dos juros.

Vamos entender isso melhor agora.

Apenas como um exemplo, imagine um investimento que rende 10% ao ano (você poderá simular taxas diferentes se quiser, isso é apenas um exemplo). Depois de 25 anos, o valor que você investiu será multiplicado por mais de 10 vezes. Quanto tempo você acredita que leva para que esse valor investido se torne 20 vezes maior? Bastaria mais 7 anos totalizando 32 anos  (25+7=32). Para multiplicar por mais de 30 vezes bastaria esperar mais 4 anos ou 36 anos. Para multiplicar por 41 vezes bastaria esperar mais 3 anos. Observe que o tempo vai passando e você vai multiplicando seu patrimônio cada vez mais rápido. Não demoraria muito para que o seu patrimônio ficasse 10 vezes maior que o investimento inicial a cada 12 meses. Você pode fazer simulações e descobrir quanto pode multiplicar seu patrimônio clicando aqui. Veja os exemplos:

No exemplo abaixo (criando nesse simulador) investimos R$ 100 mil  (poderia ser qualquer valor). A taxa de juro era de 10% ao ano. No final de 25 anos teremos mais de 10 vezes o valor investido.

No exemplo abaixo investimos os mesmos R$ 100 mil. A taxa de juro era de 10% ao ano. No final de 32 anos (7 anos a mais que o exemplo anterior) teremos mais de 20 vezes o valor investido.

O problema é que você não deseja poupar por 40, 50, 60 anos seguidos. O desafio é conquistar sua independência antes dos 40 ou 50 anos. Para superar esse problema é possível compensar o menor tempo de investimento elevando a rentabilidade dos seus investimentos.

Se no lugar de 10% ao ano de rentabilidade você fosse capaz de obter 15%, seria possível multiplicar esse investimento inicial por 32 vezes em 25 anos e não por 10 vezes como no exemplo inicial. Com 20% ao ano você multiplicaria por 95 vezes em 25 anos. A figura abaixo mostra o que significa investir 100 mil por 25 anos com uma taxa de juros de 20% ao ano. Faça outras simulações de como os juros podem multiplicar o seu patrimônio clicando aqui.

O problema é que você não vai conseguir rentabilidades muito elevadas na renda fixa. Rentabilidades acima da renda fixa estão na renda variável e adicionam maior risco. A figura abaixo mostra a foto e a fortuna (em bilhões de dólares) das 10 pessoas mais ricas do mundo.

Muitos desses bilionários começaram do zero e todos investiram para atingir a fortuna que possuem. Só que eles não fizeram apenas investimentos em renda fixa. Todos investiram dinheiro em suas empresas ou em empresas de terceiros. O investimento em empresas é um tipo de investimento de renda variável onde além de investir dinheiro você pode, se quiser, investir o seu trabalho. Os ganhos na renda variável são ilimitados, mas as perdas também.

Você deve encarar o seu trabalho como um investimento e não apenas como uma forma de conseguir dinheiro para pagar suas contas. O seu trabalho é o seu investimento mais importante por você estar investindo vida, a única vida que você tem.

No “investimento trabalho” você investe 220 horas mensais de vida (8 horas em dias úteis). O retorno do seu investimento é o seu salário ou a renda do seu trabalho. Uma pessoa que ganha R$ 10,00 por cada hora investida em trabalho consegue um rendimento de R$ 2.200,00 por cada mês de 220 horas trabalhadas. O homem mais rico do Brasil fatura 1,65 bilhão por mês ou R$ 7,5 milhões por hora em um mês de 220 horas trabalhadas (fonte).

Muitos utilizam o trabalho assalariado, as economias regulares e o investimento em renda fixa como um trampolim para iniciar um investimento em renda variável através da abertura de um pequeno negócio. Sites e revistas sobre pequenos negócios possuem muitos exemplos de pessoas que investiram suas economias empreendendo e conseguiram prosperar obtendo retorno muito acima do que poderiam fazer na renda fixa (exemplo de revista).

Recentemente estava no supermercado e vi dois funcionários repondo produtos nas prateleiras. Um deles reclamava com outro sobre as mudanças da reforma trabalhista. Após ouvir várias lamentações o outro funcionário desabafou: “É por isso que eu já disse para o meu filho ser empresário quando crescer”. O outro fez uma cara como se estivesse pensando “Que bobagem, isso é um sonho, vamos voltar ao trabalho”.

Talvez a imagem de um empresário na cabeça do repositor do supermercado seja algo como esses 10 senhores que aparecem na foto anterior entre os 10 maiores bilionários do mundo. A verdade é que qualquer pequeno negócio pode oferecer rendimentos superiores ao que se consegue em um trabalho assalariado. Comerciantes e prestadores de serviço medianos ou pequenos, dependendo da área, podem conseguir uma renda mensal superior a de um executivo de uma grande empresa, embora não tenham o mesmo “status social”.

No estacionamento desse mesmo supermercado existe um pequeno quiosque, muito simples, onde um rapaz faz sanduíches de pão árabe com carne bovina assada na hora em uma grande chapa. O cheiro da carne e da cebola fritando sobre uma chapa cheia de manteiga se espalha por toda parte. As pessoas saem com fome do supermercado e sempre existem filas esperando o sanduíche. Talvez o repositor de produtos do supermercado, que tem uma renda fixa (salário) não compreenda que o rapaz que faz sanduíche do lado de fora é um pequeno empresário que investe seu tempo em renda variável, sem as limitações da renda de um salário fixo. Pelo movimento constante do quiosque e pelo sorriso no rosto do dono, acredito que ele está satisfeito com o investimento que está fazendo.

Foto de uma máquina de fazer dinheiro

 

A grande verdade é que o trabalho assalariado pode ser comparado a um investimento de renda fixa. Você investe o seu tempo e sua força de trabalho e recebe uma renda fixa no final do mês. Se você tem despesas fixas muito elevadas com habitação, transporte e alimentação, você já viu neste outro artigo, que isso irá dificultar ainda mais a formação do seu patrimônio.

