Números Desastrosos da Educação Financeira no Brasil

Uma pesquisa mostrou que de cada 10 brasileiros, dois estão fazendo alguma poupança ou investimentos pensando no futuro. Os demais não estão percebendo o tamanho do problema que terão de enfrentar no futuro. Desses dois que investem alguma coisa, pelo menos 1 está perdendo muito dinheiro e vai continuar perdendo se não fizer nada. Em qual grupo você está? E os seus familiares mais próximos?

Diante dos problemas que a previdência brasileira enfrenta, teremos um futuro sombrio com dezenas de milhões de idosos enfrentando sérios problemas financeiros. Aqueles que tiverem filhos que seguirem o mesmo caminho (da ignorância financeira), terão problemas dobrados.

Isso pode se tornar uma situação desastrosa se nada for feito. Observe logo abaixo os dados da pesquisa (fonte):

Veja no final da tabela que 62,34% não conhecem nenhum tipo de investimento (nem a poupança). Entre aqueles que conhecem algum investimento, 13,84% dos participantes não fazem investimentos e 23,81% investem em alguma coisa.

O mais espantoso  foram as respostas de pessoas que se consideravam investidoras por comprarem roupas, cosméticos e outros itens de consumo pessoal (fonte). Muitos ainda acreditam que título de capitalização, consórcio e guardar dinheiro embaixo do colchão são investimentos.

As pessoas não sabem a diferença entre o que é investir e o que é consumir. Os poucos que sabem, optam por investimentos que oferecem os piores resultados: Poupança (16%), fundos DI (2%) e planos de previdência privada (1,85%).

Poupança: 

Quem acompanha o Clube dos Poupadores já sabe que a poupança é a opção de renda fixa que oferece a menor de todas as rentabilidades. Muitas vezes ela oferece rentabilidade real negativa, ou seja, quando descontamos a inflação não sobra quase nada (veja esse artigo sobre poupança e inflação)

Fundos DI:

Muitos desses pequenos investidores que aplicam em fundos DI (2%) estão perdendo verdadeiras fortunas por não compreenderem o impacto negativo das elevadas taxas de administração que os grandes bancos cobram nos fundos mais acessíveis (que exigem um valor mínimo inicial pequeno para a entrada de novos investidores).

É muito comum encontrar fundos DI e fundos de Renda Fixa de grandes bancos que rendem menos que a poupança. Provavelmente uma boa parte desse 1,45% de pessoas que investem em fundos escolhem fundos de investimento com taxas elevadas. O mesmo ocorre com os planos de previdência privada (que também são fundos de investimento).

E constatar isso é simples. Basta observar os fundos oferecidos pelos grandes bancos. Aqueles que possuem maior quantidade de dinheiro investido são os que cobram as maiores taxas administrativas e que exigem investimentos iniciais pequenos.

Exemplo de taxa elevada:

Vou dar aqui um exemplo só para ilustrar o artigo. Poderia dar um exemplo utilizando qualquer banco, mas vou usar o exemplo do Banco do Brasil por ser fácil encontrar os relatórios em PDF dos fundos desse banco fazendo buscas no Google. Observe esse fundo aqui:  (fonte). É um fundo de renda fixa que cobra 3,8% de taxa administrativa e que tem R$ 11.321.784.880,10 (11 bilhões) investidos. Eu acredito que as pessoas que investem em fundos que cobram taxas elevadas não entendem o impacto dessas taxas na rentabilidade. Isso é uma pena, pois ignorar a taxa produz um custo mensal para as pessoas. Esse dinheiro poderia ser utilizado e aproveitado com mais inteligência.

Observe essa tabela que o próprio banco divulga (fonte). Veja que o fundo rendeu em setembro de 2017 uma taxa de 0,34% (já com os 3,8% anual equivalente descontado). A poupança em setembro de 2017 ainda rendia 0,50% ao mês. A diferença é de 0,16%.  Como são 11 bilhões investidos estamos falando de algo em torno de R$ 17.600.000,00 jogados no lixo em um único mês. Na verdade, não foi para o lixo, isso se transformou em lucro para o banco e seus acionistas.

Esse “CDI” que aparece na tabela (fonte) é quanto o investidor receberia se tivesse feito investimentos em qualquer aplicação capaz de render o equivalente a 100% do CDI. Observe, a tabela mostra que esse fundo rendeu o equivalente a 38% nos últimos 5 anos enquanto o CDI rendeu 67%.

É possível encontrar CDB que rende próximo de 100% ou até acima de 100%. É possível encontrar outros investimentos de renda fixa como LCI, LCA, Títulos Públicos e até outros fundos de investimento (com taxas administrativas menores) que rendem relativamente próximos de 100% do CDI. Como você pode ver, em setembro, esse fundo ofereceu uma rentabilidade equivalente a 52,99% do CDI, que é quase uma piada (uma piada sem graça).

Se você pesquisar pelos fundos da Caixa Econômica, Itaú, Bradesco, Santander, também irá encontrar fundos acessíveis, onde o investimento inicial exigido é bem pequeno, mas as taxas administrativas são muito elevadas. O curioso é que esses fundos são justamente aqueles onde encontramos a maior quantidade de dinheiro aplicada.

O mesmo vale para os planos de previdência privada. Os que cobram as maiores taxas são justamente os fundos onde mais os brasileiros investem dinheiro.

A ignorância financeira afeta até aqueles que fazem algum investimento. Os poucos brasileiros que investem alguma coisa, ainda fazem isso da forma mais atrapalhada, perdendo o máximo possível de rentabilidade para os bancos através do pagamento de elevadas taxas administrativas.

O problema não é do banco. Os bancos são instituições com fins lucrativos e o objetivo deles é maximizar lucros. Eles estão fazendo o papel deles que é lucrar. É importante que você comece a fazer a sua parte que é tomar boas decisões sobre o seu dinheiro.

Explorando a sua ignorância

Enquanto existirem pessoas que só sabem investir na poupança, que aceitam aplicar em fundos de investimento e fundos de previdência com taxas elevadas, os bancos vão continuar oferecendo somente esses investimentos (ruins para você e bons para eles). São justamente esses investimentos que garantem as margens de lucro elevadas dos bancos brasileiros (para alegria dos acionistas desses bancos).

Você deve perceber que os bancos cobram as maiores taxas até o limite da sua ignorância. Reduzindo a sua ignorância financeira através da sua educação financeira você passará a tomar decisões mais inteligentes que visam os seus melhores resultados. Com isso, os bancos serão obrigados a reduzirem taxas para não perderem os clientes mais bem informados e financeiramente educados.

Dependendo dos seus filhos

Outra pesquisa (fonte) mostrou que 85% da população tem consciência da importância de ter uma reserva de dinheiro para emergências, mas 52% desses não possuem nenhuma reserva para esse fim. A página da pesquisa fala que “Atualmente, a maior parte dos aposentados no Brasil depende financeiramente de seus filhos ou teve que baixar o padrão de vida para continuar se mantendo”.

Na minha opinião, se as pessoas não acordarem para a realidade, nas próximas décadas, teremos idosos cuidando de idosos e netos sofrendo para sustentar um casal de pais idosos e um casal de avós idosos.

Já ouvi muitos especialistas declarando que fazemos parte de uma geração que passará dos 100 anos. Algumas pessoas até se esforçam para cuidar da saúde com o objetivo de chegar nos 120 anos. O problema é que essas pessoas nem sempre estão pensando sobre quem irá pagar suas contas. Quem vai manter o seu patrão de vida até os 120 anos.

Uma pessoa com 120 anos dificilmente poderá contar com a ajuda dos seus filhos de 90 ou 100 anos. Também será difícil contar com o apoio de netos com 60 ou 70 anos de idade e bisnetos que serão homens e mulheres com seus 30 ou 40 anos de idade.

Talvez os bisnetos dessa geração, diante do extremo sofrimento que essa situação produzirá,  perceberão a necessidade de considerar a vida financeira uma coisa muito séria para que não terminem a vida como seus antepassados.

A pesquisa mostra que 60% dos entrevistados afirmaram que “não gostam de se planejar e preferem esperar as coisas acontecerem para só então tomarem alguma atitude”. Esse percentual aumenta consideravelmente a partir dos 35 anos, chegando em 67% para pessoas acima de 60 anos.  Isso é o retrato do Brasil que teremos no futuro. Será o Brasil formado por pessoas que não pensaram no futuro.

Piores poupadores do mundo

O Banco Mundial possui um estudo mostrando que somente 28% da população brasileira poupa alguma coisa e esse número representa metade do percentual de poupadores encontrados em outras economias. Aqui na América do Sul, até países com renda per capta menor como Bolívia ou Paraguai, possuem um percentual maior da população poupando e planejando o futuro.

