Boletim Focus e decisões sobre seus investimentos

Você precisa tomar muito cuidado ao utilizar o Boletim Focus como parâmetro para tomar decisões sobre os seus investimentos. Fiz uma comparação entre as previsões dos últimos anos publicadas no boletim e os fatos consumados. Neste artigo, você verá que existe uma grande discrepância entre o que é previsto e o que realmente acontece.

Todas as semanas, nas segundas-feiras, o Banco Central divulga um novo Boletim Focus (neste endereço aqui). É comum a imprensa destacar as previsões de inflação e taxa de juros nos noticiários, muitas vezes de uma forma sensacionalista, sem deixar muito claro para o público leigo que os números do Boletim são apenas palpites e não premunições.

O boletim é preparado por um departamento do Banco Central chamado GERIN (Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais). Ele se baseia em uma pesquisa feita com economistas das 120 maiores empresas e instituições financeiras do país (bancos, corretoras, consultorias, distribuidoras, etc.) sobre quais são suas projeções para a inflação, taxa de juros, câmbio, PIB e outros números da economia, para o ano atual e para os próximos anos.

Os economistas que participam dessa pesquisa, que resulta no Boletim Focus, certamente são os mais bem pagos, mais capacitados, com as melhores equipes e mais as sofisticadas ferramentas de estatísticas do mercado.

Cabe a nós, pobres mortais, desprovidos de dados privilegiados, conhecimentos estatísticos e de ferramentas avançadas, olhar seus palpites sobre o futuro imaginando que eles possuem algum valor para nos ajudar nas nossas decisões. O problema é que ao olhar as previsões que esses grandes economistas fizeram no passado,  comparando com os números que foram registrados posteriormente, podemos desconfiar que suas opiniões são apenas chutes de utilidade duvidosa.

Tenho a impressão que o número de variáveis que influenciam cada número da economia é tão grande que se torna praticamente impossível fazer alguma previsão útil, especialmente quando tentamos prever o que irá acontecer em prazos maiores que um punhado de meses. Veremos neste artigo que quanto mais distante é a previsão, maiores são os erros. Da mesma forma que é mais fácil um meteorologista acertar qual será a previsão do tempo para amanhã do que para o ano que vem, é mais fácil um economista acertar a inflação do próximo mês do que a inflação dos próximos anos.

Tive o trabalho de anotar os chutes para a inflação (IPCA) e taxa de juros (Taxa Selic) futuras dos economistas TOP 5 que participaram da pesquisa do Boletim Focus nos últimos anos. Para estimular os economistas a capricharem nos cálculos macroeconômicos, o Banco Central criou um ranking das instituições que mais acertaram suas previsões. Acredito que deve ser um motivo de alegria para os economistas que aparecem na lista. Os melhores do ano são publicados aqui.

Montei a tabela abaixo para comparar os chutes no início de cada ano e o resultado real que foi registrado no IPCA medido pelo IBGE no final de cada ano:

Na coluna “Resultado Real” temos o IPCA que foi registrado entre os anos de 2005 e 2016. Na coluna “Chute do ano” temos a aposta dos economistas Top 5 no primeiro Boletim Focus de cada ano para a inflação que seria registrada até o final do mesmo ano. Os dados foram coletados neste sistema de pesquisa aqui onde selecionei as opções: “indicadores do Top 5”, IPCA, curto prazo, mediana e anual. Já o histórico do IPCA eu acessei nesta página aqui. No campo “Diferença” eu calculei a diferença entre o chute e o que o IPCA que foi registrado e depois dividi a diferença pelo chute. Exemplo: em 2003 os economistas chutaram uma inflação de 13,49%. A inflação registrada foi de 9,30%. A diferença entre o chute e o real foi 31,06% menor. Já no ano seguinte, em 2004, o erro foi para mais. A inflação prevista era de 6% e a registrada foi de 7,60%, uma diferença de 26,67% para mais. Em 14 anos, as Top 5 instituições que mais acertaram suas projeções só conseguiram manter um percentual de erro de 10% para mais ou para menos por 4 anos. Nos outros 10 anos, a diferença entre o chute e o que foi registrado sempre foi elevada.

Aqui temos um gráfico da tabela anterior. A linha azul é o resultado registrado do IPCA em cada ano e a linha laranja representa os chutes dos Top 5 economistas do Boletim Focus. Podemos concluir que nos últimos 14 anos os economistas que mais acertaram sempre estiveram muito otimistas com relação a inflação. Eles tendem a esperar uma inflação menor do que aquela que será registrada. Somente em 5 anos diferentes eles chutaram que a inflação seria maior do que a que foi registrada. Nas vezes que eles erraram apostando em uma inflação menor do que a registrada, a diferença entre o chute e a inflação real foi 24% em média. Nas vezes que eles erraram apostando em uma inflação maior do que a real a diferença foi de 17,65% em média. Isso significa que quando eles chutam uma inflação menor, o erro tende a ser maior.

Quanto mais distante for o chute, maior o erro:

Os economistas que participam da pesquisa chutam a inflação que será registrada no ano atual e nos três anos seguintes. Quanto mais distante é o chute, mais os economistas erram.

Na tabela acima, logo na primeira linha, podemos ver o chute que foi feito em 2003 para a inflação de 2006. Os economistas acreditavam que a inflação seria de 6,5%, mas a inflação registrada em 2006 foi de 3,14%. Foi o único ano, dessa série de 10 anos, que eles chutaram uma inflação maior do que a inflação registrada no ano. Todos os demais chutes foram de inflações bem menores do que as que foram registradas. Isso demonstra, mais uma vez, uma forte tendência dos Top 5 economistas de projetar inflações otimistas, ou seja, que são bem menores do que as que realmente ocorrem.

O gráfico acima deixa bem evidente que a tendência dos economistas é projetar uma inflação bem menor do que aquela que será registrada. Em média, a inflação registrada nessa última tabela foi 42% maior do que a inflação chutada pelos economistas.

Chutando o Tesouro Selic

Outra especialidade dos economistas é chutar o Tesouro Selic. A cada 45 dias o Banco Central se reúne com seus especialistas para definir se a taxa Selic irá subir ou cair. Isso é feito através das reuniões do COPOM. Antes das reuniões os economistas aparecem nos jornais e revistas fazendo suas apostas. Depois da reunião e da nova taxa Selic divulgada aqui, eles refazem todos os seus cálculos para que possam estabelecer novos chutes sobre o futuro.

Aqui temos os chutes da taxa Selic feitos pelos Top 5 economistas. Na primeira linha, temos a informação de que o chute desses economistas no primeiro Boletim Focus de 2003 era de que o ano terminaria com a taxa Selic de 19,55%. O chute passou longe. A Selic ficou 15% menor ao registrar 16,50% como podemos ver aqui. Em 14 anos os economistas erraram 8 vezes chutando uma Selic maior que a realidade e erraram 6 vezes chutando uma Selic menor. Quando eles chutaram uma Selic maior a diferença entre o chute e o que foi registrado foi de 12%. Quando eles chutaram uma taxa Selic menor o erro foi 22% menor que a Selic registrada.

Podemos dizer que os economistas chutam mais vezes apostando em uma taxa Selic maior que a realidade, mas é quando chutam uma Selic menor que a diferença entre o chute e a realidade tende a ser maior.

Olhando esse entrelaçado do gráfico acima podemos constatar que, em diversos momentos, quando os economistas apostaram em uma taxa Selic alta, ela acabou sendo baixa. Quando eles apostaram em uma Selic baixa, ela acabou terminando o ano mais alta. Eles chutam uma coisa e o que ocorre de fato é o contrário. Esse fenômeno fica mais gritante quando olhamos os chutes para 3 anos na frente.

Aqui temos na primeira linha um chute dado em 2003 de que a taxa Selic em 2006 seria de 11,50%. A taxa registrada de fato foi de 13,25% e a diferença foi 15% maior. No decorrer de 10 anos os economistas apostaram 8 vezes que a taxa Selic seria menor do que a taxa que efetivamente foi registrada 3 anos depois. Somente em 3 ocasiões eles chutaram taxas que foram maiores do que a registrada.

O que os bancos gostam

Fazendo essas observações podemos concluir que os economistas que mais acertam no Boletim Focus estão sempre  chutando inflações menores que aquelas que efetivamente são registradas no futuro. Eles também estão sempre chutando taxas Selic menores do que as que o Banco Central irá definir no futuro.

Parece existir um “esforço” dos bancos para transmitirem a ideia de que esperam inflação e juros menores no futuro.

O senso comum diz que os bancos adoram quando o governo aumenta os juros básicos da economia (Taxa Selic). Não é assim que a coisa funciona.

A taxa Selic é entendida pelos bancos como o custo do dinheiro, ou seja, o custo que eles terão para captar recursos dos investidores. São esses recursos, captados através dos mais diversos tipos de investimentos (Poupança, CDB, LCI, LCA, LC, etc) que os bancos emprestam para a população e as empresas através do cheque especial, crédito consignado, financiamentos de carro, casa e outros tipos de empréstimo.

