Comprar à vista ou a prazo: Não fique endividado!

Ter uma dívida é sempre um problema. Por mais que a mídia, comércio, bancos e o governo queiram te convencer do contrário, não acredite neles. Eles lucram com as suas dívidas. Assumir dívidas é sempre um problema na sua vida com custos e transtornos que você desconhece.

Fazer uma dívida significa aceitar pagar juros. Você optou por antecipar a compra de alguma coisa que não tem dinheiro para pagar. Ao usar o dinheiro dos outros, você está pagando duas vezes: 1) pagando pelo produto; 2) pagando pelo dinheiro emprestado.

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Se você está endividado, não se sinta sozinho. Você é a maioria.  Uma pesquisa recente mostrou que 6 de cada 10 brasileiros estão endividados. E não estou falando de dívidas importantes como a compra de um imóvel, investimento em pequenos negócios ou desenvolvimento pessoal e profissional através de cursos técnicos e universitários. São dívidas no cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal e prestação de carro. O número de endividados ultrapassa 61% da população.

Regularmente a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulga uma pesquisa muito interessante chamada Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Você pode baixar as pesquisas mais recentes acessando este endereço aqui.

Quando o comerciante diz que vai parcelar o pagamento em várias vezes sem juros, tenha certeza que os juros estão embutidos. O poupador inteligente não paga juros, ele ganha juros. E muitas vezes é uma questão de escolha e de educação.

Se você paga juros em tudo que compra significa que precisa se reeducar. Coloque na ponta do lápis o quanto da riqueza que você produz anualmente vai para o bolso do sistema que lucra com seu consumismo impulsivo.

Os que lucram com este seu comportamento (bancos, empresas e governo) fazem de tudo para você acreditar que consumir através de dívidas é normal, comum, aceitável e recomendável. E eles fazem isto porque sua dívida é algo bom para o banco que empresta o dinheiro, é bom para a empresa que vende hoje aquilo que você deveria comprar amanhã e é ótimo para o governo que arrecada impostos hoje e não amanhã.

Seus amigos e parentes também te incentivam a assumir dívidas quando compram aquilo que não podem comprar para ostentar a riqueza que não possuem. Isto é uma verdadeira armadilha psicológica.

Só comprar aquilo que você pode pagar à vista hoje é a melhor opção para o seu bolso e para sua família. Vejo na televisão, manifestantes revoltados contra o sistema jogando pedras no vidro das agências bancárias. Quem paga pelo vidro quebrado é quem joga pedra, já que os bancos repassam seus custos operacionais para tarifas e juros que cobram. A pior pedra que você pode jogar no sistema é investir na sua educação financeira para mudar este hábito de comprar pagando juros.

Se você não tem o dinheiro que precisa para comprar no presente, deve iniciar um planejamento para comprar no futuro, sem depender do dinheiro dos outros. Você deve determinar uma data futura para a compra e durante este tempo deve poupar e investir o que puder.

Se conseguir fazer isto você ganhará 4 vezes:

  • 1) Você não vai pagar juros (mais dinheiro no seu bolso);
  • 2) Você vai deixar de gastar com supérfluos para poupar (mais dinheiro no seu bolso);
  • 3) Você vai ganhar juros ao investir o que poupou (mais dinheiro no seu bolso);
  • 4) Você vai pagar à vista e exigir desconto dos juros embutidos (mais dinheiro no seu bolso).

E existe uma quinta vantagem psicológica muito importante que acaba gerando retorno financeiro indireto. Quando você estabelece a meta de poupar para comprar alguma coisa que você sonha à vista isto se transforma em algo motivador. Nosso cérebro é motivado pela possibilidade de recompensas. Para o seu lado emocional ou irracional, todo esforço vale a pena se o resultado deste esforço for prazeroso. Você pode transformar o seu desejo pelo produto em uma ferramenta de motivação no trabalho. Se você ganha dinheiro com base na sua produtividade (no emprego, em uma atividade empresarial ou autônoma), uma meta pessoal a ser atingida te estimula a produzir mais e a ganhar mais. Você topa o sacrifício para receber a recompensa que será comprar o que deseja à vista. Muitas empresas usam isto para elevar sua produtividade com objetivo de obterem mais lucro. Você pode usar a mesma estratégia para aumentar sua produtividade com objetivo de elevar suas receitas.

