Dívidas são uma dádiva ou um problema?


Você acredita que dívidas são dádivas ou problemas na vida? Gustavo Cerbasi, que é o autor de educação financeira que mais vende livros no Brasil, publicou um vídeo recentemente onde declara que “Ter dívidas significa que você está contando com o dinheiro de alguém para manter um padrão de vida que não caberia no seu bolso. Então é algo positivo. – Gustavo Cerbasi”

Diante desta e de outras frases do vídeo, resolvi exercitar uma habilidade nobre, que todos deveriam desenvolver, que é a capacidade de criticar ideias sem desrespeitar os autores dessas ideias. Infelizmente, temos a hábito de desqualificar e ofender as pessoas que pensam diferente de nós e isso diminui nosso potencial de crescimento como sociedade.

Gustavo Cerbasi é autor de 14 livros sobre educação financeira que juntos já venderam mais de 1.7 milhões de exemplares. Ele também já colaborou com a produção de três filmes (Até Que a Sorte nos Separe 1, 2 e 3) que foram assistidos por mais de 11 milhões de espectadores. Ele é formado em administração de empresas, com especializações no exterior. Já foi colunista da Folha, Gazeta Mercantil, Você S/A e agora escreve na Revista Época (fonte). É inegável a enorme contribuição do Cerbasi para a divulgação da educação financeira no Brasil desde o lançamento do seu primeiro livro em 2004.

Existem algumas ideias que o Cerbasi divulga em seus livros e artigos que eu critico, sempre respeitando sua pessoa e o seu legado. Em 2014 escrevi uma crítica sobre um artigo que ele publicou na Revista Época. Ele criticava a renda fixa em uma fase da economia em que o Banco Central estava subindo os juros sistematicamente (desde 2013) para combater a inflação que se fortalecia. Para ler as críticas que fiz em 2014 clique aqui, Você também encontrará o link para artigo que ele escreveu. Infelizmente alguns leitores do Clube dos Poupadores foram grosseiros com o Cerbasi na área de comentários do artigo. É claro que ele não gostou e deixou um comentário dando seus esclarecimentos e defendendo seu posto de vista. Por esse motivo, estou iniciando essa crítica ao vídeo do Cerbasi destacando a importância de debater ideias sem agredir e sem desqualificar.

Cerbasi começa seu vídeo acima (clique na figura acima para assistir) afirmando:

Muita gente acha que o problema de suas vidas são as dívidas. Mas dívidas não deveriam ser um problema. Dívidas são uma dádiva. Nada melhor do que contar com o dinheiro dos outros quando acaba o seu. Ter dívidas significa que você está contando com o dinheiro de alguém para manter um padrão de vida que não caberia no seu bolso. Então é algo positivo.

Na minha opinião são poucos os que acham que o problema de suas vidas são as dívidas. A maioria acredita que é melhor usar o dinheiro dos outros quando o próprio dinheiro acaba. É consenso entre os brasileiros de que dívidas são dádivas e por isso é comum observar pessoas orgulhosas por terem conseguido financiar um carro ou uma casa maiores do que suas rendas permitiriam comprar. Então isso é algo negativo e o resultado dos exageros é este aqui.

Penso que nada pior do que contar com o dinheiro dos outros quando o seu dinheiro acaba, embora poucos brasileiros concordem com isso. Nada pior para as finanças pessoais de uma família do que tentar manter um padrão de vida incompatível com a própria renda, contando com o dinheiro alheio, pagando juros e taxas absurdamente elevadas.

É lamentável observar que as famílias passam a vida toda trabalhando para pagar juros e taxas de dívidas. Grande parte das riquezas que produzem durante décadas são desperdiçadas nestes pagamentos. O mais angustiante é que o mau exemplo vem de cima. Basta observar a maneira com que os governantes tratam o orçamento público e a dívida pública. Vivemos uma grave crise econômica graças a políticos irresponsáveis com as contas públicas e que também acreditam na “dádiva” que é gastar o dinheiro dos outros.

O Estado gasta mais do que arrecada e ainda estimula as famílias a fazerem o mesmo. O resultado dessa mentalidade resulta em uma penalização generalizada (impostos, inflação e juros altos) de uma sociedade que valoriza mais o endividamento do que a poupança e que prefere o consumismo no lugar do investimento.

Cerbasi diz:

O problema só começa a acontecer quando as dívidas são impagáveis ou não cabem no orçamento. É o que acontece quando elas são contraídas por falta de planejamento ou quando elas fogem o controle, com aquelas dívidas que tem o efeito de bola de neve.

As famílias acreditam que “ter dívidas é contar com o dinheiro dos outros para ser feliz hoje”. O resultado de uma população sem educação financeira, e que carrega esse tipo de crença, é que 6 em cada 10 famílias estão endividadas neste momento. Quase 20% estão com as contas atrasadas. 75% estão com dívidas nos cartões de crédito (fonte). Isso fica mais grave diante da elevada taxa de desemprego da atualidade (fonte).

Qual é o planejamento financeiro pessoal que consegue manter uma dívida pagável, com cartões de crédito cobrando juros de 410% ao ano? Não adianta procurar outras opções de “crédito barato”. Não existe crédito barato para pessoas físicas no Brasil. No cheque especial os juros são de 255% ao ano. Nas vendas parceladas do comércio, os juros são de quase 95% ao ano. No financiamento de veículos a taxa passa dos 30%, mesmo sendo o carro uma garantia do banco. Se a pessoa procurar um empréstimo pessoal em bancos terá que pagar 70% ao ano de juros. Se a pessoa procurar as pequenas financeiras terá que pagar 157% de juros ao ano (fonte). No país com os maiores juros reais do planeta, não existe dívida vantajosa para a pessoa física.

Cerbasi disse que dívidas sempre serão positivas quando feitas para construir renda. Ele diz:

Posso contrair uma dívida para comprar um equipamento que vou usar no meu trabalho, para comprar um veículo que vai me levar para um trabalho, que vai permitir montar um negócio, que vai permitir pagar estudos. Quando estou criando renda, com a dívida que foi contraída, estou agregando valor na minha vida. O custo da dívida se paga com a renda que virá a mais.

Também penso de uma maneira diferente. Se você, como pessoa física, tem planos de montar um pequeno negócio, você deveria buscar alternativas para iniciar da forma mais enxuta possível. Fazer uma pequena economia mensal por alguns anos seria suficiente para conseguir dinheiro para montar seu pequeno negócio de forma planejada e responsável.

O maior problema do pequeno empreendedor é abrir seu negócio acreditando que o caminho mais fácil será assumir dívidas. Negócios são atividades de risco elevado quando você está usando seu próprio dinheiro. Quando você resolve empreender usando dinheiro emprestado, você potencializa o risco, ou seja, você está iniciando um negócio alavancado. Será necessário mais esforço e mais tempo para atingir o ponto de equilíbrio.

Se você investir seu próprio dinheiro, sem dívidas, e não der certo, você perde o seu dinheiro e o problema termina ali. Se você investe dinheiro emprestado e o negócio não der certo, você perde o dinheiro que investiu e ainda fica com uma dívida que crescerá diariamente, juros sobre juros, como uma bola de neve. Será o início de muitos problemas que podem comprometer suas finanças e a qualidade de vida da sua família por muitos anos.

Abrir negócios é para quem pode, ou seja, para quem busca conhecimento, para quem se prepara, para quem faz um sacrifício inicial para poupar o dinheiro necessário para empreender. Como mostrei no meu último artigo, abrir um negócio é um investimento de maior risco que você faz depois de se educar financeiramente e de acumular recursos suficientes para empreender. Para quem pretende empreender por necessidade (exemplo: você foi demitido do emprego) todo cuidado é pouco. Dicas básicas da Mara Luquet no Jornal da Globo ajudam mais do que começar empreendendo fazendo dívidas.

Não podemos confundir a realidade de pequenos empreendedores com os negócios de grandes empreendedores. Os pequenos devem começar enxutos e sem dívidas para que possam ter bases sólidas. Já as grandes empresas só iniciam negócios baseados em grandes dívidas. Grandes empresários conseguem dinheiro de bancos públicos (subsidiados pelo governo), bancos privados e de investidores (quando emitem ações, vendem debêntures ou fazem sociedades). Os prazos para pagamento são longos e os juros são absurdamente baixos quando comparamos com os juros cobrados de pessoas físicas e pequenos empresários. Por vários anos o BNDES, através do programa PSI, emprestou bilhões de dinheiro público para grandes empresas (amigas do governo) cobrando juros abaixo da inflação. Muitas conseguiram taxas de 2,5% ao ano (fonte). O programa ficou conhecido como Bolsa Empresário (fonte). Neste caso específico, juros de 2,5% ao ano com décadas para pagar a dívida são verdadeiras dádiva.

O melhor caminho para quem pretende abrir um negócio é planejar com antecedência, poupar, investir e contar com a ajuda dos juros compostos para conseguir o dinheiro necessário para iniciar de forma enxuta, sem dívidas, com o menor risco possível. Dívidas para empreender são uma dádiva em países desenvolvidos onde os juros estão próximos de zero ou quando você é um grande empresário e consegue juros subsidiados com dinheiro público (nossos impostos) através de governos irresponsáveis com as contas públicas. O problema é que no final toda a sociedade paga a conta da irresponsabilidade com o orçamento público. Não existe almoço grátis.

Cerbasi lista outra situação onde dívidas são boas, segundo a opinião dele:

Outra opção é quando a dívida preserva seu planejamento. Digamos que eu esteja poupando dinheiro regularmente para a faculdade do meu filho, para um intercâmbio, para um projeto futuro ou para minha aposentadoria. Se acontecer um imprevisto eu recorro ao cheque especial, ao empréstimo, ao recurso que me ajude a manter o equilíbrio.

Sou totalmente contra o uso de cheque especial ou qualquer outra modalidade de crédito como reserva de emergência para preservar investimentos que você está fazendo pensando no futuro. Quem faz isso é aquele que não recebeu educação financeira suficiente para compreender a importância de ter suas próprias reservas para emergência (já falei sobre isso aqui) e as provisões financeiras (que já falei aqui). A primeira é a sua própria proteção contra imprevistos. A segunda é o dinheiro que você guarda para aquelas despesas previsíveis ou para repor bens que certamente irão quebrar ou depreciar com o tempo. Com juros de 255% ao ano ninguém deveria imaginar a possibilidade de usar o cheque especial para proteger qualquer investimento ou garantir equilíbrio das contas. Para esse tipo de proteção devemos ter nossas reservas pessoais. Quando iniciamos nossa própria educação financeira precisamos começar por nossas reservas e provisões. Essa é a parcela do nosso dinheiro que ficará em investimento de baixo risco e de grande liquidez para que seja utilizado quando ocorrer algum imprevisto.

Cerbasi conclui recomendando a venda de objetos usados:

Uma opção que eu tenho, se eu me vejo no vermelho, no caso de acontecer um imprevisto e vejo que está faltando recursos na conta, eu vou tentar vender alguma coisa que eu tenho em casa, para me desfazer de algo que eu tenha que possa virar dinheiro, ou vou tentar substituir essa dívida por outra mais inteligente.

É difícil de acreditar que o Cerbasi não tenha suas reservas financeiras para imprevistos. No vídeo, ele deu a impressão de que usa essa estratégia de vender coisas usadas sempre que ocorre um imprevisto na vida dele. Dinheiro aplicado na renda fixa como reserva de emergência é uma solução mais inteligente do que vender objetos usados depreciados em sites na internet. O pior é que existem pessoas que acreditam nesse tipo de solução. No momento do aperto financeiro as quinquilharias não possuem liquidez, são difíceis de vender e você terá que se desfazer oferecendo as coisas que possui por preços absurdamente baixos. Inclusive é isso mesmo que os negociadores de dívidas (de bancos e cartões de crédito) recomendam que as pessoas façam, diante do desespero de ligações constantes de cobranças de dívida. Para o cobrador de dívida, pouco importa se a sua geladeira é útil ou se o seu carro é importante para sua família. Para eles o que importa é que você consiga dinheiro de alguma forma para pagar a dívida e os juros surreais que são cobrados.

Outra frase polêmica do Cerbasi:

Se você usa com inteligência, dívidas sempre serão uma alavanca para aumentar a sua riqueza e viver melhor. Sem aquela loucura de não contrair dívida alguma, de sempre poupar ou não contrair nenhum tipo de obrigação.

Minha opinião é totalmente oposta. Se as pessoas forem inteligentes, perceberão que dívidas são alavancas de empobrecimento. Os juros e as taxas que você pagaria durante uma vida, para sustentar bancos e financeiras, poderiam ser utilizados para aumentar o seu patrimônio, para gerar renda passiva (juros sobre juros) nos seus investimentos. Isso poderia melhorar a qualidade de vida da sua família.

Dívidas são alavancas de riqueza quando você for o credor e não quando for o devedor. Você enriquece quando as pessoas devem para você e não quando você deve para as pessoas. Banqueiros enriquecem emprestando o seu dinheiro para os outros. São os outros que precisam trabalhar mais para pagar os juros que você recebe quando faz um investimento financeiro (emprestando dinheiro para os bancos ou para o governo).

No Brasil, vender produtos é apenas um pretexto para vender crédito. Grandes lojas de eletrodomésticos, grandes lojas de moda e fabricantes de automóveis lucram mais vendendo crédito do que vendendo produtos. É por isso que a maioria possui o cartão próprio da loja, a maioria estimula que você compre parcelado ou financiado no lugar de comprar à vista. Os empresários sabem que podem ganhar duas vezes. Eles podem ganhar vendendo o produto e emprestando o dinheiro para que você compre. Quando você compra qualquer coisa através do crediário de uma loja ou de financiamentos, você está pagando duas vezes. Isso faz você empobrecer se comparado com quem poupa, recebe juros e paga à vista negociando descontos. As pessoas não percebem que passam a vida toda trabalhando para pagar juros e taxas, transferindo sua riqueza para os outros.

No final o Cerbasi fala sobre loucura: “…sem aquela loucura de não contrair dívida alguma, de sempre poupar ou não contrair nenhum tipo de obrigação.”

Na minha opinião, contrair dívidas no Brasil, com as taxas que são praticadas, é uma verdadeira loucura.

A maioria que não poupa e vive contraindo dívidas é vista como normal pela sociedade.
A minoria que poupa e não contrai dívidas é vista como louca.

Quem poupa e evita dívidas, vive uma vida tranquila.
Quem não poupa e está sempre acumulando dívidas, chama a loucura de vida.

Você prefere ser normal ou louco?

Prof. Hermógenes dizia: Deus me livre de ser normal!

Nota final: O que fazemos é mais importante do que aquilo que falamos. Apesar de ter criado esse vídeo onde tenta mostrar que dívidas são dádivas, nesse outro vídeo, onde Cerbasi conta a sua vida, a história é bem diferente. Você verá que dívidas não fizeram parte da história dele. Em diversos momentos ele fala sobre os sacrifícios que fez para conquistar sua independência financeira.

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

307 Comments

  1. Alexandre Porte 2 de junho de 2016 at 11:24 - Reply

    Outro educador financeiro já citado aqui no Clube recentemente foi o Robert Kyosak (Pai rico, pai pobre). Este educador disse posteriormente em um dos muitos livros que escreveu, que mudou o título de um de seus livros antigos na época da edição, contrariando os editores, para criar polêmica e suscitar a discussão em torno do assunto. O autor foi chamado a programas de televisão, deu entrevistas a jornais e revistas e vendeu muito aquele novo livro ganhando milhões de dólares. Interessante, né! No caso dele, assumidamente, foi um trabalho de marketing para vender, para aparecer, ser procurado, embora já fosse mundialmente conhecido.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 11:58 - Reply

      Oi Alexandre, não temos como afirmar que o vídeo é estratégia, embora exista essa possibilidade. Eu acompanho o trabalho do Cerbasi e de outros educadores nas redes sociais. O público dele gostou do vídeo. O vídeo recebeu 1500 curtidas e a maioria dos mais de 300 comentários foram positivos. Isso significa que o público dele tem um perfil compatível com as ideias do vídeo. Com certeza ele conhece o público dele, tem o perfil do público muito bem definido (através de pesquisas) e adapta sua comunicação para esse público. Eu acredito que é importante que as pessoas leiam diversos autores para construir sua própria opinião sobre diversos temas. Eu acompanho todos os educadores financeiros que consegui identificar.

      • Giancarlo Fernandes 2 de junho de 2016 at 16:18 - Reply

        Muito boa e muito importante essa observação no final do seu comentário Leandro: “Eu acredito que é importante que as pessoas leiam diversos autores para construir sua própria opinião sobre diversos temas. Eu acompanho todos os educadores financeiros que consegui identificar.” Realmente vale para todas as áreas (inclusive para a política). Também procuro acompanhar diversos autores sobre os assuntos que me interessam, inclusive os que tem opiniões divergentes da minha maneira usual de pensar. Eu também acho que não existe a opinião “certa” e a opinião “errada” como coisas absolutas. A nossa própria opinião pode mudar e evoluir com o tempo. Mais importante do que tentar definir o certo e o errado é sabermos bem sobre que bases estão fundamentadas cada opinião e julgarmos (no bom sentido da palavra), de acordo com nossas próprias bases (convicções e aprendizados), se aquela opinião é adequada ou não para o nosso contexto. Nos comentários da internet, a maioria das críticas é muito vazia porque as pessoas , em geral, estão mais preocupadas em querer definir o que é certo ou errado (julgamento vazio) do que em entender quais os fundamentos de cada opinião. As pessoas em geral costumam analisar as opiniões divergentes como “erradas” sem nem mesmo analisar os fundamentos daquela opinião. Também sempre procuro ler diferentes opiniões, por mais que elas sejam divergentes da minha própria opinião, e tento entender o que motiva aquelas opiniões divergentes. Por fim, muito interessante e muito bem fundamentada a opinião que você expressou nesse artigo sobre algumas opiniões do Gustavo Cerbasi. Parabéns pela análise! Abraço.

        • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 18:07 - Reply

          Oi Giancarlo. Eu também entendo que opiniões podem mudar com o tempo e o ideal é que isso aconteça. Vamos ganhando mais experiência, conhecimento e ficamos maduros. O que devemos fazer é respeitar quem tem opinião diferente e no lugar de criticar pessoas devemos criticar e debater ideias.

      • CLEBERSON VENTURA 3 de junho de 2016 at 11:54 - Reply

        Olá Leandro, posso dizer que sou seu público pois vi o vídeo do Gustavo através desse seu artigo com o qual concordo com todas suas idéias e apesar disso eu gostei do vídeo do Gustavo e deixei um comentário positivo lá, pois acredito que mesmo tendo dito muitas coisas polêmicas dando margem a muitas discussões, o conceito principal do vídeo faz sentido, não é a melhor alternativa, mas é uma alternativa que pode ser usada em último caso por quem tem a consciência que essa não é a melhor das alternativas. O comentário que fiz no vídeo foi esse: “As pessoas que não entenderam o conceito do vídeo devem ter uma vida extremamente estruturada e sólida financeiramente e caso aconteça alguns imprevistos estas mesmas devem dispor de um capital de reserva para arcar com os imprevistos. Então essas pessoas estão de parabéns e esse vídeo não foi direcionado a elas e por isso não o entenderam. O Gustavo não está incentivando ninguém a se endividar; está apenas dizendo que para as pessoas que estão tentando aumentar suas rendas através de um financiamento como o FIES por exemplo que eu para pagar minha faculdade que não poderia mais estar pagando pelo fato de eu estar desempregado, em casos como esse ter a divida do FIES com o governo é algo bom “uma dádiva”. Um cheque especial que todos sabemos que possui juros altíssimos em um momento de imprevisto critico mesmo não sendo o ideal, ajuda, desde que você se livre o mais rápido possível dessa divida com esse cheque. Em momento nenhum o Gustavo diz que as pessoas devem sair emprestando dinheiro de todo mundo e se endividar com todo tipo de financiamentos para ostentarem um padrão de vida que não cabe em seus bolsos. Ele fala apenas para usar dividas como formas de investimentos, em cursos, empresas e coisas que irão te trazer renda futura, não como formas de consumismo desnecessário apenas.”

        • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 17:27 - Reply

          Oi Cleberson. Eu não vi dessa maneira. Vou fazer um comparativo. Imagine que sou um médico e resolvo criar um vídeo para pessoas leigas na internet para falar de maus hábitos alimentares que geram doenças. Sei que a maioria da população exagera no consumo de açúcar, vida sedentária, alcoolismo e obesidade. Então inicio o vídeo falando que a insulina é uma dádiva, juntamente com as medicamentos para perder peso rápido e sem sacrifícios. Depois falo que as farmácia estão cheias de medicamentos capazes de resolver rapidamente os problemas de obesidade, diabetes, colesterol elevado, sem exigir sacrifícios. Alerto que os remédios são caros e amargos, mas que se você usar por pouco tempo, não tem problema. Mesmo assim, se nada resolver existe a cirurgias bariátricas ou de redução de estomago, onde você fica obrigado a comer menos. Termino o vídeo dizendo que graças a tudo isso você não precisa se preocupar. Creio que outros médicos ficariam chocados. É assim que me sinto quando vejo alguém falando que dívidas são dádivas, cheque especial, cartão de crédito e venda de produtos usados são boas alternativas, sem lembrar a importância de uma reserva de emergência, sem alertar sobre a importância da disciplina e do sacrifício para poupar e planejar as compras do que desejamos sem depender de dívidas e de pagamento de juros. Da mesma forma que devemos cuidar da nossa saúde física, devemos cuidar da nossa saúde financeira. Para as duas existem remédios amargos, caros e que podem até destruir sua saúde se forem utilizados de qualquer forma. O verdadeiro médico recomenda a prevenção, a mudança para hábitos saudáveis, todo bom médico recomenda a informação e a educação para que você evite ao máximo a necessidade de remédios e tratamentos (amargos, dolorosos e caros).