A taxa Selic também é vista como custo de oportunidade. Para emprestar dinheiro para um cidadão comum o banco verifica o risco de inadimplência e avalia que se emprestar o dinheiro que captou para o governo (comprando títulos públicos) terá um risco praticamente zero e uma taxa de juros garantida. Os juros pagos pela população, ao buscarem crédito nos bancos, precisa compensar esse custo de oportunidade e o risco.

Quando o governo aumenta a taxa Selic ou quando o governo faz a inflação subir (a inflação é um tipo de imposto) isso prejudica os bancos de duas formas. Quando a taxa Selic aumenta os  juros pagos pelo governo através dos seus títulos públicos ficam maiores. Os investidores sempre preferem investir em títulos públicos (devido ao baixo risco) e só aceitam investir em títulos privados (CDB, LCI, LCA, etc) se os juros oferecidos pelos bancos forem maiores que os juros pagos pelos títulos públicos. Isso ocorre pelo fato do risco de calote do governo ser considerado zero diante do risco de calote de um banco. Isso significa dizer que a alta da taxa Selic obriga os bancos a aumentar a remuneração dos seus investimentos, ou seja, o custo de captação de dinheiro através dos investidores fica maior.

Curiosidade: foto da tela que os economistas das mais de 120 instituições visualizam quando entram no sistema para preencher seus chutes sobre o futuro de 19 indicadores diferentes.

Se o custo do dinheiro captado pelo banco fica maior isso significa que o preço do dinheiro que será oferecido através das mais variadas formas de empréstimo para a população também fica maior. A população percebe quando os juros elevados encarecem os empréstimos e os financiamentos e isso acaba reduzido a demanda por crédito.

Juros elevados também geram processos recessivos na economia que não são bons para os bancos. As pessoas compram menos, as empresas produzem e vendem menos, ocorrem demissões e tudo isso prejudica os bancos. O interesse pelo crédito fica menor e a inadimplência aumenta diante da recessão gerada por uma taxa Selic elevada.

O governo usa a taxa Selic, e a recessão que ela é capaz de produzir quando está elevada, como um freio para a inflação, sendo que a inflação elevada é uma problema produzido pelo próprio governo quando gasta mais dinheiro do que arrecada ou quando tenta intervir na economia gerando desequilíbrios.

Para os bancos, a situação ideal seria uma inflação baixa e, por consequência, uma taxa Selic baixa. A demanda por crédito aumenta quando os juros e a inflação estão baixos. Os bancos conseguem captar dinheiro barato oferecendo investimentos que pagam juros baixos. Os investidores, sem ter o governo oferecendo títulos públicos com taxas atrativas, passam a aceitar os investimentos de maior risco dos bancos.

Os bancos possuem uma brecha maior para elevar seus ganhos, já que a redução do custo de captação (taxa Selic) não significa que eles irão baixar os juros do cheque especial, consignado, empréstimos e financiamentos na mesma proporção. Como temos meia dúzia de grandes bancos que controlam o mercado, os juros para os empréstimos continuam elevados e os lucros dos bancos aumentam.

Segundo o executivo de um grande banco, o impacto da queda da Selic para a margem financeira é neutro ou até positivo em um primeiro momento, uma vez que a redução do custo de captação de recursos dos bancos deve acontecer mais rapidamente que o reajuste das taxas da carteira de crédito, que são em grande parte prefixadas (fonte) – Valor Econômico

Recentemente o presidente da federação dos bancos disse “Os bancos gostam de emprestar e de receber o valor emprestado de volta” (fonte). Na prática é isso mesmo que ocorre. Os bancos gostam mais ainda quando conseguem captar dinheiro oferecendo investimentos que pagam juros baixos e oferecem esse mesmo dinheiro emprestado cobrando taxas absurdamente elevadas como ocorre com o cheque especial.

Curiosidade: tela visualizada pelos economistas ao chutarem a inflação mensal e anual futura que será medida pelo IPCA.

Conclusão:

Vimos que os economistas que trabalham nas instituições financeiras tendem a projetar inflação e Selic menores. Isso pode ser um sinal de que desejam transmitir uma expectativa que possa influenciar o Banco Central a reduzir a taxa Selic e, por consequência, reduzir seus custos de captação e de inadimplência.

Sabemos que o Boletim Focus é utilizado pelo Banco Central como uma ferramenta para decisões de Política Monetária. Os dados coletados nas pesquisas são utilizados nas reuniões do COPOM e são usados como insumo para os modelos de projeção da inflação (fonte).

É uma pena que o Banco Central só pergunte as expectativas de inflação e taxa Selic para os economistas das instituições financeiras. Tenho certeza que você também saberia dar os mesmos chutes imprecisos que eles dão. Pelo menos os pequenos investidores, devedores, donas de casa, empreendedores, trabalhadores e outros grupos, além dos economistas, poderiam compartilhar com o Banco Central suas próprias expectativas.

Diante de tudo isso que foi dito e mostrado aqui, eu recomendo que você use as suas próprias expectativas sobre o futuro para tomar suas decisões de investimento. Se é para chutar, chute você mesmo. Estude e prepare-se para assumir o controle da sua vida financeira dependendo o mínimo possível das opiniões de terceiros.

By |21/03/2017|Categories: Investimentos|137 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

137 Comments

  1. Oskar 21 de março de 2017 at 15:31 - Reply

    Excelente artigo amigo.

  2. Paulo 21 de março de 2017 at 15:46 - Reply

    Oi Leandro,

    Parabéns pelo artigo. Seu trabalho ajuda-nos bastante.
    Realmente, os “experts” erram na maioria das vezes.
    Há sempre um grau de incerteza que deve ser considerado.
    A ideia que fica desse artigo, na minha modesta opinião, é que cada investidor tem que conhecer as expectativas da economia para não depender de opinião de ninguém. Sem tem que chutar um valor chutemos nós mesmos, mas conscientes do que estamos fazendo sempre.

    Parabéns pelo seu trabalho!!! Sempre o acompanho.

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 16:36 - Reply

      Oi Paulo. Se nem os melhores e mais bem pagos economistas do Brasil são capazes de acertar consistentemente, mesmo tendo todo o conhecimento técnico, ferramentas, recursos humanos e dedicação diária estudando e analisando esses indicadores, imagine nós, pequenos investidores. Devemos investir de tal maneira que nem todos os nossos recursos estejam posicionados em uma única aposta. A quantidade de variáveis que podem interferir nos juros, na inflação, nas decisões econômicas e políticas são tão grandes que qualquer tentativa de prever um futuro distante é apenas um chute. No médio e longo prazo só existem incertezas.

  3. Raphael Martins 21 de março de 2017 at 15:46 - Reply

    Parabéns pela ousadia. Maravilha de artigo.

    Minha estratégia para aposentadoria, neste momento de “chute” de queda da SELIC e da inflação foi dividir os títulos. Tenho NTNB Princ. 2035 e 2045 e LTN 2023. Desta forma vou ajustando a medida que as coisas forem acontecendo.

    Acho que poucos cidadãos sabiam como a “previsão” é feita

    Queria deixar uma sugestão para um próximo artigo: De que forma o governo vai nos cobrar futuramente por ter liberado o saque das contas inativas do FGTS?

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 16:39 - Reply

      Oi Raphael. As pessoas não buscam entender. No caso do FGTS. Se as pessoas entendessem o que ele significa iriam para as ruas pedir o seu fim.

      • Paulo 22 de março de 2017 at 9:18 - Reply

        Fim da remuneração baixa, né ?. Até porque é melhor receber algo depois subremunerado do que não receber nada…

  4. Tadeu 21 de março de 2017 at 15:52 - Reply

    Boa tarde, Leandro.

    Mais uma vez tenho a oportunidade de lê um texto produzido por você. Obrigado.

    Sabemos que o governo brasileiro está tentando reduzir suas despesas ao máximo com as reformas já que os impostos que ele cobra já esta alto.

    Na tua opinião, há possibilidade do Brasil ter um taxa real em torno de 2% ao ano?

    Na minha opinião, o mercado europeu está nesse patamar nos dias atuais. No entanto, o mercado europeu é muito mais respeitado e confiante comparado ao do Brasil. Logo, a taxa real no Brasil estará acima 2% ou 3% da taxa europeia.

    Muito obrigado pelos conhecimentos passados aqui.

