Carteira de Investimentos


A questão que irei tratar aqui é muito importante para você que é pequeno investidor. Você tem uma carteira de investimentos? Sabe o que é e qual seria a sua importância?

Caso já tenha uma carteira, a grande dúvida é a seguinte: ela é resultado daquilo que você sabe sobre investimentos ou é uma consequência do que ainda ignora sobre eles?

Sua carteira de investimentos é o conjunto de todos os investimentos que você possui neste momento. Existem outros jargões que o mercado usa e que significam a mesma coisa como portfólio de investimentos ou cesta de investimentos.

Os seus resultados como investidor dependem da maneira como você distribui o seu dinheiro nos mais variados tipos de investimentos que os bancos e as corretoras oferecem. A forma como você gerencia essa carteira, ou seja, que toma decisões sobre como, onde e quando investir, faz com que cada investidor tenha carteiras diferentes com resultados diferentes.

Uma das coisas que mais interferem na maneira como você vai distribuir seu dinheiro nos mais diversos tipos de investimento que existem é o seu perfil de investidor. Na verdade, a antiga regra de Sócrates (399 anos antes de Cristo) que dizia “Conhece-te a ti mesmo” é o mais importante em todas as áreas da vida. Não poderia ser diferente nas suas decisões sobre investimentos.

Conservador, moderado ou arrojado?

Quando abrimos conta em uma corretora, ou antes de fazer investimentos nos bancos, é comum que essas instituições nos obriguem a preencher um questionário que funciona como um teste. Cada resposta tem uma pontuação e no final a instituição saberá nosso perfil de investidor. Existe um tipo de carteira de investimentos recomendada para cada perfil de investidor. Todos os investimentos que as instituições oferecem são classificados através desses perfis de risco.

O questionário dessa pesquisa é chamado de API ou “Análise de Perfil de Investidor“. A API precisa ser aplicada pela instituição financeira para que ela possa atender a Instrução nº 539, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em vigor a partir de 01/07/2015, e ao Código ANBIMA de “Regulação e Melhores Práticas para Atividade de Distribuição de Produtos de Investimento no Varejo”. A instituição precisa saber qual é a sua experiência em relação a investimentos, seu horizonte de tempo, objetivos de investimentos e tolerância ao risco caso queira recomendar algum produto para você. É comum os bancos e corretoras solicitarem que você preencha esse formulário novamente depois de 2 anos, pois esses fatores que citei podem mudar com o passar do tempo.

A ideia central da API é descobrir se você está preparado(a) para correr o risco de perder dinheiro com o objetivo de ganhar dinheiro. Quanto mais dinheiro você estiver preparado para perder, mais dinheiro você poderá ganhar.

Você até pode se recusar a preencher a API. Muitas pessoas se sentem incomodadas quando precisam informar seu patrimônio e sua renda mensal para o banco. Sem o resultado dessa pesquisa, a instituição financeira não será capaz de avaliar se os investimentos que ela pretende oferecer para você são adequados ao seu perfil.

Aqui no Clube dos Poupadores eu preparei um questionário de “Análise de Perfil de Investidor” para que você possa preencher e descobrir o seu perfil por conta própria. O sistema foi atualizado recentemente e utiliza os mesmos tipos de pergunta que os bancos e outras instituições aplicam (fonte).

São apenas 11 perguntas de múltipla escolha. Você não precisa se identificar e as informações não serão gravadas. No final o sistema vai contabilizar os pontos e através desses pontos você descobrirá o seu perfil de investidor entre as opções: conservador, moderado e arrojado. No final do teste eu listei quais investimentos são considerados conservadores, moderados e arrojados/agressivos. É claro que o resultado de um questionário de 11 perguntas não será capaz de traçar com exatidão o perfil de uma pessoa. Você é a pessoa que melhor pode conhecer a si mesma, nenhum questionário pode fazer isso por você.

Antes de continuar a leitura faça o teste visitando o endereço:
http://www.clubedospoupadores.com/perfil-investidor

Carteira Conservadora

O próximo gráfico, logo abaixo, representa o que seria uma carteira conservadora sugerida por um grande banco privado. Ele simboliza a maneira como você poderia distribuir o seu dinheiro nos mais diversos tipos de investimento conservadores. Observe que 85% do seu dinheiro estaria aplicado em investimentos de renda fixa que pagam juros pós-fixados, se você adotasse essa sugestão de carteira deles. Exemplo: CDB pós-fixado, LCI e LCA pós-fixadas, título público Tesouro Selic, fundo de investimento de DI, Referenciados ou de Renda Fixa, LC pós-fixada, etc. Somente 10% seriam investidos em títulos públicos como Tesouro Prefixado ou títulos privados como o CDB, LCI e LCA prefixados, etc.

Somente 5% do patrimônio investido ficaria em uma aplicação de maior risco que, segundo a sugestão do banco, seria um fundo multimercado. Um investidor com mais conhecimento poderia investir esses 5% diretamente na bolsa de valores comprando ações de boas empresas. Lembre-se que os bancos sempre tendem a oferecer fundos no lugar de investimentos diretos, já que lucram mais com a cobrança de taxas administrativas. Cabe ao investidor avaliar os custos de investir diretamente ou através de fundos. Os bancos e corretoras possuem custos diferentes e sempre será interessante reduzir seus custos.

O objetivo principal do investidor conservador é acumular patrimônio com o menor risco possível de perdas.

Menor risco de perdas também resulta, como consequência, em um menor risco de ganhos acima da média.

Não correr riscos pode ser uma decisão estratégica consciente ou pode ser o resultado de uma limitação pessoal. É limitação quando você evita o risco por despreparo técnico ou até emocional para investimentos que possam resultar em perdas de curto prazo em prol de ganhos no longo prazo.

Podemos dizer que a rentabilidade dessa carteira conservadora ficará orbitando a Taxa Selic ou da Taxa DI (CDI) que são as taxas que os bancos utilizam como base para remunerar seus investimentos de renda fixa.

Observe que é esse pequeno investimento de 5% em aplicações de maior risco que podem garantir uma rentabilidade capaz de superar a taxa DI ou a taxa Selic. O sucesso desse investimento de maior risco dependerá da capacidade do investidor conservador de enfrentamento do risco. O mesmo vale para os investimentos prefixados que concentram apenas 10% da carteira conservadora recomendada pelo banco. Se forem feitos antes de um ciclo de queda dos juros, a rentabilidade desses investimentos ficará fixada em um patamar acima do que será pago no futuro com base na taxa Selic e taxa DI, caso estejam em queda.