          • Holanda Junior 15 de junho de 2016 at 22:21

            Eu acho que é o velho jogo da teoria e prática. No mundo perfeito, teríamos consciência financeira desde cedo. Mas sabemos que está longe disso. Como tem citado, brasileiro mais ainda está muito longe disso. Então acredito que ele esteja tentando discursar algo amigável com a realidade brasileiro (que não é o melhor), mas é o que ele vende e todos querem ouvir. No entanto, mesmo concordando com você em muitos aspectos, entendo o que nosso colega Cleberson Ventura quis dizer é tento complementar com o seguinte: imagine hoje, você tem uma ideia e quer empreender. Dependendo do ramo, amanhã sua ideia já não vale mais. OK, tem que ser rápido. E agora? Anos para investir pela frente não tem como. Tem que ser agora. Sou novo, não tive tempo suficiente para trabalhar e acumular o suficiente. Tenho que conseguir um incentivo, certo? Mas estou desempregado, uso meu dinheiro para investir ou assegurar minha vida por um tempo? Agora coloquemos isso na realidade, que de fato é global, pois não é comum termos educação financeira desde cedo e, mesmo tendo, ainda surgem dificuldades. Agora imagina na cultura em que temos

          • Leandro Ávila 16 de junho de 2016 at 21:34

            Oi Holanda. A falta de educação financeira da população, e todos os problemas que ela produz, só pode ser resolvido de uma forma, que é através de mais educação financeira. Essa é a visão de um educador. Já na visão de um banqueiro, a falta de educação financeira das pessoas é resolvida através de empréstimos, dívidas e pagamento de juros. Para ele a falta de educação financeira das pessoas é uma oportunidade de negócio.

          • Elismeiry Santos Freires 23 de junho de 2016 at 12:20

            Leandro, eu concordo plenamente com você, experiencia própria.
            Muito obrigada!

          • Leandro Ávila 23 de julho de 2016 at 9:37

            Oi Elismeiry. Nada melhor que a experiência própria.

      • IVANIO 3 de junho de 2016 at 19:37 - Reply

        TENTATIVA DE ALAVANCAGEM IRRESPONSÁVEL – NÃO TEM OUTRA DEFINIÇÃO.
        TOTALMENTE NA CONTRA-MÃO DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA.
        FAÇA O QUE EU DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO. ME ENGANA QUE EU GOSTO…
        DUVIDO QUE ESSE “EDUCADOR” FINANCEIRO SIGA SEUS PRÓPRIOS SUPOSTOS FUNDAMENTOS.
        ACHO QUE NÃO OFENDI NINGUÉM LEANDRO.
        VOCÊ SIM LEANDRO, É UM GRANDE EDUCADOR FINANCEIRO.
        DEUS TE PROTEJA.

  2. Talita 2 de junho de 2016 at 11:32 - Reply

    Tem uns jogos de palavras no discurso, como se ele estivesse tentando não contradizer o que ele diz nos livros. Esse vídeo me parece propaganda de banco. Só não apareceu a logo.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 11:59 - Reply

      Oi Talita, acho que não é propaganda de banco mas o discurso realmente poderia ser utilizado por um banco oferecendo crédito.

    • Tauranis 3 de junho de 2016 at 8:33 - Reply

      Propaganda de banco eu acho que não, mas é alguma estratégia de marketing para vender.
      Polêmica, odeio isso, mas funciona

  3. Douglas 2 de junho de 2016 at 11:34 - Reply

    Leandro,

    Não sei se você também pensa assim, mas eu tenho visto uma certa mudança no discurso do Cerbasi, visando se aproximar mais da realidade do brasileiro, para agradar o seu público.

    Eu li alguns livros dele e até os indico, como “Dinheiro os segredos de quem tem” e “Casais inteligentes enriquecem juntos”. Mas quando ele disse no “Adeus Aposentadoria” que se você tem um dinheiro guardado e entra no cheque especial, não mexa no dinheiro e pague os juros do cheque especial, comecei a estranhar. Era totalmente diferente do que ele vinha orientando em seus livros anteriores.
    Talvez ele percebeu que a orientação de pegar o dinheiro guardado, pagar a dívida e depois pagar a você mesmo com juros menores não surtia efeito. Ele talvez percebeu que a maioria dos brasileiros não consegue ter tal disciplina. E daí ele começa a calibrar o discurso para tentar chegar mais perto da realidade da maioria.

    Com esse vídeo eu fico ainda mais surpreso. Fazer um vídeo para Brasileiros falando que dívida é dádiva, pra mim só tem duas explicações:

    – Ele busca a popularidade pela polêmica (o que ele não precisa, afinal quem não o conhece?).
    – Ele busca se aproximar das orientações que os Brasileiros querem ouvir, e com isso vender mais.

    Respeito totalmente a opinião dele, obviamente. Mas isso é um desserviço para a construção de um Brasil menos gastador.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 12:09 - Reply

      Oi Douglas. Realmente é estranho ter uma dívida que cobra 255% de juros ao ano para preservar um investimento de renda fixa. O que os investimentos de renda fixa pagam por ano seria equivalente ao que uma dívida dessas cobraria de você por mês. A melhor recomendação neste caso seria manter um investimento conservador, de liquidez elevada, que pudesse ser utilizado como uma reserva para emergência. Seria como ter o seu próprio cheque especial, você pagaria para você mesmo. Como você mesmo falou o Cerbasi já é popular, certamente é o educador financeiro mais conhecido e sem dúvida é o que vendeu mais livros. As portas das emissoras de televisão e das revistas estão sempre abertas para ele.

    • Suyene Inoue Coelho 2 de junho de 2016 at 19:26 - Reply

      Ele deve estar sendo pago por algum banco para escrever estes absurdos.

      • João Paulo 3 de junho de 2016 at 2:05 - Reply

        Parece ser bem o caso.

        Se pagar bem, grandes bancos (inclusive em conjunto) poderiam financiar uma pessoa de confiança do público conhecida por ter ideias “anti-bancos” a mudar paulatinamente seu discurso no sentido “pró-banco”.

        Sou médico (ainda fazendo residência médica, especializando-me e por enquanto trabalho apenas no setor público), mas não canso de ver oportunidade de ganhar muito mais dinheiro se eu trabalhasse no setor privado e deixasse preceitos éticos de lado, como solicitar inúmeros exames complementares inúteis ao caso e prescrever tratamentos caros e bom baixo nível de evidência.

        Medicina é algo muito impactante por lidar com o Eu próprio de cada um, gera um revolta inata saber de desonestidade nesta área, mas o mesmo pode ser dito para qualquer profissão, desde a empresa que vende leite diluído para aumentar a margem de lucro até os funcionários de empresas de rating que podem alterar seus pareceres.

        Não vejo incentivo algum à honestidade no Brasil. Muito pelo contrário, sente-se idiota que não se aproveita das oportunidades, tendo de se apegar à própria consciência (algo que muitos parecem não ter).

  4. Paulo Ariel 2 de junho de 2016 at 11:39 - Reply

    Tô no time dos loucos, Leandro. Com os juros e realidade político-econômica do Brasil, é inconcebível ser brando ou ver positividade em alguma dívida. Estou aprendendo muito com o Clube dos Poupadores e fazendo correções de rota, como a auto-gestão das economias de anos de minha família. Lembrei de um exemplo de nação que tem aversão a dívida: é a Alemanha. Eles tem horror a dívida e desde crianças são ensinados a poupar e aplicar bem o que recebem. Não é à toa que em algumas décadas depois da segunda guerra mundial se tornaram grandes credores do mundo e uma país super avançado em diversos sentidos. Obrigado, professor!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 12:39 - Reply

      Vivemos em um país onde as pessoas poupam pouco. Isso também colabora para as taxas de juros elevadas que temos (mas não é a única variável). A taxa básica de juros na Alemanha é de 0% atualmente. No Brasil é de 14,25%. A inflação na Alemanha é de 0,10% e a inflação no Brasil está quase 10%. Os japonês, como a maioria dos asiáticos, poupam muito, faz parte da cultura deles. O resultado é que o equivalente a taxa Selic deles é de -0,10% (você paga para emprestar dinheiro para o governo) e não existe inflação, na verdade ocorre uma deflação de -0,30% ao ano, ou seja, os preços ficam menores a cada ano. Agora compare a realidade econômica e social dos alemães, japoneses e brasileiros. Uma população educada financeiramente, que poupa mais, investe mais, empreende mais e políticos que não atrapalhem a vida de quem poupa, investe e empreende, já seria um ótimo começo. Fonte dos números: http://tradingeconomics.com/

      • GILBERTO 2 de junho de 2016 at 19:52 - Reply

        Boa noite Leandro, fico imaginando como é viver num pais em que os preços caem;, onde há deflação. Por favor, você poderia falar mais a respeito destes países, sobretudo no que se refere à rotina do povo; o dia a dia das pessoas ao consumir e poupar. Obrigado. Gilberto.

        • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 23:25 - Reply

          Oi Gilberto. Nessa situação, se você colocar dinheiro embaixo do colchão ele vai valorizar com o passar dos meses. As pessoas não querem comprar nada parcelado, mesmo que os as empresas não cobrem juros nas prestações, pois sabem que se puderem esperar mais o preço das coisas irão cair. O problema é que se todo mundo começa a adiar as compras a economia começa a parar. Empresas vendem menos, empregam menos e o governo arrecada menos. Por isso que os Banco Centrais possuem uma meta para inflação e um limite mínimo e outro limite máximo. Bom mesmo seria um ambiente com inflação e juros baixos só que de forma constante, sem grandes altos e baixos, de forma que as pessoas e as empresas pudessem planejar melhor o futuro.

  5. Gregory Ndukwu 2 de junho de 2016 at 11:47 - Reply

    Leandro top.
    Mais uma vez um artigo muito bem esclarecedor, sobre finanças pessoais.
    Vou dar 3 exemplos para ilustrar isso.
    Primeiro -> tenho uma aluna de 17 anos que está no terceiro ano do ensino médio,conversando
    com ela sobre a importancia de uma reserva, ela me disse o seguinte. Professor quando
    meu dinheiro acaba, eu pego na minha conta do meu banco que está sempre disponível.
    Ou seja se enfia no cheque especial, e agora com o marido desempregado e com faculdade
    para pagar, as coisas estão difícieis para eles.

    Segundo -> Tenho um amigo pessoal que tem uma renda em torno de uns 17 mil reais por mês.
    O que é uma ótima renda se tratando do Brasil. Ele foi fazer um curso de R$ 400 reais, e
    parcelou e pagou juros por não ter o dinheiro a vista. Conversando com ele ainda sobre
    como investir e tal, ele disse, que tem uma poupança em um dos 3 maiores bancos do Brasil,
    e me criticou por procurar bancos pequenos com maior risco, mas que me rendem IPCA + 6% ao ano.

    Terceiro -> Tetnho um casal de amigos que juntos ganham mais ou menos 6 mil reais.
    O que eu considero uma boa renda para uma vida agradável. No ultimo final de semana,
    o óculos da esposa caiu e quebrou. Ele ligou para o irmão dele pedindo o cartão de crédito
    emprestado, pois tinha estourado o limite do dele. Como o irmão não usa cartão ou não quis
    emprestar, acabou tomando dinheiro emprestado do irmão o dinheiro para o óculos.
    Estamos falando de uma familia que tem uma renda de 6 mil reais, e não tem 500 reais de reserva para
    um óculos.

    Seu trabalho é muito importante continue assim

    Att,

    Gregory

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 13:37 - Reply

      Oi Gregory. Esses três exemplos que você apresentou é a realidade brasileira. Os problemas da falta de educação financeira afeta todas as classes sociais. Isso dificulta a ascensão social das famílias.

  6. Vitor 2 de junho de 2016 at 11:53 - Reply

    Leandro, parabéns por mais um excelente artigo!

    O Cerbasi é daqueles do ”faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”
    Lembrando apenas um detalhe: Tudo o que ele fala no vídeo, é o que bancos e financeiras querem ouvir…
    Não me recordo qual o banco, mas lembro que ele andou fazendo alguns trabalhos para algum desses grandes bancos…

    Enfim, é complicado seguir as dicas de um ”guru” que já fez trabalhos para bancos(sendo pago por eles) e que em um de seus livros, fala claramente que previdência privada é um excelente investimento.

    Abraços, Leandro!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 12:44 - Reply

      Oi Vitor. Na verdade é o contrário. Se você fizer o que ele fez, com base na entrevista onde ele conta a vida dele, que está no último paragrafo do artigo, você certamente fará a coisa certa. Já se você acreditar que fazer dívidas é uma dádiva, que é vantajoso “ter dívidas para contar com o dinheiro de alguém para manter um padrão de vida que não caberia no seu bolso”, você dificilmente conseguirá atingir a independência financeira que o Cerbasi relata ter conseguido.

    • Vanda 5 de junho de 2016 at 6:45 - Reply

      O banco é o Itaú.

  7. Carlos Pala 2 de junho de 2016 at 11:54 - Reply

    As diferencas de opiniao sobre o mesmo assunto e que sao chocantes, ainda mais nesse caso. Chega a ser sem logica o raciocinio divulgado pelo Cerbasi (nao vi seus videos, livros e tampouco os filmes citados).

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 12:48 - Reply

      Oi Carlos, ele possui bons livros e eu tenho alguns deles. Existem reflexões que ele tem que acho boas e reflexões que não concordo, mas isso é natural e deve funcionar dessa forma mesmo. Para que possamos refletir e formar nossa própria opinião é sempre importante conhecer o pensamento de vários autores. Você tira para você aquilo que acha mais coerente. Como cada pessoa tem uma bagagem de conhecimentos e experiências diferentes, cada pessoa vai colher coisas diferentes do conhecimento de cada autor.

  8. Marcelo 2 de junho de 2016 at 11:56 - Reply

    Muito bom artigo Leandro,
    Confesso que estranho muito essa posição por ele ser um educador financeiro. Confesso que tenho minhas dívidas( consórcios e financiamento habitacional do minha casa minha vida com juros de 4.5%aa) e hoje meu objetivo é quitá-los o quanto antes. Principalmente o consórcio. Já o financiamento habitacional vou utilizar meu FGTS para quitá-lo. Hoje penso apenas em liquidar minhas dividas, aumentar meus investimentos para que possam gerar renda e formar patrimônio. Eliminei as palavras consórcio, financiamento e empréstimo pessoal da minha vida.
    Esse vídeo do Cerbasi é um bom fomentador para quem gosta de fazer dívidas e viver uma vida muito louca.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 12:52 - Reply

      Oi Marcelo. Um imóvel financiado com taxa de 4,5% significa que você conseguiu algum subsídio do governo (através dos programas de habitação como o minha casa minha vida). Isso significa que a sociedade está pagando uma parte dos juros que você está deixando de pagar. É uma situação diferente. A taxa que você paga é menor do que a inflação. No artigo mostrei o exemplo de empresários que conseguiram empréstimos do BNDES (de recursos públicos) pagando taxas de 2,5% ao ano. Isso não são dívidas, são dádivas em um país com inflação que beira 10% ao ano. O problema é que isso não era sustentável e o país vive uma crise fiscal muito grave, ou seja, o dinheiro público acabou. Não é assim que o governo pode baixar os juros no país, não é quebrando o país. Estimular a poupança das pessoas seria um bom começo.

      • Marcelo 2 de junho de 2016 at 14:11 - Reply

        Realmente Leandro o financiamento da minha casa foi pelo programa minha casa minha vida, e detalhe que o bairro teve uma valorização muito grande logo após eu construir minha casa tive uma sorte muito grande, então mesmo somando todos os gastos para construção da casa, o valor de mercado do imóvel é superior. Foi um ótimo negócio. Mas mesmo assim quero quitar logo esse financiamento utilizando meu FGTS. Pretendo fazer isso em 2018. Hoje sou funcionário público e minha renda melhorou bastante, o que me possibilita investir em média 25% da minha renda em aplicações de renda fixa( TD, LCI, LCA).
        Leandro, qual sua visão sobre os planos de previdência privada de empresas onde o funcionário contribui com 50% do valor . Hoje na minha empresa é assim, ela contribui com mesmo valor que nos pagamos até o limite de 8% do salário. Ou seja a cada 500,00 que eu pago, a empresa deposita mais 500,00 na minha conta da previdência. As taxas não são lá muito boas, somam 13%. Gostaria de saber sua opinião.

        • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 16:07 - Reply

          Oi Marcelo. Eu não gosto da ideia de não ter o controle e a gestão do meu dinheiro. Quando você faz uma previdência privada você transfere a gestão do seu dinheiro para terceiros. No caso de empresas públicas, veja o que está acontecendo com a gestão do fundo de pensão de empresas como a Petrobras (PETROS), Caixa (Funcef) e Correios (Postalis). De nada adianta a empresa entrar com 50% se o dinheiro não for bem gerido.

  9. Vinícius 2 de junho de 2016 at 11:56 - Reply

    Excelente análise, Leandro. Acho que o Cerbasi quis chamar atenção pela polêmica de suas declarações e conseguiu. Muitas destas fazem sentido, pois tenho muitos colegas que se endividaram para empreender, com muita disciplina e estudo, e deu certo. Porém, o tom polêmico das frases ganhou mais importância do que muita coisa que ele tentou dizer… E ao comparar com a trajetória de vida dele, realmente se observa um descompasso.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 12:55 - Reply

      Oi Vinícius. É possível empreender alavancado, mas é necessário educação financeira, disciplina, controles e estudos em níveis elevados (incompatíveis com a realidade do brasileiro comum). O desafio de quem empreende através de dívidas é maior e por isso mesmo somente os mais preparados conseguem sucesso.

  10. Sandro Rodrigues 2 de junho de 2016 at 12:02 - Reply

    Estou perplexo! É lamentável se deparar com posicionamentos financeiros do Cerbasi um tanto quanto “xiitas”. Seguramente está defendendo, e provavelmente sendo pago, pelas grandes instituições financeiras para disseminar está visão equivocada de que dívidas são uma dádiva.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 13:01 - Reply

      Oi Sandro, se você considera “xiita” como sinônimo de radical, acho que quando o assunto são as dívidas eu acabo sendo o mais radical. Pessoa física fazendo dívidas em cheque especial é sintoma de falta de educação financeira e para resolver esse problema só existe um remédio que é educação financeira.

  11. Leonardo 2 de junho de 2016 at 12:05 - Reply

    Fabuloso!
    Parabéns pela crítica!!
    Não é incomum vermos experts vendendo sua credibilidade para o mercado. Não ví o vídeo do Cerbasi, mas me parece este o caso.
    Espero que nunca aconteça contigo, Leandro, pois admiro muito seus textos! =)
    Um abraço!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 13:13 - Reply

      Oi Leonardo. O vídeo não parece ser o comercial de um banco, apesar do Cerbasi possuir vídeos no Youtube que são campanhas de bancos, só que isso fica muito bem sinalizado no início do vídeo. Um exemplo seria esse https://www.youtube.com/watch?v=-usr_2VusUQ patrocinado pelo Itaú onde o Cerbasi recomenda que as pessoas tenham “Um padrão de vida que cabe no seu bolso”. As recomendações deste vídeo que ele fez para o Itaú são bem diferentes das recomendações feitas nesse vídeo onde ele afirma que “Ter dívidas significa que você está contando com o dinheiro de alguém para manter um padrão de vida que não caberia no seu bolso, e que isso é bom”.

  12. GB 2 de junho de 2016 at 12:07 - Reply

    Absurdo total, o certo é a pessoa ter renda suficiente para comprar o que precisa e não ter que recorrer a empréstimos para isso, quem gosta disso são os bancos, eles vivem incentivando as pessoas a comprarem imóveis (para pagar aluguel para eles pelo dinheiro emprestado) enquanto eles mesmos alugam tudo, vai entender, é um clássico “faça o que eu faço e não o que el falo”.

    Em 2015 eu gastei R$ 0,00 com juros e neste ano em pretendo dobrar a meta.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 13:15 - Reply

      Oi GB. Na verdade os bancos, empresas e governos se beneficiam quando você antecipa o seu consumo através das dívidas. Vender até para quem não tem dinheiro é uma forma de antecipar lucros das empresas, juros para os bancos e impostos para o governo. Só quem perde é você e sua família.

  13. Ygor Martins da Silva 2 de junho de 2016 at 12:07 - Reply

    Sinceramente, quando vi o vídeo me lembrou aqueles comerciais de Banco sobre “educação financeira”. Vai saber com que intenção ele jogou isso na internet…

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 13:16 - Reply

      Oi Ygor, mas não apareceu nenhuma indicação de banco no vídeo (logo, link, etc). Parece um conteúdo gratuito para a audiência interessada em educação financeira.

