Dar valor para o que não tem valor: marcas, vinhos e whisky

Será que você está dando muito valor para produtos e marcas que na prática não possuem nenhum valor? Será que aquilo que você valoriza realmente agrega algum valor na sua vida?

Todos nós cultivamos e cultuamos marcas e produtos que fazem mal para o nosso bolso e em alguns casos, fazem mal para nossa saúde. Nos deixarmos influenciar pelas indústrias que lucram com o culto ao consumo e não pensamos muito antes de jogar nosso dinheiro fora. Comprar determinados produtos se tornou um verdadeiro ritual de auto-enganação e de ilusão coletiva.

Podemos encontrar um bom exemplo no culto ao consumo de determinadas bebidas alcoólicas como vinhos e whiskys. Recentemente a indústria da cerveja também vem introduzindo o hábito de consumo das chamadas “cervejas especiais”, normalmente importadas,  e que são comuns e baratas em seus países de origem, mas que aqui, são vendidas 10 vezes mais caras.

Faz mal para o seu bolso

Whisky 38 Anos 700ml por R$3.990,00 com embalagem diferente para aumentar o valor percebido.

Certa vez um amigo me disse (todo orgulhoso) que tinha adquirido o hábito de tomar uma dose de whisky todos os dias ao chegar do trabalho. Para ele se tornou um ritual de relaxamento, um remédio para tratar o estresse de um dia cansativo de trabalho.

Então perguntei para ele: Quem disse que whisky tem função terapêutica? O relaxamento pode ser obtido ouvindo música, fazendo exercício, assistindo um filme, praticando algum hobby ou batendo papo com os amigos.

Existem muitas formas de relaxar que não dependem do whisky. Então ele me perguntou se eu nunca tinha visto nos filmes ou nas novelas, aqueles empresários bem sucedidos chegando em casa depois de um dia cansativo, se servido de uma boa dose de whisky para relaxar em um sofá confortável.

Ele associou a imagem de um empresário bem sucedido com o hábito de beber whiskys caros depois de um dia estressante de trabalho. Diariamente ele mergulha na ilusão de que é feliz e bem sucedido bebendo como se estivesse em um filme.

Toda vez que você vê algum ator no cinema ou na televisão consumido álcool, não tenha dúvida que do outro lado existe um contrato de publicidade e profissionais qualificados trabalhando para embutir na sua vida um mau hábito que lhe custará parte da sua saúde e uma grande parte do seu dinheiro no longo prazo.

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Este meu amigo rapidamente adquiriu o hábito de beber todos os dias. Isto passou a representar um custo fixo mensal entre R$ 100,00 e R$ 200,00 só de whisky. Hoje ele já não se contenta com o whisky mais barato e se sente uma pessoa especial quando possui um whisky de R$ 800,00 ou quando compra uma garrafa de R$ 3.000,00. Infelizmente, por se orgulhar de suas aquisições, ele costuma compartilhar as fotos de suas garrafas mais caras em redes sociais e através do mecanismo do contágio social acaba influenciando amigos e parentes a assimilarem seus valores tortuosos.

Infelizmente é um mau hábito, não só para o bolso dele mas para a saúde. O que ele gasta com whisky e outras bebidas poderia ser melhor aproveitado em outras atividades de lazer que podem se transformar em hábitos saudáveis. Esta pessoa que me refiro não é rica, não possui recursos sobrando para esbanjar (jogar fora). Se trata de uma pessoa jovem de classe média que deveria planejar o futuro evitando ostentações desnecessárias. O dinheiro que ele gasta com pouca inteligência, hoje, é o mesmo que vai fazer falta amanhã e que provavelmente o levará a assumir dívidas (financiamentos) para adquirir coisas que realmente importam.

A legislação brasileira, através do decreto 6871 permite que o álcool etílico potável seja misturado com diversos tipos de bebida como vodcas e o whisky. O próprio whisky pode ser legalmente misturado com álcool potável, água e corantes para literalmente iludir as pessoas (Art. 55 do Decreto 6871). Legalmente é possível misturar 30% de wisky verdadeiro com álcool e água e mesmo assim vender com o nome de whisky por preços absurdos. Isto significa que muito do preço que as pessoas pagam pelo whisky é na verdade água e álcool barato. Até quando você avalia as características químicas do produto, percebe que aquilo que as pessoas dão valor, na prática não tem valor.

O mesmo problema acontece com aqueles que adquirem o hábito de consumir vinho durante as refeições. São pessoas que acreditaram naquela duvidosa ideia de que consumir uma taça de vinho durante as refeições faz bem para o coração. Na verdade o que faz bem para o coração é o consumo de frutas. O agricultor não tem o mesmo poder econômico do produtor de bebidas alcoólicas para patrocinar novelas, filmes e reportagens na TV sobre os benefícios daquilo que vendem.

