Dívidas são uma dádiva ou um problema?


Você acredita que dívidas são dádivas ou problemas na vida? Gustavo Cerbasi, que é o autor de educação financeira que mais vende livros no Brasil, publicou um vídeo recentemente onde declara que “Ter dívidas significa que você está contando com o dinheiro de alguém para manter um padrão de vida que não caberia no seu bolso. Então é algo positivo. – Gustavo Cerbasi”

Diante desta e de outras frases do vídeo, resolvi exercitar uma habilidade nobre, que todos deveriam desenvolver, que é a capacidade de criticar ideias sem desrespeitar os autores dessas ideias. Infelizmente, temos a hábito de desqualificar e ofender as pessoas que pensam diferente de nós e isso diminui nosso potencial de crescimento como sociedade.

Gustavo Cerbasi é autor de 14 livros sobre educação financeira que juntos já venderam mais de 1.7 milhões de exemplares. Ele também já colaborou com a produção de três filmes (Até Que a Sorte nos Separe 1, 2 e 3) que foram assistidos por mais de 11 milhões de espectadores. Ele é formado em administração de empresas, com especializações no exterior. Já foi colunista da Folha, Gazeta Mercantil, Você S/A e agora escreve na Revista Época (fonte). É inegável a enorme contribuição do Cerbasi para a divulgação da educação financeira no Brasil desde o lançamento do seu primeiro livro em 2004.

Existem algumas ideias que o Cerbasi divulga em seus livros e artigos que eu critico, sempre respeitando sua pessoa e o seu legado. Em 2014 escrevi uma crítica sobre um artigo que ele publicou na Revista Época. Ele criticava a renda fixa em uma fase da economia em que o Banco Central estava subindo os juros sistematicamente (desde 2013) para combater a inflação que se fortalecia. Para ler as críticas que fiz em 2014 clique aqui, Você também encontrará o link para artigo que ele escreveu. Infelizmente alguns leitores do Clube dos Poupadores foram grosseiros com o Cerbasi na área de comentários do artigo. É claro que ele não gostou e deixou um comentário dando seus esclarecimentos e defendendo seu posto de vista. Por esse motivo, estou iniciando essa crítica ao vídeo do Cerbasi destacando a importância de debater ideias sem agredir e sem desqualificar.

Cerbasi começa seu vídeo acima (clique na figura acima para assistir) afirmando:

Muita gente acha que o problema de suas vidas são as dívidas. Mas dívidas não deveriam ser um problema. Dívidas são uma dádiva. Nada melhor do que contar com o dinheiro dos outros quando acaba o seu. Ter dívidas significa que você está contando com o dinheiro de alguém para manter um padrão de vida que não caberia no seu bolso. Então é algo positivo.

Na minha opinião são poucos os que acham que o problema de suas vidas são as dívidas. A maioria acredita que é melhor usar o dinheiro dos outros quando o próprio dinheiro acaba. É consenso entre os brasileiros de que dívidas são dádivas e por isso é comum observar pessoas orgulhosas por terem conseguido financiar um carro ou uma casa maiores do que suas rendas permitiriam comprar. Então isso é algo negativo e o resultado dos exageros é este aqui.

Penso que nada pior do que contar com o dinheiro dos outros quando o seu dinheiro acaba, embora poucos brasileiros concordem com isso. Nada pior para as finanças pessoais de uma família do que tentar manter um padrão de vida incompatível com a própria renda, contando com o dinheiro alheio, pagando juros e taxas absurdamente elevadas.

É lamentável observar que as famílias passam a vida toda trabalhando para pagar juros e taxas de dívidas. Grande parte das riquezas que produzem durante décadas são desperdiçadas nestes pagamentos. O mais angustiante é que o mau exemplo vem de cima. Basta observar a maneira com que os governantes tratam o orçamento público e a dívida pública. Vivemos uma grave crise econômica graças a políticos irresponsáveis com as contas públicas e que também acreditam na “dádiva” que é gastar o dinheiro dos outros.

O Estado gasta mais do que arrecada e ainda estimula as famílias a fazerem o mesmo. O resultado dessa mentalidade resulta em uma penalização generalizada (impostos, inflação e juros altos) de uma sociedade que valoriza mais o endividamento do que a poupança e que prefere o consumismo no lugar do investimento.

Cerbasi diz:

O problema só começa a acontecer quando as dívidas são impagáveis ou não cabem no orçamento. É o que acontece quando elas são contraídas por falta de planejamento ou quando elas fogem o controle, com aquelas dívidas que tem o efeito de bola de neve.

As famílias acreditam que “ter dívidas é contar com o dinheiro dos outros para ser feliz hoje”. O resultado de uma população sem educação financeira, e que carrega esse tipo de crença, é que 6 em cada 10 famílias estão endividadas neste momento. Quase 20% estão com as contas atrasadas. 75% estão com dívidas nos cartões de crédito (fonte). Isso fica mais grave diante da elevada taxa de desemprego da atualidade (fonte).

Qual é o planejamento financeiro pessoal que consegue manter uma dívida pagável, com cartões de crédito cobrando juros de 410% ao ano? Não adianta procurar outras opções de “crédito barato”. Não existe crédito barato para pessoas físicas no Brasil. No cheque especial os juros são de 255% ao ano. Nas vendas parceladas do comércio, os juros são de quase 95% ao ano. No financiamento de veículos a taxa passa dos 30%, mesmo sendo o carro uma garantia do banco. Se a pessoa procurar um empréstimo pessoal em bancos terá que pagar 70% ao ano de juros. Se a pessoa procurar as pequenas financeiras terá que pagar 157% de juros ao ano (fonte). No país com os maiores juros reais do planeta, não existe dívida vantajosa para a pessoa física.

