Casamento atrapalha sua independência financeira

Você acha difícil guardar dinheiro e investir por ser uma pessoa casada? Você fica incomodado(a) quando percebe que vai demorar muito para atingir a sua independência financeira ou para conseguir um emprego que permita aumentar sua renda e com isso aumentar sua capacidade de poupar? Um leitor do Clube dos Poupadores relatou suas dificuldades logo abaixo:

Olá, Leandro, passei para dar uma sugestão para um artigo no blog: “Conciliar a poupança e os investimentos e a Vida de Casado.” Falo isso porque acho bem mais difícil guardar dinheiro quando se é casado (e olha que ainda nem tenho filhos!).  Mas parece que TODO MÊS surge alguma despesa extra! Eu sempre me programo antes, organizo as contas para os meses seguintes, mas quando chega, sempre tem algo! Seja comprar uma roupa, ou coisas para a casa, etc, etc… E não quero juntar pouco dinheiro, senão vou demorar muito mais tempo para alcançar minha sonhada independência financeira. Enfim, acho bem mais complicado quando se é casado! Aí nunca se consegue ficar tranquilo com o que se tem, mas sempre é preciso ganhar mais e mais, para poder conseguir guardar mais dinheiro e, ao mesmo tempo, não deixar de viver. Sou servidor público, e, sinceramente, estou cansado de estudar para concurso. Sei que existem cargos que pagam salários muito maiores do que o meu no serviço público, mas estou cansado dessa agonia de estudar para concurso… E isso pode levar ANOS para poder passar e começar a ver algum resultado financeiro. Penso muito em empreender, sabe. Mas a gente acaba sendo “doutrinado” para ser servidor público etc. Aqui em Brasília principalmente! Tudo gira em torno disso! Desculpe o desabafo, mas eu precisava falar com alguém que tenha maturidade e conhecimento na área. Grande abraço!

O leitor diss: “acho bem mais difícil guardar dinheiro quando se é casado”

Guardar dinheiro é difícil. Isso é um fato. Sempre foi e sempre será difícil. Quando você diz “sim” para o ato de economizar, precisa dizer “não” inúmeras vezes para todas as coisas maravilhosas que a humanidade inventa todos os dias para se apossar do seu dinheiro.

Guardar dinheiro é um sacrífico para todos e o que você vai fazer com isso é que torna cada pessoa diferente da outra.

Já tive contato com muitos solteiros que estavam tentando juntar dinheiro. Nunca vi nenhum relatando que ser solteiro tornava as coisas fáceis. Acontece o contrário. Os solteiros são capazes de apresentar uma lista completa, muito bem fundamentada, com justificativas para não poupar. Essas justificativas são bem compreensíveis, fazem todo sentido, mas no fundo são apenas desculpas utilizadas pela nossa Resistência.

Quando você é casado e tem filhos, o seu leque de justificativas aumenta tremendamente. Se você é um jovem solteiro, ganha bem, não poupa nada e está cheio de dívidas, você não será bem visto pela sociedade.  Já se você for casado e tiver vários filhos, as dívidas e os problemas financeiros serão socialmente justificados. Você ganha a liberdade para estourar suas finanças jogando a culpa no casamento e nos filhos.

TODO MÊS surge alguma despesa extra! Eu sempre me programo antes, organizo as contas para os meses seguintes, mas quando chega, sempre tem algo! Seja comprar uma roupa, ou coisas para a casa, etc, etc…

Roupa não é uma despesa extra. Comprar coisas para casa não deveria ser uma despesa extra. Leia sobre reserva de emergência e sobre provisões. Já escrevi sobre isso. Se uma simples roupa compromete sua capacidade de poupar, pode existir alguma coisa errada com o seu padrão de despesas com vestuário. Eu acredito que devemos nos vestir dentro das nossas possibilidades. Veja o caso da senhora abaixo.


Lembro quando uma pessoa, também funcionária pública, escreveu para mim perguntando se era normal trocar os eletrodomésticos e móveis da casa todos os anos. Uma leitora do Clube dos Poupadores, amiga dela, tinha criticado esse comportamento e indicado a leitura dos meus artigos.

Ela estava confusa e queria saber qual era o problema de “investir” na qualidade de vida que ela proporcionava para a família dela? Afinal de contas, todos os anos existiam modelos mais modernos e melhores de televisores, fogões, geladeiras, micro-ondas, celulares e ela entendia que qualidade de vida era ter o que existia de melhor e mais moderno.

Ela não entendia como alguém pode negar o que existe de melhor e mais moderno para os filhos. Ao mesmo tempo, ela declarou não ter nenhuma poupança, nenhuma reserva, ela trocava tudo que tinha todos os anos através do cartão de crédito, crédito consignado e ia pagando as parcelas durante todo ano. As vezes ela enfrentava problemas financeiros, mas, segundo ela, o importante mesmo era viver bem. A vida dessa pessoa se resumia a isso.

É claro que não sei se esse é o seu caso. O desejo de comprar uma roupa nova sempre é uma justificativa para que você reduza o incomodo que é ter dinheiro guardado. Infelizmente, para muitos, dinheiro guardado significa vida não vivida, quando é justamente o contrário. Dinheiro guardado é vida preservada, vida salva, para ser utilizada de uma forma mais inteligente e proveitosa diante de oportunidades futuras que também vão proporcionar qualidade de vida para todos.

E não quero juntar pouco dinheiro, senão vou demorar muito mais tempo para alcançar minha sonhada independência financeira

Mais uma vez temos um Resistência que você precisa eliminar. Com esse tipo de pensamento, você nunca vai atingir a sua independência financeira. Pouco dinheiro regularmente pode fazer muita diferença no longo prazo. Apenas para ilustrar isso, se o seu pai tivesse poupado mensalmente, desde o seu nascimento, um valor equivalente a R$ 100 nos dias de hoje e se você mantivesse esse investimento mensal até completar 66 anos, você se aposentaria milionário com apenas R$ 100 mensais.