Vinho que custa R$ 4.369,05 por garrafa

E o hábito de beber vinho durante as refeições é pior (financeiramente) já que as garrafas dos vinhos considerados de boa qualidade são caras e o consumo de todo seu conteúdo pode ocorrer em um único jantar.

Quando o consumo ocorre dentro de restaurantes o estrago econômico é ainda maior. Observe que existe uma diferença muito grande entre consumir bebida alcoólica eventualmente e consumir regularmente introduzindo este consumo na sua vida como um hábito, que inclusive pode se transformar em uma dependência química ou estimular as pessoas da sua casa a se tornarem dependentes no futuro.

Se você tem o mau hábito de consumir bebidas alcoólicas regularmente e não se importa com o mau que isto pode provocar na sua saúde, tente calcular o mau que está fazendo para suas finanças pessoais. Faça um levantamento de quanto você gastou com bebidas nos últimos 12 meses.

Dependendo da marca do whisky, vinho ou da cerveja importada que você consume, além da regularidade de consumo, estes gastos podem ultrapassar a cada das dezenas de milhares de reais por ano.

Este dinheiro poderia ser utilizado para realizar outras atividades de lazer, atividades culturais, mais saudáveis e prazerosas. Se você possui filhos, os seus hábitos de consumo e o valor que você dá para estes rituais que envolvem a bebida alcoólica são transferidos para as crianças como valores que elas futuramente também vão cultuar, muitas vezes com exagero durante a adolescência. E certamente estes valores serão transferidos para seus netos.

A mesma ideia se aplica ao vício do cigarro. Felizmente o consumo do cigarro já é tratado como um problema de saúde pública, os anúncios publicitários são proibidos e o consumo oficialmente desestimulado. Eu torço para que no futuro o mesmo aconteça com o consumo de toda e qualquer bebida alcoólica, principalmente aquelas que a publicidade vincula ao luxo, status e poder econômico, quando na verdade são apenas drogas licitas produzida e vendida por uma indústria que lucra bilhões prejudicando as pessoas e a sociedade.

Consumo de marcas

Outro hábito que faz você perder muito dinheiro é consumo de produtos de marca, principalmente os produtos de moda, beleza, e estética. Isto tem relação com o falso valor que você dá para determinadas marcas e por acreditar em benefícios fantasiosos que muitas prometem oferecer.

Nada agrava mais a pobreza, que a mania de querer parecer rico.
“Marques de Maricá”

Na maioria das vezes, o consumo de produtos de marcas caras está relacionado ao nosso desejo de parecer ser rico, parecer ser importante, parecer ter mais valor que as outras pessoas, parecer ser especial. Também está relacionado com a necessidade de aceitação. Se você convive com pessoas que valorizam determinadas marcas, tende a querer consumir as mesmas marcas porque acredita que desta forma será melhor aceito e bem visto por aquele grupo. E realmente isto acontece. Existem pessoas que escolhem amigos e companhias, não pelo que elas são, mas sim pelos que elas podem comprar. Este mecanismo, estimula a comprar diversos tipos de produto.

Recentemente visitei Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu/Paraná, um lugar que atrai muitos turistas estrangeiros interessados nas belezas das Cataratas do Iguaçu. Vi poucos brasileiros nas Cataratas se comparado ao que encontrei na Ciudad del Este/Paraguai comprando produtos de marcas importadas para parecerem ser o que não são.

Na sala de embarque do aeroporto, fiquei observando as pessoas que faziam fila para embarcar em um voo de Foz para o Rio de Janeiro. Existiam muitos estrangeiros na fila e comecei a observar o que me fazia ter certeza que uma determinada pessoa na fila era brasileira e outra estrangeira.

Os estrangeiros se vestiam de forma mais simples e confortável. Utilizavam bermudas folgadas e cheias de bolsos, chinelos confortáveis, usavam mochilas no lugar de bolsas, camisas e camisetas sem o logo de marcas famosas,  não ostentavam marcas luxuosas,  não usavam bolsas de couro, sapatos e tênis caros e não tinham smartphones nas mãos. Já os brasileiros que estavam na fila eram facilmente identificados porque eram exatamente o oposto.

