Imóveis: Comprar, vender ou investir durante a Crise 2016


Você vai aprender como avaliar o Mercado Imobiliário para saber se estamos vivendo um bom momento para comprar, vender ou investir em imóveis. Escrevi este artigo com o objetivo de mostrar como eu faço essa avaliação baseado em dados que você pode encontrar na própria internet. Qualquer pessoa, mesmo as mais leigas, podem observar dados macroeconômicos e do setor imobiliário para tirar suas próprias conclusões. Você não precisa, ou não deveria precisar, de ninguém para saber o que fazer com o seu imóvel e com o seu dinheiro.

Para escrever o artigo eu preciso utilizar um exemplo. Estamos no final de 2015, início de 2016, no meio de uma das mais graves crises econômicas das últimas duas décadas. Não poderia existir momento melhor para observar como identificar um cenário desfavorável para o mercado, mas que acabará gerando grandes oportunidades de investimento.

É possível avaliar a saúde do mercado imobiliário através de alguns indicadores como o crédito, taxa de juros, taxa de desemprego, confiança do consumidor, rendimento real (renda menos inflação), taxas de inadimplência, PIB, etc. Vamos observar a situação de alguns destes indicadores para que possamos tirar nossas próprias conclusões. Sabendo onde estamos, e em qual direção estamos indo, fica mais fácil prever onde chegaremos. Você poderá utilizar o mesmo roteiro para fazer novas avaliações no futuro.

Dependência Crédito:

Antes de começar é importante entender por qual motivo a oferta de crédito afeta tanto o mercado imobiliário.

Vivemos em um país onde a maioria depende de crédito para comprar imóveis. De cada três imóveis vendidos no Brasil, dois utilizaram financiamentos (fonte). As pessoas não são educadas financeiramente, não planejam a vida financeira, não fazem planejamento de longo prazo para comprar bens como carros e imóveis sem dependerem tanto de empréstimos.

Foi diante dessa triste constatação que resolvi criar o Clube dos Poupadores em 2013. Após escrever e lançar livros digitais sobre comprar e investir em imóveis, percebi uma enorme deficiência das pessoas com relação a educação financeira.

Existe uma cultura de que o financiamento é a melhor forma de se comprar imóveis no Brasil. As pessoas não percebem que vivemos no país com uma das maiores taxas de juros do planeta. Entre 150 países, só perdemos para aqueles que estão em guerra, sofrendo embargos econômicos ou com a economia destruída por políticos populistas como é o caso a Ucrânia, Haiti, Irã, Venezuela, Argentina, etc (fonte). Quando olhamos os juros reais (com a inflação descontada) somos o campeão mundial com os maiores juros reais (fonte).

O Brasil é um dos piores países do mundo para quem precisa de dinheiro emprestado e um dos melhores para quem tem dinheiro para emprestar.

Os brasileiros não conseguem comprar imóveis se não existir crédito fácil e barato. Sem crédito, o mercado imobiliário fica paralisado, como está acontecendo agora. Isso prejudica quem precisa vender imóveis, prejudica quem precisa de crédito para comprar, mas cria uma janela de oportunidades para quem tem dinheiro disponível para investir durante a crise.

Não importa se existe déficit habitacional, não importa se as pessoas desejam comprar imóveis. Querer comprar é uma coisa bem diferente de poder comprar. A demanda está ficando reprimida pela falta de condições financeiras para comprar imóveis financiados.

Quem manda no mercado nos momentos de crise são aqueles investidores/consumidores que possuem dinheiro disponível para barganhar.

Taxa de Juros:

Juros elevados prejudicam o mercado imobiliário. Quem não tem dinheiro, e precisa de crédito para comprar o imóvel, fica desestimulado pela alta dos juros cobrados nos financiamentos. Em 2015 os bancos aumentaram os juros do crédito imobiliário diversas vezes (fonte) e isso deve continuar em 2016.

Quem tem dinheiro para comprar à vista, prefere deixar o dinheiro investido para aproveitar as elevadas taxas que rentabilizam a renda fixa (fonte). Muitos entendem o mercado imobiliário como investimento de risco e isto eleva a busca por proteção na renda fixa. Quem tem imóvel alugado, costuma comparar a renda do aluguel com a renda que teria se o valor do imóvel estivesse investido em títulos públicos, LCI, LCA, CDB e até poupança. Veremos que o rendimento do aluguel está perdendo até para a Caderneta de Poupança em muitas regiões do país.

Tudo indica que em 2016 as taxas de juros continuarão elevadas devido aos problemas gerados pelo desequilíbrio nas contas públicas. A crise política continua impedindo qualquer tentativa de ajuste fiscal. O país continua controlado por um governo populista que gasta mais do que arrecada de forma irresponsável e sem nenhuma preocupação com as consequências dessa irresponsabilidade fiscal na economia. Isso resulta em mais inflação, mais crise de credibilidade, fuga de investimento, desvalorização do real, etc.

Por uma triste coincidência, o Brasil perdeu o grau de investimento no dia em que este artigo foi publicado. A Fitch foi a segunda grande agência de rating a retirar o grau de investimento do país. Isto é suficiente para que o mundo passe a enxergar o Brasil como uma país para investimentos especulativos. Isso deve estimular uma fuga de investidores e juros em patamares elevados para justificar o investimento em um país de grau especulativo.

Os juros só devem cair quando existirem perspectivas de melhorias no cenário político e econômico. A crise política pode até ser resolvida em 2016, mas também pode se arrastar até as próximas eleições. É difícil prever as consequências do cenário político e econômico paralisado até 2018.

O gráfico abaixo mostra o início do ciclo de alta dos juros (taxa Selic) que começou em 2013 e que ainda não deu sinais de que chegou ao fim. Obs: Grande parte dos gráficos deste artigo foram gerados através de sites estrangeiros que fornecem dados macroeconômicos do mundo todo como este site e este outro site.

Taxa de Desemprego:

Mais grave do que o aumento do desemprego, é a falta de segurança no emprego. Quando as pessoas começam a observar amigos e parentes sendo demitidos, elas adiam compras, reduzem o consumo e evitam novas dívidas. O medo de ser a próxima vítima da crise acaba se espalhando e influenciando as decisões das famílias. Os bancos também ficam mais exigentes quando existem perspectivas negativas sobre o emprego.

O desemprego faz a demanda por imóveis cair quando:

  1. Cresce o número de famílias com a renda reduzida devido ao desemprego. Ficam incapazes de comprar imóveis;
  2. Cresce o número de famílias com medo de comprar imóveis gerado pela expectativa de serem atingidas pelo desemprego;
  3. Os bancos fazem mais exigências para a aprovação de crédito devido ao aumento nas taxas de desemprego.