Observe que a possibilidade de rentabilidade negativa em uma carteira conservadora é muito pequena. Se o total da carteira fosse R$ 100 mil o investimento de maior risco seria de apenas R$ 5 mil (equivale a 5%). Um prejuízo de 20% no investimento de risco representaria um prejuízo de R$ 1.000,00 que certamente seria compensado pelo ganho da renda fixa em pouco mais de 1 mês. Dificilmente fundos multimercado apresentam quedas mensais tão bruscas, embora seja frequente a rentabilidade negativa. As variações de rentabilidade também serão muito pequenas já que somente 5% está investido na renda variável.

O investidor com carteira conservadora teria como objetivo superar ou igualar sua rentabilidade com a taxa básica de juros da economia (taxa Selic) ou com o CDI (taxa DI).

É plenamente possível para um investidor conservador fazer investimentos de maior risco se esses forem suficientemente pequenos para que as perdas do investimento de risco possam ser compensadas pelos ganhos regulares e seguros da renda fixa. É normalmente isso que os gestores de COE fazem quando investem o seu dinheiro garantindo que o valor principal estará livre de perdas. Veja o artigo que escrevi sobre COE.

Carteira Moderada e Agressiva

Nessas carteiras o investidor vai tentar superar a renda fixa investindo uma parcela maior do seu patrimônio em investimentos de maior risco. Correr risco é o preço que o investidor precisa pagar para aumentar a rentabilidade da sua carteira. Todos os investidores sempre estão tentando resolver o eterno conflito de retorno & risco.

A definição de risco está relacionada à incerteza do que pode acontecer no futuro. Sempre que precisamos tomar qualquer decisão, em qualquer área da vida, existem incertezas e, consequentemente, exige a necessidade de enfrentar riscos. Aqui existem três tipos de risco que você vai precisar considerar.

Risco de Crédito:

Você pode aumentar a rentabilidade dos seus investimentos de renda fixa (LCI, LCA, CDB, LC, etc.) aceitando correr um risco de crédito maior. Quanto maior o risco de crédito dos investimentos, maior tende a ser a rentabilidade. Um exemplo disso ocorre quando você faz a opção pelo investimento em bancos de menor porte.

As grandes corretoras oferecem a possibilidade de você investir em bancos pequenos e médios que oferecem taxas mais atraentes para aqueles que aceitam correr um risco de crédito maior. Tenho dois artigos onde mostro como consultar os investimentos que as corretoras oferecem em bancos menores. Veja este artigo e depois veja esse outro.

Vale lembrar que todos os investidores que fazem investimentos em bancos brasileiros possuem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. Se você investir até R$ 250 mil em um determinado banco, não importa o seu tamanho, e ele quebrar ou não pagar o que te deve, o FGC devolverá o valor que você investiu e os juros que foram acumulados até o dia que o banco sofreu a intervenção do Banco Central. Para entender como funciona essas regras em todos os seus detalhes, veja aqui. Você verá que para investimentos até R$ 250 mil em bancos pequenos o risco é o de esperar o FGC devolver o seu dinheiro, caso o banco pequeno quebre.

Você também pode aumentar a rentabilidade dos seus investimentos de renda fixa investindo em debêntures. Elas também possuem um risco de crédito, só que tende a ser maior por ser um tipo de investimento que não conta com a proteção do FGC. Comprar debêntures significa emprestar dinheiro para grandes empresas. Atualmente existem debêntures com taxas muito atrativas que foram emitidas por empresas de construção (empreiteiras amigas dos políticos) envolvidas nas investigações da operação Lava-jato.

Tem gente que gosta de fortes emoções e aceita essas debêntures quando as taxas oferecidas por ela no mercado secundário são muito elevadas. Existem empresas ruins e empresas boas para emprestar dinheiro e cabe ao investidor ter a capacidade de avaliar a relação risco & retorno. Para saber como as debêntures funcionam veja aqui.

Já escrevi um artigo sobre um site onde você pode pesquisar a situação financeira dos bancos, financeiras e corretoras de menor porte antes de emprestar dinheiro para eles, veja aqui. Também tenho um artigo onde você vai entender como funciona as agências de classificação de risco, veja aqui.

O mercado considera o investimento em títulos públicos e em títulos privados (LCI, LCA, CDB, etc) de grandes bancos como sendo investimentos com risco de crédito muito baixo ou próximo de zero. É por este motivo que os títulos públicos e privados (de grandes bancos) costumam oferecer rentabilidades menores que os investimentos ofertados por pequenos bancos e financeiras.

Risco de Mercado:

Você também pode aumentar a rentabilidade da sua carteira de investimentos elevando o seu risco de mercado. Esse risco decorre da possibilidade de perdas que podem ser ocasionadas por mudanças no comportamento das taxas de juros, do câmbio, dos preços das ações e dos preços de commodities como os metais (ouro).

Os investimentos com maior risco de mercado são os que possuem uma rentabilidade que pode sofrer grandes variações (renda variável). Temos como exemplos as ações que você compra na bolsa de valores, fundos imobiliários, fundos multimercado, fundos de ações, investimentos em moedas (dólar), investimentos em metais (ouro), etc.

Até os títulos públicos (Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA) possuem risco de mercado se você pretende comprar esses títulos para vender antecipadamente (antes da data de vencimento). Você pode apostar que terá ganhos, mas existe a possibilidade de perdas se a sua expectativa não for confirmada e mesmo assim você resolver vender o título antecipadamente. Para saber mais sobre como isso funciona visite aqui.

Logo abaixo temos o que seria uma carteira moderada, segundo um grande banco privado brasileiro:

Isso seria uma carteira arrojada:

Você pode observar com muita facilidade que temos menos dinheiro em investimentos que rendem juros pós-fixados e prefixados nessas duas carteiras acima.

Na carteira conservadora apenas 5% do patrimônio estava em investimentos de risco. Na carteira moderada temos 20% que foi distribuído em fundo multimercado, investimento que remunera inflação + juros e investimentos em ações. No caso, o banco recomendou uma pequena parte de investimentos em ações no exterior. Existem fundos de investimento que investem o dinheiro dos participantes em ações de empresas estrangeiras. Já na carteira arrojada, 33% do patrimônio está investido em aplicações de maior risco.

Alguns bancos oferecem uma sugestão para uma carteira ainda mais agressiva. Neste exemplo abaixo, apenas 22% do patrimônio do agressivo está em renda fixa rendendo juros pós-fixados e prefixados.