E existe uma sexta vantagem que também é psicológica. Está provado cientificamente que o prazer sentido ao comprar algo desejado, depois de planejamento, disciplina e algum sacrifício é muitas vezes maior. A compra com sacrifício gera enorme satisfação, realização, vitória e prazer para seu cérebro. Já a compra feita por impulso através de um endividamento gera uma enorme frustração quando a cobrança chega.

  • Quando você compra à vista, você antecipa o sacrifício, encara um desafio, se sente motivado para poupar, investir e depois comprar. Depois da compra é só felicidade e realização duradoura.
  • Quando você compra se endividando, você antecipa a realização do desejo e logo depois precisa encarar uma dívida que pode gerar sacrifícios e lamentações por muitos meses. Dívidas são desmotivantes, estressantes, angustiantes.

Usar o cartão de crédito, cheque pré-datado ou o crediário para realizar uma compra por impulso tira grande parte do prazer e da satisfação após a compra. Você também dará menos valor e terá menos cuidado com aquele objeto comprado de forma impulsiva. É comum observar pessoas que compram coisas que não usam ou que depois de compradas acabam se quebrando ou se perdendo por descuido.

Você terá mais zelo e mais gosto pelas coisas que compra à vista com sacrifício e luta. Seres humanos são batalhadores, o prazer está na luta e não só na conquista. O satisfação está no plantio e não só na colheita.

A pesquisa também mostrou que mais de 20% das pessoas que devem, estão com os pagamentos atrasados. São pessoas que não estão dormindo direito. Além de pagar juros, estas pessoas também estão pagando multas diárias pelo atraso. Ficar devendo no país que cobra as maiores taxas de juros do mundo é a pior das situações para a vida financeira de uma família.

No gráfico abaixo podemos ver que as famílias com renda menor que 10 salários mínimos estão sofrendo mais. Elas estão devendo, estão com pagamento atrasado e não sabem como pagar a dívida. Nesta faixa de renda, 8,4% não tem condições de pagar. O percentual parece pequeno, mas se você considerar que nosso país é composto por mais de 200 milhões de habitantes e mais de 60 milhões de famílias, estamos diante de milhões de endividados.

Atualmente o Brasil é o pior lugar do mundo para aqueles que vivem endividados. Nossos bancos cobram os maiores juros entre todos os países e a situação tende a piorar. Os juros básicos da economia estão subindo desde o ano passado e provavelmente o Banco Central vai continuar subindo os juros para controlar a inflação.

Já quem poupa, investe e compra à vista com o próprio dinheiro, está no melhor dos mundos. O Brasil é o país que paga os maiores juros reais em investimentos de baixo risco. Chegou o momento de você deixar de ser devedor para se tornar um poupador. Compartilhe este artigo com seus amigos e parentes que estão devendo e precisando de esclarecimento sobre educação financeira.

Para aprender mais sobre investimentos recomendo que você baixe o livro Como Investir Dinheiro do Rafael Seabra e também conheça o livro do Henrique Carvalho chamado Alocação de Ativos.

By |26/03/2014|Categories: Consumo|25 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

25 Comments

  1. Luciano 26 de março de 2014 at 16:18 - Reply

    Perfeito Leandro, além de ganhar 4x ainda tem a vantagem de não ter comprometido a renda dos próximos meses ou anos. O que é super importante em casos de desemprego ou um problema de saúde.

    • Leandro Ávila 26 de março de 2014 at 16:43 - Reply

      Olá Luciano. É verdade. O endividado fica prisioneiro da dívida. Não pode mudar de emprego, não pode ficar doente, não pode perder o emprego. Inclusive, dívidas atrasadas podem dificultar muito no momento de conseguir um novo emprego. Existem empresas que verificam a situação do candidato e negam a vaga para os devedores. A dívida é uma força que potencializa qualquer problema. Um abraço e obrigado!

  2. Fábio 26 de março de 2014 at 18:29 - Reply

    “R$ 300,00 à vista ou em 3x sem juros.”
    O único problema que vejo, Leandro, de se negociar desconto à vista é esse velho ‘papo furado’ do vendedor: “este valor já é à vista e já está com desconto senhor”.
    Ora, se na simulação deu 3x 100,00, obviamente que à vista deveria ser menos de 300,00.
    Certamente que os juros nesses casos já estão embutidos no parcelamento, como você disse.
    A meu ver, esse é também um problema legal, pois essa prática fere nossos direitos como consumidores, elencados no Cód. Defesa do Consumidor.
    E infelizmente, o Procon, ao que parece, tem sido omisso ou pouco eficaz na fiscalização dessa prática discarada e tão comum, não aplicando multas nos casos em que eventualmente caberiam.
    Parece haver um ‘conformismo’ com essa prática por ser tão usual, mas que a meu ver é ilegal.

