Falta de Dinheiro: Questão de Vida ou Morte


Imagine que um parente muito querido chamou você para acompanhá-lo em uma viagem de férias. Você respondeu que não podia ir naquele momento, mas que iria quando sua situação financeira estivesse melhor. Infelizmente, um ano depois, esse parente querido morre inesperadamente. Quais reflexões você faria sobre sua decisão financeira de não viajar naquele momento?

Essa história aconteceu com uma jornalista americana especializada em finanças pessoais chamada Stacy Rapacon (fonte). Em 2008, a irmã de Stacy pediu para que ela a acompanhasse em uma viagem para Buenos Aires. Stacy respondeu que não podia ir por questões financeiras. Ela não tinha nenhum dinheiro guardado e o cartão de crédito estava no limite. O único dinheiro que tinha estava em um plano de previdência. Stacy (direita da foto) prometeu para sua irmã Cheryl (esquerda) que fariam uma viagem de férias juntas em outra oportunidade.

A jornalista Stacy (direita) e sua irmã Cheryl (esquerda) em 2009.

Pouco mais de 1 ano depois, a irmã de Stacy morreu com apenas 35 anos. Stacy disse que esta foi a decisão financeira que gerou o maior arrependimento da sua vida. Ao mesmo tempo, esse arrependimento tornou-se sua maior razão para poupar. Stacy tomou a decisão de destinar uma parte das suas economias para criar uma reserva de dinheiro que chamou de “Fundo Sem Arrependimento” ou “Fundo para uma Vida Sem Arrependimentos”.

Esse dinheiro seria especialmente gasto com viagens ou qualquer outra atividade de diversão envolvendo seus parentes e amigos mais queridos. O objetivo maior seria nunca mais sentir a dor do arrependimento por dizer não, para esse tipo de experiencia, por motivos financeiros.

Ela escreveu sobre algumas coisas que está fazendo para manter seu “Fundo Sem Arrependimentos”:

  1. Orçamento – Se você não sabe para onde seu dinheiro está indo, é impossível gastar seu dinheiro com inteligência. Para cortar os gastos pouco inteligentes (desperdícios) e economizar para momentos especiais, você precisa de um orçamento familiar (veja aqui). 20% do que ela ganha é reservado para o fundo sem arrependimento, manutenção da reserva para emergência, reserva para aposentadoria e reserva para pagar a faculdade dos filhos.
  2. Grandes despesas fixas – Stacy tomou melhores decisões sobre moradia, babá e creche para seus filhos. Com isso conseguiu fazer sobrar mais dinheiro, sem prejudicar a qualidade de moradia e educação dos filhos. Muitas vezes temos grandes despesas fixas e não paramos para pesquisar ou refletir sobre formas de conseguir mais gastando menos. Muitas vezes aparecem opções melhores e mais baratas, com o passar do tempo, e não paramos para pesquisar e reavaliar os serviços que estamos pagando mensalmente. Eu recomendo que, pelo menos uma vez por ano, você liste suas despesas fixas e faça uma pesquisa para verificar se existem alternativas melhores no mercado. Isso vale para aluguel do imóvel onde você mora (podem existir imóveis melhores e mais baratos), pacotes de telefone, celular, internet, tv por assinatura, tarifas de cartão de crédito, etc.
  3. Fazer mais – Ela trabalhou mais, aproveitou oportunidades e buscou fontes de renda extra como freelancer. Existem 1001 maneiras de ganhar dinheiro extra no seu tempo livre. Cabe a você observar, pesquisar e identificar atividades compatíveis com seu tempo, seu nível de conhecimento e interesses pessoais.
  4. Prioridades – Ela refletiu sobre suas prioridades. Frequentemente ela comprava roupas e sapatos que nunca usava e comprava móveis novos regularmente, muitos deles não cabiam no imóvel onde morava. Hoje, antes de comprar qualquer coisa ela faz uma reflexão sobre o seu “fundo para uma vida sem arrependimentos” e busca opções mais inteligentes. No lugar de comprar uma roupa nova antes de ir para uma grande festa, ela optou por alugar roupas. Pequenas reflexões antes do consumo fez ela escapar dos juros cobrados pelo cartão quando ela não conseguia pagar a fatura no final do mês.