No Brasil, entre 11% e 16% de tudo que a sociedade produz  (PIB) está sendo poupado. Na Bolívia esse número chega a 25%. Nessa reportagem aqui, o estrategista de um grande banco afirma “que esse comportamento do brasileiro está associado à ideia de que o governo vai prover no futuro. As pessoas acreditam que as políticas públicas vão resolver seus problemas financeiros no futuro.” 

Essa falta de educação financeira do brasileiro vai construir o Brasil que os nossos filhos, netos e bisnetos terão no futuro. Eles vão pagar a conta e estaremos vivos para ver isso acontecendo.

Minhas recomendações:

Como educador eu só posso recomendar educação. Segue minhas recomendações:

  • Plano A: Recomendo que você invista na sua educação financeira, viva o presente com inteligência, poupe e invista uma parte do que ganha pensando no seu futuro e no futuro da sua família. Não fique dependente do governo e nem da boa vontade dos seus parentes quando o futuro chegar. Se você gasta tudo que no presente, por não ter certeza de que terá um futuro, reze para não ter um futuro, pois você terá muito tempo para se arrepender dessa decisão.
  • Plano B: Ofereça educação financeira para os seus filhos, mas não esqueça de dar bons exemplos. As crianças e os jovens precisam de exemplos e não somente de teorias. Não queira que seus filhos fiquem dependentes de você na vida adulta por falta de educação e planejamento financeiro. Não queira seus filhos passando por problemas quando estiverem aposentados. Com o aumento da expectativa de vida das pessoas é provável que você ainda esteja vivo para ver seus filhos e netos se aposentando. Deseje construir uma família financeiramente educada. Todos sofrerão menos.
  • Plano C (Modo Extremo): Mostre para o seu filho a importância de aprender idiomas estrangeiros e de se manter profissionalmente qualificado para ser reconhecido como bom profissional em qualquer lugar do mundo. Se tudo falhar, você não precisará afundar junto com o país enquanto o aeroporto estiver aberto.

Eu acredito que a educação financeira pode amenizar os problemas e o sofrimento dos brasileiros no futuro e isso me motiva a continuar dando minha pequena contribuição aqui no Clube dos Poupadores. Se você já poupa pensando no futuro, motive amigos e parentes a fazerem o mesmo. Você não vai querer ser o único da sua família em boa situação financeira no futuro.

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

159 Comments

  1. Rafael Novaes Ferreira 10 de novembro de 2017 at 15:37 - Reply

    Obrigado por mais este excelente artigo Leandro!

  2. Rodrigo 10 de novembro de 2017 at 15:40 - Reply

    Caro Leandro:
    Acompanho suas postagens a um tempo e sempre me inspiro nelas.
    Baseado no conteúdo desse artigo, venho pensando em disseminar as ideias da educação financeira a um maior número de pessoas possíveis, em um ambiente tipo uma ONG ou algo com reuniões periódicas, com pessoas dispostas a refletir sobre esse tema e, dispostas a mudar de comportamento.
    Assim, como você, acredito que estarei contribuindo de alguma forma, para, pelo menos, esclarecer os mais leigos e, que estão dispostos a se conscientizar.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 17:39 - Reply

      Oi Rodrigo. Eu tenho certeza que a maioria dos leitores frequentes do Clube já possuem um bom conhecimento sobre educação financeira. Todos nós participamos de grupos. Quem mora em condomínio, acessa uma pequena comunidade de vizinhos. Quem participa de alguma igreja, templo ou algum local religioso também pode acessar muitas pessoas. No trabalho também temos nossos colegas. Compartilhar um pouco desse conhecimento pode ser muito útil para os outros e gratificante para quem compartilha. O único cuidado que devemos ter é perguntar se as pessoas se interessam, se elas realmente querem. A pior coisa que existe é tentar ajudar alguém que não pediu ajuda.

      • Adriano 15 de novembro de 2017 at 18:00 - Reply

        “A pior coisa que existe é tentar ajudar alguém que não pediu ajuda.”
        Simplesmente perfeita colocação Leandro. Tal qual o Rodrigo, em muito inspirado pelo seu trabalho aqui no Clube dos Poupadores, tenho tentado disseminar um pouquinho do meu parco conhecimento sobre educação financeira e não é pequeno o número de pessoas que rejeitam esse conhecimento e ainda me taxam de neurótico e pão-duro por controlar os gastos visando um objetivo futuro. Confesso que as vezes chego até duvidar de mim mesmo quando vejo tais pessoas em um grande consumismo, me questionando se estou errado em me privar de certos luxo no presente. Mas textos como esse me fazem ver que estou no caminho certo, remando para ser cada vez menos dependente do governo quando chegar a aposentadoria.

        Parabéns pelo ótimo trabalho e muito obrigado por compartilhar conosco seu conhecimento e nos fazer crescer a cada texto.

        • Leandro Ávila 17 de novembro de 2017 at 16:58 - Reply

          Oi Adriano. Não sou contra uma vida confortável e prazeres no presente. Talvez as pessoas devam refletir que “luxos” fazem sentido e o que são desejos bobocas que cultivamos por força da propaganda ou do desejo de copiar o estilo de vida boboca dos outros. No mundo do luxo o que não falta é bobagem e coisas que beiram a infantilidade.

  3. Cristiano costa 10 de novembro de 2017 at 15:44 - Reply

    Ótimo artigo Leandro! Parabéns!…
    Obrigado!

  4. Guilherme 10 de novembro de 2017 at 15:44 - Reply

    Leandro, Sempre paro o que estou fazendo para ler seus artigos. Sempre muito bons e você tem uma enorme capacidade de enxergar o todo, o que nos faz abrir a cabeça. Parabéns

  5. Cícero 10 de novembro de 2017 at 15:50 - Reply

    Bem interessante e lastimante esses dados!
    O bom é diversificar. NUNCA deixe todos os ovos na mesma cesta. Por isso tenho títulos públicos (a maior parte pra futuro), ações, fundo multimercado (pra dia a dia), algum aluguel e renda de aposentadoria.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 17:40 - Reply

      Parabéns Cícero

      • Roberto Lima 14 de novembro de 2017 at 18:12 - Reply

        Oi Leandro. Novamente parabenizo-o pelo artigo. Gostaria de aproveitar para ir mais além nessa pergunta. Todos falam na diversificação, ok. Agora você não acha que falta equilíbrio. Quero dizer com isso que diversificar demais até pode atrapalhar? Digo isso porque até para se ter uma carteira sólida de ações com poucas ações já dá um trabalhão imagine ações, fundos, tesouro… etc… Eu penso e faço alguma contas e sempre me vejo perdido quando fica muito diversificado. Você também tem essa percepção?

        • Leandro Ávila 17 de novembro de 2017 at 17:02 - Reply

          Oi Roberto. Tem gente que tem pouco dinheiro e fica querendo complicar muito as coisas. As vezes o tempo que a pessoa perde tentando movimentar pouco dinheiro ela poderia dedicar na leitura de um livro ou em um curso para aprender alguma nova habilidade que permitisse melhorar o desempenho e os ganhos no trabalho. O nosso trabalho é nossa fonte número 1 de renda e devemos investir nela.

  6. Robson 10 de novembro de 2017 at 15:55 - Reply

    Muito bom, obrigado. É complicado, as pessoas não enxergam isso… E se você tentar explicar elas não escutam =( elas possuem inúmeras desculpas na ponta da língua, uma pena…

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 17:41 - Reply

      É verdade Robson. As desculpas são muitas. Quando os problemas chegarem elas também terão desculpas.

  7. Fabio Hideki 10 de novembro de 2017 at 15:55 - Reply

    No trabalho, me dá um desespero quando ouço que algum colega depende do próximo salário para pagar as contas.
    Triste também, é ouvir tantas conversas detalhando carros e smartphones. E ouvir pouco sobre planejamento financeiro.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 17:42 - Reply

      Oi Fabio. Muitas vezes essas pessoas possuem filhos. Não pensam nos próprios filhos. No caso de problemas financeiros, imprevistos, emergências e a necessidade de reduzir drasticamente o padrão de vida, as crianças são as que mais sofrem.

  8. Matthias Dittrich 10 de novembro de 2017 at 15:58 - Reply

    Excelente artigo relatando a realidade nua e crua da ignorância financeira no Brasil. O problema é que nem nas escolas se ensina como lidar com dinheiro, assim não dá nem para ter esperança que este quadro melhore. E sobre os Bancos, melhor nem falar, é simplesmente cruel…

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 17:45 - Reply

      Oi Matthias. As escolas, uma boa parte, possuem como objetivo fazer seu aluno tirar uma boa nota no ENEM ou em algum vestibular famoso para que se transforme em garoto propaganda ou estatísticas para uso no marketing. Um problema leva ao outro.

