Boletim Focus e decisões sobre seus investimentos

Você precisa tomar muito cuidado ao utilizar o Boletim Focus como parâmetro para tomar decisões sobre os seus investimentos. Fiz uma comparação entre as previsões dos últimos anos publicadas no boletim e os fatos consumados. Neste artigo, você verá que existe uma grande discrepância entre o que é previsto e o que realmente acontece.

Todas as semanas, nas segundas-feiras, o Banco Central divulga um novo Boletim Focus (neste endereço aqui). É comum a imprensa destacar as previsões de inflação e taxa de juros nos noticiários, muitas vezes de uma forma sensacionalista, sem deixar muito claro para o público leigo que os números do Boletim são apenas palpites e não premunições.

O boletim é preparado por um departamento do Banco Central chamado GERIN (Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais). Ele se baseia em uma pesquisa feita com economistas das 120 maiores empresas e instituições financeiras do país (bancos, corretoras, consultorias, distribuidoras, etc.) sobre quais são suas projeções para a inflação, taxa de juros, câmbio, PIB e outros números da economia, para o ano atual e para os próximos anos.

Os economistas que participam dessa pesquisa, que resulta no Boletim Focus, certamente são os mais bem pagos, mais capacitados, com as melhores equipes e mais as sofisticadas ferramentas de estatísticas do mercado.

Cabe a nós, pobres mortais, desprovidos de dados privilegiados, conhecimentos estatísticos e de ferramentas avançadas, olhar seus palpites sobre o futuro imaginando que eles possuem algum valor para nos ajudar nas nossas decisões. O problema é que ao olhar as previsões que esses grandes economistas fizeram no passado,  comparando com os números que foram registrados posteriormente, podemos desconfiar que suas opiniões são apenas chutes de utilidade duvidosa.

Tenho a impressão que o número de variáveis que influenciam cada número da economia é tão grande que se torna praticamente impossível fazer alguma previsão útil, especialmente quando tentamos prever o que irá acontecer em prazos maiores que um punhado de meses. Veremos neste artigo que quanto mais distante é a previsão, maiores são os erros. Da mesma forma que é mais fácil um meteorologista acertar qual será a previsão do tempo para amanhã do que para o ano que vem, é mais fácil um economista acertar a inflação do próximo mês do que a inflação dos próximos anos.

Tive o trabalho de anotar os chutes para a inflação (IPCA) e taxa de juros (Taxa Selic) futuras dos economistas TOP 5 que participaram da pesquisa do Boletim Focus nos últimos anos. Para estimular os economistas a capricharem nos cálculos macroeconômicos, o Banco Central criou um ranking das instituições que mais acertaram suas previsões. Acredito que deve ser um motivo de alegria para os economistas que aparecem na lista. Os melhores do ano são publicados aqui.

Montei a tabela abaixo para comparar os chutes no início de cada ano e o resultado real que foi registrado no IPCA medido pelo IBGE no final de cada ano:

Na coluna “Resultado Real” temos o IPCA que foi registrado entre os anos de 2005 e 2016. Na coluna “Chute do ano” temos a aposta dos economistas Top 5 no primeiro Boletim Focus de cada ano para a inflação que seria registrada até o final do mesmo ano. Os dados foram coletados neste sistema de pesquisa aqui onde selecionei as opções: “indicadores do Top 5”, IPCA, curto prazo, mediana e anual. Já o histórico do IPCA eu acessei nesta página aqui. No campo “Diferença” eu calculei a diferença entre o chute e o que o IPCA que foi registrado e depois dividi a diferença pelo chute. Exemplo: em 2003 os economistas chutaram uma inflação de 13,49%. A inflação registrada foi de 9,30%. A diferença entre o chute e o real foi 31,06% menor. Já no ano seguinte, em 2004, o erro foi para mais. A inflação prevista era de 6% e a registrada foi de 7,60%, uma diferença de 26,67% para mais. Em 14 anos, as Top 5 instituições que mais acertaram suas projeções só conseguiram manter um percentual de erro de 10% para mais ou para menos por 4 anos. Nos outros 10 anos, a diferença entre o chute e o que foi registrado sempre foi elevada.