É claro que existem 1001 possibilidades de carteira. Não existe uma regra fixa para isso. Os bancos e corretoras apenas apresentam sugestões. Você pode e deve criar sua carteira personalizada de investimentos que possa atender seus objetivos pessoais. Entre a carteira mais conservadora que existe até a mais agressiva, temos um degradê infinito de tons de cinza. Você também pode tomar a decisão de ser mais conservador ou mais agressivo diante de mudanças que ocorrem na sua vida, oportunidades que surgem, incertezas, situação econômica do país, situação econômica pessoal, etc.

“Todo investidor, a partir da comparação racional que pode promover entre as utilidades das alternativas financeiras disponíveis, é capaz de construir uma escala de preferências, conceito essencial de sua decisão em condições de risco” – Prof. Alexandre Assaf

O único problema dessa afirmação do Assaf (autor de diversos livros) é que são raros os investidores que estão realmente preparados para tomar decisões racionais. São poucos os que são capazes de “construir uma escala de preferências”. Se isso é condição essencial de uma decisão em condições de risco, temos a explicação do motivo pelo qual o brasileiro prefere os investimentos conservadores.

“Não somos um povo que faz investimentos conservadores por opção, exercendo nossa livre e espontânea vontade. O brasileiro escolhe somente investimentos conservadores por uma limitação da sua liberdade de escolha, imposta por sua ignorância financeira.” – Clube dos Poupadores

Risco da Ignorância

Esse tipo de risco é o pior de todos. Nada mais arriscado do que um investidor sem preparo, mas que resolve investir de forma arrojada ou até mesmo agressiva contando com a sorte.

Quando você não tem uma base de conhecimentos para tomar decisões arriscadas de investimento, por meio da razão, você faz isso através da emoção.

Quem segue o canal do Clube dos Poupadores no Instagram deve ter visto essa foto acima que publiquei recentemente. Ela está no livro do Rafael Seabra, autor de um curso sobre investimentos. Se você não conhece o trabalho dele, veja um exemplo.

Outro autor chamado Richard Peterson afirma que quando estamos diante de uma oportunidade ou ameaça, na falta da razão, são as emoções que nos levam a assumir riscos (movidos por nossa excitação). São elas que determinam se iremos com cautela (preocupação) ou se vamos parar e desistir de tudo (medo). Se a ameaça se torna realidade, ainda podemos entrar em pânico, fugir ou lutar, como mostrei recentemente no artigo sobre a teoria de Dow.

Peterson separa a maneira como tomamos decisões antes e depois dos fatos consumados. O investidor amador compra investimentos de maior risco movido por emoções antecipatórias positivas, ou seja, ele tem uma expectativa de que ocorrerá valorização do que investiu, mesmo sem entender direito como vai acontecer. Já a venda ocorre movida por emoções reativas. Se o preço sobe um pouquinho, a pessoa já tem a reação de vender o que comprou para garantir aquele minúsculo lucro. Se o preço cai, ela também reage vendendo aquilo que comprou. Pior ainda é quando ela resolve lutar, ou seja, ficar na posição onde está perdendo dinheiro. Esse tipo de investidor não toma decisões baseadas em uma estratégia, mas nas emoções antecipatórias e reativas.

Isso me fez lembrar um filme que assisti. Veja o ator Will Smith definindo o que é medo neste pequeno trecho do filme After Earth (Depois da Terra). O filme é todo baseado na superação do medo.


A carteira de investimentos do brasileiro

A maioria dos brasileiros (52,6%) prefere investimentos com baixo risco, mesmo que isso represente uma baixa rentabilidade. Não é falta de vontade do brasileiro ganhar dinheiro. É falta de opção diante da falta de conhecimento sobre as outras modalidades de investimento. Apenas 7% têm propensão a fazer aplicações de alta rentabilidade assumindo riscos mais elevados (fonte).

Em 2012 a bolsa de valores brasileira encomendou uma pesquisa e descobriu coisas assustadoras sobre os investidores brasileiros. Para 27% dos entrevistados, a caderneta de poupança é o investimento mais arriscado do mercado, mais até do que a bolsa de valores. É isso mesmo que você entendeu. Quase um em cada três brasileiros acredita que a poupança é um investimento de risco. É provável que esses brasileiros sejam os mesmos que acham mais seguro manter o dinheiro parado na conta-corrente ou em cofrinhos. Não entendem os efeitos predatórios da inflação.

Menos de 10% dos brasileiros sabe o que é um simples fundo DI. Somente 1,6% dos brasileiros têm propensão a investir em ações. Em outra pesquisa realizada no ano seguinte a bolsa descobriu a carteira de investimento dos brasileiros, ou seja, onde a população está investindo (fonte).

Conclusão

Não existe outro caminho. Para conseguir rentabilizar sua carteira de investimentos acima das taxas básicas de juros (Taxa Selic e CDI) é necessário pagar o preço. Esse preço significa correr riscos bem administrados. Esse risco será inversamente proporcional ao seu nível de educação financeira, ou seja, quanto mais você estiver preparado(a) menores serão seus riscos.

Vou ilustrar para que você possa entender melhor essa questão do risco administrado.

Isso é a cabine de um avião Airbus A320, muito comum nas empresas áreas brasileiras. Todos os anos, essas coisas cheias de botões e alavancas decolam e pousam 2 milhões de vezes nos aeroportos brasileiros transportando mais de 100 milhões de passageiros.

Imagine se na sua próxima viagem você fosse convidado(a) a pilotar o avião da foto acima até o seu destino final. Você aceitaria correr o risco sem qualquer treinamento para isso? Provavelmente essa seria a sua última viagem.

Só que isso não significa que pilotar aviões é arriscado. Aviões continuam sendo o meio de transporte mais seguro do mundo (fonte). O treinamento dos pilotos é longo e exaustivo. A probabilidade de uma queda de avião é de apenas 0,003 por 100 milhões de passageiros/milha. Se os aviões pudessem ser pilotados por qualquer pessoa, sem conhecimento e treinamento, a realidade seria oposta. Veja um vídeo de 1 minuto que mostra o tráfego aéreo de 24h no mundo.

O risco de perder dinheiro montando e administrando a sua própria carteira de investimentos é proporcional aos conhecimentos que você irá adquirir e ao treinamento (experiências) que você irá acumular no decorrer dos anos. Medo de investir é uma questão de escolha. Resultados medianos nos seus investimentos é uma questão de escolha.

