Viajar ou comprar? Acumular experiências ou patrimônio?

Experiências nos fazem mais felizes. Estudos mostram que as pessoas são mais felizes quando buscam novas experiências, do que quando compram novos objetos e bens com o dinheiro que poupam. Estas pesquisas foram feitas por dois psicólogos chamados Leaf Van Boven e Thomas Gilovich.

Eles concluíram que as coisas que compramos produzem uma felicidade passageira, já as experiências nos fazem felizes no longo prazo. No livro Microeconomia e Comportamento de Michael Fitzpatrick existe uma trecho onde o autor fala das descobertas destes dois psicólogos:

…descobriram que as pessoas tendem a se adaptar mais rapidamente ao consumo de bens do que ao consumo de experiências. Assim, embora a maioria das pessoas experimente um ímpeto de satisfação quando adquirem pela primeira vez um televisor, com tela maior, esse sentimento quase que invariavelmente tende a decair com rapidez. Uma vez que tenhamos nos acostumado com uma TV maior, seus atributos favoráveis entram em segundo plano, isto é, não estamos mais conscientes deles.

Isto é muito fácil de perceber nas crianças. Os presentes que produzem novas experiências, como uma bicicleta, são os que elas mais gostam. Dificilmente presentes como sapatos ou roupas fazem uma criança mais feliz. Os outros brinquedos são esquecidos e abandonados rapidamente.

Se você é casado(a) há algum tempo, provavelmente se recorda mais da sua viagem de lua de mel do que dos presentes de casamento que ganhou dos seus amigos e parentes.

Mais amigos ou mais patrimônio?

A quantidade de coisas que você compra e acumula não é proporcional a quantidade de felicidade que você terá na vida. Pode até acontecer o contrário. Quanto mais as pessoas acumulam coisas (que precisam ser cuidadas) mais chateações e problemas elas acumulam na vida. Já ouviu falar que uma casa de praia proporcionam apenas dois momentos de felicidade? Um quando você compra e o outro quando você vende. Casas de praia são muito divertidas no começo. Com o passar do tempo elas podem se transformar em fonte de problemas e de despesas fixas. Existem alguns bens que exigem cuidados mensais e isto significa perder tempo e dinheiro com eles.

As pesquisas mostram que quanto mais experiências você acumula na vida, mais você se sente feliz. É claro que ter uma casa para passar férias pode proporcionar muitas experiências agradáveis com a presença de amigos e parentes. O que proporciona a felicidade não é ter a casa, mas as experiências com os amigos e os parentes. Assim, ter duas ou três casas de férias não fará você duas ou três vezes mais feliz. Ter mais momentos com seus amigos produz mais felicidade, e não precisamos gastar muito para conviver mais com nossos amigos e parentes.

Se você parar para fazer os cálculos e observar os custos de manutenção de um imóvel, que só é usado nas férias, perceberá que alugar uma casa nas férias ou pagar as diárias de um hotel podem ser bem mais baratos, principalmente se fizer isto em conjunto com seus amigos. Você pode investir o dinheiro da casa em uma aplicação que renda juros e com estes juros você pode planejar bons momentos, sem gerar custos fixos de manutenção de um imóvel.

Prazer é o bem supremo da vida?

O escritor James Wallman defende em seu livro Stuffocation que as pessoas abandonem o materialismo e busquem o experimentalismo. Ele fala sobre a “adaptação hedonista”, onde hedonismo significa doutrina filosófica-moral que afirma ser o prazer o bem supremo da vida humana. Esta adaptação ao prazer pode ser vista quando você se desfaz do seu smartphone velho e compra um smartphone novo.

Quando você compra o novo smartphone fica eufórico, conta para seus amigos, fala sobre as vantagens do novo aparelho em comparação ao antigo. Na segunda semana a animação não é mais a mesma. Um ou dois meses depois o novo smartphone já faz parte da paisagem do seu dia-a-dia. Você se acostuma com o smartphone e já começa a pensar na possibilidade de comprar o novo modelo que será lançado daqui a alguns meses. Alguns anos depois você já não se lembra do antigo smartphone.

