Imposto Feminino: mulheres pagam mais caro

A taxa rosa, imposto feminino, imposto das mulheres e pink tax são nomes que representam uma prática comercial comum e que as pessoas aceitam sem grandes questionamentos e reflexões. Diversas marcas de produtos e serviços possuem linhas femininas e masculinas onde a única diferença entre os produtos é a cor da embalagem e o preço.

A prática é antiga e mantida pelas empresas por um fato simples. A estratégia aumenta as vendas e os lucros. Parece existir uma falsa ideia de que alguns produtos femininos são mais caros que suas versões masculinas por serem especiais, por terem características diferenciadas ou até uma qualidade superior. Muitas mulheres pagam mais caro por falta de uma reflexão, por não dedicarem algum tempo prestando atenção nas alternativas idênticas que são produzidas para o público masculino ou sem uma definição clara de gênero.

Veja o exemplo tradicional dos aparelhos de barbear que se transformam em aparelhos de depilar. Tecnicamente fazem a mesma coisa.

 

Muitos culpam as empresas pelo problema, mas eu acredito que as empresas só aproveitam uma oportunidade. Elas entregam para as pessoas aquilo que elas estão dispostas a comprar, pelo preço que elas aceitam pagar. Se por algum motivo estranho as mulheres aceitam pagar mais caro, as empresas vendem mais caro. Simples assim.

Empresas com fins lucrativos são instituições que possuem um objetivo básico e existencial que é lucrar com a venda de produtos e serviços. Para isso, elas cobram sempre o maior preço que as pessoas estão dispostas a pagar. A decisão de comprar ou ignorar um produto é totalmente sua.  O preço final de um produto é sempre aquele que está no limite em que as vendas começam a cair a cada R$ 0,01 mais caro.

As empresas gastam muito tempo estudando o preço ideal para o valor percebido dos produtos que vendem. Atualmente, preço não tem muita relação com custo de produção. Pouco importa o custo de produção. O que faz a diferença é quanto custa fazer você acreditar que um determinado produto vale mais do que o seu preço. Muitas vezes o investimento em marketing para elevar o valor percebido do produto é o que torna seu preço tão elevado. Preço e valor são coisas diferentes. O preço é o que você paga pelo produto e o valor percebido é o que você leva para sua casa.

No exemplo do vídeo abaixo, a empresa diz que conseguiu desenvolver o primeiro depilador desenhado para fazer você se sentir uma Deusa. Observe que certamente as pessoas estão mais dispostas a pagar caro para se sentirem Deusas. Quanto custa ser uma Deusa? Certamente custa mais caro do que apenas retirar os pelos das pernas com uma lâmina.

Se eles identificam que mudar a cor do produto de azul para rosa faz o público feminino pagar mais caro, o preço é testado até o limite do interesse das mulheres.

O senhor na foto abaixo é um dos três homens mais ricos do mundo. Ele possui muitas ações da empresa que fabrica aparelhos de barbear. Na frase abaixo ele esqueceu de falar dos pelos que estão nascendo 24h por dia nas pernas, axilas e partes intimas de todas as mulheres do planeta. Também esqueceu de falar que as vezes elas aceitam pagar mais caro para se sentirem Deusas.

É claro que podem existir outros fatores que possam fazer o barbeador rosa ser mais caro que o azul. Talvez a tinta rosa para o tingimento do plástico possa ser mais cara que a tinta azul. Talvez a quantidade de barbeadores azuis produzidos por dia seja maior que a produção do depilador rosa e isso reduza o custo por unidade. Eu acredito que o mais provável é que o motivo seja apenas uma estratégia de marketing. Talvez o preço menor do barbeador masculino faça a mulher acreditar que o produto masculino tem qualidade inferior.

Se as mulheres e os homens tomassem decisões racionais de consumo eles comprariam o barbeador ou depilador mais barato. Homens comprariam o depilador rosa para fazer a barba se ele estivesse mais barato e mulheres comprariam o barbeador azul para se depilarem se ele fosse o mais barato. O problema é que as pessoas compram movidas por impulsos emocionais. As empresas criam produtos e suas estratégias de marketing entregando aquilo que as pessoas querem receber.

Uma pesquisa feita nos EUA mostrou que os produtos para mulheres custam, em média, 7% a mais do que seus similares masculinos. A categoria de produtos de higiene pessoal foi a com maior diferenciação, em 13% (fonte). No caso dos brinquedos, eles podem custar 20% mais quando estampam cores e personagens que agradam as meninas.

O Brasil é o terceiro maior consumidor de produtos de beleza no mundo e grande parte do mercado está voltado para o público feminino. As brasileiras assumem um custo fixo elevado para cultivar unhas, cabelos, sobrancelhas e outras partes do corpo dentro de padrões estéticos definidos por aqueles que lucram vendendo produtos e serviços. O pior é que a maioria aceita esses padrões sem qualquer reflexão sobre o que representa passar décadas trabalhando muito para isso.

Solução

Não adianta proibir a prática de preços diferentes para produtos femininos e masculinos. Existem lugares nos EUA, como na Califórnia (fonte) onde é proibido a empresa vender produtos com preços diferentes com base no gênero. Certamente existem produtos voltados para o público masculino e feminino que geram custos diferentes para as empresas e onde o preço diferente deve ser justo. Não é papel do governante julgar o preço justo de um produto. O consumidor deveria ter liberdade para fazer isso.

Esse tipo de problema deve ser resolvido por cada pessoa. Na França existe uma consumidora que resolveu fazer um blog para reclamar sobre a diferença de preços entre produtos masculinos e femininos (veja aqui). No topo do site ela diz o seguinte:

Na França, as mulheres ganham 24% menos que os homens. Eles ocupam 82% dos postos de trabalho. A renda média dos homens trabalhadores independentes é 40% maior do que as mulheres. Hoje, a aposentadoria das mulheres é inferior a 42% da dos homens. A comercialização de gênero através da segmentação do mercado entre homens e mulheres, cresce e impõe um imposto específico sobre as mulheres.

Ela só não entendeu direito que empresa nenhuma impõe nada. O fato da renda mensal das mulheres ser menor que a dos homens não tem nenhuma relação com o preço mais elevado dos produtos vendidos para elas.

A culpa não é do governo, da justiça ou do sistema capitalista. A culpa é de quem vive dentro do sistema capitalista sem entender como o sistema funciona. Se você não sabe nada sobre as regras do xadrez e tenta jogar com alguém que entende as regras, quem você acha que vai sair perdendo? O mínimo que devemos fazer para viver dentro do sistema é entender como ele funciona, como as empresas funcionam, como as estratégias de marketing funcionam e como o dinheiro funciona nas relações entre pessoas, empresas e governos. Se não entendemos que depiladores cortam pelos e que não podem fazer ninguém ser um Deus, teremos sérios problemas.

O que ocorre é que a sociedade não entende o poder que possui. A figura abaixo representa isso muito bem. Quando a sociedade se relaciona com instituições privadas, como empresas que possuem fins lucrativos, ela exerce sua liberdade através da escolha dos produtos que compra. É como se cada compra fosse um voto. Produtos e empresas mais votadas (que possuem mais compras) continuam vivas. Quando você compra um produto de higiene, beleza ou de vestuário mais caro por ser rosa, você está dando o seu voto que indica aprovação da iniciativa. A empresa venderá mais e continuará com a prática se você continuar comprando mais caro. É assim que o capitalismo deveria funcionar.

O mesmo vale quando a sociedade se relaciona com os governantes e as instituições públicas que eles controlam no sistema democrático. Você tem o governo que você escolhe através do voto. Se existem culpados pelos problemas que enfrentamos nas nossas relações com as instituições públicas e privadas, nós somos os culpados. Certamente a democracia e o capitalismo não são perfeitos, mas é o que temos hoje. Devemos entender as regras do jogo.

Você precisa entender que de um lado da mesa existem pessoas inteligentes que entendem como o dinheiro funciona, como a sua cabeça funciona e quais são as suas fraquezas que podem se transformar em oportunidades de negócio.

É sua responsabilidade conhecer mais suas fraquezas. É responsabilidade sua buscar o conhecimento e os bons hábitos para ter o controle da sua vida financeira. Se você não dominar a sua vida financeira, alguém (empresas e governos) vai dominar por você.

By |29/06/2017|Categories: Consumo|175 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

175 Comments

  1. Samuel Martins 29 de junho de 2017 at 9:21 - Reply

    Como sempre, mais um excelente post…
    Acompanho sempre.
    Parabéns pelo trabalho, Leandro.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 9:32 - Reply

      Obrigado Samuel. Parabéns por investir o seu tempo nesse tipo de leitura.

  2. Marcelo Williams 29 de junho de 2017 at 9:29 - Reply

    Muito bom Leandro. Parabéns e obrigado.

  3. Rogério 29 de junho de 2017 at 9:44 - Reply

    Leandro, muito bom artigo. Acompanho a maior parte dos seus posts e eles são realmente muito bons!

    Um detalhe neste post, é que na comparação dos produtos da gillette, a versão feminina possui cabeça movél e a masculina não, só isso influencia no custo do material, moldes e montagem. Acho que o artigo realmente é pertinente, apenas o exemplo foi infeliz.

    Abraço!

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 10:14 - Reply

      Oi Rogério. Obrigado, coloquei mais exemplos, existem centenas deles por todas as partes.

  4. Roner Marcos 29 de junho de 2017 at 9:51 - Reply

    Excelente!

  5. Dayana 29 de junho de 2017 at 9:55 - Reply

    Muito bom, Leandro! Sempre acompanho seus posts e me interesso cada vez mais

  6. Joás 29 de junho de 2017 at 9:55 - Reply

    Muito bom o texto. Resumindo, ignorância e vaidade custa muito e não tem limites!
    Abraço.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 10:15 - Reply

      Oi Joás. Não comprar com plena consciência acaba estimulando essas práticas.

