Dicas para comprar imóveis e escapar do problemas

Nos últimos dias passei por uma nova, e desagradável, experiência de compra de um imóvel. Na minha opinião, infelizmente, comprar imóveis é uma experiência tensa e desagradável. Se você já comprou algum imóvel no passado e achou a experiência divertida, provavelmente não comprou com o nível adequado de consciência e cuidado que este tipo de compra exige.

Comprar um imóvel é chato, é tenso, é arriscado. Como tenho livros sobre o assunto, sempre que compro ou vendo um imóvel, aproveito a oportunidade para vivenciar a experiência observando os problemas e armadilhas que as pessoas estão expostas. É através dessas diversas experiências reais que criei e atualizo meus livros (ebooks) sobre imóveis, escritos para pessoas em experiência.

Durante esta negociação fiz algumas anotações para escrever este artigo. Espero que os alertas que fiz aqui possam ajudar você na próxima vez que passar pela experiência de comprar um imóvel.

Deixe a emoção em casa.

Tome muito cuidado para não criar vínculos emocionais com os imóveis que você está visitando durante a compra. Quando você “se apaixona” por um imóvel acaba sabotando diversos cuidados que deveria ter no processo. Você fica cego para os problemas ou qualquer informação que possa fazer você desistir da compra. Para evitar esta armadilha eu recomendo que você convide um amigo ou parente para participar do processo de escolha e negociação. Essa pessoa deve ser alguém que não irá morar no imóvel, sendo assim, não terá motivos para se apegar ao bem. É claro que nada impede a participação de filhos e cônjuge, mas lembre-se que eles também podem se apaixonar pelo imóvel e serão uma fonte de pressão movida por emoções e não pela análise racional do negócio. Se você for muito jovem é interessante que essa outra pessoa seja mais velha. O controle emocional tende a ser algo construído com o passar dos anos. Se você ficar cego pela emoção, possivelmente esta pessoa será capaz de observar pontos relevantes que você não consegue perceber por ter se envolvido emocionalmente com o imóvel.

Imóvel é investimento de risco.

Apesar de muita gente enxergar o imóvel como um investimento seguro, que gera renda fixa (quando alugados), imóvel é um investimento de risco com característica de renda variável.  Eles geram custos fixos, variáveis e até difíceis de prever. Com o passar do tempo podem valorizar e também podem desvalorizar. Seus preços sofrem a influência de muitos fatores externos. Nem sempre as receitas geradas por um imóvel são suficientes para cobrir o trabalho que eles dão. É comum a receita gerada pelo imóvel não ser capaz de cobrir o custo de oportunidade de outros investimentos. Também devemos observar os efeitos negativos da inflação sobre a rentabilidade real gerada pelos imóveis. Vou mostrar um gráfico no decorrer desse artigo onde será possível observar os efeitos da inflação sobre a valorização dos imóveis.

Crises econômicas são ótimas para quem compra

O melhor momento para comprar imóveis é durante as crises econômicas. A economia vive de ciclos e a única certeza que temos quando as coisas vão bem é que um dia as coisas irão piorar. Vivemos em ciclos de crescimento e retração econômica. Quando todos querem comprar imóveis é quando você, investidor, deveria ter um imóvel para vender. É quando todos querem vender seus imóveis é que você, investidor, deveria ter dinheiro para comprar. Durante graves crises econômicas as pessoas se desfazem de bons imóveis. Durante as crises, os imóveis ruins voltam a ter preços de imóveis ruins e imóveis bons (que estavam desaparecidos) voltam a aparecer como oportunidades para os investidores preparados. Investidor preparado é o investidor com o conhecimento certo, com o dinheiro certo, no momento certo para aproveitar uma oportunidade.

Veja alguns motivos que levam as pessoas a se desfazerem de bons imóveis durante as crises:

  • Muitos não fazem reservas para emergências. Perdem o emprego e precisam vender seus imóveis imediatamente.
  • Nas crises as pessoas costumam migrar de uma cidade para outra e precisam vender seus imóveis.
  • Nas crises, muitos vendem os imóveis para pagar dívidas. Trocam a casa própria pelo aluguel.
  • Nas crises os juros aumentam e quem possui imóvel alugado costuma comparar a rentabilidade do aluguel com a rentabilidade dos investimentos de renda fixa. O problema dessa estratégia de vender imóveis que estavam alugados para investir na renda fixa é que, diante de juros elevados, a demanda por imóveis através de financiamento costuma ser baixa e vender imóveis quando os juros estão elevados se torna mais difícil.

No momento da crise ou do crescimento econômico, é interessante que você esteja do lado correto. Compreender o momento da economia é importante na escolha do melhor momento para comprar ou vender um imóvel.

Existem dois tipos de vendedor de imóvel

Existe aquele vendedor que realmente quer vender o imóvel e aquele vendedor que está procurando um tolo maior. Já escrevi um artigo sobre a teoria tolo maior (leia aqui). Esses vendedores não querem encontrar um comprador, querem encontrar um tolo. Nos momentos de crise os tolos desaparecem, eles estão endividados e enfrentam outros problemas gerados por suas tolices financeiras. Isso faz este tipo de vendedor ficar vários meses ou até vários anos procurando um tolo maior com seus imóveis encalhados. O vendedor que realmente quer vender está disposto a negociar. O vendedor que busca um tolo maior coloca seu preço lá no topo e fica esperando, rezando, torcendo por vários meses para que a venda se realize. Este tipo de vendedor não percebe que ao procurar o tolo maior , especialmente durante uma crise econômica, ele mesmo está fazendo o papel de tolo. Qualquer pessoa é capaz de perceber que um imóvel parado gera custos quando está parado. Alguns custos são visíveis e outros são ocultos. Um imóvel à venda faz o dono do imóvel perder tempo e isso significa perder dinheiro para a inflação, perder os juros que poderia receber mensalmente se já tivesse vendido e aplicado o dinheiro do imóvel, perder dinheiro pagando impostos como IPTU e taxas como a taxa de condomínio.

Veja o gráfico abaixo:

O gráfico acima mostra que os preços dos imóveis estão aumentando menos que a inflação desde fevereiro de 2015. A linha azul mostra a variação dos preços em 7 grandes cidades e a linha laranja mostra a variação em 20 grandes cidades. O gráfico vermelho mostra a variação da inflação medida pelo IPCA (fonte). Aquele vendedor que busca o tolo maior está literalmente perdendo dinheiro ao ter o preço do seu imóvel desvalorizado pela inflação. Ao mesmo tempo, perde oportunidades e juros elevados que poderia conseguir através de outros investimentos financeiros como aqueles que ensino através dos meus livros sobre reeducação financeira e investimentos.

Os corretores de imóveis sofrem com os vendedores que não gostam de negociar e deixam seus imóveis à venda por meses ou até anos. Se você é corretor, mostre os efeitos da inflação e o custo de oportunidade para seus clientes. Deixar um imóvel encalhado, para alguém que tem o objetivo de vender o imóvel imediatamente, não é inteligente, especialmente quando os números apontam uma desvalorização forte gerada pela inflação.