No caso da felicidade produzida por uma experiência, ela não passa com o tempo e não costuma ser esquecida. Quando você se recorda de uma viagem, do seu casamento, do nascimento de um filho, de uma festa de aniversário, da festa de formatura, a felicidade daquele momento é trazida para o presente. Experimente olhar as fotos de momentos felizes da sua vida em um dia que você estiver se sentindo triste.

A frustração de comprar

James também fala de “reinterpretação positiva”. Você compra um sapato ou um eletrodoméstico novo e pouco tempo depois percebe que a escolha não foi boa e você se decepciona. Aquela compra pode se tornar uma fonte de chateação. Infelizmente você perdeu o seu dinheiro, tempo e ainda se chateou. Quando você investe em uma experiência e as coisas não acontecem como o esperado a situação é diferente. A sua memória sobre aquele momento, no futuro, não será tão ruim. Algum problema que ocorre em uma viagem, muitas vezes se transforma em uma situação engraçada que você contará para seus amigos como uma experiência inesperada e curiosa. Mesmo enfrentando problemas, estes problemas se tornam parte da sua experiência de vida.

Outro ponto que ele destaca é que as coisas são fáceis de comparar e as experiências não. Esta comparação pode ser motivo de infelicidade ou tristeza. Se você tem um carro popular e seu amigo tem um carro esportivo, é inevitável que você não se sinta bem com a comparação.  Pode ser até que você queira se matar de trabalhar para comprar um carro como o do seu amigo, ou se endivide para fazer isto. Já no caso de uma experiência gerada por uma experiência (exemplo: viagem), o que vale é a experiência e não quanto custou esta experiência.

Você pode dar a volta ao mundo de avião se hospedando em hotéis 5 estrelas, como pode dar a volta ao mundo dentro de um carro, morando em uma barraca como o casal de leitores do Clube dos Poupadores está fazendo. São experiências com custos diferentes, mas totalmente únicas e incomparáveis. Conhecer a Europa no estilo mochileiro, gastando o mínimo possível, pode ser até mais interessante e enriquecedor do que fazer a mesma viagem gastando muito dinheiro, as vezes gastam o equivalente a um veículo ou um apartamento (sem ter condições para isto).

Inclusive já me deparei com muitas pessoas que enfrentam esta dúvida. Elas se questionam se seria melhor gastar o dinheiro que possuem comprando um imóvel ou fazendo uma viagem? Seria melhor gastar dinheiro comprando um carro ou fazendo uma viagem? É uma questão muito pessoal e as pessoas precisam refletir avaliando os custos e os benefícios, não só os benefícios imediatos, mas os de longo prazo.

A vida é o resultado de muitas escolhas

As pessoas tentam ou deveriam tentar obter o máximo de benefício em troca de cada real gasto. Toda vez que pensamos antes de comprar, estamos refletindo entre deixar de comprar uma coisa para comprar outra. Sempre estamos com uma dúvida sobre o máximo benefício que teremos em comparação ao custo. Nossas escolhas são mais acertadas quando somos racionais e temos todas as informações que precisamos para tomar uma decisão. Nossas escolhas tendem ao erro quando agimos movidos pela emoção (que é facilmente manipulada por quem vende) e quando nos faltam todas as informações sobre aquilo que estamos comprando.

A grande verdade é que cada pessoa é diferente da outra. A bagagem de conhecimentos e experiências que carregamos dentro de nós, nos difere e interfere naquilo que valorizamos. Fazemos escolhas diferentes, valorizamos coisas diferentes, nos sentimos felizes de formas diferentes. Não existe uma forma certa ou errada. O que existem são decisões mais conscientes e por isto mais acertadas, e decisões menos conscientes, que muitas vezes resultam em arrependimentos.

Antes de fazer qualquer escolha faça a seguinte pergunta: Esta escolha que estou fazendo agora vai tornar minha vida melhor nos próximos 5 anos? Ela vai agregar alguma coisa nova e boa na minha vida a tal ponto que serei uma pessoa melhor ou terei uma vida melhor no futuro?

Um futuro melhor precisa fazer parte do seu plano de vida, já mostrei como fazer isto neste artigo.