Cerbasi disse que dívidas sempre serão positivas quando feitas para construir renda. Ele diz:

Posso contrair uma dívida para comprar um equipamento que vou usar no meu trabalho, para comprar um veículo que vai me levar para um trabalho, que vai permitir montar um negócio, que vai permitir pagar estudos. Quando estou criando renda, com a dívida que foi contraída, estou agregando valor na minha vida. O custo da dívida se paga com a renda que virá a mais.

Também penso de uma maneira diferente. Se você, como pessoa física, tem planos de montar um pequeno negócio, você deveria buscar alternativas para iniciar da forma mais enxuta possível. Fazer uma pequena economia mensal por alguns anos seria suficiente para conseguir dinheiro para montar seu pequeno negócio de forma planejada e responsável.

O maior problema do pequeno empreendedor é abrir seu negócio acreditando que o caminho mais fácil será assumir dívidas. Negócios são atividades de risco elevado quando você está usando seu próprio dinheiro. Quando você resolve empreender usando dinheiro emprestado, você potencializa o risco, ou seja, você está iniciando um negócio alavancado. Será necessário mais esforço e mais tempo para atingir o ponto de equilíbrio.

Se você investir seu próprio dinheiro, sem dívidas, e não der certo, você perde o seu dinheiro e o problema termina ali. Se você investe dinheiro emprestado e o negócio não der certo, você perde o dinheiro que investiu e ainda fica com uma dívida que crescerá diariamente, juros sobre juros, como uma bola de neve. Será o início de muitos problemas que podem comprometer suas finanças e a qualidade de vida da sua família por muitos anos.

Abrir negócios é para quem pode, ou seja, para quem busca conhecimento, para quem se prepara, para quem faz um sacrifício inicial para poupar o dinheiro necessário para empreender. Como mostrei no meu último artigo, abrir um negócio é um investimento de maior risco que você faz depois de se educar financeiramente e de acumular recursos suficientes para empreender. Para quem pretende empreender por necessidade (exemplo: você foi demitido do emprego) todo cuidado é pouco. Dicas básicas da Mara Luquet no Jornal da Globo ajudam mais do que começar empreendendo fazendo dívidas.

Não podemos confundir a realidade de pequenos empreendedores com os negócios de grandes empreendedores. Os pequenos devem começar enxutos e sem dívidas para que possam ter bases sólidas. Já as grandes empresas só iniciam negócios baseados em grandes dívidas. Grandes empresários conseguem dinheiro de bancos públicos (subsidiados pelo governo), bancos privados e de investidores (quando emitem ações, vendem debêntures ou fazem sociedades). Os prazos para pagamento são longos e os juros são absurdamente baixos quando comparamos com os juros cobrados de pessoas físicas e pequenos empresários. Por vários anos o BNDES, através do programa PSI, emprestou bilhões de dinheiro público para grandes empresas (amigas do governo) cobrando juros abaixo da inflação. Muitas conseguiram taxas de 2,5% ao ano (fonte). O programa ficou conhecido como Bolsa Empresário (fonte). Neste caso específico, juros de 2,5% ao ano com décadas para pagar a dívida são verdadeiras dádiva.

O melhor caminho para quem pretende abrir um negócio é planejar com antecedência, poupar, investir e contar com a ajuda dos juros compostos para conseguir o dinheiro necessário para iniciar de forma enxuta, sem dívidas, com o menor risco possível. Dívidas para empreender são uma dádiva em países desenvolvidos onde os juros estão próximos de zero ou quando você é um grande empresário e consegue juros subsidiados com dinheiro público (nossos impostos) através de governos irresponsáveis com as contas públicas. O problema é que no final toda a sociedade paga a conta da irresponsabilidade com o orçamento público. Não existe almoço grátis.

Cerbasi lista outra situação onde dívidas são boas, segundo a opinião dele:

Outra opção é quando a dívida preserva seu planejamento. Digamos que eu esteja poupando dinheiro regularmente para a faculdade do meu filho, para um intercâmbio, para um projeto futuro ou para minha aposentadoria. Se acontecer um imprevisto eu recorro ao cheque especial, ao empréstimo, ao recurso que me ajude a manter o equilíbrio.

Sou totalmente contra o uso de cheque especial ou qualquer outra modalidade de crédito como reserva de emergência para preservar investimentos que você está fazendo pensando no futuro. Quem faz isso é aquele que não recebeu educação financeira suficiente para compreender a importância de ter suas próprias reservas para emergência (já falei sobre isso aqui) e as provisões financeiras (que já falei aqui). A primeira é a sua própria proteção contra imprevistos. A segunda é o dinheiro que você guarda para aquelas despesas previsíveis ou para repor bens que certamente irão quebrar ou depreciar com o tempo. Com juros de 255% ao ano ninguém deveria imaginar a possibilidade de usar o cheque especial para proteger qualquer investimento ou garantir equilíbrio das contas. Para esse tipo de proteção devemos ter nossas reservas pessoais. Quando iniciamos nossa própria educação financeira precisamos começar por nossas reservas e provisões. Essa é a parcela do nosso dinheiro que ficará em investimento de baixo risco e de grande liquidez para que seja utilizado quando ocorrer algum imprevisto.

Cerbasi conclui recomendando a venda de objetos usados:

Uma opção que eu tenho, se eu me vejo no vermelho, no caso de acontecer um imprevisto e vejo que está faltando recursos na conta, eu vou tentar vender alguma coisa que eu tenho em casa, para me desfazer de algo que eu tenha que possa virar dinheiro, ou vou tentar substituir essa dívida por outra mais inteligente.

É difícil de acreditar que o Cerbasi não tenha suas reservas financeiras para imprevistos. No vídeo, ele deu a impressão de que usa essa estratégia de vender coisas usadas sempre que ocorre um imprevisto na vida dele. Dinheiro aplicado na renda fixa como reserva de emergência é uma solução mais inteligente do que vender objetos usados depreciados em sites na internet. O pior é que existem pessoas que acreditam nesse tipo de solução. No momento do aperto financeiro as quinquilharias não possuem liquidez, são difíceis de vender e você terá que se desfazer oferecendo as coisas que possui por preços absurdamente baixos. Inclusive é isso mesmo que os negociadores de dívidas (de bancos e cartões de crédito) recomendam que as pessoas façam, diante do desespero de ligações constantes de cobranças de dívida. Para o cobrador de dívida, pouco importa se a sua geladeira é útil ou se o seu carro é importante para sua família. Para eles o que importa é que você consiga dinheiro de alguma forma para pagar a dívida e os juros surreais que são cobrados.

