Tipos de fundos de investimentos

Existem diversos tipos de fundos de investimento e vou mostrar como eles são classificados, como se diferenciam, o que significa sua nomenclatura e como fazer pesquisas por fundos com base nessas classificações. Se você não leu o artigo anterior onde fiz uma introdução sobre o que são os fundos de investimento, clique aqui.

No começo pode parecer confuso. A verdade é que as classificações são confusas mesmo. As vezes tenho a impressão de que fazem de tudo para confundir as pessoas quando o assunto é investimento. Parece que a ideia central é desestimular o pequeno investidor a tomar decisões por conta própria. De qualquer forma, é importante fazer algum esforço para entender os diversos tipos de fundos que existem caso o seu objetivo seja fazer este tipo de investimento de uma forma consciente.

Vale lembrar que quando você investe em um fundo está transferindo para terceiros as decisões que serão tomadas sobre onde o seu dinheiro será investido. Infelizmente, as pessoas possuem o péssimo hábito de escolher os fundos olhando apenas a sua rentabilidade passada, sem compreender qual a estratégia que o gestor está utilizando e qual nível de risco estará exposto para atingir aqueles resultados. A rentabilidade passada não vai garantir a rentabilidade futura, mas a estratégia que o gestor irá utilizar vai dizer como o seu dinheiro será investido.

Fundo FI ou Fundo FIC:

Os fundos de investimentos se dividem em dois grandes grupos que são os FI e FIC. O primeiro investe o dinheiro dos seus cotistas diretamente em títulos públicos, títulos privados, ações ou em qualquer outro ativo. Esses são os legítimos fundos de investimento e costumam utilizar a sigla (FI) ou Fundo de Investimento na composição dos seus nomes. Os gestores desses fundos precisam comprar e vender ativos sempre que os cotistas fazem aplicações ou resgates no fundo. Os cotistas destes fundos costumam ser bancos, fundos de pensão, grandes investidores e até outros fundos de investimento.

Já os fundos do tipo FIC ou Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento (FIC ou FICFI) são aqueles fundos que não fazem investimentos diretos. O gestor deste tipo de fundo se limita a investir o dinheiro dos cotistas em outros fundos de investimento que normalmente são fundos da mesma instituição financeira, mas podem ser fundos de outras instituições. São os chamados fundos de fundos. Grande parte dos fundos oferecidos pelos bancos para os seus clientes são fundos de fundos. O mesmo ocorre com os fundos de previdência privada. Aquela taxa administrativa elevada que esses fundos cobram se torna ainda mais injustificada quando percebemos que o trabalho de gestão é mínimo, pois os gestores se limitam a usar o seu dinheiro para cobrar cotas de outros fundos. A figura abaixo mostra uma parte do documento que descreve um fundo de renda fixa de um grande banco. A presença do FICFI indica que é um fundo de fundos.

Os fundos que investem em cotas de outros fundos são obrigados a investir 95% do seu patrimônio em outros fundos de investimento de uma mesma classe. Se o fundo for de renda fixa o gestor poderá investir 95% do patrimônio do fundo em outros fundos de renda fixa. Somente os fundos chamados de fundos multimercado podem investir em fundos de classes diferentes, seguindo a estratégia do gestor do fundo. Vamos falar sobre este tipo de fundo mais na frente.

Para saber qual é o tipo de fundo que você está investindo observe se aparece as siglas “FI” ou “FIC/FICFI” no final do seu nome. Também pode aparecer por extenso: “Fundo de Investimento” ou “Fundo de Investimento em cotas de Fundos de Investimento”.

 

Gestão passiva ou ativa

Existem fundos de gestão passiva e ativa. É possível perceber que a gestão do fundo é passiva quando o gestor do fundo promete ao investidor replicar um determinado índice de referência (benchmark). O objetivo do gestor é oferecer uma rentabilidade próxima desse índice. Um fundo passivo de renda fixa costuma prometer uma rentabilidade próxima do CDI (taxa DI). Essa taxa DI anual é publicada diariamente na primeira página do site da Cetip (www.cetip.com.br).