Quando ela economiza dinheiro para colocar no seu “fundo para uma vida sem arrependimentos”, ela sente que está poupando para coisas que realmente importam para a vida dela e não para acumular coisas sem importância dentro da sua casa. Ela termina o artigo dizendo que já está com a viagem das suas próximas férias programada. Com o dinheiro que reservou para isso, ela vai viajar com sua irmã mais velha e seu pais. Não será uma viagem barata e será necessário gastar todo o dinheiro do “fundo sem arrependimento” que ela acumulou. Finalmente suas finanças estão organizadas e ela não precisa mais responder não para momentos felizes com sua família (fonte da história).

Desculpas para não poupar:

Tem muita gente que gosta de justificar a falta de poupança, e até as dívidas acumuladas, com argumentos do tipo: “Eu prefiro viver do que guardar dinheiro”, “Dinheiro foi feito para gastar”, “Não quero ser o defunto mais rico do cemitério”, etc. Essa pessoa não percebe que a falta de economias e de planejamento geram privações e são limitadores de possibilidades e liberdade. No caso da Stacy, não faltava dinheiro para comprar sapatos e roupas que ficariam abandonados no guarda-roupa, mas no dia que recebeu o convite da sua irmã, faltou dinheiro para tomar uma decisão realmente importante (na avaliação dela).

Existem situações piores que o da Stacy. Viajar com parentes pode ser uma atividade importante para uns e pouco importante para outros, mas existem outras questões mais críticas, e de importância indiscutível, onde não ter reservas pode ser uma questão de vida ou de morte. Imagine se a irmã de Stacy tivesse uma doença grave e precisasse de ajuda financeira para comprar um medicamento caro ou pagar um tratamento urgente, e muito caro, que pudesse salvar sua vida. Todos os dias pessoas enfrentam esse tipo de dificuldade e literalmente morrem por falta de poupança e educação financeira.

Consumismo no presente ou felicidade futura:

O consumismo do presente não deve ser uma justificativa para não poupar e não investir o próprio dinheiro pensando na sua liberdade de escolha futura. A jornalista Stacy mostrou que estes momentos felizes deveriam ser o seu principal motivo para poupar mais dinheiro. Manter uma vida acima do seu padrão de renda, viver acumulando objetos sem importância, tira de você a liberdade de escolha, limita suas opções no futuro.

Ter mais dinheiro não tem relação com ter mais coisas. Ter mais dinheiro significa ter mais opções de escolha e ser mais livre.

Por não ter uma vida financeira organizada, por não ter uma poupança destinada para experiências com a família, que Stacy considera importante, ela foi obrigada a dizer não para sua irmã. O que cada um acha importante depende de cada um. Stacy gostava de viajar com seus parentes. Pode ser que você prefira outras coisas. O importante é que você tome decisões conscientes sobre seu dinheiro para que não sofra a dor do arrependimento no futuro.

Vida sem arrependimentos:

O “fundo para uma vida sem arrependimentos” serve para que você possa gastar o seu dinheiro com aquilo que é importante para você. Provavelmente você vai considerar experiências mais importantes do que comprar coisas. Experiências duram para sempre na sua memória, coisas ficam velhas, obsoletas e um dia são jogadas no lixo.

É por isso que as marcas famosas de produtos gastam milhões em marketing para tentar relacionar a compra das coisas com experiências felizes. Elas sabem que boas experiências não possuem preço, mas coisas são precificadas e muitas vezes é comum comprar com exagero e isto gerar arrependimento.

Segundo a médica Ana Claudia Quintana Arantes, morrem 1.1 milhões de pessoas todos os anos no Brasil, sendo que 800 mil são por morte anunciada (doenças crônicas, degenerativas ou câncer). Um dia faremos parte dessa estatística, só não sabemos quando. Se for algo anunciado, teremos tempo para refletir sobre o legado que deixaremos e as experiências que vivemos. Dificilmente iremos nos arrepender por não termos aproveitado uma promoção no shopping ou por não termos trocado mais vezes de sapato.

Tempo é mais importante que dinheiro e por este motivo eu iniciei o meu livro sobre Reeducação Financeira falando sobre o valor do nosso tempo de vida e sua relação com nosso dinheiro. Quando você trabalha, economiza e investe seu dinheiro com inteligência, você desperdiça menos tempo trabalhando para pagar juros e taxas. É isso que as pessoas fazem quando resolvem viver uma vida cheia de dívidas e sem planejamento financeiro. Desperdício de dinheiro é desperdício de tempo, liberdade e possibilidades.

Quero concluir este artigo convidando você a refletir sobre este vídeo abaixo com a Dra. Ana Claudia. Ele já foi base de um artigo que escrevi. Aqui ele será útil para que você possa pensar sobre o seu “Fundo de uma Vida Sem Arrependimentos”. É claro que nem todo mundo sonha com viagens. Cada pessoa tem seus próprios sonhos, que se não forem colocados em prática durante a vida, podem gerar algum nível de arrependimento. Você é o maior especialista em você mesmo e somente você sabe o que é importante para você.