Se você supervaloriza marcas famosas, seria interessante começar a rever seus valores. Até que ponto você está se deixando influenciar pelos hábitos de consumo dos seus amigos e com isto sacrificando a sua qualidade de vida e a sua segurança financeira? Será que ostentar um luxo é realmente importante e vai fazer diferença na sua vida? Viver aprisionado ao desejo de sempre estar na moda não é angustiante? Passar a vida toda trabalhando exaustivamente para pendurar objetos caros no corpo ou amontoá-los dentro de casa não seria trabalhar inutilmente? Mudar estes valores pode significar sair de uma vida angustiante para uma vida mais leve e livre.

Bolsa de marca famosa que custa R$ 253.440,00

Se existe uma camisa de R$ 30,00 que cumpre sua função de vestir, não faz sentido acreditar que vale a pena pagar  R$ 300,00 por uma camisa idêntica, que cumpre a mesma função, mas que carrega uma marca de luxo. Talvez as camisas (a barata e a cara) tenham sido produzidas na mesma fábrica em algum país distante como a Malásia, Vietnam, Indonésia, China ou mesmo no Peru.

Grandes marcas costumam ser apenas marcas. Elas compram seus produtos de fabricantes genéricos em diversos países do mundo, muitas vezes escolhem regiões onde não existem leis trabalhistas e nem leis de proteção ambiental com objetivo de maximizar os lucros.

Imagine quanto você teria economizado nos últimos anos se tivesse optado por substituir produtos de marcas caras por produtos comuns. Talvez você tivesse mais dinheiro poupado para realizar um sonho de consumo realmente importante, útil e mais durável.

Também poderia ter poupado mais para investir em outras atividades de lazer, atividades culturais, cursos, livros e viagens com foco cultural. O que realmente é capaz de agregar valor na sua vida?

Conheço pessoas que já visitaram diversos países, mas com o principal objetivo de fazer compras de produtos caros e exclusivos (que excluem os que não podem comprar). É uma pena conversar com estas pessoas e perceber que só sabem falar sobre os lugares onde fizeram compras. Visitaram lojas famosas e esqueceram de visitar os museus famosos.

Parecer ser rico é muito fácil, basta gastar tudo que você consegue poupar comprando bebidas, perfumes e roupas de luxo para mostrar para seus amigos que você tem dinheiro sobrando para gastar com coisas que não tem importância.

Já a riqueza patrimonial está relacionada com aquilo que você é capaz de poupar e não com aquilo que você gasta para mostrar. Existe ainda a riqueza intelectual e cultural. A maior de todas as riquezas é a intelectual e cultural porque é dela que se origina todas as outras riquezas, inclusive a financeira. Ela também atrai pessoas interessantes que enriquecem suas experiências na vida.

Quanto você é rico de experiências, informações, conhecimentos e sabedorias é capaz de ver aquilo que os outros não conseguem ver. Todos nós estamos diante de inúmeras oportunidades para desenvolvimento pessoal, financeiro e profissional. Pessoas de mentalidade pobre não conseguem ver estas oportunidades e não estão prontas para aproveita-las. Quando você é mentalmente rico, é capaz de valorizar as coisas que realmente tem valor, e estas coisas não custam muito dinheiro, na maioria das vezes, as coisas mais valiosas são gratuitas.

Jaime Tardy publicou um livro chamado “The Eventual Millionaire” após entrevistar 100 milionários. Ela descobriu diversas ideias erradas que temos das pessoas ricas financeiramente. Uma destas ideias erradas que temos é que os milionários são grandes gastadores. A primeira imagem que as pessoas têm das pessoas ricas é de que elas vivem em mansões luxuosas e dirigem carros esportivos. Porém, elas podem ser pessoas comuns, elas podem seus vizinhos ou até ser um colega do seu trabalho que aparenta viver uma vida simples. O investidor Warren Buffett (um dos homens mais ricos do mundo), por exemplo, mora em uma casa que ele comprou em 1958 por US$ 31.500,00. Na maioria dos casos, os milionários chegaram onde eles estão exatamente porque praticam hábitos de poupança e vivem de forma comedida. Eles aprendem a fazer escolhas de consumo inteligentes. Existe outro livro chamado No “Millionaire Teacher” (Professor Milionário) onde Andrew Hallam explica como ele conseguiu economizar mais de US$ 1 milhão trabalhando como professor.

Na verdade a independência financeira não depende de quanto você ganha, mas de como você anda gastando seu dinheiro e de como você investe o que poupa.  Veja os livros que recomendo para quem pretende aprender a investir. Vela a lista aqui.

Dia da sorte...

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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Patrícia
Visitante
Patrícia

Mais um artigo espetacular, Leandro. Concordo plenamente. Nunca entendi essa moda de ficar expondo a marca das coisas. É pagar pra fazer a propaganda da marca…. Não devia ser o contrário?!!?!?!

Cely
Visitante
Cely

Boa noite !
Com este artigo , vc se superou !!!
Minha marca predileta : Made in Brás ! rsrsrsrs.