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:14 - Reply

      Oi Tadeu. É possível que um dia o Brasil tenha juros de 2% ao ano. Neste dia seremos um país rico, com credibilidade, onde investidores do mundo todo terão a confiança necessária para emprestar dinheiro para o nosso governo e para as nossas empresas recebendo apenas 1% de juros acima do que receberiam se investissem em países desenvolvidos como os EUA ou Coreia do Sul. O problema é que isso certamente vai demorar muito tempo já que para um país ter credibilidade é necessário que o seu povo (população, políticos, empresários, etc.) tenha credibilidade. Você viu o que aconteceu recentemente com as maiores indústrias de alimentos do Brasil no setor de carnes (fonte)? O nosso atual ministro da Fazenda era presidente do conselho da J&F Investimentos (fonte), dona da JBS envolvida no escândalo. O presidente do banco onde um dos nossos últimos ministros da fazenda (Joaquim Levy) trabalhava, está envolvido em investigações (fonte). Vivemos em um país onde dois ex-presidentes são investigados por crimes. Temos dois ex-ministros da fazenda que foram presos recentemente, aqui está um e aqui está o outro. Agora imagine o que passa na cabeça do mundo quando avaliam se o Brasil é um lugar seguro para investir dinheiro. Toda essa baixa credibilidade que os nossos políticos e os nossos empresários transmitem tem um custo e isso vai se traduzindo nos juros que é necessário pagar para compensar os riscos. Precisamos mudar a mentalidade da população, do mais pobre até o mais rico, para que um dia possamos ser um país desenvolvido e que consegue captar recursos oferecendo juros baixos.

      • Mauro 21 de março de 2017 at 20:37 - Reply

        É isso mesmo Leandro!!! Adorei esse resumo! Simples assim.

        Obrigado

      • Tadeu 22 de março de 2017 at 7:30 - Reply

        Mais uma vez muito obrigado pelos esclarecimentos.

  5. Renan 21 de março de 2017 at 15:56 - Reply

    Parabéns pelo artigo. Certamente deu muito trabalho escrevê-lo.

  6. Ricardo 21 de março de 2017 at 15:57 - Reply

    Olá Leandro,

    Excelente artigo. Este é um paradigma que reside na cabeça das pessoas de que os bancos gostam de juros altos. Na realidade, quando os juros estão altos há uma tendência de que as pessoas passem a olhar para o futuro com desconfiança – como ocorreu recentemente antes da destituição do Governo anterior – e isto também faz com que a economia entre em recessão. A coisa que banco mais teme no mundo é o alto da Inadimplência. Portanto, quando a economia está aquecida o mercado financeiro tende a se beneficiar muito!

    Abraços!

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:18 - Reply

      É isso mesmo Ricardo. Nas crises as empresas param de pedir dinheiro emprestado para investir, as pessoas param de comprar e de pedir dinheiro emprestado para isso, o desemprego aumenta, a inadimplência aumenta, os bancos são obrigados a oferecer investimentos com juros maiores para conseguir o dinheiro dos investidores. Tudo isso prejudica o negócio deles. Banco ganha dinheiro em qualquer cenário, mas diante de uma crise os riscos ficam maiores.

  7. Mozart 21 de março de 2017 at 15:59 - Reply

    Cara, excelente sacada. Parabéns. Pensava em ler. Por sorte, nunca o fiz.

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:20 - Reply

      Oi Mozart. Você pode ler o Boletim Focus, mas para isso é importante entender como ele é feito, o que motiva as pessoas que fazem e qual é a sua função nas decisões do BC. Isso permite que você veja o boletim já com o seus devidos “descontos”.

  8. ronaldo 21 de março de 2017 at 16:00 - Reply

    Excelente artigo! Objetivo, claro e fundamentado.
    Parabéns mais uma vez Leandro,
    Ronaldo

  9. Vinícius 21 de março de 2017 at 16:04 - Reply

    Leandro, boa tarde! Ótimo artigo e que demonstra claramente que temos que procurar o conhecimento por nós mesmos, visto que, quem teoricamente, deveria ser capaz de dizer de maneira mais assertiva os cenários futuros está mais perdido que “cego em tiroteio”.Abs. Vinícius

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:21 - Reply

      Oi Vinícius. Com certeza. Em terra de cego, caolho é rei.

  10. ANDRE R AZEVEDO 21 de março de 2017 at 16:40 - Reply

    Excelente trabalho! O problema é que os juros futuros mudam a cada nova previsão, e as decisões de investimento acabam sendo tomadas nesse curto prazo.

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:33 - Reply

      Oi André. Na verdade, através das cotações dos contratos futuros de juros (DI) podemos observar que o mercado está tentando prever os juros futuros em tempo real. Cada novo acontecimento afeta os juros, segundo após segundo. (veja mais)

      • ANDRE R AZEVEDO 21 de março de 2017 at 17:46 - Reply

        Sim, foi isso que quis dizer. As previsões mudam frequentemente, e as decisões de investimentos são feitas com base nas últimas, e dessa forma podem se mostrar erradas no horizonte de um ano.

        Leandro, em seu site não tem como assinar p receber as atualizações dos comentários por email. Por acaso a página aqui ficou aberta quanto entrei novamente e vi sua resposta.

        Abraço!

        • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:52 - Reply

          Oi André, não temos esse tipo de recurso. O problema neste tipo de sistema é que pessoas poderiam usar o email das outras e isso produziria um incômodo para essas outras pessoas que iriam receber as notificações. Para evitar isso seria necessário que todos os participantes dos comentários tivessem cadastros no site. Os e-mails que seriam utilizados nesses cadastros poderiam ser verificados pedindo uma confirmação. Obrigar os leitores a fazer cadastro reduziria o número de comentários.

          • renato luis mello 21 de março de 2017 at 22:55

            É uma pena não ser possível. Alguns comentários são muito bons e valem a pena ser lidos.

  11. ROMULO BADET SOUZA 21 de março de 2017 at 16:43 - Reply

    Para variar… muito bom! E viva ao conhecimento desescravizador!

  12. Motociclista Amigo 21 de março de 2017 at 16:54 - Reply

    Há tempos procurava por um artigo que esmiuçasse as previsões do Focus como você o fez, Leandro. Muito obrigado!

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:35 - Reply

      Olá, na verdade eu não cheguei a esmiuçar, mas posso escrever mais sobre o boletim no futuro.

  13. Jeferson Santos 21 de março de 2017 at 17:03 - Reply

    Muito esclarecedor…….

  14. Fábio Bastos 21 de março de 2017 at 17:06 - Reply

    Leandro, ótimo artigo, em resumo precisamos acompanhar de perto as indicações dos economistas, prestar bastante atenção na previsão deles e por fim, apostar que não vai ser nada do que eles previram…….rs

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:46 - Reply

      Oi Fábio. Lembrei de uma piada que fazem sobre os economistas. “Por que os economistas fazem estimativas de inflação com uma casa depois da vírgula? Resposta: Para provar que têm senso de humor.”

  15. Flavio Heny 21 de março de 2017 at 17:09 - Reply

    Mais um excelente artigo.
    Tive o privilégio de conhecer seu trabalho em 2014 e foi através dele, dos seus artigos, que aprendi e aprendo muito e pude dar passos maiores com relação aos meus investimentos.

    Um grande abraço.

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:47 - Reply

      Oi Flavio. Parabéns por dedicar seu tempo estudando esses temas.

  16. Clinger 21 de março de 2017 at 17:18 - Reply

    Gostei da objetividade, da simplicidade e das razões.

    Um braço para você Leandro….

  17. Suelen 21 de março de 2017 at 17:37 - Reply

    Excelente artigo, Leandro.Eu costumo ler seus artigos antes de tomar qualquer decisão sobre investimentos.E se é para chutar, eu vou sozinha com minha consciência, sempre levando em consideração tudo o que tenho aprendido.Obrigada pelas valiosas informações!

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:49 - Reply

      Oi Suelen. O importante é que cada um se responsabilize pelo próprio chute. Quando usamos o chute dos outros a única coisa que ganhamos é a possibilidade de colocar a culpa no outro quando as coisas dão errado. Achar que os outros chutam melhor do que nós é uma doce ilusão.

  18. João Silva 21 de março de 2017 at 17:50 - Reply

    Boa tarde Leandro… pelo boletim Focus parece que ainda esse ano a Inflação chegará a Zero. Quais seriam as consequências?????

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 17:57 - Reply

      Oi João. Não existe previsão para a inflação chegar a zero. No boletim do dia 17 a previsão por mediana era de 4,15% no final de 2017 e 4,5% no final de 2018. Já os TOP 5 economistas que mais acertam estão esperando 3,9% de inflação para 2017 e 4,0 para 2018. No primeiro boletim focus de 2017 a previsão para 2017 era 6,35% e 2018 era 4,81%. Os chutes deles mudam a cada semana.

  19. Guilherme 21 de março de 2017 at 18:18 - Reply

    Olá, Leandro, mais um ótimo artigo!

    Juros baixos e inflação baixa favorece os bancos como você bem disse no artigo. Porém, no Brasil, mesmo com juros altos, os bancos ganham uma fortuna captando dinheiro da população à baixo custo (em especial, poupança) para investir no Tesouro Direto, pela falta de educação financeira da população (lembro de ter lido isso em seus artigos.. rs). Resumindo, o Brasil é um dos melhores países do mundo para um banco existir.