Aqui temos um gráfico da tabela anterior. A linha azul é o resultado registrado do IPCA em cada ano e a linha laranja representa os chutes dos Top 5 economistas do Boletim Focus. Podemos concluir que nos últimos 14 anos os economistas que mais acertaram sempre estiveram muito otimistas com relação a inflação. Eles tendem a esperar uma inflação menor do que aquela que será registrada. Somente em 5 anos diferentes eles chutaram que a inflação seria maior do que a que foi registrada. Nas vezes que eles erraram apostando em uma inflação menor do que a registrada, a diferença entre o chute e a inflação real foi 24% em média. Nas vezes que eles erraram apostando em uma inflação maior do que a real a diferença foi de 17,65% em média. Isso significa que quando eles chutam uma inflação menor, o erro tende a ser maior.

Quanto mais distante for o chute, maior o erro:

Os economistas que participam da pesquisa chutam a inflação que será registrada no ano atual e nos três anos seguintes. Quanto mais distante é o chute, mais os economistas erram.

Na tabela acima, logo na primeira linha, podemos ver o chute que foi feito em 2003 para a inflação de 2006. Os economistas acreditavam que a inflação seria de 6,5%, mas a inflação registrada em 2006 foi de 3,14%. Foi o único ano, dessa série de 10 anos, que eles chutaram uma inflação maior do que a inflação registrada no ano. Todos os demais chutes foram de inflações bem menores do que as que foram registradas. Isso demonstra, mais uma vez, uma forte tendência dos Top 5 economistas de projetar inflações otimistas, ou seja, que são bem menores do que as que realmente ocorrem.

O gráfico acima deixa bem evidente que a tendência dos economistas é projetar uma inflação bem menor do que aquela que será registrada. Em média, a inflação registrada nessa última tabela foi 42% maior do que a inflação chutada pelos economistas.

Chutando o Tesouro Selic

Outra especialidade dos economistas é chutar o Tesouro Selic. A cada 45 dias o Banco Central se reúne com seus especialistas para definir se a taxa Selic irá subir ou cair. Isso é feito através das reuniões do COPOM. Antes das reuniões os economistas aparecem nos jornais e revistas fazendo suas apostas. Depois da reunião e da nova taxa Selic divulgada aqui, eles refazem todos os seus cálculos para que possam estabelecer novos chutes sobre o futuro.

Aqui temos os chutes da taxa Selic feitos pelos Top 5 economistas. Na primeira linha, temos a informação de que o chute desses economistas no primeiro Boletim Focus de 2003 era de que o ano terminaria com a taxa Selic de 19,55%. O chute passou longe. A Selic ficou 15% menor ao registrar 16,50% como podemos ver aqui. Em 14 anos os economistas erraram 8 vezes chutando uma Selic maior que a realidade e erraram 6 vezes chutando uma Selic menor. Quando eles chutaram uma Selic maior a diferença entre o chute e o que foi registrado foi de 12%. Quando eles chutaram uma taxa Selic menor o erro foi 22% menor que a Selic registrada.

Podemos dizer que os economistas chutam mais vezes apostando em uma taxa Selic maior que a realidade, mas é quando chutam uma Selic menor que a diferença entre o chute e a realidade tende a ser maior.

Olhando esse entrelaçado do gráfico acima podemos constatar que, em diversos momentos, quando os economistas apostaram em uma taxa Selic alta, ela acabou sendo baixa. Quando eles apostaram em uma Selic baixa, ela acabou terminando o ano mais alta. Eles chutam uma coisa e o que ocorre de fato é o contrário. Esse fenômeno fica mais gritante quando olhamos os chutes para 3 anos na frente.

Aqui temos na primeira linha um chute dado em 2003 de que a taxa Selic em 2006 seria de 11,50%. A taxa registrada de fato foi de 13,25% e a diferença foi 15% maior. No decorrer de 10 anos os economistas apostaram 8 vezes que a taxa Selic seria menor do que a taxa que efetivamente foi registrada 3 anos depois. Somente em 3 ocasiões eles chutaram taxas que foram maiores do que a registrada.