O desemprego faz a oferta de imóveis aumentar quando:

  1. Famílias atingidas pelo desemprego fazem distrato da compra de imóveis na planta. Isso eleva os estoques das incorporadoras;
  2. Quando a renda total da família é atingida pelo desemprego inviabilizando o pagamento das prestações do financiamento. Isso acaba gerando inadimplência, que pode resultar em imóveis tomados e leiloados pelos bancos.
  3. Quando o desempregado resolve vender o próprio imóvel para comprar um imóvel menor (ficando com a diferença) ou quando possui dois ou mais imóveis e resolve se desfazer dos mesmos para equilibrar as contas.

O gráfico abaixo mostra a taxa de desemprego do país nos últimos 10 anos. É fácil perceber o forte aumento do desemprego desde o final de 2014.

Confiança do Consumidor

A CNI mede as expectativas e confiança do consumidor (fonte). O gráfico abaixo mostra o comportamento do índice nos últimos 10 anos. Fica bem evidente a queda na confiança do consumidor desde o inicio de 2013. Menos confiantes, as pessoas compram menos e assumem menos dívidas, gerando desaquecimento no Mercado Imobiliário e em toda a economia.

Inflação

A inflação faz a renda das famílias perder o poder de compra. Não adianta ganhar mais se o dinheiro não consegue comprar as mesmas coisas que podia comprar antes. Quando grande parte da renda fica nos supermercados (devido ao constante aumento de preços), sobra menos para assumir as prestações de um financiamento imobiliário. Também sobra pouco para poupar e investir com o objetivo de comprar um imóvel no futuro. O gráfico abaixo mostra que nos últimos 10 anos a inflação flutuou entre o centro da meta (4,5%) e o teto da meta (6,5% ao ano) com uma tendência de alta irresponsável. Em 2015 a inflação disparou. Nada é mais desastroso para as finanças pessoais das famílias e para a economia de um país do que uma inflação fora de controle.

O próximo gráfico é o mesmo gráfico acima, só que troquei as barras por um gráfico de linha para mostrar que existia uma tendência de alta da inflação nos últimos 10 anos. Muitos acreditam que o atual governo foi irresponsável com relação ao controle da inflação. Quando o governo gasta mais do que arrecada a inflação funciona como um confisco, veja aqui.

 

O gráfico abaixo mostra que a valorização dos imóveis em 2015 foi menor do que a alta da inflação. Isto significa que os imóveis perderam valor real. É importante lembrar que o índice FIPEZAP é gerado com base no preço anunciado dos imóveis. Ele não considera os grandes descontos que as incorporadoras, imobiliárias e proprietários de imóveis estão oferecendo durante a negociação e fechamento dos negócios (fonte). Observe, no gráfico abaixo, a forte queda na valorização dos imóveis desde 2011. Veja que a inflação é maior que a valorização dos imóveis desde o final de 2014.

Crescimento da Economia:

Tudo indica que estamos deixando uma fase de recessão econômica para uma depressão econômica. É assim que a economia brasileira está sendo vista por investidores estrangeiros (fonte). A pesquisa que o Banco Central faz entre os economistas das 100 principais instituições financeiras do país (Boletim Focus) mostra que o PIB deve fechar o ano de 2015 com queda de 3,62%. Isto significa uma queda na produção de riquezas em todo país e indica uma desaceleração da economia. Este será o pior resultado das últimas décadas (fonte).

Observe o gráfico abaixo e perceba que a economia está desacelerando desde o primeiro trimestre de 2014. É fácil observar no gráfico que nada parecido aconteceu no país nas últimas décadas. O padrão observado no gráfico é que todo trimestre de PIB negativo é acompanhado de um trimestre com algum nível de recuperação. Para 2016, a previsão otimista é de queda de 2,67%. Um período prolongado de recessão pode ser encarado como o início de uma depressão que pode durar vários anos, caso nada aconteça para mudar nossa trajetória rumo ao fundo do poço. Alguns economistas já acreditam que a recuperação só chegará em 2020 (fonte).

O preço dos imóveis em 2016

A queda real no preço dos imóveis marcou o ano de 2015 (fonte) e tudo indica que continuará acontecendo em 2016. A inflação continua muito elevada e parece longe de ser controlada. O fato é que a inflação fará o trabalho de baixar o preço dos imóveis corrigindo as distorções produzidas nos últimos anos. Já existem previsões de que em 2016 os preços dos imóveis serão equivalentes ao que eram em 2011 (fonte).

O gráfico abaixo faz parte de uma pesquisa da FIPE realizada entre pessoas que pretendem comprar imóveis (fonte).

Observe no gráfico acima que apenas 15% acredita em valorização dos imóveis em 2016. A maioria, mais de 60%, acredita que os preços vão continuar caindo nos próximos 12 meses. Como vimos até aqui, não existem condições favoráveis para valorização passiva dos imóveis em um ambiente recessivo que gera queda na demanda e aumento da oferta. A crise força muitas famílias a se desfazerem dos seus imóveis por necessidade, sem falar no impacto do aumento no número de distratos e imóveis retomados pelos bancos por inadimplência.

O gráfico acima mostra que 66% das pessoas acreditam que os imóveis vão valorizar menos que a inflação (linha cinza) ou de acordo com a inflação (azul claro) nos próximos 10 anos. Apenas 34% (azul escuro) acredita que os imóveis vão valorizar acima da inflação na próxima década.

Distorções no preço dos imóveis:

A forma como o governo interveio no Mercado Imobiliário nos últimos anos, acabou gerando distorções nos preços dos imóveis. O governo forçou a queda dos juros (Taxa Selic) mesmo com a inflação próxima do teto da meta entre 2012 e 2013. O governo chegou a congelar preços administrados para “maquiar” a inflação e justificar os juros baixos. Por meio de estímulos, subsídios e intervenções no mercado de crédito imobiliário, via bancos públicos, o governo expandiu a oferta de crédito em patamares acima da capacidade do mercado atender a demanda.

Em um curto espaço de tempo, todos podiam comprar imóveis, sendo que não existiam imóveis disponíveis para todos. Isso criou uma inflação de demanda no mercado imobiliário, ou seja, os preços aumentaram por que a oferta de imóveis disponíveis à venda não conseguiu acompanhar o aumento da demanda.

O gráfico abaixo mostra a quantidade de imóveis financiados pela Caixa entre 1974 e 2013. Grande parte dos imóveis financiados nos últimos anos não existiam, ou seja, eram imóveis vendidos na planta por preços elevados. Muitos destes imóveis ainda não foram entregues e as obras devem enfrentar dificuldades com o agravamento da crise.