Observe que fui bem conservador utilizando a taxa de 0,5% ao mês. Existem títulos públicos que pagam taxas acima da inflação que estão próximas disso. Essas taxas podem ser muito maiores dependendo do ciclo econômico e crises que o país enfrenta. Você só precisaria corrigir esses R$ 100 mensais pela inflação para manter o poder de compra. Janelas de oportunidade existem para quem está com os olhos preparados.

Alguém que tivesse disposição para aprender a investir e conseguisse gerenciar uma carteira capaz de gerar ganhos de 1% ao mês ficaria multimilionário nesse período:

Eu sei que isso é apenas um exemplo. A vida real é mais difícil, mas ele é muito útil para mostrar o impacto de pouco dinheiro todos os meses por muitos anos, especialmente se você aprender a investir de tal forma que possa manter uma carteira de investimentos com boa rentabilidade. Pouco dinheiro no longo prazo, através do efeito dos juros compostos, se torna muito dinheiro. É assim que as grandes fortunas se formam, através da paciência, persistência e constância. Aqui no Clube existem muitos artigos sobre investimentos e existem meus livros que aprofundam esse tema. Faça suas próprias simulações aqui.

Preciso ganhar mais e mais, para poder conseguir guardar mais dinheiro e, ao mesmo tempo, não deixar de viver.

Isso é o que o Robert Kiyosaki chama de “Corrida dos Ratos“. Precisamos desenvolver nossa inteligência financeira. Você acha que só pode poupar se tiver mais dinheiro e acha que só pode viver se gastar o dinheiro que poupou e com isso precisa trabalhar cada vez mais.

A quantidade de “despesas extras (roupas, coisas de casa, etc.)” serão infinitas se você não parar e definir o que realmente é algo que justifique gastar suas reservas para garantir um futuro melhor.

Já tentou inverter a ordem das coisas? Primeiro você guarda, ou seja, primeiro você se paga, salva a sua parte, aquilo que é realmente seu. Com o restante você vive. Antes você deve fazer uma reflexão sobre o que é a vida? O que é viver? Será que viver é sempre desistir do seu sonho? Se você disse que o sonho é a independência financeira, então o desejo de comprar uma roupa ou uma coisa para a casa é mais importante do que o sonho? São essas coisas que são a vida? Questione sua esposa sobre isso.

Vida é tempo. Vida é o que você faz entre o acordar e o dormir. Não é o que você compre entre uma coisa e outra, é o que você faz. Aquele que usa todo o tempo que tem para ganhar dinheiro e depois trocar esse dinheiro por “despesas extras” como comprar roupas e coisas para a casa, não está realmente vivendo. Uma maior independência financeira poderia proporcionar a possibilidade de ter mais tempo, aí sim você teria mais vida e mais recursos. Por isso a questão é refletir sobre o que é a vida para você.

Sei que existem cargos que pagam salários muito maiores do que o meu no serviço público, mas estou cansado dessa agonia de estudar para concurso…

Eu aposto que as pessoas que estão nesses cargos que pagam salários maiores estão nesse momento sonhando com cargos que pagam salários ainda maiores. Tenho certeza que elas também não conseguem poupar nada no final do mês, pois sempre aparecem roupas e coisas para casa para comprar. O problema não é ganhar mais. A senhora do vídeo também acredita que o problema é o que recebe do bolsa família. O problema é saber o que você anda fazendo com o que ganha. Certamente existem pessoas que ganham menos que você e que sonham ter a sua renda para poderem comprar os mesmos tipos de roupa e coisas para casa que você pode comprar.

Para complicar a situação, para conquistar esses cargos que pagam salários maiores é necessário estar disposto a pagar um preço. Esse preço é dedicação diária, tempo e esforço para estudar.

O que faz você não querer poupar um pouco por dia para atingir a independência financeira também faz você não querer estudar um pouco por dia para conquistar o cargo que paga mais.

Você está cansado de poupar, estudar e principalmente de esperar.

Sobre independência financeira você disse “não quero juntar pouco dinheiro, senão vou demorar muito mais tempo para alcançar minha sonhada independência financeira.”

Sobre ganhar mais dinheiro você disse “e isso pode levar ANOS para poder passar e começar a ver algum resultado financeiro.”

Percebeu que os motivos são os mesmos? Inicialmente você disse que o problema é o seu casamento, mas no restante da mensagem você deixa claro que o problema é falta de paciência, persistência e força de vontade.

Você mesmo disse que está cansado de tudo isso.

Certamente essa situação gera frustrações. Nada melhor do que remediar frustrações no curto prazo, de forma imediata, sem esperas, sem demora. Podemos fazer isso encontrando motivos para comprar uma roupa nova ou alguma coisa para casa. São como prêmios de consolação que sabotam seu futuro.

Muitos problemas financeiros que enfrentamos não tem nenhuma relação com o quanto ganhamos e nosso desempenho nos investimentos. Existem questões internas que precisam ser trabalhadas. Aqui no Clube dos Poupadores, na área de educação financeira e enriquecimento existem muitos artigos que tratam dessas questões. Você só precisa ter um pouco de paciência e de tempo para ler e praticar. É importante que o casal se eduque financeiramente ao mesmo tempo. Também existem meus livros de educação financeira onde você aprende começando do zero.

Dia da sorte...

Muita gente acredita que ter sucesso na vida financeira depende de um tipo sorte. Descobri uma forma de aumentar essa sorte: quanto mais você estudar sobre ganhar, poupar e investir dinheiro, mais sorte terá na sua vida financeira. Escrevi uma série de livros que vão ajudar você a aumentar esse tipo de "sorte" rapidamente:Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Wagner
Visitante
Wagner

Leandro, análise excepcional da situação do leitor! Parabéns pelo artigo.

Welington
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Welington

Olá Leandro, bom artigo, obrigado!

Você tem algum material falando sobre planos de saúde. Tenho pensando entre as opções plano de saúde x reserva para emergências (incluindo saúde), numa situação na qual você tem dificuldades em manter as duas coisas simultaneamente.

Abço.