Você que está comprando um imóvel também pode mostrar para o vendedor o que significa deixar o bem parado por vários meses. Mostre o efeito da inflação e quanto você ganha por mês ou até por dia mantendo o dinheiro investido. Isso será uma informação interessante no processo de negociação. Lembre-se que são poucas as pessoas que possuem a educação financeira necessária para entender os efeitos da inflação e do custo de oportunidade.

O gráfico acima (fonte) mostra que o preço dos aluguéis está com variação negativa. Isso significa que na média das cidades o preço dos aluguéis está caindo. Em outubro a retração foi de -3,8. A situação fica pior ainda quando observamos que ainda precisamos descontar a inflação que pode ser medida pelo IPCA ou pelo IGP-M que é o índice mais utilizado para reajustar os aluguéis. Além do proprietário não conseguir repassar o IGP-M para o preço do aluguel ele ainda está sendo obrigado a baixar preços para conseguir locar o imóvel.

Devemos lembrar que o vendedor do imóvel tem um objetivo de curto prazo. No curto prazo, a situação mostrada no gráfico não é nada favorável para quem possui um imóvel à venda. Já a situação do comprador é oposta. O comprador que busca um imóvel para morar está pensando no longo prazo.

Imóvel encalhado

Hoje é fácil fazer buscas no Google e identificar quando um imóvel está sendo anunciado por muito tempo. Isso não costuma ser um sinal positivo. Veja alguns pontos que podem levar um imóvel a encalhar durante a venda:

  • Existem problemas na documentação do imóvel ou na situação do dono do imóvel;
  • O imóvel possui problemas físicos que prejudicam a venda;
  • O dono não está interessado em vender pelo preço que o mercado está disposto a pagar. Quem dita o preço do imóvel é quem compra, embora todos achem que quem dita o preço do imóvel é quem vende. Preço incompatível com a realidade significa imóvel encalhado.

O último problema é o mais comum. As pessoas são livres para ditar o preço que desejarem pelos seus bens, mas no final, quem dita quanto vale o imóvel é o mercado. Quando existem problemas no imóvel e na documentação isso pode ser precificado em forma de desvalorização do imóvel (desconto) e sempre existirão compradores se o preço for compatível com a realidade do imóvel.

Corretores ruins

Em todas as áreas existem profissionais ruins e bons. Por experiência própria (ou por azar mesmo) é raro encontrar bons corretores. O mercado está repleto de amadores, pessoas despreparadas, desinformadas, irresponsáveis e até mal-intencionadas. Fico impressionado com a falta de preparo desse tipo de profissional. Peço desculpas aos bons corretores, tenho certeza que existem profissionais bons, mas são os ruins que mancham a imagem da categoria.

Para você que é comprador ou investidor, aprenda a identificar gente incompetente, elas sempre deixam rastros. Não faça negócio com pessoas que não merecem fazer negócio com você. Comprar e vender imóvel é coisa séria.

Prepare-se

O mercado imobiliário é complexo e muito perigoso quando você não sabe o que está fazendo. Sua ignorância sobre o mercado é o seu principal fator de risco. Se tiver o azar de entrar em contato com corretores despreparados ou vendedores mal-intencionados, o perigo é ainda maior.

Se você se sente incapaz de compreender um contrato de compra e venda verifique a possibilidade de contar com a ajuda de um advogado. Foi o que o vendedor do imóvel que comprei fez no último dia da negociação. Ele ficou extremamente inseguro diante do meu elevado nível de exigências com relação aos seus documentos, documentos do imóvel e com a maneira como o contrato foi redigido. A ignorância dele era a fonte da sua insegurança.

Durante essa negociação, o proprietário do imóvel se manteve sempre calado, com cara de assustado, sem entender nada do que eu debatia com os corretores da imobiliária que ele contratou para vender o imóvel. Chamei a atenção dos corretores por diversas vezes sobre detalhes que eles deveriam ter observado com antecedência e pontos que deveriam ser modificados no contrato de promessa de compra e venda. O contrato foi modificado diversas vezes antes de ser assinado. Naturalmente, isso foi gerando uma insegurança no vendedor que não entendia bem o que estava acontecendo e ficava dependente das minhas explicações e das explicações dos corretores.

Se um dia você passar pela mesma situação, é interessante ter o apoio de um amigo ou mesmo um profissional externo que possa compreender o contrato e questionar o que foi escrito.

Contrato entre empresas e pessoas

É importante observar que ao comprar um imóvel de uma construtora ou incorporadora existe uma relação de consumo e neste caso o contrato deve respeitar o código de defesa do consumidor. Já quando você compra o imóvel de outra pessoa, o código de defesa do consumidor não se aplica. O que vale, neste caso, é o que está escrito no contrato. Papel aceita tudo. Por este motivo, a compra e venda de imóveis entre pessoas exige uma atenção redobrada sobre o que estiver escrito no contrato.

Mostre que você conhece a lei

Quando você está comprando um imóvel, deve ser extremamente rigoroso e exigente com relação a documentação do proprietário e do imóvel.

A exigência vai fazer você parecer uma pessoa chata?

Sim, claro, além de parecer chato, você deve ser chato (ou chata). Lembre-se que você está querendo fazer um negócio e não querendo fazer um amigo.

Como estamos falando em um negócio de centenas de milhares de reais (ou até de milhões) qualquer virgula fora do lugar no contrato pode fazer a diferença. Qualquer problema na documentação fará diferença. Qualquer coisa falada, mas que não foi colocada no papel, pode ser um problema.

São pequenas “bobagens”, que passam desapercebidas, que geram grandes problemas na justiça e grandes prejuízos. Tudo isso pode ser evitado se você focar no negócio, mesmo que isso possa passar a ideia de que você é uma pessoa chata.

Se o corretor ou o vendedor do imóvel não simpatizarem com seu nível de exigência padrão “Capitão Nascimento”, eles vão pedir para sair da negociação. Se isso acontecer, será ótimo, pois quando tudo está correto as pessoas gostam de fazer negócios com pessoas corretas e exigentes.

Mostre para o corretor que está vendendo o imóvel que você tem plena consciência da responsabilidade dele e que não medirá esforços em reparar todos os seus prejuízos caso o corretor permita que você se envolva em problemas. Lembre o corretor que, segundo o Código Civil, ele será responsável por eventuais danos que venha a causar, nos termos do parágrafo único do artigo 723, incluído pela Lei nº 12.236/10.

“Art. 723(…) parágrafo único: Sob pena de responder por perdas e danos, o corretor prestará ao cliente todos os esclarecimentos acerca da segurança ou do risco do negócio, das alterações de valores e de outros fatores que possam influir nos resultados da incumbência”.