Isto vai ajudar no momento distinguir, por exemplo, o valor de uma viagem realizada com o objetivo de aprender uma nova língua ou realizar um curso no exterior, ou uma viagem para fazer compras em Miami. Isto vai te ajudar a diferenciar o valor de um smartphone top de linha em comparação ao custo que você terá realizando um curso ou um treinamento.

Assista a este vídeo e depois deixe seu comentário sobre o que você acha sobre acumular experiências ou acumular patrimônio:

By |15/08/2014|Categories: Enriquecimento|60 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

60 Comments

  1. Marcello 15 de agosto de 2014 at 16:31 - Reply

    Boa tarde Leandro

    Concordo com todos os argumentos. Analisando vejo que estou no caminho da felicidade hoje e amanhã ao invés de ter algo sem necessitar hoje ou amanhã.

    Abraço e parabéns pelo artigo.

    Marcello

    • Leandro Ávila 16 de agosto de 2014 at 8:53 - Reply

      Obrigado Marcello

    • Mauro 18 de outubro de 2014 at 18:31 - Reply

      “Leandro Ávila é Administrador de Empresas, educador independente e especializado em Educação Financeira..”.
      “Não defende os interesses de bancos, corretoras, financeiras ou de qualquer instituição do mercado. Seu único compromisso é com a educação das pessoas…. ”

      Leandro, me identifico totalmente com a sua visão de vida. Curso o 5º semestre de Administração e me interessei muito pela área da educação financeira.
      Assim como você desejo me aprofundar nos estudos e ajudar as pessoas a saírem da escravidão das contas, também não tenho interesse nenhum em defender bancos, corretoras , financeiras ou quaisquer instituições do mercado.
      Meu compromisso será também com as pessoas, o Brasil precisa de gente como você e de idéias como as suas.
      Aposentei cedo no serviço público, pois comecei a trabalhar com carteira assinada aos 14 anos de idade, hoje se posso estudar é para dividir meus conhecimentos e fazer as pessoas mais felizes.
      Grande Abraço e boa sorte na sua empreitada.

  2. Cleverson 15 de agosto de 2014 at 16:56 - Reply

    Muito bom… Me ajudou muito a refletir sob o assunto!

  3. Alveri 15 de agosto de 2014 at 17:17 - Reply

    Ótimo Artigo, sabe que as vezes eu penso nisso, hoje eu poupo mas não para aumentar o patrimonio e sim para ter mais segurança. Tenho muito medo de ficar doente e alem disso não ter condições de trabalhar mais. Nosso sistema de saúde é precário. E quando vc chegar aos 65 anos com um salario minimo?

    • Leandro Ávila 15 de agosto de 2014 at 17:45 - Reply

      Olá Alveri, é muito importante possuir uma reserva para emergências. Ela que garante a tranquilidade quando alguma coisa dá errado. Obrigado por participar.

  4. JOSÉ ARNALDO LOPES 15 de agosto de 2014 at 17:30 - Reply

    É … realmente é necessário uma reflexão Leandro. O que verdadeiramente é importante na vida? Dinheiro ou experiências felizes ? Acho que através de uma educação familiar que enaltece os valores humanos, éticos, morais, conjuntamente com uma formação social, política (no bom sentido), e uma boa educação financeira, poderá formar um cidadão livre, equilibrado, mais humano, mais independente e que possa ser verdadeiramente feliz e contribuir sobremaneira para felicidades de seus semelhantes
    .

    • Leandro Ávila 15 de agosto de 2014 at 17:44 - Reply

      Concordo com você José Arnaldo, ótima contribuição.

  5. Ronne 15 de agosto de 2014 at 17:33 - Reply

    Aos 25 anos de idade perdi muito dinheiro (muito para mim, pouco talvez para quem é podre de rico) que acumulei trabalhando arduamente durante anos, sem férias e, às vezes, até sem descanso semanal. Pois bem, na minha pretensão de ficar rico rápido, acabei fazendo um mal negócio que fez o meu patrimônio evaporar. Fiquei com depressão e até pensei em coisas absurdas.
    Depois decidi que, não importa o que acontecesse, eu me daria de presente, todo ano, uma viagem a um lugar que eu não conheço. Pois bem, depois de alguns anos nesse caminho de acumular experiências, posso dizer que não me arrependo. Até porque, com uma vida mais feliz, pude trabalhar melhor e consegui recompor um pouco do que foi perdido. Estou muito feliz com a minha decisão, pois dessa forma consegui encontrar um equilíbrio entre planejar e guardar para o futuro e aproveitar o presente com experiências ricas e duradouras.
    Ótimo artigo. Parabens, mais uma vez, Leandro Ávila.