A Dra. Ana Claudia Quintana Arantes, que trata de doentes terminais, possui uma apresentação emocionante no TED (assista logo abaixo) onde fica evidente a importância do nosso tempo e como isso se conecta com a educação financeira. É o seu nível de educação financeira que permitirá ter um número maior de opções e de liberdade para aproveitar o seu tempo.


About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

80 Comments

  1. Carlos 7 de junho de 2016 at 12:43 - Reply

    Fantástico! Simplesmente fantástico! Obrigado Leandro pelo presente.

  2. Bruno Caparoz 7 de junho de 2016 at 12:51 - Reply

    Parabéns, Leandro!

    Excelente artigo, como sempre!

  3. Mr. Webster 7 de junho de 2016 at 13:07 - Reply

    Mais um excelente artigo, Leandro.

    “Não é pelo dinheiro, mas sim pela liberdade de escolhas”.
    Liberdade é a palavra que mais está associada a uma educação financeira sólida, coisa que as pessoas não conseguem entender, maiormente aqueles que criticam quem adota essa salutar prática.

    Leandro, continuo angariando membros para o “nosso” clube.

  4. Maria Lucia Godinho 7 de junho de 2016 at 13:15 - Reply

    Desde criança sonhava em viajar mas meu pai só tinha condições de nos proporcionar o básico. Me esforcei para formar. Resolvi que não iria viver os meus sonhos mas sem esperar pela aposentadoria pois que garantia temos? Eu estava certa aos 38 anos tive câncer mas ai me animei ainda mais. Claro que nunca fui louca. Esse deseji enorme de viajar me fez trabalhar mais e ao longo do ank eu fazia horas extras e bijuterias para vender. Com esse dinheiro é que eu consegui conhecer diversos países. Infelizmente com a atual crise não estamos mais podendo ir a lugar nenhum pior ainda aposentada. Sinto que me realizei inclusive fiz viagens com minha irmã pagando tudo para ela. Quando a gente sonha e tem a cabeça no lugar tudo é possível. Amo seus textos.

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 13:39 - Reply

      Oi Maria. O importante é que você sempre tome decisões conscientes sobre o seu dinheiro. Tudo tem seu preço. Sempre que tomamos uma decisão significa que abrimos mão de todas as outras possibilidades de decisão que poderiam ter tomadas. Se você sabe o que está fazendo não existe espaço para arrependimentos.

  5. marcelo pereira 7 de junho de 2016 at 13:21 - Reply

    Caro Leandro, mais uma vez você se superou!! Excelente seu artigo e que toca profundamente na nossa essência. O saber viver com sabedoria E a o saber viver financeiramente bem é parte desta sabedoria. Já perdi um grande amor, por não ter sabedoria financeira. Ela viajou 2 vezes e não pude acompanha-la por falta de dinheiro e nossa relação se esvaiu. Vejo meu pai afundado em dívidas por falta de sabedoria financeira, o que traz à ele tristeza e à toda família. Hoje vejo que estou na caminho da sabedoria financeira, mas ainda há muito para se fazer e o tempo não espera. Forte abraço e obrigado por compartilhar sua sabedoria, seu ensinamento!!

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 13:45 - Reply

      Oi Marcelo. Parabéns por buscar essa sabedoria. O fato de ter a consciência já representa muito e vai evitar muito sofrimento desnecessário na sua vida.

  6. Jonayas 7 de junho de 2016 at 13:30 - Reply

    Parabéns Leandro pelo artigo, pra mim também é muito importante estar com as pessoas que amamos, mais do que com coisas que compramos pra estar bem com a sociedade, minha família num tem o hábito de poupar, aí Deus me proporcionou uma esposa que pensa diferente e então comecei a pesquisar mais e adequar minha situação financeira, hoje vejo o quão importante é saber controlar suas finanças se não ela te controla.

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 13:46 - Reply

      Oi Jonayas. É isso mesmo, ou você controla o dinheiro, ou ele passa a controlar a sua vida.