Terceiro Desafio

Se você pretende se aposentar mais cedo e acredita que terá vida longa, deve observar que ficará aposentado por mais tempo que a média das pessoas. Isso significa que seus investimentos precisam gerar renda por 40, 50 ou até 60 anos depois da sua aposentadoria.

Se o seu objetivo é atingir sua aposentadoria e continuar trabalhando em algo que você realmente goste, mas sem o peso de trabalhar por obrigação e necessidade para pagar as contas, você certamente vai continuar gerando renda por várias décadas independente do rendimento do seu patrimônio.

Quanto mais simples for seu estilo de vida, menos recursos você vai precisar tirar dos seus investimentos para viver e mais tempo seu patrimônio irá durar. Quanto mais você conseguir fazer o seu dinheiro render, mais ele vai multiplicar durante a aposentadoria e mais tempo ele vai durar.

A tabela abaixo mostra os 10 mais ricos do mundo ordenados por idade. Podemos observar que 7 possuem mais de 70 anos e nenhum parou de trabalhar. Se com todo esse dinheiro eles não pararam de trabalhar, não sei por qual motivo você deveria pensar na possibilidade de parar.

Talvez trabalhar naquilo que você goste de fazer seja mais divertido e gratificante do que ser bilionário. Talvez você deva descobrir o que é trabalhar por prazer e não por necessidade. O seu trabalho precisa deixar de ser um mal necessário, uma forma desagradável de pagar suas contas no final do mês. Só assim ele vai se transformar no seu investimento mais rentável e você nunca vai querer se livrar totalmente dele.

By |18/07/2017|Categories: Aposentadoria|84 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

84 Comments

  1. Alcides 18 de julho de 2017 at 12:44 - Reply

    Mais uma vez parabéns, artigo impecável, uma detalhe muito interessante é que na mudança de funcionário para um pequeno empresario é muito importante a disciplina, abrimos mão de férias, 13º, muitas vezes do futebol com os amigos no final de semana, já não cumprimos horários, mas tem inicio uma nova face começamos a cumprir metas e ao contrario do que se pensa em geral um pequeno ou grande empresario trabalha muito mais do que 8 horas diarias, vai para casa e leva o serviço junto, mas é sim muito, muito gratificante, ainda mais quando ha paixão com o trabalho, ai você não sente raiva do domingo á noite por saber que a segunda esta chegando, você fica ansioso para começar a semana novamente, passa a viver com o seu negocio e a conexão trabalho sucesso passa a ser natural. Outra coisa o Clube dos Poupadores Premium é excelente. Parabéns professor.

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 13:44 - Reply

      Oi Alcides. Eu acredito que todos deveriam passar pela experiência de empreender. Não estou falando de abrir uma empresa. É mais simples que isso, basta criar alguma coisa da qual você se orgulhe, colocar seu nome e vender para alguém que possa se beneficiar. Não importa se essa alguma coisa você fez na sua cozinha, no seu computador ou de alguma outra forma caseira. Isso seria suficiente para começar a sentir o gosto. A aposentadoria no sentido de “parar de trabalhar” poderá ser substituída por independência financeira para ter mais tranquilidade ao fazer aquilo que gostamos de fazer ou nascemos para fazer.

    • Claudinei Fernandes 18 de julho de 2017 at 16:19 - Reply

      Parabéns pelo seu comentário. Sou um pequeno comerciante e endosso completamente suas palavras.

  2. Vinicius Tchê!! 18 de julho de 2017 at 13:26 - Reply

    Olá Leandro. Tenho 36 anos e comecei a guardar a 1 ano depois de construir minha casa. Depois do tesouro direto comecei a investir em fundos imobiliários. Mas tenho que guardar uma reserva de emergência. Além da poupança teria algum investimento que poderia colocar esse dinheiro. E fundos imobiliários teria algum artigo dedicado ao assunto. Não penso na aposentadoria , mas quero uma renda ou montante que eu possa contar até lá.

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 14:06 - Reply

      Oi Vinicius. A reserva para emergência precisa ficar em investimentos com liquidez diária, pós-fixados, que estejam disponíveis quando você precisar deles. O Tesouro Selic é um título com liquidez, mas não é imediata, o dinheiro pode demorar 1 útil para aparecer na sua conta. Fundos DI e de RF possui liquidez imediata. Alguns bancos oferecem CDB pós e Compromissadas com liquidez imediata. Você precisa avaliar quanto precisa de liquidez imediata, quanto pode deixar em investimentos que demoram 1 dia útil, etc. A rentabilidade desses investimentos pós-fixados de maior liquidez acompanha a Taxa Selic e o CDI. Fundo imobiliário não deve ser usado como reserva de emergência, mas como geradores de renda passiva e de ganho de capital. Tenho poucos artigos sobre fundos imobiliários. É difícil falar sobre fundos imobiliários e ações sem dar exemplos. O problema ao dar exemplos é que eles podem ser confundidos com uma análise ou uma recomendação. Existem cursos sobre fundos imobiliários que recomendo na página de cursos.

  3. Daiane 18 de julho de 2017 at 13:36 - Reply

    Leandro, parabéns pelo seu esforço e dedicação em disseminar os princípios da educação financeira. Excelente artigo!

  4. ADRIANO FERNANDES 18 de julho de 2017 at 13:52 - Reply

    Como sempre, um ótimo artigo para reflexão.
    Parabéns Leandro

  5. Felipe Medeiros 18 de julho de 2017 at 14:12 - Reply

    Excelente reflexão Leandro, sobretudo do segundo desafio!

    Como o Alcides colocou acima, apesar de custoso e trabalhoso, conheci poucas coisas tão gratificantes na vida como o “atestado” de reconhecimento de um bom trabalho que é dado quando alguém decide por pagar espontaneamente por uma criação sua.