  7. Alonso 29 de junho de 2017 at 9:56 - Reply

    Mais uma vez um ótimo texto, parabéns Leandro!

  8. Fabio 29 de junho de 2017 at 9:56 - Reply

    Muito bom. Parabéns!

  9. Roberto 29 de junho de 2017 at 9:58 - Reply

    Muito bacana, Leandro! Já vou compartilhar.

  10. Claudia 29 de junho de 2017 at 9:59 - Reply

    Sempre me recusei a comprar esse tipo de produto, por achar que era discriminatório e enganador. Também não aceito porque um sapato feminino, muitas vezes inferior em qualidae a um masculino – e que vai durar muito menos – custa o dobro do preço deste último. Mas a verdade é simples: as mulheres em sua maioria não se dão conta disso. Gosto de ser mulher e de coisas bonitas, mas não acho que deva pagar mais caro por isso.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 10:20 - Reply

      Oi Claudia. Eu já ouvi falar que a qualidade não era importante pelo fato de muitas mulheres trocarem de sapato antes do necessário. Não trocam de sapato por estar velho ou com problemas. Trocam de sapato quando a moda passa, quando quem produz o sapato determina que ele não deve mais ser utilizado. Quando usar um determinado modelo fora de moda acaba indicando que faz muito tempo que você não compra sapatos (como se isso indicasse problemas financeiros). É comum o homem ter um sapato que fica com ele por muitos anos. É o caso dos sapatos sociais. Inclusive pode ser interessante pagar mais caro por um sapato de qualidade superior se existe o objetivo de ficar com ele por muito tempo.

  11. Alanna 29 de junho de 2017 at 10:02 - Reply

    Leandro, você é o melhor. Acredito que existem pessoas na vida que não precisam estar fisicamente para modificar o curso. Seus artigos fizeram uma revolução na minha cabeça e hoje só tenho a agradecer por esse trabalho social para a edução financeira. Já não contribuo faz algum tempo para o importo rosa, compro quase todos os produtos do gênero na versão masculina, e posso afirmar que geralmente são até melhores, possuem mais laminas e são mais baratos. Continue com esse trabalho. Sucesso!

  12. Joice 29 de junho de 2017 at 10:26 - Reply

    Tenho consciência dessas diferenças injustas e por isso eu compro itens masculinos, tem a mesma função e são mais baratos, não irei alimentar esse sistema injusto

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 11:46 - Reply

      Oi Joice. O sistema faz justamente aquilo que as pessoas querem que ele faça. Se querem o mesmo produto com cores diferentes, com nomes de deusas mitológicas, com promessas diferentes daquelas que foram produzidos, o sistema embala tudo isso e vende na forma de um produto cobrando o máximo possível que as pessoas estão dispostas a pagar. As pessoas é que não são justas com elas mesmas e com o próprio dinheiro.

  13. Eugenio Câmara 29 de junho de 2017 at 10:33 - Reply

    Leandro, excelente post!

  14. Camila 29 de junho de 2017 at 10:39 - Reply

    Oi Leandro, excelente texto!! Já havia percebido essa prática em vários produtos, mas tenho consciência disso e não entro nesse jogo. Hoje, com as blogueiras de moda e beleza, o apelo para o consumo é muito maior e atinge pessoas cada vez mais jovens, que não param para refletir o que estão levando para casa. Se aquela blogueira famosa “usa” (e sabemos que muitas vezes não usa) aquele produto e é linda, então, se eu usar, ficarei como ela! E assim muitas mulheres pagam mais caro por muitas coisas, sem se darem conta ou se importarem com isso! =\

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:00 - Reply

      Oi Camila. Eu já vi uma reportagem que falava sobre as influenciadoras (blogueiras, donas de canais no Youtube, Instagram, Facebook, etc). A reportagem mostrava que as mulheres que seguiam as famosas da internet acabavam comprando mais roupas e maquiagem do que era realmente necessário. Muitas vezes a pessoa comprava por comprar.

      • Aécio 30 de junho de 2017 at 16:12 - Reply

        Parabéns Leandro, muito bom o artigo. Me tire uma duvida no segmento de carros, você teria alguma sugestão de alguns carros que são feitos para o publico feminino, e elas pagariam mais caro?

        • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 18:09 - Reply

          Oi Aécio. Eu não acompanho a indústria de carros, mas sei que existem modelos que são preferidos pelas mulheres e a indústria sabe disso.

  15. José Maria 29 de junho de 2017 at 10:43 - Reply

    Excelente post Leandro!

    Outro exemplo muito interessante são aquelas “toalhas de natação”, feitas de material emborrachado (acetato de polivinila). Em uma loja de esportes custa em torno de R$ 50,00. Outro dia descobri que a mesma toalha, exatamente a mesma, claro, só mudando o rótulo, era vendida como “toalha para lavar carro”, nos hipermercados. Preço: R$ 13,00.

    Ou seja, há diversos produtos que apenas ganham uma nova roupagem, como “para mulheres”, ou “para esportistas”, ou qualquer nicho de mercado, e as pessoas pagam beeem mais caro pelo rótulo e propaganda.

  16. Jefferson Trindade 29 de junho de 2017 at 10:47 - Reply

    Bom dia Leandro, parabéns pelo artigos que nos fazem abrir os olhos para o nosso sistema capitalista, muitos desses detalhes passam despercebidos e influenciam bastante no nosso dia-a-dia. Estou num momento bastante especial na minha vida, os artigos do clube dos poupadores e do transcendência financeira foram essenciais para ajustar o meu mind-set. Comecei a melhorar meus investimentos e tirar o meu projeto do papel para colocá-lo em prática. Muito obrigado.

  17. Marcos Jesus 29 de junho de 2017 at 10:51 - Reply

    Parabéns Leandro! Excelente post.

  18. Claudia 29 de junho de 2017 at 10:51 - Reply

    Excelente artigo. É um artigo de conscientização, pois não sabia desse fato

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:03 - Reply

      Oi Claudia. São coisas que nem sempre paramos para observar com atenção.

  19. Fabiana 29 de junho de 2017 at 10:57 - Reply

    Excelente artigo!
    Há tempo eu já havia lido algo semelhante e comecei a mudar hábitos e a perceber como as estratégias de marketing para o público feminino são agressivas e nos fazem gastar “rios” de dinheiro com produtos que nos transformam em “deusas”, “sensuais”, “decididas” e por aí vai…
    Leandro, sugiro mais artigos nesse sentido…
    Obrigada!

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:07 - Reply

      Oi Fabiana. Infelizmente produtos físicos não promovem essas transformações interiores. Gostamos de acreditar que é possível, que existem atalhos, mas são ilusões que cultivamos e que as empresas identificam como oportunidades a serem exploradas. A exploração é feita com a permissão e colaboração de cada um.

  20. Lu 29 de junho de 2017 at 10:58 - Reply

    Como vc lembra bem, as brasileiras assumem um custo fixo elevado para ter pele, unhas, cabelos, sobrancelhas e outras partes do corpo dentro de padrões estéticos definidos por aqueles que lucram vendendo produtos e serviços. É comum se deixar levar por essa ‘onda’ que, geralmente, compromete boa parte do orçamento.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:13 - Reply

      Oi Lu. No momento que uma mulher que nasceu com cabelo preto toma a decisão de viver o resto da vida com o cabelo loiro, isso significa agregar um custo fixo eterno. Ele terá impacto na quantidade de recursos que você terá no futuro para fazer coisas que considere mais importantes do que ser aquilo que não é. Na prática, adotar uma cor diferente de cabelo é pagar o preço para ser o que não é. Com o avanço da tecnologia, as empresas oferecem novas soluções, com os mais variados custos para que você seja aquilo que não é com relação a todas as partes do corpo. Atualmente é possível modificar praticamente tudo. Não sei até que ponto seria mais barato e eficiente procurar a ajuda de um profissional para que a pessoa possa se aceitar da forma que nasceu.

      • Micaella 29 de junho de 2017 at 19:15 - Reply

        Leandro, adorei o texto, como sempre. Mas queria deixar registrado que falar que “Na prática, adotar uma cor diferente de cabelo é pagar o preço para ser o que não é” pareceu muito exagero pra mim. Como uma pessoa que já teve o cabelo de cores “não naturais” (rosa, vermelho, azul, roxo, verde), acredito que a vontade de mudar a cor do cabelo vai muito além de se aceitar ou não como é. Hoje em dia uso o cabelo preto (dentre outros motivos, justamente um deles é o custo que há para manter o cabelo de outra cor, como você bem disse), mas o fato de eu ter usado o cabelo de uma cor que aliás nem é possível nascer com, não significa que eu não me aceitasse bem com o cabelo natural, significa apenas que eu também encontrava “quem eu sou” tendo o cabelo colorido.

        • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 9:19 - Reply

          Oi Micaella. Eu li três vezes o que você escreveu, mas não consegui entender a ideia de “encontrar quem você é tendo o cabelo colorido”. Vou compartilhar o meu modo de pensar, sem querer desrespeitar o seu. Primeiro você não é o seu cabelo, eu não sou o meu cabelo. Mudar a cor do cabelo não muda quem você é. Isso só muda a maneira como os outros imaginam quem você é (é uma questão imaginária). Se eu tomo a decisão de pintar o meu cabelo de verde, eu continuo sendo o Leandro Ávila, educador financeiro que escreve no Clube dos Poupadores. Só que as pessoas que me conhecem vão julgar que eu mudei ao pintar o cabelo de verde, mas isso não é verdade. As pessoas que não me conhecem vão acabar fazendo julgamentos quando virem que sou um educador financeiro com cabelo verde. O julgamento que elas vão fazer não necessariamente representa o que sou. Eu sou o Leandro de cabelos castanhos e isso está escrito na receia que foi usada para me constituir (meu código genético). É claro que eu posso dedicar minha atenção, meu tempo, minha energia e dinheiro para me fantasiar de um Leandro loiro, de cabelo verde, ou de qualquer outra cor. Posso frequentar salões a cada 15 dias para fazer a manutenção do verde. A grande questão é se isso realmente compensa. Esse julgamento é individual. Minha idade está avançando e comecei a perder o cabelo. Fui até um médico para verificar o motivo. Ele disse que eram motivos naturais e genéticas e que eu tinha duas opções: 1) Aceitar a minha natureza 2) Lutar contra ela através de tratamentos e medicamentos que seriam usados por toda vida. Eu tomei a decisão de aceitar a minha natureza e dedicar o tempo e a minha energia para fazer outras coisas mais importantes. A grande questão é até que ponto essa busca de quem somos através da aparência não é apenas distração, perca de tempo, desviar o foco, deixar de prestar atenção no que é importante e faz diferença.