Wellington Rodrigues
Visitante
Wellington Rodrigues

Respondendo ao meu xará, acho que a economia não compensa o risco de perder todo o patrimônio.

Renan Teixeira
Visitante
Renan Teixeira

A minha avó tinha um plano de saúde que com o tempo ficou muito caro para ela pagar, então ela aderiu a um plano de saúde de um hospital que funcionava como uma poupança, ela tinha direito a utilizar os serviços do hospital por esse plano e os custos iam sido deduzidos da poupança dela, porém com um custo menor do que se fosse particular.

Certa vez ela se sentiu mal e no hospital ela descobriu um cancer no intestino, e aquela poupança de alguns anos foi consumida quase na sua totalidade somente para pagar a cirurgia de retirada do tumor, e quando acabou o dinheiro ela foi pro SUS.

Eu tenho a mesma visão do Leandro, a idéia é similar ao seguro de carro, alguém pode dar uma batidinha em vc e não compensar nem acionar o seguro, ou o seu carro pode dar perda total e ai se vc não tiver seguro ferrou.

Celso
Visitante
Celso

Parabéns Leandro, Show.

André Fonseca
Visitante
André Fonseca

Muito bom o texto Leandro! O colega que postou realmente mostrou que o errado não era o casamento e sim ele. Mas eu tenho que concordar que o casamento dificulta juntar dinheiro. Já vi colegas meus se perdendo no casamento, pois começam as brigas, aí o cara perde o equilíbrio emocional, começa a beber, a fazer negócios ruins, começa a se atolar em dívidas. Quando casa com uma mulher interesseira a coisa fica pior, pois começam as chantagens emocionais por parte dela, exigindo isso, aquilo, e o sujeito quando menos percebe está falido. Vários depoimentos de jogadores de futebol que eram ricos e hoje estão pobres falam que não se atentaram para isso quando eram jovens. Sem falar que se a pessoa casa, o regime é a comunhão parcial de bens. Se ele adquirir casa, carro, numa eventual separação tudo é dividido no meio. Não digo que o casamento seja ruim, mas a pessoa deve saber muito bem com quem ela está casando.

Claudio
Visitante
Claudio

Falou tudo André Fonseca! Concordo, sim! Solteiro e com inteligência financeira é mais fácil, do que casado e só um com inteligência financeira mas que é envolvido pelo emocional com esposa e filhos.
Leandro foi muito calculista, esqueceu das emoções!

Elissandro Costa
Visitante
Elissandro Costa

Tenho observado suas análises Leandro. Você tem sido um presente de Deus a minha vida. Obrigado por tamanha solidariedade! Forte abraço.

Gustavo
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Gustavo

Leandro, ótimo texto! Tenho 19 anos e com certeza, aprendi muito sobre o mundo financeiro. O problema é : não tenho renda, ganho dinheiro vendendo objetos meus pela Olx para poder sair com a namorada uma vez ou outra. Ela mora fora também. Outro agravente. Tenho uma poupança de reserva. Eu quero muito investir mas não sei se essa é a hora certa. Pode me ajudar, por favor?

Guilherme
Visitante
Guilherme

Muito bem observado. Excelente artigo.

Cético
Visitante
Cético

Na minha humilde opiniã, depende da cabeça da companheira(o). Em geral, financeiramente, a balança pende mais para o negativo do que o positivo, seja a curto, médio, longo prazo (principalmente com maiores probabilidades destes médio e longo prazos, onde os imprevistos são muitos mais enfáticos).

Jonas Alves Miranda
Visitante

MT bom artigo, parabéns!
Fico muito feliz quando recebo um e-mail com um novo artigo, sempre quando posso, deixo tudo pra lê logo.
Eu também sou casado, realmente não é fácil poupar, mas como vc disse, às vezes, inconscientemente usamos isso como desculpa.
Quando era solteiro não consegui poupar nada, hoje olho para trás querendo voltar a esse tempo e fazer diferente (não conhecia o clube dos poupadores poupadores). Mas graças a Deus estou tendo a oportunidade de fazer um hoje diferente para um amanhã melhor!
Sou muito grato pelos seus ensinamentos de vida!
Abraço!

roberto
Visitante
roberto

Leandro mais um otimo artigo voçê esta se tornando um formador de frases de mão cheia,acho que essas frases que se destacam do texto potencializam mais e mais a reflexão.parabens…

Wiliam
Visitante
Wiliam

Estamos vivendo em uma sociedade do consumo, onde as pessoas compram coisas que não precisam e vivem a vida inteira reclamando que trabalham demais. Eu estou 10 anos sem comprar uma roupa e ainda existem algumas peças que ficam no guarda-roupa mofando. …

Mauricio
Visitante
Mauricio

Esse comentário e a resposta do Leandro foram as melhores, rss. Estou aqui rindo sozinho da singeleza da resposta e admirado com a paciência e generosidade desse ser humano. Sim, porque essa capacidade pra se responder cada comentário com tanta dedicação é fora do comum e faço questão de expressar minha gratidão por isso e por tudo que consigo desenvolver em mim graças aos seus textos.

Joanatan-Ibirité-MG
Visitante
Joanatan-Ibirité-MG

Faço minhas as palavras do Maurício. Espero que estejamos juntos nessa caminhada por longos anos Mentor Leandro Ávila.
Deus te abençoe Amigo.

Ricardo
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Ricardo

Vou fazer três anos de casado e outro dia fui a casa da minha mãe e ela comentou sobre um casaco sem manga e com capuz que acabei esquecendo lá.
Comprei ele em 1997 quando trabalhava em uma grande loja que faliu.
Ele está novinho.
Ao vê-lo, minha esposa comentou, isso está fora de moda.
Uns dias atrás fez um pouco de frio aqui no Rio e usei só para zoar minha esposa! RSRSRSRS
E espero usá-lo ainda por muito tempo.

pobreHomemGordo
Visitante
pobreHomemGordo

Se o raciocínio da média das mulheres fosse baseada na função dos objetivos, os relacionamentos talvez, tivessem menos conflitos.