  14. Luciana Teixeira 2 de junho de 2016 at 12:08 - Reply

    Uma pena ver como os valores e princípios são contraditos em função da situação em que se vive. Acho que essa é a maior “doença” da atualidade, a inversão de valores em prol de um benefício pessoal.
    Muito bom texto, Leandro, sempre assertivo.

  15. Zuza 2 de junho de 2016 at 12:09 - Reply

    Estou lendo o livro dele casais inteligentes enriquecem juntos,e ele fala totalmente diferente disso,que pena! Parece totalmente contraditório .Longe de mim fazer julgamentos precipitados ,mas parece até algumas blogueiras que ganham para falar de algumas marcas.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 13:20 - Reply

      Oi Zuza. Esse livro que você está lendo foi o primeiro livro do Cerbasi, se não me engano foi publicado em 2004. O filme “Até que a Sorte nos Separe” foi inspirado nesse livro.

  16. Raphael 2 de junho de 2016 at 12:10 - Reply

    Caro Leandro, no caso do Cerbasi mais parece aquela frase: “faça o que digo ou escrevo, mas não faça o que faço ou fiz” .
    Ou seja, ele enriqueceu de uma forma e diz para os outros fazerem outra coisa.
    Concordo com seu artigo acima Leandro.
    A quem mais interessa que a pessoa contraia dívidas? Os bancos e financeiras.
    E ademais aqui não é EUA onde as taxas de juros são mínimas.
    Até.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 13:25 - Reply

      Oi Raphael. Temos os maiores juros do mundo para a pessoa física. Fica complicado afirmar que dívidas são boas morando no Brasil. Dívidas são boas se você for dono de uma empresa que vende oferecendo pagamento parcelado, se você é dono ou sócio do banco ou da financeira que vai receber juros ou se você é político e pretende dizer para o povo que a economia cresceu, depois de você incentivar as compras através do endividamento das famílias.

  17. Patrícia melhorim 2 de junho de 2016 at 12:12 - Reply

    Eu já li alguns livros do Cerbasi e estou tremendamente decepcionada com seus ensinamentos atuais sobre economia. Foi de autoria dele o primeiro livro de economia que eu li e que me ajudou a administrar melhor minha vida financeira. É lamentável que ele não queira mais “abrir a mente “das pessoas quanto a educação financeira.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 13:29 - Reply

      Oi Patrícia, o trabalho do Cerbasi popularizou a educação financeira no Brasil e merece todo o nosso respeito. Mas sempre é bom ter senso crítico. Quando você vai se educando financeiramente esse senso crítico fica mais desenvolvido. É por isso que no rodapé de todas as páginas do Clube dos Poupadores eu divulgo o “Princípio da Descrença” que diz assim “Não acredite em nada, nem mesmo no que foi dito aqui. Estude outras fontes, pense e tenha suas próprias experiências e conclusões pessoais”. Dessa forma você não deve acreditar nem mesmo nas coisas que digo. Devemos estudar várias fontes e buscar nossa própria reflexão sobre os temas.

  18. Igor Tarcha 2 de junho de 2016 at 12:12 - Reply

    Fiquei muito intrigado com a posição do Cerbasi. O que será que o levou a ter uma posição tão forte (e imagino que fora dos padrões de um educador financeiro) sobre ter dívidas?

  19. Magno Carlos 2 de junho de 2016 at 12:17 - Reply

    Leandro, Deus te abençoe e te dê muitos anos de vida! Desejo isso do fundo do meu coração! Eu diria que você é um dos poucos “JEDI” que existe nesse mundo! Eu vejo que você realmente cumpre a missão, que deveria ser a verdadeira missão, que se resume numa só: Ajudar o próximo! Isso é o que Deus espera de nós! Trabalhos é o que não falta para ajudar as pessoas. Muitas formas de se ajudar as pessoas! Mas você ajuda numa esfera que é bem estratégica e umas das mais importantes que é a Financeira!!! Na Bíblia, em João 8:32 diz: E CONHECEREIS a verdade, e a verdade vos libertará.
    – Em contrapartida, fico muito triste com o que postou o Gustavo! Ele parece que foi para “o lado negro da força”! No livro dele, “Como organizar sua vida financeira” não é bem esses conselhos que ele dava, assim como no vídeos que você postou!!! Ele parece que tomou o caminho mais largo e fácil! Mas cada um é responsável pelo que faz! Eu sou daqueles que tenho absoluta certeza que a vida não acaba nesse mundo, mas ela se “transforma”!!! Ela, a vida, continuará do “outro lado”, e os nossos atos e conhecimentos continuarão conosco! Este último, a verdadeira riqueza que realmente é eterna!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 14:30 - Reply

      Obrigado por suas palavras Magno. Acho que não é uma questão de bons ou maus, é uma questão de opiniões diferentes com base em valores diferentes, histórias e bagagens de vida diferentes. No fundo todos são responsáveis por seus atos.

  20. Iuri Viana 2 de junho de 2016 at 12:18 - Reply

    Leandro, parabéns pela crítica construtiva!
    Antes de ler o artigo, eu vi o vídeo primeiro. E achei absurdo as coisas que o Cerbasi disse no video. As dicas que ele passa, talvez até funcionaria nos países desenvolvidos aonde as taxas de juros são baixíssimas, como é o caso dos Estados Unidos. Mas, ainda sim, eu creio que a prosperidade e a independência financeira não dialoga com contração de dívidas e mais dívidas. Acho que o lema de todo educador financeiro deveria ser Poupar, Investir e Enriquecer.
    Esse vídeo vem contribuir ainda mais para endossa aquela ideia de que o consumismo. E numa sociedade em que precisamos mudar a mente, e aprender mais sobre educação financeira, esse vídeo em nada contribui para isso.
    Abraço.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 14:33 - Reply

      Oi Iuri, se você pensar bem o vídeo contribui com o contraditório, com a oportunidade de refletir e validar as coisas que você acredita. Realmente a realidade brasileira é diferente da realidade lá fora e ao ler livros traduzidos é importante observar que existem realidades diferentes.

  21. Gabriel Valente Soares 2 de junho de 2016 at 12:22 - Reply

    Incabível, inoportuno e enganador. É o que posso dizer sem ser grosseiro.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 14:34 - Reply

      Oi Gabriel, são apenas visões diferentes. 😉

      • Diego 2 de junho de 2016 at 22:17 - Reply

        Você é muito polido Leandro… Respeitar opiniões alheias é importante, mas ao extremo é ingenuidade.
        Todo e qualquer político sempre tem “opiniões” para justificar suas atitudes, mesmo que elas sejam contraditórias ou completamente desconexas da realidade, e este é o caso deste vídeo do Cerbasi. Alias, uma boa forma de avaliar a honestidade de uma pessoa é comparar as suas palavras e suas atitudes, e como você mesmo lembrou, no caso do Cerbasi elas não batem.
        Dizer que o público dele gostou também não adianta. Um médico que diga que hambúrguer, batata frita, refrigerante e sedentarismo é uma combinação saudável é um mau médico, não importa se seus pacientes queiram ouvir isso e gostem de sua recomendação, pois no final eles terão problemas de saúde. O André Massaro, outro educador financeiro que sigo, diz que o a picaretagem só existe porque há demanda para a picaretagem, ou seja, existem pessoas que querem ganhar dinheiro rápido e fácil, e que não tem educação financeira e por isso são facilmente enganadas. É claro que isso não justifica a atitude daqueles que “atendem a demanda” e ganham dinheiro às custas destas pessoas, seja através de golpes ou de um verdadeiro desserviço, como é o caso do vídeo.
        Sem dúvida o legado do Cerbasi é grande e não vai ruir com um vídeo, mesmo tão ruim como este, mas a REPUTAÇÃO é algo que se leva anos para construir e um deslize para perder.
        Concordo que o respeito a pontos de vista diferentes é extremamente importante. Sigo as ideias de grandes homens e mulheres, e sempre discordo de alguns de seus pontos de vista, mas temos que ter um filtro para separar os honestos daqueles que falam qualquer absurdo para se promover, e o vídeo acima não passou pelo meu filtro.
        Por fim, respeito muito seu trabalho e sua escolha de não diminuir o Cerbasi e sua “opinião” neste artigo. Mas eu, se já não admirava tanto as ideias dele antes, após este vídeo coloquei-o na minha lista de pilantras.

        Forte abraço

        • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 23:58 - Reply

          Oi Diego. Na verdade nada impede que ele tenha mudado de ideia ou de visão de mundo radicalmente de um tempo para cá e com isso tenha criado uma incoerência entre o que falava antes e o que está falando agora. Seria uma mudança radical, mas não impossível. Não acho que mudar de ideia faça a pessoa desonesta ou pilantra (palavras que você usou). Por isso que o meu objetivo com o artigo foi só criticar as ideias e não o dono das ideias. Sei que é difícil criticar ideias sem tentar desqualificar ou ofender as pessoas, mas é uma coisa que devemos exercitar. Você falou nos políticos. O ambiente político no Brasil seria muito melhor se as pessoas aprendessem a discutir ideias sem partir para as agressões verbais, pessoais, etc.

  22. Marcelo 2 de junho de 2016 at 12:27 - Reply

    Leandro, boa tarde.
    Nesse embate de ideias, acompanho as suas.
    não faz sentido o que ele diz.
    aproveitando que citou, quais são os outros educadores financeiros que você acompanha?
    pode cita-los?
    Obrigado!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:00 - Reply

      Oi Marcelo, sigo muitos educadores, economistas, jornalistas em várias redes sociais, nem todos falam coisas que concordo, mas mesmo assim gosto de acompanhar. No twitter eu acho que é fácil olhar se você visitar https://twitter.com/LeandroAvilaCP e clicar na opção de seguindo.

  23. Johnny 2 de junho de 2016 at 12:32 - Reply

    Grande Leandro!
    Mais uma ótima crítica.
    Eu já li livros do Cerbasi e reconheço sua competência como educador financeiro.
    Porém, em alguns momentos, principalmente nos último anos, ele tem falado coisas estranhas. É como se estivesse sendo pago por bancos e outras instituições financeiras para falar determinadas coisas.
    Eu já havia percebido isso antes, e esse vídeo só comprovou minha suspeita.
    Eu fiz um curso de Educação Financeira pelo órgão público em que trabalho.
    Ao chegar na sala de aula, verifiquei que o palestrante era funcionário do Banco de Brasília (BRB). Como diz minha mãe: “vi a viola em cacos”.
    Foi a mesma coisa: doutrinamento financeiro dirigido para aquisição dos produtos do banco.
    Sempre ressaltando o banco (ou as dívidas) como uma grande ajuda na vida. Uma “mão amiga” na hora da necessidade (ou simplesmente da vontade de gastar mais do que se ganha).
    É lamentável.
    Por isso admiro tanto seu trabalho. A forma neutra com que você se posiciona.
    Sem querer manipular as pessoas. Aliás, agindo até com certa indiferença em relação a perguntas sobre decisões pessoais das pessoas.
    Tudo isso para levá-las a pensar por elas mesmas. E depois tomar decisões mais inteligentes e independentes dos outros.
    Mais uma vez, meus parabéns pelo trabalho.
    Grande abraço

  24. Sandra Ribeiro 2 de junho de 2016 at 12:33 - Reply

    UAU!!! Parabéns pelo texto e obrigada pela grande transformação que seus ensinamentos e todo seu legado na educação financeira tem feito em minha vida! Sou sua fã!

  25. Alvaro 2 de junho de 2016 at 12:36 - Reply

    Caro Leandro só posso lhe agradecer novamente por esse projeto impressionante que esta desenvolvendo. Quanta informação impactante e imparcial. Parabéns mesmo. Gostaria de lhe perguntar, o que vc acha do Banco do Povo Paulista que empresta a juros de 0,35 % a.m.para empreendedores?
    segue link http://www.bancodopovo.sp.gov.br/?page_id=36
    Um abraço

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:07 - Reply

      Oi Alvaro. Não sei nada sobre o projeto, mas se for dinheiro público com taxas de 0,35% ao mês se enquadra no exemplo que dei do crédito subsidiado utilizado por grandes empresa, só que neste caso é para pequenas empresas. Neste caso é uma dádiva se a pessoa estiver preparada para empreender e administrar bem esse dinheiro.

  26. Cristiane Araujo 2 de junho de 2016 at 12:57 - Reply

    Discordo totalmente do Cerbasi e integro o time da minoria que poupa, não contrai dívidas e é vista como louca.
    Através da educação financeira obtemos discernimento para analisar vídeos ou artigos e tirarmos nossas próprias conclusões. Obrigada Leandro.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:14 - Reply

      Oi Cristiane. Vivo cometendo loucuras. Cometo a loucura de não contrair dívidas, cometo a loucura de sempre poupar sem contrair obrigações, ao mesmo tempo vivo investindo ao comprar obrigações dos governos e dos bancos. Veja mais sobre o que são obrigações em economia. 🙂

      • Cristiane Araujo 3 de junho de 2016 at 11:48 - Reply

        Obrigada Leandro, Não conhecia esse termo em economia.

  27. Fernando de Melo 2 de junho de 2016 at 12:57 - Reply

    Endosso todo seu comentário, em gênero, número e grau. Aquele que se mete em dívida na atual conjuntura em nosso país tupiniquim, estará buscando ser um herói morto.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:15 - Reply

      Oi Fernando. Acho que não existe ambiente para falar em fazer dívidas neste momento.

  28. Garyo 2 de junho de 2016 at 13:01 - Reply

    Ola Leandro boa tarde.
    Parabens por mais um artigo fantastico. Eu nao conheço nenhuma pessoa fisica que tenha prosperado financeiramente se endividando. O que eu sei eh que existem pessoas que ate ganham muito bem (ate centenas de milhares de reais por mes) e que vivem com um padrao de consumo elevadissimo financiando tudo o que tem (na verdade o que nao tem). Chega um dia que descobrem que nao tem nada a nao ser dividas e aí começa o desespero.
    Por essa razao eu fujo das dívidas como o diabo foge da cruz.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:21 - Reply

      Oi Garyo. Eu também não conheço pessoalmente. Deve existir, mas o esforço foi dobrado ou triplicado. O Flávio Augusto, criador da Wise UP, começou empreendendo gastando R$ 20 mil que tinha no cheque especial pagando 12% de juros ao mês que daria uns 289% ao ano (fonte). É possível, se você for uma pessoa genial como o Flávio Augusto. É a melhor forma de começar? Não. Um educador pode recomendar que alguém comece empreendendo dessa forma? Claro que não.

  29. Clayton 2 de junho de 2016 at 13:03 - Reply

    Na minha humilde opinião o senhor Cerbasi está sendo patrocinado por bancos e ou instituições financeiras, explico:
    O senhor Cerbasi tem um nome conceituado quando o assunto é educação finanças, a sociedade Brasileira vem gradativamente aprendendo a poupar (sei que uma grande parcela ainda está no ritmo do gastar tudo que tenho e o que não tenho), porém, uma boa parte da sociedade Brasileira, sim, está aprendendo e tomando gosto em poupar.
    Sou um exemplo, esse mês estarei me livrando para sempre do cartão de crédito e estou com 5 dígitos aplicados no tesouro direto (meta são os 6 dígitos) entre outras coisas, bom então os bancos e instituições financeiras estão tomando prejuízo com essa parcela da sociedade que não admite mais pagar juros e viver endividados.
    Com isso os bancos e instituições financeiras, pegam uma pessoa conceituada no mercado de educação financeira patrocinam a mesma e colocam essa pessoa por aí incentivando a sociedade a gastar (“Dívidas são uma dádiva. Nada melhor do que contar com o dinheiro dos outros quando acaba o seu”).
    Senhor Cerbasi tu tá de brincadeira meu querido?
    Melhor coisa do mundo e viver sem dívidas, quando o salário vem na mão olhar e dizer esse mês posso investir tanto ou dizer esse mês vou fazer isso ou aquilo sem preocupação de que tem cartão, cheque especial, empréstimo e outros para pagar.
    Na minha vida dívida nunca mais, que Senhor Jesus Abençoe a todos!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:28 - Reply

      Oi Clayton. Oi Clayton, parabéns por eliminar as dívidas da sua vida. Não creio que o Cerbasi mude de opinião dependendo do patrocinador, seria muito ruim para a imagem dele. Esse vídeo não exibe a publicidade de nenhum patrocinador. Ele pode estar mudando de visão, pode estar se tornando mais flexível. Eu sinceramente não sei e não tenho como julgar os motivos e por isso eu me limitei a criticar apenas suas ideias. Os motivos são questões pessoais que não temos como saber ou julgar.

  30. Tiago 2 de junho de 2016 at 13:11 - Reply

    Boa Tarde Leandro,
    Você conhece algum material para pessoas que planejam abrir seu próprio negocio?
    Obs.: Não me refiro a livros de auto ajuda estimulando a ter seu próprio negócio, eu queria materiais falando sobre detalhes burocraticos, juridicos, contabeis e afins. Já fiz longas buscas, mas o material é sempre superficial.

    Muito obrigado pelos seus artigos

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:30 - Reply

      Oi Tiago. É difícil encontrar esse tipo de livro já que os detalhes burocráticos, jurídicos e contábeis dependem muito do tipo de empresa que você pretende abrir, na verdade depende também das leis e burocracias do governo do estado e da cidade onde você mora. Por isso que o resultado sempre será conteúdo superficial. O ideal seria entrar em contato com um contador na sua cidade. Ele pode listar quais são os procedimentos as exigências locais para abertura do tipo de empresa que você pretende abrir.

      • Rocha 2 de junho de 2016 at 16:12 - Reply

        Excelente Leandro! Parabéns pela publicação. Na minha humilde opinião, o clube dos poupadores é um dos melhores sites de educação financeira da atualidade e o do Rafael Seabra também. Sou fã de vcs. Acho, simplesmente, que boa parte do conteúdo do primeiro vídeo dele foi de encontro (e não ao encontro) ao planejamento de que todos devem fazer uma reserva financeira de pelo menos seis vezes às despesas mensais. Realmente fiquei surpreso com o vídeo e até de certa forma inconformado. Mas respeito a opinião dele.

        • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 18:04 - Reply

          Obrigado Rocha. É isso mesmo, devemos respeitar as pessoas.

  31. Eduardo 2 de junho de 2016 at 13:17 - Reply

    Estimado Leandro,

    É com muito prazer e gratidão que venho aqui postar minha primeira mensagem em seu blog. Muito obrigado por toda a dedicação, altruísmo e pelo aprendizado que tem proporcionado ao seus leitores/seguidores. Realmente, não tenho palavras suficientes para este agradecimento, seu trabalho tem valor inestimável!!
    Não consegui ver os videos do Gustavo Cerbasi em questão. Mas, pelo seu texto, me parece que o discurso dele mudou muito com o passar do tempo. Li alguns livros dele, como “Investimentos Inteligentes”, “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” e “Mais Tempo, Mais Dinheiro”. Todos de grande valor, especialmente para o poupador/investidor iniciante. Estranha-me o fato de ele ter mudado, radicalmente em minha opinião, as orientações que tem dado publicamente. Pelo que você descreveu no texto, o Cerbasi parece ter adotado a mesma orientação que os grandes bancos de varejo têm oferecido em suas campanhas publicitárias a título de “educação financeira” aos correntistas e ao público em geral.
    Vou rever os videos novamente quando chegar em casa, mas expresso aqui minha tristeza em ver um profissional tão conhecido e gabaritado colocar a prova sua própria reputação como educador financeiro. Com quais interesses? Não teremos a resposta provavelmente.
    Leandro, fico aqui deixando novamente o meu MUITO OBRIGADO e PARABÉNS por seu trabalho!!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:33 - Reply

      Oi Eduardo. Obrigado por suas palavras. Me limitei a criticar as ideias dele neste vídeo específico e destacando que a obra dele (passada) é bem diferente do vídeo. Não temos como julgar ou criticar as questões pessoais.

  32. Mr. Webster 2 de junho de 2016 at 13:19 - Reply

    Já tive a oportunidade de ler o livro do Cerbasi (Casais inteligentes enriquecem juntos) e, na época, ainda que não tivesse a disciplina e educação financeira que hoje possuo, critiquei, comigo mesmo, algumas partes que considerei inadequadas/exageradas no conteúdo.

    Recentemente, já educado financeiramente, li um artigo dele sobre compra/investimento de imóvel que achei a dica dele absurda, o que me fez “riscar” da minha lista de educadores financeiros.
    Hoje, depois de ver o vídeo em questão, tenho uma convicção formada sobre o que o fez gravar o conteúdo paupérrimo e deseducador desse vídeo dele.

    Lembrei-me logo daquele artigo aqui do clube em que você, Leandro, foi sondado para escrever/falar sobre educação financeira, segundo a perspectiva da instituição financeira que iria te contratar.
    Nada do que esse senhor falar/escrever, acerca de finanças/educação financeira, hoje, terá mais credibilidade para mim. Esse cidadão vem desconstruindo toda a reputação que ele construiu ao longo dos anos.

    Quanto mais estudo e aprendo sobre um determinado tema, mais difícil se torna alguém me enganar.