  7. Gregory Ndukwu 7 de junho de 2016 at 13:43 - Reply

    Leandro boa tarde. Mais um artigo muito valioso.
    Obrigado.
    Ano passado aconteceu algo comigo interessante. Temos
    eu e minha familia, um outro casal de amigos, que estão sempre presentes
    em nossas vidas. Seja em um almoço, uma viagem e etc. Ano passado queriamos
    viajar e passar o ano novo em uma determinada cidade do Brasil, como não tinhamos
    dinheiro para isso, e não queriamos usar cartão de crédito, resolvemos não ir.
    Mas criamoseste ano 2016, um fundo de reserva para esta viagem, que faremos este ano.
    O fundo terá saldo suficiente para pagar um bom apartamento, além das despesas
    com alimentação e etc..

    Obrigado

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 14:02 - Reply

      Oi Gregory. Com certeza a viagem será mais gratificante. É muito diferente de viajar acumulando dívidas e no retorno da viagem ter que encarar a realidade, ou seja, mais uma dívida que irá comprometer sua renda futura, reduzir sua liberdade, suas possibilidades e ainda drenar dinheiro (juros e taxas) que você poderia usar de forma mais proveitosa.

  8. Rafael 7 de junho de 2016 at 13:49 - Reply

    Olá Leandro, boa tarde.

    Primeiramente, parabéns por mais um artigo incrível, seu jeito de abordar assuntos tão complexos e delicados é fora do comum. Leio todos os artigos que lança desde o dia que descobri o site, através de um amigo.

    Minha dúvida é a seguinte: como administrar esses “Fundos”? Tenho buscado montar esses fundos de reserva e tenho alguns investimentos em TD, CDB e LCI. Mas sempre me sinto meio perdido, pois, em teoria, parte do dinheiro é pra aposentadoria, parte é pra um fundo de emergencia, outro pra compras maiores, etc. Mas no final fica esse dinheiro todo misturado nos investimentos.
    Você possui alguma técnica de controle para isso? Já escreveu algum post sobre isso anteriormente?
    Até cheguei a montar uma planilha pra isso, mas não é muito eficaz.

    Abraço!

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 14:21 - Reply

      Oi Rafael. Não existe problema em deixar o dinheiro todo misturado. Você pode pegar um pedaço de papel ou uma planilha e dar nome para o seu dinheiro. Exemplo: Você pode ter um LCI com R$ 10 mil onde R$ 2 mil é para uma viagem (diversão), R$ 2 mil é parte trocar de notebook (provisões) nos próximos 2 anos e R$ 6 mil fazem parte da sua aposentadoria. No mesmo investimento você tem 20% destinado para diversão, 20% para uma compra planejada e 60% que faz parte da sua aposentadoria. No vencimento do LCI você pode usar os 2 mil + juros para viajar, poderá usar os outros 2 mil para comprar o notebook, mas se não for necessário poderá reinvestir em outra coisa. Já a parte referente a sua aposentadoria deverá ser reinvestida. Além do seu LCI você pode ter outros investimentos em CDB, títulos públicos onde existem dinheiros misturados com propósitos diferentes, como parte de outras compras importantes, outra parte da sua aposentadoria, parte da sua reserva de emergência, etc. Você precisa observar a questão dos prazos. Uma reserva de emergência precisa ficar em investimentos com liquidez, pois você pode precisar do dinheiro a qualquer momento. Já o dinheiro que você reservou para sua viagem que só acontecerá dentro de 2 anos, poderá ficar em um investimento com vencimento em 2 anos. O ideal é que você tenha dinheiro com liquidez (mesmo que isso represente uma remuneração menor), dinheiro investido com vencimentos em prazos médios e longos. É importante que você defina objetivos para o seu dinheiro. No momento de investir o dinheiro pode ficar misturado.

      • Rafael 7 de junho de 2016 at 16:35 - Reply

        Show de bola! Lendo sua resposta tive umas ideias de como organizar isso!
        Obrigado!

  9. Ana Faria 7 de junho de 2016 at 14:16 - Reply

    Olá, Leandro,

    Artigo sensacional! Eu já havia assistido o primeiro vídeo da Dr. Ana Cláudia sobre doentes terminais, muito bom para nos fazer refletir, e sem dúvidas, o dinheiro está ligado a todas as áreas da nossa vida, influencia diretamente a nossa história, seja para termos liberdade de escolha ou uma vida limitada, cada um trilha seu caminho.

    Não canso de publicar seus artigos e divulgar o blog para os meus colegas e amigos! Uma excelente fonte de inspiração e conhecimento!

    Muito obrigada! Abraços!

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 14:22 - Reply

      Oi Ana Faria. Muito obrigado por divulgar. Isso ajuda muito a tornar o conteúdo ainda mais útil.