    • Leandro Ávila 15 de agosto de 2014 at 17:43 - Reply

      Ronne, Ótimo depoimento. Precisamos encontrar o equilíbrio. Parabéns!

  6. Raphael 15 de agosto de 2014 at 17:53 - Reply

    Seus textos são inspiradores. Difícil, no Brasil, é conseguir aliar o sustento mensal, uma poupança para a aposentadoria e o lazer.. Parabéns pelo texto

    • Leandro Ávila 16 de agosto de 2014 at 8:55 - Reply

      Olá Raphael. Tudo é possível quando planejamos nosso futuro. As pessoas podem agir para aumentar a própria renda, reduzir despesas, aumentar a poupança e planejar a aposentadoria. Um abraço!

  7. Cezar 15 de agosto de 2014 at 19:38 - Reply

    Muito bom o artigo. Realmente experiências valem mais do que produtos.
    Sobre o exemplo dado no texto se vale a pena comprar uma carro ou uma viagem vejo o seguinte… Carro no brasil que não temos transporte público, é um bem básico portanto o certo seria comprar um carro básico e uma viagem para um lugar legal do que comprar um super carro esporte e não ter dinheiro para viajar. Com certeza é melhor comprar o carro mais barato. Mas independente disso, o carro básico no brasil continua sendo um bem básico.

  8. Dênis Barbosa Batista 15 de agosto de 2014 at 21:03 - Reply

    Mais uma vez,Leandro, você contribuindo para nossa educação financeira e até nosso bem-estar, pra não dizer entretenimento, dando-nos dicas de como usufruir da vida com responsabilidade, dinheiro e sem arrependimentos. Ótimo! Abraços,

    Dênis, Coqueiral – Sul de Minas.

  9. Danielle 15 de agosto de 2014 at 22:36 - Reply

    Boa noite Leandro. Amei esse artigo, me fez parar e pensar bastante nesse equilibrio que devemos buscar dentro da Educação Financeira.. Sou a favor de economizarmos sim mas com objetivo e não nos privarmos de sonhos, desejos que podemos realizar através do dinheiro, obvio dentro das nossas condições.Em 2009 perdi minha mãe, com 64 anos de idade. Ela passou a vida inteira se privando de coisas que ao meu ver eram essências que o dinheiro poderia proporcionar com o intuito de economizar, ela se privava até de comer algo diferente com essa fixação.A partir desse momento senti que eu devia mudar um pouco pois era bem parecida com ela e não me arrependo de realizar, pequenos ou grandes sonhos(não palpáveis) que o dinheiro pode me proporcionar..(tudo dentro da minha realidade é claro)..Parabéns pelo blog.Admiro seu trabalho

    • Leandro Ávila 16 de agosto de 2014 at 8:58 - Reply

      Olá Danielle, realmente poupar e investir precisa ter um objetivo. Tudo precisa ter algum objetivo e devemos seguir buscando o equilíbrio.

  10. Henrique 16 de agosto de 2014 at 9:43 - Reply

    O texto e ótimo nos faz refletir entre a economia e a avareza, mas o vídeo e péssimo

    • Leandro Ávila 16 de agosto de 2014 at 13:02 - Reply

      Olá Henrique. O vídeo é de um fotógrafo e agente de viagens italiano que se chama Nicolo Banini, de 22 anos. Os vídeos dele já foram assistidos por milhões de pessoas no Youtube. Ele mostra o estilo de vida que muitos gostariam de ter. Neste vídeo ele aparece no México, França, Índia, Emirados Árabes Unidos, Tailândia, Lituânia, Honduras, Áustria, Jamaica, Estados Unidos, Bahamas e Rússia. E ele esteve em todos estes lugares à trabalho. Já li uma entrevista dele mostrando que muito mais que dinheiro, a profissão que ele escolheu permite ter acesso a outro tipo de riqueza que são as experiências através do contato com outras pessoas, outras culturas, comidas e lugares. E o objetivo do artigo foi mostrar que a nossa vida é resultado das nossas escolhas e podemos sempre escolher entre estas duas formas de riqueza (material e experimental), onde o ideal é a busca pelo equilíbrio das duas. Caso não tenha entendido o objetivo do vídeo, aqui fica a explicação.