By |02/05/2017|Categories: Investimentos|65 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

65 Comments

  1. Danilo Santos 2 de maio de 2017 at 11:21 - Reply

    Show de bola!!! Como diz o Warren Buffet: “Só perde dinheiro, quem não sabe o que está fazendo”. Perfeito Leandro.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 12:50 - Reply

      Oi Danilo. Quem sabe o que está fazendo também pode perder dinheiro, pois muitas vezes perder agora pode ser parte da estratégia que vai permitir ganhar depois. Mesmo assim as perdas podem ser administradas e limitadas. Quando você sabe o que faz ainda pode transformar a perda em uma lição, uma experiência que carregará para sempre.

  2. Jean 2 de maio de 2017 at 11:30 - Reply

    Excelente artigo, Leandro!

    São alarmantes essas estatísticas que revelam o despreparo e ignorância financeira da maior parte da população brasileira. A partir do seu brilhante trabalho, é nosso dever atuarmos como multiplicadores desses conteúdos, em nossas esferas de influência, para tentarmos melhorar esse quadro!

    Parabéns!

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 13:00 - Reply

      Oi Jean. Obrigado por suas palavras. O grande sentido do trabalho é esse. Quando você se educa financeiramente acaba se transformando em um agente multiplicador, mesmo sem perceber. Seus exemplo de vida se tornam perceptíveis e serão transmitidos. Seus filhos, parentes, amigos, serão impactados pelo seu modo de agir e de pensar. Isso vai acabar influenciando a vida deles, que por sua vez irão influenciar a vida de outras pessoas. Com isso, criamos um efeito borboleta que vai superar as barreiras do tempo e do espaço. Netos e bisnetos de pessoas que estão se educando financeira hoje terão suas vidas melhores pelas influências positivas que serão passadas de pais para filhos. Um país melhor, próspero e rico depende desse trabalho de formiguinha.

  3. Igor 2 de maio de 2017 at 12:29 - Reply

    Leandro,

    Muito bom o post, ele ajuda as pessoas refletirem sobre a questão da Educação Financeira que infelizmente não faz parte da cultura do nosso país.
    Falando em carteira de investimentos, tenho uma duvida referente ao rebalanceamento dos ativos, possuo uma carteira 50-30-20, onde tenho:
    50% Renda Fixa (NTNB, LFT, LTN)
    30% Ações (SMAL, PIBB, BOVA)
    20% FIIs (Dividido em 10 FIIs)

    Devo definir uma meta de ganhos para realizar a realocação, e qual seria o prazo ideal para isso, trimestral, bimestral, semestral?

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 13:09 - Reply

      Oi Igor. Essa é uma dúvida comum, mas pelo que venho estudando e observando na prática não existe um prazo ideal para rebalancear e você pode ou não determinar metas de ganhos. Normalmente as pessoas fazem esse rebalanceamento mensalmente usando o dinheiro que habitualmente poupam daquilo que ganham. Isso reduz a necessidade de sair de um investimento para entrar em outro (que acaba sempre gerando custos). Quem tem investimentos na bolsa costuma acompanhar os balanços trimestrais que as empresas divulgam. Tem gente que aproveita esse momento para verificar como andam os fundamentos das empresas em que é sócio. Existem os que preferem fazer essa avaliação no final/início do ano e no meio do ano.

  4. Michael Stuart 2 de maio de 2017 at 12:46 - Reply

    Se eu tivesse que escolher apenas um artigo do seu catalogo tao bem elaborado para um investidor novato: seria justamente este.

    Por forçar o investidor a *refletir* e fazer o auto-conhecimento.

    Nada mais importante que isso.

    Meus parabens.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 13:21 - Reply

      Oi Michael, essa questão de conhecer aquilo que somos, nossas limitações, nossas capacidades, nossos objetivos, é o alicerce de tudo. Quando a pessoa entende isso, deixa aquele mau hábito que é sair por aí perguntando onde investir, qual o melhor investimento, qual a melhor carteira de investimentos, etc. O melhor para um pode ser o pior para o outro. O que devemos fazer é entender como os investimentos funcionam e como eles podem atender aquilo que somos e o que queremos. Chega o momento que esse mesmo investidor perceberá que para alguns investimentos é necessário se transformar em uma pessoa melhor (mais capacitada, mais qualificada, com novas habilidades, etc.) para que os resultados sejam melhores. Veja que até para poupar dinheiro mensalmente em um cofrinho é necessário ser uma pessoa melhor, desenvolvendo a disciplina. Para trocar o cofrinho pela poupança, você já precisa aprender novas coisas. Para trocar a poupança por títulos públicos e privados é necessário ampliar seus conhecimentos. Para investir na bolsa de valores a pessoa precisa subir ainda mais. Além do conhecimento, o controle emocional se torna mais importante ainda. Quando falamos de investimentos próprios, abertura de negócios, empreendedorismo, as exigências chegam aos níveis mais elevados.

  5. Eduardo 2 de maio de 2017 at 13:12 - Reply

    Leandro
    Parabéns pelo ótimo artigo.
    Verifiquei que nos exemplos de carteiras todos (mesmo nas arrojadas) a maior parte do patrimônio está em investimentos Pos fixados.
    Considerando o longo prazo e o objetivo de renda passiva futura não deveríamos pensar em alocar a maior parte do patrimônio em inflação (tesouro ipca)?
    Obrigado

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 13:31 - Reply

      Oi Eduardo. Os investimentos pós-fixados costumam ser utilizados pela reserva de emergência que todo investidor deve ter. Essa reserva de emergência precisa ter liquidez diária. Você deve saber que os investimentos em Tesouro IPCA possuem vencimento mais longo. Até o vencimento a rentabilidade é garantida, mas se você precisar do dinheiro antes do vencimento (no caso de uma emergência) a rentabilidade poderá ser menor que a prometida. Dependendo do tamanho do patrimônio de cada um e da necessidade de reserva de emergência de cada um, essa carteira poderá ter mais pós-fixados ou menos pós-fixados. Um profissional autônomo (que atende clientes) pode precisar de uma quantidade maior de reservas em investimentos conservadores já que a sua renda pode sofrer muitas variações. Um servidor público concursado, que tem uma estabilidade no salário e no emprego, não precisa da mesma quantidade de reservas em investimentos com grande liquidez, quando comparamos com um profissional autônomo. Tudo isso reforça ainda mais a ideia de que não existe uma carteira de investimento perfeita para todas as pessoas. Existe uma infinidade de possibilidades que vai do mais conservador até o mais arrojado. É importante que cada um reflita sobre sua carteira ideal e entenda que provavelmente ela terá características únicas.