  21. Marcos Silva 29 de junho de 2017 at 10:59 - Reply

    Olá Leandro. Bom dia!

    Muito bom seu artigo. Sou fã assíduo do clube. Só há uma afirmativa no artigo que tenho que discordar:

    “Se as mulheres e os homens tomassem decisões racionais de consumo eles comprariam o barbeador ou depilador mais barato. … ”

    Fazer barba com um bic amarelo de lâmina única ninguém merece! Você se corta todo!

    Então, nem sempre o mais barato é a melhor opção. Deve-se avaliar todos os aspectos,.

    Um forte abraço.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:15 - Reply

      Oi Marcos. O ideal seria o barbeador com a melhor relação de custo e benefício. Esse barbeador amarelo realmente é terrível e ele acaba custando muito caro. É o barato que sai caro.

    • Willian Rech 4 de julho de 2017 at 1:46 - Reply

      Oi Marcos. No que entendi, ambos sendo iguais ( ou seja mudando apenas a cor) Optar pelo mais barato, caso o “rosa” seja mais caro. Neste caso, se sua opção de marca for Gillete, ao invés de comprar a dos Deuses, optaria por comprar a simples Mach3.

      Abraço

    • Karla 26 de julho de 2017 at 9:16 - Reply

      Kkkkk pensei a mesma coisa quando li

  22. Rogéria 29 de junho de 2017 at 11:05 - Reply

    Muito bom !! Obrigada por nos alertar. Parabéns pelo trabalho.

  23. Carol 29 de junho de 2017 at 11:07 - Reply

    Oi, Leandro,
    A primeira vez que ouvi falar da diferença do preço dos produtos rosas, foi no programa Saia Justa. Desde então, tenho prestado atenção nisso! Se todos pararem de pensar no feminino x masculino ou rosa x azul, todos ganharão!!!! Melhores compradores sempre ganham!!!!
    Adorei o seu artigo, ótima reflexão para todos!

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:16 - Reply

      Oi Carol. Quando as pessoas tomam decisões conscientes no momento da compra, todo mundo ganha, até as empresas ganham.

  24. Catarina 29 de junho de 2017 at 11:14 - Reply

    Bom dia,

    Do barbeador ao carro, são a mesma coisa. Os preços exorbitantes de veículos novos que não valem a metade do preço anunciado são assim porque o brasileiro acha lindo andar de carro novo. A culpa não é só da carga tributária, é da falta de noção de nós consumidores.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:19 - Reply

      Oi Catarina. O problema é que o nosso governo não permite que empresas de qualquer lugar do mundo vendam seus carros aqui com igualdade de condições. Querem defender os empregos dos brasileiros que trabalham no setor e para isso todos os demais precisam pagar mais caro pelos carros ruins que são produzidos exclusivamente para o Brasil.

  25. Marcos 29 de junho de 2017 at 11:16 - Reply

    Parabéns Leandro, excelente post! Lendo seu artigo lembrei de uma matéria que li num site sobre uma manifestação da Michelle Obama, que se queixou sobre a constante cobrança sobre as roupas, jóias e acessórios que ela usava nos eventos com o Barack Obama, enquanto presidente dos EUA. Ela contou que o Barack Obama usou o mesmo traje social (smoking) durante oito anos! E ninguém nunca reparou nisso…As mulheres são induzidas pelo marketing das empresas de vestuário e de produtos de beleza a gastarem sempre mais, na maioria das vezes sem necessidade.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:30 - Reply

      Oi Marcos. Isso é um grande verdade. Eu só não sei dizer se realmente a culpa é das empresas ou se isso é um comportamento feminino que as empresas exploram. Por qual motivo as empresas poupariam os homens desse mecanismo? Certamente seria ótimo para as empresas se os homens tivessem a necessidade de trocar seu traje social constantemente. Uma vez estava em uma dessas lojas de perfume que observava a diferença que existia entre a pequena área de produtos masculinos em relação a todo resto da loja que era para o público feminino. A área masculina era fácil de identificar. Era a única área escuta onde as embalagens eram na cor preta, cinza ou marrom. Tenho certeza que seria maravilhoso para a empresa se o homem tivesse o mesmo comportamento das mulheres. A loja teria o dobro de produtos.

  26. Renata 29 de junho de 2017 at 11:56 - Reply

    Leandro, excelente post! Só acho uma pena ver que a maioria das pessoas que postam em seu site sejam homens… as mulheres precisam se dedicar mais aos estudos financeiros. E sobre essa diferenciação, eu já tinha percebido e, sempre que posso, consumo a versão masculina, como depiladores, por exemplo. Claro que não dá pra usar sapatos ou outros artigos masculinos… rsrsrs Mas acho importante prestarmos atenção nisso. E, sempre procuro focar em qualidade e não modismo. Roupas, bolsas e sapatos sempre preferi os clássicos, ao invés de comprar a “cor/modelo da moda”. Foco em qualidade e não em quantidade. Isso faz com que consumimos menos coisas e essas coisas duram mais tempo, sem o risco de “sair da moda”.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:36 - Reply

      Oi Renata. Temos muitas leitoras. Já fiz pesquisas entre os leitores e identifiquei que quase metade são mulheres. Acredito que as mulheres deixem menos comentários. Realmente é importante buscar produtos atemporais. Existem alguns estilos que não saem de moda e justificam o investimento em maior qualidade.

  27. Raphael Moraes 29 de junho de 2017 at 11:57 - Reply

    Oi Leandro! Mais um excelente artigo! Um exemplo que me chama muito a atenção é a questão das roupas femininas. Uma blusinha fina, com pouquíssimo pano, sem nada de excepcional, de corte complicado, etc, pode custar mais que o dobro de uma blusa masculina, simplesmente por ser feminina. Comparando uma calcinha e uma cueca, fica evidente o custo “mulher”. Outra coisa também é o custo “criança”! Entre em uma loja de departamentos e pegue duas camisas da mesma marca, mesma textura, mesma cor…uma de adulto e outra de criança. Se a de criança “gasta” muito menos pano, por que ela pode custar o mesmo valor da de adulto? São lógicas de mercado que induzem a comprar, fazendo-nos acreditar que um produto infantil é especial, afinal de contas, é para os nossos filhos e para eles temos que dar o melhor, gastando mais. O mercado tem muitas estratégias para vender. De fato, nós precisamos aprender a montar as nossas estratégias para comprar. Grande abraço meu amigo!

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:43 - Reply

      Oi Raphael. Não imagino as mulheres comprando calcinhas em pacotes “leve 3 e pague 2” como ocorre com muitos homens quando compram cuecas e meias. Na verdade são as próprias esposas que compram essas cuecas em promoções. Certamente o custo do produto não tem qualquer relação com a quantidade de matéria prima utilizada. Muitas vezes as pessoas relacionam o preço com qualidade e as empresas precisam seguir essa lógica. Se você vai comprar roupar para o seu filho e observa uma que custa R$ 100,00 e a outra que custa R$ 10,00 você logo vai olhar a roupa de R$ 10 para procurar algum defeito, provavelmente a qualidade é inferior. O problema é que muitas vezes as duas roupas foram fabricadas pela mesma indústria em algum lugar da China. A diferença é que a roupa de R$ 100 possui uma marca que vende produtos caros.

      • Jude 3 de julho de 2017 at 19:00 - Reply

        “Não imagino as mulheres comprando calcinhas em pacotes “leve 3 e pague 2” … Pode Imaginar Leandro, é só você entrar em alguma loja de departamento que tem várias dessas promoções para mulheres também. Opções existem, é preciso saber lidar com elas.

  28. Mariane 29 de junho de 2017 at 12:04 - Reply

    Parabéns Leandro! Mais um post super interessante e atual que nos leva a reflexões e consequente mudança de hábito. Abraços.

  29. Joana Gonçalves 29 de junho de 2017 at 12:06 - Reply

    Excelente. Parabéns! Na maioria das vezes, ignoramos o poder que temos!

  30. Gilberto Rig. 29 de junho de 2017 at 12:13 - Reply

    Uma coisa também que talvez grande parte das pessoas não entendem é que, quando compram um produto associado a um nome famoso, seja de um artista ou super herói, também estão pagando a mais por isso. Ou seja, produtos similares, um associado a um nome famoso e outro sem essa associação, os preços serão diferenciados, a maior para o primeiro caso (ou normalmente é assim). Será que não percebem que todos os custos envolvidos com a fabricação, publicidade e marketing de um produto é repassado ao preço final desse produto?

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 12:59 - Reply

      Oi Gilberto. Isso é verdade. No preço do produto existem alguns centavos ou reais que foram para o bolso da celebridade ou de uma marca licenciada. Venho observando nos supermercados marcas de alimentos com o rosto de chefs de cozinha que aparecem na televisão. Tem uma que é filha de um cantor famoso, que defende a alimentação saudável, livre de produtos industrializados e processados, que agora está aparecendo na embalagem de misturas para bolo. Aquelas caixas com mistura para bolo é produto industrializado e processado. Isso vai induzir o público a comer produto industrializado, indicado por quem defende uma alimentação sem produtos industrializados.