Outro exemplo de fundo com gestão passiva são os fundos de ações que utilizam o Ibovespa como índice de referência. Veja um exemplo clicando aqui, que na verdade é um fundo de fundos que investe neste outro fundo aqui do mesmo banco. Para saber detalhes da carteira bastaria procurar o seu CNPJ (08.973.918/0001-29) neste site aqui da CVM e depois procurar a opção “Composição da Carteira”.

O objetivo do gestor deste fundo que apresentei no exemplo acima é fazer o fundo ter o mesmo desempenho do Ibovespa. Como o Ibovespa é o resultado das variações de preços de um conjunto de ações (uma carteira de ações) conhecida por todos, o gestor se limitará a comprar essas mesmas ações, na mesma proporção do índice para espelhar seu resultado.

Para o gestor não importaria se o preço das ações da empresa X ou Y estão caros, não importaria se a empresa está perdendo valor ou qualquer outro fator que pudesse desaconselhar a compra dessas ações. De maneira passiva, o objetivo deste gestor seria replicar o resultado do índice Bovespa (mesmo que o índice estivesse em queda livre). Você pode ver quais são as ações que compõem o Ibovespa visitando aqui. Observe que existe o código, nome da ação e o percentual de participação daquela ação na formação do índice. As ações que fazem parte do índice são selecionadas com base naquelas que possuem maior volume negociado na bolsa nos últimos meses.

A figura acima mostra que no dia em que este artigo foi escrito as ações do Bradesco representavam 7,8% da carteira utilizada para calcular o índice Bovespa. Teoricamente o gestor de um fundo de ações passivo (que também pode ser chamado de fundo indexado) deveria comprar ações de tal forma que 7,8% do patrimônio do fundo fosse investido nas ações do Bradesco. Teríamos ainda 7% em ações da Ambev, 6% em ações da Petrobras e assim por diante.

Perceba que o trabalho intelectual do gestor é zero. A única coisa que ele vai fazer é copiar a “receita de bolo” das ações que fazem parte do índice Bovespa. No final, você terá as mesmas variações no preço de suas cotas que teria se tivesse feito investimentos nas mesmas ações do índice Bovespa.

Teoricamente a taxa administrativa de um fundo passivo deveria ser baixa, afinal de contas o gestor não faz nada que você mesmo não pudesse fazer. Só que não é isso que costuma acontecer. É claro que para investir em ações sozinho você terá custos com sua corretora. Existe a cobrança de taxas na compra e venda de ações.

Se você tem o objetivo de seguir o índice Bovespa, investindo por conta própria, é importante calcular se seria mais vantajoso investir pelo fundo ou fazendo aplicações independentes. Seus custos vão depender de quanto você pretende investir, qual a taxa administrativa dos fundos que você tem acesso e quais as taxas cobradas por sua corretora.

Outra alternativa para replicar passivamente o índice Bovespa são os fundos de índice ou ETF (Exchange Traded Funds) que tem taxa administrativa de apenas 0,54% ao ano, taxa de emolumentos e liquidação (0,0325% por operação), cobrada pela BM&FBovespa, e a taxa de corretagem que vai depender de cada corretora. As cotas desses fundos são compradas de forma semelhante ao processo de compra de ações ou de cotas de fundos imobiliários. Devo falar sobre ETFs em futuros artigos.

Já os fundos de gestão ativa costumam prometer a superação de determinados índices de referência ou buscam a maior rentabilidade sem qualquer índice de referência. O gestor terá liberdade para buscar as melhores alternativas, seguindo a política de investimento do fundo, com o objetivo de atingir a maior rentabilidade possível.

Tentar superar e ter liberdade para isso não significa que o gestor vai conseguir superar o índice e demais investimentos passivos. Muitas vezes os fundos de gestão ativa, que cobram taxas mais elevadas, só conseguem garantir os ganhos adicionais necessários para que possam recolher suas taxas deixando você com uma rentabilidade mediana. Grandes investidores, como Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, investe sua fortuna em fundos passivos, que no caso dele são ETFs que replicam o desempenho do índice S&P 500 usado como medidor de desempenho da bolsa americana (fonte). No Brasil esse ETF seria o IVVB11, negociado na Bovespa, mas que replica o S&P 500.