James William Mendes
Visitante
James William Mendes

Concordo com você, este diz tudo que eu mesmo teria escrito se tivesse talento literário e conhecimento sobre o tema

Caio
Visitante
Caio

Leandro, comecei a acompanhar recentemente seu site e seus posts. Concordo plenamente que marcas famosas ou de luxo so trazem riqueza para os acionistas das empresas que vendem tais produtos. Eh muito interessante observar como o brasileiro valoriza imensamente tal estilo de vida. Podemos ver nos carros, nas roupas, relogios, bolsas, tenis e tudo o que for “da moda”. Atualmente eh muito mais nitido com a “certa” facilidade que se criou de viajar ao (exterior=EUA), sonho almejado de todo tupiniquim. Nao tenho nada contra a gastar dinheiro bem gasto, seja apreciando um vinho, comprando uma roupa que lhe faca sentir bem, etc. Voce pode ter certeza que todos os milionarios deste planeta aproveitam muito bem suas vidas. Alias, usufruem de muitos servicos e produtos pagando menos ou nada do que a maioria, pois estes tem o que mais importante nesta: relacionamentos. Entao, use o dinheiro para criar relacionamentos que te possam trazer mais com menos.

Juliano
Visitante
Juliano

Esse apego por produtos de marca é o maior exemplo da futilidade e se aplica pra homens e mulheres.

Antonio Neto
Visitante
Antonio Neto

Excelente artigo, eu sempre pensei como a Patrícia, pois não faz sentido algum vc pagar caro para fazer propaganda para uma grande empresa. Excelente artigo, parabéns.

Francielle
Visitante
Francielle

Que artigo!!!!! Depois desse, virei fã. Continue fazendo esse trabalho de conscientização.
Aiiii se eu tivesse aprendido isso há 10 anos atrás, como minha vida estaria diferente.

Cris-sp
Visitante
Cris-sp

Fiquei impressionada com a lucidez do seu artigo, principalmente no que se refere à bebida alcoólica. Parabéns!

Ewerton Azevedo
Visitante
Ewerton Azevedo

Olá Leandro,

Obrigado mais uma vez por nos disponibilizar mais um conteúdo de suas pesquisas formadoras de boas opiniões. Esse retrato que mostrou dos brasileiros é uma lástima, mostra o quanto o brasileiro está preocupado com o próximo, pois aqui se quer ser sempre mais, ter mais, esbanjar mais e muitos não passam de uma vida miserável em busca dessa felicidade nessas fantasias introduzidas pela mídia e pelas pessoas sem cultura que andam a nosso redor.

Estarei compartilhando para ver se consigo trazer mais pessoas assim como está fazendo para uma vida que realmente vale a pena de se viver e como tem que ser vivida. Este fim de semana mesmo presenciei um casal de americanos que iam embarcar num voo no mesmo estilo que falou e de fácil identificação enquanto milhares de outros brasileiros esbanjando o que não são se matando para entregar aos propagandas e marcas.

Parabéns e até o próximo post.

André Almeida
Visitante
André Almeida

Muito bom..

Apenas uma exceção normalmente a tecnologia em que, de fato, a marca faz diferença pela qualidade, acredito que outras coisas realmente sempre existem opções CUSTO x Benefício.

Alias, mesmo em tecnologia, sempre o CUSTO X BENEFICIO é, para mim, o fator decisivo, e também o consumo consciente, por ex, se eu vou trocar de Notebook, procuro primeiro dar fim (vender, negociar) o antigo para então adquirir um novo, ao contrário do que muitos fazem, compram um novo, e |jogam fora| o velho.. vejo gente fazendo isso até pra carro / moto.. quase um absurdo

Se um dia quiser / precisar de ajuda para algum artigo sobre este assunto “Consumo Evolutivo com Custo X Benefício” seria bem bacana dar alguns exemplos que sempre vivencio por aqui.

Anderson Brito
Visitante
Anderson Brito

Exelente, esse artigo me fez refletir na minha educação financeira,.
Atualmente trabalho como jovem aprendiz na sitel corporation e estou pensando como investir no meu futuro, esse artigo me fez passar por uma metanoia nesse aspecto de fetiche com roupas e ostentações desnecessarias.
Muito obrigado Leandro Ávila!!!

Fernando
Visitante
Fernando

Gostei do artigo. No Brasil acho que o alem do fabricante da marca de luxo ter uma margem boa no produto, o governo se aproveita por arrecadar altos impostos, os importadores que em muitos casos pagam bolas a fiscais para facilitar a grande burocracia alfandegária. Enfim, o consumidor do produto de marca, paga e paga bem por tudo isso. Por isso o custo beneficio fica mais difícil por aqui.