  11. Mário Jorge 16 de agosto de 2014 at 9:44 - Reply

    Olá Leandro,hoje vivemos numa sociedade em que o “Estar bem “virou rotina, potencializado pelas redes sociais em que “fulano comprou um carrão”,”Sicrano comprou seu apartamento novo” ,”Beltrano Viajou pros EUA” criando um contágio em que a felicidade é medida pelo “TER” um consumismo sem limites(levando as pessoas a pagarem juros que impactarão suas finaças).Acho que o dinheiro serve pra você ser livre nas escolhes e não escravo, não vejo outra forma de enxergar diferente as finanças que não seja através da EDUCAÇÃO FINANCEIRA estudada e praticada constantemente aliada a um objetivo por isso,graças ao clube dos poupadores,venho revendo meus paradigmas financeiros e caminhando conscientemente para me aprofundar no assunto .Sempre agradeço e parabenizo pela iniciativa do clube dos poupadores.

    • Leandro Ávila 16 de agosto de 2014 at 13:06 - Reply

      Olá Mário. Acredito nas mesmas coisas. O importante é a liberdade. Obrigado por participar do Clube.

  12. Fernando 16 de agosto de 2014 at 12:16 - Reply

    Parabéns Leandro,
    Ótimos artigos.
    Me ajudou ter uma nova reflexão de vida.
    Obrigado.
    Forte abraço.

  13. Gláucia Vieira 16 de agosto de 2014 at 14:52 - Reply

    Vídeo inspirador!!!

    Coragem eu tenho para viajar, só me falta o dinheiro!!!

  14. Gláucia Vieira 16 de agosto de 2014 at 14:55 - Reply

    Ahhh!! estou mudando meu hábitos de consumo graças a seus artigos. Obrigado por fazer o bem a quem precisa.Muito Feliz!!!

    • Leandro Ávila 16 de agosto de 2014 at 15:06 - Reply

      Obrigado, fico feliz sabendo que você está se beneficiando!

  15. Amanda 16 de agosto de 2014 at 16:00 - Reply

    Entre acumular experiências e acumular patrimônios. Você disse “é necessário equilíbrio”. Sim, mas você precisa escolher o que vai buscar em primazia. Acumular bens sem ter um objetivo de fazer o máximo de pessoas felizes além de si mesmo, pra mim é ganância. Conheço de ouvir falar uma Sª viúva, mora em Copacabana no RJ (Edméia Williams) e seu falecido marido trabalhava como Engº da Petrobrás, e por conta disso, a deixou com uma boa pensão, um bom apartamento, o seu filho é formado, ela já esteve em muitos países e muitos estados no Brasil; e também possui um projeto com crianças na Favela no morro Dª. Marta, a casa de Maria e Marta. Mas sempre com um propósito de influenciar pra melhor a vida das pessoas. Então você vê aí uma junção de valores, um exemplo de pessoa que não inverte valores. Embora ela seja uma Senhora e já deva ter cometido muitos erros. Você vê que nestes últimos anos que ela tem vivido e influenciando tanta gente com seu estilo de vida, com certeza compensa todos os anos da vida dela que ela viveu só pra si.