No livro “Código Civil Comentado” do Fabricio Zamprogna Matiello encontramos a seguinte explicação:

“ (…) incumbe ainda ao corretor alertar e esclarecer o comitente sobre os riscos e a segurança do negócio para cujo encaminhamento buscou a intermediação, prevenindo-o, na medida do possível, quanto aos percalços econômicos e legais que poderá ter pela frente. Se assim não agir, terá agido com culpa e indenizará as perdas e danos experimentados pelo comitente desde que tenha provada relação com a falta dos esclarecimentos que deveria prestar(…)”

O problema é que são poucos os corretores que realmente possuem conhecimento o técnico e a experiência para oferecer esse nível de segurança para o comprador e vendedor.

É importante provar a falta de esclarecimento do corretor e do vendedor caso ocorra algum problema. Para isso é interessante negociar na presença de uma ou duas testemunhas. Eu costumo informar ao corretor e vendedor que farei algumas perguntas por escrito através do e-mail e do whastsapp e que o objetivo é registrar as respostas. Eu não gosto de esclarecimentos por telefone e quando não é possível fazer por escrito é melhor fazer presencialmente, com testemunhas e com a conversa gravada.

Informe para todos que você deixará seu smartphone na mesa com o gravador de áudio ligado. Se o corretor e o vendedor forem pessoas sérias, não irão se incomodar com o registro da negociação, muito pelo contrário, vão gostar de receber o arquivo com a negociação gravada.

Se o corretor ou o vendedor se mostrarem incomodados ou se recusarem a documentar e registrar por escrito ou em áudio todas as etapas da negociação, isso será um ótimo motivo para você desistir do negócio. Só faça negócios com pessoas transparentes que não possuem nada a esconder ou temer.

É claro que para que essa estratégia funcione é necessário que você saiba fazer as perguntas certas, é necessário se preparar. Infelizmente existem corretores que só falam quando você faz a pergunta certa. Os maus corretores só se preocupam com a venda e evitam falar qualquer coisa que possa criar objeção para o fechamento do negócio.

Não tenha vergonha de ser exigente, de ser correto e exigir que o próximo seja correto com você. Não tenha vergonha de mostrar quando o corretor ou o vendedor estão errados ou desinformados. Você está ali querendo fazer um negócio bom e justo para as duas partes. Bons corretores gostam de clientes preparados e exigentes.

Não existe imóvel com preço fechado

Tenha a certeza que todos os preços dos imóveis anunciados possuem no mínimo 10% “de gordura” que precisam ser retirado para que você encontre o preço alvo do vendedor. Se o imóvel foi anunciado por R$ 550 mil não tenha nenhuma dúvida de que esses R$ 50 mil são os 10% que foram artificialmente colocados no preço para serem oferecidos como desconto na negociação.

Nesse caso, o preço alvo do vendedor é R$ 500 mil e os R$ 50 mil é a “gordura” que será queimada aos poucos no processo de negociação.

Tirar ou não essa gordura fica a critério do vendedor. Se o vendedor observar que está diante de um bom negócio, ele tende a retirar esses 10% e até aceita descontos maiores.

Bom negócio para o vendedor é quando está diante de um comprador com dinheiro no bolso para pagar à vista. Negócio ruim é quando o comprador depende de financiamento, já que os bancos costumam demorar várias semanas (ou meses) para concluir todo o processo de financiamento. Para o vendedor tempo é dinheiro. Outro negócio ruim é quando o comprador não tem todo dinheiro e tenta envolver outros imóveis ou até veículos como parte do pagamento. Nessas situações é mais difícil o vendedor baixar o preço anunciado.

Certidões negativas

Solicite ao corretor todas as certidões negativas possíveis do vendedor e do imóvel. É importante verificar se o dono do imóvel está se desfazendo dos seus bens para não pagar dívidas que possui na prefeitura, governo estadual e governo federal. É importante verificar se o dono do imóvel está envolvido em processos na justiça.

É comum a pessoa tentar se desfazer dos seus bens quando percebe que vai perder uma ação envolvendo pagamento de multas, indenização e direitos a terceiros. Se você comprar um imóvel de alguém que estava se desfazendo dos seus bens para não pagar dívidas ou ações na justiça, você terá problemas, pois o negócio poderá ser desfeito por um juiz.

Cuidado ao comprar imóveis que estão em nome de pessoas falecidas e que seus herdeiros estão tentando vender sem fazer o inventário e sem pagar os impostos que devem para o governo.

Cuidado ao comprar imóveis de pessoas que estão se separando de forma litigiosa (não amigável), se você não fizer da forma correta o problema é certo. A separação precisa ser averbada no documento que está no cartório de registro de imóveis. No meu livro chamado “Livro negro dos imóveis” tem um capítulo só sobre todos os cuidados que você deve ter (que são muitos).

Se você tem uma empresa ou tem algum amigo que tenha uma empresa, pode usar os serviços de proteção ao crédito. Pagando uma pequena taxa é possível ter um relatório completo da situação do vendedor onde constará protestos, dívidas vencidas, cheques sem fundo, restrições financeiras, ações judiciais (Executivas, de Busca e Apreensão e de Execução Fiscal da Justiça Federal) e participação em empresa falida.

Serviços de água e luz ficam vinculados ao CPF do antigo proprietário, mesmo assim, é uma chateação transferir esses serviços para o seu nome se o antigo proprietário estiver com uma enorme dívida nesses prestadores de serviços. Se imóvel for em condomínio exija certidão negativa de débitos emitida pela administração do condomínio, pois neste caso a dívida é vinculada ao imóvel não importando quem é o dono.

É fundamental ter acesso a certidão de propriedade do imóvel (matrícula) que deve estar atualizada (a validade é de 30 dias). Você pode pedir isto para o corretor ou proprietário ou pode tirar a certidão por conta própria. Eu gosto de ir pessoalmente no cartório de registro de imóveis onde o imóvel está registrado (você deve perguntar para o corretor ou proprietário). Você paga uma pequena taxa e recebe a matrícula atualizada do imóvel que consta quem é o atual dono, se o imóvel é garantia de alguma dívida com bancos, se quando a pessoa comprou o imóvel era casada, etc.

Contrato de gaveta

Evite contratos de gaveta. Faça um contrato de compra e venda dentro de um cartório de notas. Eles vão exigir toda a documentação necessária do imóvel, comprador e vendedor. Dessa forma a escritura será feita de uma forma segura. É essa escritura que você levará para o cartório de registro de imóveis para transferir o imóvel para o seu nome. Sem o contrato de compra e venda averbado (registrado) na matrícula do imóvel que está no cartório de registro de imóveis, o dono do imóvel poderá (se for mal-intencionado) vender o imóvel que você comprou para outras pessoas, isso se ele já não fez isso antes de vender o imóvel para você. Contratos de promessa de compra e venda também podem ser averbados na matrícula do imóvel, para impedir que a pessoa venda o imóvel para outra pessoa durante o processo de compra e venda do imóvel.