  31. Roney 29 de junho de 2017 at 12:32 - Reply

    Muito bom seu artigo, Leandro!

    O problema é que as regras não são tão claras no mundo dos negócios, menos ainda no da politica.

    Um requisito para que os indivíduos saibam lidar com essas práticas comerciais que diferenciam os precos dos produtos por genero envolve uma mudança racional de postura financeira do grupo de consumidores.

    Contudo, o apelo do marketing comercial por essa diferenciação (muitas vezes ilusória) é muito eficiente. São utilizadas técnicas baseadas na exploração de características das sociedades humanas, como a conformação da consciência coletiva no sentido de atribuir um valor superior a determinados produtos sem comparar sua utilidade real.

    Tais práticas distorcem nossa capacidade de escolha racional de forma que não sejamos capazes de decidir objetivamente por um bem similar (e mais barato) em detrimento de outro mais caro.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 13:03 - Reply

      Oi Roney. Eu acredito que até para ser consumidor é necessário ser educado para isso. Quanto você toma a decisão de ser um empresário, quando resolve vender produtos e serviços, você fica obrigado a aprender as estratégias de venda para ter bons resultados. Já na ponta do consumidor, não existe o interesse em aprender a ser um consumidor consciente. Isso acaba gerando o desequilíbrio. De um lado temos pessoas tecnicamente preparadas para vender e do outro temos pessoas despreparadas para comprar. Quando escrevi os meus livros sobre imóveis o meu objetivo foi transformar qualquer pessoa em um bom comprador de imóveis, pois existe um enorme desequilíbrio entre compradores de imóveis e vendedores de imóveis. Os dois precisam entender o funcionamento do jogo. Isso ocorre em todos os setores.

  32. Vagner 29 de junho de 2017 at 12:40 - Reply

    Quando ví o título deste post imaginei que falava sobre o tema de uma reportagem no “Fantástico”. Essa reportagem falava sobre a diferença de preços dos ingressos na “balada” para homens e mulheres. Confesso que não sou de assistir “Fantástico”, mas essa reportagem me chamou a atenção porque fiquei curioso para saber se a população concordava com a diferenciação de preços. Vejo que existem vários artifícios que a industria da moda, higiene, entretenimento utilizam para aproveitar do público feminino e também do masculino para criar diferenciação de preços.

    Este texto na minha opinião tem muito haver com a reportagem do “Fantástico”. Os gêneros não devem ser usados como marketing em ingressos de “baladas” e em produtos que realmente não fazem a diferença para justificar os preços. Vejo também que as propagandas visam inflar o ego atraindo consumidores inconscientes do proposito real do produto.

    **Os posts deste site parecem óculos; tem a função de mostrar com clareza aquilo que está bem na nossa frente.

    Obrigado Leandro Ávila.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 13:06 - Reply

      Oi Vagner. Eu acredito que as empresas devem ser livres para vender da forma que acharem melhor. O problema é que as pessoas devem comprar apenas aquilo que elas acham realmente válido. Isso significa comprar com consciência. Se as empresas fazem o que fazem isso acaba sendo estimulado pelo comportamento das pessoas que aceitam e até motivam (remuneram) as empresas a agiram dessa forma. O que as empresas realmente querem é vender mais. Se as pessoas mudam o comportamento, elas também vão mudar para continuar vendendo.

  33. Patrick 29 de junho de 2017 at 12:40 - Reply

    Excelente artigo, um dos melhores do site! Parabéns!

  34. Ana Beatriz 29 de junho de 2017 at 13:03 - Reply

    Parabéns Leandro, texto excelente!

    Tenho 22 anos e seu site me ajuda mais a cada artigo a saber como utilizar meu dinheiro. Muito obrigada por todas as informações!

  35. Clo 29 de junho de 2017 at 13:25 - Reply

    Seu texto está mais que antropológico, e a questão de gênero é mais que atual, muito bem escrito e argumentado, Agradeço!

  36. Vanessa 29 de junho de 2017 at 13:55 - Reply

    Ótimo texto Leandro! Há muito tempo já não me deixo levar por certas estratégias de Marketing para o público feminino. Sou leitora e acompanho o seu projeto do Clube dos Poupadores já há algum tempo. Parabéns pelo trabalho!

  37. Júlia Sabino 29 de junho de 2017 at 14:26 - Reply

    Excelente!!! Meus parabéns, seus textos são edificantes. Como minha vida financeira estaria diferente se tivesse tido acesso há alguns anos a todas as informações que são compartilhadas aqui . Gratidão!

    Ps: quero adquirir um livro seu, como faço? Pede aqui mesmo no site?
    Abraços.

  38. jhonny 29 de junho de 2017 at 14:47 - Reply

    Belas palavras ! esses dias me deparei ao visitar um super mercado que na seçao de fraudas havia caixa de cerveja. Reparei ainda que existiam pais comprando fraudas e ao mesmo tempo aproveitando e levando cerveja. ou seja. a empresa uniu a necessidade com o casual.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 16:12 - Reply

      Oi Jhonny. Essa fase das fraudas costuma ser bem estressante para os casais. As mães que estão amamentando não podem beber. O homem passa a beber mais sozinho dentro de casa assistindo televisão. Provavelmente o supermercado percebeu que cerveja perto de frauda vende mais.

  39. Gabriel 29 de junho de 2017 at 14:50 - Reply

    O texto é excelente e o detalhe a criticar aqui não é lá relevante, mas não posso deixar de observar que a específica comparação entre o sistema capitalista e “o jogo” (décimo quinto parágrafo), para exortar que joguemos conforme as regras, me parece tropeçar frente ao fato de que iniciar um jogo é uma escolha: a primeira escolha que os potenciais jogadores fazem. A participação no sistema capitalista não é facultativa; não há uma oferta equilibrada e previamente apresentada de atividades que o ser humano pode realizar dentro de um espaço nacional cujas regras ele vai conhecer para jogar OU NÃO JOGAR. Podemos, nós dois, concordar que se alguém tiver interesse em diversificar a oferta de sistemas financeiros disponíveis não pode contar com nenhuma agência de regulação e nem com a simpatia dos melhores jogadores desse jogo de que você fala. O sistema capitalista, na esteira dessa metáfora, seria (A) um jogo que ou se joga ou se joga. (B) Um jogo que ao se perder ou se ganhar, continua sendo jogado. (C) Um jogo em que os jogadores que se cansam e precisam sair deixam sua pontuação para o jogador que venha a substituí-lo; situação em que um jogador desconhecedor das regras pode “ganhá-lo”, simplesmente pagando para que outros jogadores conheçam as regras e tomem ações por ele . (D) Um jogo em que o conhecimento perfeito das regras para que a performance de todos os jogadores esteja potencialmente equilibrada depende de que cada jogador já tenha jogado suficientemente para desembolsar parte da sua pontuação num manual de regras. (E) Um jogo em que, para melhorar sua performance você pode se unir a outras pessoas, mas ainda assim concorrer como se fosse um único jogador. Passa-se de peso-físico para peso jurídico e se o árbitro, que – ora vejam só – também é um jogador e também quer ganhar, faz uma leitura das regras diferente para uma pessoa de cada categoria, ele está interferindo na faculdade de liberdade que cada jogador tem para fazer tudo que bem entende dentro das regras. (afinal, as regras devem ser as mesmas para todos). Este é o único jogo disponível, mas vamos combinar que ele está mais interessado no hino à “vitória” junto ao mascote da liberdade do que em regras.

    Tem um problema com esse jogo. O problema não é do sistema capitalista, da iniciativa privada, do governo, das pessoas, do autor, ou do texto. É só da metáfora mesmo.

    Mas é com muito prazer que gasto mensalmente minhas 60 fichas de pontuação para ter acesso a, entre outras coisas da internet, o seu site.

    Abraço

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 16:32 - Reply

      Oi Gabriel. Existem algumas comunidades de índios isolados no Brasil que não participam do sistema capitalista. Eles sabem sobreviver sozinhos na mata fechada, distante da civilização. Não precisam de governo, justiça, polícia, escola, produtos industrializados, remédios, dinheiro, supermercado, internet, etc. Certamente eles não sabem que vivem em um país chamado Brasil com todos os problemas que isso representa. Eles vivem dentro de uma realidade paralela. Não temos como saber se eles são mais felizes ou menos felizes. Eu até suspeito que eles são mais felizes por se sentirem livres. Se um desastre global retirasse das pessoas a energia elétrica e o supermercado, poucos iriam sobreviver, pois estamos acostumados com o sistema da mesma forma que um passarinho domesticado. Se você soltar um passarinho que não sabe o que é viver livremente, ele morre. Não sabe procurar o próprio alimento e não sabe voar. A grande verdade é que somos humanos domesticados. Dependemos do sistema para viver. Não temos nenhuma ideia de como é possível viver livremente e sem depender de ninguém no meio da natureza. O que temos é o capitalismo, o comércio, que permite fazer trocas usando o dinheiro como meio, e fruto disso temos a divisão do trabalho. Sem o comércio, dinheiro e divisão do trabalho eu não estaria aqui escrevendo esse comentário. Estaria lá fora cuidando da horta.

  40. Leandro 29 de junho de 2017 at 14:59 - Reply

    Outro dia minha esposa me perguntou por quê ela tinha pagar R$80 pra cortar 2cm de cabelo enquanto eu pagava R$15 pra fazer um corte que demorava mais pra fazer. Eu respondi que é porque toda vez que o barbeiro aumenta o preço eu procuro outro.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 16:36 - Reply

      Oi Leandro. Ótima resposta. Você deve ser fiel ao seus valores e princípios. Não deve ser fiel a marcas, produtos, prestadores de serviços e empresas. Você deve entregar o seu dinheiro para aqueles que oferecem o melhor serviço/produto pelo melhor preço. Isso obriga a empresa a melhorar a qualidade do que oferece e a competir pelos consumidores. O sistema só funciona bem quando essa competição existe.