    • Leandro Ávila 26 de março de 2014 at 21:54 - Reply

      Olá Fábio. Infelizmente as empresas se aproveitam da falta de informação e conhecimento das população. Existem muitas lojas na internet que anunciam um produto de R$ 1200,00 que pode ser pago em 12 vezes SEM JUROS de R$ 100,00. Em letras miúdas informam que se o pagamento for à vista através de boleto bancário ou débito o produto pode ser comprado com desconto de 15%. Isto significa que os R$ 1200,00 possuem juros embutidos.

      • Giovane 1 de abril de 2014 at 2:22 - Reply

        Leandro, em compras online realmente tem essa opção com descontos no boleto ou débito. O grande problema é na loja física, como o Fábio relatou. Que lei podemos nos respaldar para exigir a retirada dos juros na compra a vista?

        • Leandro Ávila 1 de abril de 2014 at 8:29 - Reply

          Na verdade cobrar juros é legal. O ilegal mesmo é oferecer desconto para aqueles que querem pagar à vista. O comerciante que cobra um preço com desconto para que paga em dinheiro ou no débito e cobra outro preço para quem vai comprar no cartão de crédito esta cometendo crime contra o código de defesa do consumidor e pode ser multado pelo PROCON. Veja a matéria: https://www.youtube.com/watch?v=NPgAr48TozI

  3. Patrícia 26 de março de 2014 at 19:02 - Reply

    Mais um artigo perfeito! Obrigada, Leandro.Compartilhando…

  4. Carlos 27 de março de 2014 at 16:15 - Reply

    Leandro tenho aprendido muito com seus artigos, acho que a sua clareza nas explicações é um grande diferencial. E além disso, outra vantagem que vejo nas suas explanações é que você traz a situação para o dia-a-dia das pessoas sem perder o rumo da coisa e cair na mesmice de muitos por ai que acabam entrando muito nas teorias e o leitor acaba se perdendo.

    • Leandro Ávila 27 de março de 2014 at 17:40 - Reply

      Olá Carlos, muito obrigado. Fico muito feliz por poder colaborar. Um abraço!

  5. Ewerton Azevedo 29 de março de 2014 at 18:23 - Reply

    Leandro,

    Agradeço mais uma vez pelo artigo passando informação de qualidade a todos os brasileiros. O que tenho visto Leandro no comercio e shoppings, são as lojas não dando mais desconto algum nos produtos comprados a vista e sim o mesmo valor que eu pago em 10x é o mesmo de a vista. Pra mim isso não poderia acontecer por que esse cenário incentiva a compra a prazo. Ora se um produto vendido a vista é o mesmo valor em 10x(claro com o juros embutido) logico que compraria em 10x afinal ninguém sabe nem se amanha estará vivo. Mais como o governo não está nem ai para quem quer economizar ele quer mesmo é que se compre para ele arrecadas da nisso.

    • Leandro Ávila 29 de março de 2014 at 21:50 - Reply

      Olá Ewerton. Use o shopping para ter contato físico com os produtos. Faça sua escolha, anote o nome e dados de referência para depois comprar pela internet. Conheço muita gente que não compra mais nada em shopping. Os custos para manter uma loja dentro de um shopping são muito elevados. E estes custos estão embutidos nos preços. Não existe produto vendido em 10 vezes sem juros. Os juros estão embutidos e o logista prefere vender o produto ganhando juros.

  6. Astakad 31 de março de 2014 at 11:51 - Reply

    Há tempos não consigo parar para ler com atenção um artigo desse excelente site. Deixo aqui os meus parabéns e meus agradecimentos, por mais um excelente artigo.
    Há questão das dívidas está muito mais associado ao que é de fato, necessário, ao que é supérfluo. Como podemos, ver em casos como os jovens dos “Rolezinhos” e “Funk ostentação”, que existe uma grande inversão de valores, e as pessoas estão gastando com coisas que não necessitam, como roupas caras, ao contrário de investirem em educação.

    Sem mais,

    Anderson Santos

    • Leandro Ávila 31 de março de 2014 at 13:59 - Reply

      Olá Astakad. Esta questão das músicas de ostentação é muito séria. O poder da música sobre o nosso comportamento, crenças, desejos e emoções das pessoas é comprovado cientificamente Há milênios que diversas culturas utilizam a música como ferramenta de educação e transmissão de valores. Os valores que estas músicas estão injetando na mente de jovens vulneráveis (sem instrução e incapazes de criticar e questionar) são valores invertidos. E estes valores são os mesmos que grandes marcas tentam embutir na cabeça da classe média.