 

Esse descompasso entre oferta e demanda gerou um forte aumento de preços nos imóveis de todo país. Se antes as pessoas não tinham crédito para comprar imóveis financiados, agora elas tinham o crédito, mas não tinham salário suficiente para assumir prestações tão elevadas.

Vamos imaginar um imóvel em São Paulo que custava R$ 200 mil em 2008. Com base no índice FIPEZAP, que mede a variação dos preços dos imóveis anunciados, este imóvel estaria custando R$ 649.586,77 em 2015. Isso representa a enorme distorção geradas pelas decisões do governo sobre o mercado imobiliário.

Através deste simulador aqui, é possível verificar que se o preço do imóvel fosse corrigido pela inflação, ele deveria custar R$ 327.672,12 em novembro de 2015. A inflação acumulada e medida pelo IPCA foi de 63,83% neste período. Se o valor deste imóvel fosse corrigido pelo CDI (100% da taxa DI) seu preço seria equivalente a R$ 392.623,26 (alta de 96,31%).

O Banco Central possui um indicador chamado IVG-R (Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados). Ele mede a variação de preços de imóveis residenciais que foram utilizados pelos bancos como garantia de financiamentos. Observe no gráfico que entre 2001 e 2015 os imóveis ficaram 5 vezes mais caros ou 543,4% de valorização (fonte).

É claro que imóveis estão sujeitos a desvalorização ou valorização. Imóveis podem valorizar quando recebem benfeitorias ou quando a região onde está localizado recebe investimentos públicos ou privados que justifiquem um aumento da demanda e, por consequência, um aumento nos preços.

Preço Alugueis em Queda:

Os preços dos novos aluguéis estão em queda. Quem investe em imóveis para locação, gosta de acreditar na ideia de que a renda dos aluguéis garante um retorno protegido da inflação, já que os contratos são corrigidos pelo IGP-M. O problema é que essa regra não funciona bem em momentos de crise. A queda generalizada do preço dos aluguéis estimula o inquilino a não renovar o contrato de locação. Para manter o cliente, os proprietários precisam negociar descontos e isto representa queda na renda.

No final de 2015 o índice FIPE, que mede a variação de preços dos aluguéis, acumula queda nominal de 3,23% em 12 meses. Já a inflação medida pelo IPCA acumula 10,48% em 12 meses. Isto significa que o proprietário de imóvel alugado está perdendo, além da inflação, mais 3,23% em 12 meses. Somando inflação mais a queda nominal dos preços, a perda real total dos proprietários é de 14,05% em 12 meses (fonte).

No final de 2015 o retorno médio dos investidores/proprietários que possuem imóveis alugados foi de 4,6% ao ano, a menor desde 2008, quando começou a ser feita a pesquisa FIPEZAP. Hoje poupança rende 7,5% ao ano, investimentos que pagam 100% do CDI rendem 14,14% brutos ao ano e a inflação está acima de 2 dígitos.

Conclusão:

O mercado imobiliário brasileiro é enorme. Cada cidade e cada bairro possui uma realidade totalmente diferente da outra. Muitas vezes, dentro do mesmo bairro, existem endereços promissões onde a demanda por imóveis continua grande, os imóveis continuam valorizando e os proprietários continuam obtendo lucros com os aluguéis.

Antes da crise, todo imóvel ruim e mal localizado parecia ser um bom negócio. Durante a crise, imóvel bom é imóvel bom e imóvel ruim é imóvel ruim. O mercado está recebendo um choque de realidade e as distorções estão sendo corrigidas. As pessoas estão voltando a avaliar os imóveis de maneira mais racional, observando os fundamentos que justifiquem seus preços.

Se você pretende comprar um imóvel, este é o momento de monitorar o comportamento dos preços na região onde você pretende comprar. É o momento de conversar com os proprietários, observar se negócios estão sendo fechados, se os preços na sua região estão estáveis, em queda ou subindo. Prepare-se para fazer propostas e negociar preços. Não fique apegado ao primeiro imóvel que visitar. Deixe a emoção de lado, imóveis devem ser comprados através da razão. Hoje, existem muitas opções para serem visitadas e muitos proprietários a negociar.

Se você pretende comprar um imóvel para investir, faça uma avaliação criteriosa e acompanhe as ofertas do mercado com paciência.  Nem sempre os bons imóveis aparecem anunciados no site das corretoras ou nos sites da internet. Visite prédios residenciais e comerciais do seu interesse e verifique se existem oportunidades não anunciadas. Não invista em imóveis esperando uma valorização passiva, a não ser que você tenha acesso a informações privilegiadas, não identificadas pelo mercado local, sobre uma valorização nas ruas ou no bairro onde pretende investir. Prefira investir em imóveis onde você tem o controle sobre sua valorização. É o caso de comprar um imóvel bem localizado, mas que está deteriorado. Reformas e a transformação de imóveis residenciais em imóveis comerciais continuam sendo fonte de elevados lucros para muitos investidores.

Se você pretende vender um imóvel, saiba que este não é o melhor momento para isso. Se você está precisando do dinheiro, está passando por uma situação difícil, precisa quitar dívidas ou precisa do dinheiro para abrir um negócio, não existe escolha a não ser aceitar o que o mercado está oferecendo. Já se você tem o imóvel, mas não está precisando dele, mantenha o imóvel como uma reserva para tragedias econômicas. É importante manter uma parte do seu patrimônio em bens físicos fora do sistema financeiro. Terrenos, imóveis, ouro e até obras de arte são muito utilizados para esta finalidade.

Por último, eu não posso opinar sobre o que você deve fazer com o seu imóvel específico. Eu não conheço o seu imóvel, não conheço a região onde o  mesmo está localizado, não conheço sua situação financeira, seu passado, seu presente e os seus planos para o futuro. Por este motivo eu não posso opinar sobre situações específicas. Recomendo que você procure criar o hábito de avaliar cenários, buscar conhecimento e informações para tomar suas próprias decisões. Acompanhar os dados da economia e monitorar o mercado imobiliário da sua região será um bom começo.

Fique atento e esteja preparado para as oportunidades que podem surgir quando a crise atingir os seus momentos mais críticos.

Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Mateus
Visitante
Mateus

Leandro,

Eu tenho guardado um dinheiro para a compra de um apartamento (como investimento), aplicando pouco por mês em LTN 2021, porque acredito que os imóveis foram e serão as grandes relíquias de investidores em qualquer tempo (bonança ou crise). Pergunto se estou usando uma estratégia adequada.