    Mas tenho esperança que com seu trabalho e dos demais educadores financeiros (os verdadeiros, pois existem muitos “falsos” por aí), essa situação irá mudar. Situação essa onde os bancos apenas tem o saudável papel de estimular os investimentos da sociedade, em vez de obter lucros exorbitantes a partir de ignorância da população. Continue assim!

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 18:36 - Reply

      Oi Guilherme. Os bancos sabem ganhar dinheiro em qualquer situação por saberem gerenciar os riscos. Aqueles que não sabem acabam quebrando. Os bancos fazem um papel importante, o problema é que diante de uma população ignorante financeiramente, produtos ruins são oferecidos e aceitos por essa população sem qualquer questionamento. Isso não ocorre somente com os bancos. A ignorância alimentar faz você demandar alimentos prejudiciais para a sua saúde e as empresas satisfazem essa demanda.

  20. Thais 21 de março de 2017 at 18:22 - Reply

    Boa Tarde, queria saber se vale a pena investir no tesouro selic mesmo com queda?

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 18:38 - Reply

      Oi Thais. Receber uma resposta do tipo “sim” ou “não” certamente não vai resolver o seu problema. O melhor seria aprender a fazer esse tipo de avaliação por conta própria. Eu mostro como fazer neste artigo.

  21. Fernando 21 de março de 2017 at 18:29 - Reply

    Oi Leandro. Excelente artigo! Ja tinha pensado em fazer esta análise e ver a margem de erro. Realmente ela é grande, mas não achei ela escandalosa. Discordo um pouco da forma com que você avaliou. Acho que o correto era avaliar o erro em pontos percentuais e não em % de diferença. Acho isso, pois, por exemplo, na primeira tabela (IPCA de 1 ano) o ano de 2008 (47,50%) parece muito pior do que 2003 (-31,06%). Em 2008 o erro foi de 1,9 pontos percentuais. Já em 2003 foi de 4,19 pontos percentuais. O problema é que a base de 2008 era muito menor do que a de 2003 (4% contra 13,49%). Não é uma crítica. Adorei o artigo, de verdade. É apenas uma sugestão de olhar por um ângulo um pouco diferente, que pode gerar uma análise do resultado um pouco diferente.

    • Leandro Ávila 21 de março de 2017 at 18:44 - Reply

      Oi Fernando. Você também pode fazer dessa forma. Eu prefiro da forma que fiz no artigo. Se a previsão dos economistas era de 5% e o resultado foi 10% ou se a previsão era 10% e o resultado foi 20%, nas duas situações o resultado foi o dobro daquilo que foi previsto. No meu entendimento, o impacto de prever uma coisa e o resultado ser o dobro do previsto é igualmente negativo nas duas situações.

  22. Alessandro 21 de março de 2017 at 18:44 - Reply

    Outro excelente artigo, Leandro!!!!
    Parabéns!!!!!

  23. Edna Bragança 21 de março de 2017 at 18:45 - Reply

    Ótimo artigo. Bastante esclarecedor, como sempre.

  24. Rodrigo Serpa 21 de março de 2017 at 18:51 - Reply

    Caro Leandro, já há um tempo acompanho seu trabalho e sou muito grato a você não só pelos artigos bastante esclarecedores mas principalmente por ensinar o caminho das pedras. Mais do que dar o peixe você ensina onde e como pescar. Vejo como é forte a tendência em querer que outros tomem a decisão por mim, não só no campo financeiro mas em todos os campos da vida. Mesmo você falando tanto sobre isso ainda vejo alguns comentários de pessoas querendo que você indique o que elas devem fazer. Tem uma passagem de um livro de Logosofia (o livro se chama Deficiências e propensões do ser humano, este livro inclusive é gratuito no site da Logosofia) que gosto muito e que fala, entre outras coisas, da tendência à acreditar e não em buscar o conhecimento. Alcançar o saber não é fácil, mas só o conhecimento me dará liberdade e graças ao que já consegui me educar financeiramente (agradeço seu estímulo para isso) não preciso mais do meu gerente de banco me indicar o que fazer com meu dinheiro. Um grande abraço, parabéns pelo belo trabalho educacional que tem feito.

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 7:39 - Reply

      Oi Rodrigo. As pessoas querem o peixe pronto, morto, temperado, assado e no prato. Isso não resolve o problema delas. Amanhã elas vão precisar de peixe novamente. No sistema existem aqueles que vivem de vender peixe, os que vivem de vender peixe assado e os que vivem de vender a vara de pescar. Eu apenas ensino a pescar. Aprendendo a pescar você nunca mais vei depender de mim, nunca mais vai precisar retornar até mim. O saber é que liberta. Todo o resto é dependência. Parabéns por buscar sua liberdade.

  25. Caio 21 de março de 2017 at 19:01 - Reply

    Excelente artigo, assunto relevante, parabéns.

  26. Carlos 21 de março de 2017 at 19:13 - Reply

    Parabéns! Um dos Top5 de artigos sobre educação financeira.

  27. Luciano 21 de março de 2017 at 19:37 - Reply

    Legal,legal “mesmo”, e vamos aprendendo a chutar com conhecimento e consciência

  28. Paulo 21 de março de 2017 at 20:51 - Reply

    Olá Leandro !!! Obrigado por seus artigos e pela dedicação em responder aos comentários. Eu era um dos que achava que os Bancos gostavam de juros altos, pois eles vivem de emprestar dinheiro.

    Quanto as previsões acho que é engodo, para poucos ganharem dinheiro. Lembram do “boom” da bolsa de valores,tudo mundo falava que ia subir, subir,subir, e deu no que deu. Acredito que os mais bem informados, ganharam, muito, mas muito dinheiro neste período.

    Aprendi a duras penas que quem tem que cuidar do meu dinheiro sou eu mesmo, e não deixar previsões e gerentes de bancos opinarem.

    Dedicar parte do meu tempo para gerir o meu dinheiro. Se soubesse o que sei hoje, quando a bolsa desabou acho que hoje eu estaria RICO

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 7:29 - Reply

      Oi Paulo. O importante para o banco é a diferença entre o custo para captar e emprestar o dinheiro e quando vão cobrar de juros daqueles que precisam de crédito. Já sabemos que quando os juros estão baixos o banco consegue dinheiro barato (pagando juros menores aos investidores) e os custos com a inadimplência são menores. Já os juros que eles cobram dos tomadores de crédito não costuma baixar muito, sempre são elevados em qualquer cenário.

  29. George Santana 21 de março de 2017 at 20:59 - Reply

    Boa noite, Leandro Ávila.
    Excelente e libertador esse artigo.
    No caso da queda da selic,a princípio parece algo “ruim” para os investidores mas esse processo gera uma queda na inflação,impostos e novas oportunidades para empreender,logo,é positivo correto?
    Muito obrigado
    Grande abraço

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 7:25 - Reply

      Oi George. A Selic só está caindo pelo fato da inflação já ter recuado. O governo utiliza a taxa Selic como um remédio para baixar a febre sendo que essa febre é a inflação. Quando a inflação estava acima de 10% a taxa Selic passou dos 14%. Agora, a projeção é de que devemos atingir 4,5% no próximo ano e realmente não faria sentido manter a “dose do remédio” acima de 14% ao ano diante de uma “febre” que está em queda. Para o investidor, o que realmente importa é a diferença entre os juros e a inflação. É o que chamamos de juros reais. Esse continua elevado. Se a inflação chegar nos 4% e os juros ficarem em 9% no futuro ainda teremos 5% de juros reais ao ano que é uma das maiores taxas quando observamos o resto do mundo. Juros elevados e inflação não são coisas positivas.

  30. Ricardo Cesar 21 de março de 2017 at 22:42 - Reply

    Olá Leandro! Agradeço imensamente não só por este artigo, mas todos os demais que são um despertar para as regras e funcionalidades das finanças. É uma sensação fantástica sair da “Matrix” e deixar de ser massa de manobra. Gratidão!

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 7:19 - Reply

      Oi Ricardo. A diferença entre estar dentro ou fora do “Matrix”, ser ou não parte de uma massa de manobra, está no nosso nível de consciência. Essa consciência sobre a realidade depende do nosso esforço pessoal em aprender mais sobre como as coisas realmente funcionam. Parabéns por sua dedicação.

  31. Giovani de Castro 21 de março de 2017 at 23:22 - Reply

    Leandro, parabéns pelo seu trabalho, indico para todos que posso seu site.
    Se for possível gostaria que me ensinasse um cálculo.
    Quando invisto para a futura “aposentadoria” de minha família (daqui a aprox. 20 anos) consigo saber quanto receberei lá em 2035, porém como calculo o que “representa” este valor futuro hj, para saber que renda teria dos juros de meus investimentos lá na frente comparando com o valor que significaria hj.
    Preciso “chutar” uma inflação (IPCA), coloco 5% a.a., mas como “puxo” estes valores para a presente data?
    Abraço e sucesso !!!