Cesar
Visitante
Cesar

Leandro, parabéns pelo o artigo. Vejo que um dos desafios do casamento é os dois sincronizarem a mesma iniciativa e vontade de querer aprender e melhorar financeiramente, e esta diferença acaba atrasando as conquistas.
Abraço.

Bárbara
Visitante
Bárbara

Oi Leandro, excelente artigo! Quem quer faz. Sei que para o leitor (casado) não é tão simples assim, quando se tem que nivelar duas cabeças. Particularmente acho mais fácil por ser solteira (e já fui casada), faço do meu jeito, se não tá bom, estou ciente do único culpado e ponto final. Só preciso de esforço para ser verdadeira e realista 100% do tempo. Assim como este leitor, venho percebendo amigos e familiares, que querem economizar mais, e até já economizam, mas não entenderam o que isso de fato significa. Economizar e não tomar atitude de fazer algo melhor com o dinheiro, só faz ficar mais leve o mês corrente ou o próximo. Ainda bem existem seus artigos para podemos compartilhar, temos você como veículo para atingí-los positivamente. Obrigada.

Hugo
Visitante
Hugo

Mais um ótimo artigo Leandro! Parabéns!

João Felipe Farias
Visitante
João Felipe Farias

Mais uma vez um excelente texto Leandro! Parabéns! E obrigado por nos ajudar na jornada de independência financeira que sonhamos.
Quanto ao texto, tenho uma sugestão ao leitor que fez esse “desabafo”: Criar um objetivo real! Como uma viagem, por exemplo. Pois os gastos extras (muitas das vezes desnecessários) tendem a surgir pela falta de um objetivo maior. E como ele é casado, esse objetivo deve ser compartilhado entre ele e a esposa, para que, juntos, possam ter motivação de conquistar o que desejam.

Angelo
Visitante
Angelo

Olá Leandro, tudo bem? Parabéns pelo artigo! Gostaria de complementar com uma experiência de vida. Quando solteiro, sempre tive a cultura de poupar, e desde que me casei, em 1996, sempre fizemos isso juntos. Mas o “segredo” (e pasme, a maioria dos meus amigos fica perplexa quando contamos isso) é que consideramos a renda familiar como apenas um valor total. Não interessa quem ganha mais! Não interessa de quem é a despesa. As rendas e as contas dão DO CASAL. Hoje temos uma conta conjunta APENAS. Isso é uma filosofia que se colocada em prática, resolve uma grande quantidade de problemas. No entanto, as pessoas resistem em comunizar as finanças, pois não querem abrir mão da liberdade ou da sensação de liberdade que é ter sua conta e seu dinheiro de forma particular. Se juntamos as finanças, temos que discutir, entender, compartilhar, e o mais difícil, negociar cada compra. Isso torna as coisas mais sensatas! Com o tempo, os resultados são sensacionais! Um abraço!

Tom
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Tom

Percebo isso tambem. Sempre achei irracional a ideia de “isso é meu, isso é seu” ou “meu dinheiro, seu dinheiro”. Casamos, somos um só! Compartilhamos nossa intimidade por quê nao dos meus objetivos? Mas sem perder a individualidade! Muitos problemas são evitados quando passamos a agir como “nós/nosso”.

André Luiz Valverde
Visitante
André Luiz Valverde

Muito bom artigo Leandro. Se me permite uma pequena e humilde observação, acho que vários dos problemas financeiros vivenciados por um casal se deve à falta de identidade e harmonia de ambos os cônjuges no que diz respeito aos anseios a serem perseguidos. Fica muito difícil que um deles consiga poupar com inteligência e sensatez quando o outro não está condicionado a fazer o mesmo. Daí surgem discussões e embates que prejudicam a disciplina e motivação para poupar e investir com consciência. É essencial que tanto um como o outro estejam dispostos a passar pelas mesmas privações para a consecução de um objetivo comum. Talvez seja esse o problema do leitor, não obstante outros vícios no modo de pensar apontados por você.

Maicon Antonio Paim
Visitante
Maicon Antonio Paim

Leandro, e o peso dos filhos no orçamento e na liberdade financeira?

Anônimo
Visitante
Anônimo

Muito boa a análise, realmente não é o tamanho do salário que influencia na poupança mensal, mas sim a inteligência financeira. Estou passando por uma experiência um pouco similar com minha mãe. Ela é funcionária pública aposentada e vivia endividada, até que no final do ano passado meu pai me falou para ajudar.
Conversei com ela e vi que estava abarrota em dívidas: CDCs, empréstimos e cheque especial. Isso porque ela tem uma boa aposentadoria e poucos gastos. Peguei as senhas dos bancos dela e percebi que ela devia quase 100 mil Reais com taxas altíssimas. E para meu espanto, ela não tinha a menor ideia do montante devido, ela achava que tinha pedido emprestado somente 10 mil, mas na verdade como eram dívidas de muitos anos, o gerentes iam refazendo o CDC até que o montante final em valor futuro chegou perto de 150 mil.

Vendi um pouco dos meus títúlos atrelados à Selic e quitei a dívida dela. Deixei uma poupança de emêrgências de 15 mil em sua conta e agora todos os meses eu faço um planejamento financeiro para ela, além de ela me pagar o empréstimo com juros da taxa Selic. Coloquei várias regras para ela, tipo:

1 – Cancelar todos os títulos de capitalização. (Pasmem, ela devia essa quantia enorme e possuia vários títulos de capitalização)
2 – Compras com o cartão de crédico somente em 1 parcela para evitar mascaramento de dívidas futuras
3 – Ela me paga R$2500 por mês com a taxa Selic (atualmente 0,74% a.m.) que eu converto em LFT e abato do total de LFTs que vendi para emprestar para ela. Quando a poupança mensal dela fica maior que 15 mil, eu uso o excedende para amortizar mais.
4 – Não cair na lábia de gerente de banco, pois o gerente do banco é seu inimigo, existe um conflito de interesse e o gerente só queria que você se endivide até o pescoço, no limite máximo de sua capacidade em pagar as mensalidades dos empréstimos.
5 – Monitoro os gastos do cartão de crédito dela e ao final do mês repreendo com os gastos superfluos. Tem funcionado, pois ela agora fica envergonhada de gastar com besteiras, tipo roupas e sapados muito caros.
6 – Cancelei os 2 seguros de vida dela, pois eram valores caros mensais para um prêmio pífio.