Já tenho meu imóvel que quito em 2018 (onde eu moro atualmente), e paralelo a isso tenho uma poupança grande que faço com a minha esposa para a compra de uma casa em condomínio, que queremos adquirir a vista(CDB). Resultado ao final de 2021 teremos 3 imóveis (a casa que é onde queremos morar) e 2 aptos para aluguel. Você acha que essa estratégia é correta? Poderia me sugerir algo?

carlos
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carlos

Tenho muitos imóveis para investir em Porto Alegre

Ines
Visitante
Ines

Parabéns, Leandro! Seu blog é uma fonte excelente de informações!

Eduardo
Visitante
Eduardo

Não chega a ser muito difícil fazer a conta.

Um imóvel que custe R$ 500.000, comprado à vista e alugado por menos de R$ 3.000, já dá para afirmar que fez um mal negócio.

Se este mesmo imóvel for alugado por incríveis R$ 2.400 (e aí estou sendo muito generoso) este valor representaria um juros de 0,48%. E ainda é preciso tirar o IR. Ou seja, é o tipo de investimento onde a pessoa PERDE dinheiro, pois não repõe sequer a inflação (coisa que a poupança também não faz, mas o juros é maior) e ainda é obrigado a pagar ao governo o IR.

Mas a coisa é ainda pior. Geralmente a pessoa diz “ah, mas eu pago mais ou menos R$ 2.400 de prestação, melhor que aluguel”. Só que a pessoa ignora por completo que a prestação é em cima do valor que pegou emprestado e não sobre o valor total do imóvel. Ou seja, vai jurar de pé juntos que fez um bom negócio. O problema é que não fez conta.

“Ah, mas e se eu comprar para à vista ao invés de alugar?” Ainda assim fez um negócio ruim. Se puser o dinheiro na poupança e com o rendimento de 0,6% ou seja, R$ 3.000, além de você poder alugar este mesmo imóvel – ou algum semelhante, para manter a qualidade de vida -, ao final de 30 anos ainda terá os R$ 500.000 inicial MAIS uns R$ 250.000, totalizando mais de R$ 750.000.

E falo isto aqui apenas em uma conta básica, um comentário bem corrido.

Thiago Ribeiro
Visitante
Thiago Ribeiro

Eduardo, só esqueceu um pequeno detalhe. Aquele imóvel que comprou por 500.000 e alugou por 0.4% de aluguel (que seja…), quanto estará valendo após os mesmos 30 anos com os quais comparou a outra aplicação???
Se fizer a conta a fundo, vai perceber a razão pela qual as pessoas que compraram imoveis de 30 anos para cá estão como estão…

Fábio Moraes
Visitante
Fábio Moraes

Boa tarde, Leandro. Parabéns por mais um excelente e tão esperado artigo.
Imagino que a compra de um imóvel deva ser feita sempre à vista. Se, por exemplo, a Caixa, para a aquisição de um imóvel financiado usado exige 50% de entrada, o comprador que acumulou 50% pode esperar mais um pouco, acumular 60 ou 70% do seu valor e fazer uma proposta de compra à vista e sem se endividar. Acho que uma boa tática para quem pensa em comprar imóvel financiado é fazer as simulações de financiamento para o valor do imóvel, mas desistir do financiamento, caso possível. Por exemplo, se a parcela do imóvel ficou em R$2000,00, ele deve fazer um TED programado mensalmente para a sua conta investimento em uma corretora de valores e investir mensalmente em renda fixa. Acredito que uma boa opção para quem deseja comprar imóveis à vista seja o Título Público IPCA 2019, pois seu vencimento pode coincidir com uma eventual baixa nos preços, mas nunca deixando de diversificar.
Um grande abraço e obrigado por muito nos ajudar compartilhando seus conhecimentos.

João Guilherme
Visitante
João Guilherme

Parabéns por mais este artigo, Leandro!

Realmente fui fazer algumas contas aqui e observei que o valor do aluguel de imóvel residencial em Brasília, ao menos os que eu fiz a conta, estão rendendo consideravelmente menos ao mês que a poupança… esta que sabemos também está abaixo da inflação.
Levando em conta apenas o rendimento com aluguel, pois poderíamos acrescentar a valorização do imóvel(apesar desta estar decadente também), seria preferível aplicar o valor do imóvel, seja em CDB, ou outro investimento que renda ao menos acima da nossa ‘bela’ inflação atual, e ao menos proteger-se do risco de acabar perdendo o valor de seu patrimônio…

Tito Gomes
Visitante
Tito Gomes

Parabéns Leandro Ávila pelo claro, lúcido e brilhante comentário que serve de orientação para nossas decisões. A compra de um imóvel é escolha complexa pois existem realidades diferentes em nosso país. Moro em Natal no Rio Grande do Norte, mas ainda não vejo quedas expressivas nos preços dos imóveis por aqui . Estou em busca de algo e atento as oportunidades, espero que em 2016 elas apareçam … Muito obrigado …

Tito Gomes

Pedro Henrique
Visitante
Pedro Henrique

Impressionante como você sempre escreve o artigo que eu estou precisando e sempre na hora certa. Muito obrigado, que você continue capturando os meus pensamentos de alguma forma bem bizarra que eu não sei explicar!

Prof. Elisson de Andrade
Visitante

Em minha opinião, um dos melhores artigos do ano, dado o detalhamento e aplicabilidade para milhares de pessoas. Algumas pequenas observações/correções enviei pelo Facebook. Parabéns Leandro, você está se firmando, a cada semana que passa, como um dos grandes nomes das finanças pessoais no Brasil. É isso aí!!!!!!!!!!!!!

Roberto
Visitante
Roberto

Cara, eu não ligo se há ou não Bolha ou, se existir, que nome querem dar a isso, podem chamar de abacaxi ou pepino que não tem problema, o fato é que essa “valorização” rápida de 300% quebrou as pernas dos compradores, para os vendedores é fácil aumentar os preços, o FINGE-ZAP foi criado para a mídia poder “justificar” aumentos seguidos e a internet aceita qualquer coisa, o problema é achar alguém que pague esse ágio e esse preço especulativo.

Maior prova disso é que de 2012 para cá o mercado travou, não se veem mais aumentos expressivos.

Eu mesmo gostaria de comprar um terreno e construir nele, mas depois que os preços triplicaram eu decidi manter o dinheiro investido, de fato onde eu quero comprar sobram terrenos encalhados e hoje os preços caíram 40% e mesmo assim não vejo ninguém comprando, ano que vem eu acredito que tenhamos 60% de desconto aí eu vou comprar um e construir nele.

Mas antes disso não, que o dinheiro fique rendendo enquanto todos esses terrenos perdem valor com a inflação, com os gastos, com os descontos e com a perda da oportunidade de deixarem o dinheiro rendendo..