  33. Dalton 2 de junho de 2016 at 13:27 - Reply

    Oi Leandro, parabéns pelo belo trabalho e artigo. No meu ponto de vista, dívidas só são positivas desde que sejam investidas em um negócio que gere um retorno maior. Dívidas para consumo e melhora de qualidade de vida irão levar a ruína econômica.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:37 - Reply

      Oi Dalton. Sim, você realmente pode empreender através de dívidas, mas isso precisa ser feito de uma maneira muito profissional (como fazem as grandes empresas).

  34. Wesley 2 de junho de 2016 at 13:30 - Reply

    Parabens Leandro pelo excelente conteúdo que você tem nos disponibilizado .
    Concordo plenamente com todos os tópicos referente a sua opinião , com relação ao vídeo do Cerrbasi.

  35. marcelo pereira 2 de junho de 2016 at 13:30 - Reply

    Será que o Cerbasi irá fazer algum comentário aqui também?! Seria interessante ele se pronunciar. Digo porque o Ávila é um excelente guru, pelo menos pra nós, leitores assíduos de seus artigos. Forte abraço e mais uma vez parabéns!!!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:47 - Reply

      Oi Marcelo, não me vejo como guru. Eu apenas compartilho as coisas que estou estudando ou as coisas que já aprendi. Normalmente as pessoas aprendem as coisas e guardam para elas, quando compartilham, fazem isso parcialmente. Eu compartilho tudo que posso. Qualquer pessoa poderia fazer o mesmo. Mesmo assim obrigado.

  36. Alexander 2 de junho de 2016 at 13:34 - Reply

    Prezado Leandro,

    Antes agradeço o seu trabalho de elevada utilidade e qualidade. E sem dúvida, solidário, pois é feito de forma gratuita. É uma pessoa importante para a sociedade, pois possibilita a melhora na vida de tantas pessoas.

    É assustador o que o Cerbasi fez. Qualquer pessoa, que saiba um mínimo de Matemática Básica e acompanhe de forma superficial a nossa economia, deixaria de assistir o vídeo e ficaria revoltadíssima com ele, principalmente, se leu o seu trabalho anterior.

    Confesso que não fiquei muito surpreso, pois infelizmente, em nosso país, estamos vendo que a qualidade ética das pessoas, não é das melhores… E, para muitas, o que importa, é a sua conveniência e pronto! Mesmo que muitos sofram horrores.

    Peço fortemente, que continue com o seu belo, importante e útil trabalho. Que não abandone os seus princípios, que até aqui, tem norteado o seu trabalho.

    Muito obrigado e Tudo de Bom para ti e sua família.

    Pessoas como o senhor, mantem a minha frágil esperança nesse país. Pelo menos, para mim, viver no Brasil, está sendo terrível, torturante, diante de tantos atentados contra a honestidade, a verdade e a retidão.

    Abraço.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:50 - Reply

      Oi Alexander. Primeiro obrigado por suas palavras de apoio. Não podemos julgar as motivações do Cerbasi, só podemos criticar as ideias de forma respeitosa. Não fique revoltado. São apenas ideias diferentes.

  37. Vanessa Sousa 2 de junho de 2016 at 13:38 - Reply

    Boa tarde,
    Esse final é bem faça o que falo e não faça o que faço,(porque querer o desastre dos outros?)
    Não existe viver nem enriquecer com dinheiro dos outros, ninguém quer esta do lado de alguém que vive pedindo, o dinheiro que foi emprestado muitas vezes é por pena não por caridade.
    E como ficara o momento em que não conseguir mais quitar a divida, vai pedir pra quem?
    Muitas pessoas dizem que se não se endividar não consegue as coisas, o problema delas não é conseguir as coisas e sim o tempo que leva para conseguir.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:52 - Reply

      Oi Vanessa. O problema é justamente o tempo, esforço e energia desperdiçados com pagamento de juros e taxas, muitas vezes para conseguir coisas acima das suas possibilidades, para viver uma vida de ilusões baseada em dívidas. É com educação financeira, poupança, investimento e paciência que podemos conseguir as coisas que precisamos, sendo que a mais valiosa de todas é o nosso tempo, saúde e paz de espírito. Os endividados normalmente não tempo, perdem a saúde e a paz de espírito.

  38. Jánison 2 de junho de 2016 at 13:44 - Reply

    No mínimo uma opinião bem curiosa a do do Sr. Cerbasi!!
    Achei todos os pontos meio estranhos. 🙂

    Que coisa hein!!

  39. Jorge Lopes Santos 2 de junho de 2016 at 13:51 - Reply

    Eu concordo com o vídeo. A dívida se bem administrada traz bons resultados para quem a contrai. O que diferencia é em qual instituição financeira o recurso está sendo contraído. Diferente dos bancos que só quer obter lucro a qualquer custo, em que os bons pagam pelos maus através de uma taxa de juros maior para “bancar” a inadimplência, contrair uma dívida em uma cooperativa de crédito em que a pessoa que a contrai é o “dono” ou associado, os juros são menores e o retorno das sobras (lucro) é rateado proporcionalmente a sua movimentação. Sempre contrai dividas e graças ao meu esforço e a forma de contrair divida, possuo um patrimônio bem superior ao meu endividamento atual. Abraços

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:55 - Reply

      Oi Jorge, obrigado por compartilhar sua experiência com relação ao tema.

  40. Beatriz 2 de junho de 2016 at 13:56 - Reply

    Oi Leandro, concordo totalmente com você. Eu quero dívidas longe de mim. Há um ano realizei um sonho e comprei um imóvel. Estou muito feliz com a aquisição e mais feliz ainda por não ter feito financiamento. Foi o seu livro dos imoveis que me fez ver que financiamento seria muito caro pra mim (no início achava que eu jamais me livraria disso). Tenho uma renda bem modesta e ainda assim consegui meu imóvel à vista (claro que morar com meus pais foi fundamental nesse processo), pois procurei algo dentro do valor que eu sabia que tinha. Aprendi a pagar tudo a vista com meus pais… eles sempre me educaram a, de preferência, não parcelar, pois eles mesmos dificilmente fazem isso também. Grande abraço!

  41. Jorge Guerino 2 de junho de 2016 at 13:56 - Reply

    Oi Leandro,

    Esta questão de não ter dívidas, me levou a te fazer o seguinte questionamento: muitas lojas, físicas ou virtuais, sites de cias aéreas, por exemplo, parcelam o valor da compra em 6, 10, 12 meses no cartão “sem juros”. O fato é que não existe diferença entre o preço parcelado ou à vista!

    Sei que isto não chega a ser uma dívida de longo prazo, como financiamento de automóvel, mas eu te pergunto: por quê estas empresas não oferecem um valor para compra à vista? Afinal, ninguém é bobo, não existe pagamento em 10 vezes sem juros.

    Abraço

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 15:58 - Reply

      Oi Jorge. Na verdade, nesse caso os juros estão embutidos no preço do produto ou do serviço. Muitas vezes as empresas virtuais oferecem a opção de pagar através de boleto bancário com desconto.

    • Beatriz 5 de junho de 2016 at 7:36 - Reply

      Pois é, acho uma sacanagem isso. Eu que compro sempre a vista de sinto em desvantagem. Tem loja fisica que não dá o desconto e não quer nem saber. Loja virtual pior pq não tem como negociar, a não ser quando dão o desconto no boleto como o Leandro falou.

  42. Pedro 2 de junho de 2016 at 13:57 - Reply

    Leandro, não tem cabimento um vídeo dessa natureza ser publicado por um “educador financeiro” hoje em dia. Usar cheque especial para não comprometer a faculdade e o intercâmbio? Essa é uma das maiores asneiras que já escutei. Que o filho estude e passe numa universidade pública ou trabalhe e pague seus estudos, como muita gente faz. Eu mesmo não quis dar essa despesa para os meus pais e me graduei em engenharia em uma conceituada universidade pública em Minas Gerais. Como você mesmo disse, existe toda uma equipe por trás dele, que identifica com certa precisão seu público alvo. Ele fala o que essas pessoas gostariam de escutar. Só isso. Aqui, no clube dos poupadores, é diferente: a realidade é debatida nua e crua, doa a quem doer. É por isso que filtro os sites sobre finanças e economia para seguir. Sigo poucos, mas todos de excelente qualidade. Forte abraço.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 16:02 - Reply

      Oi Pedro. Se você investe na educação dos seus filhos o ideal seria que eles fossem capazes de passar em uma universidade pública. Na verdade de pública não tem nada, você paga caro todos os meses (através dos seus impostos diretos e indiretos) para que os serviços públicos funcionem.

      • Júlio César 2 de junho de 2016 at 16:56 - Reply

        Leandro, se considerarmos a precariedade da educação brasileira, inclusive nas particulares, você poderia emitir uma opinião através de artigo sobre a viabilidade de graduação, mestrado e doutorado no exterior. Soube que mesmo cobrando em Euro, fazer uma graduação em Portugal pode sair mais barato que no Brasil, inclusive aceitam o Enem como critério de seleção. Fica a sugestão e parabéns por contribuir tanto com a educação financeira.

        • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 18:51 - Reply

          Oi Júlio, cursos no exterior, especialmente os de pós-graduação, são bem vistos pelo mercado de trabalho brasileiro. Valoriza o profissional ter esse tipo de experiência no exterior. Não saberia indicar nada sobre o tema. Se você tem condições de fazer este tipo de investimento certamente será uma experiência muito rica.

  43. Guilherme 2 de junho de 2016 at 14:06 - Reply

    Excelente, Leandro.
    Vemos que formadores de opinião devem ter cuidados redobrados ao emiti-las.
    Continue seu caminho. Já li e visitei quase uma dezena de sites sobre educação financeira; o seu é o melhor deles!

  44. César Romero 2 de junho de 2016 at 14:19 - Reply

    Leandro,

    Boa tarde! Prefiro ser louco do que viver num mundo cheio de pessoas “normais”. Concordo plenamente com seu pensamento, e discordo do discurso do Cerbasi, pois dívidas não são boas em nenhum momento. Não quero julgar, mas esse discurso que o Cerbasi trata em seus livros, passa a impressão que ele está sendo muito bem pago por grandes bancos para proferir um discurso assim, pois é incoerente com um educador financeiro dizer que dívidas são “dádivas”. Parabéns pelo seu trabalho!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 16:08 - Reply

      Oi César, não podemos julgar as motivações, mas podemos criticar o conteúdo do vídeo.

  45. Joanatan 2 de junho de 2016 at 14:20 - Reply

    Esse Cerbasi perdeu todo o prestígio que tinha comigo professor. Tá na cara que ele está do lado dos bancos,que visam escravizar a desinformada população.

    Mudando um pouco de assunto.
    O que o senhor sugere,a respeito do fgts que rende míseros 3% ao ano?

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 16:12 - Reply

      Oi Jonatan. FGTS é uma forma criativa que o Estado encontrou para controlar uma boa parte da renda de milhões de trabalhadores para fazer uso político do dinheiro. Os bancos usam como fonte de dinheiro barato e remuneram as pessoas com 3% ao ano + TR. E ainda chamam isso de direito trabalhista.

  46. Ricardo 2 de junho de 2016 at 14:24 - Reply

    Nunca li Gustavo Cerbasi e não pretendo lê-lo. Jamais! Por que alguém dar esse tipo de conselho, não entende nada de economia. Se tinha alguma credibilidade, depois de falar tanta bobagem em tão pouco tempo, merece não ser levado a sério por ninguém.

  47. Maurício 2 de junho de 2016 at 14:29 - Reply

    Puxa, realmente é difícil compreender algumas posições do grande educador Gustavo Cerbase. Esses conselhos não combinam com a lucidez deste educador.

  48. Mauricio 2 de junho de 2016 at 14:34 - Reply

    Com todo o respeito, nunca confiei muito nas ideias do Gustavo Cerbasi. Como está bem escrito no artigo, essa é uma oportunidade de treinar o simples debate de ideias sem partir para os ataques pessoais. A parte mais profunda e primitiva da minha mente pensa em socar o Gustavo no nariz, mas felizmente tenho também o lado civilizado. Parabéns Leandro por sua lucidez. Concordo com todos os seus argumentos.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:15 - Reply

      Oi Mauricio. Não é correto. Tem muita gente que não concorda com minhas ideias e não gostaria de ser socado por isso. Realmente existem autores que defendem o endividamento, até li um livro recentemente de um economista que defendia que as pessoas devem se endividar quando são jovens (o máximo possível) para antecipar um estilo de vida que poderá ser pago no decorrer de algumas décadas. Ele considera como certeza a ideia de que sua renda aumentará com o passar do tempo, que a economia será estável no futuro e o seu emprego será garantido por todo tempo. O livro desse economista foi escrito antes da crise, justamente quando as pessoas deveriam ter aproveitado o crescimento para poupar, ele recomendava o endividamento como se o Brasil tivesse se transformado em um país de primeiro mundo. Não concordei com as ideias do autor e foi bom ler ideias diferentes.

      • Mauricio 3 de junho de 2016 at 8:36 - Reply

        Oi Leandro. Longe de mim partir para a violência. Fiz apenas uma brincadeira e que talvez possa ser mal compreendida. Desculpe por isso.

        • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 10:59 - Reply

          Oi Mauricio, com essas coisas não se brinca. Imagina se você encontra alguém, que você não conhece, dizendo de brincadeira que seus instintos pedem para quebrar o seu nariz. Não seria nada agradável. Sempre devemos pensar no outro. Nada impede que o Cerbasi visite esse site e acabe lendo o comentário. Quando você se imagina no lugar dele, percebe que não seria nada agradável. Ele apenas disse o que pensa e nos cabe apenas concordar ou discordar dentro do mundo das ideias. Eu mesmo me imagino entrando no site dele e encontrando alguém brincando sobre quebrar o meu nariz e percebo que não seria nada bom.

  49. Lucas Dominguez 2 de junho de 2016 at 14:37 - Reply

    Rapaz, o Cerbasi causou AVC naqueles que estão começando a se educar financeiramente agora. Eu mesmo quase sai parcelando minha fatura do cartão só pra ter essa dádiva! Brincadeiras à parte, achei irresponsável os comentários dele, tendo o status que tem, etc…

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:17 - Reply

      Oi Lucas, se você observar no Facebook dele, o público gostou do vídeo. Provavelmente as pessoas gostaram de saber que são normais.

  50. Cosme 2 de junho de 2016 at 14:43 - Reply

    Lamentável hein Leandro!? O Cerbasi não faz o q ele está aconselhando neste vídeo. Definitivamente não. Vender as coisas de casa pra abater/quitar dívidas? Quem faz isso é o brasileiro médio.
    Infelizmente ele está fazendo um desserviço social, reforçando a escravidão às dívidas q muitos estão aprisionados. Isso é induzir o cidadão ao erro. Agir de má fé. Imoral. Uma tremenda falácia, q infelizmente muitos querem/gostam de ouvir para continuarem na ilusão de q dívidas são um mal necessário e q são dádivas. Como seria trocar rapidamente uma dívida por algo melhor? Tentei imaginar essa opção, mas não consegui visualizar. Assim como não há almoço grátis, não há dívida impagável. Alguém sempre vai pagar.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:23 - Reply

      Oi Cosme. No link que coloquei no final do artigo, na parte de “Nota Final” você poderá ver uma entrevista do Cerbasi contando um pouco da vida dele. Ele não vendeu suas coisas usadas como reserva de emergência e não fez dívidas no cheque especial para estudar, empreender e conquistar a própria independência financeira. Ele fala em sacrifícios, renda fixa e fuga das dívidas. No Brasil não existe dívida melhor. Todas possuem juros absurdamente elevados. Somente dívidas que possuem garantia como é o caso do crédito consignado (que tira dinheiro da sua conta automaticamente) e os financiamentos de imóveis e de carros (onde o banco toma e leiloa seus bens a força) é que os juros são um pouco menores, mas mesmo assim são juros muito elevados. Mostrei neste artigo que tem muito funcionário público que faz consignados, passando necessidade.

      • Cosme 2 de junho de 2016 at 17:41 - Reply

        Obrigado Leandro! Com certeza! A dádiva fica para quem empresta. Para quem fica devendo, com essas taxas de juros imorais de empréstimo, tá mais pra maldição do q dádiva. Em termos de dívidas, com muito bom senso o q pode ser dito é q há as dívidas menos piores. Se tiver de contrair dívidas, escolha a opção menos cara, que cobre menos juros.
        Mas se o cidadão não tiver um mínimo de educação financeira, vira escravo das dívidas e passa a vida saindo de um empréstimo para outro, renegociando dívidas, pq as contas nunca param de chegar. Mto triste isso. Obrigado! Abs!

  51. Bernardo Abreu 2 de junho de 2016 at 14:45 - Reply

    É, de fato também nao concordo em contrair dívidas. tenho pavor e nunca as contraí. Lembro no meio da década passada, conversando com um colega da empresa e ele falava, de maneira muito convicta que tinha comprado um apartamento através de um financiamento, porque segundo ele compensava, e que depois ele ia vender e comprar outro financiado. Lembro que o que ficou na minha mente foi “Rapaz, o cara tá doido, dívida em cima de dívida, mas vou falar o que né”.
    Na sexta estive conversando com uma tia querida, que é economista, e ela me disse que passou vinte anos com o marido morando de aluguel (trabalhamos em empresa que fornece a condiçao de moradia), e só depois desses 20 anos, quando surgiu uma oportunidade muito boa comprou um apt na cidade natal. Eu penso igual. quero comprar um ap, mas nao quero me endividar e também nao quero me apressar.
    Por último, ao resgatar o vídeo do Cerbasi e confrontar com o que ele fala agora o deixa em uma posiçao muito frágil.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:27 - Reply

      Oi Bernardo. Se as pessoas compreenderem que o melhor é comprar o imóvel e o veículo que a renda delas pode pagar, elas vão poupar, investir e comprar sem depender de financiamentos ou sem depender muito do financiamento. Se você tem 80% do valor do imóvel, 70% do valor do imóvel e precisa de um financiamento pequeno, não existe tanto problema em financiar para não perder a oportunidade, depois você vai lá e quita o financiamento antes do prazo. O maior problema mesmo é quando você aproveita o financiamento para comprar imóveis incompatíveis com sua realidade, vivendo um estilo de vida que você não poderia pagar se não fosse com o dinheiro dos outros. Isso é um problema sério.

  52. Marcelino 2 de junho de 2016 at 14:49 - Reply

    Bom, Leandro creio que o Cerbasi talvez para quem não entende os conceitos de alavancagem, realmente torna-se difícil de entender suas colocações, quando fala de endividar é uma dádiva. Acredito que ele precisa ser mais claro e aprofundar a explicação sob ótica de alavancagem, técnica financeira a qual acho mais adequada para empresas e não pessoas físicas. As perspectivas de alavancagem financeira consiste em utilização de recursos, essencialmente de terceiros para maximizar a rentabilidade ou riqueza dos acionistas. Ai sim, pelo benefício fiscal obtida pela empresa, pelo fato de deduzir os custos financeiros antes de imposto de renda, isto é, se realmente conseguir gerar LAJIR elevado, pode-se considerar uma dádiva contar com dinheiro dos outros.
    Mas quando trazido este conceito ou estratégia financeira sob perspectiva de finanças pessoais, não tem menor sentido, pelas seguintes razões: os brasileiros não têm hábito de adequar seu orçamento com a renda; usa muito moedas escriturais (cheques, cartão de crédito, etc) e sabemos que o uso desenfreado desses tipos de moedas eleva significativamente a probabilidade de inadimplência; além de que para pessoa física não há benefício fiscal quando usar recursos de terceiros, não há dedução de amortização desses custos financeiros no imposto de renda, o que torna esse ideia sem chão; etc. se formos pontuar aqui.
    Então, sem desmerecimento do nosso grande amigo e um dos grandes propulsores da ideia de educação financeira pessoal no país. Acho que ele precisa afinar melhor esse novo discurso, e ainda, quando se trata de um país onde a educação financeira é quase inexistente, a sociedade acho que conhecimento da literacia financeira é dádiva dos financistas, torna as coisas mais difíceis com essa declaração.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:32 - Reply

      Oi Marcelino. Concordo com tudo que você falou. Obrigado pelo comentário.

  53. Daniel 2 de junho de 2016 at 15:09 - Reply

    Olá Leandro,

    Já li alguns livros do Cerbasi, entrevistas e também artigos. Na minha opinião em alguns momentos ele entra em contradição, como exemplo, recorrer ao cheque especial como forma de punição ao gasto excessivo, ao invés de utilizar a reserva de emergência. Acredito que quem usa esse recurso não tem informações básicas de planejamento financeiro e comete uma verdadeira loucura.
    Parabéns pelos comentários.

  54. Catarina 2 de junho de 2016 at 15:17 - Reply

    Compartilho da opinião da maioria, me parece que o Cerbasi virou a casaca quando percebeu que ganharia mais dinheiro ao deseducar mais ainda uma população que já vive endividada. O que me intriga é como alguém que se “vende” dessa forma para grandes instituições financeiras deita a cabeça no travesseiro e dorme sabendo que está levando famílias inteiras para o buraco? O caos vivido por nossa nação é fruto de pequenos atos de egoísmo como este. Na minha humilde opinião, dinheiro nenhum paga integridade nem compra uma consciência tranquila.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:39 - Reply

      Oi Catarina, não temos como afirmar que o vídeo é um comercial, não aparece patrocinadores nos vídeos, é chato ficar julgando as pessoas. O ideal seria apenas discutir suas ideias. Pode ser que ele esteja se tornando mais flexível quando o assunto são as dívidas das pessoas físicas.