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 7:16 - Reply

      Oi Giovani. Basta não informar o IPCA no simulador do Tesouro Direto. Se você considerar que o IPCA representa a desvalorização do dinheiro isso significa que R$ 100,00 hoje terá o mesmo poder de compra de R$ 100,00 + IPCA acumulado até uma data futura. A rentabilidade que você terá graças ao IPCA só serve para preservar o valor do dinheiro no tempo. Então você pode simular mantendo o IPCA igual a 0% e obter apenas o resultado do investimento com os juros que serão pagos. É claro que cada família tem a sua inflação. O IPCA é uma média da inflação calculada pelo IBGE. Os custos de cada família são diferentes, a cidade onde cada um mora produz uma inflação diferente e você mesmo tem o controle de reduzir ou aumentar a sua inflação ao fazer escolhas no momento de fazer suas compras.

      • Giovani de Castro 22 de março de 2017 at 9:56 - Reply

        Obrigado Leandro.

        Outro ponto que dificulta essa cálculo do ganho real é a incidência do Imposto de Renda, eu faço o cálculo zerando o IPCA, porém conforme se simula com o IPCA “hipotético” do período, qto maior o IPCA menor o ganho real entregue.
        Inclusive existe um vídeo do André Bona (Blog de Valor) que alerta para isso (https://www.youtube.com/watch?v=CiC7Dge3WrU).
        Vejo por aí que talvez o ideal para “simular” qto terei de lucro real no futuro seria colocar na simulação um valor de IPCA por volta de 5% (um “chute” pela média dos últimos anos) para se ter uma ideal de qto deste “ganho real acima do IPCA” eu perderei em função do Imposto de Renda refletir em todo ganho que terei (a parcela de IPCA e a taxa de ganho real inicialmente pactuada).
        O que vc pensa, é correto simular com o valor de IPCA de 5%?

        • Giovani de Castro 22 de março de 2017 at 10:03 - Reply

          Neste vídeo esse assunto é abordado entre o minuto 14 e 15min e 10seg.

        • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 13:19 - Reply

          Oi Giovani, a inflação é a parte pós-fixada da rentabilidade do Tesouro IPCA. Ninguém pode ter certeza sobre qual será a inflação acumulada entre duas datas. Por este motivo são apenas simulações. O que você pode fazer é simular de uma forma otimista ou pessimista e observar o leque de possibilidades que espera você lá na frente. Quanto mais você estudar sobre o tema, mais vai perceber que não temos certeza de absolutamente nada. O futuro está dentro de um leque de possibilidades, cada possibilidade com um nível de probabilidade de se tornar real, sendo que essa probabilidade sofre variações a cada segundo devido ao impacto dos acontecimentos do presente e suas consequências. Não concentrar todos os seus investimentos para a aposentadoria em um único tipo de investimento seria uma forma de diversificar e diluir seus riscos. Tem gente que tem seus investimentos em títulos públicos, mas também tem um ou outro imóvel alugado, também tem investimentos em ações, investimentos em LCI e LCA e assim por diante.

  32. Romulo 22 de março de 2017 at 7:59 - Reply

    Excelente Artigo Leandro,

    Tenho aprendido muito aqui, gostaria de saber se tem algum artigo falando sobre CDI e artigo comparando qual melhor escolha, tesouro direto ou cdb, lci.

    Bom dia

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 8:10 - Reply

      Oi Romulo, existem vários artigos onde falo sobre isso na área de investimentos e na área de tesouro direto que você encontra na opção “aulas” do menu.

  33. Joás Jebuk 22 de março de 2017 at 8:14 - Reply

    Leandro, bom dia. Gostei muito do artigo. Também achava estranho o que o boletim focus apresentava e o que se passava na mídia. Até o próprio BC crê na inflação de 4,5%, mesmo atingindo 10%, passando essa falsa tranquilidade. Em um vídeo do André Bona (blog de valor) ele fala que o que vale são as expectativas de mercado, ou seja, se o mercado sente instabilidade, só esse sentimento eleva as taxas de juros, mesmo que as previsões mostre o contrário. Infelizmente essas informações deixam o pequeno investidor meio que desprotegido, porque não tem como reunir dados confiáveis…Gostaria de sugerir um artigo sobre os indexadores dos investimentos, como é calculada a TR, DI, IPCA etc. e onde buscar os valores oficiais. Peguei a calculadora do cidadão do BC para fazer uma simulação da poupança, mas a taxa de juros apresentada é diferente da apresentada pelo próprio BC sobre o rendimento da poupança. Ex: o BC mostra que a poupança rendeu 8%, a parte fixa é de 6,17% e a variável (TR) apresentada pelo BC era de 1,5%. A conta não fecha pq ele apresenta um redimento de 8%, mas quando se faz as contas dá 7,67% (por exemplo). Dessa forma fico na dúvida de como fazer a prova dos 9. Obrigado

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 8:57 - Reply

      Oi Joás. A rentabilidade da sua poupança acabará sendo diferente da rentabilidade registrada na poupança das outras pessoas. Você já deve ter observado que a poupança é como se fosse várias poupanças em uma só. Cada dia do mês é como uma poupança separada. Você pode ter R$ 1000 reais que aplicado na poupança do dia 5, R$ 500 aplicado na poupança do dia 13 e R$ 1300 aplicado na poupança do dia 20. Quando você acessa o endereço http://www4.bcb.gov.br/pec/poupanca/poupanca.asp pode observar que para cada dia a poupança tem uma rentabilidade diferente. A rentabilidade do dia 5 foi 0,53% a do dia 13 foi 0,5198% e a o dia 0,5001%. Dessa forma, cada quantia que você tem investido, dependendo da data, terá uma rentabilidade diferente. Se o seu vizinho tem a mesma quantidade de dinheiro investido só que em dias diferentes a rentabilidade dele será diferente. Provavelmente é por este motivo que a rentabilidade da sua poupança não bate com as simulações que você fez.

  34. Marcelo Neves 22 de março de 2017 at 8:16 - Reply

    Fantástico! Esclarecedor. Um dos poucos lugares na web aonde comentários funcionam como uma extensão do artigo principal, com ampla participação do autor do texto. Isso é diálogo em educação financeira de alto nível. Aprendizado em tempo real. Obrigado a todos.

  35. Cleber 22 de março de 2017 at 8:56 - Reply

    Parabéns por mais este excelente artigo! Há menos de 1 ano investi em um cdb prefixado em 17,3% ao ano para 3 anos! Isso prova que nem os bancos, com seus economistas bem remunerados, têm bola de cristal… hoje as melhores taxas prefixadas não passam de 11,5%! O cenário realmente está imprevisível! Um forte abraço, te desejo muito sucesso e que continue inspirando nossas decisões

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 9:05 - Reply

      Oi Cleber. O grande problema é que você só tem certeza que fez um ótimo negócio no momento presente. Vamos imaginar que o governo anterior ainda estivesse no poder. Vamos imaginar que aquele governo tentasse fazer mais do mesmo, ou seja, controlar a inflação através do controle dos preços administrados como os congelamentos de preço no tempo do Sarney. Como não seria possível segurar a inflação através de congelamentos, vamos imaginar que a inflação de 10% atingisse a casa dos 20% ao ano. Quando o mercado oferecia taxa de 17,3% era um sinal de que ele apostava que o governo seria obrigado a elevar a taxa Selic até 17,3% nos próximos 3 anos para controlar a inflação. Essa era a taxa que os bancos eram obrigados a pagar para conseguirem captar os recursos que precisavam para fazer empréstimos aos que demandavam crédito. O governo mudou a o cenário mudou. Ao aceitar essa taxa fixa você assumiu um risco. A taxa Selic poderia ser de 20% atualmente para combater uma inflação de 15% ao ano. Somente hoje você pode afirmar que a sua aposta foi ótima.

  36. Bárbara 22 de março de 2017 at 9:00 - Reply

    Parabéns, mais uma vez, por um artigo tão rico! Deus o continue abençoando, Leandro.

  37. IURI BRAZ 22 de março de 2017 at 9:13 - Reply

    SENSACIONAL! Parabéns!

  38. Dandara 22 de março de 2017 at 9:14 - Reply

    Ótimo artigo! Sempre pensei desta forma. Principalmente em relações as inúmeras variáveis que influenciam essas projeções. Este foi um dos motivos que me fez pensar se deveriam continuar a discutir teorias econômicas na faculdade quando alguns consideravam tais previsões como verdade absoluta.

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 12:51 - Reply

      Oi Dandara. As variáveis são muitas e elas se inter-relacionam de formas muito complexas. Decisões que ocorrem em lugares distantes acabam gerando impactos nos números de todas as economias. Veja o evento recente. O fiscal que se corrompe e é descoberto no seu crime acaba impactando as exportações de carne do Brasil. O prejuízo do que está acontecendo na nas exportações futuras é incalculável, já que o reflexo disso na credibilidade dos nossos produtos agrícolas deve durar muitos anos. Certamente isso vai impactar os números do PIB, inflação e juros de alguma forma. Esses eventos impossíveis de prever ocorrem todos os dias.