  9. Bruno Fernandes 10 de novembro de 2017 at 15:59 - Reply

    Leandro, obrigado por esse texto! Vou divulgar para os meus amigos e familiares. Grande abraço!

  10. Dema 10 de novembro de 2017 at 16:02 - Reply

    Tudo verdade nua e crua. Acho que os orgãos responsaveis devem colocar um freio nessas taxas abusivas que incidem tb sobre o principal. A pouco tempo o governo interferiu na forma de quitar a divida do cartão de crédito. Deve proteger o pequeno ou incalto investidor.
    Muitos não tem o suficiente para alocar em aplicação com tx .menor, então para ter liquidez caem nesses fundos com taxas absurdas.
    Concordo que tb passa pela educação financeira, mas alguem precisa colocar um freio nos bancos sobre essas taxas de fdos DI, RF que simpliemente aplicam em tit
    públicos.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 17:51 - Reply

      Oi Dema. Eu entendo o que você disse, mas é justamente esse o problema. Os problemas que enfrentamos hoje se originam dessa ideia “O governo deve fazer alguma coisa por nós”. Observe o tipo de gente que temos nos governos. Eles não vão fazer nada por nós. Nós é que precisamos fazer alguma coisa por nossa família, amigos, nossa comunidade e as pessoas que entram em contato conosco. O governo não vai fazer nada contra bancos, instituições financeiras ou qualquer agente responsável por financiar as campanhas dos políticos.

  11. Fernanda 10 de novembro de 2017 at 16:16 - Reply

    Boa tarde Leandro.

    Qual ou quais dos seus artigos você recomendaria um jovem de 18 anos que não tem educação financeira, mas que acaba de entrar no mercado de trabalho e acha que roupas de marca são investimento. Acho interessante começar com artigos para despertar o interesse e o gosto pelo tema e, então, aprofundar o conhecimento.

  12. Ariadna 10 de novembro de 2017 at 16:19 - Reply

    Texto angustiante, pois apresenta a realidade.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 17:57 - Reply

      Obrigado pelo comentário Ariadna. Alguém precisa falar sobre essas coisas de forma mais desconfortante na educação financeira. Hoje vivemos uma onda de muita piada, muita graça com coisa séria.

  13. Toni Carson 10 de novembro de 2017 at 16:25 - Reply

    Muito bom os seus artigos Leandro, sempre fico na expectativa do novo artigo, fora as vezes que releio os mesmos.

  14. Marcelo WilliamsAndrade 10 de novembro de 2017 at 16:26 - Reply

    Impressionante esses números! Mais um belo artigo. Obrigado Leandro.

  15. Fabio Marcos Frasão 10 de novembro de 2017 at 16:33 - Reply

    Parabéns por mais uma vez “tocar na ferida”.

    Copiando slogan de uma corretora (comprada por um Banco, mas ainda independente)… Desbanacarize-se

    Leitores: Planejamento e portfólio de investimentos conforme exposto em vários posts do Professor Leandro.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 17:59 - Reply

      Obrigado Fabio. Não falta conteúdo sobre os mais diversos investimentos. O que falta mesmo é “tapa na ferida”.

  16. Guilherme 10 de novembro de 2017 at 16:52 - Reply

    Olá, Leandro.

    Números assustadores. Às vezes, me pego pensando se não estou muito bitolado ou neurótico com o futuro. Mas vendo esses números, vejo um presságio de um futuro muito obscuro para o nosso país. Pois, mesmo que nossa nação dê certo, não conseguirá ir muito longe somente consumindo e, pior, se investir, fazê-lo dessa forma, de joelhos perante os bancos.

    Não tem jeito. É clichê, mas somente pela educação que nos libertaremos. Mas as pessoas simplesmente não pensam nisso. Triste.

    O que você falou no fim é desalentador (porém, necessário): não vamos querer ser os únicos prósperos na família. Há uma diferença sutil entre ser modelo e alvo…

    Abraços.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 18:06 - Reply

      Oi Guilherme, obrigado pelo comentário. Entendo que não existe pais rico composto por famílias que não enriquecem. Enriquecer no sentido de construir patrimônio financeiro, patrimônio intelectual, estudar mais para trabalhar melhor, para aumentar o valor do próprio trabalho, poupando uma parte para o futuro, investindo, reinvestindo, empreendendo, criando, inovando, prosperando. Não é isso que nossa sociedade busca. Somos um povo que está acreditando que no futuro os políticos vão resolver os problemas. Os políticos não vão resolver problema de ninguém. Cada um, dentro do seu núcleo familiar, precisa começar a pensar nesse futuro. Imagine o sofrimento que será somente um prosperando na família enquanto todos os outros (irmãos, tios, primos, etc) aos poucos vão se tornando dependentes e miseráveis quando a idade começar a chegar junto com limitações, doenças e desemprego, etc.

      • Wellington 11 de novembro de 2017 at 14:31 - Reply

        Acho que pagar cursos de formação profissional para parentes realmente INTERESSADOS em se desenvolver, mas que não podem arcar com os custos, seria uma forma de investimento na própria tranquilidade futura, reduzindo a possibilidade de ficar recebendo pedidos de empréstimos, entre outros incômodos financeiros comuns em algumas famílias.

  17. Itamara 10 de novembro de 2017 at 16:57 - Reply

    Caro Leandro !!!

    Excelente artigo, agradeço por todo empenho em educar as pessoas e particularmente a mim. Que vivia na ignorância como relata seu artigo, só lamento ter perdido tanto tempo para ter consciência, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo. Desde fevereiro deste ano tenho aplicado seus ensinamentos e posso dizer que minha vida mudou muito, antes era devedora de empréstimos consignadas, cheque especial, dívidas em cartões. Hoje já faço pequenos investimentos em Renda fixa e uso o cartão de crédito a meu favor, mas sei que me falta muito ainda, por issso pretendo continuar estudando para melhorar meu conhecimentos e resultados ainda tenho tempo estou hoje com 33 anos !!! E tudo que é bom compartilho com amigos e famíliares pois felicidade plena e ver as pessoas crescerem junto com você. Obrigada pelo seu empenho e profissionalismo 🙂

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 18:07 - Reply

      Parabéns Itamara. Sempre é um ótimo momento para começar. Obrigado por compartilhar com as pessoas que você tem contato. É isso que pode mudar o futuro.

  18. Luciano 10 de novembro de 2017 at 17:31 - Reply

    Leandro, mas um ótimo artigo, parabéns. Queria te pedir um favor: que explicasses ou escrevesses algo sobre as vantagens e desvantagens da previdência privada. Já li artigo seu falando das desvantagens, mas seria possível indicar as vantagens, se elas existirem ( e creio que existam)? Em que situações ou condições pode ser interessante aplicar também em previdência privada? Obrigado

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 18:12 - Reply

      Oi Luciano. Pessoas que pagam muitos impostos como pessoa física, possuem renda muito elevada e podem imobilizar centenas de milhares de reais em planos de previdência podem ter alguma vantagem se conseguirem acessar planos com taxas administrativas baixas (que são oferecidas para quem realmente tem muito para imobilizar) e nesse caso talvez possa existir alguma vantagem tributária. Só que essa realidade é bem restrita. A realidade mostra que planos de previdência privada mais acessados através dos grandes bancos oferecem taxas de carregamento, taxas administrativas elevadas e a instituição fica com boa parte da rentabilidade.

  19. João Felipe Farias 10 de novembro de 2017 at 17:52 - Reply

    Mais um artigo fantástico Leandro, parabéns!

    É uma triste realidade que estamos enfrentando no Brasil, a população precisa ter a consciência da sua própria auto-responsabilidade pela nação que temos hoje e teremos no futuro se não mudarmos agora o rumo.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 18:13 - Reply

      Obrigado João. Essa autorresponsabilidade é muito importante.

  20. George Santana 10 de novembro de 2017 at 18:11 - Reply

    Boa noite Leandro,seus artigos são sempre libertadores.
    Dentro desse assunto no qual devemos pensar no futuro uma coisa é certa:Todos morreremos um dia e a vida aqui irá continuar para os que ficarem.Então,como é feito esse processo da herança,de direcionar esse capital que ficou para posteridade?(Testamento,burocracias com os bancos,advogados?).
    Obrigado por continuar essa grande obra que é a partilha e a educação.
    Um Grande Abraço!

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 18:21 - Reply

      Oi George. Quando morremos a nossa família precisa fazer uma coisa chamada inventário. Basta ir até um cartório. Se não existirem crianças envolvidas pode ser extrajudicial. Para quem é casado eu recomendo que o casal partilhe os bens em vida. Até no caso de separação as coisas ficam mais fáceis se já estiverem mais ou menos divididas (é menos dinheiro gasto com brigas e advogados). No caso da morte de um, o outro terá uma parte do patrimônio em seu nome e somente a outra parte ficará dependendo da burocracia do inventário.