  6. sandro 2 de maio de 2017 at 13:23 - Reply

    Interessante que o Tesouro IPCA 2035 rendeu mais de 30% em 2016 e é considerado uma das aplicações mais seguras que temos disponíveis e com rentabilidade garantida no vencimento.
    Acho estranho os bancos colocarem como dominante aplicações pós-fixadas em carteiras conservadoras, sendo que no longo prazo aplicações indexados ao IPCA tendem a render mais. Nessa caso seria interessante montar uma carteira com ambos, IPCA para objetivos de longo prazo e SELIC/CDI para objetivos de curto prazo.

    Mas, como muito bem apresentado, é necessário conhecer para fazer direito.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 13:39 - Reply

      Oi Sandro. Devemos observar que da mesma forma que o Tesouro IPCA 2035 rendeu 30% positivos em 2016 nada impede que ele registre perdas de 30% nos próximos anos. Títulos como Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado são investimentos de renda fixa e sempre com rentabilidade positiva quando o investidor está disposto a esperar a data de vencimento para receber aquilo que investiu. Se existe a possibilidade de o investidor precisar do dinheiro antes do vencimento é importante perceber que poderemos ter rentabilidades acima ou abaixo do que foi prometido. É por este motivo que a carteira fica mais arriscada ou mais arrojada quando temos muitos investimentos em prefixados como o Tesouro IPCA, Tesouro Prefixado ou qualquer investimento prefixado. É importante separar aquele dinheiro que podemos precisar dele a qualquer momento e aquele dinheiro que pode ficar investido por muitos anos. É esse dinheiro que ficará em investimentos pós-fixados que vai proteger os nossos investimentos prefixados e de renda variável dos imprevistos que devem ocorrer na nossa vida.

  7. João Silva 2 de maio de 2017 at 13:28 - Reply

    Oi Leandro… É possível investir a longo prazo (20 anos) em ações de empresas bem fundamentadas com apenas 100 reais???

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 13:51 - Reply

      Oi João. Isso depende. Se você pretende investir R$ 100 reais todas as semanas ou todos os meses por 20 anos o seu resultado será diferente de investir apenas R$ 100,00 um única vez nesses 20 anos. Para quem tem pouco dinheiro para investir na bolsa, mas pode fazer investimentos regulares (exemplo: mensalmente) é interessante investir com foco no longo prazo. O investimento de curto prazo na bolsa (investimento especulativo) não compensa quando você tem pouco dinheiro. Imagine que você fez uma operação arriscada na bolsa, de curto prazo, especulativa e o seu resultado foi uma valorização de 10% em apenas 24 horas. Se você investiu 100,00 nessa operação esses 10% serão apenas R$ 10,00 de ganho. Provavelmente o custo para comprar e vender essa ação terá sido maior que esses R$ 10,00 (dependendo da corretora). Sem falar no seu tempo que você vai gastar (que também tem custo). Já se você investiu R$ 100.000,000 esses 10% representará um ganho de R$ 10.000,00 e o custo com a operação de compra e venda será insignificante perante o ganho. Quem tem apenas R$ 100 para investir também pode optar por deixar esse dinheiro acumular em outro investimento até completar R$ 600 e com isso seria possível fazer investimentos semestrais (reduzindo os custos com a corretagem).

  8. Elton Dias 2 de maio de 2017 at 15:21 - Reply

    Parabéns Leandro! Ótimo artigo, como sempre. Cara, gostaria de ver um artigo seu sobre Bitcoin e cryptomoedas, você tem uma ótima didática! Abraço

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 15:51 - Reply

      Oi Elton. Bitcoin não é investimento, é uma “moeda digital”, que alguns encaram como reserva de valor. Na verdade, qualquer coisa pode ser uma reserva de valor enquanto as pessoas acreditarem que aquilo tem valor ou enquanto existir alguma lei que obrigue as pessoas a usarem a coisa como moeda (é o que ocorre com as moedas emitidas pelos países). Dizem que foi criada por um programador japonês (desconhecido) e que se esconde até os dias de hoje por trás de um pseudônimo. Pessoalmente não tenho simpatia por bitcoin e criptomoedas. Para quem gosta de risco, existem investimento de risco mais interessantes.

  9. Danilo 2 de maio de 2017 at 18:38 - Reply

    Parabéns Leandro! Excelente artigo como sempre!
    Leandro eu já invisto a uns dois anos, e conforme vou adquirindo conhecimento vou aumento os riscos da minha carteira.
    Aprendi com você, que dentro da carteira de investimentos, é importantíssimo termos em primeiro lugar um fundo de reserva com liquidez imediata, com 3 à 6 meses de despesas, (eu pessoalmente prefiro 6 meses mesmo tendo estabilidade). Esse fundo de emergência entre outras coisas previne uma possível perda de emprego, porém, percebo que só no meu FGTS eu já tenho mais do que seis meses de despesas, sendo assim posso considerar o FGTS como parte integrante do meu fundo de reservas e manter na minha carteira ao invés de 6 meses, apenas 3 meses com liquidez imediata para outros imprevistos possíveis…
    Tem alguma lógica financeiramente o meu raciocínio? Ou é melhor eu simplesmente nem considerar o famigerado FGTS…?

    Obrigado!

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 21:43 - Reply

      Oi Danilo, tem logica quando você avalia o risco relacionado a perder o emprego dentro daqueles critérios que permitem receber o FGTS. Se você for vítima de uma injustiça ou engano e for demitido com justa causa, não receberá o FGTS.

  10. Giancarlo 2 de maio de 2017 at 19:21 - Reply

    Leandro,

    Estou lendo os Livros “Os Axiomas de Zurique”. Você já o leu?
    Nele o autor Max Gunther dá dicas que às vezes são contrárias as ensinadas em alguns sites, como a leitura por gráficos por exemplo, dizendo que o que ocorreu uma vez pode não ocorrer duas, etc. Nas leituras que tenho feito para iniciar meus investimentos na Bolsa -isso inclui seus livros-, retiro um pouco de informação útil de cada local para formar minha própria percepção e montar meu perfil de investimento. Foi assim que ocorreu com você também até se tornar experimentado no que faz?

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 21:55 - Reply

      Oi Giancarlo. O gráfico só fala sobre o passado. A grande questão é que essa história sobre o passado dos preços é de conhecimento de todos e muitos investidores permitem que essa história passada interfira nas suas decisões futuras. Quando o preço das ações seguem uma determinada tendência ou quando atingem determinados preços, isso interfere no comportamento de uma massa grande de investidores. Os gráficos de preço diz mais sobre o comportamento das pessoas do que sobre o resultado real das empresas. Para isso precisamos analisar os seus fundamentos. As vezes existe um descolamento entre esses dois universos.