  39. Aldevir 22 de março de 2017 at 9:22 - Reply

    “Fantástico! Esclarecedor. Um dos poucos lugares na web aonde comentários funcionam como uma extensão do artigo principal, com ampla participação do autor do texto. Isso é diálogo em educação financeira de alto nível. Aprendizado em tempo real. Obrigado a todos…. ” (Marcelo Neves)

    Marcelo Neves, copiei seu comentário porque não consegui palavras para expressar ao Leandro minha gratidão por um trabalho tão nobre, simples, gratuito e que nos alcança no que mais temos de sensível, que são nossas finanças.
    Obrigado mesmo.
    Aldevir

  40. Tiago Xavier 22 de março de 2017 at 9:42 - Reply

    Olá Leandro,

    Mais um excelente artigo.

    A forma como é colocado a previsão da inflação pelos economistas
    é apenas para beneficiar as instituições financeiras. De uma maneira
    geral, são pagos para opinar a favor dos bancos e governo.

    Nós temos que a cada dia buscar conhecimentos e tomar as próprias decisões.
    A partir do momento que começamos a entender o funcionamento do mercado, juros, taxa Selic, IPCA
    e demais ferramentas, as nossas convicções passa a ser diferente.

    “A maior riqueza que podemos ter é o conhecimento”.

    O mundo dos investimentos é muito complexo mas, ao mesmo tempo interessante, pois, não precisa
    ser milionário para fazer grandes investimentos. Basta apenas entender o seu funcionamento.

    O FGTS é um péssimo investimento para o trabalhador, juros miseráveis de 3%., o pior
    que perde até para a poupança.
    Você falou a grande verdade Leandro, se todos soubessem como funciona o FGTS, paralisava
    o pais para pedir o fim dessa contribuição.

    Grande abraço.
    Sucesso sempre.

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 13:11 - Reply

      Oi Tiago. O FGTS é uma fonte de dinheiro barato. Eles tiram esse dinheiro da sociedade com a desculpa de que irão usar esses recursos para financiar obras na área de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana, como a pavimentação de estradas, etc. A desculpa é que o dinheiro é do povo e será usado para beneficiar o povo. Adivinha quais são as empreiteiras que o governo financia para realizar essas obras de infraestrutura. Basta olhar a relação de empresas envolvidas no escândalo da Lava-jato. As pessoas deveriam receber educação financeira para poupar os próprios recursos, sem depender de um governo para fazer uma poupança forçada para o dia da demissão do trabalhador. Mesmo fazendo essa poupança forçada, o governo deveria permitir que o próprio trabalhador tomasse decisões sobre onde investir o seu FGTS. O que ocorre é que os políticos é que tomam decisões sobre onde o dinheiro do FTGS será investido.

  41. Magno 22 de março de 2017 at 11:12 - Reply

    ‘Se é para chutar, chute você mesmo.’
    EXCELENTE, Leandro.
    🙂
    Parabéns mais uma vez.
    Eu estava de fato refletindo sobre isso. Seu artigo foi de muita ajuda, como sempre.

  42. Clayton 22 de março de 2017 at 11:33 - Reply

    Excelente artigo Leandro. Só posso dizer que é gratificante ter a oportunidade de ler um texto tão bem elaborado e fundamentado e que ainda por cima vai de encontro com aquilo que penso. Isso me motiva, anima e renova as energias para seguir em frente.

    Obrigado

  43. Louis 22 de março de 2017 at 11:40 - Reply

    Um dos maiores chutadores que vejo é o economista Ricardo Amorim…Chuta e manda a bola para a arquibancada.

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 13:36 - Reply

      Oi Louis. Ele é sempre muito otimista. Como o negócio principal dele são as palestras, as empresas e associações gostam dos palestrantes que motivam positivamente. Lembro muito bem quando todos falavam que o mercado imobiliário iria entrar em uma crise, que aquela festa estava próxima do fim. Ele estava fazendo palestras em todo Brasil, para empresas do setor, defendendo a ideia de que não ocorreria nenhuma crise grave no setor e que aquele era um bom momento para investir. Como você pode ver aqui, na metade de 2015 ele estava recomendando a compra de imóveis como um ótimo investimento. Segundo ele, a economia iria se recuperar em 2016. Quando foi em dezembro de 2015, seis meses depois, as notícias sobre o mercado imobiliário eram essas aqui. Em 2017 o Brasil continua enfrentando sua maior crise no setor imobiliário e o mercado tenta vender a ideia que a recuperação está em 2018 como você pode ver aqui. Agora o foco dele é o Agronegócio, nas atuais palestras ele alimenta esperanças dos agricultores e empresários do setor, veja aqui. Se as previsões dele fossem negativas ou muito realistas ninguém contrataria suas palestras. O fato é que a grande certeza que existe quando estamos no meio de uma crise é que um dia as coisas vão melhorar. Realmente as coisas pioram até um limite e depois começam a melhorar. Ele explora isso muito bem.

  44. Emylli Sousa 22 de março de 2017 at 11:53 - Reply

    Parabéns Leandro, por mais um artigo esclarecedor!
    Que Deus continue te abençoando cada vez mais.
    Abraço!

  45. Marcio Souza 22 de março de 2017 at 12:44 - Reply

    Leandro, sempre leio os seus artigos e posso dizer que, seguramente, tenho aprendido muito aqui. Felizmente, também tenho conseguido aplicar estes ensinamentos na prática e o mais importante aprendido a gerir a minha vida financeira sem pegar “dicas” de supostos gurus financeiros. Obrigado por tudo. O trabalho de ensinar com esta sua maestria não tem valor nenhum que pague.

  46. Carlos Eustáquio 22 de março de 2017 at 13:11 - Reply

    Parabéns Leandro,

    analise super esclarecedora. Gostaria de ver esta análise comparando taxa SELIC com Juros de Cheque especial, por exemplo. Provavelmente quando a taxa Selic cai, os juros cobrados pelos bancos não caem…

    Obrigado,

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 13:48 - Reply

      Oi Carlos. Quando a taxa Selic bateu 7,25% por ano em 2013, a menor taxa Selic da história, os juros do cheque especial fecharam o ano na média de 8,02% ao mês, observe que eu disse ao mês (fonte), mas tinha banco cobrando 10% ao mês. Se você converter 8,02% ao mês para uma taxa anual isso dá 152,37% por ano. Veja que situação maravilhosa para o dono do banco. O banco, naquela época, oferecia um CDB que pagava 7% de juros ao ano e emprestava esse dinheiro para as pessoas cobrando 8,02% ao mês ou 152,37% ao ano através do cheque especial. O lucro era enorme, mas a taxa de inadimplência naquele tempo era menor e esse custo de captação estava por volta de 7% ao ano. Por este motivo é uma bobagem achar que o banco ganha mais dinheiro quando a Selic está 14% ao ano e ganha pouco dinheiro quando a taxa está 7% como ocorreu em 2013. O banco gosta de demanda por crédito, inadimplência baixa e juros baixos para poder captar dinheiro dos investidores gastando menos.

  47. Ricardo 22 de março de 2017 at 16:12 - Reply

    Leandro,

    Desculpa fugir um pouco do assunto do post.
    Mas estou de olho em um terreno e gostaria de tirar uma dúvida.
    Qual dos seus livros sobre imóveis tem capítulo sobre compra de terreno?
    Em qual livro posso encontrar dicas de não cair em uma armação em se tratando de terreno?

  48. Thais 22 de março de 2017 at 17:03 - Reply

    Oi Leandro,

    Não entendi esta parte:
    “… influenciar o Banco Central a reduzir a taxa Selic e, por consequência, reduzir seus custos de captação e de inadimplência.”

    Como assim inadimplência?

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 18:02 - Reply

      Oi Thais. Quando o Banco Central aumenta a taxa Selic ele está adotando uma polícia recessiva ou contracionista. Isso funciona como um freio em todas as atividades econômicas. Juros elevados fazem as pessoas comprarem menos (através do crédito), as empresas vendem menos, os empresários investem menos, empregos deixam de ser gerados e muitos acabam perdendo o emprego. Isso acaba freando a inflação, mas também aumenta as taxas de inadimplência. O banco entende a inadimplência dos seus clientes como um custo que ele precisa pagar para que seja possível emprestar dinheiro. Esse custo é repassado para as pessoas através de juros mais elevados. Por este motivo eu falei no artigo que apesar do senso comum acreditar que os bancos adoram quando a taxa selic e a inflação estão elevadas, na prática o que os bancos realmente gostam é de pagar juros pequenos para quem investe, cobrar juros elevados para quem pede dinheiro emprestado e que no final esses devedores consigam pagar as parcelas em dia. Para isso as pessoas precisam estar empregadas em uma economia em crescimento e não em recessão.