  21. Mateus 10 de novembro de 2017 at 18:20 - Reply

    O brasileiro é um ser que deve ser estudado. Seu site mudou minha vida, Leandro! Hoje, penso com tranquilidade sobre o futuro, porque me preparo para ele. Esse conhecimento é tão importante, que também tento repassar a todos que posso. Mas, se muito, 5% deve levar a sério esse tema quando eu falo. Todos, de forma consciente ou não, entregam seu futuro a terceiros.

    Aí entra a minha frase inicial. Nenhum brasileiro acredita nos políticos. Nenhum brasileiro confia no governo (independente de qual seja). Mas a maioria confia no Estado. A maioria acredita que a tendência da previdência ao longo do tempo é só piorar. Mas acredita que o Estado proverá! Como esses dois conceitos podem coexistir na cabeça de uma mesma pessoa????

    Não sei. Talvez nosso problema, como nação, seja mais profundo. Tem que haver educação. Mas também uma desconstrução de alguns conceitos e da forma como nos relacionamos e entendemos o Estado e o mercado. Enquanto o credo nacional for que o Estado é a solução e deve (e irá) sustentar a população, não acredito que atingiremos uma taxa respeitável de poupança.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2017 at 18:24 - Reply

      Oi Mateus. Realmente merece ser estudado. É como confiar no avião, mas não perceber que o avião precisa de um bom piloto. É como confiar no bisturi esquecendo que o bisturi depende da habilidade do médico para fazer a coisa certa.

  22. Pedro 10 de novembro de 2017 at 18:33 - Reply

    Opa Leandro, cara você esta de parabéns ajudando muitos brasileiros como eu a ter um melhor planejamento financeiro e consecutivamente uma melhor qualidade de vida em todos os sentidos, só tenho a lhe agradecer pelas suas colaborações com a comunidade sem puxar a sardinha para nenhuma intuição financeira.
    Tem um plano de previdência, que acredito ser interessante assim como um fundo da xxxx que tem na sua lamina um gráfico de rentabilidade bem próxima do CDI, com taxa de administração interessante, qual sua opinião sobre eles, teria alguma dica para aplicação.

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 6:55 - Reply

      Oi Pedro, obrigado. Eu editei o seu comentário e retirei o link para as duas instituições financeiras que você recomendou. Como educador eu não gosto emitir recomendações que não seja motivar os leitores a estudar, pensar, refletir, comparar, antes de tomar qualquer decisão.

  23. Alonso 10 de novembro de 2017 at 19:31 - Reply

    Como sempre mais um texto fantástico!

    Com relação a vivermos 120 anos, acho bem difícil isso acontecer, já que a mortalidade infantil diminuiu consideravelmente nos últimos anos e isso acaba ‘puxando’ a média.

    É a primeira vez na história da humanidade que existe mais pessoas morrendo por serem gordas do que magras (‘Sapiens – uma breve história da humanidade).

    Isso se dá pelo fato de que hoje temos muito mais conforto, maior produção de alimentos e menos guerras – por incrível que pareça.

    Grande abraço!

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:02 - Reply

      Nas próximas décadas teremos o impacto do uso da inteligência artificial, sistemas computacionais operando em velocidades jamais vistas, robótica, nanotecnologia, tecnologias cada vez mais baratas, tudo isso trabalhando em áreas como medicina e outras… Tem muita coisa acontecendo para os próximos 40 ou 50 anos. Provavelmente uma revolução a caminho. Só que tudo isso resultará em produtos e serviços que terão preço.

  24. Camila 10 de novembro de 2017 at 19:57 - Reply

    Excelente texto. Depois que comecei minha educação financeira, todos viram o resultado, mas nunca mudaram os próprios hábitos porque acham “difícil” e preferem viver o hoje. Alguns anos atrás um amigo desenvolveu uma doença incurável, porém que tem tratamento e ele pode viver muito bem por muito tempo. Infelizmente ele gasta tudo o que ganha, sempre foi assim, e os pais dele também sempre foram assim. Eu falo pra ele poupar para o futuro, pra ele ter uma reserva porque nunca se sabe quando ele pode ter uma crise e não poder trabalhar mais, ou de repente podem desenvolver um tratamento revolucionário, aqui ou em outro país, e ele poderá ter dinheiro para bancar esse tratamento. E ele, por achar que sua vida já está acabada, prefere viver como se não houvesse amanhã, sem pensar que o amanhã EXISTE e está aí. E assim é o pensamento de muitos, cada um dentro do seu contexto, infelizmente.

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:06 - Reply

      Oi Camila. Seu amigo fez a escolha dele. O importante é se responsabilizar pela escolha. O problema é quando não nos responsabilizamos, queremos responsabilizar os outros, transferir o problema para os outros, nos vitimizamos, reclamamos de tudo e de todos e até morremos de tristeza, depressão e arrependimento por decisões passadas.

  25. Demetrius Amorim Rivas 10 de novembro de 2017 at 20:14 - Reply

    Uma duvida, sobre os LCI e LCA, me perdoe se tiver falando uma bobagem, mas li que se for investir em LCI e LCA, podemos perder o valor investido for adquirido titulos de instituicoes menores, e que neste caso, caso a instituicao venha a quebrar, será mais dificil resgatar o valor ainda que dentro dos 250 mil que o FGC garante. Estou certo ou

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:09 - Reply

      Todo investimento em CDB, LCI, LCA e algumas outras modalidades são protegidas por um Fundo Garantidor de Créditos. Aqui no Clube existe um artigo onde falo mais sobre ele. Ele entre em ação quando o banco onde você investiu por algum motivo acaba quebrando. A garantir é até 250 mil por CPF. Leia mais aqui

  26. Renato 10 de novembro de 2017 at 20:50 - Reply

    Mais um ótimo artigo, Leandro. Parabéns. Quem sabe uma hora o povo não desperta. Eu despertei lendo seu site. Comecei com renda fixa, LCI, LCA, CBD, Tesouro Direto e hoje estou em ações, fundos imobiliários e outros. Posso dizer que mudou a minha vida. Obrigado. Uma dúvida: por que seus livros sobre imóveis não dão acesso à área premium do site? Um abraço.

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:11 - Reply

      Oi Renato. A área premium do Clube dos Poupadores é uma continuação dos meus livros sobre educação financeira que são esses que aparecem na página http://www.clubedospoupadores.com/reeducacaofinanceira Dentro da área Premium eu só falo sobre educação financeira e independência financeira dando continuidade a esses livros. Não trato de assuntos relacionados a imóveis.

  27. Michael Stuart 10 de novembro de 2017 at 21:06 - Reply

    Ola Leandro, mais um artigo essencial para cada brasileiro ler!

    A previdencia social nao e sustentavel por causa das distorçoes. Uma das maiores sendo a falta de paridade entre o beneficio entre um funcionario do setor publico e outro do setor privado. Parece que o congresso esta com grande receio de tentar corregir antes de um ano eleitoral, colocando entao a previdencia de *todo* brasileiro em perigo.

    Mas este beneficio assimetrica seria simplesmente, no meu ver, um resultado da causa raiz (“root cause”) do problema com a economia brasileira: a falta do empreendedorismo (“entrepreneurship”). E muito triste quando os jovens de um pais simplesmente aspirem para a estabilidade de um cargo publico para a vida inteira em vez de querer arriscar com inovaçao no setor privado. Nao e nada comum na maior parte dos paises desenvolvidos que – esquecendo agora as formulas respectivas de aposentadoria – que o setor publico ofereça maiores salarios e beneficios – sem risco algum de ser demetido! – que o setor privado. Entao seria justamente essa distorçao que precisa ser mudado.

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:13 - Reply

      É verdade. Tem muita coisa que precisa ser mudada e pouca gente querendo mudar alguma coisa. Por isso é importante que cada um busque fazer aquilo que pode ser feito sem depender do governo e dos outros.

    • Paulo 11 de novembro de 2017 at 18:46 - Reply

      Não há mais que se falar em grandes distorções entre previdência do setor público e privado. Essa é a idéia que o governo tenta passar (acabar com os privilégios do setor púbico) para impulsionar a reforma da previdência. Várias mudanças anteriores já equipararam as coisas. Desde 2013 o regime do setor público é limitada ao teto do regime geral – RGPS, quem quer mais contribui para uma previdência complementar, assim como na iniciativa privada.

  28. Claudia 10 de novembro de 2017 at 21:52 - Reply

    Boa noite Leandro. Parabéns pelo texto, muito bom. Me fez lembrar do meu passado recente onde só quem ganhava dinheiro era o meu banco, e minha gerente vivia batendo metas com clientes como eu. Mas isso é passado. Educação financeira mudou minha vida, e com textos como esses vou aprendendo mais como investir para mim e não para banco.