Outro problema dos fundos ativos é que a promessa de ganho elevado acompanha proporcionalmente um risco maior de perdas. A taxa administrativa dos fundos de gestão ativa costumam ser maiores e independente do resultado do fundo (lucro ou prejuízo) será cobrada normalmente. Eles também gostam de cobrar uma taxa de performance. Vamos imaginar que um fundo de ações de gestão ativa cobre uma taxa de performance de 20% determinando como referência a ser ultrapassada o índice Bovespa. Se o fundo superar o Ibovespa em 10%, o gestor do fundo receberá 20% desse percentual, ou seja, receberá 2% (20% de 10%) como remuneração pela taxa de performance.

Também devemos lembrar que muitos fundos de gestão ativa não possuem liquidez diária. Pode ser que o fundo tenha algum tipo de carência e você terá que manter o seu dinheiro investido por um bom tempo antes de poder fazer qualquer resgate.

Fundo aberto, fechado, com carência ou exclusivos

A maior parte dos fundos que existem são abertos. Após serem abertos podem se manter assim por tempo indeterminado. Novos investidores podem entrar ou sair do fundo a qualquer momento. Os atuais investidores podem aplicar ou resgatar seu dinheiro sempre que desejarem.

Já os fundos fechados possuem uma data de início e podem ter uma data final. Você poderá comprar cotas do fundo fechado na fase de captação e depois não será possível comprar novas cotas emitidas pelo gestor. Existem fundos fechados onde os gestores abrem as “rodadas de investimento” onde é possível fazer novas aplicações.

Existem fundos fechados que são negociados na BM&FBOVESPA e isso permite que você compre e venda suas cotas com outros investidores. Essas cotas negociadas são cotas que já foram emitidas em uma determinada quantidade no passado, quando o fundo foi criado. O preço dessas cotas flutuam livremente seguindo as forças de oferta e demanda, como o ocorre com o preço das ações depois que são emitidas pela primeira vez. Um exemplo disso pode ser visto nas negociações de cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

Os fundos com carência, como o nome já diz, são aqueles onde o regulamento prevê um prazo mínimo que você terá de respeitar para realizar resgates do dinheiro que investiu.

Já os fundos exclusivos são fundos criados para receberem investimentos de um único investidor ou de um grupo fechado de cotistas. É necessário ter dezenas de milhões de reais para abrir um fundo exclusivo através de uma instituição financeira que ofereça o serviço de gestão de grandes fortunas. A principal vantagem é tributária. Fundos exclusivos não pagam imposto de renda semestral (come-cotas) se forem fundos exclusivos fechados. Neste caso o imposto de renda só seria cobrado no resgate. O fundo também não paga imposto quando troca um investimento por outro. Também é possível fazer uma compensação onde perdas com ações podem ser usadas para abater o IR de ganhos com renda fixa.

Classes de fundo

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) classificados os fundos de investimento por classes que são os fundos de curto prazo, fundos referenciados, fundos de renda fixa, fundos de ações, fundos cambiais e fundos multimercado. Essa é a classificação mais utilizada pelos bancos. Os fundos de curto prazo, referenciados e renda fixa são fundos de renda fixa sendo que os dois primeiros investem apenas em investimentos pós-fixados que seguem a taxa DI ou SELIC e o fundo de renda fixa pode fazer investimentos pre-fixados ou atrelados a inflação. Já os fundos de ações, fundos cambiais e multimercado oferecem renda variável por investirem em ações, moedas e outros ativos que sofrem variações nos seus preços. Também existem os fundos em direitos creditórios, fundos imobiliários e fundos de índice que são negociados na bolsa de valores. A instrução 555 da CVM entra em detalhes sobre a classificação dos fundos (veja aqui).

Muitos fundos ainda utilizam em seus nomes as siglas baseadas nesta classificação da CVM. Veja o significado de algumas siglas que podem fazer parte do nome dos fundos que o seu banco oferece.