  10. Filipe M.Souza 7 de junho de 2016 at 14:22 - Reply

    Ótimo artigo Leandro. Todo esforço e até mesmo a mudança de nomenclatura (Fundo sem arrependimento) é valido para educar e orientar as pessoas a terem uma vida com planejamento financeiro.

  11. oskar 7 de junho de 2016 at 14:33 - Reply

    Sempre impactante seus assuntos. Muito bom, queria conversar com vc pelo what app Leandro, tem como. Obrigado.

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 14:59 - Reply

      Oi Oskar. Gostaria muito, mas a quantidade de comentários e e-mails que respondo todos os dias é enorme, sendo que dou preferência para os comentários já que respondendo uma pessoa posso ajudar várias ao mesmo tempo. Por e-mail ou outros canais diretos eu só tenho como ajudar um por um, o que tira a eficiência.

  12. Rudimar 7 de junho de 2016 at 14:39 - Reply

    Parabéns Leandro pelo Artigo. Precisamos controlar nosso dinheiro da melhor forma possível para nós.

  13. Rilma 7 de junho de 2016 at 15:35 - Reply

    Geeeentee! Que textos são essas??? Simplesmente impactantes nas nossas vidaaas! Chega até emocionar! Parabéns Leandro! És um gênio!

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 16:14 - Reply

      Oi Rilma, eu apenas reuni informações e vídeos em torno do mesmo tema para motivar uma reflexão.

  14. Rodrigo Alves 7 de junho de 2016 at 16:18 - Reply

    Mais um grande artigo! Mais uma vez, meus parabéns Leandro!

  15. Fábio Bastos 7 de junho de 2016 at 16:20 - Reply

    Leandro, para variar um ótimo artigo. Achei muito legal essa nova classe de guardarmos dinheiro, é mais um motivo para pensarmos no futuro. Acho que todos nós pensamos em prioridades diferentes, mas acho que com esforço conseguimos atender bem o nosso presente sem sacrificarmos o nosso futuro e de nossa família. Não precisamos curtir a vida como se fôssemos morrer amanhã e também não precisamos abrir mão de tudo no presente para termos quem sabe um futuro melhor, equilíbrio é a chave, pelo menos os arrependimentos tendem a ser menores.

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 16:24 - Reply

      Oi Fábio. É isso mesmo. A chave esta no equilíbrio. E o ponto de equilíbrio de cada um é diferente do outro. Por isso é importante olhar para dentro e refletir sobre seus valores e sonhos.

  16. Álvaro Mota 7 de junho de 2016 at 17:37 - Reply

    Muito bom Leandro, sempre abordando temas que são de grande importância. Obrigado por suas reflexões.

  17. Rosiana 7 de junho de 2016 at 17:37 - Reply

    Hoje ainda compartilhei esse artigo com minhas amigas, comentando o quanto sou surpreendida pelos seus conteúdos. Além das dicas e informações práticas, tem um “quê” de reflexões… como essa.

    Parabéns e um muito obrigada, Leandro!

  18. Fabio Guimaraes 7 de junho de 2016 at 17:46 - Reply

    Tenho 37 anos e perdi meu pai ha um mês, ele tinha apenas 60 anos. Eu ainda tinha muito projetos a realizar com ele.
    Embora tenha plena consciência que um dia todos deixaremos essa vida, quando isso ocorre com alguém tão próximo e importante da gente, essa máxima que ninguém é insubstituível, cai por terra.

    • Leandro Ávila 8 de junho de 2016 at 9:50 - Reply

      Oi Fabio, lamento pelo seu pai. A grande verdade é que não sabemos se teremos mais 24 horas de vida, 24 semanas, meses ou anos.

  19. Daniel Alexandre 7 de junho de 2016 at 19:20 - Reply

    voces sao nota 1000……………… muito bom…..cada dia que passa aprendo mais e mais …..

  20. Dema 7 de junho de 2016 at 19:52 - Reply

    Video: O tempo é o bem mais valioso que temos. Então por que não usamos todos os dias como se fosse o ultimo dia da vida, com bondade e amor.

    • Leandro Ávila 8 de junho de 2016 at 9:52 - Reply

      Oi Dema, nas nossas relações pessoais, de comportamento, bondade e amor devemos viver como se fosse o último dia. Já no lado financeiro, quem gasta como se fosse morrer manhã ou quem poupa como se fosse viver para sempre vivem em dois extremos de desequilíbrio. É importante encontrar o caminho do meio.