  16. Fábio 16 de agosto de 2014 at 16:37 - Reply

    Acho que o legal é tentar unir as duas coisas: experiências com amigos, familiares, viagens, junto com aumento de patrimônio, que de fato neste país não é fácil.
    Até gosto de viajar, mas o que me dá mais prazer é adquirir novos conhecimentos, aprender coisas novas, uma nova faculdade etc..isso agrega e traz novas experiências que também são pra vida toda.
    Há poucos dias tive a felicidade de realizar um negócio que me parece ter sido um ótimo investimento, e ao mesmo tempo iniciei meu segundo (e gratuito) curso superior.
    Isso é felicidade também, que abre portas e agrega novas experiências.
    Abçs
    Obs: o meu carro continua o mesmo e velho de sempre, e minha namorada me diz que tenho cabeça de velho. Fazer o quê!!! rs…

  17. isidro Lopes 16 de agosto de 2014 at 19:02 - Reply

    Prá mim não é necessário optar entre investir e gastar com o que realmente traz felicidade, o dinheiro deve ser investido pois será util no futuro, já os prazeres da vida precisam pouco dinheiro, como passear no parque, brincar com os filhos, passear com o cachorro. Porem quando a pessoa já tiver um montante acumulado (investido) poderá se dar a viagens e gastos.

    • Leandro Ávila 16 de agosto de 2014 at 19:09 - Reply

      Olá Isidro, obrigado por compartilhar sua opinião. 🙂

  18. ANDRE 16 de agosto de 2014 at 19:16 - Reply

    Muito bom ! Refletir sobre a vida é o que mais temos que fazer. Guardo economias para viajar, mesmo que ainda esteja juntando dinheiro para comprar uma casa, ou seria melhor morar de aluguel e viver dos rendimentos das economias. Dúvida cruel, leandro comente um dia, se é que vc não comentou ainda.esta situação.
    Nesta vida temos que planejar nossas ações para termos a tal felicidade duradoura.
    Parabéns pelo post!
    Andre

    • Leandro Ávila 16 de agosto de 2014 at 23:02 - Reply

      Olá André. Existem escolhas que são muito pessoais. Pessoas que se sentem bem mantendo um estilo de vida mais simples, mesmo com renda mais elevada, e que acumulam poucas coisas, se apegam pouco aos objetos, elas costumam viver muito bem alugando o imóvel onde moram. São pessoas que adoram quando o dono do imóvel resolve não renovar o contrato, pois desta forma elas mudam para outro bairro ou até mudam de cidade. Para elas a novidade e a mudança é uma coisa boa. Não gostam de estabilidade. Existem pessoas que se apegam ao bairro, ficam apegadas a casa onde moram, gostam de juntar coisas, tem ciume das coisas que possuem, não gostam de mudança, gostam de estabilidade. Este perfil não costuma se dar bem com o aluguel. Acaba virando um tormento. Isto significa que a pessoas precisam do autoconhecimento.

  19. edgar 16 de agosto de 2014 at 23:28 - Reply

    artigo muito interessante parabéns !!

  20. Abilio 17 de agosto de 2014 at 14:31 - Reply

    Esse é o meu caminho. Adoramos viajar, eu e minha esposa. Nossa última viagem foi um mochilão que fizemos ao Chile. Não tenho carro apesar de morar no Rio e ter uma filha de 3 meses. É mais barato e confortável pegar um táxi. Nossa viagem internacional anual é paga com as milhas que acumulamos no cartão de crédito. Todas as minhas despesas mensais eu coloco no cartão de crédito da Smiles (U$1 = 2 milhas). Pago a anuidade rindo! Vale a pena! As pessoas deveriam se ligar mais nisso!

    Leandro, parabéns pelo artigo e pelo excelente vídeo. Demais!

    • Leandro Ávila 18 de agosto de 2014 at 20:43 - Reply

      Olá Abilio, obrigado por compartilhar sua experiência.

  21. Cleomir 17 de agosto de 2014 at 16:36 - Reply

    Parabéns Leandro, o clube tem um conteúdo muito rico ao seu propósito. Viajar sempre nos traz experiências, poupar e investir é necessário, então cada um deve encontrar o seu equilibrio.