FIA – Quando o nome de um fundo possui essa sigla, significa que se trata de um fundo de ações.

FIM ou MM – Identifica os fundos multimercado.

CP – Identifica os fundos de curto prazo (veremos o que são no decorrer do artigo).

LP – Indica um fundo de longo prazo (veremos mais na frente).

REF – São fundos referenciados. Um fundo REF DI identifica um fundo que tem como objetivo oferecer uma rentabilidade baseada na taxa DI (CDI).

RF – Fundo de renda fixa.

FIC – Indica um fundo que investe em cotas de outros fundos.

FI – Fundo que investe diretamente em um ativo como os fundos de ações que realmente compram ações no lugar de investir em outros fundos de ações.

Agora visite as páginas que listam os fundos deste banco, deste outro e deste outro e você será capaz de entender o que significa suas várias siglas

Classificação da ANBIMA

Em 2015 a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) tomou a decisão de complicar as coisas. Ela criou uma nova classificação para os fundos. Já observei que fundos criados a partir de 2015 estão adotando essa classificação nos seus nomes. A ANBIMA dividiu os fundos em três níveis diferentes por classes, categorias e subcategorias. Os fundos de renda fixa agora podem ser de 16 tipos diferente ao combinar as categorias e subcategorias. Os fundos de ações podem ser de 12 tipos diferentes. Os fundos multimercado podem ser de 11 tipos diferentes. Já os fundos cambiais são apenas fundos cambiais. No total são 40 tipos diferentes de fundo. Segue abaixo a figura que mostra todos os níveis e logo depois vou falar sobre o que significa cada item.

Olhando assim pode parecer confuso. Pode ter certeza não só parece confuso como é totalmente confuso. Se o objetivo da ANBIMA era simplificar, ela não conseguiu. Se o objetivo era complicar a cabeça do pequeno investidor para que ele fique cada vez mais dependentes das opiniões dos gerentes de banco, consultores, planejadores, analistas, especialistas e outros funcionários das instituições financeiras, ela conseguiu atingir o objetivo.

Vou tentar explicar cada tipo de fundo com base nesta nova classificação da Anbima. Depois vou mostrar onde você pode fazer buscas e observar essas classificações. De qualquer forma, toda essa confusão só indica uma coisa. Se você pretende investir através dos fundos é fundamental que você leia e entenda o regulamento de cada fundo para saber exatamente onde vai investir o seu dinheiro, ou melhor, o que o gestor do fundo irá fazer com o seu dinheiro. As classificações são apenas atalhos, mas não substitui a leitura da política de investimento do fundo.

Renda Fixa

Para que um fundo possa ser classificado como de Renda Fixa ele deve ter como principal fator de risco a variação da taxa de juros e/ou de índice de preços. O gestor deste tipo de fundo deve aplicar pelo menos 80% de seus recursos em investimentos de renda fixa. Normalmente os fundos de renda fixa investem em títulos públicos, títulos privados como CDB, LCI, LCA e em cotas de outros fundos de investimento que também sejam de renda fixa.

As categorias que aparecem na tabela acima identificam o fundo com base no tipo de gestão que será adotada e seus riscos. As subcategorias indicam a estratégia que será utilizada.

O fundo de Renda Fixa será do tipo Indexado se o gestor definir como objetivo seguir um determinado indicador de renda fixa, como é o caso do CDI. Isso significa que os fundos indexados são fundos de gestão passiva.

Nos fundos de Renda Fixa Ativa, o gestor fará investimentos de renda fixa que podem gerar variações de rentabilidade com base nas flutuações das taxas de juros futuras. No fundo de Renda Fixa do tipo “Ativo Baixa Duração” as variações de rentabilidade (para cima ou para baixo) serão menores que as variações possíveis em um fundo de “Ativo Alta Duração”. Esses investimentos ativos ainda podem se dividir em “Soberano” que indica o investimento 100% feito apenas em títulos públicos brasileiros e “Grau de Investimento” indicando que o fundo investirá no mínimo 80% da sua carteira em títulos públicos e o restante em títulos de baixo risco (que tenha grau de investimento) como os títulos privados de CDB de um grande banco. O fundo do tipo crédito livre indica que o gestor poderá investir até 20% dos recursos do fundo em títulos de médio e alto risco de crédito, como aqueles investimentos de renda fixa (CDB, LCI, LCA etc) de bancos de pequeno e médio porte.