O que os bancos gostam

Fazendo essas observações podemos concluir que os economistas que mais acertam no Boletim Focus estão sempre  chutando inflações menores que aquelas que efetivamente são registradas no futuro. Eles também estão sempre chutando taxas Selic menores do que as que o Banco Central irá definir no futuro.

Parece existir um “esforço” dos bancos para transmitirem a ideia de que esperam inflação e juros menores no futuro.

O senso comum diz que os bancos adoram quando o governo aumenta os juros básicos da economia (Taxa Selic). Não é assim que a coisa funciona.

A taxa Selic é entendida pelos bancos como o custo do dinheiro, ou seja, o custo que eles terão para captar recursos dos investidores. São esses recursos, captados através dos mais diversos tipos de investimentos (Poupança, CDB, LCI, LCA, LC, etc) que os bancos emprestam para a população e as empresas através do cheque especial, crédito consignado, financiamentos de carro, casa e outros tipos de empréstimo.

A taxa Selic também é vista como custo de oportunidade. Para emprestar dinheiro para um cidadão comum o banco verifica o risco de inadimplência e avalia que se emprestar o dinheiro que captou para o governo (comprando títulos públicos) terá um risco praticamente zero e uma taxa de juros garantida. Os juros pagos pela população, ao buscarem crédito nos bancos, precisa compensar esse custo de oportunidade e o risco.

Quando o governo aumenta a taxa Selic ou quando o governo faz a inflação subir (a inflação é um tipo de imposto) isso prejudica os bancos de duas formas. Quando a taxa Selic aumenta os  juros pagos pelo governo através dos seus títulos públicos ficam maiores. Os investidores sempre preferem investir em títulos públicos (devido ao baixo risco) e só aceitam investir em títulos privados (CDB, LCI, LCA, etc) se os juros oferecidos pelos bancos forem maiores que os juros pagos pelos títulos públicos. Isso ocorre pelo fato do risco de calote do governo ser considerado zero diante do risco de calote de um banco. Isso significa dizer que a alta da taxa Selic obriga os bancos a aumentar a remuneração dos seus investimentos, ou seja, o custo de captação de dinheiro através dos investidores fica maior.

Curiosidade: foto da tela que os economistas das mais de 120 instituições visualizam quando entram no sistema para preencher seus chutes sobre o futuro de 19 indicadores diferentes.

Se o custo do dinheiro captado pelo banco fica maior isso significa que o preço do dinheiro que será oferecido através das mais variadas formas de empréstimo para a população também fica maior. A população percebe quando os juros elevados encarecem os empréstimos e os financiamentos e isso acaba reduzido a demanda por crédito.

Juros elevados também geram processos recessivos na economia que não são bons para os bancos. As pessoas compram menos, as empresas produzem e vendem menos, ocorrem demissões e tudo isso prejudica os bancos. O interesse pelo crédito fica menor e a inadimplência aumenta diante da recessão gerada por uma taxa Selic elevada.

O governo usa a taxa Selic, e a recessão que ela é capaz de produzir quando está elevada, como um freio para a inflação, sendo que a inflação elevada é uma problema produzido pelo próprio governo quando gasta mais dinheiro do que arrecada ou quando tenta intervir na economia gerando desequilíbrios.

Para os bancos, a situação ideal seria uma inflação baixa e, por consequência, uma taxa Selic baixa. A demanda por crédito aumenta quando os juros e a inflação estão baixos. Os bancos conseguem captar dinheiro barato oferecendo investimentos que pagam juros baixos. Os investidores, sem ter o governo oferecendo títulos públicos com taxas atrativas, passam a aceitar os investimentos de maior risco dos bancos.

Os bancos possuem uma brecha maior para elevar seus ganhos, já que a redução do custo de captação (taxa Selic) não significa que eles irão baixar os juros do cheque especial, consignado, empréstimos e financiamentos na mesma proporção. Como temos meia dúzia de grandes bancos que controlam o mercado, os juros para os empréstimos continuam elevados e os lucros dos bancos aumentam.