  55. Fernando Alves 2 de junho de 2016 at 15:27 - Reply

    Olá, Leandro! Acompanho o trabalho do Gustavo Cerbasi há um bom tempo, sempre gostei muito, mas também não concordei com esse ponto de vista. Isso porque o meu objetivo final é ficar rico: poupar e investir agora para acumular patrimônio no futuro. Mas vejo muita gente que não pensa assim, ou não quer passar por esse processo que exige esforço, determinação e disciplina. Penso que ele deseja atingir a esse público, como por exemplo meus amigos, que trocam de carro todos os anos.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:43 - Reply

      Oi Fernando. Provavelmente o foco foi um público diferente do meu. Eu não pertenço a esse público e provavelmente a maioria dos meus leitores não pertence. Na verdade o meu trabalho aqui é de converter essas pessoas devedores e deficitárias em pessoas poupadores, investidoras e superavitárias. É fazer a pessoa mudar de posição nas regras do jogo. Sempre teremos deficitários (precisando de dinheiro e aceitando pagar juros) e de superavitários (que poupou dinheiro e aceita emprestar recebendo juros). No meio dos dois fica o sistema financeiro. Acho que o ideal seria o Brasil ter mais gente do lado superavitário. Quem sabe um dia o Brasil se torne um país exportador de poupança, investimentos e riqueza, como muitos países desenvolvidos são.

  56. Uilson Dile 2 de junho de 2016 at 15:30 - Reply

    Eu ia falar do BNDES eu queria uma divida com juros de 2,5% a.a seria uma dádiva, mas você já falou no artigo.
    Sou totalmente contra fazer dívidas ao invés de poupar pra depois consumir, ainda mais com esse enorme expred bancário no Brasil.
    Então se endividar no Brasil só se for uma DÁDIVA FATAL rsrsrs.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:46 - Reply

      Oi Uilson. Pois é, se os juros oferecidos fossem de 2,5% ao ano (como ocorre em países de primeiro mundo) seria uma dádiva ter esse tipo de crédito para investir. Não precisa ser uma pessoa genial ou um empreendedor cima da média para conseguir fazer o dinheiro render mais de 2,5% ao ano para compensar o empréstimo.

  57. Ana Faria 2 de junho de 2016 at 15:33 - Reply

    Olá, Leandro,

    Ótima crítica! Já li vários artigos/livros e assisti palestra presencial do Cerbasi. Um dos aspectos que mais me chamou a atenção no seu modelo financeiro foi a poupança extrema que fez na juventude para ter o casamento dos sonhos e posteriormente ter renda passiva!

    Esse discurso da “dívida ser uma dádiva” entra em total contradição com a sua história de vida. Não me atraio ou sinto afinidade com nada do que foi dito por ele no vídeo. Concordo totalmente com a sua linha de raciocínio, fazer dívidas para ter o prazer imediato é uma loucura, a população brasileira deve ser incentivada a poupar para emergência financeira, investimentos e até o empreendedorismo. Se você não tem disciplina para realizar essas atividades, dificilmente terá exito nas finanças.

    Respeito o trabalho do Cerbasi, mas sei que ele já fez ou faz publicidade para o banco Itaú, e isso pode ser um dos motivos pelo qual ele externou essas ideias, que na minha opinião “deseduca” as pessoas.

    Abraços!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:51 - Reply

      Oi Ana Faria. Ele já fez publicidade no Itaú. Basta procurar no Youtube pelo nome dele junto com o nome do Itaú para encontrar os vídeos. Só que naquele caso ficava muito claro que era comercial do Itaú, já que o logotipo da empresa aparecia no início do vídeo.

  58. Luiz Paulo Guimaraes 2 de junho de 2016 at 15:46 - Reply

    A pergunta colocada de uma forma solta dá margem a uma resposta tipo: “Considerando que praticamos os mais altos juros reais do mundo, a dívida, em princípio, é uma dádiva para o banqueiro, não para o tomador de crédito”. Obviamente não foi esse o propósito do Gustavo Cerbasi.
    De qualquer forma, o assunto é palpitante e a verdade vai variar conforme a posição em que você se encontra.
    Em maio , por ocasião da Semana Nacional de Educação Financeira, um dos painéis foi apresentado pela ANBIMA. Um dos palestrantes, cujo nome não recordo, foi brilhante ao mostrar as formas como um consultor financeiro deve abordar, ganhar a confiança, prestar um bom serviço a um potencial investidor. Perguntei a mim mesmo: Qual é o foco do assunto, o “negócio” ou o “cliente”?
    Vamos analisar duas situações:
    a) O Gerente de seu banco vai tentar lhe convencer que a utilização da linha de crédito, oferecida a você por ser um cliente preferencial, é fundamental para que você realize o seu sonho, seja esses sonho a compra de sua casa própria, seja a realização de uma almejada viagem para o exterior que você não está conseguindo fazer com aquilo que economiza.
    b) Da mesma forma vai lhe ser mostrado que a dívida contraída para a montagem de um negócio é uma “dívida nobre”, “uma dádiva”, pois você estará investindo no desenvolvimento do País, gerando emprego, contribuindo para o crescimento do PIB.
    Situação a) – a reação normal é comentarmos:”há dívidas” e “DÍVIDAS”, os propósitos da utilização do dinheiro são bem distintos. E se eu colocar que a viagem é um sonho a ser realizado por um casal na minha faixa de idade (70 anos) que não conseguirá fazê-la só com as economias mensais, mas que pode arcar com as prestações de um financiamento? A dívida virou uma dádiva?
    Situação b) – há mentira na nobreza do propósito da dívida? Em princípio, não, DESDE QUE… o tomador, antes de contrair a dívida, tenha realizado um estudo detalhado da viabilidade econômica do seu negócio, do projeto no qual vai investir. Infelizmente, isso nem sempre ocorre, e a dívida então vira um pesadelo.
    Permitam-me falar um pouquinho sobre educação financeira. Conheci a educação financeira nos EUA, na década de 1990, quando o assunto já era integrado à grade curricular do ensino médio americano. No Brasil, com uma inflação de mais de 1.000% aa , não podíamos pensar em planejamento financeiro. Acordamos tarde para esse assunto e somente em 2010 o Governo criou a ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira). Com todo o esforço de órgãos governamentais e privados que se engajam na disseminação de conceitos de educação financeira, o assunto, no meu entender, ainda é pouco debatido, principalmente nas famílias e nas escolas. Não é por acaso que quando se incentivou a expansão do consumo interno, quando cresceu a oferta de instrumentos de crédito, os índices de endividamento e inadimplência cresceram exponencialmente.
    Afora isso (cada um faz o que julga certo), conheço muitos educadores financeiros, tecnicamente competentes, que não tratam o assunto de forma puramente educacional (como eu julgo seja o correto). Preocupam-se em ensinar a investir antes de ensinar a poupar.
    Por esse motivo, elaborei em 2010 um Projeto de Educação Financeira com foco puramente educacional e, desde 2012, realizo cursos e workshops (muitos gratuitos) para a Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, algumas empresas e diversas instituições de ensino (exemplos: IBMEC, FAETEC, Escola Naval, Colégio Naval, Salesianos). Minhas palestras são preventivas, contra o endividamento, e, no lado oposto da ANBIMA eu busco capacitar os poupadores, futuros investidores, a dialogar com os consultores e vendedores de investimento. Agradeço aos que tiveram a paciência de ler.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 17:58 - Reply

      Oi Luiz. Obrigado pelo seu longo comentário e parabéns pelo trabalho que desenvolve.

  59. Karla 2 de junho de 2016 at 16:07 - Reply

    Leandro, quais livros deste autor você recomenda? Vou ler alguns para “tentar tirar essa má visão que ele passou neste vídeo”, tendo como base tudo que aprendi com seus artigos.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 18:03 - Reply

      O primeiro seria um bom começo para os jovens. Casais inteligentes enriquecem juntos. É um bom livro e por isso é muito vendido até os dias de hoje. Só que no livro você terá contato com o Cerbasi de 2004, quando o livro foi escrito. Com o tempo é natural que as pessoas mudem a maneira de pensar sobre determinados pontos.

  60. Isaque Santos 2 de junho de 2016 at 16:19 - Reply

    Mais um excelente artigo!

    Obrigado por mais essa contribuição, já vi muitas coisas do Cerbasi, embora admire tenho também muitas opiniões contraria.

  61. Vanessa 2 de junho de 2016 at 16:22 - Reply

    Assisti ao vídeo dele logo que foi lançado pois sigo a pagina, li alguns livros e hoje economizei um montante de pms, estou me preparando para um investimento melhor tudo em menos de 8meses e certamente ele é minha figura de exemplo como vc mesmo aponta no ultimo link de como ele se superou. Deixo meus momentos de criticidade para o clube dos poupadores e me sinto muito satisfeita com tudo que tenho lido e agradeço sua clareza de fala.

    Mas vamos pensar que muito poucos conseguem compreender verdadeiramente, e ate mesmo resistir, eu leio estudo e acompanho mas quero me dar ao luxo de un objeto caro pra mim neste momento, então pretendo sim colocar em parcelas, afinal construí uma segurança que vai arcar ate mesmo com essas parcelas, mas aí eu entendo exatamente o q ele quer com o vídeo ao meu ver algo como “se de esse direito, você não esta pecando se estiver preparada para arcar com isso, embora perca descontos vc não vai arrombar sua segurando toda vez que tiver um desejo”
    Não se prenda a rigidez, compreende?

    São pequeninos prazeres que nos mantem nas metas de medio e longo prazo (ele mesmo diz isso nos livros).

    Ele é meu exemplo inicial, voce e alguns outros blogueiros me mostram a continuidade do proximo passo!
    Se complementam (adoraria ver um debate ou ensinamentos entre voces dois tal qual como o q ele ja fez com o Seiti Arata Academy)

    Vi que tem respeito pelo trabalho dele, mas digo que em alguns momentos vc deixou sim de ter uma critica construtiva quando lança mão do exemplo de vida dele “duvido que ele nao tenha uma reserva” seria melhor repensar isso, certamente ele tem, mas aí você se perde e pode trazer sim “como alguem que enriqueceu atraves de investimentos e hoje conta com outras rendas paralelas que geram um patrimonio x pode dizer que vai ser q cadeira da vovo que trará aquela graninha que estava faltando”

    Gosto da sua criticidade e me faz ver o video com mais realidade e menos ilusão que as vezes a nossa admiração pela pessoa trás.

    Continue exercitando sua crítica construtiva ela ainda pode melhorar e mostrar muito mais pra mim e para os outros colegas aqui

    Grande abraço

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 18:37 - Reply

      Oi Vanessa. Acho que ninguém é contra os prazeres da vida e isso não está sendo discutido. Todos poupam e investem dinheiro para atingirem algum objetivo, para a realização de algum sonho. Existe um universo infinito de objetivos financeiros e cada pessoa tem os seus. A questão é buscar a educação financeira para que você possa aproveitar todos os prazeres da vida (e não só os pequeninos prazeres) sem ficar pagando juros, quando você poderia estar recebendo juros e multiplicando suas possibilidades de aproveitar ainda mais prazeres da vida. Nada impede de você planejar a compra de um objeto qualquer no curto prazo, sem precisar pagar juros e taxas para ninguém. Também nada impede que você se prive desse objeto se você tiver um sonho muito maior que exija algum tipo de sacrifício temporário. Justamente por conhecer o trabalho do Cerbasi eu não tenho nenhum dúvida que ele possui uma boa reserva de emergência, muito bem estruturada para nunca depender de cheque especial ou venda dos objetos da casa dele em caso de emergência.

  62. Rodrigo Magalhães 2 de junho de 2016 at 16:34 - Reply

    Leandro, parabéns pela postura de realizar uma critica sem desrespeitar a pessoa criticada, mostrando apenas seu posto de vista bem embasado, precisamos de mais pessoas assim na internet.

    Att,

    Rodrigo Magalhães

  63. Júlio César 2 de junho de 2016 at 16:49 - Reply

    Os juros pagos em empréstimos são extremamente elevados e são evidenciados quando informados os saldos iniciais, parcelas pagas e o saldo devedor de dívidas na declaração de imposto de renda, as amortizações são ínfimas.

  64. Leandro 2 de junho de 2016 at 16:52 - Reply

    Quanto absurdos ditos num só vídeo de pouco mais de 3 minutos, a questão de querer agradar o publico dele não justifica uma deseducação financeira deste tipo, é lamentável, estava até pensando em comprar um livro dele, mas com certeza não vou depois disto, o cara tá vendido.
    Espero ansioso por um livro teu Leandro, livro real de papel, pois não consigo me prender a um e-book.
    Att.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 18:48 - Reply

      Oi Leandro. É difícil alguma editora se interessar. Por isso meu trabalho é independente. As editoras querem autores com portas abertas nos canais de televisão, jornais, revistas e programas de entrevista. Esses meios de comunicação possuem patrocinadores (bancos, financeiras, construtoras, imobiliárias, governo, etc) e buscam pessoas que falam coisas agradáveis para os ouvidos da audiência e dos seus patrocinadores. Se falar coisas agradáveis, no lugar de falar as coisas certas, é uma condição, melhor continuar publicando meus ebooks. 🙂

  65. Flavio 2 de junho de 2016 at 16:57 - Reply

    Olá Leandro, como sempre, parabéns pelo excelente artigo. Acho que o Gustavo no passado deu uma contribuição enorme para difundir a importância do planejamento financeiro. Isso quando poucos falavam sobre o tema. Mas não é de hj que discordo com algumas coisas que ele defende. Talvez a opinião dele sobre o assunto dívida funcione em economias muito estáveis e com taxas de juros bem decentes. Ou seja, no nosso Brasil nem pensar em contrair dívidas. Por outro lado, me fez refletir sobre um episódio, não faz muito tempo, em que você se recusou a fazer uma parceria com um banco de varejo. Pois é, veja que as opiniões dele estão bem alinhadas com aquilo que os bancos defendem e que você se recusou a fazer. Um forte abraço!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 18:53 - Reply

      Oi Flávio. Foi uma agência de publicidade que em nome de um grande banco buscava apoio de um educador financeiro para criar um programa de educação financeira para pessoas humildes. Relatei neste artigo aqui.

  66. Gerson 2 de junho de 2016 at 16:58 - Reply

    Parabéns Leandro, nem vou perder meu tempo vendo o vídeo. O Guga “fritou”. Brincadeirinha….Respeito o ponto de vista e vivo minha vida com o sentimento contrário, a exemplo de como vc Leandro percebe a situação.
    Muito reflexivo e instigante esse artigo. TOP !
    Grande abraço Leandro !

  67. Dennys 2 de junho de 2016 at 16:59 - Reply

    Na minha opinião nem toda dívida é algo ruim, desde que você consiga captar recursos a uma taxa menor que empresta torna-se uma ótima opção, por exemplo, o financiamento da casa própria o juro é de aprox. 7% a 9% e é possível aplicar a taxas maiores que isso no tesouro direto, assim, sendo vantajoso manter a dívida.
    Parabéns pelo trabalho, sou seu fã.
    Abraços

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 18:57 - Reply

      Oi Dennys. No artigo eu mostrei que existem casos especiais, de crédito subsidiado pelo governo, como programas do BNDES e programas habitacionais, onde a realidade é diferente. Em países onde as taxas de juros são menores a realidade também é diferente. O problema é que neste caso específico as fontes citadas eram com taxas no nível de cheque especial que beira 12% ao mês (e não ao ano).

  68. Joel 2 de junho de 2016 at 17:07 - Reply

    Olá Leandro boa tardeprei no cartão com antecência, que da mesma maneira que as passagens eram mais baratas caso fossem compradas no balcão e ainda podiam ser parceladas sem acréscimo, nas três compras que fiz saiu mais barato comprar pelos meios eletrônicos do que presencialmente pagando em dinheiro, principalmente as passagens aéreas. Os meios eletrônicos além de ser mais prático ainda permite parcelar sem acréscimo, a dúvida é: será que para ser educado financeiramente temos que utilizar somente dinheiro e não parcelar mesmo que não haja acréscimo algum? Porque fazer uma retirada em dinheiro a vista quando a situação permite parcelar sem acréscimo? Os outros meios de pagamento que permitem parcelamento sem acréscimo como boleto e cheques pré datados não podem ser utilizadas por pessoas educadas financeiramente? Obrigado., realmente é curioso ver dois educadores financeiros com pontos de vista diferente, mais curisoso ainda é ver um complementando ou contradizendo o outro. A princípio acho válido as duas terorias, elas servem para determinados perfis e situações. O Americano milionário e influente Robert Kyosaki é um bom exemplo de educador financeiro que classifica dívidas boas e ruins, ele assim como o Cerbasi defende a idéia de que as dívidas boas são alavancas para potencializar os números, ganhar tempo, diminuir esforços e chegar na tão sonhada independênca financeira, ele mesmo diz ter várias fontes de renda passiva e ainda assim ter muitas dívidas. Recentemente eu fiz uma viagem para a Serra Gaúcha, comprei a passagem aérea pela internet com dois meses de antecedência de São Paulo à Porto Alegre que me custou 180 reais ida e volta, no momento da compra a companhia me permitia parcelar em ate 5 vezes no cartão sem acréscimo, a hospedagem em Hotel e os ingressos das atrações turísticas também reservei e com

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 19:06 - Reply

      Oi Joel. Estamos falando de pedir dinheiro emprestado e pagar juros por isso. A questão dos meios de pagamento é diferente. Se você compra no cartão de crédito e paga toda sua fatura no vencimento, é diferente de você pagar somente o valor mínimo e ficar adiando o pagamento total da fatura. Se a empresa não oferece desconto entre o pagamento à vista e o pagamento parcelado, não faz sentido pagar à vista, pois o fato é que os juros estão embutidos no preço e a empresa se recusa a retirar. O Robert Kiosaki vive em um país com a taxa básica de juros de 0,5% onde você empréstimos com taxas muito baixas. Brasil e EUA são ambientes de investimento e empreendedorismo totalmente diferentes e ao ler os autores você deve considerar a realidade onde eles vivem.

      • Joel 3 de junho de 2016 at 1:15 - Reply

        Olá Leandro bom dia, então dívidas e parcelamento sem juros não seriam a mesma coisa? quando eu opto por parcelar algo que me custaria o mesmo que a vista, automaticamente não estaria contraindo uma dívida? eu acho que o parcelamento sem acréscimo torna se nocivo quando adquiro algo que não preciso, quando há similiares mais em conta ou quando as parcelas compromente o orçamento, mas me corrija se eu estiver errado. Eu acho válido alguns conceitos do Robert Kyosaki por que ele aponta diversos problemas nos EUA relativos a política, economia, bancos, previdência e a sociedade, que se parecem muitos com a realidade brasileira.

        • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 10:40 - Reply

          Oi Joel. Parcelamento sem juros é uma dívida, só que os juros certamente estão embutidos no preço. Se você atrasar o pagamento, mais juros serão acrescidos e mais taxas. É claro que existem empresas que não permitem que você compre à vista com algum desconto, ou seja, elas obrigam você a pagar os juros embutidos.

  69. JEAN 2 de junho de 2016 at 17:32 - Reply

    Acredito qeu tem um meio termo, em relação ao que Cerbasi fala, existem dois tipos os deficitários e os superavitarios um nao existiria sem o outro.

  70. Aline 2 de junho de 2016 at 17:53 - Reply

    Ótimos apontamentos Leandro, loucura é o despreparo e a falta de educação financeira. Com todo respeito, embora a linha do pensamento do autor do vídeo seja de acordo com o que a maioria da população pensa, não consigo acreditar que dívidas são dádivas, o ideal é que todos soubessem aproveitar do dinheiro para viver bem. O grande problema está na falta de informação, que deveria começar desde cedo e como muito bem relatou o exemplo deveria vir de cima. Por isso acho seus artigos de grande valia, contribui muito para nos tirar do analfabetismo financeiro. Obrigada e parabens!!!!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 19:11 - Reply

      Oi Aline, penso como você. O ideal é que as pessoas aprendam a utilizar o próprio dinheiro para que possam viver uma vida boa e tranquila, com custo compatível com a sua renda. Se o estilo de vida compatível com sua renda deixa a desejar a solução não é gastar o dinheiro dos outros é pagar juros. A solução é investir em você mesma para aumentar sua renda (valorizando seu trabalho ou realizando alguma atividade empreendedora).