Luan Lopes
Visitante
Luan Lopes

Sensacional Leandro, tendo em vista de como somos afortunados e instruídos de todas os lados pela mídia, e esse consumo capitalista exacerbado só tende a piorar e junto delas iludir pessoas a buscarem aquilo que está um tanto quanto distante apenas por Status.

J.Henrique
Visitante
J.Henrique

Ótimo artigo novamente! Uma vez recebi um auditor que estava de tênis surrado e camiseta sem nenhum estampa. Num primeiro momento achei ele simples demais para me dar algum parecer (julguei pela aparência como sempre fazemos). Por felicidade o cara tinha muito conteúdo, muitíssimo inteligente e superou minhas expectativas. A partir daí percebi que não adiantava um engravatado com terno de marca. Hoje já não ligo se estou indo viajar de tênis (o mesmo que faço caminhada), mas ainda preciso de muito conteúdo e seus artigos tem me ajudado a melhorar cada vez mais, obrigado Leandro !!!!

Lucas Lira
Visitante
Lucas Lira

Excelente artigo, confesso que já fui mais assim com roupas, hoje raciocino mais antes de cada compra; Sobre tecnologia, gosto muito da Apple mais não compro a cada lançamento, como seus produtos são de excelente qualidade e durabilidade passo um bom tempo com um iPhone para poder troca-lo, e ainda mais com um MacBook, a diferença da Apple em relação a isso é que mesmo quando você for trocar seu produto ele terá mercado, consegue vender fácil por um valor razoável, diferente de outros produtos, ao trocar sempre vendo antes o antigo…

Caio
Visitante
Caio

Leandro concordo plenamente com seu artigo. Há gastos desnecessários com marcas seja de carros, roupas e bebidas , porém vale lembrar que determinadas marcas trazem produtos de melhor qualidade e cobram mais por isso. Seus artgos são ótimos . O ebook Como Investir Dinheiro é realmente esclarecedor e didático . Muito grato pelas orientações e dicas.

Gilberto
Visitante
Gilberto

Apenas para parabenizá-lo e incentivá-lo a continuar.

Eliseu
Visitante
Eliseu

Excelente artigo, nos estimula a pensar e a refletir sobre os nossos próprios hábitos de consumo. Parabéns Leandro.

Marcos Gonçalves
Visitante
Marcos Gonçalves

Não concordo com a reflexão sob a luz da poupança monetária ou o querer ser rico, mas a distorção criada pela indústria de “estilos de vida” é inquestionável e maléfica. É uma ilusão, um desvio de foco e da essência do ser humano. É desumanizante. Parabéns pelo ousadia e coragem em tratar de um assunto tão importante e impopular como esse. Está fora de moda….rs

Thiarles
Visitante
Thiarles

Muito bom

Thiago
Visitante
Thiago

É um ponto de vista excelente ! Sem esquecer da necessidade humana de pertencimento a grupos, que faz uma diferença enorme com a utilização de objetos de marcas, afinal pertencer a um grupo também é fundamental aos seres humanos.

Virei Leitor ! Parabéns …

José Luiz
Visitante
José Luiz

Parabéns Leandro Ávila, excelente artigo !!

Adriana
Visitante
Adriana

Olá, estou conhecendo seu trabalho e me surpreendendo muito. Você possui conhecimento técnico de alto nível mas, além disso, aborda o lado humano em todas as questões. Todos os seus artigos provocam reflexões. Estou impressionada! Feliz por encontrá-lo! Continue sua missão. Obrigada.

Sylmara
Visitante
Sylmara

Olá Leandro, gostei muito do seu artigo! O seu ponto de vista em relação ao consumismo está muito ligado a forma que penso hoje sobre o assunto. Estive na Europa recentemente pela primeira vez e fiquei muito surpresa como os europeus, tanto turistas quanto moradores locais, se vestem bem sem parecer ostentar marcas de suas roupas/sapatos etc como brasileiros. Percebi que independente das marcas existentes lá, eles valorizam muito fornecedores locais em todos segmentos, exemplo vinhos em vinícolas da região em que vivem, artigos em geral de artesãos locais, vi muitos brechós lotados com venda de roupas por quilo, etc. Obrigada por compartilhar seu artigo e provocar reflexões!