Contratos difíceis de entender

Escrever contratos difíceis de entender é uma verdadeira arte que só beneficia os mal-intencionados. Prepare-se para passar vários minutos lendo o contrato diante dos vendedores e corretores. Não tenha dúvida que o vendedor está apressado para fechar o negócio. Para o vendedor tempo é dinheiro. Para o corretor, negócio fechado é comissão no bolso. Para o comprador a rapidez na negociação é inimiga da perfeição e da segurança do negócio.

Faça seu dever de casa, mesmo fazendo papel de chato. Leia o contrato com muita tranquilidade. Se você não entender por qual motivo aquela virgula está aqui e não ali, pergunte. Seja perfeccionista ao extremo. Se não consegue ler e entender contratos não pense duas vezes em pagar um advogado para ler esse contrato para você.

É melhor pagar o advogado uma única vez para que ele verifique se o negócio é realmente bom e seguro para você, do que passar vários anos sustentando o advogado para manter processos na justiça contra o vendedor e o corretor.

Bom mesmo é quando você dedica um pouco de tempo estudando como funciona a compra e venda de imóveis para não ficar “boiando” durante todo o processo, como foi o caso da pessoa que me vendeu o imóvel que negociei recentemente.

Conclusão:

Seria impossível escrever um artigo com tudo que você precisa saber antes de comprar um imóvel, mas tentei reunir algumas dicas rápidas com base em situações que tive contato nesta última experiência de compra. Mesmo assim, este artigo tem 9 páginas A4. Se você seguir essas dicas vai evitar mais da metade dos problemas que poderá se envolver no futuro diante de uma compra mal feita.

Nos meus livros sobre compra de imóveis (veja aqui) ou no livro sobre investir em imóveis, existem muito mais informações. Os benefícios destas informações torna o investimento para a compra dos livros (que são ebooks digitais) uma coisa meramente simbólica. Já recebi inúmeros relatos de leitores que conseguiram evitar prejuízos de dezenas e até centenas de milhares de reais por estarem preparados no momento de comprar seu primeiro imóvel. Conhecimento continua sendo a coisa mais valiosa e, ao mesmo tempo, mais barata que existe.

Esse tipo de artigo costuma gerar perguntas muito específicas dos leitores. É importante observar que cada imóvel é um bem totalmente diferente do outro, está em um mercado local que tem suas próprias características e cada pessoa tem objetivos diferentes e situação atual diferente da outra. O fato de você acreditar que eu posso emitir opinião sobre seu imóvel específico, sua realidade específica, sem ter acesso a várias informações mostra que você não compreende a complexidade que envolve as decisões envolvendo imóveis.

Sempre teremos que tomar decisões envolvendo nossa moradia, nossos investimentos e dinheiro. É fundamental que cada pessoa busque o conhecimento necessário no decorrer da vida para tomar as melhores decisões dependendo cada vez menos das opiniões dos outros.

Tempo e esforço:

Gastamos muito tempo e esforço para ganhar dinheiro através do nosso trabalho. Faz todo sentido fazer algum esforço para poupar uma parte desse dinheiro e conseguir um bom retorno através dos nossos investimentos. Isso é a base do sucesso financeiro. Escrevi uma série de livros com tudo que você já deveria ter aprendido sobre como investir o seu dinheiro. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Nana
Visitante
Nana

Comprei um imóvel na planta financiado pela caixa. O valor da parcela será 350 reais a mais em relação ao meu aluguel. Fato que me gera insegurança é que o condomínio está em construção a mais de 2 anos e era 170mil e hoje está 181mil uma casa. Era para ter sido entregue em setembro e agora está para abril/2017, outras línguas dizem junho. Eu só receio o juros-obras da caixa que hoje está em quase 2mil. Quem lucra com o atraso da obra? O Banco apenas? E a empreiteira? Pior que o local está em crescimento e tem até fila de espera aguardando desistência de compradores. E a desistência gera lucro para a empreiteira. O condomínio está bem legal e o marketing da evolução da construção alimenta a expectativa da entrega nos prazos informados. Eu não quero Devolver, mas gostaria de deixar de pagar os juros-obras. É possível?

Jordhan
Visitante
Jordhan

Você é um monstro Leandro!

Meus parabéns e muito obrigado!

Erick
Visitante
Erick

Parabéns por mais um artigo bastante esclarecedor.

Agora, me tira uma dúvida (referente a outro post que não foi respondido): ao investir em ações, todas as empresas distribuem dividendos periodicamente? Ou existem ações onde eu as compro e só “recebo” (haja vista lucro ou prejuízo) o valor investido quando realizar a venda? Se há alguma diferença, pode me citar fontes para eu estudá-las? Desde já, obrigado!…

Gregorio
Visitante
Gregorio

Outro excelente artigo, Leandro. Minha meta é comprar um imóvel no ano que vem e tais informações são muito úteis.

Mesmo ciente de todo o processo, tenho pensado bastante em financiar uma pequena parte do imóvel justamente para que toda a parte de documentação seja analisada pelo banco. De uma certa maneira, eu estaria “terceirizando” uma parte do serviço, o que talvez torne a negociação com o proprietário mais fácil (sempre posso dizer que “é o Banco quem exige estas certidões negativas…”).

Obviamente eu quitaria o empréstimo o quanto antes e os custos com o banco seriam o preço pela “terceirização” que talvez compensem uma paz de espírito maior (e meu tempo).

Alguma outra sugestão?
Abcs.

Anônima
Visitante
Anônima

Leandro, te enviei e-mail a respeito do relato seguinte. Torno público meu problema, para atentar outras pessoas. Assinei contrato junto a uma construtora, para financiar a entrada de compra de um imóvel na planta, e também um contrato de financiamento habitacional junto a um banco. Passado alguns meses, minha renda caiu pela metade. Procurei ambas instituições para fazer o distrato. As duas falaram que não seria possível rescindir. Procurei dois amigos advogados que leram os contratos. Informaram-me que nenhuma cláusula do contrato do banco, dispõe sobre distrato. Assim, se eu quiser cancelar o contrato, será só pela via judicial. Fui informada, por uma advogada, que fica a cargo do banco distratar, ou seja é discricionário. Então, mesmo se eu recorrer judicialmente, não terei a garantia que conseguirei rescindir contrato. Uma novela.

Diogo
Visitante
Diogo

Vou fazer uma permuta de imóveis para adquirir um maior. O meu imóvel está quitado e o que vou comprar tem um saldo devedor no banco. Qual é o procedimento mais seguro? Faço a quitação do saldo devedor e depois vou ao cartório fazer a troca dos registros dos imóveis? Pois como o imóvel da outra pessoa está alienado ao banco não consigo fazer diretamente no cartório de notas, né?

helder
Visitante
helder

Boa tarde Leandro,

Eu gostaria de saber se existe algum site ou aplicativo para auxiliar investidores iniciantes que mostre um valor aproximado do imovel na região e a evolucao de sua valorização.