Roberto
Visitante
Roberto

Como sempre. Excelente artigo.
No inicio do ano fiz uma compra de um apartamento na planta na região de Alphaville SP.
Não paguei a vista, mas dei uma entrada e estou parcelando até a entrega do apartamento previsto em 2018 (que darão 30% do valor do apartamento).
Posso ter me arrependido um pouco devido a crise, mas agora não tem o que fazer.
a ideia na verdade foi comparar o preço com SP. Ou seja, o preço do m² em Alphaville é muito mais em conta do que dentro da cidade de São Paulo. Isso foi um atrativo.
Por outro lado tenho um apartamento na regiao da Freguesia do Ó e um lote (terreno condominio fechado) que pretendia vender para pegar o dinheiro e aplicar em titulos publicos.
Porém seguindo o seu conselho vou aguardar mais tempo.

Roberto
Visitante
Roberto

E parabéns pelo texto, eu só complementaria que houve uma euforia exacerbada com a Copa, o governo prometendo incontáveis legados, o povo achando que os gringos viriam para comprar e alugar tudo a qualquer preço, gente cobrando 100k euros pelo aluguel mensal de suas casas perto dos estádios, euforia pela dada como certa vitória na Copa, apagando o Maracanazzo, entre outras promessas.

No final, o óbvio, nada disso deu certo e a euforia deu lugar à crise econômica..

Kleber Lima
Visitante
Kleber Lima

Valeu Leandro!

Muito oportuno esse tema!

Obrigado, Kleber!

Diego Pereira
Visitante
Diego Pereira

Fantástico este artigo. Parabéns e vou me programar para comprar seu livro, me pareceu bem interessante. Você poderia me enviar 1 prévia dele, para que eu pudesse conhecer o conteúdo?

Guilherme Carvalho
Visitante
Guilherme Carvalho

Leandro,

Mais uma vez, um excelente artigo. Infelizmente, a economia de nosso país se mostra cada vez mais enfraquecida, e com tendência de piorar, ao menos no curto prazo, como muito bem demonstrado por você nesse artigo.

Recentemente, comecei a observar a possibilidade de investimento em imóveis através de fundos imobiliários, uma vez que apresentavam uma rendimento mensal líquido próximo de 0,7 a 0,8%, além da possibilidade de valorização das cotas. Hoje, porém, observei que será votada a Medida Provisória que tributará os rendimentos de Fundos Imobiliários, o que me fez repensar e estudar um pouco mais as possibilidades do mercado.

Enfim, mais uma vez, parabéns, e obrigado por auxiliar a todos com seu ótimo conteúdo.

Matheus
Visitante
Matheus

Uma coisa que não entendo é porque o governo aumenta a Selic em momentos de crise. Isso restringe o consumo e o crescimento do país, Em momento de recessão a tendência é a moeda desvalorizar e isso gera mais inflação. Será que diminuir a Selic não seria mais efetivo na nossa situação ?

Andre
Visitante
Andre

Mais um ótimo artigo Leandro, parabéns
Aproveitando, no e-mail que recebi com este link tinha também outro falando sobre um curso de bolsa de valores para leigos. Para quem pretende iniciar investimentos em ações este é o que você mais indicaria no momento?
Já li bastante sobre Tesouro, LCI, LCA, CDB e tal e já tenho alguns investimentos nessas modalidades, porém gostaria de entender melhor sobre o mercado de ações e por acreditar que pode estar chegando um bom momento de investir. Já li um pouco sobre o assunto e ETFs também, porém acho mas complexo que outros investimentos e nesse caso estou cogitando investir antes em um curso.
Obrigado

Flávio
Visitante
Flávio

Leandro,

Parabéns pelo post, excelente.

Estou com uma dúvida mas não é relacionada ao post.

No último final de semana fui a um shopping (lugar que odeio por sinal) em São Paulo mas enfim o lugar estava extremamente lotado, a praça de alimentação estava abarrotada de pessoas e analisando os preços das refeições percebi o alto valor cobrado, R$ 30 reais a mais simples (simples do simples). Caso a pessoa vá com marido/esposa, só ali “morrerá” uns 70 reais (ou seja, 10% do salário mínimo) contando o refrigerante. Minha noiva foi a um shopping em Campinas segunda-feira agora e estava extremamente lotado também.

Como podemos explicar que realmente há a crise no país?

Apesar dos números do desemprego e outros números da economia, estou achando que essa crise é mais política do que econômica.

Será que as pessoas em sua grande maioria não ligam para a crise/desemprego que estará por vir com pensamentos do tipo: “estou empregado, então vou gastar 30 reais em um lanche “gostoso” dos fast foods, caso eu seja demitido (a) vejo o que faço lá na frente” ou o importante é se divertir agora, ostentar para os amigos na redes sociais que comeu em um lugar “legal”, que comprou uma roupa no outro lugar “top”.

Ou isso é normal, já que estamos em clima natalino e o importante é festejar e gastar o 13°?

Talvez você não se sinta a vontade de responder essa pergunta, caso isso aconteça não há problema, porque muitos leitores poderão levar para o lado político.

Eduardo
Visitante
Eduardo

As empresas estão erradas? Oras, claro que não. Se tem quem paga, porque não vender a eles?

Flávio, eu me pergunto como as pessoas se atrevem a deixar 10% do salário em uma refeição. Mas eu faço isto desde sempre e não agora que o país entrou em crise. Se você pensar bem, o brasileiro deveria ter vergonha de colocar a mão no bolso e pagar tanto por um lanche. Dá uma olhada no YouTube e procura por Carlinhos Troll e veja os vídeos dele comparando o Brasil com os EUA e veja os preços de lá, comparado ao salário dos EUA e depois o preço daqui, comparado com o salário mínimo daqui…

Dema
Visitante
Dema

Muito bom artigo. As incorporadoras e construtores particulares se beneficiaram do ‘crédito fácil’ e da falta de oferta por moradia própria nova e lucraram muito com construção de imóveis, na grande maioria de baixíssima qualidade e péssima localização.
Claro que o crédito quando dado com ‘critérios’ é um motor para impulsionar a economia.
Tenho acompanhado que os imóveis construídos a 1, 2, 3 anos e ainda a venda, em 2015 subiram bem abaixo da taxa de juros ou do IPCA. Alguns estão com preços de inicio de 2014 e não vendem, porque ainda estão caros.
Também tenho visto que alguns proprietários que compraram na alta e precisam, por qualquer razão, vender o imóvel, querem inserir no preço a variação da taxa de juros ou da inflação o que fica inviável a venda. Não percebem quanto mais ficarem com o imóvel mais estarão perdendo. Então é baixar o preço ou aguardar a recuperação do valo,r que ninguém sabe quando tempo levará.
Cada caso é um caso, então é fazer analise financeira e particular e ver o que é melhor, ficar com o imóvel ou tentar vender de acordo com o valor de mercado.