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:15 - Reply

      Oi Claudia. Faz muito tempo que a minha gerente não liga para mim. Quando mudam de gerente, o novato tenta, mas logo desiste, percebe que sou um cliente “desobediente”, nunca faço o que os gerentes querem que eu faça para que eles batam as metas deles. Eu tenho comprometimento com as minhas metas e não com as metas do banco e dos seus funcionários. É isso que eu recomendo que as pessoas façam.

      • Elisangela 15 de novembro de 2017 at 10:30 - Reply

        Eu vejo os gerentes e bancos fazem a parte deles, oferecem os produtos disponíveis, cabe a outra parte entender o que está sendo oferecido, o mesmo acontece quando alguém te oferece um refrigerante mesmo sabendo que não é saudável muitos tomam. Atualmente eu tenho conta digital, não pago tarifas mas tenho parentes que não abre mão de ser atendido pelo gerente e que justifica a sua importância, e neste ponto percebo o que importante pra mim não tem importância para outra pessoa. Muitos mesmo sabendo que possível investir via corretora acham a dificuldades até mesmo em abrir uma conta e preferem deixar lá fundo escolhido pelo banco grande da qual ele tem confiança. Alguns tem o minimo de educação financeira, poupam regularmente mas não abrem mão de certos serviços.

        • Leandro Ávila 17 de novembro de 2017 at 17:00 - Reply

          Oi Elisangela. O importante é que as pessoas tenham consciência sobre a função, interesses e intenções de cada profissional.

  29. MAcus 10 de novembro de 2017 at 22:45 - Reply

    Ainda chamam poupança de investimento. Fora que a Renda Fixa, (Perda fixa como diz o Barsi), com certeza perde para a inflação, IPCA, que ao meu ver esta disfarçada. Este índice com certeza não representa o valor da variação dos preços.

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:21 - Reply

      Eu não simpatizo com a atitude de grandes investidores que ficam aparecendo na mídia fazendo propaganda de ações onde ele é acionista, que se associam a corretoras e empresas que vendem recomendações de investimentos para influenciar na decisão dos pequenos.

      • Marcus 12 de novembro de 2017 at 5:27 - Reply

        Também não simpatizo quando os mesmos são especuladores, mas no caso dele, a sua filosofia defende um mercado de ações para crescimento pessoal e econômico.

  30. Dinheiro Investimento e Lazer 11 de novembro de 2017 at 0:25 - Reply

    A educação financeira está chegando aos poucos a mais pessoas, com o passar dos anos acredito que esses números sejam melhores, que as pessoas começam a poupar e a investir de acordo com os seus objetivos.

  31. Marcus 11 de novembro de 2017 at 0:28 - Reply

    Esse plano C já esta virando plano A. O Brasil não vai mudar, pois como você disse o povo espera pelo governo e o governo não quer o povo educado, pois sabem que se a população tivesse um pouco menos de ignorância eles não estariam lá.

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:22 - Reply

      Oi Marcus. Um povo educado e consciente sempre foi mais difícil de governar.

  32. Simplicidade e Harmonia 11 de novembro de 2017 at 6:47 - Reply

    Leandro,

    Excelente post.
    Eu também vi essa pesquisa da Anbima, deu para perceber que o problema brasileiro em relação a educação financeira é muito mais grave do que parece.
    1,24% investe no mercado de ações – com a facilidade de informações que temos disponíveis atualmente, não consigo entender por que esse número é tão baixo, por que tanta falta de interesse no assunto.
    Algo que me chamou a atenção foi o fato de roupas e cosméticos terem sido citados como sendo investimentos.

    Abraços,

    • Leandro Ávila 11 de novembro de 2017 at 7:23 - Reply

      É verdade. Falta de informação deixou de ser desculpa.

  33. lean coelho 11 de novembro de 2017 at 6:53 - Reply

    olá.
    gostaria muito de poder investir em outras aplicações,porém como sou autônomo e não tenho como comprovar renda, estou preso a caderneta de poupança. gostaria apenas de deixar minhas reservas em algo mais rentável!. Existe alguma estratégia para pessoas autônomas alcançar outros investimentos como TÍTULOS PÚBLICOS?

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 15:06 - Reply

      Oi Lean. Não sei se esse é o seu caso, mas normalmente o autônomo que tem dificuldade de comprovar renda não está com seu negócio regularizado. Se você pretende acumular patrimônio é importante pensar na possibilidade de regularizar sua atividade de tal forma que toda a sua renda possa ser comprovada. Isso vai evitar problemas no futuro.

  34. Rodolfo Rosseto 11 de novembro de 2017 at 10:06 - Reply

    Sempre que chega um email seu já penso, mais um excelente artigo. Parabéns. Graças a Deus que tomei gosto pela educação financeira, e tenho poupado e investido melhor. Mesmo com 38 anos, eu ainda tinha resistência de ter conta em corretora ou conhecer melhores investimentos, imagina explicar isso para pessoas mais velhas ou com um certo receio da internet ainda. É realmente preocupante. Abraços,

  35. Rocha 11 de novembro de 2017 at 10:46 - Reply

    Olá Leandro Ávila bom dia. Mais uma vez parabéns pelo excelente artigo. Graças ao seu trabalho, que tenho acompanhado a alguns anos, consegui me libertar da escravidão do consumo desemfreado e ter mais liberdade de pensamento para poupar.

    Leandro é muito interessante, este negócio de lidar com o dinheiro. Quanto, entendemos a verdadeira importância, disto em nossas vidas tudo muda, mais tudo mesmo, e muda para melhor em todos os aspectos de nossas vidas. É fantástico e libertador. Não é uma questão de quanto se ganha, mais uma questão de mindset. Ou seja, quero expressar aqui o meu depoimento, e reforço os meus agradecimentos sobre o seu trabalho maravilhoso.

    Vamos ao meu exemplo. Á uns cinco anos atrás eu fiz uma dívida pegando dinheiro emprestado a bancos a autos juros. Tinha mais de 3 cartões de crédito, e um limite no banco maior que o meu salário. Eu não preciso contar em detalhes o desenrolar do que aconteceu, você e todos os leitores do clube dos poupadores, devem saber o que aconteceu.Resumindo, fiquei individado por longos e eternos 3 anos, parecia uma eternidade. Após conhecer o seu canal, me eduquei financeiramente, tive que trabalhar duro durante 2 anos de minha vida, para pagar todas as minhas dívidas, não é preciso falar que deixei de usar 13 terceiro, férias, enfim nada disto eu tinha, pois tinha a missão de pagar as dívidas bancárias, cartões de crédito e contas mensais.

    Como falei acima é uma questão de MindSet. Hoje minha cabeça funciona exatamente assim. Se eu ganho por exemplo: R$ 1.500,00 por mês, o meu cérebro fala que a minha renda é por exemplo: R$ 1,200,00. Desta forma pago invisto os R$ 200.00 Reais e pago as contas do mês.

    A notícia boa é que:
    – Não tenho cheque.
    – Não tenho cartão de crédito
    – Tudo o que quero compro a vista
    – Aprendi a investir diversificadamente.
    – E hoje sou liberto financeiramente,

    Pois como disse, não é uma questão de quanto se ganha, mais uma questão de quanto se poupa.

    Gente isto é muito sério, este negócio de educação financeira é muito simples, (Ganhe 5 e gaste Menos e investa o resto ), bem simples, porém muita gente não tem a noção do problema que as dívidas pode fazer em nossas vidas e de nossos familiares.

    Ainda estou lutando para mostrar este caminho maravilhoso aos meus familiares que ainda não enxergaram isto.

    Desculpe-me me alongar demais Leandro, pois foi uma forma de agradecer pelo seu trabalho tão importante e libertador. Só quero garantir a todos que visitam este canal de que a libertade financeira é tão importante quanto todas as possíveis áreas da vida, um divisor de águas.

    Obrigado Leandro.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:57 - Reply

      Oi Rocha. Muito obrigado por compartilhar sua história conosco. Vai inspirar muitos leitores que pretendem seguir os seu caminho.

  36. ENDERSON LUIZ VIDAL 11 de novembro de 2017 at 11:55 - Reply

    Prezado Leandro, sou profundo admirador do seu trabalho e recomendo seu blog para todos meus familiares e amigos. Mas recentemente fui recomendar o blog transcendenciafinanceira, mas ele está fora do ar, tem um artigo lá que você fala como emagreceu que eu queria muito ler novamente e repassar para um amigo, queria saber se tem como você disponibilizar os artigos do transcendenciafinanceira aqui no clubedospoupadores. Obrigado e Forte Abraço.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:54 - Reply

      Oi Enderson, o Transcendência vai se transformar em um livro. Em breve divulgarei novidades.