A duvida sobre isso vem de um fato que ocorreu com meu pai a um tempo atras ele tinha um dinheiro guardado onde investiu em 2 terrenos na cidade vizinha que estava com um bairro planejado novo e próximo a região que moramos com o mesmo valor poderia ter comprado 1 terreno apenas, então ele optou comprar os 2 terrenos, os anos se passou e esse unico terreno valorizou muito mais que os dois juntos que meu pai comprou.
Ele nao perdeu dinheiro, porem se tivesse feito a escolha certa teria ganho muito mais.

Gonçalo
Visitante
Gonçalo

Mais um ótimo texto, Leandro, que vai pro meu face!! Obrigado!!!

Assir
Visitante
Assir

Boa tarde Leandro. Esse artigo me esclarece um monte de dúvidas pois estou vendendo um apartamento para comprar outro. Veio num momento certo. Valeu

Rogério
Visitante
Rogério

Artigo com excelentes dicas, Leandro. Digo isso pois trabalho no ramo imobiliário, e vivencio isso diariamente. Obviamente que cada negócio tem suas particularidades, suas diferenças, e cada um é diferente do outro, como bem disseste no artigo. Um bom profissional no momento de se fechar o negócio, é fundamental para a segurança do processo de compra ou venda. Parabéns Leandro.

Leandro
Visitante
Leandro

Excelente artigo xará, muito esclarecedor! Minha dúvida é a seguinte: recebi um proposta de 400 mil pelo apartamento que moro hoje. Desejo aumentar a família em breve e estou interessado em comprar um outro apartamento maior num bairro melhor, e que vale 900 mil, mas pra juntar este dinheiro morando em meu apartamento vou demorar muito tempo. Você acha que vale a pena eu vender e aplicar estes 400 mil para num espaço de uns 5 ou 6 anos eu conseguir chegar perto dos 900, sendo que também consigo fazer aportes mensais de uns 2.000 mil. Será que com os juros e com estes aportes mensais eu consigo chegar perto deste valor neste espaço de tempo? Ou o mercado está perigoso investir e é melhor eu ficar com o apartamento atual fazendo somente os aportes mensais?

Ronaldo
Visitante
Ronaldo

Boa Tarde Leandro.
Belo artigo mais uma vez. Mas como você diz que época boa de comprar imóvel é na crise ( estamos em receção econômica) inflação alta e juros altos.
Pelo valor dos imóveis que está no mercado está totalmente inviável a comprar de um, quem tem o dinheiro á vista, analisando o custo de oportunidade seria melhor deixar o dinheiro aplicado e pagar aluguel.( isso pra pessoas que tem disciplina financeira).

José
Visitante
José

Parece que estamos lidando com espertos que querem levar vantagem o tempo todo. Por definição as pessoas são desonestas até que se prove o contrário?

DIOGO
Visitante
DIOGO

OLÁ LEANDRO!
MAIS UM ARTIGO BRILHANTE!
INFELIZMENTE, COMPREI UM IMÓVEL FINANCIADO ANTES DE CONHECER SEU BLOG. E ATUALMENTE SOFRO OS EFEITOS DA DESINFORMAÇÃO. DEVIDO A INOBSERVÂNCIA A PROMESSA DE COMPRA E VENDA, FICAMOS COM TEMPO MUITO RESTRITO PARA FECHAR O FINANCIAMENTO, SOB PENA DE MULTA POR ATRASO NO PRAZO DETERMINADO NA PROMESSA. ASSIM, FICAMOS SEM TEMPO PARA OBSERVAR ALGUMAS COISAS MUITO IMPORTANTES. A QUE MAIS ME INCOMODA ATUALMENTE, É O REAJUSTE DO SALDO DEVEDOR. É UMA BOLA DE NEVE. NO FIM, APENAS CERCA DE 10% DO VALOR DA PRESTAÇÃO MENSAL DO FINANCIAMENTO ACABA EFETIVAMENTE SENDO PARA AMORTIZAÇÃO DO VALOR. ISSO SE A TAXA REFERENCIAL NÃO SOFRER NENHUMA VARIAÇÃO BIZARRA PARA CIMA.
TENHO PENSADO MUITO EM NEGOCIAR COM OUTRO BANCO A PORTABILIDADE DO FINANCIAMENTO PARA REDUZIR O CUSTO EFETIVO TOTAL, ALÉM DE PROGRAMAR AMORTIZAÇÕES MAIORES ANUAIS PARA SAIR DESTA AREIA MOVEDIÇA.
UM ABRAÇO
E OBRIGADO

Ricardo
Visitante
Ricardo

Diogo.

Também não conhecia o site do Leandro. Uma pena!
Onde eu moro não é ruim, local muito bom, comércio farto e transporte público para todos os lados.
O apartamento é ótimo, porém o prédio é bem antigo e nesses dois anos que moro aqui se deteriorou de uma forma impressionante.
O prédio não tem condomínio e mesmo eu falando dos problemas que surgiram. alguns proprietários criam caso e colocam dificuldades para formalizar um condomínio. Não percebem que o único patrimônio deles está indo embora.

Pago o financiamento, caso o prédio seja considerado inabitável tenho certeza que o seguro cobrirá o financiamento, mas e como fica minha situação?
O prédio se fosse reformado hoje com certeza venderia pelo dobro que eu comprei.
Uma pena!!!

Ricardo
Visitante
Ricardo

Sim Leandro é o que está acontecendo.
Apesar de ser antigo (década de 20/30), o prédio é bem resistente.
Mas está aparecendo os problemas.
E os donos não entendem que podem perder o único bem em um prédio de excelente localização e tamanho.

Bianka
Visitante
Bianka

Boa tarde Leandro. Primeiro quero agradecer pelos seus excelentes artigos, e aproveito para tirar uma dúvida. Comprei, no final de 2015, um imóvel na planta que custou R$365.000. Até final de 2018 tenho que entregar o valor de R$ 120.000, que é quando receberei as chaves, mesmo tendo esse valor aplicado no tesouro direito, optei em pagar esse valor de R$120.000 parcelado, só que quando recebi o extrato consolidado, fiquei assustada com os juros, pois esses 120.000 já sofreram a correção do INCC. Dessa forma, gostaria de saber se é mais vantajoso eu resgatar o valor que tenho aplicado e quitar esse saldo, lembrando que o valor restante do saldo devedor eu pretendo financiar a partir da entrega das chaves.