    Venho empreendendo ao longo dos últimos quase 10 anos e recentemente resolvi concluir minha participação em um antigo projeto para começar tudo novamente do zero, no começo desse ano.

    No começo de fato não foi fácil, e deu aquele frio na barriga. Mas assim que o resultado começou a acontecer, a sensação é de que eu não poderia ter tomado decisão mais sábia.

    Também acredito que todos deveriam dar uma chance a si mesmos e empreender em alguma coisa que tivesse talento e prazer em fazer. Muitas vezes a única coisa que falta pra qualquer pessoa encontrar seu caminho é correr esse risco de “fazer”.

    P.S.: Adorei a “máquina de fazer dinheiro”!! hahahaha

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 14:38 - Reply

      Oi Felipe. É exatamente isso. Obrigado pelo comentário. Cada venda é um atestado de reconhecimento. O cidadão que comentei no artigo vende os sanduíches dele com muita alegria. Ele sente um enorme prazer quando reconhece um cliente que retorna e o cliente fica muito feliz ao ser reconhecido. Ele conversa com as pessoas enquanto faz o sanduíche e produz uma experiência agradável para aqueles que estão esperando e observando ele trabalhar. Muitas vezes a pessoa não possuem clareza que ao fazer o trabalho com gosto acaba melhorando o estado de espirito do cliente e isso não tem preço, mas faz parte do valor do produto. As pessoas saem do quiosque com um sanduíche na mão e um sorriso no rosto, sendo que o sanduíche foi cobrado e o sorriso foi brinde. Realmente uma simples chapa de assar pode se transformar em uma máquina de ganhar dinheiro.

  6. Fabiana 18 de julho de 2017 at 14:14 - Reply

    Oi Leandro eu ainda não conclui o artigo, estou fazendo o questionário e justamente por isso senti a necessidade de fazer esse comentário, pois a primeira questão “Não consegue comprar apenas o programado?”, o jeito que ela foi formulada nos gera confusão e erro, pois tanto dá a interpretação respondendo sim como não de quê não conseguimos nos programar para comprar apenas o programado. O ideal seria justamente: “Você consegue comprar apenas o programado? Sim ou Não.
    É só um toque. Eu adoro os seus conteúdo e aprendo muito com eles, pretendo comprar os livros também. Vou fazer o questionário mesmo assim, pois quero ler o artigo, rs. Abraços…

  7. Michael Stuart 18 de julho de 2017 at 14:19 - Reply

    Muito boa esta serie toda sobre aposentadoria Leandro.

    Quanto a aposentadoria antecipada, absolutamente impossivel considerar ou ate contemplar sem um planejamento muito bom sobre os seus custos de saude.

    A Pedra #4, no seu ultimo artigo, realmente merece seu proprio artigo futuro, porque vai virar Pedro #1 ou #2 para muitas pessoas como se envelhecem. A menos que sao determinados ficar dependentes do SUS. E justamente como voce aconselha nao ficar dependente da Previdencia Social, ou sofrer as consequencias, tal vez nao seria uma boa ideia tampouco ficar preso do SUS.

    Lamentavelmente.

    Em outros paises, o planejamento e muito mais simples, especialmente na Europa, onde o sistema acostuma funcionar bem e barato. Ate nos EUA, apesar de todos os problemas do ObamaCare, apos voce tornar 65 anos, o MediCare vai funcionar muito bem e os custos vao ficar bem em conta com relaçao a sua Previdencia Social (Social Security). Por este motivo muitos americanos que se aposentaram antecipada em outros paises precisam de voltar para os EUA para se beneficiar do MediCare.

    Entendo que aqui no Brasil existem aproximadamente 50 milhoes de beneficiarios dos planos privados de saude, com 40 milhoes com planos coletivos (empresariais ou por adesao) e 10 milhoes com planos individuais/familiares. Estes 40 milhoes de pessoas tem que pensar como vao fazer a transiçao para um plano individual se aposentam antecipadamente – se encontrarem um plano a qualquer custo. Aqueles com planos individuais/familiares tem mais facilidade para planejar porque os aumentos sao bem mais transparentes e protegidos por lei. Mesmo assim, sem um orçamento para a maior faixa etaria de 59 anos – onde entendo que os aumentos nas mensalidades frequentemente superam 70% – vao enfrentar um enorme problema financeira.

    E justamente para estas faixas etarias futuras que qualquer pessoa que nao quer ficar dependente do SUS precisa se planejar para uma aposentadoria precoce. Recomendo outro artigo nesta serie excelente.

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 14:48 - Reply

      Oi Michael. A maneira como as pessoas se endividam com a pedra 1 e 2 (habitação e transporte) gerando muito estresse e muito trabalho para pagar dívidas, e a maneira como estão comendo e bebendo (pedra 3), até como fuga das frustrações profissionais e financeiras, teremos as despesas com saúde como a grande pedra quando a idade mais avançada chegar. Sobre os planos de saúde, o pior de tudo é que nem temos certeza de que irão sobreviver no futuro. Com tantos idosos precisando de tratamentos caros é possível que muitos planos quebrem. Tenho plano de saúde, mas não confio que ele viverá mais tempo do que eu.

      • Michael Stuart 18 de julho de 2017 at 15:45 - Reply

        Concordo. Sem plano ou com plano: a despesa da saude sera a Grande Pedra da aposentadoria (inclusive de uma aposentadoria antecipada) aqui no Brasil. Sem planejamento para esta despesa, nao vai existir Independencia Financeira verdadeira.

        Pessoalmente eu aplico recursos no Tesouro Direto para cobrir os aumentos embutidos nas faixas etarias do futuro. Os aumentos sao tao altos que tal vez se o plano quebrar seria financeiramente mais vantajoso pagar diretamente tais despesas, ou se poderia contratar um plano de um provedor internacional.