Resultado: Em 9 meses ela só estourou o orçamendo mensal em 1 mês por conta de gastos com saúde, porém a poupança de emergência cobriu sem a necessidade de cheque especial. E o simples fato de ter alguém fazendo esse coaching já tirou a alta preocupação que ela tinha todos os meses sobre como pagar todas as contas…

Fiz esse relato para corroborar com a postagem que só basta organização para ter as contas em dia e se tiver a mesma disciplina para poupar, é totalmente factível atingir a independência financeira.

obs: só coloquei o usuário como anônimo pois coloquei valores e dados pessoais.

VIVIANE
Visitante
VIVIANE

Que bom que ela não foi orgulhosa, e te ouviu!

Andre
Visitante
Andre

Vc fez um trabalho espetacular, a maioria nao aceita esse coaching

Lúcia Luiza
Visitante
Lúcia Luiza

Obrigada pelo artigo, Leandro

Lucas Aragão
Visitante
Lucas Aragão

Excelente análise, Leandro. Parabéns pelo site. Obrigado por compartilhar seus conhecimentos.

Acompanho o clube dos poupadores há alguns meses e tenho refletido bastante sobre vários aspectos, sobretudo o financeiro. Formei em medicina há 6 meses, sei da necessidade de iniciar os investimentos, contudo os meus planos não saíram do papel. Entrei na residência médica de cara e acabei restringindo muito a possibilidade de ganhos, porem não me identifiquei com a especialidade e acabei largando há um mês. Ja estou empregado, ganho relativamente bem, tendo como base o salário do profissionais brasileiros, contudo tenho muitas despesas nesse início pois, estou montando casa, pagando festa de casamento, entre outras dívidas. As vezes isso me angustia, admitido que sou imediatista e quero alcançar minha independência financeira o quanto antes. No entanto, para mim, o maior bem que temos é a saúde, a juventude e o tempo. Reflito as vezes até que ponto vale a pena juntarmos tanto dinheiro para vivermos tranquilos quando velhos. Tenho receio das limitações que a idade avançada pode me trazer. Parece um pensamento um tanto precipitado, contudo não acho precipitado investir dinheiro com algo que traz prazer e histórias pra contar (rs). É contraditório, porém esse é um dilema que carrego. Gostaria de ter mais tempo livre para fazer outras atividades que me dão mais prazer do que o trabalho. Enfim, quem disse que a vida é fácil?!
De toda forma, vou continuar lendo os artigos, eles me fazem refletir bastante sobre ela. Obrigado mais uma vez, Leandro. Desejo a você muito sucesso.

Marilene
Visitante
Marilene

Olá Leandro

O artigo está muito bom, bastante esclarecedor, me identifiquei em vários momentos.
Felizmente estou conseguindo mudar de atitude.
Nota 10 para o vídeo, com inteligência e ironia mostra bem o pensamento do nosso povo.

Abraço

Roberto
Visitante
Roberto

Leandro,

Ótimo texto, parabéns.

Relacionado ao casamento sinto falta de textos para investidores que ainda não casaram e querem proteger seus investimentos, mesmo ainda sendo pouco dinheiro(foram conquistados com muita determinação). As vezes a escolha da separação total de bens parece que já tem algum problema no relacionamento ou falta confiança.

Se puder comentar algo sobre este tema seria interessante.

Marcelo Williams Costa
Visitante
Marcelo Williams Costa

Leandro, muito bom artigo, parabéns!

O conhecimento é libertação! Obrigado.

Fernando
Visitante
Fernando

Olá, amigos, vejam o que ocorre comigo atualmente, com certeza alguém possa indentificar-se comigo:
Por 14 anos poupei bem, e recentemente tive que afrouxar este ímpeto para desfrutar de algumas coisas da vida: restaurantes, bem-estar, vestuário, lazeres etc. Tenho 38 anos e quero aproveitar minha juventude para investir em meu bem-estar. E bem-estar na juventude é melhor que o bem-estar da velhice.
Creio que não dá para ficar muito tempo poupando muito, senão a pessoa fica emocionalmente desestruturada; tem que haver meio-termo; e este meio-termo é não poupar demais nem de menos. Sei que é polêmico mas é a verdade, tenho uma reserva boa para muitos anos e isso pode até estar deixando-me seguro de exagerar em algumas coisas hoje. Mas para desandar basta alguns escorregos e volto no zero!!
Tudo está no equilibrio mental, e pouquíssimas pessoas tem isso, eu mesmo não tive, pois no meu caso eu poupava de medo, de insegurança futura, e por obsessão, e não por virtude. Dificilmente alguém consegue fazer isso de forma equilibrada, portanto olho vivo em vocês mesmos. Torço por todos. Abraço.

Robson Nunes
Visitante
Robson Nunes

Acho que ser casado torna bem mais fácil o hábito de poupar, e o motivo é muito simples: economia de escala. Em um casamento, se dividem as contas de moradia (água, luz, aluguel, condomínio, internet), supermercado, etc. Se for um relacionamento homoafetivo, dá pra dividir até as roupas se o biotipo for parecido! Essa desculpa de que a mulher gasta mais não passa disso: uma desculpa. É mais fácil usar tal desculpa do que assumir a responsabilidade de não ser capaz de argumentar bem o suficiente para mudar a opinião da esposa quando o assunto é dinheiro.