Neto
Visitante
Neto

Gosto muito dos seus artigos Leandro, são educativos e coesos. Parabéns. Mas me ficou a dúvida de qual foi a experiência desagradável que teve nessa negociação? Você comprou um usado? Tinha um corretor? Teve que refazer o contrato? Ou somente queria chamar atenção para comprarmos o seu livro, rsss. Que aliás é muito bom mesmo. Abs

Fábio Bastos
Visitante
Fábio Bastos

Leandro, leitura obrigatória para quem pretende comprar um imóvel. Acredito que você receberá uma avalanches de questionamentos, arrume um escritório de advocacia para te ajudar….rs

Realmente temos que ser “chatos” na compra de imóveis, há 15 dias quando procurava um imóvel para comprar pude ter a certeza que quase todos os vendedores queriam me enrolar nas vendas, era visível que eles só se preocupavam com as comissões, logicamente existem as exceções, uma vez cismei com um documento e até o final o corretor disse que a casa passaria no financiamento da caixa, quando resolvi desistir da compra o vendedor reclamou para minha esposa que eu era muito cismado, alguns dias depois encontramos por acaso a dona do imóvel e ela acabou confessando que a casa não estava em condições de receber financiamento, mas eu iria conseguir fazer isso dando um “dinheiro” por fora quando fossem fazer a vistoria. Precisamos ter muito cuidado onde colocaremos o nosso tão suado dinheiro. Parabéns pelo artigo e aos demais que contribuem para nosso aumento do conhecimento.

Paulo
Visitante
Paulo

Leitura obrigatória para quem pretende comprar um imóvel E para quem pretende VENDER. Fiquei estarrecido quando visitava proprietários e corretores sem a menor condição de lidar com uma negociação importante como é a de um imóvel.
Qual a dificuldade de entender que exigência ou a “chatisse” não é nada pessoal? rs…

Jorge
Visitante
Jorge

Muito esclarecedor o artigo. Parabéns!

Thiago
Visitante
Thiago

Leandro, Parabéns pelo excelente artigo!
Diria ainda que a ineficiência dos corretores de imóveis está na “facilidade” em tirar o CRECI. Apenas algumas horas estudando uma apostila para passar numa prova, não o torna um corretor.
Deveria existir algum treinamento em finanças e direito, para que eles tivessem um embaçamento melhor na hora de realizar uma negociação.

Uilson Dile
Visitante
Uilson Dile

Olá meu caro Leandro, gostaria de saber se leilões de imóveis são uma boa vejo o pessoal falando em 40% mais barato do que o valor de mercado nessa modalidade. Tens alguma experiência nesse assunto.

Ivan Meriti
Visitante
Ivan Meriti

Leandro, como vai?!

Excelentes dicas e informações! O mais interessante é que são experiências reais e pessoais. Obrigado por compartilhar.

OBS.: Da próxima vez que for comprar ou vender imóvel, nos contate (se for em São Paulo). Teremos imenso prazer em auxiliar na negociação.

Fraterno abraço

Ivan Silva – Corretor de Imóveis
CRECI-SP 76239

Gregory
Visitante
Gregory

Obrigado Leandro, Ainda estou no processo de juntar a grana para comprar a vista um imóvel, então vou demorar um tempo. ja o conhecimento já é valido agora

Mateus
Visitante
Mateus

Excelente texto,sempre assertivo e esclarecedor. Pela ótica de investimentos em imóveis, pensei em adquirir lotes, por terem valores mais acessíveis.Quanto as precauções de compra de lotes são mais simples que de imóveis?Recomenda sua aquisição?

Tiago Moura
Visitante
Tiago Moura

Primeiro, obrigado por este texto. Estou inciando estudo no tema, para tentar prevenir futuros problemas.

Segundo:
No “prepare-se”: “…isso foi gerando uma insegurança no (comprador) que não entendia bem o que estava acontecendo e ficava dependente das minhas explicações …”

Não seria “vendedor”.
Desculpe a intromissão.

Mais uma vez obrigado pelo texto.

Daniel
Visitante
Daniel

Leandro, tem um especialista em finanças que diz não valer a pena comprar imóveis, mas fundos imobiliários.
Pois estes fundos só tem imóveis de boa qualidade pra alugar, e não geram despesas. Dão sempre uma renda mensal, sem incidência de imposto de renda. Procurei e não achei um artigo específico seu, sobre fundos imobiliários. Será que esse especialista que diz que comprar imóveis geralmente não é um bom investimento, e que fundos imobiliários são melhores, tem razão? Obrigado mais uma vez pela sua atenção.

Wilson Komatsu
Visitante
Wilson Komatsu

Daniel:

Há fundos imobiliários com imóveis problemáticos ou que irão provocar problemas no futuro (por exemplo, quando a locação vencer e o inquilino sair). E você não consegue morar dentro de um fundo imobiliário 🙂 .

Wilson

Alison
Visitante
Alison

Olá Leandro. Estou na difícil missão de decidir construir minha casa (já possuo o terreno e o dinheiro), comprar uma pronta ( tenho o dinheiro à vista), ou alugar e investir meu dinheiro. Sei que tem aspectos pessoais que você não conseguirá avaliar, contudo do ponto de vista financeiro o que acha?

Aeroelias
Visitante
Aeroelias

Leandro, boa tarde!

Tem uma outra grande enganação que tem se propagado diretamente por vários lugares aqui do estado de São Paulo. Todos sabem que terreno é um investimento ótimo, valoriza e tudo mais, mas observo que as construtoras não vendem terrenos, mas vendem financiamentos. Estava interessado em 2 terrenos em uma área promissora da cidade, cada uma 73k, e vi para financiar em parcelas de 5k dando 60 k de entrada. Não fizeram p mim e me ofereceram um financiamento que cada terreno saia o triplo do preço por causa de uma correção mensal com base na inflação. Acabei vendendo um outro imóvel e comprei estes dois terrenos a vista. Coitado de quem comprou a prazo pensando que está investindo no futuro, mal sabe que para o terreno chegar no valor que pagou vai passar uns 200 anos para ficar no 0 a 0.

Elaine
Visitante
Elaine

Importantíssima a solicitação das certidões negativas, principalmente para compras posteriores a 2005. Se a pessoa vender o imóvel com dívidas na Fazenda Pública (municipal, estadual, federal) e não tiver outros bens para saldar o débito, há uma presunção absoluta de fraude à execução, ou seja, a venda será declarada ineficaz e o prejuízo passa para o comprador, afinal, o verdadeiro devedor já terá sumido com o dinheiro.
Ver decisão do STJ: REsp 1.141.990/PR e art. 185 do Código Tributário Nacional (Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como dívida ativa),

Aeroelias
Visitante
Aeroelias

É Leandro…coitado dos que não perceberam isto ainda…por isto que admira o seu trabalho de abrir a mente das pessoas. As pessoas são tão ignorantes financeiramente que colegas me “zoam” por nunca ter pago juros de nada! Que DEUS te ilumine e de o principal bem que é a saúde para continuar ajudando a milhares de pessoas.

Diogo
Visitante
Diogo

Quero comprar um imóvel e ele tem um saldo devedor no banco. Qual o procedimento? Eu quito e depois faço a transferência da propriedade ou tem alguma outra opção?