Gustavo
Visitante
Gustavo

Mais um excelente artigo! Parabéns!

Rosa
Visitante
Rosa

Boa tarde Leandro
Poderia por favor esclarecer uma dúvida?
O imóvel rural tem o valor atualizado por ano no ITR imposto territorial rural
Posso usar este valor para calcular o lucro no valor da venda?
Obs.: na declaração anual do imposto de renda não está atualizado
Obrigada
Rosa

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Leandro, muito bom o artigo. Esclarecedor e preciso. Tenho um imóvel que eu tenho pensado em vende-lo devido ao baixo retorno do aluguel (aprox 0,41%/am) e colocar o capital em uma renda fixa, que dependendo do tempo de “carência” pode ser aplicado de maneira líquida superior de 1%/am, porém é como você colocou no artigo, é sempre bom ter algum investimento físico, que apesar de baixa liquidez atualmente, imóveis tem “solidez” (traduzinho, pois este não deve ser um termo técnico, “solidez” no sentido de ninguém poder simplesmente tirar de você como aconteceu com o dinheiro no banco de quem tinha na época do Collor).Obrigado e Parabéns.

Felipe
Visitante
Felipe

Leandro, parabéns pelo artigo! Comprei seu livro e recomendo a leitura a todos! Resolvi utilizar algumas das suas dicas ao visitar um empreendimento que ainda está na planta…o resultado é incrível. O jogo realmente mudou, quem possui dinheiro é quem tem que ser mimado, afinal se preparou para isso e acumulou patrimônio para a compra à vista. As incorporadoras tem me oferecido 13% em um apartamento que será inaugurado em março de 2017…sinceramente achei pouco, pois uma aplicação conservadora está dando 1% ao mês e desta forma o risco (de não entrega) passaria a ser meu, o que obviamente não concordei. Enfim, não tenho pressa…enquanto não me oferecem um excelente desconto vou aplicando e observando o mercado, pois acredito que até meados de 2017 não teremos uma mudança drástica de comportamento.

Gilmar Moschem
Visitante
Gilmar Moschem

Olá Leandro, Parabéns pelo trabalho. É um livro, uma obra completa, super qualificada, aliás como todas as suas publicações.
Gostaria de aproveitar e te perguntar se tem como me aconselhar sobre uma dúvida sobre um fato:
Vendi o meu apto que gerou um lucro imobiliário de uns R$ 50mil cujo prazo de 180 dias para comprar outro termina no dia 15 de janeiro do próximo ano. Estou morando de aluguel e ainda estou escolhendo o imóvel que vou comprar. Você acha que será muito arriscado caso, declare que comprei em janeiro com entrada e pagamento parcelado a curto prazo, mas quitado dentro dentro de 2016. Ou é rígido e fiscalizado que todo o capital deve ser investido até 180 dias ??? Não tem como eu sair dessa ? Grato Gilmar

Gonçalo
Visitante
Gonçalo

Parabéns e muito obrigado por mais um ótimo texto, Leandro!! Sabia que ia me arrepender de lê-lo, mas fiz questão de conferir, pois gosto muito de suas análises!!! Se o blog começou em 2013, creio que o acompanho desde o início então. Abraço!!!!

Ricardo
Visitante
Ricardo

Olá Leandro,

Muito bom este artigo.

A situação imobiliária no Brasil realmente vive um momento ímpar. Temos uma grande oferta aliada aos fatos aqui descritos por você.

Os imóveis subiram muito em pouco tempo na região onde moro até 2012. Os apartamentos chegaram a custar bem mais que apartamentos em situações semelhates ( localização /área / qualidade do imóvel) do que nos Estados Unidos.

Eu acho que o financiamento ” inflacionou ” o mercado e ele terá que se ajustar a oferta e procura daqui para frente.

Penso que será um bom momento para comprar.

Luiz Verardo
Visitante
Luiz Verardo

Leandro, muito bom ler o seu artigo. Obrigado por compartilhar sua análise do cenário atual.
Eu tenho acompanhado a enorme quantidade de apartamentos lançados na região da Av. Águas Espraiadas (Av. Roberto Marinho), entre o Brookling e o Campo Belo em São Paulo. Uma região bastante tranquila, viveu (vive) uma explosão de novos prédios desde 2009/2010. Eu ficava imaginando de onde iriam vir tantas pessoas para morar nestes imóveis. Esta claro que muitos imóveis forma comprados pelos próprios moradores, porém tenho certeza que a maioria adquiriu pesando na lucratividade em função da linha do metrô, que está muito, mas muito atrasada. Conclusão: imóveis prontos, luzes apagadas (desocupado), perdendo dinheiro com o que agora é passivo, pagando condominio, IPTU, e sem gerar nenhuma renda.
Moral da História: Não devemos seguir as pessoas pelo simples fato de seguir: Primeiro educação financeira, entender o cenário antes de tomar qualquer decisão. Abr.

Gustavo Ventura
Visitante
Gustavo Ventura

Grande Leandro! Sempre com excelentes textos e com a principal recomendação: não transferir para outros a responsabilidade sobre a gestão de nosso patrimônio.

Espero em breve poder adquirir e estudar seus livros sobre o mercado de imóveis. Uma pergunta, você costuma fazer atualizações do mesmo?

Leonardo
Visitante
Leonardo

Muito bom o artigo Leandro sempre estou acompanhando o blog.

Parabéns !!

abs

Lara
Visitante
Lara

#Leandroehocara

Li o seu livro sobre imóveis e adorei. Recomendo!

Alexandre
Visitante
Alexandre

Leandro, como sempre um excelente material parabéns. Sou um curioso do mercado imobiliário, gosto de pesquisar os preços na região onde moro, bem como material na internet sobre este tema. Conversando com um construtor, perguntei pra ele por quê o preço dos novos lançamentos continuam tendo preços “astronômicos”. A resposta foi simples e direta, “porque os custos não caíram”. Olhando o preço do cub para SP, observa-se uma ligeira queda e uma retomada nos preços, entretanto para minha região, RS, mensalmente o custo aumenta, logo, fica difícil de acreditar em uma queda nos valores. Entretanto, as construtoras estão com estoques abarrotados, que vem em linha com seu texto que para quem tem dinheiro para pagamento a vista, poderá ter um bom desconto se muito barganhar, mas nada que iguale a valores de mercado de 2011, uma vez que o metro quadrado no Brasil ainda continua muito distorcido.
Faz no mínimo, 3 anos que escuto professores de MBA, revistas de economia e etc sobre crise imobiliária, porém eu não consigo vislumbrar uma queda de valores na mesma velocidade em que os valores subiram, sem passarmos por uma crise similar a que se desencadeou na Europa por efeito dominó da crise nos Estados Unidos. Tudo isso para te perguntar, se você acredita que em um curto prazo a Industria Civil irá reajustar os seus preços de acordo com a situação que nos encontramos hoje? Abs