  71. Leonardo Martins Fernandes 2 de junho de 2016 at 18:04 - Reply

    Acredito que o Cerbasi, justamente por se tornar um ícone muito conhecido em matéria de educação financeira tem chamado a atenção das instituições financeiras. Aliado a isso, percebo que graças ao trabalho de gente como Cerbasi e como o Leandro Ávila, aos poucos, muitos brasileiros estão se conscientizando e começando a investir o seu dinheiro, a contrair cada vez menos dívidas, a se planejar para aposentadoria etc.. Isso certamente incomoda a instituições financeira de uma maneira geral, justamente porque lucram com a dívida das pessoas. Achei o vídeo muito estranho, inclusive por já ter lido os livros do Cerbasi, que dão dicas totalmente opostas ao que foi dito no vídeo. De alguma maneira (sutil maneira) o Cerbasi sucumbiu à proposta dos bancos, e para não se contradizer e não manchar aquilo que ele mesmo ensinava, encontrou uma maneira sutil de encorajar seus seguidores a contrair empréstimos. Felizmente esse blog não possui ligações com bancos e age de maneira totalmente independente, por isso me identifico muito com o Leandro, e vendo alguns depoimentos do irmão dele, que tem um blog voltado ao marketing digital, já pude saber que em algumas ocasiões ele deu respostas duríssimas a alguns bancos que tentaram anunciar com ele, em troca de “gentilezas”.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 19:23 - Reply

      Oi Leonardo. Quem conhece o trabalho passado do Cerbasi realmente acha o vídeo estranho.

  72. George Douglas 2 de junho de 2016 at 18:14 - Reply

    Olá Leandro Ávila,parabéns pelo excelente trabalho.Um ponto intrigante:É feito um empréstimo,esse dinheiro é investido em terrenos,construções de imóveis e casas de festas para gerar renda.Qual é a deficiência e requisitos deste tipo de operação?

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 19:37 - Reply

      Oi George, se você é um investidor do mercado imobiliário, ou seja, está preparado e sabe o que está fazendo não existem nenhum problema.

  73. Hugo 2 de junho de 2016 at 18:19 - Reply

    https://www.youtube.com/watch?v=vYcUBYu_fHY

    Neste video mostrando o gerente aumentando o limite do cheque especial e o consumidor se endividando mais e mais. Pior é a esposa do homem dizendo que a gerente tem sido amiga dele.

  74. marcos 2 de junho de 2016 at 18:35 - Reply

    Ótimo artigo! O Cerbasi deve tá pretendendo abrir um banco rs. Por falar nisso Leandro, para se abrir um banco é preciso depositar trinta milhões no banco central?

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 19:38 - Reply

      Oi Marcos. Não conheço os procedimentos para a abertura de um banco, mas certamente não é para qualquer um.

  75. Tássia Vanessa 2 de junho de 2016 at 18:37 - Reply

    Artigo interessante traz um ponto de vista que a meu ver demonstra cautela e responsabilidade, tenho esse pensamento em relação a minhas finanças e um pouco de loucura não faz mal a ninguém.

  76. Felipe Sommer 2 de junho de 2016 at 18:41 - Reply

    Olá Leandro,

    Pode ser que o Cerbasi foi morar nos EUA, lá sim a maioria das pessoas passam a vida com dívidas, seja elas em forma de hipotecas ou leasing. Aqui no Brasil acho muito difícil uma pessoa manter a saúde financeira (e até mesmo física) contraindo dívidas para manter padrão de vida

  77. William Ribeiro 2 de junho de 2016 at 19:07 - Reply

    Olá, Leandro, tudo bem?
    O Cerbasi é uma pessoa que influenciou muito a minha trajetória, e devo dizer que você também. Sou muito grato a você, Leandro, pois acredito que os moldes do meu trabalho sobre educação financeira no Minha Vida Nova foram fortemente moldados pela sua postura.
    Creio que as suas colocações sobre o vídeo do Cerbasi fazem muito mais sentido do que as próprias considerações dele na gravação: afinal de contas, no Brasil é impossível sequer queremos competir com os brutais juros cobrados pelos bancos. Não há investimentos ou qualquer negócio que você tenha que possa chegar perto dos juros cobrado por eles. Portanto, usar dinheiro dos outros, com juros absurdos, para se alavancar é coisa que realmente não faz muito sentido.
    Um forte abraço e obrigado novamente!

  78. Tiago 2 de junho de 2016 at 19:25 - Reply

    Ótimo artigo, deu o que pensar. Mas falamos muito de dívidas. Na verdade eu quero entender o que é uma dívida? O que é considerado uma dívida? É só quando pagamos juros? Qual é o sentido? Quero entender.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 22:39 - Reply

      Oi Tiago. A dívida que estamos tratando aqui é quando você pede dinheiro emprestado para uma instituição financeira aceitando pagar juros periódicos até o momento em que você devolve o dinheiro para a instituição. Usar o limite do que os bancos de cheque especial significa pegar dinheiro emprestado do banco. Não pagar a fatura do cartão de crédito no vencimento ou optar pelo pagamento da taxa mínima é o mesmo que pedir dinheiro emprestado. O cartão vai pagar o comerciante onde você fez o consumo como se tivesse emprestado esse dinheiro para você. Quando você compra roupas ou eletrônicos utilizando aquele cartão da loja, você também está fazendo uma dívida e provavelmente vai pagar taxas e juros. É como pegar dinheiro emprestado. No final de uma vida pagando juros você vai destinar uma grande quantidade de dinheiro (fruto de muito tempo de trabalho) para os bancos, financeiras e empresa. Esse dinheiro poderia ter sido utilizado de uma forma mais proveitosa.

      • Tiago 3 de junho de 2016 at 7:13 - Reply

        Falando de juros de cartão de crédito, se eu vejo na Internet um produto custando a vista no boleto um valor é no cartão o mesmo valor a vista e no cartão parcelar eu estou pagando juros sem saber? Quando eu parcelo no cartão estou pegando dinheiro emprestado?

        • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 10:55 - Reply

          Oi Tiago, não existe dinheiro grátis. Quando você usa cartão, mesmo pagando à vista, você está pagando o custo que o comerciante teve na empresa de cartão, pois o comerciante já colocou esse custo no preço do produto. Quando você parcela, mesmo sem juros, o comerciante acaba tendo um custo adicional por esse parcelamento e não tenha nenhuma dúvida que o preço do produto já está com esse custo embutido.

  79. Luan 2 de junho de 2016 at 19:30 - Reply

    Boa noite!
    Quando irão lançar o vlog do Clube dos poupadores? Seria uma otima alternativa para compartilhar o conteudo com aqueles que nao sao tao ligados em economia e financas

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 22:40 - Reply

      Oi Luan. Não tenho planos de produzir conteúdo em vídeo, mas com certeza seria muito bom.

  80. Heric 2 de junho de 2016 at 19:37 - Reply

    Eu tenho um livro do Cerbasi, e não concordo com muita coisa do que ele diz no livro. Por isso acabei parando de lê-lo. Mas acho legal que o artigo tenha mostrado que é possível discordar sem ser grosseiro. A internet está cheia de grosserias.
    Eu não gosto dos pontos de vista do Cerbasi. Mas é minha opinião e me sinto bem assim.
    Prefiro ler Clube dos poupadores.
    Bom artigo.

  81. Tiago Carvalho 2 de junho de 2016 at 19:43 - Reply

    Perfeito Leandro! E o pessoal dos comentários está muito bem, como é bom saber que o brasileiro está cada vez mais “antenado” nas armadilhas do sistema financeiro. Leandro, tenho feito muitas simulações de investimentos calculando retorno, custos, etc, na tentativa de empreender no Brasil. Ao colocar tudo na ponta do lápis, poucas são as atividades viáveis, as margens de lucro são pequenas perante os riscos envolvidos, pior ainda se o investimento for via financiamento. Assim, fica difícil bater a RF. Espero que acabem com a mamata do BNDS pois isso só serve pra prejudicar quem não tem acesso a esses créditos. Eu até concordo com o Cerbasi sob a seguinte ótica: Com as taxas de juros praticada no Brasil, dívidas são dádivas para quem recebe juros”. Um abraço!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 22:46 - Reply

      Oi Tiago. Se a cultura da poupança (no sentido de economia) e do investimento financeiro fosse popular no Brasil existiria mais dinheiro disponível para os investidores e os juros seriam menores. Muitos negócios se tornariam viáveis. Você só não pode baixar juros por decreto, como fizeram no governo passado. Se existe uma coisa que precisa ser incentivada é a poupança e os investimentos financeiros para que aqueles que querem empreender tenham crédito farto para abrir suas empresas, produzir, gerar e distribuir riquezas.

  82. Thiago 2 de junho de 2016 at 19:50 - Reply

    Leandro, Primeiramente, ótimo artigo! E pensando nessa questão das dividas me veio em mente o atual momento que vive o Estado brasileiro, e gostaria de sua opinião e análise, o que você achou sobre o atual governo conceder esse reajuste ao funcionalismo (ao judiciário, setores do executivo e ao exército, lembro que o governo anterior vetou) em pleno momento que diversos analista econômico criticavam o governo anterior sobre a questão dos gastos públicos (até você fez essa critica aqui no clube). Qual será o impacto disso para a economia como um todo, afinal de contas são 50 bilhões e o atual governo reclamou aos 4 cantos que havia recebido uma herança maldita de 170 bilhões de deficit e agora aprova mais um gasto! Não consigo entender! Outra questão é sobre a volatilidade do mercado, sempre que se cogitava em aumento dos gastos ou não cumprimento das metas pelo governo anterior eu via reflexo imediato no preços/taxa do títulos do Tesouro Nacional, mas mesmo com o anúncio do governo atual de que o deficit seria de 170 bilhões e não 90 bilhões como previsto anteriormente, não houve grande impacto nos títulos do tesouro, bem como esse reajuste. Vejo que em nada ou muio pouco isso afetou para cima as taxas dos títulos. Tivemos situações parecidas na gestão do governo anterior e taxas do tesouro disparava, por que o mercado agora está agindo diferente?

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 22:59 - Reply

      Oi Thiago. Aumentar os gastos neste momento não é positivo. Esses impactos ocorrem quando alguma notícia surpreende o mercado. Quando determinados números negativos já são esperados, no momento que eles se confirmam e são divulgados, tudo já estava precificado e não ocorre movimentos bruscos. Exemplo: O impeachment não está concluído. Existe uma possibilidade remota de não ser aprovado pelo Senado sendo que neste momento ninguém espera o retorno da Dilma. Se ocorrer um eventual retorno, certamente teremos grande volatilidade. Na verdade basta aumentar as chances disso acontecer que já teremos mudança de expectativas. Além disso existem 1001 fatores internos e externos que estão sempre mudando as expectativas do mercado sobre o futuro e isso gera impacto nos juros de títulos públicos como o Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado. O fato é que a situação ainda é grave e não existe ainda muito espaço para ficar muito otimista com o atual governo. A equipe econômica pode ser boa, mas sem bons políticos a situação vai ficar complicada. Tudo indica que vários políticos de vários partidos estão envolvidos com esquemas de corrupção e a lava-jato tem muito trabalho pela frente.

  83. Anna Monteiro 2 de junho de 2016 at 19:56 - Reply

    Leandro,

    Li várias opiniões a respeito do texto com o qual vc nos brindou hj, após a leitura do texto em si. Juro que cheguei a me questionar: ” será que o Cerbasi falou tudo aquilo com o intuito de fazer mentes acordarem e refletirem, pra ver se estavam realmente prestando atenção ao que estavam lendo, e posteriormente buscarem soluções novas pro momento que o país passa?”
    ( Como naquela situação em que um professor que fala uma informação errada de propósito pra fazer os alunos responderem “vc falou errado!” e o professor responde “Eu sei….eu fiz isso pra ver se vcs estavam prestando atenção”.)

    Porque não é possível justo o Cerbasi, já tão conhecido e renomado, com direcionamento e opiniões conhecidas, cometer um erro desse porte assim de bobeira!! Como se ninguém fosse notar o lado contraditório do que foi dito!

    Ainda bem que existem pessoas como vc para trazer um debate saudável acerca do que é realmente sensato e o mais acertado 😉 Parabéns!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 23:27 - Reply

      Oi Anna. Obrigado. O importante é aproveitar para fazer uma reflexão pessoal sobre o tema.

  84. Gerson Morais 2 de junho de 2016 at 20:01 - Reply

    Excelente seu artigo Leandro, talvez o Cerbasi não esteja vivendo mais no Brasil, pois realmente é uma loucura contrair dívidas em um país com uma taxa de juros tão elevada. Nos Estados Unidos, quem sabe isso seja possível, haja vista as taxas beirarem o 0%.

  85. André Masqueti 2 de junho de 2016 at 20:07 - Reply

    Esse vídeo se encaixaria muito bem em um comercial para um grande banco!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 23:28 - Reply

      Oi André, é verdade, só faltou aparecer o logotipo do banco no final.

  86. Denise 2 de junho de 2016 at 20:08 - Reply

    Oi Leandro,

    Tenho uma grande afinidade de pensamento com o que você escreve. Estou no meio do seu terceiro livro e acho que vale muito a leitura, como sempre você está de parabéns.
    Comecei minha educação financeira lendo os livros do Cerbasi, porém gosto muito mais dos seus pontos de vista.

    Obrigada por toda sua contribuição.

    Denise

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 23:28 - Reply

      Obrigado Denise, parabéns por investir seu tempo estudando.

  87. Sonia 2 de junho de 2016 at 20:52 - Reply

    Leandro, você aponta para as pessoas um outro caminho. Para aqueles que costumam qustionar, acabarão despertando.
    Infelizmente o ser humano, precisa de apoio para suas loucuras, e acredito que Cerbasi enxerga essa necessidade. À ignorância das pessoas é a base do crescimento dos oportunidtas. Ontem, presenciei no BB do Japão a ignorância de uma pessoa e a atitude do gerente do banco. Lamentei, fiquei com vontade de me meter ba conversa… Mas não é certo. Mas apresentei seu site para uma amiga que está endividada porque não consegue parar de gastar com cartão de crédito. À educação e os questionamentos são os univos. caminhos.
    Gostei do seu artigo, penso como você. Obrigada por seu carinho e interesse em ajudar as pessoas.

  88. Alexandre Pitanga Rosa 2 de junho de 2016 at 21:12 - Reply

    Oi Leandro, maravilhoso este artigo. Dois anos atrás resolvi devolver o cartão de crédito para o banco onde tenho conta corrente por não concordar pagar anuidade cobrada. Disse para a operadora do SAC que achava um absurdo ser cliente daquela bandeira há mais de 30 anos e pagar para fazer propaganda deles em cada compra. Além de ajudá-los a ganhar do comerciante o valor pela transação. Não houve nem questionamento da atendente, fui descredenciado. Depois lendo os e-books eu percebi que não sou o tipo de perfil que interessa aos bancos porque sempre pagava rigorosamente as faturas à vista em débito automático em conta corrente. Eles querem esses pobres coitados que ficam rolando dívidas. O fato é que nunca mais usei cartões de crédito, somente os de débito. Não há nada melhor do que comprar o que você deseja mas que cabe na quantia de dinheiro que você tem no bolso! Plagiando o bordão de uma dessas operadoras: Não ter dívida, não tem preço!

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 23:31 - Reply

      Oi Alexandre. Quando você usa aquele rotativo do cartão de crédito acaba trabalhando para sustentar a empresa do cartão. Os juros são absurdos. Também acredito que não ter dívidas não tem preço, principalmente diante de uma crise como esta que estamos vivendo.

  89. Ailton 2 de junho de 2016 at 21:24 - Reply

    Boa noite Àvila, ótima foi a sua advertência frente a perspectiva de Cerbasi. Diz um ditado que não se pode agradar a dois senhores. Quem se aventura pode desagradar um dos tais. E o resultado é desastroso. Você sempre nos adverte sobre os perigos que nos espera caso andemos em terras onde reina o endividamente. Aí então aparece um colega seu e diz que é possível e que não deve se temer, mas devido ao curto vídeo ele não pode se alongar mais. Acho que entre o Normal e o louco deve existir o semilouco tendendo para normal ou inverso. Na prática, vive-se uma loucura plena e saudável quando se reconhece os benefícios de uma boa educação financeira. Agora, se o louco crê que inspira esse ar advindo da educação financeira e que o fortalece, por que não caminhar nas veredas em direção aos normais de vez em quando?

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 23:49 - Reply

      Oi Ailton. Servindo os dois, você desagrada os dois. É importante ter uma posição.

      • Ailton 4 de junho de 2016 at 21:44 - Reply

        Eu acho que não fui claro. Estava apenas tentando compreender a perceptível mudança comportamental de quem era/é conservador e agora aparece em vídeos se mostrando aventureiro. Seguindo as vídeos aulas do Prof. João Sayad Economia Monetária – Moeda e Bancos (João Sayad) – Aula 9 em torno dos 15 minuntos ele fala sobre o Paradóxo da parcimônia defendida por John Maynard Keynes que trata de como esse fenômeno pode atrapalhar a recuperação da econômia em alguns casos: se todos segurar o dinheiro (poupar) o que pode acontecer? Neste link tem mais informações http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny2302200909.htm

  90. Thiago 2 de junho de 2016 at 22:45 - Reply

    Leandro,

    Meus parabéns por mais este formidável artigo! Você está coberto de razão desde a primeira palavra até a última. Me causa espanto ver alguém defender contratação de dívidas, no país dos juros absurdos…ainda mais para manter um padrão de vida não compatível com sua renda…Ainda bem que somos seus leitores!
    Obrigado e meus cumprimentos.

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2016 at 23:59 - Reply

      Oi Thiago, acho que ninguém deve tentar manter um padrão de vida incompatível com a renda. É melhor dedicar energia e tempo buscando formas de aumentar a renda, ai sim você pode por aumentar o seu padrão de vida. Acho que isso é a base da educação financeira. E se for o seu desejo prosperar financeiramente, o ideal seria manter um padrão de vida um pouco abaixo da sua renda.

  91. Maikon 2 de junho de 2016 at 23:08 - Reply

    Sinceramente, parece que Cerbasi deixou de se preocupar com o que realmente acredita e se preocupar mais com o que as pessoas querem ouvir.
    Não concordo com as colocações do vídeo e acredito ser muito mais lúcido e positivo como educação financeira as colocações de Leandro (sempre muito centrado e fiel aos seus princípios).
    Acho mais válido seguir o que Cervasi faz de que o que está orientando que façam.
    Parabéns pelo artigo, Leandro!

  92. Fabricio Monteiro 2 de junho de 2016 at 23:09 - Reply

    Queria entender melhor como as lojas q oferecem cartão ganham mais oferecendo crédito para comprar parcelado. Já reparei q as compras a vista e a prazo dão o mesmo valor no final desde q se pague antes do vencimento. As lojas são obrigadas a dar descontos para pagamentos a vista? Quando se paga com cartão eles recebem o valor total não é assim?

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 0:05 - Reply

      Oi Fabrício. Quando a empresa recebe o valor do produto que vendeu depois de 30 ou 40 dias. Não importa se você comprou em 1 vez ou em 12 vezes. Quando a empresa vende sem juros, na verdade existe juros embutidos no preço. A empresa de cartão de crédito cobra esses juros da empresa, sendo que o preço do produto já estava com os juros. É claro que entre grandes empresas e as operadoras deve existir todo tipo de negociação e fica difícil saber que tipo de negócio elas fazem. Se eles não oferecem o pagamento à vista com algum desconto certamente existe alguma vantagem em vencer parcelado.

      • Fabricio Monteiro 4 de junho de 2016 at 0:16 - Reply

        Entendi, obrigado!

  93. Diego 2 de junho de 2016 at 23:57 - Reply

    Leandro,
    Parabéns pelo trabalho.
    O que você acha do trabalho do Lair Ribeiro em relação às finanças pessoais e independência financeira?

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 0:53 - Reply

      Oi Diego, não tenho nada contra o trabalho do Lair Ribeiro

  94. Fernando 3 de junho de 2016 at 0:05 - Reply

    Sei que você foi muito respeitoso na sua crítica.
    Mas, sinceramente, quando vejo que essa “educação financeira” do Cerbasi é a mais consumida do Brasil, fico extremamente preocupado.
    É bom lembrar que o Cerbasi já fez eventos com Itaú e, provavelmente, com outras grandes instituições financeiras.
    As pessoas precisam notar mais esses conflitos de interesses para que escapem das armadilhas surgidas de uma ideia de autoridade (suposto maior educador financeiro do país).
    Abraço e continue com seu nobre trabalho, Leandro!

  95. Yuri 3 de junho de 2016 at 4:40 - Reply

    Olá Leandro Ávila, parabéns por mais um ótimo artigo!

    Já não gostava muito do Cerbasi por recomendar planos de previdência privada, ter um foco muito motivacional (auto ajuda) e pouco pratico e alguns outros aspectos, mas até aí tudo bem, afinal são apenas pontos de vista diferentes.