Moisés
Visitante
Moisés

Tenho visto dezenas de pessoas se auto intitulando “O maior educador financeiro do Brasil”. Porém, para mim, o Sr Leandro Ávila está entre os maiores educadores financeiros do Brasil, pois não apenas domina o assunto, como também consegue repassar seus ensinamento com maestria. Muito obrigado!

Elaine
Visitante
Elaine

Haverá ‘black friday’ no site dos livros sobre imóveis? Aprendendo a negociar com Clube dos Poupadores, rsrs. Pense nisso!!!

Joanatan
Visitante
Joanatan

Parabéns professor.
Artigo excelente.
A propósito, com quantos anos o senhor adquiriu a independência financeira?

Adauto
Visitante
Adauto

Bia noite Leandro
Vendo seu ótimo artigo lembrei do meu cunhado de 22 anos que acabou de comprar um imóvel de 165 mil
Ele trabalha com salário de 1,700 na carteira e faz muitas horas extras chegando a ganhar 3,000 por mês.
Comprou o imóvel sem nenhuma entrada, e sendo assim não conseguiu o financiamento, mas pagou uma propina pra alguém lá da caixa que conseguiu financiar como ele tendo renda de 2,500 reais .
O financiamento ficou em 300 x de 1,500 mais 200 de condomínio
Ninguém conseguiu colocar na cabeça dele que isso era loucura e que as horas extras poderiam acabar a qualquer momento.
Esse mês ele alugou o Imóvel por 700 reais até ele se casar no fim do ano que vem.
E pra finalizar acabou de comprar um carro de 14,000 . Emprestou 3 mil da sogra e sei lá como conseguiu empréstimos consignado de 36 x de 515 reais
Nas 2 ocasiões ele veio me pedir dinheiro emprestado e eu pulei fora na hora.
Tomara que ele se case e consiga pagar tudo em dia mas se acontecer algum imprevisto ele corre sério riscos de perder tudo.

Luis Sant Ana
Visitante
Luis Sant Ana

Muito obrigado Leandro, por esse belo artigo, pelo compartilhamento do seu conhecimento e tempo. Você é uma grande inspiração para o meu crescimento em todos os aspectos da minha vida. Muito sucesso para você meu amigo.

grande abraço.

Luis
Visitante
Luis

Oi Leandro, boas matérias, sempre…Me diz uma coisa ,se puder: Voce mora em imóvel próprio ou ”de aluguel” e aproveita o capital não imobilizado no imóvel se beneficiando com o custo de oportunidade?
Percebo em blogs que muitas pessoas estão deixando de comprar para morar, e pagam aluguel, assim como estão deixando de comprar/trocar carro zero todo ano, porque estão percebendo quando custa ter um carro cada vez mais novo e caro
Abço
Luis

Adauto
Visitante
Adauto

Esqueci de mencionar que meu cunhado é cobrador de o ônibus.

Helder
Visitante
Helder

Boa Noite Leandro, acompanho seu site já faz um bom tempo e este artigo me lembrou um problema que estou enfrentando constantemente. Fiz o financiamento de um apartamento a quase 2 anos, meu saldo devedor atualmente é 160 mil reais, ele está alugado. A minha duvida é com relação a diminuição do saldo devedor, consigo juntar um bom dinheiro por mês e não sei se é mais interessante ir amortizando o financiamento ou se invisto o dinheiro em renda fixa até ter o montante para quitar de uma vez. Como as taxas envolvidas no financiamento do imóvel são complexas, não consegui chegar a conclusão do que é mais vantajoso, pode me sugerir algo ?

Jr
Visitante
Jr

Excelente artigo Leandro, parabéns!! Atualmente estou com uma grande dúvida e se possível gostaria de saber sua opinião :). Comprei um apto financiado em 2014 com uma taxa baixíssima (4,5% a.a) e abaixo do valor de mercado. Na época foi um bom negocio levando em consideração o valor que paguei e também na ideia que ele iria continuar valorizando. Porem o cenário mudou e hoje estou perdendo parte do lucro para manter ele em dia, sabendo que ele não está valorizando.
Minha dúvida é se vendo agora por um valor abaixo e aplico o dinheiro para compensar uma parte que irei perder do lucro ou se penso a longo prazo e mantenho o custo atual com o objetivo de vender quando o mercado estiver aquecido (tendo em vista que não sabemos quando ele vai aquecer e si vai aquecer).

Sabendo que você comprou um imóvel agora acredito que esteja apostando na retomada de valorização?!

Abraço e muito obrigado pelos ensinamentos.

Delmo
Visitante
Delmo

Leandro, excelente artigo, parabéns! No Brasil, imóvel é um investimento cultural que vem desde nossos avós e merece muito conhecimento antes de adquirirmos. A propósito, comprei meu primeiro imóvel em 2002 totalmente envolvido pela emoção do primeiro “teto”. A obra atrasou, o apartamento foi entregue com muitas pendências estruturais e documentais. Os moradores tiveram que fazer “vaquinha” para concluir o acabamento. Para completar, no mesmo ano a construtora decretou falência e não conseguiu emitir as certidões e habite-se. Resumo da novela: até hoje, em função da documentação incompleta, não consigo uma boa oferta de venda pelo imóvel o que me obrigou a alugá-lo. Pelo menos consigo uma rentabilidade de 0,4% do valor de mercado. Enfim, uma enorme dor de cabeça, mas um grande aprendizado pela pior forma. Com certeza, no futuro, não economizarei na assessoria de um bom profissional.

Fabio Nascimento
Visitante
Fabio Nascimento

Olá Leandro Ávila.

Muitíssimo obrigado pelo seu texto, extremamente esclarecedor.

Mas ficou uma dúvida:

– Você acha necessário registrar em CARTÓRIO, o contrato de compromisso de compra e venda de um imóvel na planta ?

Já possuo o contrato assinado por ambas as partes.

Obrigado mais uma vez Leandro

Guisi
Visitante

Oi Leandro

Queria sugerir um tema: aluguel de imóveis. É melhor que comprar? Em que situações vale mais? Como analisar?

Obrigado!

Viviane de Oliveira Coelho
Visitante
Viviane de Oliveira Coelho

Bom dia, Leandro.
Acompanho teus artigos há 4 anos, quando comecei a pesquisar a melhor forma de planejamento para comprar um imóvel. Me deparei com um excelente artigo que me mostrou as vantagens de capitalizar para uma compra a vista, comparadas a finaciamento e consórcio imobiliário; o que me convenceu e incentivou a me educar finaceiramente, capitalizar e esperar o melhor cenario econômico para a aquisiçao do imóvel.
Coincidentemente também comprei a vista um imóvel que me parecia impossível comprar há 04 anos, aproveitando a crise financeira do país e aplicando quase todos os passos que foram citados neste artigo. Consegui baixar 35% o preço de anuncio do imóvel quando provei a vendedora que o valor recebido por ela geraria mais dividendos quando bem aplicado do que as dívidas de taxas geradas por um imóvel encalhado.
Este foi o quarto imóvel que tentei comprar nos últimos 6 meses, os outros 3 acabei desistindo da compra porque tinham corretores usando de má fé, que mentem sobre término de inventario, metragem do imóvel, possibilidade de construcão na laje do prédio quando a convenção e planta do prédio proíbem entre outras coisas. O importante é não dar nenhum sinal até estar seguro do negócio.
Por fim, acho que faltou comentar sobre a importância de conversar com síndico, porteiros, empregados do prédio e vizinhos para saber de dividas do condômino, problemas para outros vizinhos como infiltrações; e no meu caso, descobrir o contato da proprietária do imovel,que estava desesperada para vender e que aceitou a proposta que o corretor não a havia aceitado nem informado a própria porque a considerava baixa demais.
Agradeço muito a tua ajuda por me mostrar que eu sou capaz de realizar o meu sonho.
Um grande abraço.