  22. Fabio Perucio 18 de agosto de 2014 at 8:07 - Reply

    Aprendi muito com o Leandro Ávila, inclusive num e-mail que enviei pra ele com algumas dúvidas e recebi a resposta mais improvável mas também a que mais mudou minha vida. Perguntei onde poderia investir meu dinheiro que não era muito. Poupança, tesouro direto e ele respondeu ” invista em conhecimento, assim você adquiri maior chance de aumentar seus rendimentos. Li algumas vezes o Pai Rico Pai Pobre, Os segredos da Mente Milionário e digo: Não estou milionário, mas tenho uma vida bem tranquila. Continuo trabalhando como funcionário, porém não preciso mais fazer o famoso “bico” depois do horário pra ganhar um extra. Fico muito mais tempo com minha esposa e minha filha. Sobre guardar dinheiro, aprendi que não se guarda para os imprevistos, pois eles aparecem e te atrapalham. Não guardo para uma eventual necessidade de comprar um remédio, guardo para comprar um bom livro, um almoço num bom restaurante e coisas desse tipo. Momentos são eternos, bens materiais se deterioram com o passar dos dias.

    Se prepare para o melhor ele virá, se prepare para o pior e ele também virá, mas dependendo do seu psicológico, o pior virá com maior força e intensidade.

    • Leandro Ávila 23 de agosto de 2014 at 10:02 - Reply

      Olá Fabio, eu também li o Mentes Milionárias, mas recomendo que você tenha uma reserva de emergência. Não precisa pensar que ela servirá para doenças, demissões, etc. O fato é que a reserva de emergência serve como mecanismo de tranquilidade. Basta usar sua mente para vincular a reserva de emergência com a tranquilidade e a segurança. Agora, para quem possui renda ainda muito baixa e não consegue poupar, é fundamental investir em conhecimento e educação para aumentar o valor do seu tempo. Quanto mais você sabe, mais o mercado de trabalho remunera pelo seu conhecimento. Quem estuda pouco e se qualifica pouco inevitavelmente recebe pouco pelas horas trabalhadas.

  23. Kelly 18 de agosto de 2014 at 16:53 - Reply

    Olá, Leandro. Esse artigo é de extrema relevância. Mas, gostaria da sua opinião a respeito de quem está no começo de tudo: recém formada, saindo da casa dos pais (por achar ridícula essa “geração canguru” e querer correr os ‘riscos’ de se sustentar, mesmo sabendo q não é fácil); e, ao mesmo tempo, tendo uma vontade imensa de viajar, ter diversas experiências, mas nem sempre tendo o dinheiro para tudo isso. O que alguém ainda instável financeiramente deve priorizar: a aquisição de certa segurança ou viver essas experiências? No meu caso particular, cresci sem pai; todas as minhas conquistas materiais são imensamente batalhadas, inclusive as poucas viagens que fiz. Tenho 27 anos e vejo todas essas possibilidades e também desejos à minha frente, ao mesmo tempo que sinto medo de não sair do lugar ou tomar as decisões erradas. Me recomendas alguma leitura? No mais, agradeço seus textos, sempre auxiliam muito e nos fazem refletir sobre o dinheiro e também sobre a vida, o amanhã e o hoje. Obrigada.

    • Leandro Ávila 18 de agosto de 2014 at 20:28 - Reply

      Olá Kelly, existem questões que são extremamente pessoais. Você precisa equilibrar as duas coisas. Se você é recém formada deve batalhar por sua carreira. Deve contribuir de forma útil com a sociedade e ser reconhecida por fazer um trabalho bem feito. Reconhecimento e retorno financeiro é consequência.

  24. Brandão 19 de agosto de 2014 at 16:30 - Reply

    Leandro gostaria de esclarecer algumas dúvidas, como viver de renda através de aluguel de imoveis e caso possível dividir entre imoveis e investimentos em cdb e ntn-b é recomendável?

    • Leandro Ávila 19 de agosto de 2014 at 17:01 - Reply

      Olá Brandão, você precisa aprender sobre investimento em imóveis. Precisa conhecer quais são as oportunidades oferecidas na região onde você mora. Cada cidade possui uma realidade diferente, cada bairro possui uma vocação diferente. Existem lugares onde as melhores opções estão entre imóveis comerciais como salas para pequenos escritórios. Em cidades turísticas ou onde existe o turismo de negócio, próximo a centros de convenções existem os flats. Em algumas cidades existe a demanda por galpões para locação. Por isto é importante que você estude as oportunidades da sua região.

  25. Flavio 19 de agosto de 2014 at 20:56 - Reply

    Fico imaginando uma pessoa que compra um carro financiado, passos os três primeiros meses da empolgação sobra somente o calhamaço de boletos para pagar…..