  8. Magayver Sperandio 18 de julho de 2017 at 14:24 - Reply

    Como sempre um ótimo artigo.
    Uma visão de mundo que poucas pessoas tem e que se você tentarmos compartilhar sem as pessoas “pedirem” podemos até ser apedrejados.
    Incrível, parabéns!

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 14:50 - Reply

      Oi Magayver, devem aparecer pedras aqui mesmo nos próximos comentários. O importante é que as pessoas colham os frutos que acharam interessantes no artigo e soltem aqueles que não tiverem interesse. Cada pessoa tem uma realidade bem diferente da outra e nem tudo serve para todo mundo.

  9. Paulo Vitor 18 de julho de 2017 at 14:31 - Reply

    Parabéns! Mais um precioso artigo!

    O tempo é um precioso aliado, ou pode ser um grande inimigo… na minha jornada no processo de reeducação financeira, rumo à independência financeira, as vezes desejo que o tempo passe rápido para poder ver melhor os resultados, mas lembro que há toda uma vida para ser vivida no caminho de forma simples e completa.

    Muito obrigado por partilhar seus conhecimentos de forma tão clara e aplicável!!!

    Abraço

    Obs: Poderia vir algum tipo de notificação via e-mail quando um comentário é respondido.

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 14:52 - Reply

      Oi Paulo. É isso mesmo que acontece. Obrigado pelo comentário. Sobre a notificação, isso seria possível se para fazer comentário eu obrigasse o leitor a se cadastrar no site. Dessa forma somente você poderia cadastrar o seu email para receber notificações. O problema é que exigir cadastro para comentários reduziria muito a participação das pessoas.

  10. Rodrigo Reva 18 de julho de 2017 at 14:49 - Reply

    Estou a quase 2 anos seguindo os passos sugeridos pelas suas leituras, e começo que como profecias, as suas palavras acabam se cumprindo (risos), alguns começam a me olhar como um mão de vaca, outros não entendem o por quê de uma vida mais simples, e quando digo que o dinheiro ganho é o dinheiro que é guardado, eles piram. Como é triste ver pessoas literalmente torrando seus FGTS em besteiras ao invés de planejar seu futuro. Graças as suas leituras que está sendo possível olhar para o mundo de uma foma diferente, e que um processo de enriquecimento é possível para qualquer um que tenha paciência e consiga enxergar alguns palmos a frente do nariz. Mais uma vez obrigado por gastar seu tempo conosco.

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 14:58 - Reply

      Oi Rodrigo. É isso mesmo! A verdade é que o seu dinheiro é aquele que você guardou e investiu. O que você gastou já está fazendo a roda girar, virou parte do seu custo de vida. É simples, mas para muitos é coisa do outro mundo. Pior ainda se você falar para os seus amigos que o dinheiro que você recebe, fruto do seu trabalho, é um pedaço da sua vida. É tempo, energia, trabalho que você transformou em dinheiro. Esses recursos não voltam mais. Da mesma forma que você respeita a sua vida, você deve respeitar o seu dinheiro, pois você gastou sua vida por ele (trabalhando). Esse tipo de mentalidade faz você buscar o uso do dinheiro de forma inteligente, sem desperdícios, buscando uma boa relação de custo-benefício.

  11. Bonnie 18 de julho de 2017 at 15:12 - Reply

    Leandro, parabéns pelo seu trabalho. A cada artigo temos alguns insights para nossa vida. Sensacional! Os seus artigos sobre aposentadoria, particularmente, fazem um trabalho surreal por nós, leitores que estão vivendo essa transição de modelo que Pai Rico, Pai Pobre já anunciava décadas atrás!

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 15:42 - Reply

      Oi Bonnie, fico feliz por ajudar nas reflexões sobre o assunto.

  12. Marcio 18 de julho de 2017 at 15:59 - Reply

    Nossa, esse artigo realmente foi deslumbrante, acompanho sempre o seu blog e o admiro muito pelo belo trabalho, seus textos são sempre gloriosos, continue sempre proporcionando-nos boas experiências como esta.

    Forte abraço.

  13. Michel 18 de julho de 2017 at 16:06 - Reply

    Como sempre, excelente Leandro.
    Existe um “problema” quando somos jovens.
    Nessa fase, esses assuntos como aposentadoria, velhice e até mesmo a própria morte, são coisas que vão acontecer em um momento muito, muito distante e por isso, ninguém quer se preocupar com isso.
    Quando adultas, as vezes essas pessoas passam por tanto sofrimento (conduçao lotada, trabalho pesado) da hora que acordam até a hora de dormir, que a última coisa que querem é fazer alguma coisa onde se tenha que raciocinar.
    Acredito que por isso que quando recebem o salário, só querem saber de ser recompensadas por todo esse sofrimento.
    O problema é que isso fica em um ciclo sem fim e quando a pessoa se dá conta, a vida produtiva já acabou e só resta contar com a sorte, governo, filhos…

    • Leandro Ávila 18 de julho de 2017 at 16:44 - Reply

      Oi Michel. Isso é um problema sério. Ninguém avisou as pessoas que precisam planejar a própria vida. A sua vida é a construção de uma obra. É importante olhar para ela como um todo, ligar os pontos para definir o roteiro e determinar os próximos capítulos, pois lá no final você vai querer olhar o conjunto da obra. Ai você vai julgar se a sua vida foi uma obra inacabada, uma obra abstrata, uma obra prima ou uma obra do acaso.

  14. Carine 18 de julho de 2017 at 17:50 - Reply

    Eu tenho 37 e comecei agora a economizar. Na minha cidade as pessoas não falam em educação financeira/investimentos. Lá ter uma casa ou carro é bem visto, mesmo que seja tudo parcelado. Agradeço pelos artigos que tem clareado minha mente. Quero conseguir minha independências até os 55 anos e sei que pra isso devo estudar mais.