Segundo o executivo de um grande banco, o impacto da queda da Selic para a margem financeira é neutro ou até positivo em um primeiro momento, uma vez que a redução do custo de captação de recursos dos bancos deve acontecer mais rapidamente que o reajuste das taxas da carteira de crédito, que são em grande parte prefixadas (fonte) – Valor Econômico

Recentemente o presidente da federação dos bancos disse “Os bancos gostam de emprestar e de receber o valor emprestado de volta” (fonte). Na prática é isso mesmo que ocorre. Os bancos gostam mais ainda quando conseguem captar dinheiro oferecendo investimentos que pagam juros baixos e oferecem esse mesmo dinheiro emprestado cobrando taxas absurdamente elevadas como ocorre com o cheque especial.

Curiosidade: tela visualizada pelos economistas ao chutarem a inflação mensal e anual futura que será medida pelo IPCA.

Conclusão:

Vimos que os economistas que trabalham nas instituições financeiras tendem a projetar inflação e Selic menores. Isso pode ser um sinal de que desejam transmitir uma expectativa que possa influenciar o Banco Central a reduzir a taxa Selic e, por consequência, reduzir seus custos de captação e de inadimplência.

Sabemos que o Boletim Focus é utilizado pelo Banco Central como uma ferramenta para decisões de Política Monetária. Os dados coletados nas pesquisas são utilizados nas reuniões do COPOM e são usados como insumo para os modelos de projeção da inflação (fonte).

É uma pena que o Banco Central só pergunte as expectativas de inflação e taxa Selic para os economistas das instituições financeiras. Tenho certeza que você também saberia dar os mesmos chutes imprecisos que eles dão. Pelo menos os pequenos investidores, devedores, donas de casa, empreendedores, trabalhadores e outros grupos, além dos economistas, poderiam compartilhar com o Banco Central suas próprias expectativas.

Diante de tudo isso que foi dito e mostrado aqui, eu recomendo que você use as suas próprias expectativas sobre o futuro para tomar suas decisões de investimento. Se é para chutar, chute você mesmo. Estude e prepare-se para assumir o controle da sua vida financeira dependendo o mínimo possível das opiniões de terceiros.

Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Oskar
Visitante
Oskar

Excelente artigo amigo.

Paulo
Visitante
Paulo

Oi Leandro,

Parabéns pelo artigo. Seu trabalho ajuda-nos bastante.
Realmente, os “experts” erram na maioria das vezes.
Há sempre um grau de incerteza que deve ser considerado.
A ideia que fica desse artigo, na minha modesta opinião, é que cada investidor tem que conhecer as expectativas da economia para não depender de opinião de ninguém. Sem tem que chutar um valor chutemos nós mesmos, mas conscientes do que estamos fazendo sempre.

Parabéns pelo seu trabalho!!! Sempre o acompanho.

Raphael Martins
Visitante
Raphael Martins

Parabéns pela ousadia. Maravilha de artigo.

Minha estratégia para aposentadoria, neste momento de “chute” de queda da SELIC e da inflação foi dividir os títulos. Tenho NTNB Princ. 2035 e 2045 e LTN 2023. Desta forma vou ajustando a medida que as coisas forem acontecendo.

Acho que poucos cidadãos sabiam como a “previsão” é feita

Queria deixar uma sugestão para um próximo artigo: De que forma o governo vai nos cobrar futuramente por ter liberado o saque das contas inativas do FGTS?

Tadeu
Visitante
Tadeu

Boa tarde, Leandro.

Mais uma vez tenho a oportunidade de lê um texto produzido por você. Obrigado.

Sabemos que o governo brasileiro está tentando reduzir suas despesas ao máximo com as reformas já que os impostos que ele cobra já esta alto.

Na tua opinião, há possibilidade do Brasil ter um taxa real em torno de 2% ao ano?

Na minha opinião, o mercado europeu está nesse patamar nos dias atuais. No entanto, o mercado europeu é muito mais respeitado e confiante comparado ao do Brasil. Logo, a taxa real no Brasil estará acima 2% ou 3% da taxa europeia.

Muito obrigado pelos conhecimentos passados aqui.

Renan
Visitante
Renan

Parabéns pelo artigo. Certamente deu muito trabalho escrevê-lo.