  26. Edson Barbosa 20 de agosto de 2014 at 23:04 - Reply

    Olá Pessoal,
    Os artigos do Prof° Leandro são de boa qualidade e ótimos para reflexão. Concordo plenamente que nossas escolhas devam ser equilibradas tendo em vista o custo/beneficio, acredito também que nossas escolhas em poupar devam ser por um objetivo, por exemplo, liberdade financeira, ou seja, liberdade de escolhas. Acho que NUNCA devemos poupar com medo de doença ou qualquer problema, isso atrai tais coisas. Se investimos em educação financeira aprenderemos a gastar e economizar de foma consciente.

    • Leandro Ávila 20 de agosto de 2014 at 23:25 - Reply

      Oi Edson, obrigado por compartilhar sua opinião, parabéns.

  27. Bruno 21 de agosto de 2014 at 10:06 - Reply

    O que fica sempre são as experiências. São elas que nos eternizam através dos tempos. Conheci seu trabalho há pouco tempo, mas quero aqui deixar os meus parabéns e que Deus o continue abençoando.

  28. Eduardo 31 de agosto de 2014 at 0:20 - Reply

    Acredito que cada pessoa tem uma realidade peculiar e que cada um “investirá” com base no valor atribuído (conscientemente ou não) para cada coisa na vida.
    Penso ser muito importante ajudar aqueles que nos cercam, pois isso será uma ação positiva que incentivará ações positivas de outros. Isso criará um ambiente melhor para muitas pessoas.
    Vale lembrar que uma ação positiva é a do Leandro Ávila, que tem ajudado a muitos, que poderão ajudar a outros a ter uma melhor consciência financeira.

    • Leandro Ávila 31 de agosto de 2014 at 21:48 - Reply

      Oi Eduardo, este site é como uma árvore perdida no meio de muitas. Quem faz o verdadeiro trabalho são os leitores do site que divulgam o seu conteúdo entre os amigos e parentes que precisam de informações. Esses são os disseminadores, os semeadores. Por isto muito obrigado a todos que ajudam a divulgar o Clube dos Poupadores.

  29. Thais 1 de setembro de 2014 at 11:32 - Reply

    Ola…descobri este site, atraves do interesse em saber se é viável hoje em dia, financiar um curso de medicina. Gostei muito dos varios artigos que li a respeito de como tratar as questoes financeiras.
    Tenho certas incertezas a respeito de financiar, por pensar na divida que terei apos a conclusao e sou muito equivocada com questao de divida, pela vivencia que tenho no meio familiar.
    Tenho pensado muito sobre como estara o mercado de trabalho e as oportunidades de trabalho nesta area. Se realmente ganharei o que compensa para pagar a divida e poder viver de forma saudavel e ter diversificadas experiencias de vidas.. pois sei que esta profissao (medicina) exige muita determinacao e requer muito estudo para ser um bom profissional e nao ser apenas mais um…
    Gostaria muito de trocar ideias atraves de e-mail para poder ampliar mais meu conhecimento a respeito. Obrigada !

    • Leandro Ávila 1 de setembro de 2014 at 15:00 - Reply

      Olha Thais. O pior negócio que você pode fazer é entrar em um curso focada no quanto vai ganhar ou deixar de ganhar. Eu sei que existem pessoas que escolhem medicina sem ter o dom, querem apenas se tornar “comerciantes de saúde”. Todas as profissões pagam bem e oferecem grandes oportunidades para quem faz bem feito, para quem tem prazer naquela atividade. Quando você faz bem feito, sem se preocupar com o dinheiro, você acabará sendo reconhecida e muito bem remunerada. Procure descobrir o que você gosta de fazer, como você pode contribuir com a sociedade.

  30. Ruimar 8 de outubro de 2014 at 21:12 - Reply

    Realmente interessante, estou planejando uma vez por ano “Férias” conhecer um local diferente com minha família. Este projeto começa em 2015.

  31. Aparecido 25 de abril de 2016 at 22:00 - Reply

    É algo pra parar e refletir muito bem……..

Leave A Comment

Share this

Compartilhe com um amigo