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 16:41 - Reply

      Oi Carine. Costumam acreditar que as pessoas não pensam em educação financeira e investimentos por serem pobres. Na verdade as pessoas são pobres por não pensarem em educação financeira e investimentos. As pessoas trocam a causa pelo efeito e o efeito pela causa.

  15. Robson 18 de julho de 2017 at 18:09 - Reply

    Legal… Agora além de ler o artigo eu espero um tempo e volto para ler os comentários xD

  16. Delmo 18 de julho de 2017 at 19:12 - Reply

    Belissima publicação! A leitura é sempre um prazer.

  17. Andre 18 de julho de 2017 at 19:14 - Reply

    Olá Leandro Parabéns pelo trabalho

  18. Tati 18 de julho de 2017 at 21:13 - Reply

    Olá Leandro.
    Mais um artigo top notch! Obrigada!
    Veja bem meu caso: 30 anos, 4 de trabalho/3 de investimento. Sou servidora pública, gosto do que faço e, se a saúde me permitir, não pretendo me aposentar antes da idade compulsória. Porém, realizo investimentos em renda fixa e timidamente em renda variável, pois não quero depender de valor de aposentadoria e sei que com a velhice, gastos essenciais aumentam. Meu patrimonio liquido ainda é deveras pequeno e a maior parte está na renda fixa. Por vezes me preocupo se será suficiente ou se terei de arriscar mais no mercado financeiro. Qual sua opiniao nessa situaçao?

    Obrigada.
    Tati

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 16:45 - Reply

      Oi Tati. Eu acredito que o fato de você ter receio significa que ainda não está preparada. Temos medo daquilo que não conhecemos ainda. No artigo eu tentei mostrar que renda variável não é apenas investir na empresa dos outros comprando ações. A moça que aceita encomenda de doces e bolos dentro da repartição pública está investindo uma parte do tempo dela e daquilo que sabe fazer com o tempo nas horas livres para investir em renda variável. Uma pessoa que escreve um livro investe em renda variável. Um imóvel alugado é renda variável. As pessoas podem escolher a renda variável que mais gosta e domina.

  19. Joanatan-Ibirité-MG 18 de julho de 2017 at 21:33 - Reply

    Sensacional professor.
    Nao me canso de ler seus textos.
    Tenho aprendido muito.
    Obrigado de coração.

  20. Murilo Witt 18 de julho de 2017 at 21:53 - Reply

    Leandro, fico muito feliz por ter encontrado seu site, e investir meu tempo lendo seus artigos, além de outros materiais, tenho 15 anos, e sei que com a quantia que poupo todo mês e com as ideias que tenho, em breve poderei empreender no meu próprio negócio para conseguir uma boa renda extra e aumentar minhas poupanças e meus investimentos.

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 16:46 - Reply

      Oi Murilo. Eu acho que você tem uma vantagem de ainda ser jovem e estar em contato com esse tipo de conhecimento. Tente espalhar isso entre os seus amigos.

  21. Érico 18 de julho de 2017 at 23:04 - Reply

    Boa noite Leandro. Aproveitando a combinação investimentos/empreendedorismo, qual a sua avaliação desse segmento de fintechs de crédito para pequenas empresas que estão aparecendo como opção de boa rentabilidade para o pequeno investidor? Pessoalmente gostaria de receber uma rentabilidade acima da média do mercado e ainda saber que estou ajudando alguém a ampliar ou melhorar o seu pequeno negócio, mas ainda vejo com certa desconfiança esse sistema. Abraço.

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 16:48 - Reply

      Oi Érico. Eu acho que você deve usar o seu dinheiro com inteligência avaliando os riscos. Não tive a experiência de investir através desse tipo de fintech, sei que existem, mas acredito que existe um risco que precisa ser avaliado com cuidado.

  22. Frederico Bicalho 19 de julho de 2017 at 9:51 - Reply

    Bom dia Leandro,

    O trabalho que você faz aqui no Clube dos Poupadores é o que deveria ser ensinado nas escolas desde a infância. É muito difícil mudar a mentalidade das pessoas depois de uma certa idade. Eu, como penso como você em quase 100% dos artigos vejo isso com clareza.

    Parabéns por fazer o que o governo não faz pela sociedade.

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 16:51 - Reply

      Oi Frederico. Até existem iniciativas de educação financeira nas escolas. O problema é que o foco não está relacionado a estimular a busca por prosperidade, crescimento profissional e financeiro. O foco é a de criar bons pagadores de conta que são aquelas pessoas que pagam todas as suas parcelas, prestações e dívidas sem atraso. Pais rico é composto por uma população rica. Isso significa que devemos formar novos ricos ainda na escola.

  23. Emylli Sousa 19 de julho de 2017 at 11:11 - Reply

    O melhor desse site, é que você aprende muito com os artigos e aprende muito mais com os comentários dos usuários.

    Leandro, obrigada por ter criado uma comunidade tão interativa como essa.

    Parabéns.

  24. Julio 19 de julho de 2017 at 16:48 - Reply

    Oi Leandro,

    uma coisa importante a salientar e que alguns podem esquecer é que o valor final pode parecer muito hoje (como no exemplo daqui a 10 anos ter R$1.083.000), mas daqui a 10 anos esse valor terá menor poder de compra. Então fica a pergunta: como trazer essa quantia a valor presente? Teríamos que arbitrar uma inflação para o período, certo? Você tem algum simulador pra isso?

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 16:53 - Reply

      Oi Julio. Sim, por este motivo eu ofereço os links para que as pessoas possam fazer simulações. Cada um terá a rentabilidade que é capaz de ter. A rentabilidade futura também depende do quanto cada um vai estudar e aprender a fazer o dinheiro render mais.

    • Robson 20 de julho de 2017 at 21:03 - Reply

      Desculpe-me por intrometer… Uma calculadora totalmente exata seria impossível pois seria necessário você prever a inflação para os 10 anos seguintes. Para simular você pode “chutar” o seu rendimento real (rendimento tirando a inflação) e colocar somente esse rendimento na simulação.