  49. Carlos 22 de março de 2017 at 17:03 - Reply

    Esclarecedor e didádico como sempre Leandro !
    Leandro, estou concentrado em definir minha estratégia de investimento para minha aposentadoria (independência financeira).
    Vejo que agora o tesouro está oferecendo o título IPCA+ 2045 com 5,13%.
    Acho que poderia aplicar uma parte desta minha reserva nesta opção.
    Mas minha dúvida é:
    Hoje este título está me pagando 5,13% e, como pretendo comprar títulos mensalmente, nada me garante que, dentro de algum tempo este juros não abaixem.
    Se abaixarem eu teria que simplesmente parar meus investimentos neste título (investindo em uma melhor rentabilidade) e aguardar 2045 para sacar o que foi investido até então ?
    Se eu tivesse um bom montante para comprar vários títulos de início eu entendo, mas para pequenas compras mensais é meio confuso.

    Obrigado

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 18:07 - Reply

      Oi Carlos. Nada garante que esses juros irão baixar da mesma forma que nada garante que eles irão subir. Ao comprar lentamente você ficará com uma taxa média. Recomendo que leia o artigo que já escrevi sobre Tesouro IPCA onde falo sobre o que ocorre quando as taxas sobem ou descem com relação ao preço do título na venda antecipada. Isso evitará sustos. Também falo sobre isso nos meus livros.

  50. Gonçalo 22 de março de 2017 at 22:40 - Reply

    Prezado Leandro, boa noite. Desculpa usar este espaço para tentar tirar uma dúvida pessoal, é que, em 2016, pela primeira vez, eu vendi títulos públicos antecipadamente, e não estou sabendo onde registrar isso na declaração de IR a entregar em 2017. Você teria algum site pra me indicar, ou mesmo a resposta? Abraço e desculpa a importunação!!!

  51. Reinaldo Eurico de Queiroz 22 de março de 2017 at 23:56 - Reply

    Olá Leandro,

    É a primeira vez que vejo um artigo dessa natureza e confesso que fiquei impressionado como é que você consegue nos alertar, de forma simples e direta, sobre um tema que, posto em discussão em uma mesa redonda composta por supostos “especialistas”, não teríamos um resultado útil, sincero e honesto, que você nos oferece. Parabéns!

    • Leandro Ávila 23 de março de 2017 at 7:13 - Reply

      Oi Reinaldo, não existe interesse para que esse tipo de assunto saia das mesas redondas. Esses “especialistas” não possuem nenhum comprometimento com a educação das pessoas. Não são educadores, são especialistas requisitados e contratados por quem não é especialista. Quanto mais o conhecimento ficar restrito, dentro da mesa redonda, melhor para os especialistas.

  52. Mário Po 23 de março de 2017 at 6:07 - Reply

    Caro Leandro,

    Achei muito interessante a tua iniciativa de analisar as previsões publicadas no Boletim Focus. No entanto, penso que tuas conclusões sejam equivocadas.

    O mais importante para nós que lemos o teu Blog não é saber se o Boletim Focus prevê a exata SELIC futura (resultado da tua analise). Para nós, o que importa é se ele acerta a tendencia. Por exemplo, o que nos interessa é que os economistas acertem consistentemente se a SELIC vai baixar ou subir em 12 meses; essa análise faltou no teu artigo.

    O que pensas de fazer essa análise e atualizar o post?

    Cordialmente
    Mário Po

    • Leandro Ávila 23 de março de 2017 at 7:52 - Reply

      Oi Mário. Para chutar a tendência da Selic ninguém precisa de 120 economistas dando seus chutes semanalmente com ampla e sensacionalista cobertura da imprensa. Ou a inflação e a Selic sobem ou descem no decorrer do ano sendo que uma coisa depende da outra. Se a inflação sobe, o Banco Central logo sobe a taxa Selic para fazer o seu controle. Se a inflação cai, é questão de tempo para que o Banco Central reduza a Selic. Olhando o IPCA, até uma criança que conhece a utilidade da taxa Selic saberia qual será a tendência da Selic ditada pelo Banco Central nos próximos meses. Já o chute sobre quanto será a Selic futura cabe aos economistas. Se a economia fosse como a física, todos os economistas utilizariam os mesmos cálculos e encontrariam a mesma resposta. Não é o caso, cada um encontra uma resposta diferente. Sua respostas são palpites. No caso da inflação, é praticamente impossível prever com alguma exatidão. A quantidade de variáveis que fazem o IPCA subir ou descer é tão grande que beira o ridículo observar semanalmente os economistas aumentando ou reduzindo pequenas casas decimais das suas projeções como se aquilo tivesse realmente alguma relevância ou significado no que realmente teremos no decorrer do ano ou de vários anos de fatos que influenciam a inflação. O próprio mercado dita as tendências dos juros, em tempo real, através das cotações dos contratos futuros de DI, todos os dias. Também é possível ver na estrutura a termo das taxas divulgadas pela Anbima onde ainda podemos observar a inflação implícita. O Boletim Focus, na minha opinião, é muito útil para que o BC saiba o que os bancos desejam, a imprensa tenha notícias para divulgar todas as segundas-feiras e os economistas possam se divertir concorrendo ao prêmio no TOP 5 onde se avalia quem chutou melhor no ano que passou.

      • Mário Po 23 de março de 2017 at 8:51 - Reply

        Correto, concordo contigo, mas isso é irrelevante. O que importa é quantificar/analisar se o Boletim Focus tem utilidade para o pequeno investidor. E na minha opinião tal utilidade se materializa no acerto da tendencia de movimento de crescimento/redução dos indicadores econômicos. No teu artigo tu quantificaste o erro das previsões numéricas dos indices, mas nada disseste sobre a previsão da tendencia deles. Será que o BF erra também na tendencia?

        • Leandro Ávila 23 de março de 2017 at 10:32 - Reply

          Oi Mario. A melhor coisa que o investidor pequeno pode fazer é dedicar tempo estudando, pelo menos o básico, para não depender dos chutes dos funcionários dos bancos (economistas) com relação ao que teremos de tendências. Como falei, volto a repetir, qualquer criança entendendo qual é a função básica da taxa Selic pode descobrir a tendência da mesma observando o IPCA que é medido pelo IBGE. A alta ou a baixa da taxa Selic é apenas uma reação do Banco Central diante do que de fato ocorre com o IPCA. Isso significa que a trajetória da Selic é sempre uma reação do BC diante do que já vem ocorrendo com o IPCA passado. Diante disso, a única utilidade das previsões de 120 economistas altamente qualificados, com suas equipes bem pagas, dentro das maiores instituições financeiras do país, que possuem as melhores ferramentas estatísticas do mercado, seria dizer qual será o IPCA, a Selic e outros indicadores futuros com algum nível de precisão útil. Quando observamos o resultado do trabalho deles, concluímos que suas previsões são como chutes que na maioria das vezes estão muito longe do que realmente ocorre, tornando a análise desses números em nossas decisões totalmente inúteis. Se você não conseguiu compreender tudo isso que falei, tudo bem. Eu tentei.

  53. Victor Vianna 23 de março de 2017 at 11:12 - Reply

    Parabéns pelo artigo, Leandro
    Me foi recomendado por uma famosa casa de análises que adquirisse títulos públicos prefixados, ja que a mesma argumenta fielmente um otimismo com a redução da taxa SELIC. Eu obviamente desconfiei, pelos motivos que você citou em seu brilhante artigo. Em investimentos tenho um viés sempre pessimista. Então achei que o ideal seria diversificar a minha carteira com títulos tanto prefixados quando indexados à inflação. Não posso confiar cegamente nas recomendações. Sempre tenho que fazer aquela pergunta: ”Mas e se…?”

    • Leandro Ávila 24 de março de 2017 at 21:30 - Reply

      Oi Victor. Quando você diversifica está optando por não apostar em uma única posição por acreditar que o risco não compensa. Você aceita ficar com a média do que correr o risco de errar ou mesmo de acertar.

  54. Flávio Gueiros 26 de março de 2017 at 17:53 - Reply

    Olá Leandro, boa tarde!

    Peço, por favor, esclarecer uma dúvida. Entendi a oportunidade que há em diversificar os investimentos mas o meu foco é a aposentadoria. Atualmente temos o título público – Tesouro IPCA+ 2045 (NTNB Princ) que é o que mais me identifico, a uma taxa de 5,17aa. Não me sinto confortável em projetar um VNA para esse título, pois de acordo com o que você indicou acima, pesquisei no IBGE o IPCA 15, e percebi que atualmente (Março-17, o IPCA está em 4,73. A última vez que tivemos esse índice com esse valor (próximo), foi em Fevereiro-2010, onde o IPCA estava 4,63 conforme série histórica IPCA 15.

    Estou ciente que o IPCA tem 2 tipos de rendimentos, sendo 1 deles préfixados, então a taxa de compra será a de remuneração para o futuro, mas o que o torna atrativo é a sua possibilidade de rentabilizar acima da inflação (característica pós-fixada). Então mesmo que ele sempre renda acima da inflação, o valor atual vem caindo, o que me faz crer que não será tão rentável. É isso mesmo?

    Grande abraço!