Marceline
Visitante
Marceline

Exato o que eu penso, Robson Nunes! Sempre que eu vejo gente choramingando por causa de finanças X casamento, eu fico fazendo mentalmente o cálculo de quanto seria meu gasto mensal fixo mensal se fosse solteira. Seria o dobro! Aluguel, condomínio, internet… Mão de vaca como eu sou, ia dividir apartamento com gente estranha – que é o mesmo cenário de um casamento: morar junto e dividir despesa. As pessoas estão usando o casamento da maneira errada!

Cicero
Visitante
Cicero

Passo pelos menos problemas acima, porém, com um agravante: minha esposa não me ajuda com nada e isso me deixa cada dia mais triste e mais frustrado. Mas, não vou desistir!

Mari
Visitante
Mari

Oi Leandro,
Concordo que numa relação, os dois tem que crescer juntos.
Aqui em casa, o casamento ajudou. Meu esposo ganha bem mais do que eu, mas nunca soube poupar e investir. Eu ganho menos, mas leio bastante sobre investimentos e controlo as nossas finanças. com uma renda familiar maior (que eu sozinha não conseguiria) e com a disciplina financeira (que ele está aprendendo) que temos agora, estamos conseguindo organizar nossa vida e investir muito mais do que quando éramos solteiros!
Alinhar duas cabeças não é nada fácil, e a cada quinze dias mais ou menos precisamos parar e conversar sobre dinheiro, prioridades, coisas pra abrir mão etc. É uma chatice, mas é o único jeito que encontramos. Nessas negociações, achamos alguns meio termos. Nós poupamos menos do que eu gostaria por mês, mas é o suficiente para alcançar os nossos sonhos em alguns períodos a mais.

Cris
Visitante
Cris

Tive a impressão que talvez ele esteja comparando a vida de casado com a vida do solteiro que ainda mora com os pais. Nesse caso, na teoria, as despesas são menores, poupa-se mais.. mas se não for, acho a ideia equivocada. Solteiros que moram sozinhos levam até desvantagem. Se ambos os cônjuges trabalham, dividem as despesas e levam bem menos tempo poupando para adquirir metas financeiras compartilhadas, como um imóvel, carro, viagens, etc e até uma aposentadoria confortável. A palavra é comprometimento. Casais inteligentes enriquecem juntos. Não é só nome de livro, é uma lição de vida.

Alex Costa
Visitante
Alex Costa

Olá Leandro artigo sensacional, conheci seu blog a pouco tempo e está sendo de grande ajuda, hoje dei o pontapé inicial rumo a minha independência financeira. Obrigado por compartilhar seus conhecimentos.

Fabio Marcos Frasão
Visitante
Fabio Marcos Frasão

Não gosto muito de livros de auto-ajuda (exceção feita ao Pai Rico Pai Pobre).
Mas o título do livro do Cerbasi – “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” – é auto-explicativo, como manifestado acima pelo professor Leandro ao Cético.
Sou prova viva disso também. Era casado com uma pessoa que não pensava como eu e, dez anos depois, me equilibrei financeiramente por méritos de minha trabalhadora esposa. Meu irmão mais novo era casado com uma “bigorna” e ainda está escapando de dívidas pesadas.

Simone
Visitante
Simone

Oi Leandro,
Concordo com você a sintonia e a cumplicidade do casal é fundamental. Sou casada a 19 anos temos 2 filhos menores. Antes de casar, eu e meu noivo sentamos e fizemos várias contas, inclusive o que venderíamos para comprar o nosso primeiro apto e pagar a nossa festa de casamento (Observação: casamos sem NENHUMA dívida e com o apto todo mobiliado, nosso primeiro gasto foi na volta da lua de mel). Sempre planejamos tudo, viagens, todas as compras, escolas para as crianças, cursos, gastos mensais (da casa e do carro), gastos de lazer em família. Hoje, temos uma casa confortável, temos reserva de curto, médio e longo prazo. Sempre pensamos que, quando o casal conversa e definem o mesmo ponto no futuro, o casal se une e vai atrás desses sonhos/Objetivos.

Carmelinda
Visitante
Carmelinda

Interessante essa matéria. Estava indo um pouco pelo caminho do leitor q deu a sugestão acima. Afinal quando solteira não tinha as despesas que tenho como casada, e nem a obrigação da satisfação do que gastou, com isso estava começando a achar que era o casamento que estava me impedindo de alavancar. Mas, cadê a minha poupança de quando era solteira? tbem não fiz, e cadê o dinheiro? Sumiu tbem. Muito boa mesma a matéria. Aprendi esses dias sobre as “52 semanas”, achei muito interessante o modo pra economizar. Quando puder fale sobre isso.

RENATO M SOUZA
Visitante
RENATO M SOUZA

Oi Leandro, vejo que quando os seus artigos, trata de controle financeiro de consumir melhor, ir em busca de desenvolver a inteligencia financeira muitos leitores sente provocados, confesso que comigo no inicio quando comecei resolvi dedicar meu tempo com educação financeira, compreendo melhor o ponto de vista do verdadeiros educadores financeiros que fala aquilo que maioria não estão preparados para ouvir. Bom quero encerrar que tenho maior admiração pelo seu trabalho e demais educadores financeiros que faz um trabalho nada fácil em levar a educação financeira a todos.

Evandro
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Evandro

Leandro, você diz que depois de 66 anos depositando 100 reais todo mês a pessoa terá 1 milhão. Até aí ok. Mas daqui 66 anos 1 milhão não terá o mesmo poder de compra que tem hoje. Como trazer essa quantia para valor presente tendo uma margem razoável do real valor no futuro?

Leandro
Visitante
Leandro

Impressionante como é possível obter vários ensinamentos com esse texto do leitor. Vi claramente ali a corrida dos ratos, a resistencia e inumeras desculpas para não começar a investir.
Vejo o casamento justamente como o melhor estado civil para começar a economizar. São DUAS rendas, DUAS pessoas para dividar as contas, DUAS mentes para pensar e descobrir novas formas de economizar e aumentar os investimentos.
Filhos também não vejo como uma desculpa para não economizar, mas justamente o contrário, é um motivo para que a gente se esforce mais ainda, para garantir uma renda no futuro dele, para que não precise depender de financiamentos ou outras ciladas do tipo.