  37. Roberto de Araujo 11 de novembro de 2017 at 16:05 - Reply

    Ótimo artigo.
    Sempre recomendo este site para as pessoas e compartilho muito seus ensinamentos com as pessoas que conheço.

  38. Gabriel Caetano 11 de novembro de 2017 at 18:47 - Reply

    Parabéns Leandro!

    Acompanho seus artigos há muito tempo e nunca comentei nada, mas esse não tinha como não te dar os parabéns. Tenho certeza que muita gente vai ler o artigo e continuar na inércia da ignorância dependendo dos filhos e do governo no futuro. Por outro lado, muita gente vai ler isso aqui e vai começar um caminho que vai mudar a vida pra sempre.

    Por mais difícil e trabalhoso que seja, continue com esse trabalho fantástico que vc faz, pq com certeza vc muda a vida de muita gente pra melhor.

    Um forte abraço.

  39. Marcos Aurélio 11 de novembro de 2017 at 18:57 - Reply

    Boa noite só tenho que agradecer pelos seus artigos que são sempre muito inteligentes e de grande conteúdo, isso mudou a minha vida financeira para sempre e para melhorar que Deus te ilumine e nos brasileiros nunca desistimos e é por isso acredito em nosso país sou otimista e com pessoas engajadas um dia a estrela vai brilhar para todos. Fique com Deus e boa noite professor Leandro.

  40. Cirino 11 de novembro de 2017 at 19:27 - Reply

    Parabéns Leandro, por mais um excelente artigo e com certeza irei compartilhar e muito obrigado pela sua constante generosidade em estar nos brindado com estes temas importantes.

  41. Marciele 11 de novembro de 2017 at 20:36 - Reply

    Excelente artigo, Leandro. Parabéns mais uma vez. Eu sempre fico de escrever algo e acaba que nunca o faço, mas acompanho este site e gosto muito da maneira verdadeira e direta como os fatos são expostos. A vida é assim, não adianta ficar tapando o sol com a peneira e dizendo mentiras enganosas que confortam.
    O Brasil é um país ignorante, já sabia, mas me surpreendi com o nível, já que muitos consideram roupas e cosméticos investimentos. Infelizmente a educação nunca foi prioridade e nunca será, pois os políticos querem manipular o povo para se auto enriquecerem e às suas famílias ( esses sim pensam no futuro),esses sim têm um plano de previdência, infelizmente às custas do trabalho de uma população completamente ignorante. Parabéns por tentar mudar esse cenário desolador.

  42. KAKA 11 de novembro de 2017 at 21:03 - Reply

    Excelente Artigo Leandro! Quero sugerir que a você que escreva um artigo sobre: “crenças e mitos sobre o dinheiro, bloqueios emocionais que impedem as pessoas de prosperarem.”

  43. Rogerio 11 de novembro de 2017 at 21:59 - Reply

    Mestre Leandro!
    Mais um maravilhoso artigo e totalmente real!
    Sou seu aluno do curso resistência e acompanhando seus projetos sempre quis saber sua opinião sobre a empiricus e inversa que apresentam ensinamentos financeiros via serviços/assinaturas pagas.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:50 - Reply

      Oi Rogerio. São instituições que vendem peixe. Não ensinam a pescar. Vendem relatórios dizendo onde você deve investir o seu dinheiro. Não possuem comprometimento com educação de ninguém. Se a recomendação que for dada der certo, ótimo, se não der certo, quem vai perder dinheiro é você. São instituições que criam relações de dependência. A ideia é você ficar dependente das opiniões deles. Educação financeira é diferente, quando ela funciona você fica independente.

  44. Daniel Gomes Soares 11 de novembro de 2017 at 22:22 - Reply

    Olá Leandro. Também acredito em educação financeira, sem dúvida é importante. Mas só educação financeira, sozinha, não adianta. A pessoas precisam trabalhar o psicológico, o mindset, para evoluirem e prosperarem. Abs

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:42 - Reply

      Oi Daniel. Normalmente quando as pessoas conseguem organizar a vida financeira tendem a desejar essa mesma organização só que na parte interna. Ai começa a fase da prosperidade.

  45. monica 11 de novembro de 2017 at 22:23 - Reply

    boa noite Leandro, sou funcionária pública e sempre procuro difundir no trabalho essa questão de Investimento, onde investir. Já acompanho seu site a bastante tempo e 2015 foi o ano da minha mudança. Infelizmente os servidores públicos parecem nao se preocuparem muito com investimentos, já que, a estabilidade é um fator que contribui para isso, penso diferente e acredito que pro nosso lado as coisas só tendem a piorar. Por isso estou me precavendo. Agradeço muito a você por isso.

  46. Selma 11 de novembro de 2017 at 22:43 - Reply

    Parabéns pela matéria e seu trabalho !

  47. Teixeira II 11 de novembro de 2017 at 23:00 - Reply

    Leandro, comecei a acompanhar teu blog recentemente e me arrependo de não tê-lo feito antes. Seu estilo de escrita apesar de passar informações graves, não o faz de uma forma alarmista.
    Eu fico muito triste de estar nesta minoria, assim como faço meus esforços para aumentá-la. De minha geração da família, só eu embarquei nessa ideia. Da anterior, só minha mãe. O que falas em um comentário, me esforço constantemente para não fazer – “catequizar” as pessoas. Pelo que vejo, as únicas coisas que estão crescendo são meu patrimônio e a minha falta de esperança neles.
    Um abraço e até mais!

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:40 - Reply

      Oi Teixeira. Se você tentar catequizar vai ganhar o chapéu de “chato da família”. A melhor forma é dar bons exemplos.

  48. Marcelo 12 de novembro de 2017 at 2:36 - Reply

    Bom dia, professor a cada texto seu que leio só me motiva mais para me educar financeiramente, analisando minha vida financeira com base nos seus textos, vejo que desenvolvi um pouco, hoje sai das dividas, criei minha reserva de emergência de 12 meses, sei que ainda tenho muito em que aprender, muito obrigado, com essas estatísticas mais um vez me prova que estou no caminho certo.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:38 - Reply

      Parabéns Marcelo. Você deu um grande passo e está muito acima da média dos brasileiros.

  49. Ricardo Ramos Baldi 12 de novembro de 2017 at 7:53 - Reply

    Beleza, Leandro!

  50. Carlos SAntolin 12 de novembro de 2017 at 8:59 - Reply

    Ótimo artigo Leandro! Como sempre! Parabéns!
    Se me permite falar, pareceu-me que está perdendo a paciência de tanto ensinar e ainda o número de pessoas que não procuram estudar a educação financeira é grande. Mas te digo pra não desanimar, pois eu era ignorante e através dos seus artigos me livrei dela. Obrigado!

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:37 - Reply

      Oi Carlos. Não estou perdendo a paciência. Artigos como esse são muito compartilhados. São puxões de orelha que as pessoas gostam de compartilhar entre amigos e parentes onde falo sobre coisas que as pessoas sentem vergonha de falar com seus conhecidos.

  51. eric snel 12 de novembro de 2017 at 10:25 - Reply

    Grande Leandro!

  52. Erismar Maia 12 de novembro de 2017 at 10:34 - Reply

    Muito bom, parabéns Leandro, ótimo artigo

  53. Alberto 12 de novembro de 2017 at 14:55 - Reply

    Excelente post Leandro, obrigado e parabéns!
    Interessante que, nesta época do ano, já começo a notar as queixas de mal-educados financeiramente, que me criticam por manter o mesmo carro por alguns anos, esses, se jugam espertos, por acharem que a aquisição de um carro mais novo e mais caro, com frequência, irá resolver seus problemas, agora, se deparam com renovação de seguros de valores exorbitantes e taxas de IPAV nada favoráveis para os próximos meses, além de parcelas de financiamento. Enquanto isso ocorre, mantenho meu carrinho simples, quitado e com manutenção em dia, priorizando e aumentando meus aportes mensais, estudando estratégias de maximizar meus rendimentos líquidos reais.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:35 - Reply

      Oi Alberto. Parabéns. Eu tenho certeza que você possui planos melhores e mais proveitosos para o seu dinheiro. Existem pessoas que passam a vida trabalhando para trocar de carro todo ano.

      • Alberto 14 de novembro de 2017 at 15:39 - Reply

        Sim, Leandro, com certeza! Estou plantando minha própria árvore para não ter que depender da sombra dos outros.