Outra frase polêmica do Cerbasi:

Se você usa com inteligência, dívidas sempre serão uma alavanca para aumentar a sua riqueza e viver melhor. Sem aquela loucura de não contrair dívida alguma, de sempre poupar ou não contrair nenhum tipo de obrigação.

Minha opinião é totalmente oposta. Se as pessoas forem inteligentes, perceberão que dívidas são alavancas de empobrecimento. Os juros e as taxas que você pagaria durante uma vida, para sustentar bancos e financeiras, poderiam ser utilizados para aumentar o seu patrimônio, para gerar renda passiva (juros sobre juros) nos seus investimentos. Isso poderia melhorar a qualidade de vida da sua família.

Dívidas são alavancas de riqueza quando você for o credor e não quando for o devedor. Você enriquece quando as pessoas devem para você e não quando você deve para as pessoas. Banqueiros enriquecem emprestando o seu dinheiro para os outros. São os outros que precisam trabalhar mais para pagar os juros que você recebe quando faz um investimento financeiro (emprestando dinheiro para os bancos ou para o governo).

No Brasil, vender produtos é apenas um pretexto para vender crédito. Grandes lojas de eletrodomésticos, grandes lojas de moda e fabricantes de automóveis lucram mais vendendo crédito do que vendendo produtos. É por isso que a maioria possui o cartão próprio da loja, a maioria estimula que você compre parcelado ou financiado no lugar de comprar à vista. Os empresários sabem que podem ganhar duas vezes. Eles podem ganhar vendendo o produto e emprestando o dinheiro para que você compre. Quando você compra qualquer coisa através do crediário de uma loja ou de financiamentos, você está pagando duas vezes. Isso faz você empobrecer se comparado com quem poupa, recebe juros e paga à vista negociando descontos. As pessoas não percebem que passam a vida toda trabalhando para pagar juros e taxas, transferindo sua riqueza para os outros.

No final o Cerbasi fala sobre loucura: “…sem aquela loucura de não contrair dívida alguma, de sempre poupar ou não contrair nenhum tipo de obrigação.”

Na minha opinião, contrair dívidas no Brasil, com as taxas que são praticadas, é uma verdadeira loucura.

A maioria que não poupa e vive contraindo dívidas é vista como normal pela sociedade.
A minoria que poupa e não contrai dívidas é vista como louca.

Quem poupa e evita dívidas, vive uma vida tranquila.
Quem não poupa e está sempre acumulando dívidas, chama a loucura de vida.

Você prefere ser normal ou louco?

Prof. Hermógenes dizia: Deus me livre de ser normal!

Nota final: O que fazemos é mais importante do que aquilo que falamos. Apesar de ter criado esse vídeo onde tenta mostrar que dívidas são dádivas, nesse outro vídeo, onde Cerbasi conta a sua vida, a história é bem diferente. Você verá que dívidas não fizeram parte da história dele. Em diversos momentos ele fala sobre os sacrifícios que fez para conquistar sua independência financeira.

Tempo e esforço:

Gastamos muito tempo e esforço para ganhar dinheiro através do nosso trabalho. Faz todo sentido fazer algum esforço para poupar uma parte desse dinheiro e conseguir um bom retorno através dos nossos investimentos. Isso é a base do sucesso financeiro. Escrevi uma série de livros com tudo que você já deveria ter aprendido sobre como investir o seu dinheiro. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Alexandre Porte
Visitante
Alexandre Porte

Outro educador financeiro já citado aqui no Clube recentemente foi o Robert Kyosak (Pai rico, pai pobre). Este educador disse posteriormente em um dos muitos livros que escreveu, que mudou o título de um de seus livros antigos na época da edição, contrariando os editores, para criar polêmica e suscitar a discussão em torno do assunto. O autor foi chamado a programas de televisão, deu entrevistas a jornais e revistas e vendeu muito aquele novo livro ganhando milhões de dólares. Interessante, né! No caso dele, assumidamente, foi um trabalho de marketing para vender, para aparecer, ser procurado, embora já fosse mundialmente conhecido.

Talita
Visitante
Talita

Tem uns jogos de palavras no discurso, como se ele estivesse tentando não contradizer o que ele diz nos livros. Esse vídeo me parece propaganda de banco. Só não apareceu a logo.

Tauranis
Visitante
Tauranis

Propaganda de banco eu acho que não, mas é alguma estratégia de marketing para vender.
Polêmica, odeio isso, mas funciona

Douglas
Visitante

Leandro,

Não sei se você também pensa assim, mas eu tenho visto uma certa mudança no discurso do Cerbasi, visando se aproximar mais da realidade do brasileiro, para agradar o seu público.

Eu li alguns livros dele e até os indico, como “Dinheiro os segredos de quem tem” e “Casais inteligentes enriquecem juntos”. Mas quando ele disse no “Adeus Aposentadoria” que se você tem um dinheiro guardado e entra no cheque especial, não mexa no dinheiro e pague os juros do cheque especial, comecei a estranhar. Era totalmente diferente do que ele vinha orientando em seus livros anteriores.
Talvez ele percebeu que a orientação de pegar o dinheiro guardado, pagar a dívida e depois pagar a você mesmo com juros menores não surtia efeito. Ele talvez percebeu que a maioria dos brasileiros não consegue ter tal disciplina. E daí ele começa a calibrar o discurso para tentar chegar mais perto da realidade da maioria.

