“Você sabe que conquistou sua independência financeira quando não depende mais da venda do seu tempo para viver o padrão de vida que você escolheu”

A maioria das pessoas dependentes financeiras. O dependente é aquele que todos os dias precisa vender o próprio tempo para alguma empresa em troca de um salário no final do mês.

Vender o próprio tempo significa vender um pouco da sua liberdade. O seu patrão, agora dono de parte do seu tempo, tem o direito de dar ordens e você como empregado tem o dever de cumpri-las. Você é pago para atingir as metas da empresa. Os seus interesses pessoais, suas metas pessoais ficam em segundo plano. Durante as 8 horas comerciais dos dias úteis, suas vontades se anulam, seus desejos não existem e todos os seus esforços são direcionados para satisfazer as exigências do seu patrão. Isto se chama dependência financeira. Você só se submete a esta situação por depender da venda do seu tempo para sobreviver. Toda relação de dependência é um atentado contra a sua liberdade.

Para não tornar esta relação tão dura, as empresas desenvolvem todo tipo de estratégia para que você mergulhe em uma realidade paralela dentro das organizações. Eles fazem você acreditar que existe uma pirâmide formada por diversos andares de reconhecimento, prestígio e poder. E sua razão de viver se resume a subir estes degraus dentro da empresa.

Sem se dar conta, seu instinto competitivo é evocado e você luta pela empresa, como se estivesse lutando por sua própria vida. Eles dizem que você faz parte de um time, eles querem que você vista a camisa e trabalhe em equipe, você acredita que faz parte de uma família corporativa e participa do joguinho interno intensamente. Para não ser demitido, muitas vezes você será obrigado a assumir valores e ações das quais você não concorda.

No fundo tudo isso se resume na compra do seu tempo e da sua liberdade. Você é remunerado para deixar de fazer aquilo que é do seu interesse e passar a fazer aquilo que é do interesse de quem paga seu salário. E isto é a dependência financeira.

Quanto tempo você já vendeu na sua vida? E deste tempo vendido, quanto você conseguiu guardar para que no futuro você se torne independente financeiramente? Quanto custa sua carta de alforria? Quanto você precisa por mês para se tornar livre? Quanto patrimônio você precisa acumular para que este patrimônio gere renda suficiente para que você se liberte?

Eu acredito que a sua independência financeira depende de três fatores e todos eles estão sob seu controle e são da sua responsabilidade:

  1. Quanto vale o seu tempo?
  2. Quanto custa o padrão de vida que você escolheu?
  3. Qual sua capacidade de poupar e investir para gerar renda passiva?

Quanto tempo você tem?

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5 h
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Ao terminar a carga horária de 8 horas de trabalho gastando 1 hora de almoço e 2 horas para ir e voltar do trabalho, restam 13 horas livres. Destas 13 horas você passa umas 8 horas dormindo, escovando os dentes e tomando banho. Se você não levou nenhum trabalho para fazer em casa, sobram 5 horas para você viver a sua própria vida. E nem sempre é possível aproveitar estas 5 horas para fazer algo que realmente é do seu interesse pessoal, afinal de contas alguém precisa preparar o jantar, lavar a louça, ajudar as crianças na tarefa da escola, pagar as contas e por ai vai. 

Nosso tempo é limitado. Todos os seres vivos que habitam a Terra só possuem 24 horas por dia de tempo. O que diferencia uma pessoa da outra é o que elas fazem com as horas que possuem. E as únicas coisas que você pode fazer com seu tempo é usa-lo fazendo algo do seu interesse ou do interesse dos outros, sendo ou não remunerado por isto.

Se você vende seu tempo, por quanto está vendendo? O que você sabe fazer de valioso em cada 1 hora trabalhada? Quanto maior a riqueza percebida que você for capaz de produzir, maior será o salário que as empresas estarão dispostas a pagar em troca do seu tempo.

Quanto vale o seu tempo?

Para aprender a gerar o máximo de valor por hora trabalhada você precisa estudar muito. Quem não precisa estudar muito para exercer a profissão que escolheu, provavelmente precisa treinar muito para se tornar mais hábil que os outros.