    O problema é que nesse vídeo ele se contradisse, basta notar no vídeo do Foras de Serie, onde ele conta sua vida e diz que com juros altos fazer poupança é excelente e fazer dividas é péssimo e que prefere fazer sacrifícios para comprar bens de consumo a vista. Como se não bastasse ele se contradizer, ele ainda contradiz PRINCÍPIOS BÁSICOS de educação financeira que BASTA FAZER CONTAS pra ver que dividas e coisas como cheque especial NUNCA compensam para pessoa física, podemos discutir pontos de vista, mas cálculos exatos e os números não se discutem…

    Discordo de sua opinião também (com todo o respeito) dos primeiros parágrafos que diz não devemos atacar a pessoa e sim as ideias, isso de fato é verdade, porém quando uma pessoa entra em contradição com ela mesma, com os princípios básicos e publica isso na internet conscientemente isso pra min significa INCOMPETÊNCIA e pessoas incompetentes devem sim ser criticadas e atacadas, não apenas suas ideias… Esse é o preço da incompetência… Também concordo com a opinião de muitos aqui que não duvidam que ela possa ter “SE VENDIDO”…

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 10:52 - Reply

      Oi Yuri. Parto do principio de que as pessoas são livres para mudar de ideia durante a vida. Eu já não sou muito jovem e no decorrer da minha vida eu fui melhorando meu modo de pensar depois de ganhar experiências, ler livros, fazer cursos e observar a vida. Podemos observar que ele entra em contradição quando comparamos o que ele está dizendo hoje com o que ele falava no passado. Quando as opiniões são fortemente diferentes não sabemos se ocorreu uma mudança de mentalidade, não sabemos se o vídeo foi uma encomenda de um patrocinador, não sabemos nada que fosse possível fazer um julgamento das pessoas. Por isso o meu objetivo com o artigo foi julgar ideias (que é útil) e evitar julgar pessoas (que é inútil). Por isso não vejo utilidade em chamar ninguém de incompetente, vendido, ou qualquer coisa que desqualifique as pessoas, afinal de contas não temos provas. Útil seria refletir, avaliar e se for o caso criticar as ideias, ai sim podemos refutar, utilizar dados, outras fontes de informação, etc. Pode ter certeza que se as pessoas gastassem mais energia criticando ideias, do que ofendendo pessoas, o mundo seria um lugar muito melhor e muitas ideias ruins já teriam sido derrubadas com base na argumentação.

  96. João Paulo 3 de junho de 2016 at 9:18 - Reply

    Dívidas a juros muito baixos são dádivas, porém tais dádivas não existem no Brasil.

    Tal como já explicado aqui pelo Leandro, a palavra “investimento” só deveria ser usada quando se gasta dinheiro em algo que retornará mais dinheiro do que aquilo que foi tomado emprestado.
    Tal previsão é extremamente volátil no contexto brasileiro, algo muito arriscado.

    Deste modo, endividar-se para fazer algo produtivo (em que se consiga retorno bastante acima da taxa de juros tomada, pelo menos o dobro) é benéfico, ao passo que tomar crédito para realizar consumo puro e simples, é um adiantamento de prazer que lhe custará uma parte cada vez maior da sua vida, pois remunerar juros para os outros é idêntico a vender seu tempo para tal credor.

  97. Fábio Bastos 3 de junho de 2016 at 10:34 - Reply

    Leandro, ótimas observações, sempre gosto de ver os dois lados para poder comentar, e o vídeo está bem claro, assim como seus comentários.

    No campo das Finanças Corporativas utiliza-se muito a terminologia de alavancagem financeira, mas logicamente se os seus retornos de um projeto são maiores que o custo dessas dívidas. Trazendo isso para o lado pessoal, fica meio complicado e nem sempre podemos fazer analogias das finanças empresariais com as pessoais, os riscos são outros.

    Acho que só poderíamos fazer dívidas se tivermos liquidez para pagá-las, imagine que me programo para depositar X todos os meses no tesouro direto com juros Y e por algum motivo eu não tenho esse X eu vou buscar dívidas para isso, a não ser que pegue emprestado com minha tia, sogra, avó e não pague juros para elas, mas nesse caso é falta de ética, já é outro papo.

    Dívidas acabam com seu humor, sua saúde, seu casamento, basta apenas que você perca seu emprego, sua fonte de renda.

    Eu só empresto o que está me sobrando e só assumo dívidas que a contrapartida esteja aplicada em algo certo, sem riscos, e logicamente renda mais, porém nunca contando com o ovo da galinha, que é o caso dos empreendedores.

    Um professor de direito tributário uma vez me disse e nunca esqueci: ” Um mês passa rápido para que paga um aluguel” e demora muito para quem recebe.

    Parabéns mais uma vez pelas observações.

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 11:06 - Reply

      Oi Fábio, concordo com tudo que você disse. Obrigado pelo comentário.

  98. Daiana Lopes 3 de junho de 2016 at 10:50 - Reply

    Na verdade entendo que vídeos como esse é uma maneira de trabalhar para quem mais interessa. Nesse caso, não entendo como o trabalho para o bem estar dos leitores dele, mas para quem mais será benefíciado em emprestar.

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 11:07 - Reply

      Oi Daniana, para quem empresta dinheiro o ideal é que um número cada vez maior de pessoas acredite que dinheiro emprestado é uma dádiva.

  99. Rogério Caetano 3 de junho de 2016 at 13:57 - Reply

    Prezado Leandro e amigos, precisamos ter uma grande bagagem sobre finanças para entender o que realmente ele quer dizer.
    Tudo é relativo. A alavancagem financeira para aumentar patrimônio (PJ ou PF) é fato. Custo de Oportunidade é fato. Crédito para aumentar sua renda também é fato e RELATIVO. Há uma dupla interpretação no texto. Depende de qual perspectiva quer analisar. Também partilho da idéia de poupar e investir, por esta razão, estamos aqui neste fórum seguindo o clube dos poupadores. Mas temos que entender que a linguagem dele é bem mais realista sem deixar de ser em nenhum momento contraditório. Mais uma vez a perspectiva de quem analisa o vídeo deve-se contar e ir muito mais do que os 3min e 54 seg de vídeo. Seria impossivel explanar e detalhar o que significa cada frase pronunciada.
    Abraços,

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 17:29 - Reply

      Oi Rogério, recomendo que leia o comentário anterior onde comparei saúde financeira com saúde física.

  100. Eli 3 de junho de 2016 at 14:02 - Reply

    Eu nunca havia ouvido falar neste Cerbasi, e isso prq as pessoas colocaram que é conhecido!!! e também não senti interesse em ver os videos dele e nem vou ver !! Mas todo o seu material Leandro compartilho com orgulho! O site clube dos poupadores é uma faculdade pra mim! Agora Leandro sugiro colocarmos um tópico sobre imposto de renda que será cobrado a partir do ano que vem diretamente através de nossas contas bancárias onde o governo agora pode espionar todas as nossas transações e tributá-las! eu ainda não consigo entender se seu faturamento anual não pode passar de 28 mil reais para ser isento, prq o governo quer nos cobrar imposto de renda em meses que entram 2.300 reais em nossa conta?? Tentei fazer este ano o meu IR colocando meus ganhos reais em alguns meses acima destes valores e mesmo não recebendo 28 mil anuais no acumulado do ano o sistema calculava o imposto somente nos meses que passavam de 2.300 reais, portanto entendi que mesmo ganhando menos que 28 mil por ano a gente paga imposto se tiver algum mês que vc recebeu mais que o teto!!! e esta regra de quem ganha até 28 mil no ano é furada na RF!!! trabalho em um grande banco e estamos fazendo um grande esforço pra implantar o sistema da receita federal dentro do banco para monitoramento das contas de todos os cidadãos!! O governo está com tanta pressa que estamos trabalhando dia e noite pra implantação do sistema que vai tributar mês a mês o que cidadão recebeu e não mais no montante anual o que na verdade percebi fazendo meu IR este ano!! Vamos fazer um tópico somente sobre isso prq o impacto na conta e todos será forte!

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 17:32 - Reply

      Oi Eli. Onde você encontrou a informação de que o governo vai descontar imposto de renda a partir do ano que vem direto da conta bancária das pessoas? Eu não posso fazer um artigo sobre esse assunto por não saber absolutamente nada sobre o tema. Se você possui fontes de informação me envie.

    • Ricardo 4 de junho de 2016 at 14:15 - Reply

      Eli,

      Fiquei curioso com o que disse! Como assim “o governo quer nos cobrar imposto de renda em meses que entram 2.300 reais em nossa conta”?

      Pelo seu texto, parece que terá um novo imposto! Será uma nova CPMF que vai atingir somente depósitos acima do valor de 2.300,00?

      Para quem recebe salário acima desse valor, também seria taxado? Nesse caso não seria bitributação?

      Poderia dar maiores detalhes?

  101. Catarina 3 de junho de 2016 at 14:51 - Reply

    Respeito o Cerbasi como pessoa, mas é difícil entender isso que ele fala apenas como opinião. Um educador, um professor não dão opiniões, eles passam conhecimentos aceitos como corretos. Acho que faltou cuidado e ele acabou errando a mão com esse apoio a dívidas, na minha opinião é difícil achar qualquer vantagem. O pior, é que muitas pessoas tomam isso como verdade, e só acabam reforçando essa cultura de gastar. Na rede social dele, o que mais se vê são pessoas criticando os educadores que estimulam a poupança e pessoas dizendo que “quem não se endivida não cresce”. É triste, pois esse pensamento acaba virando referência por ser mais fácil de seguir, e pela falta de pensamento crítico da maioria das pessoas.
    Enfim, prefiro estar do lado dos loucos. Tenho 21 anos, e as vezes sou criticada por pessoas próximas por preferir juntar meu dinheiro a comprar um carro e me dar o luxo de frequentar lugares caros. Na opinião dos outros, estou “sacrificando minha juventude”, mas eu discordo, meu padrão de vida é satisfatório e me dou luxos controlados, e ainda consigo poupar 40% do que eu ganho todo mês, graças a educadores como você, Leandro, e outros que ensinam a poupar e a investir.

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 17:37 - Reply

      Oi Catarina. Isso que você acabou de falar é um problema sério. Eu realmente vi pessoas falando coisas do tipo “Quem não se endivida não cresce” nos comentários dos vídeos dele, e muitas outras concordando e reclamando de educadores que incentivam o hábito da poupança, mesmo que isso signifique algum sacrifício no presente, para construir um futuro melhor, mais estável, tranquilo, seguro e realizando sonhos de consumo maiores e mais importantes do que as futilidades do dia a dia. Parabéns por ser louco.

  102. Jean Brunswick 3 de junho de 2016 at 15:00 - Reply

    Excelente artigo, Leandro!

    O mais importante de vivermos (ainda) em uma democracia é termos o direito de manifestarmos livremente nossas opiniões, sem ofender ou desrespeitar o outro.

    Reconheço a importância que o Cerbasi teve ao dar mais visibilidade ao tema de educação financeira, mas concordo com outros colegas do Clube dos Poupadores que ele tem mudado bastante a sua linha de argumentação. Aliás, em muitos casos passa a defender posturas opostas àquelas do seu início de carreira.

    Essa argumentação de que dívidas são boas, infelizmente, trazem uma propaganda altamente negativa para as mentes da população brasileira. Por ser uma pessoa conhecida, esse vídeo pode contribuir para reforçar na cabeça das pessoas a crença de que contrair dívidas é o caminho para a felicidade. Já basta a programação negativa da televisão e dos jornais. Acho que é um dever de todos nós espalhar a mensagem contrária e termos sempre nosso pensamento crítico aguçado para tentarmos mudar esse quadro. Parabéns, Leandro, por já ter começado a fazer isso com esse artigo!

    • Leandro Ávila 3 de junho de 2016 at 17:39 - Reply

      Oi Jean, obrigado pelo apoio. Acho que o debate de ideias, sem agressões pessoais, é o melhor caminho. No momento que você ofende e agride, você já perde a razão.

  103. Ricardo Caetano 3 de junho de 2016 at 16:04 - Reply

    Leandro e amigos(as) leitores(as), boa tarde.

    Acredito que a base de qualquer planejamento financeiro, principalmente no caso de pessoas fisicas, deve ser fundamentalmente evitar-se que o dinheiro acabe. Se existe sobra de dinheiro, existe possibilidade de investimento. Se existe possibilidade de investimento, existe possibilidade de enriquecimento. E enriquecimento com certeza traz muito mais oportunidades que endividamento.

    Um educador financeiro jamais deveria confortar seu publico minimizando um problema critico que e o enriquecimento virtual do brasileiro. Para quem tem um minimo de cultura financeira este vídeo chega a ser infantil e diria ate que de mal gosto, pregando uma invertida “malandragem financeira”-…”nada melhor que contar com o dinheiro dos outros quando acaba o seu”… Na impossibilidade de evitar uma divida, oriente-se em relacao a superacao, e nao a conformacao.

    Forte abraco a todos.

  104. MARCEL LUIS S LINS 3 de junho de 2016 at 19:44 - Reply

    Mais um primor de artigo, Leandro! Cada vez que leio seus textos me convenço mais de que estou no caminho certo para conquistar a independência financeira. Porém é muito difícil atacar somente as ideias do Cerbasi, sem desqualificá-lo, pois ainda que não tenha logo de banco, para mim isso é propaganda de banco sim.

  105. Edvaldo 3 de junho de 2016 at 22:39 - Reply

    Leandro
    Como você já deve ter percebido, você já pode “dormir” tranquilo, pois seu pessoal já está todo vacinado. Réplica nota 1.000.

  106. FERNANDO DEMIQUILI 3 de junho de 2016 at 23:56 - Reply

    Considerar dívidas como dádivas…só pode ser brincadeira… Este vídeo demonstra, claramente, que não se pode confiar em tudo o que se lê por aí, nem todo mundo demonstra a isenção e a coerência que você sempre apresenta. Pra mim, este cara está fazendo propaganda para a federação dos bancos. Parabéns pelos comentários e parabéns pela sua polidez.

  107. laine 4 de junho de 2016 at 0:17 - Reply

    Ola Avila, excelente artigo. O interessante que eu te acompanho ja ha um bom tempo, e quando assisti o video no inicio do seu artigo, tive uma reacao mental igualzinha a que voce teve. ou seja, pensei da mesma forma. kkkkk antes mesmo de voce fazer os comentarios abaixo. Gostei muito!!! parabens

  108. Agton 4 de junho de 2016 at 0:55 - Reply

    Obrigado Leandro pelo artigo!

    “Em seu livro “So Good They Cant’t Ignore You” (inédito no Brasil), Cal Newport explica muito bem por que “fazer o que você ama” é um conselho equivocado. Você não terá certeza sobre o que ama de verdade até estar muito envolvido nisso e, depois, pode ser difícil mudar de campo. Um caminho mais aconselhável é encontrar o equilíbrio entre o que você ama e o que as pessoas querem.” Fonte: http://www.forbes.com.br/fotos/2015/09/5-dicas-para-ser-um-multimilionario/#foto1

    No comentário deste artigo fala do equilíbrio entre o que amamos fazer e o que as pessoas querem. Talvez o Gustavo esteja falando o que o seu público deseja ouvir.

    Abraço!

    • Leandro Ávila 4 de junho de 2016 at 9:27 - Reply

      Oi Agton. Uma vez uma pessoa me contou que estava em uma reunião de executivos. A empresa onde um deles trabalhava produzia aqueles sucos em pó vendidos em saquinhos pequenos, onde as mães/pais economizam tempo diluindo em 1 litro de água e oferecendo aos filhos. O executivo disse alguma coisas assim “Meus filhos bebem suco retirados da fruta, nunca provaram os sucos químicos que produzimos, mas se existem pessoas que compram suco de saquinho para seus filhos, que comprem o suco da nossa empresa”. A segunda foto desse link que você enviou da Forbes diz “Se você está tentando vender algo que você ama mas que ninguém quer comprar, você será miserável.” Sinceramente… na minha opinião, vender uma coisa que você não acredita pode até evitar miséria financeira, mas é sinal de miséria interior.

  109. Marcus 4 de junho de 2016 at 7:31 - Reply

    O texto de Cerbasi parece pouco conectado à economia e realidade brasileira… Não se aplica. Se fosse em economias maduras da Europa tudo bem. Mas no Brasil é um absurdo pensar assim.

  110. Anesio 4 de junho de 2016 at 12:08 - Reply

    Na época da bolsa fiz uma alavancagem de 5.000 reais para aplicar em bolsa de valores fundo de ações antes tinha ganhado um pouco de dinheiro na alavancagem a bolsa estava á 72.000, e vários especialistas disseram que chegariam á 100.000 a bolsa foi a 34000 pontos perdi uns 3000 dos 5000 mais 8000 de juros a taxa Selic caiu mais total perdi 11000.
    Hoje graças a estudo recuperei quase que tudo sempre aplicando somente com o meu dinheiro em renda variável, LCI,CDB, não deixando dinheiro na conta corrente e intercalando retiradas de 500 em CDB mais antigo depois de 30 e reaplicando muito que aprendi foi graças ao seu site.

    • Leandro Ávila 5 de junho de 2016 at 7:04 - Reply

      Oi Anesio. Investir na bolsa é arriscado. Investir na bolsa com dinheiro emprestado potencializa o risco. O mesmo vale para a nossa vida. Quando você vive endividado, seu risco ed enfrentar problemas financeiros fica potencializado, principalmente em momentos de crise quando a renda e o emprego ficam comprometidos. Parabéns por der dedicado tempo se educando financeiramente.

  111. Ewerton 4 de junho de 2016 at 12:16 - Reply

    Excelente artigo Leandro parabéns, como sempre elucidativo e didático, desde cedo meus pais me ensinaram que é preciso saber viver com aquilo que você tem e não com o que os outros têm, dentro dessa frase podemos encontrar diversos significados por mais simplista que ela seja, o que corrobora, também, com o que você sempre diz, dívidas são empréstimos de dinheiro que não temos, ou seja, são dinheiros dos outros.
    Realmente, muito estranha essa postura do Cerbasi, creio que deva ter outros objetivos, mas não de educação financeira.

    • Leandro Ávila 5 de junho de 2016 at 7:06 - Reply

      Oi Ewerton. Pois é, viver uma vida que você não pode bancar com a sua renda, utilizando o dinheiro dos outros, é uma forma de ilusão e uma maneira de transferir parte da sua renda para os outros pagando juros e taxas. Dívidas já foram utilizadas para escravizar pessoas, que passavam a vida toda trabalhando para quitar dívidas impagáveis. Dívidas continuam funcionando dessa forma.

  112. Ulisses 4 de junho de 2016 at 14:34 - Reply

    Estranho esses vídeo, muito estranho! Longe de mim ser normal!!

    • Leandro Ávila 5 de junho de 2016 at 7:09 - Reply

      Oi Ulisses, vivemos a crise economia, com taxas elevadas de inadimplência e desemprego graças a essa “normalidade” que é a cultura da dívida. Se viver uma vida realista, financeiramente equilibrada, de acordo com a sua renda, é loucura, que possamos propagar a loucura em nossa sociedade.

  113. Camila 4 de junho de 2016 at 14:54 - Reply

    Leandro, educação financeira foi um “divisor de águas” na minha vida. Outro dia tentei deixar um comentário aqui mas a página expirou, mas vamos lá, vou tentar novamente, este artigo é excelente e cabe perfeitamente no que eu quero falar.
    Em setembro do ano passado eu cheguei no fundo do poço, dívida de todas as ordens: cheque especial, cartão de crédito, financiamento, loja. Eu trabalhava só para chegar no fim do mês e “zerar” minha conta, para começar no negativo. No mundo onde dívidas são uma dádiva, eu estava nadando de braçada… Mas não é bem assim. Cheguei ao ponto de querer vender o que eu tinha para levantar recursos e é claro que na prática isso é bem difícil, primeiro por que não acontece do dia para noite e depois, você não consegue atingir o resultado esperado. Recorri a um empréstimo que eu pudesse pagar tudo de uma vez e ficar somente com uma parcela…Acabei com mais uma dívida.
    Enfim, meu sossego só veio depois que eu parei (setembro/2015), organizei, consegui visualizar o que eu precisava pagar, quanto precisava economizar e coloquei em prática teus ensinamentos, junto com a ajuda do meu namorado (peça principal para meu sucesso nesta empreitada, quem me apresentou teu site e provou que dá para mudar o modo de pensar de algumas pessoas hehe), e consegui! Sem recorrer novamente ao cartão/cheque/empréstimo, hoje, depois de 9 meses, tenho dinheiro investido e sem dívidas, não pretendo contraí-las tão cedo. Poupar, investir, ter consciência, essa filosofia deveria ser propagada, infelizmente há um sistema que não quer que as pessoas pensem desse jeito. Parabéns pelo seu trabalho, um dia quem sabe eu também possa ensinar mais pessoas a aprender a lidar com seu dinheiro! Abraço!

    • Leandro Ávila 5 de junho de 2016 at 7:13 - Reply

      Oi Camila. Se você parar para avaliar, toda a economia gira em torno do endividamento das pessoas. Para esse sistema é interessante que as pessoas trabalhem para pagar juros e taxas antecipando ao máximo o consumo. Parabéns por ter equilibrado sua vida financeira, com certeza isso também gerou mais equilíbrio e tranquilidade em todas as áreas da sua vida.

  114. Anderson Proscholdt 4 de junho de 2016 at 17:36 - Reply

    Leandro parabéns. Senti tanto nojo ao ver o vídeo que não consegui terminar. Esse vídeo deve ter sido encomendado por bancos e financeiras.

    Só tem algum sentido em tomar empréstimos se estes forem subsidiados de alguma forma, pois além de gerar renda ainda minimizam impostos que atuam sobre o lucro das empresas.

    Infelizmente temos uma sociedade analfabeta financeiramente falando. O lema da maioria é: “vou comprar algo que não preciso, com o dinheiro que não tenho para impressionar quem não está nem aí para mim”.

    Parabéns por tentar ajudar as pessoas. Acho seu trabalho inspirador mas no meu caso não foi possível agregar quase nada pois os valores familiares que tenho já me fazem um poupador e investidor em diversas áreas. Ainda não sou rico mas no ritimo que vamos, tenho certeza que em poucos anos trabalharei apenas pelo prazer e não mais por necessidade.