    • Marceline 30 de junho de 2017 at 21:11 - Reply

      15 dias atrás peguei um vídeo no youtube onde essas blogueiras ensinam a cortar próprio o cabelo em casa, peguei minha tesourinha sem ponta e fui cortar os 2 cm do meu cabelo de mais de meio metro… Nada ver pagar R$ 15 pros outros cortar meu cabelo se eu mesmo consigo alcançar as pontas… 😛

  41. Beatriz 29 de junho de 2017 at 15:06 - Reply

    Oi Leandro, assistiu a crítica que a Ellen Degeneres fez no programa dela quando a Bic lançou a “caneta feminina”? rs
    Bem engraçado ela dizendo que “até hoje só usei canetas masculinas e não sabia…!”

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 16:37 - Reply

      Oi Beatriz. Não assisti. Realmente, caneta feminina não faz sentido.

  42. Jánison 29 de junho de 2017 at 15:50 - Reply

    Como sempre seus artigos são muito bacanas!
    O que me assusta é como você consegue responder todos os comentários.. 🙂
    Show!!

  43. Melissa 29 de junho de 2017 at 16:15 - Reply

    Bacana o texto, Leandro, mas acho que a complexidade da questão vai muito além do indivíduo, ou “falta de reflexão” das mulheres, que “não dedicarem algum tempo prestando atenção nas alternativas idênticas”. Como você mesmo disse, a indústria faz porque vende, mas por que vende?! Esse é o X da questão. Quem definiu que rosa é cor feminina e azul é cor masculina? quem definiu que mulheres precisam usar maquiagem, pintar as unhas e seguir a moda, enquanto os homens não precisam de nada disso e tá tudo ok? Querendo ou não, vivemos em sociedade, somos condicionados desde a infância a determinados “papeis de gênero”. Isso é cultural. E não se muda a cultura de toda uma sociedade, mudando um único indivíduo. Muito pelo contrário. Experimente ser uma mulher que não enquadra no “padrão feminino” e você será julgada, a ponto disso influenciar até mesmo sua carreira e sua capacidade profissional. Por isso, acho importante a discussão sobre gênero, a maior consciência individual, dita por você, mas também acho importante coibir os abusos. Essa prática de preços diferentes para produtos femininos e masculinos deve sim ser combatida e até proibida. Enquanto nossa sociedade não evoluir, vc acha justo que a “bola rosa da frozen” seja mais cara que a “bola azul do carros”? eu acho não. Mesmo assim, duvido que alguém deixaria de comprar a bola rosa, mesmo pagando 20% por isso. Algumas vezes, simplesmente saber “como o sistema funciona” não impede que ele exista.

    • Leandro Ávila 29 de junho de 2017 at 16:59 - Reply

      Oi Melissa. Todo problema começa nessa frase que você falou. “Experimente ser diferente… e você será julgada”. A preocupação com o julgamento dos outros é a origem de muitos problemas, incluindo os financeiros. No mundo profissional você acaba sendo obrigada a vestir a fantasia. É como se todo mundo trabalhasse como palhaço. Já imaginou um palhaço que não veste roupa de palhaço, não usa maquiagem e não coloca o nariz vermelho? O médico tem sua fantasia. O advogado tem sua fantasia. O policial tem a sua fantasia. A plateia espera que você vista a sua fantasia. Agora… é importante entender a diferença entre o que você é e o que é a fantasia. Não podemos confundir essas coisas. O que muitas empresas fazem é vender fantasias, como no exemplo do vídeo onde tentam vender o aparelho que vai revelar a deusa mitológica “Vênus” que existe dentro de você. As pessoas deveriam crescer, amadurecer, para não se conectarem com argumentos infantis de venda. Não precisamos de um político ou um servidor público com o poder de definir se os empresários podem ou não utilizar linguagem infantil na venda dos seus produtos. As pessoas são capazes, elas são dotadas dos instrumentos para pensar, usar a razão e o senso crítico. O ideal seria que cada um assumisse a responsabilidade pelos padrões que aceita seguir. Assumir a responsabilidade é o que falta na vida das pessoas.

      • Robson 29 de junho de 2017 at 21:45 - Reply

        Interessante você falar sobre as fantasias… Assisti a um vídeo de sociologia que fala algo parecido. https://youtu.be/UUukBV82P9A… Obrigado pelo artigo!

        • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 8:46 - Reply

          Oi Robson. É uma realidade que as pessoas precisam entender como funciona.

      • Melissa 30 de junho de 2017 at 15:45 - Reply

        Te entendo, Leandro, respeito sua opinião, mas discordo. O padrão feminino não é uma fantasia, é uma imposição social. Eu não sigo um montão de padrões, inclusive esse de usar produtos cor de rosa, mesmo assim reconheço injustiça nesse tipo de estratégia, principalmente com as crianças. Se hoje uma menina quiser comprar uma bola rosa, é justo ela ser penalizada em 20% por isso? o contrário não existe, é sexismo. Foi sobre isso que eu falei. A indústria de brinquedos deixou de ser unissex, isso deveria ser combatido. Nem tudo se resolve por uma mera decisão individual do consumidor. Como eu disse, entender a realidade de como o sistema funciona não impede que ele exista.

        • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 18:07 - Reply

          Eu acredito fortemente que tudo se resolve com a decisão individual das pessoas. É justamente por esse motivo que dedico uma boa parte do meu tempo escrevendo conteúdo aqui para o Clube dos Poupadores. A mudança que você deseja para o mundo começa dentro de você. Depois você vai ali do lado conversar com o seu vizinho. Se você domina o uso da internet o vizinho passa a ser milhares ou milhões de pessoas.

      • Marceline 30 de junho de 2017 at 21:45 - Reply

        Fico muito feliz pela profissão que escolhi não necessitar que eu me fantasie de mulher. Dá muito trabalho, custa muito dinheiro e gasta muito tempo pra preparar todo o dia a máscara. Se eu fosse advogada, recepcionista, vendedora, apresentadora de TV, entre outras, seria necessário usar a fantasia de mulher para ter sucesso. Eu nunca seria feliz. Mas essas profissões pagam bem. Eu nunca ganharei dinheiro se depender da minha aparência (ficaria devendo, inclusive).

        • Leandro Ávila 1 de julho de 2017 at 17:56 - Reply

          Oi Marceline. Eu não diria a palavra “nunca”. Você apenas teria um valioso desafio pela frente. Eu acredito que as pessoas exageram e esse exagero não é necessário. Existe um ponto de equilíbrio. Você pode cuidar da sua aparência sem que isso torne tudo artificial demais. A fantasia que vestimos é praticamente inevitável. Ela só não existiria se as pessoas andassem nuas. Até os monges mais desapegados e desprovidos de vaidade vestem a fantasia raspando o cabelo e adotando uma roupa característica.

          • Marceline 2 de agosto de 2017 at 8:07

            Então, muitas pessoas que não usam fantasia usam uniforme. O uniforme mais comum é calça jeans, T-shirt e tênis. Esse conceito eu aprendi com a minha tia, que ria dos adolescentes que querem ser rebeldes mas se vestem todos iguais.

          • Leandro Ávila 2 de agosto de 2017 at 8:26

            É a necessidade instintiva e primitiva de sentir que faz parte de uma tribo.

    • Cássio Pacheco 30 de junho de 2017 at 13:45 - Reply

      O comentário da Melissa é o típico autoritário enrustido, tentando disfarçar sua ânsia de mandar nos outros com a veste superficial da “preocupação social”.
      Ninguém é obrigado a comprar um produto que é 10%,20% ou 100% mais caro. Isso que o texto demonstrou e vc não entendeu patavinas.
      Lamentável seu comentário Melissa…lamentável….

      • Melissa 9 de agosto de 2017 at 14:34 - Reply

        Oi??? eu apenas coloquei a minha opinião de forma respeitosa e educada e fui respondida da mesma forma pelo Leandro. Discordar é um direito meu, seu e de todos, mas isso não te dá o direito de me ofender. Isso sim é lamentável. Pense nisso!

  44. Gabriela 29 de junho de 2017 at 16:43 - Reply

    Parabéns pelo artigo Leandro!!! É incrível como o marketing tem tamanha influência sobre nós. Sem perceber sempre me deixei levar, obrigada por ter disponibilizado esse artigo tão interessante. Acompanho o Clube dos Poupadores há alguns meses e seus artigos muito tem me ajudado no consumo consciente e investimentos inteligentes

  45. Leandro Bassini 29 de junho de 2017 at 17:41 - Reply

    Como sempre um ótimo artigo e com uma reflexão muito consciente, o que acontece é que as pessoas estão prestando atenção em outras coisas, meio que vivendo no automático e isso beneficiará sempre quem têm mais informação. Falta foco e momentos de reflexão para questionar certas situações, mas uma boa parte prefere se distrair com outros interesses, muitas vezes como fuga. Triste, mas é a realidade que vejo no cotidiano.
    Leandro, mais uma vez muito obrigado por despender seu tempo e energia para compartilhar conhecimento e nos alertar.

    Um abraço,

  46. Andreia 29 de junho de 2017 at 18:40 - Reply

    Ótimo texto, eu já havia percebido e não faço distinção de cor para escolher o produto. Sempre vale alertar!

  47. FABIO HIDEKI 29 de junho de 2017 at 19:24 - Reply

    Eu não tenho TV em casa há 3 anos. Desde então, passei a desperdiçar cada vez menos dinheiro com coisas que não preciso. E já consumia menos que a média. Também uso muito pouco as redes sociais.
    Na outra ponta existem equipes com pessoas extremamente competentes no que fazem e bem mais espertas que um simples consumidor.

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 9:00 - Reply

      Oi Fabio. Os gênios da humanidade da nossa geração estão trabalhando nesse momento em redes sociais, empresas de comunicação, internet e marketing. O objetivo é sempre fazer você comprar mais.