Fabiana
Visitante
Fabiana

Bom dia Leandro!
Excelente artigo! Sempre que termino de ler seus textos passo por um momento de reflexão das minhas próprias atitudes. Sempre tive muitos problemas com o consumismo! Não tanto com questão de marcas.. mas por comprar mais do que deveria mesmo!
Felizmente, dos dois últimos anos pra cá, consegui mudar isso! Claro que inicialmente foi pq a situação chegou num ponto que estourou tudo! Mas agora, depois de conseguir acertar a minha situação financeira, estou conseguindo mudar minhas atitudes. Ainda faço minhas compras porém, muito mais racionalmente!
Nesse meio tempo, achei seu site e ele só tem me ajudado! Ainda não estou fazendo investimentos mas já comecei com a poupança.
Para quem não conseguia guardar nada e só gastava, é um grande avanço! O próximo passo agora é começar com o tesouro direto!
Por tudo isso Leandro, meu muito obrigada! Por favor, esteja sempre com a gente! =)

Bruno
Visitante
Bruno

O que eu vejo muito acontecer é que é praticamente impossível saber a qualidade VERDADEIRA de um determinado produto. Quando fui comprar um notebook pesquisei exaustivamente sobre qual marca comprar, e eu simplesmente não obtive resultado, nunca se pode ter certeza de que um produto X é melhor do que o Y. É uma coisa q me irrita um pouco. Gostaria que houvesse um rank exato de melhores marcas, mas a impressão que eu tenho é que é quase tudo a mesma coisa. Eu sempre procuro comprar um produto que dure muito, só troco depois de usar até o fim.

Ney
Visitante
Ney

Leandro, compartilhei esse artigo com minha lista de contatos e acredito que você ganhará novos seguidores devido ao retorno que recebi deles, relatando que compartilharam em suas linhas do tempo no face e outros reencaminharam o e-mail. Parabéns mais uma vez pelo trabalho que você faz! Abraço.

Henrique
Visitante
Henrique

Muito interessante…
Outro dia estava andando no shopping, quando me deparei com uma loja que dizia assim:
“Mega Liquidação! Tudo com até 70% OFF”. Fui até averiguar, para caso, realmente me interessasse…
Mas aí vejo uma calça, que com certeza não deve custar mais de R$ 80,00. mas estava por R$ 180,00… À cima tinha o precinho “REAL” riscado: RS 350,00.
Logo fiquei com isso na cabeça… Será que se uma calça custa uns 350, a loja realmente faria a mesma por 180 ?? Pois, para custar 350, só se for feita de algum material extremamente maravilhoso. Será que as lojas praticam esse método, onde, na verdade aumentam o valor do produto, e depois “mentem” que dão um super descontão???

Leandro Paparelli
Visitante
Leandro Paparelli
Meus parabéns pelo seu excelente artigo. Eu gostaria de compartilhar a minha experiência de vida com relação a este tópico. Eu nasci em São Paulo, e cresci em Recife, onde a partir dos 11 anos de idade, eu vivi cercado pela nata daquela sociedade, no que se diz respeito ao consumo do luxo. Apesar disto, eu nunca vivi de aparências, como a grande maioria de meus colegas de colégio e faculdade. Pelo contrário, devido ao ótimo exemplo que eu sempre tive dentro de casa, nunca me deixei levar por esta inversão de valores, onde as pessoas acreditam ser mais, por possuir mais, nem que na grande maioria das vezes não possuam, mas aparentam, pois ostentam grifes de forma gritante eu seu dia a dia. Eu sempre tive acesso as coisas boas, mas nunca me deixei levar por elas, para mim, nada conta mais do que o caráter, do que o carisma, e a autenticidade para mim, sempre contou muito, tanto e que sempre fui considerado um “outlier”, em qualquer que fosse o ambiente, ou a sociedade na qual eu estivesse. Eu já vivo aqui nos Estados Unidos, a cerca de sete anos; e aqui como todos sabem, e o paraíso do consumo, e os americanos, de forma geral, são bem distintos dos brasileiros, mas também tem as suas formas bem extravagantes de ostentação. Aqui, e muito raro, que as pessoas sejam capazes de comprar bolsas Lui Vuitton de 10 mil dólares em diante, mas não tenham uma renda compatível, por outro lado, e bastante comum, encontrar pessoas que trabalham duro, e ganham por ano entre 40k a 60k, e mesmo assim, fazem leasing de carros de luxo como Mercedes-Benz e BMW. Muitas vezes, estacionam estes carros ao relento, pois vivem em apartamentos que nem sequer possuem garagens. Em um degrau acima nesta sociedade, e muito fácil encontrar pessoas que tem uma renda familiar entre 90k, a 180k por ano, e se endividam “até a alma” para viverem em mansões, que nem sequer aproveitam, pois não tem tempo para isso, em seu agitado cotidiano. E meramente por status. Eu aprendi sozinho, o balanço, e apesar de apreciar muito tudo o que há de bom, eu sempre consulto meu bom senso na hora de avaliar uma compra. Eu sempre fui por exemplo, aficionado por carros esportivos, e por relógios de luxo, e já tive uma vasta gama de meus objetos do desejo, como um Jaguar, algumas Mercedes, Audi; Breightling, Rolex… roupas de grife como Ermenegildo Zegna, Prada, Boss, Armani, etc. A grande diferença que eu gostaria de apontar aqui e a seguinte: Eu não compro pelos outros, não compro pela ostentação, compro o que eu quero, sempre de acordo com um preço justo, e sabendo que aquilo seria apenas um mimo, o qual eu estava me presenteando. No tocante a carros, eu poderia ter comprado já uma Ferrari, ou Porsche, mas não vejo mais como eles iriam justificar seu preço no meu dia a dia. Compro carros que gosto, e invariavelmente quando vou a uma concessionaria, já sei absolutamente tudo a respeito do modelo o qual estou procurando, sua estória, desde o desenvolvimento, suas qualidades, sua tecnologia, seus materiais empregados, coisas que os vendedores, mesmo os mais treinados nunca sabem. Quando compro um carro, nunca compro às cegas, nunca adiciono um pacote, se não farei uso de fato daqueles itens, e o mais importante, nunca compro um carro por ostentação, mas sim para meu próprio prazer, e sempre imponho limites. De novo, sou um grande fa do que e bom, bem feito, bem desenhado e construído, mas as vezes, estes não são só os Aston Martins da vida. Por exemplo, a cerca de dois anos atrás, eu troquei uma Mercedes, antes que ela completasse um ano de uso, em um recém lançado Subaru BRZ. Nenhum de meus colegas entendeu a troca, e claro, na cabeça da grande maioria das pessoas, o que vale e o status, e eles não sabem diferenciar algo que seja de fato, distinto. O BRZ, e um espetáculo de carro esporte, amei tanto, que comprei outro pouco tempo depois, este só para pista. O carro foi concebido de forma única: e o único carro no mundo, com um… Ler mais »
Pablo
Visitante
Pablo