  11. Renato Luis de Mello 2 de maio de 2017 at 20:24 - Reply

    Olá Leandro.
    Quando você comentou que há pessoas que guardam o dinheiro em cofrinho veio a minha mente um grande amigo, que pega todas as moedas e as guarda em uma garrafa PET. No fim do ano, conta tudo e me diz quanto conseguiu juntar. Ele é um cara inteligente, curso superior e etc, mas não consegue entender os efeitos da inflação naquele 1 Real depositado no dia 1° de janeiro. Já enviei a ele link do Clube dos Poupadores, mas nada. Ele tem orgulho da ignorância…. parabéns por mais esse excelente artigo.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 22:00 - Reply

      Oi Renato, a ignorância financeira parece não ter relação com o grau de instrução. Pessoas simples, sem muito estudo, podem ter grande inteligência financeira. Não é raro encontrar histórias de empreendedores que tiveram pouco estudo e que dominam o mundo dos investimentos e dos negócios. Eu já tive contato com uma médica que mantinha o equivalente ao preço de um apartamento na conta corrente do banco por não saber o que deveria fazer com o dinheiro.

  12. Welber 2 de maio de 2017 at 20:49 - Reply

    Professor Leandro
    Parabéns por mais um artigo interessante
    Leandro estou preocupado com a minha carteira de investimentos, pois a muito investia em títulos públicos, e no ano passado procurando diversificar investir em uma LCI Barigui Companhia IGPM + 4,5%, que costumo consultar diariamente por intermédio do aplicativo da minha corretora, e tenho achado estranho o seu rendimento pois no dia 25/04 estava com o valor de R$14.328,15 no dia 26/04 R$14.324,14 no dia 27/04 R$14.320,13 no dia seguinte 28/04 R$14.316,12 e hoje 02/05 R$14.311,08 de um dia para o outro ao invés de ter rendimento está tendo é um desconto de (-)R$4,01, acredito que deve ter alguma coisa errada.

    Consultei o IGPM de abril na internet disse que ouve deflação (-1,10), será por isso?
    É a primeira vez que invisto em LCI.
    Eu achava que quando o IGPM dava negativo a remuneração era dos juros de 4,5% dividido por 12, mais nunca imaginei que de um dia para o outro ao invés de remuneração eu teria um desconto (-)R$4,01

    um abraço,

    Welber

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 22:26 - Reply

      Oi Welder. O IGPM realmente teve variação negativa. Não é raro o IGPM negativo em alguns meses do ano. Já um IGPM anual negativo só aconteceu uma vez nos últimos 28 anos, foi em 2009. O IGPM é calculado de uma forma bem diferente do IPCA. Ele é uma mistura do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que foi o responsável por esse IGPM negativo recentemente, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o INCC (Índice Nacional de Custo de Construção), que também foi negativo. O peso do IPA é de 60%, do IPC é 30% e do INCC é de 10%. Dessa forma o IPA tem um peso maior e ele não registra a inflação sentida pelas pessoas, mas sim a inflação sentida pelas empresas. O IPA mede as variações de preços de produtos agropecuários e industriais nas transações que fazem entre eles, antes de produzirem alguma coisa que será vendida para o consumidor final. Se a inflação foi menor para as empresas isso normalmente se transforma em lucros maiores para elas e não em uma queda de preços na mesma proporção para o consumidor.

  13. Evaldo Melo 2 de maio de 2017 at 21:52 - Reply

    Parabéns, Leandro! Seus artigos sempre muito bons. Conteúdo de primeira qualidade. Textos articulados e embasados. Pra mim o melhor site de educação financeira. Sempre recomendo o Clube dos Poupadores.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 22:27 - Reply

      Oi Evaldo, muito obrigado por ajudar divulgando os artigos.

  14. Júlio Fernandes 2 de maio de 2017 at 22:18 - Reply

    Boa-noite Leandro. Tb sou investidor novato e estou muito interessado na reeducação financeira. Parabéns pelo trabalho.
    Quanto a diversificação da carteira o consultor da minha corretora no Tesouro Direto me sugere fazer a portabilidade do meu plano de previdência privada PGBL com 12 anos de duração com rentabilidade de 13,41%aa para um plano em instituições menores que promete rentabilidade muito maior, provavelmente pelo risco maior por serem menores. Gostaria de saber sua opinião.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 22:41 - Reply

      Oi Júlio. As taxas das instituições menores costumam ser menores. Creio que é dessa forma que se tornam atrativas. Os planos de previdência dos grandes bancos são verdadeiros desastres já que as taxas são tão elevadas que tronam o PGBL desvantajoso. Outra questão que deve ser observada é que esse “consultor da corretora” certamente é remunerado se fizer você transferir sua previdência para essa instituição. O problema é quando o consultor indica a instituição que remunera melhor quem consegue captar clientes. Eu recomendo que você estude sobre os planos de previdência disponíveis na corretora para entender o que está fazendo, reduzindo sua dependência da opinião de terceiros. Eu indico um ebook e curso sobre previdência privada aqui. Como educador é o que posso indicar, que você invista na sua educação para depender o mínimo possível de consultores, assessores, agentes, gerentes de banco, especialistas e até de professores de educação financeira. É a educação que liberta.

  15. Júlio Fernandes 2 de maio de 2017 at 22:49 - Reply

    Obrigado Leandro. Tb tenho essa impressão de terceiros ligados às instituições. Vou seguir seu conselho. Parabéns pela didponibilidade

  16. Karol 3 de maio de 2017 at 2:03 - Reply

    Olá, Leandro, parabéns pelo conteúdo deste blog, sem dúvida de excelente qualidade. Já vou começar a recomendá-lo. Gostaria que você escrevesse a respeito (se é que já não) dos impactos da inflação medida pelo IPCA x Inflação pessoal. Nunca vi ninguém se aprofundar muito nessa relação, e como sei que você sempre vai a fundo nos seus artigos, seria mais um excelente artigo.

    • Leandro Ávila 3 de maio de 2017 at 18:16 - Reply

      Oi Karol. A inflação pessoal é um tema interessante. Temos algum controle sobre ela. O IPCA pode disparar por culpa do tomate, mas se você não come tomate sua inflação pessoal será diferente. Se você pode trocar o tomate por um alimento que teve boa safra e queda no preço, sua inflação pessoal será diferente.

  17. Jacson 3 de maio de 2017 at 9:26 - Reply

    Novamente Leandro Parabéns pelo excelente artigo, esse ano oficialmente comecei a investir em ações, depois de 2 anos estudando, sempre tive meus rendimentos em renda fixa, principalmente LCI LCA, agora destino 15% no mercado a vista, Obrigado por esses belos artigos. um abraço.