  25. George Santana 19 de julho de 2017 at 18:59 - Reply

    Olá Leandro.Seus textos sempre me motivam a dar aquele passo a mais.
    Gostaria de compartilhar a forma como estou procedendo.
    Tenho 21,fundo de emergência de 6 meses(aumentarei pra um ano em breve) e invisto no Tesouro todo mês,técnica que aprendi com seus artigos,livros e cursos que comprei.
    Atualmente invisto mais na minha educação musical e financeira,pois também gosto de música.Faculdade de música competente no Brasil é algo raro.Não trabalho com ela mas direciono todo esse processo a ela.Pretendo usar esse conhecimento adquirido para dar aulas,vencer concursos e quem sabe ir para o exterior futuramente.
    Paralelo a isso,vou subindo os degraus da educação financeira,renda fixa,variável e assim por diante.
    Na sua concepção,o que devemos sempre ter em mente para nos manter no caminho certo independente do objetivo?
    Obrigado por compartilhar conosco!
    Sucesso e um grande abraço mestre!

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 16:59 - Reply

      Oi George. Isso significa que você também vai trabalhar com educação. Eu acho uma das áreas mais promissoras. Eu não preciso de escolas, faculdades ou qualquer instituição para ensinar educação financeira. Você não precisa de uma instituição para ensinar música. As pessoas não buscam mais as instituições tradicionais como antes, elas buscam mestres. Isso cria uma enorme oportunidade para todos que gostam de ensinar. É uma atividade que sempre existiu e sempre existirá.

  26. Bruno 20 de julho de 2017 at 9:07 - Reply

    Excelente artigo Leandro!

    Parabéns

  27. Rafael Souza 20 de julho de 2017 at 14:28 - Reply

    Leandro. Teus artigos servem de forma brilhante para abrir a mente de qualquer pessoa. Eu mesmo migrei aplicações que tive no passado em poupança e previdência privada para títulos privados de um banco menor e títulos públicos custodiados por corretora sem taxa, tudo graças ao aprendizado que tive ao ler seus artigos. Já recomendei este site pra uma galera. Me envergonho de certa forma em ter tido tantas aulas gratuitas com teus artigos e nunca sequer ter feito uma doação ao site. Por isso ando pensando que a forma mais correta de retribuir o que aprendi seja adquirindo teus livros (se bem que quem vai sair ganhando mais uma vez serei eu). Mas daí pergunto: os livros também possuem a mesma linguagem acessível do site? Tu aborda de forma mais direta as melhores formas de investir? Essa última pergunta eu faço por sentir que em cada artigo teu, tu não indica de forma direta um determinando investimento (até por ter a filosofia de que cada um deve ser responsável pelo seu dinheiro), mas deixa de forma subliminar onde estão algumas boas oportunidades. Como fica isso nos livros? Obrigado

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 17:06 - Reply

      Oi Rafael. Os livros são os melhores conteúdos do site apresentados na ordem certa e da maneira mais didática possível. Não é meu objetivo fazer recomendações de investimento. Quem faz isso são os consultores de investimento, analistas de investimento e outros que trabalham dizendo o que você deve fazer com o seu dinheiro. Para dizer o que é um bom investimento para você seria necessário saber quem é você. O que é bom para mim pode ser muito ruim para você. É como perguntar se o exercício X e o exercício Y é bom para você. Se você for uma pessoa sedentária pode ser péssimo. Se você for um atleta pode ser ótimo. Existem pessoas financeiramente sedentárias e existem pessoas que são atletas no mundo dos investimentos.

  28. paulo lopes 20 de julho de 2017 at 15:30 - Reply

    Leandro,excelente artigo parabéns.Desde dos os meus treze anos pratico a poupança de guardar dez por certo de tudo que ganhar,não aprendi sozinho,meu avó ensino-me esta regra para viver;hoje com 59 anos de idade tenho um patrimônio avaliado em 180 mil,não estou na lista dos homens mais rico do mundo,mas construí um patrimônio de 180 mil,lendo seu artigo,meu avô,estava certo.

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 17:11 - Reply

      Oi Paulo. A minha esperança que as pessoas possam transmitir tudo que aprenderam aqui para seus filhos e netos. Meu sonho é que esses netos possam dizer que são pessoas financeiramente bem-sucedidas graças aos seus avós, e que eles aprenderam tudo que ensinaram em um lugar chamado Clube dos Poupadores que existia dentro de uma coisa que os antigos chamavam de “internet”.

  29. Claudia 20 de julho de 2017 at 15:46 - Reply

    Oi Leandro. Uma reflexão: muitas pessoas, como eu, já chegaram à segunda metade da vida, estando a pouco mais de dez anos da aposentadoria. E, por falta de informação, talvez mesmo falta de consciência, também por conta da cultura da casa própria, muito em voga nas últimas décadas e ainda por terem sido educadas para acreditarem na segurança da aposentadoria, cometeram, a meu ver, dois erros fundamentais: não programaram uma renda extra para a aposentadoria e gastaram muito dinheiro com o chamado sonho da casa própria, dinheiro este que poderia ter sido investido para gerar renda futura. Vejo-me agora, mais realisticamente, diante desse desafio: criar condições para gerar renda após a aposentadoria com relativamente pouco tempo para isso. No meu caso penso que ainda é possível, pelas condições de trabalho e hábitos saudáveis de consumo. Mas sempre fica a dúvida: não seria o caso de vender o imóvel, que finalmente saiu tão caro, para investir? Não é uma pergunta direta – até porque entendo não ser este o sentido de seu trabalho – mas uma sugestão para que você, em suas análises, sempre tão consistentes, considere também esse cenário e essas pessoas que, como eu, têm pouco tempo até a aposentadoria e que já tomaram algumas decisões que pareceram muito acertadas em determinada época mas que, agora, mostram-se ineficientes. Acredito que um acerto de rota ainda é possível. O que você acha? Obrigada por seu trabalho.