Dênis Barbosa Batista
Visitante
Dênis Barbosa Batista

BOA TARDE, CARO AMIGO EDUCADOR!
TUDO BEM COM TODOS? ESPERO QUE SIM!
É SEMPRE MUITO OPORTUNA A SUA MANEIRA DE CONTRIBUIR CONOSCO, TRAZENDO ARTIGOS INTERESSANTES E REALMENTE PRÁTICOS PRA NOSSA VIDA SEMPRE CARENTE DE INFORMAÇÕES ACERTADAS COMO AS SUAS.
CONTINUE ASSIM, PROSPERANDO EM CONHECIMENTO, E NOS ABRILHANTANDO COM A SUA MAGNÍFICA PERFORMANCE ENQUANTO PROFESSOR DE FINANÇAS.

ABRAÇOS FRATERNAIS.

DÊNIS B. BATISTA

06/009/2017.

COQUEIRAL/SUL DE MINAS

MICHEL
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MICHEL

Ótimo texto Leandro,
Mas se for possível um artigo complementar a respeito de finanças e casamento seria muito bom (para pessoas casadas e solteiras)
Acompanho o seu trabalho a mais de um ano, quando comecei a ler efusivamente a respeito de educação financeira.
Grande parte dos materias que li, re-li, vieram do clube dos poupadores, e tenho colhido muitos frutos, por meio de bons investimentos (Tesouro, LCA, CDD’s), simplificando o meu custo de vida, consegui dobrar o meu patrimonio em pouco mais de 1 ano.
Tenho 28 anos, solteiro, e gostaria de me casar, mas me preocupo muito a respeito de como lidar com o assunto financas e independencia financeira com minha futura esposa. Pois eu já estou a caminho da minha indenpendência financeira, e não sei como conciliar isso com os objetivos de um casamento tradicional (custos com filhos, casa, carro), eu particularmente (falando como solteiro) não tenho intenção de comprar uma casa (prefiro investir o dinheiro e viver da renda deste investimento e pagar o aluguel), e estes valores podem vir em desencontro com o de minha futura esposa.

Claro que irei deixar claro a ela o meu mindset a respeito de dinheiro, poupar, investir e independencia financeira, mas sei que não posso obrigá-la a ver o mundo da mesma forma que eu vejo hoje

Talvez se você puder falar algo a respeito disso agradeceria muito
Forte abraço

Bruno Henrique
Visitante
Bruno Henrique

Leandro, tenho sempre o hábito de acompanhar seus artigos e lendo um outro artigo de outro site que relatava a respeito do Bitcoin, que dizia: “Quanto você conseguiria com um investimento “comum”? Bem, um investidor habilidoso pode considerar que teve sucesso em seu trabalho ao lucrar 20% do que investiu no espaço de um ano. Já alguém que prefere algo mais seguro ou menos trabalhoso – dizemos, por exemplo, lucrar com poupanças e títulos de capitalização – deve-se esperar algo em torno de 0,6% nesse espaço de tempo. Enquanto rendimentos comum rendem menos de 1% ao ano o Bitcoin já valorizou cerca de 450% seu valor em poucos meses.” Achei muito estranho o posicionamento do autor a respeito disso e talvez ele esteja até equivocado nesta questão. Vim aqui pois a publicação foi feita por um site de tecnologia conhecido, queria tirar essa dúvida com você, Leandro, se realmente esses dados estão corretos. Obrigado!

Mauro
Visitante
Mauro

Leandro, sensacional a forma como você aproveitou a sugestão do leitor! Artigo muito bom mesmo, agregador em todos os aspectos. Em adendo, eu permito-me fazer um comentário: o casamento deveria servir para facilitar ainda mais o alcance do objetivo, na medida em que são DUAS pessoas que poderiam trabalhar no sentido de economizar e atingir a independência. Assim foi na minha vida e hoje usufruo disto. Parabéns e obrigado pelo artigo, certamente eu o compartilharei com vários casais que pensam mais ou menos igual ao seu leitor.

Geraldo
Visitante
Geraldo

Não sei se meu pensamento é correto, mas penso da seguinte forma: “Não há vitória sem sacrifício, não importa a área” e “quanto maior for o sacrifício maior e melhor será o resultado alcançado”. Seguindo o pensamento, considerando que a independência financeira é algo extremamente grandioso, com certeza o sacrifício não será pequeno. Penso dessa forma, outra coisa, o caminho também é importante pois através dele você aprende “dinheiro”, há muitas pessoas que se receberam 2kk, por falta de conhecimento, o perderá em pouco tempo. Obrigado pelo artigo.

Fernando
Visitante
Fernando

Parabéns, Leandro, muito boa a reflexão trazida no artigo. Gostaria apenas de comentar as 2 simulações que você fez. Uma taxa mensal de juros real de 0,5% ao mês equivale a 6,17% de juros real ao ano, e uma taxa de 1% ao mês equivale a um juros real de 12,68% ao ano. No contexto atual, com a taxa Selic em 8,25% ao ano e IPCA de 2,46% nos últimos 12 meses, o juros real de um título Tesouro Selic é de 5,65% ao ano. O Tesouro IPCA+ está pagando IPCA + 5% ao ano. Assim, conseguir algo como 10% a 12% de juros real ao ano de forma consistente é tarefa bastante difícil. Seria necessário colocar boa parte da carteira em renda variável (ações, imóveis, fundos imobiliários, negócios próprios, etc), que trazem um risco maior de perdas também.

Fernando
Visitante
Fernando

Com relação ao índice Bovespa, por exemplo, ele fechou 2009 em 68.588,41 pontos, e está atualmente em 70.835,05 pontos. Então um investimento que acompanhe o ibovespa teria rendido 3,27% em valores nominais, portanto perdendo da inflação pelo IPCA que foi de 61,42% no período de final de 2009 até hoje. Ou seja, investir em renda variável pode trazer perdas mesmo considerando o médio prazo e diversificando as ações (utilizando o ibovespa).