    • Robim 17 de novembro de 2017 at 16:52 - Reply

      Alberto, há um tempo estou reparando uma coisa… As pessoas criticarão não importa o que você faça, se você não tem carro (prefere uma bike) elas te criticarão, se você tiver um carro barato elas te criticarão por ter um carro barato, se você tiver um carro caro elas te criticarão por ter um carro caro, se vender o carro caro para comprar um barato elas te criticarão… Não importa o que você faça, as pessoas irão fazer o que elas fazem: “Falar da vida dos outros” HAHA

  54. Saulo Almeida 12 de novembro de 2017 at 18:05 - Reply

    Olá, Leandro.
    Como sempre, seus textos são bem ilustrativos e didáticos a fim de compartilhar conhecimento e dados sobre a realidade brasileira.
    Neste momento, estou iniciando um grupo de pesquisa em psicologia econômica, no intuito de realizar pesquisas e comparar a tomada de decisão quanto a investimentos e poupança de pessoas que tiveram a graduação a partir do FIES e outras que não precisaram desse sistema de financiamento.
    Espero que no próximo ano eu já tenha dados e possa compartilhar a fim de esclarecer sobre esse aspecto que está cada vez mais inerente a formação de pessoas no Brasil, e que gera uma gama de endividados.
    Abraço.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:32 - Reply

      Oi Saulo. Parabéns por iniciar esse tipo de pesquisa! São temas importantes.

  55. Cristiano Silva 13 de novembro de 2017 at 3:41 - Reply

    Mais um ótimo artigo. Sua contribuição, ainda que você ache pequena, mudou toda forma de pensar sobre dinheiro que eu tinha. Se hoje consigo poupar uma parte dos meus recursos e buscar conhecimentos sobre finanças, consumir com inteligência é graças a sua iniciativa. Seus artigos possuem muito conteúdo e são de graça. Isso estimula o aprendizado, tanto que já adquiri a série de três livros sobre re-educação financeira e pretendo adquirir outros. Obrigado por todo o seu trabalho Leandro! Com certeza fez diferença na minha vida e da minha família.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:31 - Reply

      Oi Cristiano. Parabéns por sua dedicação! Obrigado por adquirir os livros. Eles tornam o projeto economicamente viável, permitindo que eu ajude cada vez mais pessoas como você.

  56. Ricardo 13 de novembro de 2017 at 6:34 - Reply

    Ótimo artigo Leandro, muito obrigado pelo conteúdo.

    Leandro, tenho uma duvida e gostaria de sua opinião caso queira dar, é claro: Já venho realizando investimentos há aproximadamente 3 anos em Tesouro Direto, Fundo Cambial e agora venho estudando sobre o Mercado de Ações e minha duvida é a respeito da minha mãe.

    Ela é uma dona de casa que tem sua poupança, porém ela já demostrou que não tem interesse em aplicar este dinheiro da poupança em outro investimento por falta de conhecimento e interesse mesmo. Neste caso ciente que ela poderia estar aplicando em Tesouro Direto, qual sua recomendação sobre isso? Devo administrar esse dinheiro fazendo todo o trabalho para ela ou simplesmente não fazer nada?

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:25 - Reply

      Oi Ricardo. Recomendo respeitar a vontade da sua mãe. Provavelmente ela vai se sentir melhor cuidando do dinheiro dela da forma que sempre gostou de cuidar, dentro das limitações que ela possui e deseja manter. Eu não costumo recomendar que ninguém tente cuidar do dinheiro de outras pessoas, mesmo sendo sua própria mãe.

    • Ricardo 15 de novembro de 2017 at 10:38 - Reply

      Ricardo,

      Se tiver irmãos, nem pense em fazer isso, caso algo dê errado, será o culpado!
      Se ela for muito idosa, sua mãe pode precisar do dinheiro a qualquer momento e imagina o dinheiro aplicado em algum investimento e por algum motivo tiver que resgatar, pagando IR alto, além de outras taxas?

  57. Rodrigo Galeno 13 de novembro de 2017 at 8:06 - Reply

    Leandro, bom dia. Uma excelente visão essa relação entre longevidade e educação financeira. Parabéns pelo artigo. Li o comentário de um leitor acima que disse que gostaria de se engajar em causas desse tipo, na orientação financeira de pessoas. Há algum tempo eu venho tentando fazer isso, de forma voluntária e 100% gratuita, e posso afirmar: as pessoas não estão interessadas. Infelizmente, é a verdade. Eu tenho alguns projetos de cursos, com diferentes focos e características, os quais já apresentei no meu local de trabalho, no condomínio onde resido, na associação de moradores do meu bairro, nas secretarias municipal e estadual de educação e sabe qual foi o resultado? Nada! Em nenhum lugar as pessoas demonstraram interesse em nem mesmo deram algum tipo de retorno. Como você bem disse, é péssimo ajudar quem não pediu ajuda. No entanto, o que fico intrigado é ver como o assunto da educação financeira está tão em evidência e em como as pessoas pagam caríssimo por cursos de renomados educadores, ao passo que poderiam ter o mesmo conhecimento sem custos se abrissem a mente. Talvez, se eu tivesse cobrado, teria algum valor, não é? As pessoas têm dessas coisas. Um abraço!

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:23 - Reply

      Oi Rodrigo. As pessoas que compram esses cursos já são financeiramente educadas. As pessoas sem educação financeira jamais pagariam por alguma coisa sobre educação financeira. Elas nem mesmo gastam o tempo delas com educação financeira. Esse é o grande problema. A maioria as pessoas que compram meus livros de educação financeira fazem isso por gratidão, pois já possuem uma base, já estão colhendo resultados, já sentiram os benefícios da educação financeira e agora estão apenas confirmando e organizando o que aprenderam. Por isso todos esses autores que vendem cursos e livros também desenvolvem conteúdo gratuito e mesmo assim as pessoas não querem saber.

  58. Thiago 13 de novembro de 2017 at 9:04 - Reply

    Leandro, muito boa a matéria.
    Isso realmente é uma realidade em nosso país da qual eu faço parte. Tenho 31 anos e só fui começar a me importar com plano financeiro há 2 anos, onde comecei a ter educação financeira, porque fui buscar.
    Meus pais sempre me criaram muito bem, porém não têm essa cultura e por conta disso não souberam me ensinar. Sempre aprendi que para se ter alguma coisa na vida era necessário se afundar em financiamentos, por conta disso fiz muitas escolhas ruins no passado das quais carrego algumas até hoje.
    Compartilhei sua matéria e acho que é papel fundamental de todos nós levarmos esse conhecimento adiante para que todos possam ter vidas melhores em seus futuros.
    Parabéns pelo seu trabalho.

    Thiago Machado

  59. sandro 13 de novembro de 2017 at 13:27 - Reply

    Gostei da parte “governo vai prover no futuro”. Pode ser que isso ocorra daqui a uns 3000 anos mas nos 517 anos passados em que essas terras entraram no mapa nunca aconteceu. Não aconselho a esperar, nem sentado.

  60. César Filho 13 de novembro de 2017 at 16:14 - Reply

    Leandro,

    Boa tarde! Seu artigo, excelente por sinal, me lembrou uma célebre frase dita por Benjamin Franklin: “se você acha que educação custa caro, experimente a ignorância”. E no futuro, quem não fizer nada no presente para mudar sua própria realidade, pagará (muito) caro pela ignorância.

    Um grande abraço!

  61. CIDA 13 de novembro de 2017 at 16:28 - Reply

    Nossa graças a este post já enviei msg p minha gerente p ver qto pago em cada investimento. Um deles em renda fixa. valeu.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:16 - Reply

      Parabéns Cida. Recomendo que você anote o nome dos investimentos e investigue por conta própria. Os bancos são obrigados a fornecer detalhes sobre cada investimento.

  62. Denóbio Oliveira 13 de novembro de 2017 at 16:43 - Reply

    Boa Tarde Leandro, eu Gostaria de me especializar em Educação Financeira e Finanças Comportamentais, será que você poderia me dá umas dicas de instituições para essas especializações?
    Eu sou do Rio de Janeiro.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:15 - Reply

      Oi Denóbio. A maioria dos educadores financeiros que conheço são formados em administração de empresas. Essa é minha formação. No caso de finanças comportamentais eu já vi psicólogos e economistas que se envolvem com o tema. O curso de administração de empresas entrega uma ótima base. Você estuda o funcionamento de todos os setores de uma empresa (vendas, marketing, contabilidade, recursos humanos, direito empresarial, direito do consumidor, etc.) É uma bagagem que faz você entender o mundo das empresas, isso ajuda no mundo dos investimentos, ajuda a entender as relações entre as empresas e as pessoas. A ignorância financeira das pessoas, a ignorância com relação ao consumismo, são oportunidades de negócio para as empresas.