Com esse vídeo eu fico ainda mais surpreso. Fazer um vídeo para Brasileiros falando que dívida é dádiva, pra mim só tem duas explicações:

– Ele busca a popularidade pela polêmica (o que ele não precisa, afinal quem não o conhece?).
– Ele busca se aproximar das orientações que os Brasileiros querem ouvir, e com isso vender mais.

Respeito totalmente a opinião dele, obviamente. Mas isso é um desserviço para a construção de um Brasil menos gastador.

Suyene Inoue Coelho
Visitante
Suyene Inoue Coelho

Ele deve estar sendo pago por algum banco para escrever estes absurdos.

João Paulo
Visitante
João Paulo

Parece ser bem o caso.

Se pagar bem, grandes bancos (inclusive em conjunto) poderiam financiar uma pessoa de confiança do público conhecida por ter ideias “anti-bancos” a mudar paulatinamente seu discurso no sentido “pró-banco”.

Sou médico (ainda fazendo residência médica, especializando-me e por enquanto trabalho apenas no setor público), mas não canso de ver oportunidade de ganhar muito mais dinheiro se eu trabalhasse no setor privado e deixasse preceitos éticos de lado, como solicitar inúmeros exames complementares inúteis ao caso e prescrever tratamentos caros e bom baixo nível de evidência.

Medicina é algo muito impactante por lidar com o Eu próprio de cada um, gera um revolta inata saber de desonestidade nesta área, mas o mesmo pode ser dito para qualquer profissão, desde a empresa que vende leite diluído para aumentar a margem de lucro até os funcionários de empresas de rating que podem alterar seus pareceres.

Não vejo incentivo algum à honestidade no Brasil. Muito pelo contrário, sente-se idiota que não se aproveita das oportunidades, tendo de se apegar à própria consciência (algo que muitos parecem não ter).

Paulo Ariel
Visitante
Paulo Ariel

Tô no time dos loucos, Leandro. Com os juros e realidade político-econômica do Brasil, é inconcebível ser brando ou ver positividade em alguma dívida. Estou aprendendo muito com o Clube dos Poupadores e fazendo correções de rota, como a auto-gestão das economias de anos de minha família. Lembrei de um exemplo de nação que tem aversão a dívida: é a Alemanha. Eles tem horror a dívida e desde crianças são ensinados a poupar e aplicar bem o que recebem. Não é à toa que em algumas décadas depois da segunda guerra mundial se tornaram grandes credores do mundo e uma país super avançado em diversos sentidos. Obrigado, professor!

Gregory Ndukwu
Visitante

Leandro top.
Mais uma vez um artigo muito bem esclarecedor, sobre finanças pessoais.
Vou dar 3 exemplos para ilustrar isso.
Primeiro -> tenho uma aluna de 17 anos que está no terceiro ano do ensino médio,conversando
com ela sobre a importancia de uma reserva, ela me disse o seguinte. Professor quando
meu dinheiro acaba, eu pego na minha conta do meu banco que está sempre disponível.
Ou seja se enfia no cheque especial, e agora com o marido desempregado e com faculdade
para pagar, as coisas estão difícieis para eles.

Segundo -> Tenho um amigo pessoal que tem uma renda em torno de uns 17 mil reais por mês.
O que é uma ótima renda se tratando do Brasil. Ele foi fazer um curso de R$ 400 reais, e
parcelou e pagou juros por não ter o dinheiro a vista. Conversando com ele ainda sobre
como investir e tal, ele disse, que tem uma poupança em um dos 3 maiores bancos do Brasil,
e me criticou por procurar bancos pequenos com maior risco, mas que me rendem IPCA + 6% ao ano.

Terceiro -> Tetnho um casal de amigos que juntos ganham mais ou menos 6 mil reais.
O que eu considero uma boa renda para uma vida agradável. No ultimo final de semana,
o óculos da esposa caiu e quebrou. Ele ligou para o irmão dele pedindo o cartão de crédito
emprestado, pois tinha estourado o limite do dele. Como o irmão não usa cartão ou não quis
emprestar, acabou tomando dinheiro emprestado do irmão o dinheiro para o óculos.
Estamos falando de uma familia que tem uma renda de 6 mil reais, e não tem 500 reais de reserva para
um óculos.

Seu trabalho é muito importante continue assim

Att,

Gregory

Vitor
Visitante
Vitor

Leandro, parabéns por mais um excelente artigo!

O Cerbasi é daqueles do ”faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”
Lembrando apenas um detalhe: Tudo o que ele fala no vídeo, é o que bancos e financeiras querem ouvir…
Não me recordo qual o banco, mas lembro que ele andou fazendo alguns trabalhos para algum desses grandes bancos…

Enfim, é complicado seguir as dicas de um ”guru” que já fez trabalhos para bancos(sendo pago por eles) e que em um de seus livros, fala claramente que previdência privada é um excelente investimento.

Abraços, Leandro!

Vanda
Visitante
Vanda

O banco é o Itaú.

Carlos Pala
Visitante

As diferencas de opiniao sobre o mesmo assunto e que sao chocantes, ainda mais nesse caso. Chega a ser sem logica o raciocinio divulgado pelo Cerbasi (nao vi seus videos, livros e tampouco os filmes citados).

Marcelo
Visitante
Marcelo

Muito bom artigo Leandro,
Confesso que estranho muito essa posição por ele ser um educador financeiro. Confesso que tenho minhas dívidas( consórcios e financiamento habitacional do minha casa minha vida com juros de 4.5%aa) e hoje meu objetivo é quitá-los o quanto antes. Principalmente o consórcio. Já o financiamento habitacional vou utilizar meu FGTS para quitá-lo. Hoje penso apenas em liquidar minhas dividas, aumentar meus investimentos para que possam gerar renda e formar patrimônio. Eliminei as palavras consórcio, financiamento e empréstimo pessoal da minha vida.
Esse vídeo do Cerbasi é um bom fomentador para quem gosta de fazer dívidas e viver uma vida muito louca.