Gustavo Moraes Resende
Visitante
Gustavo Moraes Resende

Bom dia Leandro, parabéns pelo conteúdo que acompanho já por um bom tempo.
Comprei um terreno financiado (R$65.000 a perder de vista com juros de 8%a.a que hoje deve estar com um saldo devedor de R$60.000,00), através dos conhecimentos adquiridos com a leitura do conteúdo disponibilizado por aqui e em outros sites de educação financeira, comecei a investir meu dinheiro que ficava parado na poupança. Hoje tenho investimentos em LCA 95%, CDB 115%, LC 16% Pré e Tesouro Direto (Além de uma previdência privada que já tinha feito anteriormente).
Tenho uma grande dúvida ainda… A previsão de gasto com a construção está por volta de R$200.000,00. Quando resgatar meus investimentos que tenho hoje, terei cerca de R$100.000,00.
O que seria preferível fazer agora: Quitar o financiamento do terreno e ficar com apenas 20% do valor da construção (que significaria fazer um outro financiamento com os 80% restante para a construção) ou Continuar juntando e investindo o dinheiro para a construção da casa (já terei 50% do valor para dar de entrada no novo financiamento) e manter o financiamento do terreno?
Sei que pode depender da taxa de juros desse novo financiamento, mas acredito que dando um valor maior de entrada poderei conseguir um juros menor ou quem sabe consiga até pagar a vista no melhor cenário.
Com os investimentos que tenho seria mais rentável manter o dinheiro investido ou quitar o financiamento que tem um juros de 8% a.a?

Desde já muito obrigado!

Alberto
Visitante
Alberto

Olá Leandro! Muito obrigado por dividir os seus conhecimentos conosco.
Quando não se tempo e nem a experiência necessária para fazer um negócio seguro, qual é a sua opinião a respeito de transferir esta responsabilidade da análise do imóvel e do vendedor para um Banco (através do Crédito Imobiliário)? Por exemplo, você pode ter o dinheiro para adquirir o imóvel a vista, mas decide financiar um pequeno valor (geralmente o mínimo exigido pelos Bancos é R$ 50 mil). Desta forma, a Instituição fará toda análise necessária, até por que o imóvel será deles até que você liquide o contrato. Sei que isso terá um custo, mas será pequeno, pois a quitação poderá ser realizada rápida e os juros retirados. Abraço !

Alcides
Visitante
Alcides

Leandro sou seu fã, artigo muito oportuno um amigo comprou um imóvel em um leilão e passado alguns meses descobriu que o antigo proprietario entrou com um recurso para tentar regularizar a situação do referido imovel, conclusão, vão passar agora anos discutindo o assunto na justiça outro caso uma pessoal no ato da compra de um imovel foi avisada que o mesmo estava sendo disputado na justiça com um antigo socio, mesmo assim a pessoal concluiu o negocio acreditando que não daria em nada , conclusão apos 10 anos na justiça o antigo socio ganhou a ação.
Leandro muito obrigado pelas aulas.
Abraços.

Rodrigo Rodrigues
Visitante
Rodrigo Rodrigues

Se me permite uma sugestão de artigo, seria ótimo se você escrevesse “dicas para ALUGAR imóveis e escapar de problemas”. Também é um tema muito pertinente para muitos que vivem de aluguel.
Estou lendo seu livro e fazendo meus checklists pessoais para utilizar quando for comprar meu imóvel futuramente.
Obrigado por tudo. Abraços!

Aguinaldo
Visitante
Aguinaldo

Leandro, sou servidor público e por conta de minha escala de trabalho resolvi fazer um curso de corretor de imóveis para atuar como tal na semana que folgo.
Concordo com o que você escreveu, temos maus e bons profissionais, mas eu gostaria de acrescentar que os cursos oferecidos (EAD),escolas particulares, não estou citando os cursos de TTI das federais, também tem participação na má formação desses profissionais, os CRECIs não atuam, é endêmica a pratica de contratos absurdos e muito mal redigidos, contratos de copia e cola da internet que muitas vezes não nem fundamentação nenhuma.
Parabéns por mais este artigo.

Patrícia Fernandes de Barros Ferreira
Visitante
Patrícia Fernandes de Barros Ferreira

Oi, Leandro
Não pretendo comprar um imóvel tão cedo, mas os seus artigos são tão bons que fiquei até mesmo ansiosa pela publicação. Parabéns!
Aliás, neste fim de semana “devorei” o livro “A receita do bolo – Os ingredientes essenciais para o seu primeiro milhão”, recomendo a leitura a todos.
Um abraço
Patrícia

Cristiano
Visitante
Cristiano

Parabéns pelo excelente artigo. Sou sócio de uma incorporadoradora, construtora e de uma imobiliária e suas dicas são muito boas. Luto pela profissionalização do setor imobiliário e percebo o quanto você tem razão sobre o baixo nível da maioria dos corretores imobiliários e também das tantas questões envolvendo compra e venda, bem como dos erros, intencionais ou não, das incorporadoras. Seria interessante citar também a importância do Registro de Incorporação para os casos de compras de imóveis em planta. Também sugiro incluir o Patrimônio de Afetação como mais uma segurança para o comprador. Atualmente todos os imóveis que comercializo em planta são incorporados e afetados e percebo como os compradores desconhecem e até mesmo ignoram estes itens fundamentalissimos para uma compra mais segura de imóvel em planta.

Sobre os fundamentos econômicos para uma boa compra, avalizo boa parte de suas suas dicas. Quanto mais informações os clientes tem, mais fluidez percebo na negociação, pois os dois lados falam línguas mais próximas. Já negociei com compradores firmes em preços mas que desconhecem os aspectos jurídicos de uma transação imobiliária. Não compreendem a relação risco x retorno e alguns fizeram maus negócios com outras empresas pouco profissionais, sendo que chegaram a receber um problema jurídico e uma obra parada na estrutura. Que meus compradores leiam seu artigo e outros do género para que o mercado como um todo saia ganhando.

Parabéns pelo belo trabalho.

Abraço,
Cristiano

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