Ricardo
Visitante
Ricardo

Olá Leandro,

Excelente artigo. Este é um paradigma que reside na cabeça das pessoas de que os bancos gostam de juros altos. Na realidade, quando os juros estão altos há uma tendência de que as pessoas passem a olhar para o futuro com desconfiança – como ocorreu recentemente antes da destituição do Governo anterior – e isto também faz com que a economia entre em recessão. A coisa que banco mais teme no mundo é o alto da Inadimplência. Portanto, quando a economia está aquecida o mercado financeiro tende a se beneficiar muito!

Abraços!

Mozart
Visitante
Mozart

Cara, excelente sacada. Parabéns. Pensava em ler. Por sorte, nunca o fiz.

ronaldo
Visitante
ronaldo

Excelente artigo! Objetivo, claro e fundamentado.
Parabéns mais uma vez Leandro,
Ronaldo

Vinícius
Visitante
Vinícius

Leandro, boa tarde! Ótimo artigo e que demonstra claramente que temos que procurar o conhecimento por nós mesmos, visto que, quem teoricamente, deveria ser capaz de dizer de maneira mais assertiva os cenários futuros está mais perdido que “cego em tiroteio”.Abs. Vinícius

ANDRE R AZEVEDO
Visitante

Excelente trabalho! O problema é que os juros futuros mudam a cada nova previsão, e as decisões de investimento acabam sendo tomadas nesse curto prazo.

ROMULO BADET SOUZA
Visitante
ROMULO BADET SOUZA

Para variar… muito bom! E viva ao conhecimento desescravizador!

Motociclista Amigo
Visitante

Há tempos procurava por um artigo que esmiuçasse as previsões do Focus como você o fez, Leandro. Muito obrigado!

Jeferson Santos
Visitante
Jeferson Santos

Muito esclarecedor…….

Fábio Bastos
Visitante
Fábio Bastos

Leandro, ótimo artigo, em resumo precisamos acompanhar de perto as indicações dos economistas, prestar bastante atenção na previsão deles e por fim, apostar que não vai ser nada do que eles previram…….rs

Flavio Heny
Visitante
Flavio Heny

Mais um excelente artigo.
Tive o privilégio de conhecer seu trabalho em 2014 e foi através dele, dos seus artigos, que aprendi e aprendo muito e pude dar passos maiores com relação aos meus investimentos.

Um grande abraço.

Clinger
Visitante
Clinger

Gostei da objetividade, da simplicidade e das razões.

Um braço para você Leandro….

Suelen
Visitante
Suelen

Excelente artigo, Leandro.Eu costumo ler seus artigos antes de tomar qualquer decisão sobre investimentos.E se é para chutar, eu vou sozinha com minha consciência, sempre levando em consideração tudo o que tenho aprendido.Obrigada pelas valiosas informações!

João Silva
Visitante
João Silva

Boa tarde Leandro… pelo boletim Focus parece que ainda esse ano a Inflação chegará a Zero. Quais seriam as consequências?????

Guilherme
Visitante
Guilherme

Olá, Leandro, mais um ótimo artigo!

Juros baixos e inflação baixa favorece os bancos como você bem disse no artigo. Porém, no Brasil, mesmo com juros altos, os bancos ganham uma fortuna captando dinheiro da população à baixo custo (em especial, poupança) para investir no Tesouro Direto, pela falta de educação financeira da população (lembro de ter lido isso em seus artigos.. rs). Resumindo, o Brasil é um dos melhores países do mundo para um banco existir.

Mas tenho esperança que com seu trabalho e dos demais educadores financeiros (os verdadeiros, pois existem muitos “falsos” por aí), essa situação irá mudar. Situação essa onde os bancos apenas tem o saudável papel de estimular os investimentos da sociedade, em vez de obter lucros exorbitantes a partir de ignorância da população. Continue assim!

Thais
Visitante
Thais

Boa Tarde, queria saber se vale a pena investir no tesouro selic mesmo com queda?