Somando o ensino fundamental (9 anos) + ensino médio (3 anos) + faculdade (4 anos) = 16 anos de estudo.

No Brasil a média é de 7,2 anos de estudo. Na América do Sul somos o povo que menos estuda. Perdemos para países como Colômbia, Venezuela e Paraguai.  Uma pesquisa do IBOPE Media mostrou que o brasileiro gasta 5h45 minutos por dia assistindo televisão (fonte). O brasileiro assiste mais televisão durante a vida do que estuda, são 2.098 horas na frente da tv por ano que é igual a 87 dias ininterrupto. O resultado é que somente 43,7% da população brasileira possui o ensino médio completo ou nível superior.

Resultados do pouco estudo:

  1. Quanto menos você estudar menor será o valor do seu trabalho;
  2. Menor será a sua renda;
  3. Maior será a sua dependência financeira do trabalho assalariado;
  4. Menor será sua capacidade de poupança e investimento;
  5. Menores serão suas chances de conquistar a independência financeira.

Para cada ano de estudo há, em média, um aumento de 15% na sua renda. Segundo uma pesquisa da FGV, os brasileiros ainda não perceberam claramente a importância da educação. A diferença salarial entre quem estudou por 14 anos para quem estudou por 18 anos é de 35,65% de ganhos a mais por ano de estudo. Segundo o pesquisador da FGV o jovem não vê a educação como um bom investimento. (fonte)

O primeiro e mais importante investimento que você pode fazer na sua vida é na sua educação. Só aprendendo você será capaz de gerar o máximo valor possível por cada 1 hora trabalhada. Aumentar o preço do seu tempo só depende de você.

As vezes recebo e-mails de jovens me perguntando onde deveriam investir o pouco que conseguem poupar: R$ 100,00 ou R$ 200,00 por mês. Eu recomendo que invistam este dinheiro na própria educação, fazendo um planejamento para que nos próximos anos estes R$ 100,00 para investimento se transformem em R$ 1.000,00 mensais ou mais. Aproveitar o tempo gasto na frente da televisão para estudar é uma boa opção.

Quando falo em investir em educação, não é apenas na educação formal, existem muitos livros, cursos, sites na internet e palestras que podem abrir a sua mente para outras realidades. É uma questão dedicar mais do seu tempo livro para coisas importantes. Além da educação técnica, devemos investir na nossa educação ética, moral e emocional. Devemos nos preocupar em desenvolver qualidades pessoais como a honestidade, disciplina, paciência, empatia, generosidade, criatividade, humildade, autoconfiança, coragem, desapego, serenidade, etc. Os povos orientais se preocupam muito com este tipo de educação, nós ocidentais deixamos isto para o segundo plano.

As coisas mais valiosas que você vai aprender na vida não estão na educação formal, estão nos livros e na observação da realidade. Não existe nada mais barato e ao mesmo tempo mais valioso que um bom livro. Poucas pessoas percebem que os autores precisam viver uma vida inteira de experiências e aquisições de conhecimentos para deixar tudo organizado e acessível em um livro que custa algumas dezenas de reais.

Feliz é aquele que consegue perceber esta diferença brutal entre o valor do conhecimento e o seu preço. É ai que mora a maior fonte de riqueza da atualidade. Conhecimento produz vários tipos de riqueza, onde a riqueza financeira é apenas uma delas. Desligue a televisão e aproveite!

Aumentando sua renda rapidamente

Para atingir sua independência financeira você precisa acumular patrimônio para investir e produzir renda. E esta renda passiva precisa ser suficiente para bancar o padrão de vida que você escolheu. Para acumular patrimônio você precisa de um emprego muito bem remunerado ou de uma atividade empreendedora que possa te gerar bons lucros. Seu padrão de vida durante o período de formação do patrimônio precisa ser simples para que você possa poupar o máximo possível. Quanto maior for o seu padrão de vida, mais difícil e demorado será o período de acumulo de capital e você terá que trabalhar muito mais para atingir seus objetivos.