Fernando
Visitante
Fernando

Prezado Leandro, vi que meu comentário não foi aprovado na moderação. Achei estranho, pois tentei contribuir com a discussão de forma educada e moderada.
Um abraço,
Fernando

Jeferson
Visitante
Jeferson

Muito obrigado pelo artigo, ainda não casei..mas com esse conhecimento já abre mais a decisão de equilibrar, planejar mais, que no futuro pra viver melhor quando for casados, sem ter muita dificuldades !!!

João Neves
Visitante
João Neves

Olá Leandro. Artigo excepcional, parabéns por mais conteúdo impactante. Já tem um tempo que acompanho seu blog e possuo muita admiração pelo seu trabalho.

Gostaria de compartilhar minha experiência: sou casado há muitos anos, e minha esposa é exatamente o avesso em relação à minha pessoa quando o assunto é dinheiro. Eu aprendi mesmo antes de casar a poupar e investir, e embora não me considere um investidor agressivo, possuo segurança na ponderação entre várias categorias de investimentos.

Ambos trabalhamos e não possuímos conta conjunta. Mesmo que ela seja mais mão aberta do que eu, cumpro com minha parte, alertando-a quando gasta além do que considero aceitável, porém respeito o espaço dela. Afinal, ela decide o que fazer com o dinheiro, fruto do trabalho dela, assim como ela faz em relação à mim. Ela já teve problemas não muito sérios, mas conseguiu se sair bem sozinha e eu nunca precisei “emprestar” dinheiro por algum deslize dela.

Não estou aqui para desqualificar nada, tampouco questionar. Entendo perfeitamente seu papel de educador financeiro. No entanto, achei pertinente compartilhar minha própria experiência, a título de demonstrar que um casal pode (aparentemente) conviver muito bem, mesmo com perfis neste aspecto de finanças pessoais distintos, mas que entendem e compreendem o perfil do outro.

Um grande abraço.

Karen Soares
Visitante
Karen Soares

Nossa eu amei esse artigo. Eu tenho 25 anos e estou cuidando do meu futuro financeiro faz mais ou menos 3 anos. Cada vez que leio um artigo desse fico mais motivada e percebo que o mais importante para se alcançar as metas que defini é ter paciência e disciplina. Cada detalhe conta para o sucesso financeiro independente de quanto conseguimos poupar. O tempo é um fator determinante e na maioria das vezes somos imediatista.
#euamoamagicadosjuroscompostos

Karina
Visitante
Karina

Olá Leandro,

Este artigo veio a calhar. Namorando a alguns anos, eu e meu namorado temos a intenção de casar no futuro, mas nunca tínhamos planejado financeiramente para juntar algum dinheiro a fim de comprar um imóvel para morarmos juntos. Acontece que em novembro de 2016 um fato ocorreu e me chamou a atenção. Por acaso eu descobri que o meu namorado tinha feito um empréstimo em folha, que foi descontado por mais de 8 meses no salário dele. Jamais imaginava que ele podia fazer um empréstimo tendo uma renda boa. Quando descobri isso fiquei chocada e perguntei pra ele o motivo. O empréstimo era pra ajudar um irmão dele que estava passando por dificuldades financeiras. Pode uma coisa dessas? Seu irmão pede ajuda, você não tem como ajudar na quantia desejada e aí então pra atender todo o pedido você vai lá e faz um empréstimo. Resultado: o irmão não devolveu o dinheiro até hoje, ele pagou todo o empréstimo sozinho. Quando vi toda essa cena, percebi que o dinheiro dele estava sobrando tanto que ele estava até emprestando pra quem precisasse. Daí então pensei: Se tá sobrando por que não juntamos uma parcela do nosso salário para um objetivo que seja nosso, como por exemplo comprar nosso apto e assim casarmos? Li seu livro sobre o financiamento de imóveis e montei um plano de ação para alcançarmos o nosso objetivo. Apresentei pra ele a proposta e ele concordou. Desde então estamos reservando 40% do nosso salário líquido. Alguns meses ele não conseguiu cumprir com o objetivo, mas eu venho cumprindo sempre. As vezes me sinto sozinha nessa meta porque eu me esforço muito para me educar financeiramente, estudando sobre o assunto. Mas ele não estuda nada sobre educação financeira e vejo que por isso ele tem dificuldades em se organizar e fazer o dinheiro sobrar. Mas se ele não se interessar por isso, fica complicado pra mim ajudá-lo. O que tento fazer por enquanto é dar o meu exemplo, apenas isso.

Talita
Visitante
Talita

Excelente análise como sempre Leandro.
No meu caso e do meu marido, ele é o que tem maior tendência a gastar. Quando decidimos que a renda seria do casal, nossa vida financeira melhorou muito. Temos uma conta conjunta e os investimentos e gastos são discutidos e aprovados por ambos. Deu super certo pra nós , não faz diferença quem ganha mais e por estar concentrado em uma única conta, facilitou a administração e os ganhos foram imediatos. Quando eu quero comprar algo, ele pondera se seria mesmo necessário, e vice versa quando ele quer comprar, acabamos adotando uma postura mais conservadora com nossos gastos, nos limitando mais ao essencial e o resultado tem sido fantástico. Se fosse cada um com sua conta acho que acabaríamos gastando mais. Mas cada casal deve encontrar aquilo que funciona melhor, não há fórmulas e o importante é poupar sempre.
Parabéns pelo artigo!

wesley
Visitante
wesley

Oi Leandro, artigo muito enriquecedor,comecei a ler seus artigos a 6 meses,posso dizer que aprendi como nunca, hoje tenho uma vida muito melhor e claro pretendo melhora muito, o conhecimento e mesmo libertador

abraço muito obrigado

Camila
Visitante
Camila

Oi Leandro, muito obrigada pelos seus ensinamentos. Já acompanho há um tempo, apesar de nunca ter comentado, mas sempre que recebo notificação de artigo novo aviso pra uma amiga ‘Amiga, chegou artigo novo do Leo” rsrs.

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