Gostei muito do seu artigo. Muitos “amigos” e até mesmo familiares me criticam por não torrar meu dinheiro em coisas fúteis( as chamadas DE MARCA) ou em extravagâncias como gastar todo com bebida alcoólica. Acho que vou tentar mostrar esse artigo a eles. Abraços

Luis
Visitante
Luis

Leandro,

Parabéns, para variar… Esse artigo ficou simplesmente espetacular !! Essas ostentações são vazias, não trazem benefício algum e sua abordagem financeira ficou perfeita.

Abraços.

igor
Visitante
igor

Oi, Leandro, mais uma vez parabéns pelas sábias palavras. O consumo consciente é certamente uma da principais premissas da educação financeira. Tenho um hábito de ler muito e gastar mensalmente uma quantia fixa com livros. Às vezes, sou questionado por familiares se este não é uma hábito de gastar dinheiro com supérfluos. O que você acha?

Paulo
Visitante
Paulo

Suas palavras como sempre tão valiosas! obrigado Leandro.

Sueli Costa
Visitante
Sueli Costa

Ótimo artigo!

Carlos Costa Branco
Visitante
Carlos Costa Branco

Parabéns Leandro pelo excelente artigo.
Concordo plenamente com a denominação de “droga licita” para as bebidas alcoólicas. Quando a sociedade se der conta do tamanho do estrago que o álcool faz, em termos de saúde, desajustes sociais, crimes, mortes no trânsito e etc, talvez possamos viver um pouco melhor.
Continue com o seu trabalho, muito louvável e útil.
Abraços.

Herley Tobias
Visitante
Herley Tobias

Bom dia Leandro, pois é, li em algum lugar: ” As pessoas compram o que não precisam com o dinheiro que às vezes não têm, para mostrar o que não é para pessoas que não querem saber” achei até cômico isso.

Thiago Torres
Visitante
Thiago Torres

Meus Parabéns Leandro! Excelente artigo! Nos faz parar e refletir sobre nossos hábitos de consumo. Compartilhando com todos agora mesmo. Abraço!