Emprego Privado

As empresas privadas estão cada vez mais exigentes com a qualificação dos seus funcionários. Para conseguir empregos bem remunerados você precisa gastar muito tempo e dinheiro se qualificando para poder se destacar da massa de trabalhadores. Salários elevados estão nos cargos de chefia, gerência e diretoria. E para atingir estes cargos você precisa investir em cursos caros e demorados de qualificação, pós-graduação, mestrado e MBA. No setor privado, quanto maior o salário, maior a responsabilidade, as cobranças, estresse e dedicação. Muitas vezes 8 horas por dia são insuficientes e as pessoas acabam trabalhando até em casa.

Emprego Público

Bons estudantes conseguem bons resultados nos concursos públicos. Nenhum órgão público vai exigir que você fale três idiomas, tenha curso de MBA no exterior, e tenha anos de experiência comprovada nas melhores empresas do setor para te pagar um bom salário. Você só precisa dedicar tempo para conseguir tirar uma boa nota no concurso. Todos os anos milhares de vagas são oferecidas nas mais diversas entidades públicas do país. Existem vagas com bons salários para quem só possui o ensino médio e muitas oportunidades para quem possui apenas o curso superior completo em qualquer área. Na maioria dos concursos não existem restrições relacionadas a idade e sexo. Quem já está no setor privado sendo mal remunerado pode se dedicar e tentar uma vaga no setor público. Muitas vezes isto pode significar um aumento drástico na renda familiar. O modelo de serviço público que existe hoje no país é ótimo para quem precisa de um trabalho que ofereça boa remuneração e grande estabilidade. Ao mesmo tempo este sistema é péssimo para o contribuinte (que somos todos nós) que pagamos impostos pesados e recebemos tão pouco em troca.

Empreendedorismo

Outra forma de elevar sua renda é empreendendo. Apesar de ser uma atividade arriscada, trabalhar para você mesmo sempre produz ganhos maiores que o trabalho assalariado. Aquele rapaz que vende churrasquinho na esquina provavelmente tem renda superior a de muitos profissionais formados. Conheço vários casos de pequenos empreendedores que possuem renda invejável, embora não tenha todo prestigio social de alguém que trabalha em uma grande empresa pública ou privada. Algumas áreas de atuação permitem que você concilie sua atividade empreendedora com seu emprego formal. Existe uma diferença muito grande na sua produtividade e na sua satisfação quando você trabalha por conta própria. O salário fixo acomoda, o rendimento variável te estimula. Quando você tem seu próprio negócio, todo esforço e tempo gastos refletem imediatamente no aumento da sua renda.

Escolhendo um padrão de vida

Uma pessoa pode se sentir plenamente satisfeita comprando um suco que custa alguns reais quando está em um restaurante. Outra só encontrará satisfação se beber uma garrafa de vinho importada, de safra especial, que custa centenas de reais. Se estas pessoas fossem colegas de trabalho e tivessem a mesma renda, a que possui hábito mais saudável de beber suco teria mais recursos no final do ano para investir na própria independência financeira futura.

Para a pessoa que gosta de um bom vinho, a vida se tornaria chata se tivesse que renunciar o hábito em troca de independência financeira futura. Normalmente quem busca a sofisticação encontra motivos para se sofisticar em tudo (roupa, viagens, carros, lazer, etc). Isto eleva o custo de vida da pessoa e drena toda riqueza que poderia poupar e investir para um dia conquistar a própria independência financeira.

Quanto mais dinheiro você precisar para manter o padrão de vida que você escolheu, mais você dependerá da venda do seu tempo (trabalhar mais) e por mais tempo você terá que trabalhar durante a vida (trabalhar muito na terceira idade em algo que não gosta).

Quanto maior a renda que você precisa para manter um padrão de vida elevado, maior tende a ser seu nível de estresse e responsabilidades no trabalho, principalmente se você é assalariado no setor privado. O empreendedor pode montar equipes (comprando o tempo dos outros) para delegar (transferir atividades de sua responsabilidade para terceiros), mesmo assim, quanto maior a renda necessária maior tende a ser o desgaste mental e físico de quem empreende.

Quanto mais você coleciona hábitos sofisticados de consumo, mais você se tornará prisioneiro (dependente) dos produtos e serviços sofisticados. O nível de rebuscamento não tem fim, pois os desejos humanos (emoção), quando não controlados (razão), são ilimitados.