  7. NOTLIG 11 de abril de 2014 at 11:17 - Reply

    meu caro leandro ávila.Q ual a melhor opção que devo recorrer – pagar todas as dividas e ficar limpo na praça ou comprar o que estiver presisando mesmo endividado.obrigado espero uma sugestão

    • Leandro Ávila 11 de abril de 2014 at 13:38 - Reply

      O ideal seria você organizar sua vida financeira para que você pague o que deve e nunca mais volte a dever.

  8. NOTLIG 11 de abril de 2014 at 22:40 - Reply

    Muito agradecido leandro…eu queria tirar a abilitação mesmo endividado .. mas o correto e seguir sua sugestão, muito obrigado me ajudou muito, vou resolver minha vida financeira.

  9. Letícia 23 de maio de 2014 at 15:34 - Reply

    Leandro, antecipadamente vou pedir desculpas se meu comentário “leigo” irá te ofender de alguma forma, não será minha intenção…

    Para uma pessoa como eu, totalmente ignorante no assunto, quando vejo um economista do seu porte falando de planejamento, compra a vista, não gastar com coisas desnecessárias… logo me vem a cabeça, “seria ele um tremendo mão de vaca?” :P… Infelizmente vivemos em um cultura consumista, sei que é errado… eu por exemplo não sou apegada a coisas de marca, coisas caras… mas eu adoro sair para comer em bons restaurantes, gosto de colecionar CD’s, DVD’s, e tenho uma paixão imensa por bonecos de ação, o que na mente da minha mãe não passa de brinquedos :(… Sou servidora pública, ganho relativamente bem para o cargo que ocupo… estou conseguindo fazer uma poupança razoável (que por sinal comecei a fazer depois de visitar seu site), além de ajudar minha família nas contas de casa. Mas reservo uma parte do salário para gastar com “besteiras”… e toda vez que leio seus textos eu fico com a sensação que estou “rasgando” meu dinheiro. Não sei se a sensação que tenho se dá por conta da minha imaturidade ou até mesmo pela falta de uma interpretação mais aprofundada do seu site… porque a ideia que tenho é que pessoas como você (por favor, não estou te ofendendo) trabalham, poupam, mas não gastam… e repito… pode ser totalmente ignorância da minha parte… Eu vi em outro texto do site sobre um amigo seu que passou a gastar dinheiro com whisky e na mesma hora me veio à cabeça se o que estou fazendo ao comprar meus bonecos ou coisas materiais não seria me equiparar ao seu amigo. Eu não sou consumista para me sentir superior… bem sucedida ou postar nas redes sociais minhas ostentações, longe disso… odeio essas coisas, mas gosto de chegar em casa e ter a sensação que eu estou conquistando meus sonhos… Eu trabalho, ainda estudo, já tenho nível superior…. e para falar a verdade boa parte do meu salário eu gasto em materiais para estudar para concursos melhores…

    Há ainda o fato de eu gostar de morar em uma casa confortável, então invisto em ter uma casa bem equipada…

    Enfim…. se não for te causar transtorno, poderia me dizer o que para você é um consumo normal? O que deixa de ser necessário??

    Eu já conheci pessoas com uma boa condição de vida que simplesmente não gastam com nada… guardam dinheiro e vivem um vida que para mim não é apenas uma vida simples, pois nem comer bem come… e nem estou falando de sair para comer fora, mas ter aquela visão de que deve comprar o mais barato, mesmo não sendo o de melhor qualidade… não que o mais caro também seja o melhor…. mas é pelo simples fato de nem comparar o custo/benefício… só visar o MAIS BARATOOOO! Sei lá, me parece estranho ter uma vida assim…