  48. Nat 29 de junho de 2017 at 19:25 - Reply

    Tbm já notei essa diferença, qdo comprei um desodorante “masculino” fui até questionada, pois o cheiro artificial, tanto quanto o de cor rosa, era cheiro de homem (?), até calça eu compro masculina, por ter bolsos o que pode dispensar a bolsa, a versão feminina tem bolso falso ou não tem; exclusivamente feminino é sutiã, absorvente.
    Porém, acho que existe um lado psicológico quanto à variedade, me é estranho pensar em ter de um a três itens de uso contínuo (sapato, blusa, perfume, etc), mas vejo a praticidade e tenho em foco a economia através do minimalismo. Sempre grata, Leandro.

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 8:58 - Reply

      Oi Nat. Eu penso da seguinte forma: Quando você dedica menos tempo preocupada com a variedade de roupas, sobra mais tempo e energia para focar a mente em outras coisas. Cada coisa que temos exige o nosso tempo, espaço, cuidado, etc. Imagine o tempo, a energia, o dinheiro para manter 10 perfumes, 20 sapatos, 10 bolsas, 50 roupas diferentes sendo que isso vai sendo renovado de tempos em tempos exigindo mais tempo para pesquisar, comprar, mais espaço para manter, mais dinheiro, isso durante toda uma existência. Depois as pessoas acabam reclamando que não conseguem realizar coisas importantes na vida por falte de tempo, dinheiro e disposição.

    • Marceline 30 de junho de 2017 at 21:22 - Reply

      Nat dos céus, essa questão da calça feminina sem bolso me enlouquece… Eu uso caça feminina e os bolsos são cada vez menores… até meu celular eu escolhi pensando que tinha que ser um que coubesse no bolso por que eu não uso bolsa (comprei um modelo velhão que era menor só para caber no bolso das calças). Mas fazer o que… a maioria das mulheres não se importa com bolso da calça por que usa bolsa… a minoria tem que se conformar… Gostei da sua idéias de comprar caças masculinas. Resolve todo o problema!

  49. A 29 de junho de 2017 at 22:11 - Reply

    Olá Leandro!

    Parabéns pelo artigo!

    Trabalho na indústria de fragrâncias (perfumes), e a verdade é que poucas pessoas sabem que o que mais encarece o preço final do perfume é o frasco e o marketing. A fragrância tem um custo bem baixo. Atualmente diversas empresas copiam ou contratipam ( como é chamado na indústria) as fragrâncias mais conhecidas, já que não existe registro comercial da fragrância, mas sim do seu nome comercial.

    Engraçado também como a indústria muda algumas pequenas peças e fazem seu barbeador ficar obsoleto(como muito outros produtos), ou a chamada obsolescência programada. Tenho um barbeador Sensor Excell há muito tempo, mas não encontro mais lâminas pra ele. Tenho quase certeza que estes novos, tipo Mach3, não servirão. Enfim, às vezes ficamos sem opções e temos que nos adequar.

    Esses dias assisti um vídeo que faz alusão à diferença de preços quando um produto carrega outras “qualidades” além do que ele realmente foi criado. É claro que guardadas as proporções, mas é uma analogia engraçada: https://youtu.be/jddoiNkeb_M

    Abs

    A

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 8:27 - Reply

      Oi. Já me falaram que é muito comum o preço da embalagem dos perfumes e cosméticos representare mais da metade do preço do produto. É a embalagem que eleva o valor percebido do produto. Isso significa que provavelmente uma empresa de perfume é na verdade uma empresa de vender embalagens. Quanto mais bonita for a embalagem, mais caro será o produto e mais lucrativo será a venda. O desafio deles passa a ser produzir a embalagem que produza a melhor percepção de valor pelo menor custo possível. Tudo isso é uma verdadeira loucura. Muito bom o exemplo do pai. Vou compartilhar. 🙂

  50. Michel 30 de junho de 2017 at 9:35 - Reply

    Excelente reflexão, Leandro.
    Vou dar um exemplo diferente mas que remete ao mesmo pensamento.
    Sou da época em que carro branco era sempre desvalorizado.
    Primeiro por ser uma cor sólida e segundo por que era comparado a carro de taxista.
    Como a moda agora é ter carro branco, o que aconteceu ?
    Hoje qualquer carro zero quilômetro na cor branca é mais caro, por que hoje remete a carro esportivo, descolado, etc.
    O que mudou de lá pra cá ?
    Alguém conseguiu enfiar na cabeça do consumidor que a cor branca hoje é “melhor” e sabendo disso, quem produz resolveu aumentar o preço, afinal tem quem pague por esse pensamento !
    Abs

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 17:50 - Reply

      Oi Michel, não sei se você sabe, mas todos os anos existe uma entidade que escolhe qual será a cor da moda. A cor da moda 2017 se chama Greenery (fonte). É um verde muito próximo desse que utilizo como padrão no Clube dos Poupadores. Em 2016 era a cor Rose Quartz, um rosa claro. Quem gostava do rosa de 2016 e continua usando roupas e objetos com essa cor, está marcado como alguém que anda fora da moda ou utiliza coleções antigas. Quando a cor do ano é escolhida a indústria da moda e até a indústria dos utensílios domésticos passam a adotar essa cor nos produtos e na publicidade. Quando as pessoas são impactadas pela publicidade passam a adotar a nova cor, sem qualquer questionamento, sem reflexão, sem entender o motivo. Esse tipo de problema se resolve com educação, conscientização, informação.

  51. Carlos Bueno 30 de junho de 2017 at 10:09 - Reply

    As empresas têm culpa sim. Se não existir uma legislação regulamentando os preços de produtos os fabricantes poderosos fazem o que querem com os preços dos produtos.Vejam por exemplo: eu gosto de barbear com lâminas Gillete. Gostava da Mach 3 que era ótima. Agora lançaram outro modelo mais caro de 5 lâminas e a qualidade da Mach 3 está cada dia pior. Só pode ser para me forçar a migrar para o modelo novo mais caro. Concorrentes aqui no Brasil a Gillete não têm (pelo menos que consiga enfrentá-la). Nós ficamos nas mãos dela sem poder fazer muita coisa.

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 17:57 - Reply

      Oi Carlos. Com certeza tudo tem como único objetivo fazer você tirar dinheiro do seu bolso e colocar dinheiro no bolso deles. Essa é a regra do jogo. Fazer sua barba com os produtos deles é sempre opcional. O mundo viveu muito bem antes da existência dos barbeadores dessa marca. A única coisa que o governo deveria fazer era não atrapalhar a vida dos empreendedores brasileiros que desejam empreender para criar produtos que possam competir por sua preferência como consumidor. Também não deveriam atrapalhar a entrada de marcas concorrentes de qualquer país do mundo. O consumidor deveria exigir que ele tivesse mais opções e ele fizesse a escolhe livre sobre o que comprar. É isso que as pessoas deveriam exigir dos governantes, mais liberdade para comprar produtos de qualquer lugar do mundo e mais liberdade para empreender e concorrer. É isso que resolve os problemas. Quando você acredita que basta um político criar uma lei e regular, ocorre isso que estamos vendo nas relações entre grandes empresários brasileiros e os políticos. O governo acaba escolhendo os empresários amigos e usam as leis para proteger esses empresários amigos.

  52. Naara 30 de junho de 2017 at 10:52 - Reply

    Na realidade acho bem injusto ver a disparidade dos preços dos produtos femininos ainda que com qualidade inferior a dos masculinos. O caso dos sapatos é gritante! Mas nós mulheres, conscientes ou não, acabamos apenas sendo reféns, simplesmente por não encontrarmos o preço justo das coisas e por não querer me vestir de homem! Ah, e a imagem pesa… Da mesma forma que os homens sentem a necessidade de fazer a barba todos os dias, as mulheres sentem a obrigação de estarem “bem vestidas”, seguindo o padrão da sociedade (cabelo, unha, pele, roupa e sapato), a diferença é que o padrão de exigência para mulheres, como sempre (em casa, no trabalho, como mãe…), está num nível bem acima. Querendo ou não, e eu não queria que fosse assim, a aparência é um ponto de corte, a velha primeira impressão que influencia, e muito, para os que têm ou não oportunidades e o respeito das pessoas.

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 17:58 - Reply

      Oi Naara. Isso que você descreveu é um tipo de escravidão.

  53. Josenildo Batista 30 de junho de 2017 at 11:08 - Reply

    Esse Colunista escreveu, hoje, achei interessante e tem haver com a conversa: http://g1.globo.com/economia/blog/samy-dana/post/seu-cerebro-tem-preguica-de-tomar-decisoes-racionais-e-marcas-sabem.html. Inclusive ele cita um livro A Lógica do Consumo de Martin Lindstrom

  54. Herika 30 de junho de 2017 at 11:18 - Reply

    Leandro ,excelente texto. Vcs contribui muito com eles. Desde que votei pela 1 vez até hoje nunca tive um opção que acreditasse certamente. Sempre votei nos que acho o “menos ruim”, e me decipciono . O negócio é em quem votar?

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 18:03 - Reply

      Oi Herika. O problema vai ser resolvido quando pessoas de bem forem estimuladas a entrar na política. As pessoas precisam entrar em contato com as pessoas que admiram e que gostariam de ver na política. Isso deveria ser a ordem natural das coisas. Atualmente temos pessoas desconhecidas, muitas vezes até mal intencionadas, que resolvem entrar na política sem que ninguém tenha pedido. O ideal seria a população estimular aquelas pessoas que elas acreditam que seriam bons representantes.

  55. Guilherme S Santos 30 de junho de 2017 at 16:20 - Reply

    Excelente artigo Leandro. E realmente este tipo de prática é comum e afeta à todos (com mais impacto talvez sobre as mulheres).

    Experimente observar os odorizadores da glade, para banheiro e para veículos, no mínimo 100% de diferença no preço para ter um carro estampado na mesma embalagem.