RAFAEL
Visitante
RAFAEL

Leandro, boa tarde. Tenho dúvida com relação aos meus investimentos que deixo “rendendo”, por exemplo, para atingir 30 mil reais e aplicar em um CDB que me renda 18%a.a. preciso de 5 a 6 meses. Nesse meio tempo em que estou me capitalizando, tenho colocado no fundo de investimento da XP, porém não tem rendido nem 1% a.m e isso me incomoda. A dúvida é se eu deixo nesse fundo de investimento conservador ou se deixo nos meus 80% do CDI em LCI que o Banco do Brasil me paga, ou se, ainda, aplico aplico de 5 em 5 mil em CDBs que me rendem em torno de 104% do CDI, com liquidez diária. Semana passada quebrei a cara por que resgatei em menos de 1 mês um CDB de 5 mil, o que me onerou 1 real e pouco de I.R. e quase 14 reais de IOF. Qual seria a melhor forma de guardar essas reservas até que aplique em algum investimento, visto que consigo poupar em torno de 5 mil mensais? Muito obrigado.

Adair
Visitante
Adair

Leandro, excelente artigo e de muita qualidade como todos os outros que escreveu, de fácil compreensão que desmitifica o mundo econômico e financeiro.

Acho que faltou um detalhe importante, todos os imóveis que vemos para vender na maioria das vezes sempre tem placas p/ contactar uma imobiliária(intermediária) que gera comissões altíssimas p/ a mesma, acho que isso encarece algo em torno de 7% à 10% mais caros.

Como podemos achar os contatos do proprietário do imóvel e tentar fazer uma proposta diretamente sem o valor da comissão da imobiliária?
Acredito que as imobiliárias não passariam o nome e telefone do proprietário por motivos óbvios da comissão.

Obrigado e novamente parabéns por tornar o mundo financeiro um lugar menos inóspito p/ as pessoas leigas e suas economias.

Diego
Visitante
Diego

Olá Leandro,

Parabens pelo seu artigo. Como sempre é muito bom.

Apenas discordo que a queda de preços se dará apenas pela “inflação”.

Digo isto pois acredito que grandes “Players” da construção, como ROSSI, PDG, MRV, etc não conseguirão se manter neste mercado por muito mais tempo, afinal estao completamente endividadas e seus valores de mercado ja viraram pó.

E isso deverá puxar o preço muito para baixo, do mercado em geral.

Felicio
Visitante

Leandro, parabéns pelo artigo que escreveu!
Ajudou muito a entendermos o cenário do mercado imobiliário para os próximos anos e também para mantermos atualizado em seu Livro Negro de Imóveis que por sinal é excelente!
Tenho um imóvel hoje quitado, mas há dois anos mudei para um maior que atualmente pago aluguel. Nesse tempo, sempre questionava se deveria vendê-lo para comprar o que estou morando. Após estudar muito sobre imóveis e outros investimentos financeiros, percebi que não era interessante em fazer essa “troca”. Oras, o apartamento em que moro é bem mais caro o qual possuo e em vez de eu financiar essa diferença, aplico mensalmente em renda fixa que rende muito mais que a taxa de aluguel.Pretendo acumular o capital suficiente para comprar à vista. A única dúvida que resta nesse momento é saber em que momento irei vender o meu imóvel? Por outro lado , vejo que é interessante em mantê-lo como forma de diversificação (ele representa 50% do meu patrimônio), já que essa crise pode levar muitos anos para recuperar.

Stephan
Visitante
Stephan

Bom dia Leandro!
Como sempre muita clareza e didática nos texto, além de oferecer grande conhecimento aos demais.
Tenho uma dica para um post futuro, pois admiro muito seu trabalho e gostaria um dia de ver um post sobre tal assunto escrito por você. Hoje quando leio o Boletim Focus as vezes tenho um pouco de dificuldade de entender algumas coisas. Acho interessante um dia se publicasse algum artigo sobre o Boletim Focus. Desde já mais uma vez parabéns pelo trabalho.

Antonio
Visitante
Antonio

Olá Leandro.
Muito bom artigo. Parabéns pelo trabalho e ideias.
Você comenta em seus livros sobre vários segmentos imobiliários como flats, hotéis, residencias, comercias e outros.
Observando o investimento em hotéis business que vai para o pool e divide o lucro pela fração ideal e não se tem dor de cabeça com inquilinos nem com despesas porque tem uma administradora me parece bem mais interessante e rentável principalmente quando se tem uma ocupação de pelo menos 70% de hóspedes.
Qual o melhor segmento do mercado imobiliário para se investir?

César Romero
Visitante
César Romero

Leandro, parabéns pelo artigo… Muito bom! No meu caso eu tenho um imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal, e que toma quase 30% da minha renda mensal com a parcela. Gostaria de me livrar ou pelo menos diminuir a dívida, e qualquer decisão tem que ser tomada de forma cautelosa, visto que a situação econômica está crítica. E no meu caso, depois que li seu livro sobre financiamento de imóveis (Livro Negro) vi que fiz um mal negócio. Mais uma vez parabéns pelas informações de qualidade. Abraço!

André Santana
Visitante
André Santana

Prezado Leandro, conheci recentemente o clube dos poupadores e adorei! Confesso que a pouquíssimo tempo é que mudei minha situação financeira, ou seja, deixei de ser um cidadão deficitário para ser superavitário. E foi graças a pessoas bem intencionadas que tiveram a iniciativa de criar sites como o Clube dos Poupadores que pude abrir meus olhos para as burradas que fazia. Muito obrigado! Acabei de adquirir seu livro: Como investir em imóveis e aprendi muito a respeito dessa modalidade tão antiga de investimento. Por fim, quero registrar que seus artigos são extremamente valiosos para quem deseja aprender como raciocinar nos momentos de fazermos investimentos.

Filipe
Visitante
Filipe

Obrigado! Leandro pelo conteúdo do seu artigo e compartilhar seus conhecimentos.