Os fundos de Renda Fixa da categoria “Investimento Exterior” podem investir mais de 40% dos seus recursos em investimentos feitos no exterior. Se for da subcategoria “dívida externa” ele investirá no mínimo 80% do seu patrimônio em títulos da dívida externa brasileira.

Fundo de Ações

Os fundos de ações são investimentos de renda variável. Para fazer parte desta classe é necessário que façam investimentos de no mínimo 67% do seu patrimônio em ações, valores mobiliários relacionados a ações ou cotas de outros fundos de ações.

Os fundos indexados possuem uma gestão passiva, como já falamos. Um exemplo seria um fundo de ações qualquer que tem o objetivo de espelhar o índice Bovespa.

Os fundos ativos possuem como objetivo superar um índice ou não fazem referência sobre superar um índice. As estratégias que o gestor irá assumir devem aparecer na política de investimento do fundo. Os fundos de ações são da categoria “Específicos” quando o fundo investe em ações de uma única empresa. Os fundos de ações que investem mais de 40% em ações do exterior são classificados como fundos de ações “Investimento no Exterior”.

Os fundos ativos podem se dividir em diversas subcategorias:

Valor / Crescimento: O gestor tenta investir nas ações de empresas cujo valor das ações negociadas estejam abaixo do “preço justo” estimado (estratégia valor) e/ou aquelas com histórico e/ou perspectiva de continuar com forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em relação ao mercado (estratégia de crescimento). É  isso que você aprende através de cursos que ensinam a fazer investimentos com base nos fundamentos da empresa como esse curso aqui que costumo recomendar.

Setoriais: Fundos que investem em empresas pertencentes a um mesmo setor ou conjunto de setores afins da economia. Estes fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para definição dos setores, subsetores ou segmentos elegíveis para aplicação. Exemplo: Fundo que investe em empresas do setor financeiro, setor elétrico, petróleo, indústria etc. Para saber todos os setores, subsetores e segmentos que existem visite aqui e clique na opção “Setor de atuação”.

Dividendos: Fundos que investem em ações de empresas com histórico de pagamento de bons dividendos ou que o gestor acredita que será uma boa pagadora de dividendos no futuro.

Small Caps: Fundos cuja carteira é composta por, no mínimo, 85% em ações de empresas que não estejam incluídas entre as maiores participações do IBrX – Índice Brasil, ou seja, ações de empresas com relativamente baixa capitalização de mercado. Os 15% remanescentes podem ser investidos em ações de maior liquidez ou capitalização de mercado, desde que não estejam incluídas entre as dez maiores participações do IBrX – Índice Brasil. Para ver quais são essas ações visite aqui e clique na opção horizontal chamada “Composição da Carteira”.

Sustentabilidade / Governança: Fundos que investem em empresas que apresentam bons níveis de governança corporativa, ou que se destacam em responsabilidade social e sustentabilidade empresarial no longo prazo, conforme critérios estabelecidos por entidades  amplamente reconhecidas pelo mercado ou supervisionados por conselho não vinculado à gestão do fundo. Estes fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para definição das ações que serão escolhidas.

Índice Ativo (Indexed Enhanced): Fundos que têm como objetivo superar o índice de referência do mercado acionário. Estes fundos se utilizam de deslocamentos táticos em relação à carteira de referência para atingir seu objetivo.

Livre: Fundos sem o compromisso de concentração em uma estratégia específica. A parcela em caixa pode ser investida em quaisquer ativos, desde que especificados em regulamento. Neste tipo de fundo você dá carta branca para que o gestor invista seu dinheiro da forma que ele achar melhor.