Fernando
Visitante
Fernando

Oi Leandro. Excelente artigo! Ja tinha pensado em fazer esta análise e ver a margem de erro. Realmente ela é grande, mas não achei ela escandalosa. Discordo um pouco da forma com que você avaliou. Acho que o correto era avaliar o erro em pontos percentuais e não em % de diferença. Acho isso, pois, por exemplo, na primeira tabela (IPCA de 1 ano) o ano de 2008 (47,50%) parece muito pior do que 2003 (-31,06%). Em 2008 o erro foi de 1,9 pontos percentuais. Já em 2003 foi de 4,19 pontos percentuais. O problema é que a base de 2008 era muito menor do que a de 2003 (4% contra 13,49%). Não é uma crítica. Adorei o artigo, de verdade. É apenas uma sugestão de olhar por um ângulo um pouco diferente, que pode gerar uma análise do resultado um pouco diferente.

Alessandro
Visitante
Alessandro

Outro excelente artigo, Leandro!!!!
Parabéns!!!!!

Edna Bragança
Visitante
Edna Bragança

Ótimo artigo. Bastante esclarecedor, como sempre.

Rodrigo Serpa
Visitante
Rodrigo Serpa

Caro Leandro, já há um tempo acompanho seu trabalho e sou muito grato a você não só pelos artigos bastante esclarecedores mas principalmente por ensinar o caminho das pedras. Mais do que dar o peixe você ensina onde e como pescar. Vejo como é forte a tendência em querer que outros tomem a decisão por mim, não só no campo financeiro mas em todos os campos da vida. Mesmo você falando tanto sobre isso ainda vejo alguns comentários de pessoas querendo que você indique o que elas devem fazer. Tem uma passagem de um livro de Logosofia (o livro se chama Deficiências e propensões do ser humano, este livro inclusive é gratuito no site da Logosofia) que gosto muito e que fala, entre outras coisas, da tendência à acreditar e não em buscar o conhecimento. Alcançar o saber não é fácil, mas só o conhecimento me dará liberdade e graças ao que já consegui me educar financeiramente (agradeço seu estímulo para isso) não preciso mais do meu gerente de banco me indicar o que fazer com meu dinheiro. Um grande abraço, parabéns pelo belo trabalho educacional que tem feito.

Caio
Visitante
Caio

Excelente artigo, assunto relevante, parabéns.

Carlos
Visitante
Carlos

Parabéns! Um dos Top5 de artigos sobre educação financeira.

Luciano
Visitante
Luciano

Legal,legal “mesmo”, e vamos aprendendo a chutar com conhecimento e consciência

Paulo
Visitante
Paulo

Olá Leandro !!! Obrigado por seus artigos e pela dedicação em responder aos comentários. Eu era um dos que achava que os Bancos gostavam de juros altos, pois eles vivem de emprestar dinheiro.

Quanto as previsões acho que é engodo, para poucos ganharem dinheiro. Lembram do “boom” da bolsa de valores,tudo mundo falava que ia subir, subir,subir, e deu no que deu. Acredito que os mais bem informados, ganharam, muito, mas muito dinheiro neste período.

Aprendi a duras penas que quem tem que cuidar do meu dinheiro sou eu mesmo, e não deixar previsões e gerentes de bancos opinarem.

Dedicar parte do meu tempo para gerir o meu dinheiro. Se soubesse o que sei hoje, quando a bolsa desabou acho que hoje eu estaria RICO

George Santana
Visitante
George Santana

Boa noite, Leandro Ávila.
Excelente e libertador esse artigo.
No caso da queda da selic,a princípio parece algo “ruim” para os investidores mas esse processo gera uma queda na inflação,impostos e novas oportunidades para empreender,logo,é positivo correto?
Muito obrigado
Grande abraço

Ricardo Cesar
Visitante
Ricardo Cesar

Olá Leandro! Agradeço imensamente não só por este artigo, mas todos os demais que são um despertar para as regras e funcionalidades das finanças. É uma sensação fantástica sair da “Matrix” e deixar de ser massa de manobra. Gratidão!

Giovani de Castro
Visitante
Giovani de Castro

Leandro, parabéns pelo seu trabalho, indico para todos que posso seu site.
Se for possível gostaria que me ensinasse um cálculo.
Quando invisto para a futura “aposentadoria” de minha família (daqui a aprox. 20 anos) consigo saber quanto receberei lá em 2035, porém como calculo o que “representa” este valor futuro hj, para saber que renda teria dos juros de meus investimentos lá na frente comparando com o valor que significaria hj.
Preciso “chutar” uma inflação (IPCA), coloco 5% a.a., mas como “puxo” estes valores para a presente data?
Abraço e sucesso !!!