  21. Sonia 7 de junho de 2016 at 22:29 - Reply

    Leandro, você está levando seus leitores a reflexões não só sobre finanças mas também em SER, sendo consciente o TER ganha novas direções. Obrigada. aproveito e deixo esse vídeo que soma ao conteúdo da sua mensagem.

    https://www.youtube.com/watch?v=RadIP53qXhU

    Muito obrigada.

  22. Pedro Alves 7 de junho de 2016 at 23:12 - Reply

    Olá Leandro.
    Muito bom, didático, instigante…
    Abç, Pedro

  23. Victor Gama 8 de junho de 2016 at 8:35 - Reply

    Já é meio cultural das pessoas não se planejarem financeiramente, brasileiro então… nem se fala. Eu mesmo, já até larguei de mão para ensinar, vi que eu desperdiço meu tempo para nada. Escuto das mais variadas desculpas e justificativas. E as vezes escuto algo do tipo das mesmas pessoas: “Poxa! Tá podendo heim…” ou “me empresta uma quantia”, entre outras situações. Enfim, cada um é cada um e que arque com as consequências da falta de planejamento.

  24. Wesley Souza 8 de junho de 2016 at 9:11 - Reply

    Leandro, adoro os artigos técnicos que você pública sobre a educação financeira, porém esses artigos que você publica com ensinamentos para a vida são ainda mais valiosos. É neles que talvez muitas pessoas encontram o estímulo para mudar a sua situação, sua vida e a das pessoas ao seu redor.

    Parabéns, que Deus lhe der muita saúde para que possamos a continuar a beber dessa fonte de conhecimento e aprendizado que são seus ensinamentos.

    • Leandro Ávila 8 de junho de 2016 at 9:56 - Reply

      Oi Wesley. Na verdade os assuntos técnicos são apenas o lado superficial, a instrumentação, que não tem sentido se você não se conhecer por dentro. No fundo tudo está conectado. A educação financeira que olha só a matemática é deficiente.

  25. Leandro Ávila 8 de junho de 2016 at 10:07 - Reply

    Oi Jonatson, se foi apenas isso que você conseguiu refletir depois de ler o artigo e assistir os vídeos, eu lamento por você e torço para que de alguma forma você consiga elevar o seu padrão de pensamento. Se for uma pessoa jovem ou adolescente, isso deve acontecer com chegada da maturidade. Se já for uma pessoa madura, te desejo sorte e que pessoas iluminadas cruzem pelo seu caminho durante sua vida.

  26. João Paulo Marques Silva 8 de junho de 2016 at 11:22 - Reply

    Excelente artigo Leandro, meus parabéns! O dinheiro é um tema muito difícil de ser trabalhado na mente das pessoas pois muitas vivem alienadas com pensamentos que nos são repassados desde muito cedo. É como o autor Robert Kiyosaki ensina: somos condicionados desde crianças a lutar pelo dinheiro e quando consegui-lo, gastar tudo para se mostrar para outras pessoas, sempre trabalhando para enriquecer os outros.
    E por favor Leandro não se deixe abater ou entristecer por comentários “nonsense” de alguma pessoa que não entendeu ainda seu propósito com este site e como ele ajuda a milhares de brasileiros todos os dias com seus artigos de altíssimo nível.

    • Leandro Ávila 8 de junho de 2016 at 14:36 - Reply

      Oi João. Normalmente as pessoas compartilham o artigo com amigos e parentes que precisam de orientação. As vezes essas pessoas não estão preparadas para essa orientação e buscam alguma pedra para jogar antes de irem embora. Por isso a única coisa que posso fazer é lamentar e desejar sorte e que muitas pessoas iluminadas cruzem com ela durante a vida.

  27. Renata 8 de junho de 2016 at 13:41 - Reply

    Seus textos são sensacionais! Parabéns!

    Infelizmente eu ainda não consegui fazer nada do que você ensina, eu sei onde está o erro e nunca dou um basta, faço milhões de planos, aí chega o mês seguinte e estou novamente cheia de contas para pagar e sem nenhum real para guardar. É frustrante, mas é uma coisa só eu posso resolver, pois o caminho está aqui em tantos artigos maravilhosos que você faz.
    Obrigada por sua dedicação, espero um dia ser como vocês aqui.

    • Leandro Ávila 8 de junho de 2016 at 14:38 - Reply

      Oi Renata. Se palavras fossem suficientes para mudar as pessoas, o mundo seria um verdadeiro paraíso, pois tudo já foi dito. Internalizar conhecimentos e mudar hábitos é um processo lento. Por isso, não desanime. Inicie com pequenas mudanças e pequenas iniciativas.