    Observem também produtos para bebês, muitos tem similares idênticos em outro setor do mercado por preços muito menores, lenços umedecidos, algodão, cotonetes…

    Resumindo, tudo que pode ter um público específico direcionado à compra e disposto a pagar mais por uma suposta exclusividade sofrerá com o seu imposto exclusivo….seja ele rosa, azul, amarelo (bebês), fitness e etc.

    As empresas entregam o que as pessoas querem.

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 18:11 - Reply

      Oi Guilherme. Isso é verdade. Existem produtos para bebês que na verdade só possuem a embalagem diferente.

  56. Mariza 30 de junho de 2017 at 16:28 - Reply

    Sou consumista, mas estranhamente consigo investir em média 40% do que ganho mensalmente. Costumo utilizar a maioria dos meus bens até atingirem um grau avançado de depreciação, portanto eles acabam se pagando. Quando enjôo de algo que ainda está em bom estado eu dou de presente e com isso acabo agradando as pessoas. Dôo roupas e livros que não quero mais. Em troca também recebo atos generosos de muita gente. Sou desprendida, mas fujo de chupins, modismos e sei impor limites. Acho louvável quem sabe viver com menos do que eu e se satisfaz com pouco. Pretendo amadurecer mais, investir mais em mim e me educar financeiramente para aumentar a minha renda, o meu conforto e os meus investimentos. Não sei se um dia me contentarei em viver com poucos itens, mas venho notando que ultimamente estou comprando menos e melhor. Acho que é um processo, um eterno aprendizado. Depois que perdi dinheiro na previdência eu fiquei mais esperta e consciente. Quem cuida do meu dinheiro agora sou eu e mais ninguém. Parabéns pelo artigo, Leandro! Um choque de realidade!

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 18:13 - Reply

      Oi Mariza. Eu acho que é um processo. Creio que com o tempo tudo isso vai perdendo a graça.

  57. Beatriz 30 de junho de 2017 at 16:45 - Reply

    Oi Leandro! Como aprendo lendo seus artigos! Realmente o marketing dessas empresas é fortemente aplicado e confesso que já fui muito influenciada por ele. Há um tempo atras tinha orgulho em dizer que tinha uma coleção de sapatos. Hoje uso um ou dois modelos, bem masculinos por sinal e estou mega satisfeita. Não me importa o que a sociedade, família e amigos digam (me julguem)… sinto vergonha daquela época….

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 18:18 - Reply

      Oi Beatriz. Eu acho curioso o orgulho que vejo em algumas pessoas que aparecem na televisão mostrando coleções com centenas de sapatos. Uma vez vi uma modelo mostrando que tinha um biquini diferente para cada dia do ano. Ela tinha quase 400 biquínis. Imagino o tempo que ela gastou visitando as lojas para escolher centenas de biquínis diferentes, sem falar no dinheiro que certamente poderia ser utilizado de uma forma mais inteligente, especialmente no futuro quando ela não puder mais ser modelo.

  58. AM 30 de junho de 2017 at 16:50 - Reply

    Excelente artigo Leandro.

    Ja eu faco ao contrario. Normalmente a cada 3 ou 4 meses dou uma escurecida no cabelo e ja ha uns 8 anos sempro uso o shampoo (escurecedor) feminino por causa do preco ser metade ou menos do que o masculino.

    Acredito que este artigo especifico seja dos poucos que eh mais barato o feminino do que o masculino e penso que tera a ver com a sobre-oferta e super concorrencia que existe no mercado feminino.

    • Leandro Ávila 30 de junho de 2017 at 18:23 - Reply

      Oi AM. Eu não condeno ninguém que faça essa escolha de ter um cabelo diferente, assumindo o eterno custo fixo que isso representa. O único problema é quando essa escolha não é consciente, quando a pessoa não observa de forma crítica, quando não avalia o impacto da escolha que fez no futuro. A única coisa errada que existe é quando a pessoa chega no futuro e pensa assim: “Meu Deus, onde foi parar todo o dinheiro que eu ganhei nas últimas décadas de trabalho?”. Tenho certeza que muitas mulheres vão gastar valores equivalentes a apartamentos pintando o cabelo e fazendo outros procedimentos intermináveis de beleza. O que não podem é esquecer o futuro, para não correr o risco de sofrer com as lamentações futuras.

  59. Carolina Pacheco 30 de junho de 2017 at 17:37 - Reply

    Leandro tudo bem? Sou seguidora fiel sua e agradeço por mais um excelente artigo tanto aqui quanto no transcendência que é maravilhoso! Só uma dúvida boba: quando abro os artigos do transcendência no smartphone a fonte da letra fica maior e mais fácil de ler do que os artigos do clube. Você consegue ajustar isso ou será que devo mexer no meu celular? Sempre abro no mesmo navegador os dois (Chrome). Obrigada!

    • Leandro Ávila 1 de julho de 2017 at 18:06 - Reply

      Oi Caroline. Vou fazer testes e verificar se descubro o motivo.

  60. Karla 30 de junho de 2017 at 20:44 - Reply

    Gosto muito de praticar esportes como hobby e o meu preferido é o ciclismo. Nesse mundo do ciclismo, a diferença de preço entre produtos masculinos x femininos é ABSURDA. Não vejo justificativa plausível para essa diferença a não ser pela margem de lucro maior nos produtos femininos.

    • Leandro Ávila 1 de julho de 2017 at 18:06 - Reply

      Oi Karla. As empresas cobram mais caro e acaba vendendo. O motivo é que existem mulheres que aceitam pagar mais caro. As que não aceitam compram os modelos nas cores preferidas pelos homens.

  61. Flávia 30 de junho de 2017 at 22:22 - Reply

    Excelente! Simples e eficaz seu post.

    Costumo ler quase sempre, mas nunca comentei. Hoje resolvi comentar, pois, ao ler o título do post e a chamada, pensei: lá vem um tema que muitos falam e poucos acertam! Porém, você conseguiu acertar o alvo, com assertividade.

  62. Carlos Eduardo 30 de junho de 2017 at 22:36 - Reply

    Muito bom!
    Estudar, conhecer, questionar. Este é o caminho!
    Parabéns, Leandro.

  63. Yuki 1 de julho de 2017 at 11:21 - Reply

    compartilhei com as amigas Leandro! obrigada por um post que busca criar conscientização e entendimento da dinâmica de marketing e comunicação de produtos e serviços em nós consumidores e especialmente consumidoras.

  64. Rosana - Simplicidade e Harmonia 2 de julho de 2017 at 9:49 - Reply

    Excelente post, gostei!

    “É sua responsabilidade conhecer mais suas fraquezas. É responsabilidade sua buscar o conhecimento e os bons hábitos para ter o controle da sua vida financeira.”
    Fechou o texto com chave de ouro. 🙂

    Abraços,

  65. Monica 🍁 Zimpeck🍀 2 de julho de 2017 at 19:24 - Reply

    Nunca tinha atentado para isso. De agora em diante, só comprarei gillete masculina. Achava que a feminina era especial para as mulheres mas, se é tudo igual, vou no mais barato.

    • Leandro Ávila 3 de julho de 2017 at 9:48 - Reply

      Oi Monica. É importante olhar as características de cada produto que possuem versões masculinas e femininas. Muitas vezes o que muda é a embalagem.

  66. Vanis 3 de julho de 2017 at 21:35 - Reply

    Otimo post Leandro, na verdade nem tinha prestado atenção nesta questão, porque sempre me foquei no preço das coisas( se é barato e era o que eu precisava, eu levo), e não se é masc.ou fem. Agora que vou ficar mais antenada.

  67. Willian Rech 4 de julho de 2017 at 1:32 - Reply

    Olá Leandro, mais um excelente artigo, parabéns!

    Não sei dizer se no pais todo foi adotado, mas até então único lugar ( em meu conhecimento) que mulher pagava mais barato, era em balada. Aqui onde moro (Santa catarina) foi aprovada lei que proíbe a prática de valores diferentes conforme o sexo.

  68. Alberto 6 de julho de 2017 at 8:20 - Reply

    Bom dia Leandro. Excelente matéria. Passo horas lendo os comentários que enriquecem ainda mais a matéria. Parabéns pelo trabalho e pela interação dos colegas.

  69. Joel 6 de julho de 2017 at 22:56 - Reply

    Ótimo artigo, como sempre. Só vale ressaltar que esse mito da mulher ganhar menos do que o homem já caiu há bastante tempo. Não é racional acreditar que um empregado com a mesma função, tempo de serviço, produtividade e educação ganhe menos do que o outro apenas por ser do “sexo errado”. Na maioria das vezes esse cálculo é feito de forma grotesca, através de uma média simples.

    • Leandro Ávila 21 de julho de 2017 at 6:52 - Reply

      Oi Joel. Creio que muitas mulheres assumem responsabilidades em casa que os homens não assumem. Com isso os homens tendem a dedicar mais tempo e esforço na atividade profissional e por consequência isso acaba elevando sua renda. As mulheres não deveriam inveja homens que muitas vezes abandonam as famílias, pais idosos ou deixam os filhos e a esposa em segundo plano para conseguirem mais dinheiro. Talvez os homens é que deveriam buscar um equilíbrio maior entre trabalho e família. Se você calcula uma média certamente existem mais homens viciados em trabalho e que conseguem uma renda maior no final do mês do que mulheres que sofrem do mesmo vício.

  70. Juliete 6 de julho de 2017 at 23:18 - Reply

    Excelente post.
    Sempre compro as coisas mais caras achando que são as melhores, e nunca olho as características. Com essas informações prestarei mais atenção agora.
    Muito obrigada.
    Ps: meu namorado mandou esse texto para eu ler, acho que ele percebeu que gasto em excesso hahaha.

    • Leandro Ávila 21 de julho de 2017 at 6:53 - Reply

      Oi Juliete. Parabéns para seu namorado. Ele se preocupa com você.