  18. Leonardo Martins Fernandes 3 de maio de 2017 at 10:01 - Reply

    Leandro, tem alguma planilha disponível aqui no clube para acompanhar a evolução da carteira de ações e de renda fixa também ? procurei e não achei

  19. Leonardo 3 de maio de 2017 at 15:51 - Reply

    Leandro, tenho 80% dos meus investimentos em RDC de uma Cooperativa de Crédito , que remunera 100% do CDI. Não sei onde aplicar os restantes 20%. Meu perfil é conservador a moderado. Faço aportes regulares e mensais nesse investimento.
    Acontece que parte do valor total (80%) é para aposentadoria e 20% para emergência. Como voce me aconselharia quanto ao valor (20% ) que ainda não apliquei e os aportes mensais.

    • Leandro Ávila 3 de maio de 2017 at 18:20 - Reply

      Oi Leonardo. Sou apenas um educador, não posso fazer recomendações de investimento. O que posso fazer é recomendar que você estude os mais diversos tipos de títulos privados de maior liquidez, títulos públicos e fundos. Quanto maior o número de investimentos que você entende o funcionamento, maior o leque de possibilidades, maior a sua liberdade de escolha sem a dependência de recomendações. Veja o que acho de recomendações de investimento. Aqui no Clube temos artigos sobre os mais diversos tipos de investimento.

  20. Victória Barbosa 3 de maio de 2017 at 23:28 - Reply

    Leandro,
    tudo bem?

    o link não está redirecionando para o questionário.

  21. João Silva 4 de maio de 2017 at 16:35 - Reply

    Amigo… Graças a você eu aprendi como investir na Bolsa através do GuiaInvest… Comprei minha primeira ação fracionária ontem… Tenho foco no longo prazo… Tipo aquele dízimo que damos a igreja… Mas pelo menos é alguma coisa para o futuro…

  22. Rodolfo de Faria Carvalho 4 de maio de 2017 at 23:47 - Reply

    Ola Parabens Leandro otimo artigo como sempre , existe algum aplicativo ou programa onde posso de maneira independente , monitorr a rentabilidde d minha crteira ex tenho produtos na xp itau easy e queria eu mesmo controlar as rentabilidaes

    • Leandro Ávila 5 de maio de 2017 at 8:28 - Reply

      Oi Rodolfo. O site das corretoras e dos bancos fornecem os dados de rentabilidade todos os dias. Não conheço uma forma de centralizar tudo em um só lugar como um aplicativo.

  23. Bráulio Jordão 5 de maio de 2017 at 8:24 - Reply

    Parabéns Leandro!

    Acompanho seus artigos a algum tempo e gostaria agradecer pelo compartilhamento das informações e conteúdos.

    Gostaria de saber sua opinião a respeito do valor mínimo (valor conveniente) que você pessoalmente acha interessante para construção de uma carteira de investimento mais diversificada. Pergunto isso, pois comecei a poupar a pouco tempo (principalmente em tesouro direto e fundos de renda fixa) e vejo que a maioria dos CDB´s, LCI´s, etc.(renda fixa) tem valores mínimos de aplicação inicial alto (para mim) entre 5.000 a 20.000 (em média). Obrigado.

    • Leandro Ávila 5 de maio de 2017 at 8:32 - Reply

      Oi Bráulio. Não existe uma regra para esse valor e vai depender de cada pessoa. A base seria a sua reserva financeira para emergências. Imagine uma pessoa que ganha R$ 5 mil. Ela tomou a decisão de ter uma reserva equivalente a 12 meses de salário. Ela precisa ter 60 mil em investimentos conservadores. Alguns podem achar 12 meses de salário muito e podem adotar 6 meses, 3 meses e tem aqueles que só possuem 1 mês de sua renda como reserva. Quanto maior sua reserva, mais você pode diversificar.

      • Bráulio Jordão 6 de maio de 2017 at 9:29 - Reply

        Obrigado!

  24. Gonçalo 5 de maio de 2017 at 10:52 - Reply

    Bom dia, Leandro! Obrigado por mais um ótimo texto!! Estou com a missão de montar um curso sobre educação financeira na Universidade Federal de Pernambuco e gostaria de saber de você, que tem contato com investidores de todo o Brasil, se você conheceria alguém da UFPE com quem eu pudesse entrar em contato para sondar a possibilidade de ministrar algum módulo desse curso. Agradeço mais uma vez sua valiosa atenção!!!! p.s.: o curso será de graça, aberto à comunidade.

    • Leandro Ávila 7 de maio de 2017 at 7:11 - Reply

      Oi Gonçalo. O Rafael Seabra é de Recife. Não sei dizer se ele ministra aulas presenciais. Parabéns por sua missão!

  25. J 5 de maio de 2017 at 11:05 - Reply

    Bom dia.
    Seu blog tem me ajudado a entender melhor o mundo das finanças.

    Gostaria de tirar um dúvida. Estou entrando na faculdade, e no meu estágio e ganho próximo de um salário mínimo. Consigo poupar entre 5 e 10% ao mês . Qual seria a melhor maneira de investir este dinheiro?

    Obrigado.

    • Leandro Ávila 7 de maio de 2017 at 7:08 - Reply

      Oi J, eu recomendo fazer o que fiz quando entrei na faculdade. Eu investi primeiro na minha educação financeira. Enquanto fiquei por ai perguntando onde investir, só fiz investimentos errados. Leia esse artigo aqui para evitar esse problema. Quanto mais rápido você aprender a investir o seu dinheiro sem depender da opinião dos outros, mais rápido você terá bons resultados. A vantagem é que esse aprendizado será útil por toda sua vida.

  26. Thiago 5 de maio de 2017 at 17:30 - Reply

    OiLeandro, sempre acompanho seus artigos. Parabéns pelo trabalho.
    Quero sugerir a você que faça um artigo sobre a rentabilidade da carteira. Esse é um tema que tenho dificuldade e acredito que seja de outras pessoas também. Veja bem, se tenho uma carteira composta de renda variável e renda fixa, como meço a rentabilidade dessa carteira, e mais importante, como devo fazer a comparação com o CDI? Acho que isso é muito importante pra podermos saber se nossa carteira está ganhando do CDI. Pois, podemos estar correndo um risco com renda variável na nossa carteira e estar perdendo para o CDI ou então ganhando muito pouco, de tal forma que não compensa o risco.