  28. Patricia 8 de junho de 2016 at 17:18 - Reply

    Olá, Leandro. Excelente texto!. Meus maiores exemplos dessa situação foram meus pais. Eles viveram para o trabalho onde nós morávamos e onde eles construíram um bom patrimônio, mas sabiam aproveitar a vida.. Meu pai era engenheiro agrimensor e minha mãe uma funcionária pública federal. Infelizmente, faleceram muito jovens em um acidente de carro. Eu e meu irmão fomos criados por parentes. Hj em dia já conseguimos recuperar uma parte desse patrimônio, mas não o todo. A lição que tirei, entre muitas é : trabalhe, poupe e viva uma vida sem arrependimentos. Ninguém sabe quando irá partir, mas também não dá para viver como se não houvesse o amanhã.

    • Leandro Ávila 9 de junho de 2016 at 0:11 - Reply

      Oi Patricia. Parabéns por ter aprendido e seguido as lições dos seus pais. Este é o caminho.

  29. Ramon 8 de junho de 2016 at 19:58 - Reply

    Tenho um “fundo luxo”, onde deposito aproximadamente 2% do meu salário para esses gastos sem arrependimento.
    Não é totalmente suficiente, mas ajuda muito para viagens, passeios etc.

    • Leandro Ávila 9 de junho de 2016 at 0:13 - Reply

      Oi Ramon. O ideal é fazer isto mesmo. Reservar uma quantia dentro do seu orçamento para gastar sem remorso, com a consciência tranquila de que você está com suas contas organizadas, poupando, investindo e evitando a possibilidade de uma vida cheia de arrependimentos. Cada pessoa tem seus gostos, seus prazeres e por isto cabe a cada um refletir e se conhecer.

  30. ana paula 8 de junho de 2016 at 23:55 - Reply

    Nossa, sem palavras. Ja li muitos artigos seu, mas esse teve um toque especial.

  31. Tadeu 9 de junho de 2016 at 10:22 - Reply

    Mais uma vez, o Leandro nos beneficia com um artigo ótimo.

    Leandro, hoje venho aqui solicitar, se possível, a produção de um artigo que informe quem adquiri tais investimentos. Por exemplo: Quem compra o Tesouro IPCA+ 2050; quem compra CDBs; quem compra LCI, ou seja, qual o percentual de compra desses títulos e outros atrelados a pessoa física ou jurídica.

    Desde já muito obrigado pelo aprendizado passado por ti na produção dos artigos.

  32. Isaque Santos 9 de junho de 2016 at 15:15 - Reply

    Excelente artigo!

    Obrigado por mais essa contribuição.
    Olha essa matéria com o Bill Gates http://olhardigital.uol.com.br/noticia/bill-gates-conta-o-que-faria-se-tivesse-que-viver-com-us-2-por-dia/59148

    O interessante é a visão dele.

    • Leandro Ávila 10 de junho de 2016 at 9:51 - Reply

      Oi Isaque. A riqueza está no modo de pensar das pessoas. É esse modo de pensar que se materializa e se transforma em riqueza material. Eu não tenho dúvidas que se você retirar toda a fortuna de pessoas empreendedoras como o Bill Gates, em pouco tempo ele já terá saído da pobreza e em alguns anos terá feito uma grande fortuna. O diferencial está na visão de mudo empreendedora dele. Pessoas assim consegue ver oportunidades por todos os lados. Miséria tem menos relação com falta de dinheiro e mais relação com falta de educação, falta de preparo, falta de cultura, falta de uma visão de mudo correta para empreender e prosperar.

  33. Ursula 11 de junho de 2016 at 11:34 - Reply

    Como sempre fantástico todo o que vc publica! obrigada por compartilhar com a gente.