Romulo
Visitante
Romulo

Excelente Artigo Leandro,

Tenho aprendido muito aqui, gostaria de saber se tem algum artigo falando sobre CDI e artigo comparando qual melhor escolha, tesouro direto ou cdb, lci.

Bom dia

Joás Jebuk
Visitante
Joás Jebuk

Leandro, bom dia. Gostei muito do artigo. Também achava estranho o que o boletim focus apresentava e o que se passava na mídia. Até o próprio BC crê na inflação de 4,5%, mesmo atingindo 10%, passando essa falsa tranquilidade. Em um vídeo do André Bona (blog de valor) ele fala que o que vale são as expectativas de mercado, ou seja, se o mercado sente instabilidade, só esse sentimento eleva as taxas de juros, mesmo que as previsões mostre o contrário. Infelizmente essas informações deixam o pequeno investidor meio que desprotegido, porque não tem como reunir dados confiáveis…Gostaria de sugerir um artigo sobre os indexadores dos investimentos, como é calculada a TR, DI, IPCA etc. e onde buscar os valores oficiais. Peguei a calculadora do cidadão do BC para fazer uma simulação da poupança, mas a taxa de juros apresentada é diferente da apresentada pelo próprio BC sobre o rendimento da poupança. Ex: o BC mostra que a poupança rendeu 8%, a parte fixa é de 6,17% e a variável (TR) apresentada pelo BC era de 1,5%. A conta não fecha pq ele apresenta um redimento de 8%, mas quando se faz as contas dá 7,67% (por exemplo). Dessa forma fico na dúvida de como fazer a prova dos 9. Obrigado

Marcelo Neves
Visitante
Marcelo Neves

Fantástico! Esclarecedor. Um dos poucos lugares na web aonde comentários funcionam como uma extensão do artigo principal, com ampla participação do autor do texto. Isso é diálogo em educação financeira de alto nível. Aprendizado em tempo real. Obrigado a todos.

Cleber
Visitante
Cleber

Parabéns por mais este excelente artigo! Há menos de 1 ano investi em um cdb prefixado em 17,3% ao ano para 3 anos! Isso prova que nem os bancos, com seus economistas bem remunerados, têm bola de cristal… hoje as melhores taxas prefixadas não passam de 11,5%! O cenário realmente está imprevisível! Um forte abraço, te desejo muito sucesso e que continue inspirando nossas decisões

Bárbara
Visitante
Bárbara

Parabéns, mais uma vez, por um artigo tão rico! Deus o continue abençoando, Leandro.

IURI BRAZ
Visitante
IURI BRAZ

SENSACIONAL! Parabéns!

Dandara
Visitante
Dandara

Ótimo artigo! Sempre pensei desta forma. Principalmente em relações as inúmeras variáveis que influenciam essas projeções. Este foi um dos motivos que me fez pensar se deveriam continuar a discutir teorias econômicas na faculdade quando alguns consideravam tais previsões como verdade absoluta.

Aldevir
Visitante
Aldevir

“Fantástico! Esclarecedor. Um dos poucos lugares na web aonde comentários funcionam como uma extensão do artigo principal, com ampla participação do autor do texto. Isso é diálogo em educação financeira de alto nível. Aprendizado em tempo real. Obrigado a todos…. ” (Marcelo Neves)

Marcelo Neves, copiei seu comentário porque não consegui palavras para expressar ao Leandro minha gratidão por um trabalho tão nobre, simples, gratuito e que nos alcança no que mais temos de sensível, que são nossas finanças.
Obrigado mesmo.
Aldevir

Tiago Xavier
Visitante
Tiago Xavier

Olá Leandro,

Mais um excelente artigo.

A forma como é colocado a previsão da inflação pelos economistas
é apenas para beneficiar as instituições financeiras. De uma maneira
geral, são pagos para opinar a favor dos bancos e governo.

Nós temos que a cada dia buscar conhecimentos e tomar as próprias decisões.
A partir do momento que começamos a entender o funcionamento do mercado, juros, taxa Selic, IPCA
e demais ferramentas, as nossas convicções passa a ser diferente.