    • Leandro Ávila 23 de maio de 2014 at 16:40 - Reply

      Olá Letícia. Muitas vezes o mais barato é o mais caro, existe sim uma relação entre custo e benefício que precisa ser avaliada. O problema é que nunca temos o conhecimento necessário para fazer estas comparações da forma correta. É por isto que a maioria das coisas que você acredita ter algum valor, na verdade são coisas baratas que foram “maquiadas” para que você acreditasse que são boas e por isto caras. Eu não sou economista, minha formação é em Administração de Empresas. O foco do meu curso superior de Administração era o empreendedorismo, abertura de novos negócios. Neste tipo de curso somos treinados a fazer mais com menos. Também somos treinados a planejar produtos e serviços de baixíssimo custo e elevado valor percebido, para que tenhamos o máximo lucro possível. As empresas produzem com o menor custo possível, com a menor qualidade possível para que você tenha a maior percepção (ilusão) de valor possível. Aprendemos a fazer com que você acredite que o produto que vendemos vale muito mais do que ele realmente custa. Eu entendo os bastidores deste “teatro” que você chamou de “cultura consumista”. Todos nós estamos emergidos neste mundo de consumo. Algumas pessoas conhecem os bastidores e as regras do jogo. A grande maioria ignora como as coisas funcionam, e se tornam vítimas do sistema. Meu objetivo com o Clube dos Poupadores é gerar este tipo de incomodo que você está sentindo. Quero que as pessoas comecem a entender as regras do jogo, para que elas possam se posicionar entre os que sabem o que estão fazendo ou os que não sabem o que estão fazendo. Você deve sim se perguntar, se questionar, se incomodar e refletir sobre aquilo que você compra e valoriza: Qual é o meu proposito real acumulando estes bonecos na minha casa, na minha vida? O que eu verdadeiramente ganho com isto? Que função tem? Será que são mesmo brinquedos como minha mãe diz? O meu comportamento de colecionar coisas, de onde vem isto? Será mesmo saudável? Coleciono só porque todos colecionam? Meu objetivo não é fazer você parar de fazer as coisas que você gosta. Meu objetivo é fazer você refletir sobre as coisas que você valoriza, sua conscientização e reflexão podem fazer você perder o gosto por coisas que não tem tanto valor real na sua vida. Também exitem pessoas que colecionam dinheiro, sofrem, passam necessidade, vivem uma vida miserável pelo vício de acumular dinheiro. E o que leva ela a fazer isto normalmente é o mesmo que leva alguém a colecionar qualquer outra coisa material. Elas também não tem nenhum proposito, juntam por juntar, como o colecionador coleciona por colecionar. E o objetivo do Clube dos Poupadores não é criar colecionadores de dinheiro. Meu objetivo é que as pessoas reavaliem seus valores, planejem seu futuro, amadureçam, aumentem sua consciência sobre a verdadeira realidade que está por trás da “cultura do consumo”. Uma abraço e muito obrigado por expor seus pensamentos sobre o assunto. Com certeza você vai ajudar centenas de leitores que visitam esta página diariamente a refletirem mais sobre o tema.

  10. Dênis Barbosa Batista 14 de agosto de 2014 at 20:28 - Reply

    Há um ditado que diz que “só ganha dinheiro quem tem dinheiro”. mas vale também pra quem não tem tanto dinheiro assim, porém cultiva perspicácia em raciocinar e seguir gente inteligente como você, Leandro, que sempre está disponível e apto a ensinar/educar financeiramente.

    Parabéns outra vez!

    Grato. Dênis, Coqueiral, Mg

    • Leandro Ávila 14 de agosto de 2014 at 23:53 - Reply

      Muito obrigado Dênis. Eu acredito que só tem dinheiro quem trabalha, poupa e investe. O resto só vive para pagar contas. Não importa quanto a pessoa ganha, é importante poupar um pouco, pois o único dinheiro que é realmente seu, é aquele que você poupou.

  11. UIRLEAN 7 de fevereiro de 2015 at 10:40 - Reply

    Leandro, sempre falei para os outros, voces tem poupar, mas eu nunca poupei, hoje sinto as consequecias, nunca guardei nada do ganhei. mas depois de hoje comessarei meus habtos,sei que nunca e tarde para comessar,obrigado.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2015 at 23:57 - Reply

      Olá Uirlean. Nunca é tarde para começar. Parabéns por começar!

  12. SÓCRATES 23 de setembro de 2015 at 19:58 - Reply

    Meus parabéns Leandro!
    Continuo ávido nas leituras e evoluindo a cada dia através da leitura de artigos como esse.Além do mais a participação dos leitores é algo muito interessante pois reflete muito o pensamento da maioria.Entendo perfeitamente o que você quer dizer quando falar em REFLETIR…e adorei a frase :”Quem paga pelo vidro quebrado é quem joga pedra, já que os bancos repassam seus custos operacionais para tarifas e juros que cobram. A pior pedra que você pode jogar no sistema é investir na sua educação financeira para mudar este hábito de comprar pagando juros….”
    Continue meu amigo pois esse trabalho estará se multiplicando através do seu alunos…

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