  71. Marsol 9 de julho de 2017 at 20:50 - Reply

    Obrigado Leandro pelo conteúdo. Já mandei para minha noiva e ela já tá esperta com essa malandragem de marketing.
    Valeu.

  72. Irina Frare Cezar 16 de julho de 2017 at 13:29 - Reply

    Olá Leandro.

    Mais uma vez estou aqui lendo seu trabalho. Gosto de ler o que escreve.

    Como especialista em gênero, entretanto, algumas partes do seu texto me incomodaram bastante.

    Você explica que “O fato da renda mensal das mulheres ser menor que a dos homens não tem nenhuma relação com o preço mais elevado dos produtos vendidos para elas”. Sim, vc está correto.

    Entretanto, mais a frente vc diz “A culpa não é do governo, da justiça ou do sistema capitalista. A culpa é de quem vive dentro do sistema capitalista sem entender como o sistema funciona”.

    Não sei se você percebeu, mas você coloca como culpa das mulheres os produtos serem mais caros para ela. E no parágrafo anterior, não se preocupa minimamente em botar a culpa em alguém pelas mulheres ganharem menos.

    Veja, minha intenção não é provoca-lo, mas fazer com que você preste atenção e não reproduza, sem querer, estereótipos sociais. Não é correta nem uma situação, nem outra. E nós, mulheres, gostaríamos de sua solidariedade nisso.

    O mundo não é igual para todos. Você sabe disso. Acho que além dos conhecimentos em finanças, é necessário explorar mais empatia social.

    • Leandro Ávila 21 de julho de 2017 at 7:04 - Reply

      Oi Irina. Existem diversos fatores que fazem as mulheres ganharem menos e o objetivo do artigo não é discutir esses fatores. Apenas tentei mostrar que as empresas não desenvolvem produtos iguais e mais caros para mulheres pelo fato delas ganharem menos ou por serem movidas por alguma ideia perversa de prejudicar as mulheres. Isso não faz nenhum sentido. As empresas fazem produtos mais caros para as mulheres pelo simples fato delas aceitarem pagar mais caro por eles e até por valorizarem os produtos femininos mais caros por acreditarem que são realmente diferenciados quando na verdade só mudam de cor e de embalagem. Quem não entende o funcionamento do sistema não entende que ele só entrega aquilo que as pessoas demandam e só cobra o preço que as pessoas aceitam pagar. As pessoas não entendem o poder que possuem quando estão fazendo compras. É isso que tentei transmitir. O que cada pessoa vai entender foge do meu controle.

  73. Irina Frare Cezar 19 de julho de 2017 at 16:48 - Reply

    Postagem escrita por mim após ler seu artigo. Tem tido bastante repercussão.

    As baladas passarão a cobrar valores iguais para homens e mulheres a partir do dia 5 de Agosto. A medida teve como justificativa o argumento de que as mulheres são usadas como um objeto de marketing para atrair o sexo oposto.
    Medida semelhante, entretanto, não foi discutida para produtos e consumo. A chamada ‘taxa rosa’ ou ‘imposto feminino’ são nomes que representam uma prática comercial comum em que diversas marcas de produtos e serviços possuem linhas femininas e masculinas onde a única diferença entre os produtos é a cor da embalagem e o preço superior para os produtos femininos.
    Uma pesquisa feita nos EUA mostrou que os produtos para mulheres custam, em média, 7% a mais do que seus similares masculinos. A categoria de produtos de higiene pessoal foi a com maior diferenciação, em 13%. No caso dos brinquedos, eles podem custar 20% mais quando estampam cores e personagens que agradam as meninas (Fonte: Clube dos Poupadores).
    Conclusão: só entra em discussão a igualdade para as mulheres quando alguém ganha algo com isso. Quando as mulheres são utilizadas como fonte de lucro diferenciada dos homens, você não verá o mesmo número de leis tentando corrigir essa distorção.
    Eu realmente acredito que [email protected] devemos pagar o mesmo. Na balada e em todos os produtos de consumo. Defender apenas preços paritários em balada é desinformação ou falta de capacidade empática.

    • Leandro Ávila 21 de julho de 2017 at 7:09 - Reply

      As pessoas precisam parar de exigir leis dos governantes. As pessoas não são débeis. O que elas precisam é de educação, instrução, informação, conhecimento e por consequência sabedoria. É por isso que desenvolvo esse site para transmitir educação financeira para aqueles que se interessam, infelizmente as pessoas se interessam pouco por se educarem, por ser uma coisa que só elas podem fazer por elas mesmas. Se as pessoas fossem preparadas para usar a cabeça no momento das compras as empresas não iriam conseguir cobrar preços diferentes com base no gênero para os mesmos produtos e serviços. As pessoas usariam a própria inteligência para se recusarem a comprar e essa recusa é mais do que suficiente para tudo se desmantele sem a necessidade de qualquer lei.

  74. Suzan 20 de julho de 2017 at 18:26 - Reply

    Parabéns pelo artigo!
    Adoro quando vc discorre sobre o comportamento humano dentro do capitalismo selvagem…rs

    Abraço!

    • Leandro Ávila 21 de julho de 2017 at 6:41 - Reply

      Oi Suzan. As pessoas é que são selvagens. O capitalismo é aquilo que as pessoas fazem dele.

      • Suzan 21 de julho de 2017 at 8:42 - Reply

        O capitalismo torna o homem selvagem, assim como a natureza selvagem torna os animais selvagens para sobreviver às adversidades. Se não houvesse essa disputa selvagem, não haveria evolução das espécies, e, então, moraríamos em um mundo perfeitamente em equilíbrio. O que nunca vai ocorrer neste universo!

        Se houvesse capitalismo em “equilíbrio” significaria que alguém está sendo prejudicado financeiramente/economicamente.

        Contudo, em se tratando de comportamento humano, ninguém é dono da verdade. Mas, que o meio determina o comportamento isso é fato.

        Abraço!

        • Leandro Ávila 21 de julho de 2017 at 10:36 - Reply

          Oi Suzan. O dinheiro só evidencia a sua natureza, ele só potencializa aquilo que você realmente é. Não é muito diferente do poder, pois o que o dinheiro entrega para as pessoas em um ambiente capitalista nada mais é do que o poder de fazer as coisas. A melhor forma de desvendar o que as pessoas realmente são é entregando poder para elas. As trocas voluntárias que ocorrem entre as pessoas (comércio) não precisam necessariamente resultar em prejuízo para uma das partes. Os prejuízos só ocorrem quando a natureza do homem ainda é selvagem. O que determina o que você é não é o meio. É o que você faz com aquilo que o meio te entrega.

  75. Karla 26 de julho de 2017 at 9:44 - Reply

    Bom dia Leandro. Me senti impelida a comentar pois me enquadro no momento em várias situações de “fragilidade” perante ao apelo do consumo. Primeiramente sobre o apelo ao mercado feminino. Infelizmente não temos muito como fugir de um consumo maior que o masculino. Na sociedade é perfeitamente aceitável que um homem repita roupas várias vezes já para a mulher, a cobrança e bem maior. Dentro de uma corporação somos cobradas para ter uma “boa aparência” que para ser mantida exige muitos gastos. E se você não se enquadra nos padrões exigidos você simplesmente não é promovido, isso se não for demitida.
    É um jogo que já está armado e ou você se enquadra ou está fora.
    Há uma percepção coletiva de que pessoas mais arrumadas são mais competentes.
    Sobre os filhos -tenho dois- a vida de pais de crianças pequenas não é nada fácil. Principalmente se trabalham fora por grandes jornadas. A falta de tempo para pesquisar alternativas mais baratas nos leva a fazer compras em shoppings que têm horário de funcionamento estendido e a pagar absurdos pelo que não vale. Incrível que só fui perceber isso agora que estou de licença maternidade do segundo filho e com um pouco mais de tempo para pesquisas. Acabei percebendo que trabalho muito para ganhar dinheiro e que justamente por trabalhar muito acabo jogando dinheiro fora. Ou seja, trabalho de sísifo.
    Realmente me sinto triste e frustrada com toda essa situação e justamente por isso tenho buscado informação para que futuramente possa me libertar desse ciclo vicioso

    • Leandro Ávila 31 de julho de 2017 at 14:43 - Reply

      Oi Karla. Se você ficou frustrada isso é um sinal positivo. Significa que alguma coisa mudou ai dentro. Toda mudança de mentalidade ou de percepção da realidade provoca isso que você está sentindo. É como acordar de um sonho pesado e ficar de mal humor. Você só precisa ter paciência e continuar buscando conhecimento.

  76. Eliana Bortolini 9 de agosto de 2017 at 11:15 - Reply

    assinei o blog e hoje e já dei de cara com esse artigo interessantíssimo!
    Muito obrigada pelo esclarecimento, principalmente pq tive a sorte de ler antes de ir ao mercado kkk

  77. lucia 10 de agosto de 2017 at 17:22 - Reply

    Parabéns pelo post. Vc já escreveu algo sobre gastos com brinquedos? Tudo que meu filho vê, quer comprar, mas consigo convencê-lo a brincar com os que ele já possui.

    • Leandro Ávila 10 de agosto de 2017 at 18:07 - Reply

      Oi Lucia. Não tenho textos sobre o assunto, mas já li sobre a importância de treinar seu filho para as frustrações da vida. Crianças precisam passar pela experiência da frustração. Crianças que conseguem tudo que desejam, que nunca se frustram, não aprendem a contornar esse sentimento. Quando ficam adultas se transformam em adultos que não sabem lidar com a frustração. Sabemos que muitos acabam buscando o alcoolismo, drogas, consumismo e outras formas de fuga da realidade. Crianças precisam saber encarar a realidade de que nem tudo que se deseja é possível ter de imediato. Crie uma maneira de remunerar seu filho, caso não seja muito pequeno, ensine como poupar para comprar o brinquedo que deseja. Ele verá que é frustrante não ter o que se deseja imediatamente, mas com paciência e poupança, é possível ter o que se deseja no futuro.

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