“A maior riqueza que podemos ter é o conhecimento”.

O mundo dos investimentos é muito complexo mas, ao mesmo tempo interessante, pois, não precisa
ser milionário para fazer grandes investimentos. Basta apenas entender o seu funcionamento.

O FGTS é um péssimo investimento para o trabalhador, juros miseráveis de 3%., o pior
que perde até para a poupança.
Você falou a grande verdade Leandro, se todos soubessem como funciona o FGTS, paralisava
o pais para pedir o fim dessa contribuição.

Grande abraço.
Sucesso sempre.

Magno
Visitante
Magno

‘Se é para chutar, chute você mesmo.’
EXCELENTE, Leandro.
🙂
Parabéns mais uma vez.
Eu estava de fato refletindo sobre isso. Seu artigo foi de muita ajuda, como sempre.

Clayton
Visitante
Clayton

Excelente artigo Leandro. Só posso dizer que é gratificante ter a oportunidade de ler um texto tão bem elaborado e fundamentado e que ainda por cima vai de encontro com aquilo que penso. Isso me motiva, anima e renova as energias para seguir em frente.

Obrigado

Louis
Visitante
Louis

Um dos maiores chutadores que vejo é o economista Ricardo Amorim…Chuta e manda a bola para a arquibancada.

Emylli Sousa
Visitante
Emylli Sousa

Parabéns Leandro, por mais um artigo esclarecedor!
Que Deus continue te abençoando cada vez mais.
Abraço!

Marcio Souza
Visitante
Marcio Souza

Leandro, sempre leio os seus artigos e posso dizer que, seguramente, tenho aprendido muito aqui. Felizmente, também tenho conseguido aplicar estes ensinamentos na prática e o mais importante aprendido a gerir a minha vida financeira sem pegar “dicas” de supostos gurus financeiros. Obrigado por tudo. O trabalho de ensinar com esta sua maestria não tem valor nenhum que pague.

Carlos Eustáquio
Visitante
Carlos Eustáquio

Parabéns Leandro,

analise super esclarecedora. Gostaria de ver esta análise comparando taxa SELIC com Juros de Cheque especial, por exemplo. Provavelmente quando a taxa Selic cai, os juros cobrados pelos bancos não caem…

Obrigado,

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro,

Desculpa fugir um pouco do assunto do post.
Mas estou de olho em um terreno e gostaria de tirar uma dúvida.
Qual dos seus livros sobre imóveis tem capítulo sobre compra de terreno?
Em qual livro posso encontrar dicas de não cair em uma armação em se tratando de terreno?

Thais
Visitante
Thais

Oi Leandro,

Não entendi esta parte:
“… influenciar o Banco Central a reduzir a taxa Selic e, por consequência, reduzir seus custos de captação e de inadimplência.”

Como assim inadimplência?

Carlos
Visitante
Carlos

Esclarecedor e didádico como sempre Leandro !
Leandro, estou concentrado em definir minha estratégia de investimento para minha aposentadoria (independência financeira).
Vejo que agora o tesouro está oferecendo o título IPCA+ 2045 com 5,13%.
Acho que poderia aplicar uma parte desta minha reserva nesta opção.
Mas minha dúvida é:
Hoje este título está me pagando 5,13% e, como pretendo comprar títulos mensalmente, nada me garante que, dentro de algum tempo este juros não abaixem.
Se abaixarem eu teria que simplesmente parar meus investimentos neste título (investindo em uma melhor rentabilidade) e aguardar 2045 para sacar o que foi investido até então ?
Se eu tivesse um bom montante para comprar vários títulos de início eu entendo, mas para pequenas compras mensais é meio confuso.

Obrigado

Gonçalo
Visitante
Gonçalo

Prezado Leandro, boa noite. Desculpa usar este espaço para tentar tirar uma dúvida pessoal, é que, em 2016, pela primeira vez, eu vendi títulos públicos antecipadamente, e não estou sabendo onde registrar isso na declaração de IR a entregar em 2017. Você teria algum site pra me indicar, ou mesmo a resposta? Abraço e desculpa a importunação!!!

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