Vinícius
Visitante
Vinícius

Excelente análise, Leandro. Acho que o Cerbasi quis chamar atenção pela polêmica de suas declarações e conseguiu. Muitas destas fazem sentido, pois tenho muitos colegas que se endividaram para empreender, com muita disciplina e estudo, e deu certo. Porém, o tom polêmico das frases ganhou mais importância do que muita coisa que ele tentou dizer… E ao comparar com a trajetória de vida dele, realmente se observa um descompasso.

Sandro Rodrigues
Visitante
Sandro Rodrigues

Estou perplexo! É lamentável se deparar com posicionamentos financeiros do Cerbasi um tanto quanto “xiitas”. Seguramente está defendendo, e provavelmente sendo pago, pelas grandes instituições financeiras para disseminar está visão equivocada de que dívidas são uma dádiva.

Leonardo
Visitante
Leonardo

Fabuloso!
Parabéns pela crítica!!
Não é incomum vermos experts vendendo sua credibilidade para o mercado. Não ví o vídeo do Cerbasi, mas me parece este o caso.
Espero que nunca aconteça contigo, Leandro, pois admiro muito seus textos! =)
Um abraço!

GB
Visitante
GB

Absurdo total, o certo é a pessoa ter renda suficiente para comprar o que precisa e não ter que recorrer a empréstimos para isso, quem gosta disso são os bancos, eles vivem incentivando as pessoas a comprarem imóveis (para pagar aluguel para eles pelo dinheiro emprestado) enquanto eles mesmos alugam tudo, vai entender, é um clássico “faça o que eu faço e não o que el falo”.

Em 2015 eu gastei R$ 0,00 com juros e neste ano em pretendo dobrar a meta.

Ygor Martins da Silva
Visitante

Sinceramente, quando vi o vídeo me lembrou aqueles comerciais de Banco sobre “educação financeira”. Vai saber com que intenção ele jogou isso na internet…

Luciana Teixeira
Visitante
Luciana Teixeira

Uma pena ver como os valores e princípios são contraditos em função da situação em que se vive. Acho que essa é a maior “doença” da atualidade, a inversão de valores em prol de um benefício pessoal.
Muito bom texto, Leandro, sempre assertivo.

Zuza
Visitante
Zuza

Estou lendo o livro dele casais inteligentes enriquecem juntos,e ele fala totalmente diferente disso,que pena! Parece totalmente contraditório .Longe de mim fazer julgamentos precipitados ,mas parece até algumas blogueiras que ganham para falar de algumas marcas.

Raphael
Visitante

Caro Leandro, no caso do Cerbasi mais parece aquela frase: “faça o que digo ou escrevo, mas não faça o que faço ou fiz” .
Ou seja, ele enriqueceu de uma forma e diz para os outros fazerem outra coisa.
Concordo com seu artigo acima Leandro.
A quem mais interessa que a pessoa contraia dívidas? Os bancos e financeiras.
E ademais aqui não é EUA onde as taxas de juros são mínimas.
Até.

Patrícia melhorim
Visitante
Patrícia melhorim

Eu já li alguns livros do Cerbasi e estou tremendamente decepcionada com seus ensinamentos atuais sobre economia. Foi de autoria dele o primeiro livro de economia que eu li e que me ajudou a administrar melhor minha vida financeira. É lamentável que ele não queira mais “abrir a mente “das pessoas quanto a educação financeira.

Igor Tarcha
Visitante
Igor Tarcha

Fiquei muito intrigado com a posição do Cerbasi. O que será que o levou a ter uma posição tão forte (e imagino que fora dos padrões de um educador financeiro) sobre ter dívidas?

Magno Carlos
Visitante
Magno Carlos

Leandro, Deus te abençoe e te dê muitos anos de vida! Desejo isso do fundo do meu coração! Eu diria que você é um dos poucos “JEDI” que existe nesse mundo! Eu vejo que você realmente cumpre a missão, que deveria ser a verdadeira missão, que se resume numa só: Ajudar o próximo! Isso é o que Deus espera de nós! Trabalhos é o que não falta para ajudar as pessoas. Muitas formas de se ajudar as pessoas! Mas você ajuda numa esfera que é bem estratégica e umas das mais importantes que é a Financeira!!! Na Bíblia, em João 8:32 diz: E CONHECEREIS a verdade, e a verdade vos libertará.
– Em contrapartida, fico muito triste com o que postou o Gustavo! Ele parece que foi para “o lado negro da força”! No livro dele, “Como organizar sua vida financeira” não é bem esses conselhos que ele dava, assim como no vídeos que você postou!!! Ele parece que tomou o caminho mais largo e fácil! Mas cada um é responsável pelo que faz! Eu sou daqueles que tenho absoluta certeza que a vida não acaba nesse mundo, mas ela se “transforma”!!! Ela, a vida, continuará do “outro lado”, e os nossos atos e conhecimentos continuarão conosco! Este último, a verdadeira riqueza que realmente é eterna!

Iuri Viana
Visitante
Iuri Viana

Leandro, parabéns pela crítica construtiva!
Antes de ler o artigo, eu vi o vídeo primeiro. E achei absurdo as coisas que o Cerbasi disse no video. As dicas que ele passa, talvez até funcionaria nos países desenvolvidos aonde as taxas de juros são baixíssimas, como é o caso dos Estados Unidos. Mas, ainda sim, eu creio que a prosperidade e a independência financeira não dialoga com contração de dívidas e mais dívidas. Acho que o lema de todo educador financeiro deveria ser Poupar, Investir e Enriquecer.
Esse vídeo vem contribuir ainda mais para endossa aquela ideia de que o consumismo. E numa sociedade em que precisamos mudar a mente, e aprender mais sobre educação financeira, esse vídeo em nada contribui para isso.
Abraço.

Gabriel Valente Soares
Visitante
Gabriel Valente Soares

Incabível, inoportuno e enganador. É o que posso dizer sem ser grosseiro.