Fundos Multimercado

Para investir em fundos multimercado é fundamental ler e entender a política de investimento do fundo. É essa política que vai determinar como o gestor pretende investir o seu dinheiro, quais serão os riscos envolvidos, se o dinheiro ficará concentrado em um determinado investimento, quanto pretende investir em renda fixa, renda variável como ações, câmbio, derivativos, etc.

Esses fundos são os que oferecem maior liberdade para o gestor do fundo investir o seu dinheiro buscando rentabilidades mais elevadas. O problema é que junto com esta possibilidade de rentabilidades elevadas você também terá que aceitar os riscos maiores de perdas.

Existem fundos multimercado que utilizam a estratégia de alocação de ativos, a mesma que você pode aprender através deste livro e as planilhas que acompanham o mesmo. O gestor poderá usar a alocação balanceada onde você fica sabendo quais serão os investimentos que farão parte dessa alocação e qual será a política de rebalanceamento. Outra opção seria o fundo multimercado balanceado dinâmico onde o gestor não está comprometido com um conjunto predeterminado de ativos e a política de alocação é flexível, podendo mudar dependendo da situação do mercado.

Também existem os fundos multimercado que investem mais de 40% do patrimônio do fundo no exterior.

Quando não fazem uso de alocação de ativo o fundo multimercado pode adotar uma estratégia e aqui temos diversos tipos de estratégia:

Macro: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc), com estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos.

Trading: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), explorando oportunidades de ganhos a partir de movimentos de curto prazo nos preços dos ativos.

Long and Short – Direcional: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas. O resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa – Duração Baixa – Grau de Investimento.

Long and Short – Neutro: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas, com o objetivo de manterem a exposição financeira líquida limitada a 5%. Os recursos remanescentes em caixa
devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa – Duração Baixa – Grau de Investimento.

Juros e Moedas: Fundos que buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que
impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de renda variável (ações etc).

Livre: Fundos sem compromisso de concentração em alguma estratégia específica.

Capital Protegido: Fundos que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger, parcial ou totalmente, o principal investido.

Estratégia Específica: Fundos que adotam estratégia de investimento que implique riscos específicos, tais como commodities, futuro de índice.

Fundo Cambial

Os fundos cambiais precisam manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, direta ou indiretamente (via derivativos), à variação de preços de uma moeda estrangeira, ou a uma taxa de juros denominada cupom cambial. Os mais
conhecidos são os chamados Fundos Cambiais Dólar, que buscam acompanhar a variação de cotação da moeda americana. Os fundos cambiais são uma forma prática e rápida para fazer o seu dinheiro sofrer as variações de uma determinada moeda.

Pesquisando os fundos pela Classificação da Anbima

Existem diversos sites onde é possível visualizar os diversos fundos que existem. Neste site aqui temos um ranking e um campo de busca no rodapé da tabela. Se você digitar o nome ou a sigla do seu banco verá todos os fundos que ele oferece. Se digitar bradesco verá todos os fundos do banco Bradesco. Se digitar BB vai aparecer os fundos do Banco do Brasil. Na parte superior é possível escolher categorias como Ações, Cambial, Multimercado, Curto Prazo, Referenciado e Renda Fixa. Na prática essa é a classificação que as instituições ainda utilizam e que torna as coisas mais simples.

Fiz uma busca aqui por “Bradesco”, com a opção “Multimercado” selecionada e cliquei em um fundo qualquer que acabou sendo este aqui chamado “BRADESCO H FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO LONGO PRAZO MACRO” Na lateral direita da página aparece uma coluna com diversas características do fundo.

Podemos ver que é um fundo classificado como “Multimercado” pela CVM e classificado como “Multimercado Macro”. Isso significa que o gestor realizam investimentos com estratégias baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos.

Para saber dados detalhados de cada fundo o melhor site continua sendo o da CVM. Basta informar o nome ou o CNPJ do fundo, digitar o código numérico que aparece do lado direito e quando aparecer o resultado da busca você deve digitar no nome do fundo que você deseja ter mais detalhes.

Classificação com base na tributação

Existem maneiras diferentes de tributador os fundos de investimento dependendo do tipo de fundo.

Fundo de Ações – Todos os fundos classificados como fundo de ações pagam imposto de 15% sobre os rendimentos e isso só ocorre quando você faz resgates.