Roberto Vieira
Visitante
Roberto Vieira

Olá Leandro, mais um grande artigo sem contar as respostas completas à cada leitor . Acho que teremos que parabenizá-lo a cada publicação, o que é um prazer. Tenho uma pergunta que não está relacionada ao seu artigo mas, se você puder responder eu agradeço.
Leandro, sou iniciante e estou me preparando para investir em LCI através de um agente autonômo da corretora XP aqui na minha cidade . Você pode explicar-me como proceder ? Esses títulos serão adquiridos pela corretora atrelados ao meu CPF? Estou consultando os títulos através do site que você sugeriu (JURUS) e, já tenho uma carteira pré-definida. Quero investir ainda este ano pois pelo que tudo indica em 2016 teremos IR incidindo também sobre LCI, LCA etc..etc… obrigado, abs

Roberto Vieira
Visitante
Roberto Vieira

Lenadro, obrigado plea pronta resposta à minha questão ajudou muito. Você pode informar o site da XP por favor?

Juliano
Visitante
Juliano

Cara,

Meus Parabens!

Acompanho seu Blog dia após dia.

Muita informação e conhecimento da Economia.

É isto que a população brasileira precisa.

Um abraço!

Jefferson
Visitante
Jefferson

Leandro ótimo post, mto esclarecedor!

Na minha humilde opinião, imóvel e sempre imóvel.
No Cenário atual como investimento de curto prazo em uma economia regressiva é óbvio q comprar imóvel é péssimo como investimento.
Quem compra imóveis p investir ñ pode pensar jamais no curto prazo. Como uma conta q um leitor mesmo fez sobre um imóvel de 500 mil render 3000 mil ao mês perde p poupança….! Sim realmente perde no curto prazo, mas pense q depois de alugado mesmo perdendo p inflação vc tem algo super seguro …..!! Mas pq ñ comprar dois de 250 mil??? Vai ser mai rentável garanto!!! Importante e sempre investir um pouco em cada seguimento diversificando sempre….. Mas imóvel é um bem q ñ se perde, estável, seguro, sólido e sempre vai ter valor independentemente do cenário econômico.
Eu mesmo comprei um apto em 2005 por 42 mil e depois de dez anos ele vale mais de 180 mil ,em termos de dólar paguei 19 mil e se fosse em dólar d hj seria 78 mil ou seja se estivesse alugado (moro nele) estaria ganhando o aluguel e a valorização do imóvel.
Eu mesmo tenho 2 imóveis um como renda e investimento q me dá menos do q NTN-B CDB, LTN etc, mas mesmo assim ñ vendo pois acredito no setor e valorização futura!!! Pense em um cenário totalmente impossível como um calote do governo…..!!! As NTN-B CDB vai tudo p ralo!!!! O negócio é diversificar!!!! Realmente acredito q p o ano q vem vão aparecer ótimas barganhas p os investidores q pagam a vista.

Abços!!!

Rosa
Visitante
Rosa

Obrigada por me responder Leandro
Parabéns pelo excelente trabalho!
Há algum tempo vc solicitou que respondesse algumas perguntas para um novo trabalho seu
Este trabalho será oferecido aos seus leitores?
Abraços
Rosa

Bruno
Visitante
Bruno

Ótimo artigo como sempre Leandro!

Faz pouco tempo que acompanho o clube dos poupadores, mas graças a você estou investindo bem mais na minha educação financeira, lendo os artigos postados, e me inscrevendo nos cursos Carteira Rica do Eduardinho e na Tríade do Dinheiro.

Li seus artigos sobre FII, e aguardo ansiosamente artigos mais recentes sobre o tema, que me chamou muita atenção.

Abraço

Gustavo
Visitante
Gustavo

Oi Leandro, muito bom o blog. Acabei de investir uns R$ 60.000,00 na compra de um terreno em um loteamento novo. Se eu tivesse lido essa matéria antes, talvez teria investido de outra forma, em títulos do tesouro, por exemplo. Mas como você disse, cada caso e um caso, espero que possa vende-lo nos próximos anos com algum rendimento.

Sergio Tavares
Visitante
Sergio Tavares

Leandro, em primeiro lugar, parabéns! Você é o cara!
Agora uma pergunta: estou pensando em comprar um imóvel de 200.000. Quero juntar 100.000 e financiar 100.000. Isso porque pagaria menos com juros do que o que pago de aluguel hoje que é 1000,00. A prestação é composta de juros, taxa, seguro e amortização. Tirando a amortização daria menos de 1000,00. Esse raciocínio está correto?

Gil Brito
Visitante
Gil Brito

Brilhante artigo, e com referência as respostas, mais ainda. Vivo em Portugal e possuo investimentos na área do imobiliário no Brasil; acompanho há 15 anos a subida dos preços dos imóveis no Brasil. Verifiquei que o acréscimo estava “perpendicularmente associado no plano inverso” das decidas da taxa de juro, da taxa de desemprego… e da realidade internacional. Tal e qual o que aconteceu em Portugal; o resultado disso tudo, descontando a escala, foi um terramoto económico, isto é, em Portugal, depreendo que o mesmo esteja a passar no Brasil, o aquecimento económico provocado pelo consumo interno, gerou arrecadações tributárias que “de forma encapotada” equilibraram as contas públicas. Quando os fatores estabilizadores começaram a pender para o lado negativo das despesas públicas, quando os emissores de dinheiro fresco do exterior verificaram que não existia alavancagem no tecido produtivo do país para a segurar pleno emprego, visto que o setor da construção civil representava um grande empregador direto e indireto… entramos em rota de colisão acelerada com as mensagens expansionistas criadas pela moeda única. O desemprego, a recessão, a destruição de valor em toda a cadeia económica… estão instaladas desde 2008 em terras de Camões. Naturalmente que não devo pretender comparar uma nação gigante e rica como o Brasil, com um país geograficamente e demograficamente pequeno como Portugal. O que me surpreende neste cenário é a falta de visão dos decisores, isto é, assistiram de camarote todo o estrondo económico a nível mundial, com excepção dos países emergentes… e foram cair na mesma idiotice. Pergunto: Não seria tempo de uma mudança de paradigma político no Brasil, visto que o povo, tal como em Portugal, embarca em cantigas de mercadores, que fazem da política um modelo de vida para progressão de carreira, ao invés de servirem o interesse nacional?

Luciano
Visitante
Luciano

Leandro, alem de todos os argumentos justificando o aumento dos preços, vc poderia ter citado tambem a piramide demografica do Brasil: nos anos recentes de valorização, a parte mais significativa da piramide é justamente entre os 28/32 anos, idade media de quem compra o primeiro imovel.

Kleber
Visitante
Kleber

Grande Leandro, mais um baita artigo.

Eu não gosto de investir em imóveis , apesar de ter um e estar alugado, rendendo menos que a poupança.

Resolvi comprar quando as aplicações em renda fixa estavam em patamares muito ruins , a poupança era a que rendia mais, pra se ter uma ideia.

Hoje vejo este imóvel como um porto seguro e diversificação nos meus investimentos.

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