Marcelo
Visitante
Marcelo

Leandro, boa tarde.
Nesse embate de ideias, acompanho as suas.
não faz sentido o que ele diz.
aproveitando que citou, quais são os outros educadores financeiros que você acompanha?
pode cita-los?
Obrigado!

Johnny
Visitante
Johnny

Grande Leandro!
Mais uma ótima crítica.
Eu já li livros do Cerbasi e reconheço sua competência como educador financeiro.
Porém, em alguns momentos, principalmente nos último anos, ele tem falado coisas estranhas. É como se estivesse sendo pago por bancos e outras instituições financeiras para falar determinadas coisas.
Eu já havia percebido isso antes, e esse vídeo só comprovou minha suspeita.
Eu fiz um curso de Educação Financeira pelo órgão público em que trabalho.
Ao chegar na sala de aula, verifiquei que o palestrante era funcionário do Banco de Brasília (BRB). Como diz minha mãe: “vi a viola em cacos”.
Foi a mesma coisa: doutrinamento financeiro dirigido para aquisição dos produtos do banco.
Sempre ressaltando o banco (ou as dívidas) como uma grande ajuda na vida. Uma “mão amiga” na hora da necessidade (ou simplesmente da vontade de gastar mais do que se ganha).
É lamentável.
Por isso admiro tanto seu trabalho. A forma neutra com que você se posiciona.
Sem querer manipular as pessoas. Aliás, agindo até com certa indiferença em relação a perguntas sobre decisões pessoais das pessoas.
Tudo isso para levá-las a pensar por elas mesmas. E depois tomar decisões mais inteligentes e independentes dos outros.
Mais uma vez, meus parabéns pelo trabalho.
Grande abraço

Sandra Ribeiro
Visitante
Sandra Ribeiro

UAU!!! Parabéns pelo texto e obrigada pela grande transformação que seus ensinamentos e todo seu legado na educação financeira tem feito em minha vida! Sou sua fã!

Alvaro
Visitante
Alvaro

Caro Leandro só posso lhe agradecer novamente por esse projeto impressionante que esta desenvolvendo. Quanta informação impactante e imparcial. Parabéns mesmo. Gostaria de lhe perguntar, o que vc acha do Banco do Povo Paulista que empresta a juros de 0,35 % a.m.para empreendedores?
segue link http://www.bancodopovo.sp.gov.br/?page_id=36
Um abraço

Cristiane Araujo
Visitante
Cristiane Araujo

Discordo totalmente do Cerbasi e integro o time da minoria que poupa, não contrai dívidas e é vista como louca.
Através da educação financeira obtemos discernimento para analisar vídeos ou artigos e tirarmos nossas próprias conclusões. Obrigada Leandro.

Fernando de Melo
Visitante
Fernando de Melo

Endosso todo seu comentário, em gênero, número e grau. Aquele que se mete em dívida na atual conjuntura em nosso país tupiniquim, estará buscando ser um herói morto.

Garyo
Visitante
Garyo

Ola Leandro boa tarde.
Parabens por mais um artigo fantastico. Eu nao conheço nenhuma pessoa fisica que tenha prosperado financeiramente se endividando. O que eu sei eh que existem pessoas que ate ganham muito bem (ate centenas de milhares de reais por mes) e que vivem com um padrao de consumo elevadissimo financiando tudo o que tem (na verdade o que nao tem). Chega um dia que descobrem que nao tem nada a nao ser dividas e aí começa o desespero.
Por essa razao eu fujo das dívidas como o diabo foge da cruz.

Clayton
Visitante
Clayton

Na minha humilde opinião o senhor Cerbasi está sendo patrocinado por bancos e ou instituições financeiras, explico:
O senhor Cerbasi tem um nome conceituado quando o assunto é educação finanças, a sociedade Brasileira vem gradativamente aprendendo a poupar (sei que uma grande parcela ainda está no ritmo do gastar tudo que tenho e o que não tenho), porém, uma boa parte da sociedade Brasileira, sim, está aprendendo e tomando gosto em poupar.
Sou um exemplo, esse mês estarei me livrando para sempre do cartão de crédito e estou com 5 dígitos aplicados no tesouro direto (meta são os 6 dígitos) entre outras coisas, bom então os bancos e instituições financeiras estão tomando prejuízo com essa parcela da sociedade que não admite mais pagar juros e viver endividados.
Com isso os bancos e instituições financeiras, pegam uma pessoa conceituada no mercado de educação financeira patrocinam a mesma e colocam essa pessoa por aí incentivando a sociedade a gastar (“Dívidas são uma dádiva. Nada melhor do que contar com o dinheiro dos outros quando acaba o seu”).
Senhor Cerbasi tu tá de brincadeira meu querido?
Melhor coisa do mundo e viver sem dívidas, quando o salário vem na mão olhar e dizer esse mês posso investir tanto ou dizer esse mês vou fazer isso ou aquilo sem preocupação de que tem cartão, cheque especial, empréstimo e outros para pagar.
Na minha vida dívida nunca mais, que Senhor Jesus Abençoe a todos!

Tiago
Visitante
Tiago

Boa Tarde Leandro,
Você conhece algum material para pessoas que planejam abrir seu próprio negocio?
Obs.: Não me refiro a livros de auto ajuda estimulando a ter seu próprio negócio, eu queria materiais falando sobre detalhes burocraticos, juridicos, contabeis e afins. Já fiz longas buscas, mas o material é sempre superficial.