Leonardo da Vinci, um dos maiores gênios da humanidade, falava que a “A simplicidade é o último grau de sofisticação”. Outro pensador disse que é necessário um certo grau de sofisticação intelectual para que se aprecie a simplicidade.

“Quando você consegue se sentir feliz e satisfeito mantendo um padrão de vida simples e inferior ao padrão que a sua renda mensal seria capaz de manter, você terá condições de poupar e investir o excedente para que no futuro não precise mais vender o seu tempo a qualquer preço, por qualquer trabalho que não te gere satisfação pessoal – Leandro Ávila”

Quando você é capaz de usar os recursos poupados para que estes te gerem renda passiva (renda que você ganha passivamente, sem realizar nenhum atividade diária) você se torna financeiramente livre e ao mesmo tempo profissionalmente livre para exercer qualquer atividade.

É como se você fosse um escravo recebendo uma carta de alforria. (documento através do qual o proprietário de um escravo rescindia dos seus direitos de propriedade sobre o mesmo).

Responda para você mesmo: Quanto tempo da minha vida eu já vendi para as empresas? Quanto da minha renda retorna para as empresas (compras), bancos (juros) e governo (impostos)? Eu estou guardando parte do meu “tempo vendido”, para que um dia possa me libertar desta vida de dependência?

Hoje as pessoas se escravizam de duas maneiras: Quando você depende de um padrão de vida elevado para se sentir feliz, você está se escravizando. Quando você depende da venda do seu tempo para conseguir o dinheiro necessário para manter um padrão de vida cada vez mais elevado, você está se escravizando.

Um padrão de vida simples exige menos recursos para ser bancado. Ao aliar um padrão de vida simples com um padrão de renda elevado, você consegue poupar mais e investir mais. Em um espaço menor de tempo você pode acumular patrimônio suficiente para gerar uma renda passiva (juros, aluguéis, dividendos, direitos autorais, etc) que possa cobrir suas despesas e te libertar deste sistema.

Para conquistar sua independência financeira você precisa de:

  1. Uma boa renda proveniente da venda do seu tempo (emprego privado, público ou atividade empreendedora);
  2. Um padrão de vida que custe menos do que a sua renda pode pagar;
  3. Conhecimentos para poupar e investir para obter a maior rentabilidade possível.

Meu maior objetivo aqui no Clube dos Poupadores é fazer você refletir sobre este padrão de vida que você tem hoje e sobre o padrão que você pretende ter amanhã.

Isto significa reavaliar seus valores, sua relação com o trabalho, dinheiro, consumo, poupança e investimento. Você precisa se conscientizar sobre como o sistema (empresas, bancos e governos) agem em conjunto para que você passe a vida inteira trabalhando para transferir o máximo de riqueza para eles, sem que você perceba.

E meu outro objetivo é fornecer informações para que você possa colher os frutos do seu trabalho e não transferir todos estes frutos para o sistema. Isto significa poupar, para o seu próprio benefício, parte daquilo que produziu durante a vida, multiplicando estes recursos através dos diversos tipos de investimento, com o objetivo de um dia você consiga atingir sua liberdade, para fazer o que quiser com o seu tempo.

Independência Financeira

O conceito de independência financeira é divulgado por muitos educadores financeiros, mas nem todos destacam a importância de manter um padrão de consumo simples, equilibrado e consciente. E o motivo para que nem todos os educadores ensinem este conceito é evidente. Muitos educadores financeiros  trabalham para bancos, empresas e governos que não estão interessados em nada disso.

Um estilo de vida onde a felicidade está na simplicidade vai contra o “Sistema” que tenta nos convencer, desde o nosso nascimento, que a nossa felicidade depende da sofisticação das coisas que compramos.

  1. Isto vai contra os interesses de quem arrecada impostos sobre o consumo;
  2. Isto vai contra os interesses de quem empresta dinheiro para o consumo imediato e impulsivo;
  3. Isto vai contra os interesses de quem produz produtos cada dia mais descartáveis, que quebram ou saem de moda rapidamente, para que você continue transferindo tudo que ganha para o sistema durante toda sua vida.

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