    Um forte abraço.

    • Leandro Ávila 5 de junho de 2016 at 7:15 - Reply

      Oi Anderson, parabéns por estar próximo de atingir esse estágio em que você não terá mais que trabalhar por necessidade. É quando trabalhamos com prazer é que crescemos profissionalmente e financeiramente.

  115. Bruno Morais de Souza 4 de junho de 2016 at 20:12 - Reply

    Olá Leandro!

    Você poderia passar o link do vídeo?

    Muito obrigado pelos ensinamentos, são excelentes e começo agora compara-los com os de outros educadores. Muito obrigado!

  116. Victor Gama 5 de junho de 2016 at 9:52 - Reply

    Acredito que o Cerbasi não foi muito feliz ao criar este vídeo. Eu até entendi o que ele quis dizer, porém, discordo totalmente.

  117. Antonio Marcelo Oliveira Carvalho 5 de junho de 2016 at 19:25 - Reply

    Leandro, mais um artigo excelente. Já assisti uma palestra do Gustavo Cerbasi e já li alguns livros dele, e o que ele diz nas palestras até faz sentido naquele contexto. Contudo, seus comentários, Leandro, fazem sentido em qualquer tempo pra qualquer pessoa. Devemos aplicar os conhecimentos que recebemos em nossas vidas, adequar à nossa realidade. Isso faz diferença. Parabéns por mais este artigo. Forte abraço.

  118. Ricardo 5 de junho de 2016 at 20:53 - Reply

    Boa noite Leandro, parabéns por mais um artigo bom e educativo, concordo que para uma educação financeira não pode se pensar em divida nem de curto nem longo prazo e muito menos como “dadiva”, ja li artigos do Cerbasi, concordo com alguns pontos e discordo de outros, mas me parece, posso estar errado, que ele nada conforme a maré, fala o que o povo quer ouvir, vai na contramão das atitudes do educador financeiro que pelo contrario ativa a auto critica e força seus leitores a pensar e tomar as decisões por si só

    • Leandro Ávila 6 de junho de 2016 at 12:05 - Reply

      Oi Ricardo, como a maioria da população vive endividada, é fato que defender o endividamento agrada essas pessoas.

  119. Thiago 5 de junho de 2016 at 21:51 - Reply

    Esse Gustavo Cerbassi ao qual você se refere é o mesmo autor de Dinheiro Segredos de Quem tem?! Se for, é difícil de acreditar que foi ele o autor dessas frases.

    • Leandro Ávila 6 de junho de 2016 at 12:04 - Reply

      Oi Thiago. Sim, ele é autor do livro “Dinheiro segredos de quem tem”. Só que esse livro foi publicado em 2007, ou seja, pode ser que o Cerbasi de 2007 tivesse ideias diferentes do Cerbasi da atualidade.

  120. Fábio Moraes 6 de junho de 2016 at 10:14 - Reply

    Oi Leandro.
    Não gosto de falar mal de livros. Mas acho necessário críticas construtivas. Ao começar a ler “Segredos dos Casais Inteligentes” recém lançado pelo Cerbasi cujo foco é finanças para casais, tive a ligeira impressão que o objetivo era estritamente comercial e que repetisse o sucesso de vendas que foi Casais Inteligentes Enriquecem Juntos.
    Parece que a intenção era bater recorde de vendas novamente.
    Sempre leio livros até o fim, e tudo corria bem durante a leitura, mas quando me deparei com o incentivo feito pelo autor para fortalecimento de crédito junto aos bancos em algum dos capítulos no meio do livro, perdi o interesse pela leitura. Fiz uma avaliação e considerei perda de tempo continuar. Passei a ler outro livro no lugar dele.
    Na minha opinião não devemos ser inadimplentes, afinal as dividas devem ser quitadas e ponto final.
    Mas não vejo necessidade de fortalecer o crédito. Ele deveria ensinar as pessoas a serem fonte de recursos para elas mesmas e não depender dos bancos, a consumir de forma consciente, equilibrada e sustentável, dentro dos seus próprios termos.
    A nossa mente funciona à base de repetições, pela expressão dos nossos hábitos. Se nos habituamos com dívidas “por uma boa causa” como citada pelo autor, passamos a contrair dívidas por uma causa não tão memorável, como comprar um carro de luxo financiado, não é verdade?
    Este livro começa com uma bela frase: “Enriquecer é uma arte”
    Aproveitando o gancho da frase, faço uma crítica construtiva ao livro:

    “Enriquecer é uma arte, acumular dívidas para aparentar riqueza, não”.

    Parabéns pelo seu artigo!

    • Leandro Ávila 6 de junho de 2016 at 11:59 - Reply

      Oi Fábio. Acumulando dívida você está trabalhando para alguém enriquecer. Se você for um poupador/investidor de mentalidade maquiavélica (Pessoa que age de forma pragmática, não se importando com os meios, nem com os outros, desde que seu objetivo possa ser alcançado) você se beneficiaria se um número cada vez maior de pessoas fossem devedoras. Quanto mais gente precisando de dinheiro emprestado, e menos gente disposta a emprestar, melhor para esses poucos que tem dinheiro para emprestar. A demanda dos bancos por dinheiro dos investidores aumentaria, os juros para atrair esse dinheiro ficariam sempre elevados. De forma comparativa seria como um médico cardiologista fazendo esforços para promover o sedentarismo pensando na possibilidade de aumento no número de pacientes com problemas cardíacos no seu consultório.

  121. Arivaldo 6 de junho de 2016 at 14:31 - Reply

    Olá Leandro, estou plenamente de acordo com sua abordagem. Sempre vivi de forma austera e hoje após a minha aposentadoria, tenho capital suficiente para completar o benefício do INSS, com os rendimentos que ele me proporciona. Considero-me esclarecido financeiramente e posso lhe afirmar que um dos meus princípios sempre foi não pagar juros, exceto se ele for menor do que a remuneração do meu capital empregado. Como essa situação quase nunca existe, então não contraio dívidas. É uma questão de matemática financeira.

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 11:50 - Reply

      Oi Arivaldo. Obrigado por compartilhar sua experiência de vida conosco.

  122. Diego 6 de junho de 2016 at 14:43 - Reply

    Leandro, muito obrigado por mais este didático artigo, sempre enriquecendo seus textos e fundamentando os dados apresentados com as devidas fontes. Isso enriquece e dá maior crédito à leitura. Parabéns pelo seu trabalho!
    Sobre a questão de vender artigos usados na internet, impressionante como observamos hoje páginas de “desapego” nas redes sociais, que muita gente perdeu a noção do valor das coisas… muitos objetos que antigamente eram doados ou jogados fora, hoje em dia querem vender a todo custo… É uma pena essa perda de noção… Talvez seja por conta da crise e também da mudança nos valores das pessoas. Um abraço!

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 11:58 - Reply

      Oi Diego. Não tenho nada contra vender coisas que não servem mais, o problema é quando você adota essa estratégia rotineiramente como “reserva para emergência” ou quando a venda de coisas usadas servem como justificativa para sempre comprar novas coisas sem necessidade. É o exemplo que já falei da geladeira. A pessoa tem uma geladeira que funciona perfeitamente, mas como a moda agora é ter geladeira com acabamento inox, você inventa de vender sua geladeira em ótimo estado (recebendo quase nada em troca) somente para ter um motivo para comprar outra. Amanhã inventam que a moda é geladeira branca e você terá que fazer a troca novamente. A pessoa faz papel de boba sem perceber, aumentando as vendas e lucros do fabricante de geladeira e comerciantes a troco de dinheiro desperdiçado, que poderia ser utilizado de forma mais inteligente.

  123. Rogerio Lataliza 6 de junho de 2016 at 16:12 - Reply

    Creio que o tal educador financeiro deva ter seus interesses próprios.
    Logo, isso aparece, pois esse discurso contraria todo o bom senso!

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 11:59 - Reply

      Oi Rogério. Não temos como julgar os interesses, mas a ideia é criticável.

  124. AMILTON SOUSA 6 de junho de 2016 at 18:52 - Reply

    UMA VERGONHA. Infelizmente ver alguém capacitado e com conhecimento se deixando levar por marketing e jogando fora um conhecimento a ser compartilhado para o bem de outras pessoas. Sempre que tenho a oportunidade tento compartilhar meus conhecimentos com meus entes e amigos afim de agregar conhecimento sem esperar algo em troca.
    Obrigado por compartilhar e nos fazer refletir e no meu caso verificar o quanto aprendo com você!
    Um abraço.

  125. Joao Paulo 6 de junho de 2016 at 22:25 - Reply

    Excelente artigo e crítica Leandro. Tomara que você não saia deste caminho e continue a nos ajudar em nossa caminhada da educação financeira. Neste ano consegui me demitir do BB pois passei em um concurso melhor mas lembro que na área de treinamento da empresa existe um curso de educação financeira ministrado pelo Gustavo Cerbasi onde praticamente ele ensina aos funcionários a “educação” pregada pelos bancos, o foco é sempre oferecer o crédito “certo” para o cliente.

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 12:04 - Reply

      Oi João. É o chamado crédito inteligente, crédito consciente, bla-bla-bla. Eu chamo isso de doutrinação para o consumo do crédito sem gerar prejuízos para o banco. Essa é a educação financeira que interessa para os bancos. Eles querem que você tenha sua vida bem organizada, seus gastos e contas controladas, para que sobre um dinheiro no final do mês que possa ser utilizado para pagar prestações das dívidas que você irá assumir, sem dar calote ou gerar prejuízos para o banco. Na prática, é ensinar como você deve passar a vida toda trabalhando para manter os lucros elevado dos bancos através do pagamento de juros. Querem educar o devedor, para que se torne um bom devedor, aquele que paga suas contas em dia, não reclama dos juros e acha que fazer dívidas é ser inteligente.

  126. Aline 7 de junho de 2016 at 10:00 - Reply

    Ola Leandro.

    Difícil acreditar que alguém ache que pagar juros seja algo bom. Graças a educação que recebi dos meus pais sempre tive uma poupança e nunca precisei pagar juros e espero que assim continue.

    Quanto ao Gustavo Cerbasi. Acredito que possa ser jogada de marketing, estamos em crise a população cheia de dividas e vem um “educador financeiro” dizendo: Não se desespere que isso é bom. Qual o segredo? hahaha (desculpe não consigo pensar em outra coisa senão nisso).

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 12:05 - Reply

      Oi Aline, as famílias estão muito endividas, não faltam notícias na imprensa sobre pesquisas e dados sobre o tema.

  127. Ramon 8 de junho de 2016 at 19:49 - Reply

    Olá Leandro,
    Sou grato ao “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, fui um dos meus primeiros (de 10 livros) que li sobre finanças. Me mostrou o poder da organização e até vendi o 2º carro da família, pois mostrou que ele era PASSIVO e o grande custo de mantê-lo X táxi.
    Porém só os li após prejuízos de quase R$100mil com falência de negócio iniciado com EMPRÉSTIMO; carros 0km, 0% de entrada e EMPRÉSTIMO DE 1000 parcelas;

    Hoje, tudo mudou, após aperto nas contas, invisto milhares de reais na nossa maravilhosa renda fixa, após vender e investir nosso imóvel (PASSIVO), que rende 2-3x o aluguel que pago para morar no imóvel de mesmo padrão.
    Mesmo conceito da venda do 2º carro, aprendido no livro.

    Mas, dívidas, nunca mais.
    Se o Brasil gasta centenas de bilhões com o serviço da dívida, um pouquinhozinho disso é para mim.
    Não choro mais, vendo lenços.

    • Leandro Ávila 9 de junho de 2016 at 0:09 - Reply

      Oi Ramon. Obrigado por contar sua história e por sua dedicação estudando para transformar sua vida.

  128. André 8 de junho de 2016 at 22:55 - Reply

    Leandro, como sempre, obrigado e parabéns. Fiquei também atônito com os comentários do Cerbasi.

  129. Soraya 10 de junho de 2016 at 15:48 - Reply

    Olá André! Minha opinião é muito parecida com a sua. Podemos obter crédito se for pra gerar mais riqueza. O Banco do Nordeste oferece taxas para fonanciamento de longo prazo de 11,18% a.a. e se a parcela for paga em dia, tem bônus de 15% de adimplência sobre os juros, resultando em uma taxa de 9,5% a.a. Estas taxas são para Micro e Pequenas Empresas. Podendo ter carência de até 4 anos para começar a pagar. Neste casos, acredito que se há planejamento dos empresários é uma boa alternativa para antecipar um investimento e aumentar o faturamento. Sempre acompanho seu blog! Parabéns!

    • Leandro Ávila 16 de junho de 2016 at 21:17 - Reply

      Olá Soraya. Observe no artigo que eu destaco a diferença entre buscar crédito subsidiado pelo governo, como é o caso de créditos de bancos públicos como este que você citou, e buscar crédito para manter um padrão de consumo incompatível com sua renda familiar.

  130. Uilian Araki 12 de junho de 2016 at 12:13 - Reply

    Leandro, hoje terminei de ler o Livro Negro do Financiamento de Imóveis e gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho. É muito difícil poupar em uma situação em que as pessoas, empresas e até o próprio Governo nos incentivam a consumir. É impressionante como as pessoas ao meu redor são “parabenizadas” por “comprar” a casa própria por meio de um financiamento de 35 anos, comprometendo a renda e a qualidade de vida da família durante tanto tempo. O fato de não ter entrado nessa onda foi importantíssimo em minha vida, pois pude aceitar uma oportunidade de trabalho em outro Estado sem deixar nenhuma preocupação para trás, e parte do dinheiro poupado pode ser utilizada como uma reserva de emergência, que, de fato, precisei este ano. Ou seja, consegui manter a qualidade de vida da minha família sem me comprometer com dívidas ou sem o pavor de perder todo o dinheiro pago em um financiamento para o Banco. Comprar o primeiro imóvel à vista não é só possível, como é uma decisão muito mais inteligente que o financiamento que grande parte das pessoas faz. Obrigado, parabéns pelo Blog e pelo Livro.

    • Leandro Ávila 16 de junho de 2016 at 21:21 - Reply

      Oi Uillian. Eles estimulam você a consumir por um motivo simples. É assim que eles ficam com um pouco das riquezas que você produz, principalmente se este consumo for feito através de dívidas. Só quem ganha diretamente quando você poupa, é você mesmo e a sua família. A sociedade também ganha quando você poupa, mas isso ocorre de uma forma indireta. Não existe mérito nenhum em comprar um imóvel financiado por toda a sua vida produtiva. Isso significa que você passará a vida inteira trabalhando para transferir uma parte da sua renda para os bancos. Para piorar o crédito motiva você a comprar imóveis incompatíveis com a sua realidade. Quando você compra um imóvel à vista, ou com o mínimo possível de dívida, você toma uma decisão mais realista, você escolhe um imóvel compatível com a sua realidade.

  131. Leandro Vasconcelos 13 de junho de 2016 at 12:41 - Reply

    Olá, Leandro! Muito boas suas críticas e seus ensinamentos. Além de educar financeiramente, dá uma aula de sensatez.

    Quanto ao discurso do Cerbasi, como alguns já comentaram aqui, acredito que ele tomou por base a alavancagem no mundo empresarial, transplantando-a para as finanças pessoais. Logicamente que isso traz alguns questionamentos e, provavelmente, a abordagem não foi da melhor qualidade.

    Mas eu até compreendo a posição dele em alguns pontos. Se contraio dívidas no intuito de criar renda (investir), pode ser um bom negócio, desde que eu me organize e faça todo um planejamento. Por exemplo, obter financiamento barato para pagar uma faculdade ou um intercâmbio, que sei que vão ampliar minhas oportunidades profissionais, não é ruim e, se pesquisarmos, há várias iniciativas focadas no público estudantil que não são tão desvantajosas. O importante é a liquidez e boa perspectiva de adimplemento no futuro. Já vi casos, também, de pessoas que financiaram imóveis que tinham grande probabilidade de valorização e, após negociarem com o banco e com compradores, conseguiram uma boa margem de lucro.

    Enfim, é um assunto a ser debatido!

    • Leandro Ávila 16 de junho de 2016 at 21:30 - Reply

      Oi Leandro. A situação de estudantes endividados atualmente no país é lamentável. Quase metade de todos que possuem dívidas em programas como o FIES estão com pagamentos atrasados (fonte). Para que o novo FIES apresente o mesmo resultado negativo é apenas uma questão de tempo (deve aparecer nos próximos anos) O pior é que muitos estudantes nem precisavam desse financiamento, precisavam mesmo é de educação financeira. A pessoa já inicia a vida profissional com uma enorme dívida e certamente vai continuar essa cultura da dívida por toda vida.

  132. Glauber Cavalcanti Moreira Junior 17 de junho de 2016 at 15:48 - Reply

    Boa tarde Leandro,

    Mais uma vez, parabéns por mais um artigo sensacional. Até onde vale a máxima “Dinheiro barato é dinheiro de terceiros” no aspecto de usar esse capital de terceiros no investimento de um negócio próprio onde não se tem todo o recurso necessário?

    • Leandro Ávila 18 de junho de 2016 at 10:17 - Reply

      Oi Glauber. No Brasil, essa máxima vale apenas para grandes empresários e banqueiros. No exterior, onde as taxas de juros são próximas de zero, você realmente pode encontrar dinheiro barato, em alguns casos encontra até dinheiro de graça, para abrir um negócio. No Brasil os banqueiros pegam dinheiro emprestado pagando uma taxa inferior a Taxa DI (www.cetip.com.br) e emprestam esse dinheiro cobrando juros na casa dos 250% ao ano (cheque especial) ou 450% ao ano (cartão de crédito). Já os grandes empresários conseguem dinheiro com baixas taxas de juros através de bancos públicos. Para abrir um pequeno negócio é fundamental primeiro se educar financeiramente, ao ponto de você construir sua própria reserva financeira para investir no seu negócio.

  133. Marcos 19 de junho de 2016 at 15:29 - Reply

    Ufa terminei de ler comentários e artigo.

    Realmente dívidas são uma dadiva mas para quem empresta!!!

    Esse ano graças a Deus consegui esse mês depois de muito tempo não ter nenhum empréstimo em meu nome.

    Ao entrar no mercado de trabalho +- 8 anos atrás fui iludido pela história de crédito fácil…. Graças a Deus na caminhada pude encontrar conteúdo como o do clube dos poupadores que me auxiliaram na organização de minhas finanças e na elaboração de
    Plano de investimento para comprar primeiro carro (seminovo) sem financiamento. Tenho 26 anos e algumas pessoas reagem como se fosse loucura quando digo que vou esperar quase 3 anos para ter primeiro veículo.
    A cultura do endividamento esta enraizada em nossa sociedade.

    • Leandro Ávila 20 de junho de 2016 at 0:24 - Reply

      Oi Marcos. Parabéns! Provavelmente você conseguirá comprar seu carro antes de 3 anos. O que tenho percebido é que as pessoas ficam com uma vontade tão grande de atingir os objetivos que acabam produzindo mais, se esforçando mais, desenvolvendo um trabalho melhor e atingindo maiores resultados. Isso vale para ganhar, poupar e investir o dinheiro. No final o objetivo é atingido mais rapidamente. Sem falar que o prazer de realizar o sonho tão esperado sem fazer nenhuma dívida, não tem preço.

  134. mauricio 22 de junho de 2016 at 0:28 - Reply

    Tenho lido alguns livros da misses.org para entender melhor sobre escola Austríaca, e percebo que ambas linhas de autores de finanças pessoais estão corretas, conforme as premissas:

    1 – suponha que não exista banco central para gerar créditos, o dinheiro é confiável lastreado em ouro, os bancos emprestam apenas o que tem de lastro, não praticam reservas fracionárias respeitando o coeficiente de 100% das reservas, a sociedade tem riqueza poupada, ENTÃO não faz sentido obter crédito pois encarece ainda mais a moeda limitada, piorando o encarecimento com acréscimo de juros;

    2 – suponha que exista um banco central que incentiva e emite créditos entre bancos, dinheiro é lastreado em outras notas de crédito, bancos emitem títulos de crédito como moeda, há mais crédito que lastro nos depósitos poupados, ENTÃO a oferta de dinheiro sobe, o custo das mercadorias acompanham a inflação inercial, portanto é positivo ter dívidas, por diversificar recursos diante inflação de dinheiro que perde valor, por esse mesmo dinheiro estatal de curso forçado ser intrinsecamente dívida (lastreado em dívida pública). Assim, diante ambiente de incertezas inflacionárias, é melhor ter bens de capital que gerem rendas constantes, como imóveis, terras, máquinas, títulos de dívidsa cujos juros superem a inflação;

  135. Lucas Dantas 27 de junho de 2016 at 16:06 - Reply

    Leandro, perfeito!
    Sou educador financeiro nos tempos vagos e concordo absolutamente com tudo que foi contestado em relação ao Cerbasi. Dívidas não são dádivas mas sim o primeiro passo em direção ao empobrecimento. Afirmar tal coisa em um país que respira a filosofia “carpe diem “, é bastante arriscado, ousado.

    Parabéns pelo ótimo trabalho e um forte abraço!

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