Sergio Dutra
Visitante
Sergio Dutra

Olá,Leandro! Sempre nos presenteando com bons artigos! É muito interessante também ler os comentários, pois aprende-se muito com as opiniões das pessoas. Também estou aprendendo com as dicas, apesar de não ser consumista e nunca me levar por marcas famosas e ostentação. Quando compro algo, pesquiso preços até chegar ao mais em conta. Estou prestes a me aposentar (já entrei com a papelada) na função publica, completando 39 anos e 5 meses de serviço(sem intervalo entre publica e privada) e 56 anos de idade, só para evitar comentários tipo: se aposentou novo por ser funcionario publico! Já que falam tanto em garantir a aposentadoria no final da vida, o que posso dizer o seguinte: Meu salário é razoável e para o que eu gasto está muito bom, até porque riqueza, nunca foi o meu objetivo! Tenho uma casa de 200 metros quadrados, que ainda estou terminando (tem 20 anos que estou fazendo reformas e os acabamentos , sendo que 60 % eu mesmo construí, sozinho, nas horas vagas, nos fins de semana e nas férias e licenças), tenho um carro ano 2001 e só!Em compensação tenho uma filha de 27anos que eu ajudei na educação e fez duas faculdades, trabalha desde os 18 anos e já montou uma microempresa que vai muito bem. Estou satisfeito com minha vida, que foi de muito trabalho, muita luta, muitas dificuldades, mas sempre tive em mente, de que nunca deve-se gastar mais do que se ganha. Tenho contas, sim, mas necessárias para viver razoavelmente bem e o mais importante para mim, SAÚDE, pois procuro me alimentar de forma mais saudável possível, pratico exercícios, cooper e futebol, não fumo e não bebo. A vida é simples, é só não complicar! Abraço.

Newton
Visitante
Newton

Parabéns pelo bom exemplo.

Roberta
Visitante
Roberta

Visulizei os meus pensamentos em seu post. Sou uma jovem e já fui duramente criticada por pensar assim. Me visto de maneira básica, roupas confortáveis e bonitas, basta. Entretanto, ao viajar para a região Sul pela primeira vez este ano fui “olhada de cima em baixo” diversas vezes por não está seguindo o padrâo de roupas tsc tsc tsc! Tenho alguns conhecidos que enche a boca pra falar que pagam 300,00 na blusa que vai durar no máximo 03 meses

Bruno Santos
Visitante
Bruno Santos

Leandro, o mais incrível é fomentar, consciente ou inconscientemente, um mercado desumano. Já pensou quanto sangue derramado? quantos direitos trabalhistas ignorados? quantas crianças escravizadas para produzir essas porcarias?

Wagner Lazzari Ribeiro
Visitante
Wagner Lazzari Ribeiro

SEM PALAVRAS……OBRIGADO!

Jose Augusto
Visitante
Jose Augusto

Leandro, tenho acompanhado teus posts, mas nesse você se superou. Excelente texto, reflete o que sempre pensei sobre educação financeira mas em palavras muito bem escritas e com exemplos reais……meu sincero muito obrigado e parabéns!!!!

Micael Santos
Visitante
Micael Santos

Leandro, obrigado pelo excelente post como outros sempre instrutivo e simples de entender.

Muito Obrigado.

Felipe
Visitante
Felipe

Sabias Palavras, Sinergia com o que eu penso…. Parabéns!!!

Roger Januário dos Santos
Visitante
Roger Januário dos Santos

Olá, Leandro!
Meus parabéns por mais um excelente artigo. Há alguns meses que eu comecei a acompanhar as suas publicações, sempre lendo-as com grande interesse. Toda vez que recebo um e-mail seu, fico ansioso pela leitura de mais um bom texto, com informação de qualidade que nos convida a boas reflexões e instiga o nosso senso crítico. Muito bom trabalho, só tenho a agradecer.

Elaine
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Elaine

Como diz uma colega de trabalho: minha marca preferida é “promoção”!

Breno
Visitante
Breno

Parabéns pelo texto Leandro! Muito pertinente e bem embasado!

Li hoje um exemplo interessante: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/02/americano-deixa-milhoes-de-heranca-surpresa-para-caridade.html

Fora da curva, mas interessante.

Abraços

Jéssica
Visitante
Jéssica

Gostei muito do texto. Recentemente tenho adorado o tema finanças, riqueza, etc. O seu texto deu uma “sacudida” aqui, sabe? Concordo muito com tudo que disse.
Muito bom! Já vou salvar o site aqui para visitar sempre!

Newton
Visitante
Newton

Mais um excelente artigo, que eu leio, desta vez, tardiamente.
Ainda vai chegar o dia que uma pessoa que não esteja vestindo uma camiseta
jeca, de caimento horrível, porém com mal-costuradas letras “Hollister” ou “Abercombrie” e caríssima, será barrada na porta nos shoppings de SP. Que tristeza.

josé rogério
Visitante
josé rogério

parabéns por seus artigos inteligentes e que nos dão nova e interessante visão sobre nossos procedimentos, que muitas vezes tem que ser revisados, caso tenhamos a humildade para tentar entendê-los;

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