Muito obrigado pelos seus artigos

Eduardo
Visitante
Eduardo

Estimado Leandro,

É com muito prazer e gratidão que venho aqui postar minha primeira mensagem em seu blog. Muito obrigado por toda a dedicação, altruísmo e pelo aprendizado que tem proporcionado ao seus leitores/seguidores. Realmente, não tenho palavras suficientes para este agradecimento, seu trabalho tem valor inestimável!!
Não consegui ver os videos do Gustavo Cerbasi em questão. Mas, pelo seu texto, me parece que o discurso dele mudou muito com o passar do tempo. Li alguns livros dele, como “Investimentos Inteligentes”, “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” e “Mais Tempo, Mais Dinheiro”. Todos de grande valor, especialmente para o poupador/investidor iniciante. Estranha-me o fato de ele ter mudado, radicalmente em minha opinião, as orientações que tem dado publicamente. Pelo que você descreveu no texto, o Cerbasi parece ter adotado a mesma orientação que os grandes bancos de varejo têm oferecido em suas campanhas publicitárias a título de “educação financeira” aos correntistas e ao público em geral.
Vou rever os videos novamente quando chegar em casa, mas expresso aqui minha tristeza em ver um profissional tão conhecido e gabaritado colocar a prova sua própria reputação como educador financeiro. Com quais interesses? Não teremos a resposta provavelmente.
Leandro, fico aqui deixando novamente o meu MUITO OBRIGADO e PARABÉNS por seu trabalho!!

Mr. Webster
Visitante
Mr. Webster

Já tive a oportunidade de ler o livro do Cerbasi (Casais inteligentes enriquecem juntos) e, na época, ainda que não tivesse a disciplina e educação financeira que hoje possuo, critiquei, comigo mesmo, algumas partes que considerei inadequadas/exageradas no conteúdo.

Recentemente, já educado financeiramente, li um artigo dele sobre compra/investimento de imóvel que achei a dica dele absurda, o que me fez “riscar” da minha lista de educadores financeiros.
Hoje, depois de ver o vídeo em questão, tenho uma convicção formada sobre o que o fez gravar o conteúdo paupérrimo e deseducador desse vídeo dele.

Lembrei-me logo daquele artigo aqui do clube em que você, Leandro, foi sondado para escrever/falar sobre educação financeira, segundo a perspectiva da instituição financeira que iria te contratar.
Nada do que esse senhor falar/escrever, acerca de finanças/educação financeira, hoje, terá mais credibilidade para mim. Esse cidadão vem desconstruindo toda a reputação que ele construiu ao longo dos anos.

Quanto mais estudo e aprendo sobre um determinado tema, mais difícil se torna alguém me enganar.

Dalton
Visitante

Oi Leandro, parabéns pelo belo trabalho e artigo. No meu ponto de vista, dívidas só são positivas desde que sejam investidas em um negócio que gere um retorno maior. Dívidas para consumo e melhora de qualidade de vida irão levar a ruína econômica.

Wesley
Visitante
Wesley

Parabens Leandro pelo excelente conteúdo que você tem nos disponibilizado .
Concordo plenamente com todos os tópicos referente a sua opinião , com relação ao vídeo do Cerrbasi.

marcelo pereira
Visitante
marcelo pereira

Será que o Cerbasi irá fazer algum comentário aqui também?! Seria interessante ele se pronunciar. Digo porque o Ávila é um excelente guru, pelo menos pra nós, leitores assíduos de seus artigos. Forte abraço e mais uma vez parabéns!!!

Alexander
Visitante
Alexander

Prezado Leandro,

Antes agradeço o seu trabalho de elevada utilidade e qualidade. E sem dúvida, solidário, pois é feito de forma gratuita. É uma pessoa importante para a sociedade, pois possibilita a melhora na vida de tantas pessoas.

É assustador o que o Cerbasi fez. Qualquer pessoa, que saiba um mínimo de Matemática Básica e acompanhe de forma superficial a nossa economia, deixaria de assistir o vídeo e ficaria revoltadíssima com ele, principalmente, se leu o seu trabalho anterior.

Confesso que não fiquei muito surpreso, pois infelizmente, em nosso país, estamos vendo que a qualidade ética das pessoas, não é das melhores… E, para muitas, o que importa, é a sua conveniência e pronto! Mesmo que muitos sofram horrores.

Peço fortemente, que continue com o seu belo, importante e útil trabalho. Que não abandone os seus princípios, que até aqui, tem norteado o seu trabalho.

Muito obrigado e Tudo de Bom para ti e sua família.

Pessoas como o senhor, mantem a minha frágil esperança nesse país. Pelo menos, para mim, viver no Brasil, está sendo terrível, torturante, diante de tantos atentados contra a honestidade, a verdade e a retidão.

Abraço.

Vanessa Sousa
Visitante
Vanessa Sousa

Boa tarde,
Esse final é bem faça o que falo e não faça o que faço,(porque querer o desastre dos outros?)
Não existe viver nem enriquecer com dinheiro dos outros, ninguém quer esta do lado de alguém que vive pedindo, o dinheiro que foi emprestado muitas vezes é por pena não por caridade.
E como ficara o momento em que não conseguir mais quitar a divida, vai pedir pra quem?
Muitas pessoas dizem que se não se endividar não consegue as coisas, o problema delas não é conseguir as coisas e sim o tempo que leva para conseguir.

Jánison
Visitante
Jánison

No mínimo uma opinião bem curiosa a do do Sr. Cerbasi!!
Achei todos os pontos meio estranhos. 🙂

Que coisa hein!!

Jorge Lopes Santos
Visitante
Jorge Lopes Santos

Eu concordo com o vídeo. A dívida se bem administrada traz bons resultados para quem a contrai. O que diferencia é em qual instituição financeira o recurso está sendo contraído. Diferente dos bancos que só quer obter lucro a qualquer custo, em que os bons pagam pelos maus através de uma taxa de juros maior para “bancar” a inadimplência, contrair uma dívida em uma cooperativa de crédito em que a pessoa que a contrai é o “dono” ou associado, os juros são menores e o retorno das sobras (lucro) é rateado proporcionalmente a sua movimentação. Sempre contrai dividas e graças ao meu esforço e a forma de contrair divida, possuo um patrimônio bem superior ao meu endividamento atual. Abraços

Beatriz
Visitante
Beatriz

Oi Leandro, concordo totalmente com você. Eu quero dívidas longe de mim. Há um ano realizei um sonho e comprei um imóvel. Estou muito feliz com a aquisição e mais feliz ainda por não ter feito financiamento. Foi o seu livro dos imoveis que me fez ver que financiamento seria muito caro pra mim (no início achava que eu jamais me livraria disso). Tenho uma renda bem modesta e ainda assim consegui meu imóvel à vista (claro que morar com meus pais foi fundamental nesse processo), pois procurei algo dentro do valor que eu sabia que tinha. Aprendi a pagar tudo a vista com meus pais… eles sempre me educaram a, de preferência, não parcelar, pois eles mesmos dificilmente fazem isso também. Grande abraço!