    • Leandro Ávila 7 de abril de 2017 at 10:09 - Reply

      Oi Flávio. Em momentos de crise, como a recente, ocorreram dias em que o Tesouro IPCA pagava 8% acima da inflação. Quando a crise passa e a inflação começa a cair, esses juros acima da inflação naturalmente começa a cair. A economia vive de ciclos, depois de uma crise temos um crescimento que dura até a próxima crise. Essas flutuações de juros maiores ou menores sempre vão ocorrer.

  55. Luiz 27 de março de 2017 at 5:46 - Reply

    Sua didática ajuda bastante, valeu mais uma vez Leandro!

  56. Tibúrcio Barros 27 de março de 2017 at 20:42 - Reply

    Olá Leandro,

    Interessante a sua análise a respeito dos erros e acertos do Boletim Focus (BF), porém discordo da forma de interpretá-la e das consequências destas previsões.

    Eu penso que o mais importante no BF é acompanhar a tendência das previsões para as próximas 52 semanas do ano ao invés de avaliar a capacidade de acertar a primeira previsão do ano com a sua efetividade, como você colocou. O importante é tentar entender a tendência para apoiar a decisão de investimento que será feita. Por exemplo, no início de 2014 a previsão era de inflação baixa, mas em agosto nós já sabíamos que ela estaria estourada em virtude de todo estresse que houve naquele período. Desta forma, eu nem avaliei qualquer investimento pré-fixado ao longo daquele período, privilegiando títulos pós-fixado ou indexado a inflação. Assim, eu avalio o BF como uma visão de tendência, sem me preocupar se eles acertarão na mosca.

    O verbo influenciar que você utilizou permite uma ampla interpretação. Relatos feitos em vários jornais na época afirmavam que a ex-presidente Dilma acreditava que os juros não caíam no Brasil porque os diretores do BC eram de fora (ex-funcionários de bancos e também professores) e eram influenciados pelos ex-chefes a manter o juro alto. Ela nomeou para a diretoria apenas os excelentes funcionários concursados e de carreira do BC para a diretoria, mas os pressionou a reduzir a taxa de juros de referência. E o meio e o fim da história todos nós sabemos. Vendo o inverso desta história, temos o atual presidente do BC, que saiu de um banco, e está reduzindo os juros e ao mesmo tempo controlando a inflação. Será que o BF e seus 120 agentes econômicos podem influenciar de uma forma não honesta o BC? Eu acredito no BC, mas é claro, de uma maneira crítica, assim como fazia quando o Alexandre Tombini falava em inflação na meta mesmo não estando.

    Desta forma, penso que o mais importante é ter fontes diferentes de informação para a partir dos conhecimentos adquiridos ao longo da vida tomar uma decisão. Acho o BF válido, mas não é infalível e também não é o único que se tem que ser utilizado para as nossas definições.

    Abraços

    Tibúrcio Barros

    PS: acho deselegante desqualificar qualquer atividade profissional ou acadêmica que seja para expressar a nossa opinião. Pense nisso.

    • Leandro Ávila 29 de março de 2017 at 10:11 - Reply

      Oi Tibúrcio. Existem outros meios de avaliar tendências como já falei em outros comentários. O Boletim Focus, no máximo permite que você saiba como as notícias e informações divulgadas nos últimos 7 dias impactaram o otimismo ou o pessimismo das maiores instituições financeiras do país. Só que não é exatamente isso que a imprensa transmite quando divulga o Boletim. Sei disso por receber mensagens diariamente de pessoas que acompanham esses dados sem o entendimento da maneira como são gerados. Essas pessoas confundem o Boletim Focus com premonições. Infelizmente tomam decisões de investimento sem pensar duas vezes confiando nesses dados. Isso muitas vezes impacta negativamente suas vidas. Elas acreditam que existe uma enorme possibilidade dos dados divulgados hoje se transformarem em realidade no futuro. O artigo que escrevi é apenas um estímulo, uma motivação, para que essas pessoas dediquem algum tempo fazendo o mesmo que eu fiz. Elas vão descobri que devem tomar muito cuidado ao usarem esses dados do Boletim Focus para tomar decisões. Sobre o verbo “influenciar” ele significa apenas influenciar. Observe que deixei um link para um documento do próprio BC onde ele diz que o Boletim serve para isso nas reuniões do COPOM. O julgamento se influenciar é uma coisa boa ou ruim cabe ao leitor. Já o que a Dilma fez foi diferente. Ela colocou no comando pessoas que eram extremamente obedientes a ela e ao seu partido. É mais fácil um político populista quebrar um país do que um banqueiro, pois um país quebrado para o banqueiro não tem qualquer utilidade. Já para o político populistas, um país quebrado dá a ele mais poder, especialmente quando ele consegue colocar a culpa do problema nos bancos, nos empresários e em agentes externos. Como falei no artigo é uma bobagem achar que banqueiro gosta taxa Selic elevada. É o populismo e a irresponsabilidade fiscal dos políticos que faz os juros aumentarem em países governados por esse tipo de político. Sobre a deselegância. Se fosse minha preocupação ser elegante com as coisas que me incomodam no sistema financeiro, esse site não teria sido criado. O meu compromisso é com a busca da verdade e com a educação dos meus leitores.

  57. MARCELO RIBEIRO MEDEIROS 28 de março de 2017 at 23:21 - Reply

    Concordo amigo. Parabéns por ter a coragem de expor seus pensamentos.

    • Leandro Ávila 29 de março de 2017 at 9:58 - Reply

      Obrigado Marcelo. Expor pensamentos ainda é um direito garantido no Brasil, pelo menos na teoria e na lei.

  58. Marcia 29 de março de 2017 at 19:46 - Reply

    Parabéns, Leandro! Excelente e esclarecedor artigo.

  59. Luciana 31 de março de 2017 at 12:35 - Reply

    Parabéns! Obrigada! Me ajudou demais, agora simplesmente vou desistir de fazer minhas projeções, já que nem os experts conseguem.
    Leandro, aqui no site eu não encontrei nada sobre as Letras de Câmbio. Pelo que sei, são quase a mesma coisa do que os CDBs, sendo que as LC’s são emitidas por financeiras e os CDB’s por bancos.
    Sei que os dois ativos são garantidos pelo FGC, mas você acha que é mais fácil uma financeira quebrar do que um banco pequeno?

    • Leandro Ávila 7 de abril de 2017 at 10:06 - Reply

      Oi Luciana. Você pode fazer suas projeções. Estamos fazendo isso a todo momento, até sem perceber. O que não pode é aceitar as projeções dos outros, sem o mínimo de senso crítico. Letras de câmbio funcionam como o CDB. As financeiras são instituições menores do que bancos. Muitas dessas instituições financeiras pequenas acabam sendo compradas ou se fundem com instituições maiores quando passam por dificuldade, a não ser que sejam fechadas por terem comedido crimes ou coisas desse tipo. Ao investir em LC de financeiras é interessante avaliar o risco e comparar a relação entre a rentabilidade e o risco. Não faz sentido investir por investir. Você encontra balanços das principais financeiras aqui: http://www.bancodata.com.br/financeiras

  60. Paulo R 3 de abril de 2017 at 11:08 - Reply

    Leandro, há algum tempo sigo seu site e tento compartilhar com familiares e amigos conhecimentos sobre finanças pessoais. Digo tento… porque querer aprender a pescar, depende do interesse de cada um. Infelizmente a grande maioria não quer aprender. Quer o peixe pronto no prato!
    Enfim, agradeço à pessoas como você pelo interesse em compartilhar educação! No meu ponto de vista… Quando analisamos a grande… senão a totalidade dos problemas que enfrentamos no dia atual… a Educação resolveria os mesmos.
    Mais uma vez PARABÉNS ao seu trabalho!
    Abraço

    • Leandro Ávila 7 de abril de 2017 at 10:01 - Reply

      Oi Paulo. Só podemos indicar caminhos para as pessoas. Somente elas podem trilhar o caminho. A ignorância é a fonte de todos os problemas humanos. Devemos trilhar os caminhos do conhecimento até a sabedoria, ajudando aqueles que encontramos no meio deste caminho.

  61. Rodrigo Viana 5 de abril de 2017 at 15:50 - Reply

    Chutar alguns dados de economia eu acho até válido. O cara vai ali, escreve o que quer e quem quem quiser acreditar, ok.
    Triste é ver economista e analista fazendo recomendação absurda na tv e na internet.
    A pior que eu vi foi o “especialista” recomendando empréstimo consignado pra comprar dólar. Essa foi de doer.
    Vi um também recomendando ações pelo grau de liquidez. Quanto mais líquidas, melhor pro acionista, na visão dele.
    Coitado do povo que não se educa financeiramente.
    Parabéns pelo trabalho Leandro.

    • Leandro Ávila 7 de abril de 2017 at 9:56 - Reply

      Oi Rodrigo. É importante que as pessoas estudem para ter essa capacidade que você teve de criticar as opiniões e recomendações que chegam até você. Isso não tem preço.

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