    • Leandro Ávila 20 de julho de 2017 at 17:18 - Reply

      Oi Claudia. Acho que ter um imóvel próprio no Brasil é uma questão de segurança. O motivo é simples, basta olhar os últimos 10, 20, 30 anos e observar que temos um sistema político e econômico instável. Veja quantas crises políticas e econômicas já tivemos. Depois da democratização já tivemos 2 presidentes impeachmados, um está condenado por crimes de corrupção e outro disse que achava que o crime de caixa 2 não é tão grave assim. Como será o futuro? Não sabemos. Como deve ser chegar na terceira ou na quarta idade sem ter um teto próprio? Deve ser encarado como uma situação de risco. Eu não recomendaria a ninguém vender um teto próprio para investir. É possível buscar outros meios. Se temos saúde e gosto por servir e ser útil, certamente encontraremos uma forma de colaborar e transformar isso em uma forma de remuneração. Talvez seja isso que todos os idosos do futuro tenham que fazer. Pessoalmente pretendo trabalhar enquanto tiver forças e saúde física.

  30. Gustavo Correia 21 de julho de 2017 at 16:35 - Reply

    Parabéns primeiramente Leandro ! Meu nome e Gustavo . Tenho 27 anos casado e filhos. Graças a Deus trabalho para mim desde os 20 anos. Tenho minha casa,carro e pequeno negócio. Gostaria de saber a melhor forma para garantir uma boa aposentadoria. Poupança e imóveis e o que o meu pai diz. Mais estou tentando buscar outras formas para fazer meu dinheiro trabalhar ao longo do tempo. Ex. Se consigo guardar 1mil todo mês qual e a melhor opção de investimento. Tirando poupança e claro kkkkkk mas como a poupança com baixos riscos. Investimento a longo prazo. 10 anos . (Mais de 10 anos não sei se irei conseguir pois os filhos estaram na adolescência e os gastos aumentarão. Da uma dicas ae? Sou novato no site e ja adorei essa publicação! Irei ver outras. Obg

    • Leandro Ávila 22 de julho de 2017 at 8:00 - Reply

      Oi Gustavo, como educador eu só posso recomendar um investimento, o investimento na sua educação. Existem diversos tipos de investimento e seria muito útil para você entender o funcionamento de cada um. Durante toda vida você terá que tomar decisões sobre o que fazer com o seu dinheiro. Dependendo de cada situação e do que o futuro nos reserva teremos investimentos diferentes. Recomendo começar seus estudos pela renda fixa e títulos públicos. São os primeiros passos. Temos artigos, livros e cursos recomendados aqui no Clube, basta olhar no menu superior do site.

  31. Fau 21 de julho de 2017 at 17:23 - Reply

    Olá, Leandro!! Sou uma leitora assídua dos seus textos e muito grata pelo aprendizado adquirido!! Eu tenho uma dúvida muito boba, mas que me acompanha por muito tempo… em termos práticos, faz muita diferença eu adquirir, por exemplo o Tesouro IPCA 2035 ou o IPCA 2024, e, se for o caso, em 2024 eu reinvesti-lo no IPCA 2035? Pergunto para efeitos dos juros compostos. A questão é que eu realmente não me sinto inteiramente segura em fazer uma aplicação em um prazo tão longo (2035), por isso pensei na possibilidade do 2024, e, se for o caso, reinvestir posteriormente no 2035. Não sei se me fiz entender… Abraço!

    • Leandro Ávila 22 de julho de 2017 at 8:06 - Reply

      Oi Fau. Toda decisão de investimento envolve uma aposta sua sobre o futuro. Não existe como escapar dessa aposta. Se você investe no título de 2035 você está apostando que a taxa que oferecem hoje é muito boa até 2035. Você acredita que essa taxa atual irá se manter ou será menor no futuro e por isso é uma boa ideia fixar essa taxa atual até 2035. Da mesma forma você pode achar que melhor seria garantir essa taxa só até 2024. Quando chegar em 2024 nada garante que o título que vence em 2035 ainda existirá. O Tesouro pode parar de vencer títulos com um vencimento e criar títulos com outros. As taxas futuras também são um mistério até o futuro chegar. Você só vai saber se a escolha que você fez foi a melhor no futuro.

  32. Taís 21 de julho de 2017 at 22:42 - Reply

    Excelente artigo, Leandro!
    Acompanho seu site desde o início de 2015, mas essa é a primeira vez que comento. Já obtive muitas mudanças significativas desde então e sou muito grata a você.
    Particularmente, além de ler os artigos, gosto muito de ler os comentários também, pois sempre aprendo algo com eles e com suas respostas. Gostei dessa mensagem que vc deixou: “A sua vida é a construção de uma obra. É importante olhar para ela como um todo, ligar os pontos para definir o roteiro e determinar os próximos capítulos, pois lá no final você vai querer olhar o conjunto da obra. Ai você vai julgar se a sua vida foi uma obra inacabada, uma obra abstrata, uma obra prima ou uma obra do acaso…. “

  33. Maikon Afonso 21 de julho de 2017 at 22:47 - Reply

    Um quarto desafio é conseguir escapar das armadilhas chamadas de “investimentos” por algumas instituições bancárias que se aproveitam sem nenhum remorço da ignorância do próximo.
    Trabalho em um shopping e hoje quando fui almoçar na praça de alimentação acabei sentando em uma mesa onde já estava um casal de idosos. Observei somavam em um guardanapo o valor do que pretendiam comer e contavam algumas notas e moedas para saber se teriam condições de pagar pelo almoço, e enquanto faziam a contagem a senhorinha comentou com o marido de que precisavam estar atentos para a data que seria desbloqueado o “investimento” que fizeram em títulos de capitalização, que o prazo para ter acesso ao dinheiro era de cinco anos e já haviam passado três. Como o senhor não lembrava do “investimento”, ela teve que dar mais detalhes para que ele lembre, e foi ouvindo os detalhes que quase explodi de revolta.
    Acontece que algum gerente da Caixa Econômica orientou ela a fazer um empréstimo de uma quantia boa e “investir” em títulos de capitalização, como se isso fosse uma forma de garantir um futuro melhor.
    A pessoa já tem a consciência de que precisa criar patrimônio para garantir seu sustento no futuro, mas pela falta de educação financeira é literalmente roubada. Só me pergunto, como é que uma pessoa que tem como emprego a função de enganar pessoas e comprometer seus futuros, para bater metas e crescer profissionalmente, consegue dormir em paz?