Jorge Guerino
Visitante
Jorge Guerino

Oi Leandro,

Esta questão de não ter dívidas, me levou a te fazer o seguinte questionamento: muitas lojas, físicas ou virtuais, sites de cias aéreas, por exemplo, parcelam o valor da compra em 6, 10, 12 meses no cartão “sem juros”. O fato é que não existe diferença entre o preço parcelado ou à vista!

Sei que isto não chega a ser uma dívida de longo prazo, como financiamento de automóvel, mas eu te pergunto: por quê estas empresas não oferecem um valor para compra à vista? Afinal, ninguém é bobo, não existe pagamento em 10 vezes sem juros.

Abraço

Beatriz
Visitante
Beatriz

Pois é, acho uma sacanagem isso. Eu que compro sempre a vista de sinto em desvantagem. Tem loja fisica que não dá o desconto e não quer nem saber. Loja virtual pior pq não tem como negociar, a não ser quando dão o desconto no boleto como o Leandro falou.

Pedro
Visitante
Pedro

Leandro, não tem cabimento um vídeo dessa natureza ser publicado por um “educador financeiro” hoje em dia. Usar cheque especial para não comprometer a faculdade e o intercâmbio? Essa é uma das maiores asneiras que já escutei. Que o filho estude e passe numa universidade pública ou trabalhe e pague seus estudos, como muita gente faz. Eu mesmo não quis dar essa despesa para os meus pais e me graduei em engenharia em uma conceituada universidade pública em Minas Gerais. Como você mesmo disse, existe toda uma equipe por trás dele, que identifica com certa precisão seu público alvo. Ele fala o que essas pessoas gostariam de escutar. Só isso. Aqui, no clube dos poupadores, é diferente: a realidade é debatida nua e crua, doa a quem doer. É por isso que filtro os sites sobre finanças e economia para seguir. Sigo poucos, mas todos de excelente qualidade. Forte abraço.

Guilherme
Visitante
Guilherme

Excelente, Leandro.
Vemos que formadores de opinião devem ter cuidados redobrados ao emiti-las.
Continue seu caminho. Já li e visitei quase uma dezena de sites sobre educação financeira; o seu é o melhor deles!

César Romero
Visitante
César Romero

Leandro,

Boa tarde! Prefiro ser louco do que viver num mundo cheio de pessoas “normais”. Concordo plenamente com seu pensamento, e discordo do discurso do Cerbasi, pois dívidas não são boas em nenhum momento. Não quero julgar, mas esse discurso que o Cerbasi trata em seus livros, passa a impressão que ele está sendo muito bem pago por grandes bancos para proferir um discurso assim, pois é incoerente com um educador financeiro dizer que dívidas são “dádivas”. Parabéns pelo seu trabalho!

Joanatan
Visitante
Joanatan

Esse Cerbasi perdeu todo o prestígio que tinha comigo professor. Tá na cara que ele está do lado dos bancos,que visam escravizar a desinformada população.

Mudando um pouco de assunto.
O que o senhor sugere,a respeito do fgts que rende míseros 3% ao ano?

Ricardo
Visitante
Ricardo

Nunca li Gustavo Cerbasi e não pretendo lê-lo. Jamais! Por que alguém dar esse tipo de conselho, não entende nada de economia. Se tinha alguma credibilidade, depois de falar tanta bobagem em tão pouco tempo, merece não ser levado a sério por ninguém.

Maurício
Visitante
Maurício

Puxa, realmente é difícil compreender algumas posições do grande educador Gustavo Cerbase. Esses conselhos não combinam com a lucidez deste educador.

Mauricio
Visitante
Mauricio

Com todo o respeito, nunca confiei muito nas ideias do Gustavo Cerbasi. Como está bem escrito no artigo, essa é uma oportunidade de treinar o simples debate de ideias sem partir para os ataques pessoais. A parte mais profunda e primitiva da minha mente pensa em socar o Gustavo no nariz, mas felizmente tenho também o lado civilizado. Parabéns Leandro por sua lucidez. Concordo com todos os seus argumentos.

Lucas Dominguez
Visitante
Lucas Dominguez

Rapaz, o Cerbasi causou AVC naqueles que estão começando a se educar financeiramente agora. Eu mesmo quase sai parcelando minha fatura do cartão só pra ter essa dádiva! Brincadeiras à parte, achei irresponsável os comentários dele, tendo o status que tem, etc…

Cosme
Visitante
Cosme

Lamentável hein Leandro!? O Cerbasi não faz o q ele está aconselhando neste vídeo. Definitivamente não. Vender as coisas de casa pra abater/quitar dívidas? Quem faz isso é o brasileiro médio.
Infelizmente ele está fazendo um desserviço social, reforçando a escravidão às dívidas q muitos estão aprisionados. Isso é induzir o cidadão ao erro. Agir de má fé. Imoral. Uma tremenda falácia, q infelizmente muitos querem/gostam de ouvir para continuarem na ilusão de q dívidas são um mal necessário e q são dádivas. Como seria trocar rapidamente uma dívida por algo melhor? Tentei imaginar essa opção, mas não consegui visualizar. Assim como não há almoço grátis, não há dívida impagável. Alguém sempre vai pagar.

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