    • Leandro Ávila 5 de maio de 2017 at 23:29 - Reply

      Oi Thiago. Na renda variável é realmente variável. Dependendo da quantidade de renda variável que você tem e dessas variações teremos meses com sua carteira perdendo do CDI e meses ganhando. O importante seria observar o desempenho no decorrer de 1 ou mais anos.

  27. Carlos 5 de maio de 2017 at 22:38 - Reply

    Leandro,

    Uma dúvida técnica envolvendo ipca com juros semestrais .
    Partindo do princípio que conseguirei acumular patrimônio financeiro em 2042 para minha aposentadoria.
    E tendo em mente aplicar uma parte deste patrimônio em títulos prefixados com juros semestrais.
    Veja se está certo meu raciocínio :
    Se um título assim me pagar 2% de juros ao semestre e eu tiver em mente uma renda mensal de R$ 10.000,00, precisaria ter HOJE um patrimônio de 3 milhões.
    Renda=3 milhões x 2% = R$ 60.000,00 ( a cada semestre)

    Se eu imaginar este cenário em 2042, considerando uma inflação de 5% a.a até lá, esses 3 milhões seriam R$ 10 milhões atualizados lá na frente.

    Eu sei que eh muita futurologia, mas ta certo isso ?

    • Leandro Ávila 5 de maio de 2017 at 23:24 - Reply

      Oi Carlos. Essa imagem aqui mostra bem o que faz a inflação. . R$ 100 em 2016 pode comprar as mesmas coisas que R$ 18,59 podiam compra em 1994.

  28. Davi Santos 6 de maio de 2017 at 8:07 - Reply

    Parabéns, Leandro.
    Mais um post sensacional. Você, com o clube dos poupadores, iluminou meu caminho. A neblina se dissipou diante dos meus olhos e pude enxergar melhor a realidade dos negócios e da prosperidade.
    Enquanto monto meu fundo de emergência, li todos os seus artigos. Percebi o tamanho do seu desafio de educar financeiramente pessoas que têm preguiça de estudar ou de ler. Recentemente, estive conversando com uma colega que poupa para conseguir comprar a casa própria através da poupança. Conversei a respeito dos diversos tipos de investimentos que existem e da importância da educação antes de investir. Ela aparentava desconfiança a respeito dos outros tipos de investimentos. Prometi enviar os links dos artigos para que lesse. Como não me procurou mais, não enviei nada para não me passar por chato. Como vc publicou, poupar é o primeiro passo. Saber onde investir é o segundo passo que requer horas de estudo (muitos deles gratuitos).
    Aproveito esta mensagem pra sugerir um tema para artigos futuros. Investimentos em CRA e CRI.
    Parabéns mais uma vez

    • Leandro Ávila 7 de maio de 2017 at 7:07 - Reply

      Oi Davi. Essa desconfiança é um sintoma da ignorância. Temos medo do que desconhecemos. O medo evita a busca do conhecimento. Quanto menos conhecimento, mais medo. Uma coisa alimenta a outra. O conhecimento liberta desse medo e abre caminhos para muitas possibilidades. Parabéns por dedicar seu tempo estudando.

  29. Delmo 6 de maio de 2017 at 8:45 - Reply

    Ola Leandro, mais artigo didático, enriquecedor e estimulante. Parabéns!
    Gostaria de sugerir a você um artigo sobre inflação nas classes socioeconômicas do Brasil. Tenho percebido que o impacto dela é muito diferente dependendo do seu estilo de vida e despesas mensais. Por exemplo, as pessoas de classe mais alta comprometem parte significativa dos seus orçamentos com passagens aéreas e restaurante, diferente das classes menos favorecidas que tem um peso relevante em educação e supermercados.
    Isso faz com que os índices divulgados tem reflexo distorcido da realidade de muitos brasileiros. O que fazer? Como medir a sua real inflação.
    Obrigado!

    • Leandro Ávila 7 de maio de 2017 at 7:03 - Reply

      Oi Delmo, cada família tem sua própria inflação. Além disso as pessoas podem fazer escolhas que impactam positivamente ou negativamente na própria inflação. Você já deve ter observado que determinados alimentos fazem a inflação subir ou cair todos os meses. Existem épocas do ano em que determinados alimentos estão disponíveis em maior quantidade e seus preços começam a cair. O contrário também ocorre. Ao evitar alimentos fora da sua safra, você reduz o impacto anual da inflação. Ao comprar passagens aéreas apenas durante as promoções, você reduz também. Outra questão é que a inflação de cada cidade do Brasil é diferente. As vezes fazer compras em um bairro da sua cidade pode fazer você economizar, pois o custo de vida nos bairros também é diferente.

  30. Thiago 6 de maio de 2017 at 11:41 - Reply

    Como pensar em investimentos numa estrutura de vida em que os indivíduos e as famílias mal sabem a relação de receitas e despesas? Seria preciso uma educação financeira via instituição como Empresas, indústrias, escolas, FIESP, FIEMG ( estes modelos). Ainda é muito esfacelado as contribuições… Com a reforma da previdência, creio que alavancará esta reflexão…

    • Leandro Ávila 7 de maio de 2017 at 6:59 - Reply

      Oi Thiago. Seria como escrever um livro de poesias quando ainda é necessário se alfabetizar. Não adianta ficar esperando que o governo ou outras instituições ensinem as pessoas a cuidarem do próprio dinheiro. Essas entidades possuem seus interesses e o tipo de educação financeira que ensinam se limita a ensinar as pessoas a terem dinheiro sobrando para pagar suas dívidas, pois a ideia das empresas é sempre vender mais e a dos bancos é sempre emprestar mais dinheiro para que as pessoas comprem mais. A educação financeira voltada para o enriquecimento através dos investimentos e do uso inteligente do dinheiro só interessa a própria pessoa que será beneficiada.

  31. Marcelo Moreno 6 de maio de 2017 at 12:17 - Reply

    Bom Dia, Leandro.

    Para variar, mais um artigo enriquecedor de sua parte. Amo o CP pela versatilidade de seus artigos. Fiz o teste e sabia que meu resultado daria moderado, porém, ainda não me sinto confortável investindo em ações, embora tenha bastante empresas em meu radar. Pesquisando melhor, deparei-me com COE e estou empolgado em arriscar. Você acha que seria uma boa para começar neste mercado ou seria melhor um fundo como SMAL/BOVA?

    Forte abraço e continue nos ensinando

    • Leandro Ávila 7 de maio de 2017 at 6:54 - Reply

      Oi Marcelo. Eu recomendo ler o meu artigo sobre COE e continuar estudando.

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