  34. Jaciara Inês de Lemos Freire 12 de junho de 2016 at 19:58 - Reply

    Leandro Ávila
    Excelente artigo.
    Já tive situação financeira muito favorável, mas movida pelo consumismo, entrei numa situação que já faz um tempão e não consigo sair dela. Quando meus filhos eram pequenos tinham todo tipo de brinquedo diferente e atual que se pudesse imaginar. Roupas, sapatos, bolsas havia local para guardar porque estava sempre fazendo triagem e dava para pessoas menos favorecidas. Roupas que as vezes não havia usado. Comida a dispensa era cheia até as bordas e se estragava muita coisa. Tudo tem um preço e esse que estou resgatando é bastante árduo. Atualmente quando eu e meu marido recebemos os salários, no mesmo dia já está faltando. Não temos cheque especial, nem cartões de crédito, nem crédito na praça. Faz uns vinte anos que não sabemos o que é viajar, nem nos divertir pagando. Sou atualmente Corretora de Imóveis, mas quando vendo e recebo comissão vai embora rápido. Nossos dois filhos estão casados e um deles ganha relativamente bem. O mais velho trabalha mas não o suficiente para arcar 100% com a família. Temos que ajudá-lo e deixamos de pagar coisas como: água, luz para poder ajudá-lo. No mês seguinte pagamos os atrasados, mas deixamos de pagar outras coisas. É assim que temos vivido sem liberdade para fazer o que queremos e precisamos.
    Todo esse ensinamento seu é maravilhoso, mas para nós que já vivemos calejados fica um tanto utópico colocá-lo em prática. Não duvido nem um pouco dos resultados desses conhecimentos eu só não vejo solução para colocá-los em prática. Não estamos com isso culpando nada nem qualquer pessoa, mas reconhecendo que o erro é nosso, só não sabemos como sair disso. Acredito que até minha mente empobreceu e como reflexo o que é material também. Muito obrigada por nos dar atenção. Jaciara

    • Leandro Ávila 16 de junho de 2016 at 21:11 - Reply

      Oi Jaciara. Seu filho é mais jovem, tem mais energia e mais capacidade de se virar. Você deveria parar imediatamente de passar por necessidades para completar a renda do seu filho. O padrão de vida da família dele deve ser compatível com a renda dele. Se o padrão de vida dele é superior a renda ele precisa tomar uma das duas providências: 1) Encontrar um meio de aumentar a renda familiar 2) Reduzir o padrão de vida. Leia o artigo que escrevi sobre sustentar filhos adultos.

  35. Julio 12 de junho de 2016 at 21:43 - Reply

    Parabéns Leandro.

    Mais um excelente artigo.
    Sua visão imparcial e honestidade intelectual são itens raros hoje em dia.

  36. EMERSON 13 de junho de 2016 at 22:32 - Reply

    Prezado Leandro, me considero um apaixonado pelo tema EDUCAÇÃO FINANCEIRA. Uma pena que em nosso país este tema não tenha à atenção devida por parte das pessoas que preferem a cultura do endividamento (via financiamentos) e tudo isto com as bençãos do governo (pelo menos nos últimos anos). Me considero um educado financeiramente desde sempre, pórem, só pude colocar em prática a teoria a partir de 2010 quando fui nomeado e empossado em um cargo público federal – primeiro emprego – desde então comecei a poupar (investir) 50% do salário o que me possibilitou comprar meu primeiro veículo (usado,rs) à vista. SEM DIVIDAS. de 2010 pra cá comecei a operar na bolsa de valores com a estratégia de buy hold e hoje tenho um patrimônio em ações, investi também no tesouro direto para aproveitar as taxas de juros altas que nosso país proporciona. Hoje em dia provisiono 10% do IPVA do meu veículo mensalmente para assim que chegar a data do pagamento eu faça jus ao desconto que o governo oferece para quem pagar em cota única (afinal 10% de desconto e um achado), enfim, a educação financeira proporciona que voce viva em paz consigo mesmo e não tenha que se preocupar se terá condições de arcar com as dividas assumidas por você, pois, quem é educado financeiramente mantem o orçamento equilibrado. Iniciativas como a sua – por meio do clube dos poupadores – só tendem a agregar. Parabéns

    • Leandro Ávila 16 de junho de 2016 at 21:14 - Reply

      Olá Emerson. É isso mesmo. Essa paz não tem preço. Por isso eu falo que educação financeira não é pelo dinheiro, é por mais liberdade e tranquilidade.

  37. Thiago de Camargo 15 de junho de 2016 at 23:10 - Reply

    Parabéns pelo artigo, Leandro! Você é show! Tem um dom muito especial!

  38. Vinicius 17 de junho de 2016 at 16:35 - Reply

    Tenho aprendido muito com você Leandro.
    Muito obrigado por compartilhar seus conhecimentos!

  39. Ezequiel 1 de julho de 2016 at 11:19 - Reply

    Os comentários fazem muito parte do texto, amo ler os artigos do Leandro Ávila e os comentaristas de plantão, que só completam a visão magnífica que o Leandro tem. Parabéns

  40. Gabriel pontes 17 de julho de 2016 at 12:45 - Reply

    ótimo! sepre abrindo meus olhos…

    • Leandro Ávila 23 de julho de 2016 at 9:32 - Reply

      Oi Gabriel, sempre é importante manter os olhos abertos. 🙂

Leave A Comment

Share this

Compartilhe com um amigo