  63. Paulo 13 de novembro de 2017 at 17:46 - Reply

    Oi,Landro.Estou estudando a possibilidade de usar consórsios como forma de investimento, vendendo minha carta sorteada com lucro para quem esteja com pressa de receber o bem.O que acha de usar consórcios dessa forma ?

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:09 - Reply

      Oi Paulo. Consórcio não é investimento. Só que tem muita gente que vende consórcio, lucra quando você compra consórcio, que gosta de propagar essa ideia de que consórcios são investimentos.

  64. RS 13 de novembro de 2017 at 21:19 - Reply

    Em relação às roupas e cosméticos, a resposta pode realmente resultar da ignorância de alguns sobre a diferença entre consumo e investimento, mas também pode relacionar-se a alguma atividade empresarial ou especulativa.
    Tem gente que compra cosméticos para revenda (consultoras natura e afins), tem gente que compra roupas com tiragem limitada apenas para revendê-las a colecionadores destas marcas que não conseguiram adquirir o produto diretamente do fabricante.
    Há um risco de não conseguir repassar a mercadoria, mas, de toda forma, a aquisição é feita objetivando uma revenda com lucro, não o consumo pessoal.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:08 - Reply

      Oi RS. Na pesquisa eu pude ver que eles separam aqueles que investem em cosméticos para revenda.

  65. Anderson 14 de novembro de 2017 at 8:24 - Reply

    Excelente matéria, eu fazia parte desta estatística, mas há dois anos comecei uma pequena poupanca.
    Porém insatisfeito com o rendimento da poupaça, e depois de ler várias matérias sobre o tesouro direto, resolvi me aventurar.
    Confesso que estou assustado com o rendimento, talvez pela minha inexperiência como investidor, mas os títulos que adquiri no final de setembro desvalorizaram quase 2% em 40 dias, e continuam desvalorizando. Os títulos em questão são Tesouro IPCA 2024 e Tesouro IPCA 2035.
    Observei que esta queda ocorreu em quase todos os títulos, isso tem a ver com a queda da taxa de juros, ou o IPCA que ficou negativo nos últimos meses?
    Obrigado.

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:07 - Reply

      Oi Anderson. Temos artigos aqui no Clube sobre a rentabilidade negativa de títulos do Tesouro Direto. É importante entender que essas taxas refletem o que ocorrerá se você desistir do título, não tem relação com o que você irá receber se esperar até o vencimento.

  66. Flávio 14 de novembro de 2017 at 9:31 - Reply

    Ótimo artigo Leandro. Sabe, eu até que tento conscientizar meus irmãos e amigos para se preocupem com a educação financeira, mas por incrível que pareça, o assunto só me faz motivo de chacota. Fico preocupado em ver no futuro, irmãos e amigos, passando por sérias dificuldades financeiras, e não poderei ajudar a todos e sabe-se lá se vou querer ajudá-los. Abraços !!

    • Leandro Ávila 14 de novembro de 2017 at 14:05 - Reply

      Oi Flávio. Chacota com coisa séria. Por isso somos um país tão cheio de problemas e miséria.

  67. Rogério Caetano 14 de novembro de 2017 at 10:09 - Reply

    Mai um rico e alarmante conteúdo.
    Assim como alguns leitores colocaram, a discussão do tema é muito importante para o despertar de consciência de nossos amigos e parentes.
    Começar hoje para colher os frutos no futuro.
    Forte abraço a todos

  68. RONALDO JOSÉ DA SILVA 14 de novembro de 2017 at 14:47 - Reply

    Muito bom o texto…mas vai dar conselhos pra amigo ou parente sobre isso, vão te chamar de mão de vaca, pessimista, que o gerente do banco não falou sobre isso. Importante é você mesmo saber o caminho, siga o quem quiser.

    • Leandro Ávila 17 de novembro de 2017 at 17:03 - Reply

      Oi Ronaldo Falar sobre dinheiro entre amigos e parentes é quase uma falta de educação aqui no Brasil.

  69. Claudia 14 de novembro de 2017 at 21:55 - Reply

    Boa noite Leandro. Ótimo artigo, parabéns. Em tempos de juros baixos é bom nos atentarmos a como funcionam os investimentos. Sou iniciante no assunto e cada artigo me ajuda muito. Inclusive, se puder tira uma dúvida, ficaria grata. Por diversas vezes fiz simulação no simulador do tesouro, principalmente na Selic para fundo de emergência, e sempre resultou melhores resultados no tesouro SELIC em comparação a poupança. Porém, hoje simulei aportes mensais de 500,00 no Selic, sem aporte inicial, e o simulador mostrou a poupança com melhor resultado do que a Selic, mas num único aporte com valor mais alto houve uma inversão. Gostaria de entender porque a poupança deu um resultado melhor. Obrigada.

    • Leandro Ávila 17 de novembro de 2017 at 17:05 - Reply

      Oi Claudia. É importante observar a questão do imposto de renda sobre o rendimento. A poupança é isenta. No caso do Tesouro Direto esse imposto é maior no curto prazo. Além disso existe uma taxa anual de 0,30% e a taxa da corretora caso a corretora que você utilize cobre essa taxa. O Tesouro Selic tenderá a ser mais vantajoso em prazos maiores que 2 anos

  70. Guilherme Agra 15 de novembro de 2017 at 2:21 - Reply

    Ótimo artigo Leandro, acompanho seu site desde 2014 e graças a ele aprendi a investir na renda fixa (tesouro direito, CDB, LCI, LCA e LC, debentures) através de corretoras independentes. Tenho 33 anos e atualmente invisto próximo de 20% da minha renda anual nessas modalidades. Sou casado e tenho um filho de 4 anos, sou a principal fonte de renda da casa e ultimamente tenho sido abordado por muitos corretores de seguro de vida ¨resgatável¨ e seguro contra invalidez permanente ou temporária pois viajo muito de carro toda semana. Como sou funcionário público e liberal ao mesmo tempo (médico) parte da minha renda (40%) seria mantida no caso uma invalidez permanente ou temporária e nunca me interessei em seguros. Mas se acontecesse uma fatalidade (morte) o patrimônio que possuo não seria capaz de manter o padrão de vida da família e educação do meu filho. Gostaria de sugerir que fizesse um artigo sobre esse tema!! Tenho muitas dúvidas (seguro vitalicio ou por tempo determinado? Convencional ou resgatável? Coberturas adicionais são realmente necessárias?) e corretor de seguro parece gerente de banco: desinformar o cliente para vender e bater metas! No Brasil ninguém liga pra morte ou se prepara pra ela, até o dia em que ela chega e deixa a família em apuros além de emocionais, financeiros, como médico vejo isso diariamente. Sei que seguro não é investimento, que é o foco do site, mas li uma frase que me chamou atenção: Seguro de vida oferece uma proteção financeira alavancada, pois você ira contribuir muito pouco no inicio, já tendo um alto capital assegurado em caso de sinistro. No Japão 9 em cada 10 pessoas fazem esse tipo de seguro, nos EUA 1 em cada 5. Então não deve ser algo tão ruim, mas encontrei pouca informação realmente isenta na internet. Obrigado!

    • Leandro Ávila 17 de novembro de 2017 at 17:09 - Reply

      Oi Guilherme. Os corretores de seguros são vendedores treinados e especializados. Alguns oferecem os seguros e seguradoras mais vantajosos para eles e não para você. O problema é que para você será muito difícil saber se eles realmente estão pensando em você ou pensando na renda deles no final do mês. É claro que isso não é com todos.

  71. Paulo 15 de novembro de 2017 at 21:32 - Reply

    ola! Aprendo Muito com suas matérias, por favor se for pertinente fale sobre a “reforma trabalhista”, serie interessante suas colocações, um grande abraço.

  72. Tiago 16 de novembro de 2017 at 8:24 - Reply

    Bom dia!!!

    Excelente artigo,

    Muito esclarecedor e dinâmico.

    Realmente a situação é preocupante.

    Conheço pessoas que vive no extremo, não guarda nada do que ganha
    e ainda paga aluguel.

    Tudo que se faz sem programação, o efeito é desastroso.

    Concordo plenamente, a educação financeira tem que ser executada
    desde o berçário, para quando se tornarem adultos valorizarem cada
    centavos.

    Toda ação gera uma reação, quem age com inteligência, jamais será afetado
    por uma situação desesperadora.

    O mundo dos investimentos é maravilhoso e a cada dia nos coloca frente a frente
    com novos objetivos.

    Grande abraço.

  73. Aloisio 17 de novembro de 2017 at 8:54 - Reply

    A previdência ao meu ver já quebrou faz tempo, cerca de 40% dos aposentados estão trabalhando, sem contar os informais. Esse títulos públicos também não bons, de fato Leandro você tem toda a razão os dados são alarmantes! É pior do que imaginava. Obrigado pelas dicas e fontes, um excelente post.

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