    • Leandro Ávila 22 de julho de 2017 at 8:18 - Reply

      Oi Maikon. A nossa ignorância vira oportunidade de negócio em diversos setores. Os bancos exploram sua ignorância sobre investimentos, a indústria de alimentos explora nossa ignorância alimentar, existem aqueles que exploram nossa ignorância jurídica, nossa ignorância religiosa, nossa ignorância política, nossa ignorância manifestada de diversas formas. O melhor que podemos fazer é combater nossa ignorância diariamente.

  34. Maikon Afonso 21 de julho de 2017 at 22:55 - Reply

    Leandro, parabéns por sua dedicação à este trabalho transformador que você vem fazendo na vida de milhares de pessoas, e eu me incluo nelas.

    A luz que você tem colocado em nosso caminho nos ajuda na caminhada para a independência financeira e a escapar destas ciladas que acabei de comentar na postagem.

    Com admiração,
    Abraço

  35. Anderson 22 de julho de 2017 at 14:19 - Reply

    Leandro,

    Tenho pensado bastante nesta questão de empreendimento. A minha área de atuação é boa, e gosto do que faço, porém, ela se limita, financeiramente, em certo ponto, sendo apenas poucos os que conseguem ultrapassar certas barreiras de receita. Sinceramente, venho pensando em investir num negócio próprio como forma de aumentar meus rendimentos, de poder, quem sabe, duplicar meus aportes. Pelas minhas previsões, minha independência financeira – a minha independência “sonhada”, a mais alargada – será alcançada aos quarenta e poucos anos, mas, devido ao ritmo de trabalho, não quero ficar correndo até lá… queria atingir esse estágio de IF pouco antes dos 40… E só vejo solução no empreendedorismo…

    Confesso que este teu artigo mexeu-me quanto a isso. Faz-me refletir mais…

    Abraço!

    • Leandro Ávila 31 de julho de 2017 at 14:34 - Reply

      Oi Anderson. O emprego é uma limitação. Você pode vender um número limitado de horas para o seu patrão e o valor dessas horas tem limite. Quando você tem um empreendimento, existem menos limites e o esforço adicional é melhor recompensado. Eu consegui a minha empreendendo, trabalhando mais e melhor do que trabalharia se fosse em troca de um salário.

  36. Luciana 23 de julho de 2017 at 20:25 - Reply

    Leandro, escrevi em outro post, e gostaria de saber o passo a passo para começar a investir na Bolsa. Por onde começar? Você tem algum livro ou artigo?

  37. Mikhael 26 de julho de 2017 at 11:09 - Reply

    Bom dia Leandro. Gostaria de saber a sua opinião acerca da conquista da independência financeira nesse cenário de quedas constantes das taxas de juros. Isso afeta muito ou pouco ? Muito se houve falar que nesse cenário deveríamos migrar pra renda variável afim de conseguir maiores rentabilidades. Mas a renda variavel não pode ser o local de destino da maioria do nosso patrimonio. Ou pode ?!

    • Leandro Ávila 31 de julho de 2017 at 14:29 - Reply

      Oi Mikhael. Você deve observar com atenção que juros elevados não significam nada se a inflação também estiver muito elevada. Quando a taxa Selic chegou no topo a inflação passou dos 10%. Os juros reais que é aquele que você ganha acima da inflação é o que importa e o Brasil ainda tem um dos juros reais mais elevados do planeta. Mesmo assim, não existe dúvida que a renda variável potencializa seus ganhos. Quando digo renda variável não estou me limitando a ser sócio da empresa dos outros (comprar ações na bolsa) mas também ter suas próprias iniciativas e empreendimentos.

  38. Juliana 27 de julho de 2017 at 9:57 - Reply

    Parabéns Leandro. Adorei o texto. Tenho 29 anos e tenho essas ideias de me “aposentar” para ter mais tempo livre para fazer realmente o que eu gosto. Para isso, precisamos pensar um poco fora da caixa e não nos prendermos ao status social. Parabéns e continue nos mostrando mais sobre esse caminho. Forte abraço!

    • Leandro Ávila 31 de julho de 2017 at 14:27 - Reply

      Oi Juliana. Quando você se prende ao status social, você amarra a sua perna em uma âncora. Você segue nadando, parecendo estar por cima, mas lá no fundo tem uma coisa puxando você para baixo. Basta um descuido para afundar.

  39. João Silva 27 de julho de 2017 at 18:20 - Reply

    Comecei este ano na renda variável através do guia invest pro e comecei a perceber que a analise fundamentalista funciona realmente. Aos poucos estou aprendendo a investir em ações. Obrigado pela dica.

  40. ATo 2 de agosto de 2017 at 15:25 - Reply

    Parabéns pelo artigo, cada vez fica mais claro a necesidade de fazermos a nosso propio planejamento financeiro para a aposentadoria. Aguardar que o Governo faça a sua parte e o mesmo que acelerar o carro contra o muro. Como demonstrado o investimento deve ser contínuo desde o início, esta é a forma mais fácil de se chegar a uma aposentadoria confortável. Uma das coias mais tristes que vejo são as pessoas idosas que precisam trabalhar para se manter.

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