Fundos de Curto Prazo – Esses fundos pagam 22,5% de imposto de renda sobre os rendimentos se ocorrerem saques antes de 180 dias e 20% nos saques depois de 180 dias. O pagamento é feito automaticamente no último dia útil dos meses de maio e novembro (de 6 em 6 meses). No caso do fundo de curto prazo a alíquota cobrada nesses semestres será de 20% sobre o rendimento. No momento do resgate da aplicação pelo investidor, será feito o recolhimento da diferença de imposto devido, caso o prazo de permanência no fundo tenha sido pequena – e a alíquota do IR, consequentemente, mais alta. Os bancos costumam listar os fundos de curto prazo separadamente da lista de fundos DI (referenciados) e fundos de renda fixa para que fique claro que esses fundos pagam imposto maior.

Fundos de Longo Prazo – Para fins de tributação, são considerados fundos de investimento de longo prazo aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. Eles estão sujeitos à incidência de Imposto de Renda dependendo da quantidade de tempo que o dinheiro ficar aplicado. Se o resgate for feito em até 180 dias a alíquota será de 22,5% sobre os rendimentos. Se ficar investido por prazo de 181 a 360 dias a alíquota será de 20%. Para 361 a 720 dias será de 17,5%. Acima de 720 dias será de 15%. O pagamento do imposto de 15% sobre os rendimento será feito no último dia útil dos meses de maio e novembro (de 6 em 6 meses). A diferença será paga no momento do resgate caso o valor resgatado tenha ficado investido por menos de 720 dias.

Existem fundos multimercado que são classificados como de curto prazo e outros que são de longo prazo. Dependendo do tipo ele seguirá a regra para esses dois tipos de fundo que descrevi anteriormente. Se o fundo multimercado tiver no mínimo 67% em ações eles serão tributados como se fossem um fundo de ações. Os fundos cambiais são tributados como fundos de longo prazo.

Todos os fundos tidos como de curto prazo e longo prazo também pagam IOF se o resgate ocorrer antes de 30 dias. A tabela abaixo mostra as alíquotas. Exemplo: Se você fizer o investimento por apenas 15 dias o governo ficará com 50% da sua rentabilidade. Mesmo assim é mais vantajoso receber 50% da rentabilidade do que não receber nada ao deixar o dinheiro parado na conta corrente.

Conclusão e crítica construtiva:

Se você já tem investimentos em algum fundo use os dados deste artigo para tentar identificar o tipo de fundo que você investiu. Se não investiu em fundos, mas pretende investir, use esse conteúdo para tentar entender os “nomes dos bois”. Para aqueles que possuem o mau hábito de perguntar para os funcionários dos bancos sobre onde investir, é importante que você entenda a língua que eles falam. Se você não entender aquilo que eles estão falando será ruim para você e bom para eles.

A Anbima tem uma série de vídeos no Youtube onde tentam explicar a nomenclatura dos fundos de uma forma bem rápida, superficial, que beira a inutilidade. Com os recursos que este tipo de instituição possui, seria apenas uma questão de vontade desenvolver um conteúdo realmente didático, detalhado e útil para que os pequenos investidores possam entender o funcionamento de cada tipo de fundo. Se você quiser tentar assistir os vídeos segue aqui a sequência: vídeo 1, vídeo 2, vídeo 3, vídeo 4, vídeo 5 e vídeo 6.

 

By |24/01/2017|Categories: Investimentos|88 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

88 Comments

  1. Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 10:30 - Reply

    Leandro!
    Como saber a hora de entrar em um fundo de ações? ou seja,como sabemos se a cota esta barata?

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 11:09 - Reply

      Oi Guilherme. Não existe um método 100% garantido que eu possa te passar confiando que não existirá qualquer risco de você perder dinheiro. Cada fundo de ações possui sua carteira de investimento, cada fundo tem sua política de investimento, cada fundo tem o seu gestor que por sua vez tem suas habilidades, competências e incompetências. Para fundos de ações livres onde o gestor toma decisões com base na análise dele sobre o futuro (livremente), é impossível prever quais serão os resultados desse fundo. Você confiará na habilidade do gestor. Para fundos que investem em apenas uma ação, você pode tentar avaliar a empresa dessa ação. Essa avaliação não é um processo simples e você não acertará 100% das vezes. Como se trata de um investimento de renda variável ainda existe o fator tempo. Se o seu horizonte for de curto prazo pode ser que as ações comecem a cair no curto prazo. Se o seu horizonte é de longo prazo, a mesma ação, que fez você perder dinheiro no curto prazo, pode fazer você ganhar no longo prazo. No decorrer das horas, dias, meses e anos os preços das ações sobem e descem freneticamente e dependendo do intervalo de tempo que você observar o investimento poderá ser vitorioso ou perdedor. Grandes investidores costumam comprar muitas ações quando ninguém quer saber da bolsa de valores, ou seja, nos piores momentos das piores crises econômicas. Já os pequenos investidores vendem suas ações neste momento e perdem dinheiro.

  2. Ricardo 24 de janeiro de 2017 at 10:46 - Reply

    Bom dia Leandro, depois dessa aula não consigo entender como uma pessoa esclarecida e capaz de gerir seu patrimônio faça alguma aplicação em fundos de investimento. TD, LCI, LCA, CDB, RDB e até poupança para o curtíssimo prazo são mais do que suficientes para diversificar o patrimônio em renda fixa. Em renda variável: FII e ETF ou até aluguel de imóveis são opções menos arriscadas.Talvez para grandes fortunas até valha a pena investir em fundos de investimento, mas não é o meu caso.
    Gostaria de sugerir uma aula sobre RDB, não achei nada a respeito no seu site.
    Obrigado!

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 11:21 - Reply

      Oi Ricardo. Os fundos permitem que as pessoas comuns evitam fazer 3 coisas que elas odeiam fazer. 1) Estudar 2) Pensar 3) Tomar decisões. Sempre que qualquer empresa encontra uma forma de oferecer uma produto ou serviço que liberte a pessoa desses dois “sofrimentos” (estudar, pensar e tomar decisões) ela terá uma mina de ouro nas mãos. As pessoa pagam felizes por este tipo de “comodidade”. A principal diferença entre CDB e RDB é que o CDB, mesmo quando tem data de vencimento específica, é possível entrar em contato com o banco e informar que você desistiu do investimento. Você receberá o dinheiro de volta sem qualquer remuneração por ter desistido do CDB que tinha uma data de vencimento especificada. No caso do RDB não é possível desistir no meio do caminho. É necessário esperar o vencimento. Quem gosta de emitir RDB são as financeiras que costumam ser instituições menores que bancos.

      • Vinas 26 de janeiro de 2017 at 9:16 - Reply

        São tão ruins assim os fundos? Muita gente gabaritada não acha, é o que tenho visto pelo menos.

        • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 7:11 - Reply

          Oi Vinas. O mercado de fundos é uma indústria bilionária e muito poderosa.

    • Luciana 9 de fevereiro de 2017 at 16:16 - Reply

      Mas gente… eu tenho LCA / LCI, e estou querendo sair disso para algum fundo imobiliário, ou multimercado ou mesmo fundo de renda fixa, porque lá no link do infomoney que o Leandro passou, existem muitas opções bem mais rentáveis que os LCI e LCA…

  3. William Ribeiro 24 de janeiro de 2017 at 11:11 - Reply

    Parabéns novamente pelo artigo, Leandro!!!
    Sempre contribuindo para o esclarecimento e difusão da Educação Financeira no Brasil.
    Abraços!
    William

  4. Everton 24 de janeiro de 2017 at 11:21 - Reply

    Leandro!
    Não como uma indicação de “o que fazer”, mas pessoalmente você acredita ser mais interessante procurar um fundo de ações ou escolher as ações individualmente, baseando-se nos fundamentos das empresas?
    Pela sua experiência, no longo prazo qual seria uma estratégia melhor: um bom fundo de ações ou uma boa seleção de ações para “buy & hold”?

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 11:26 - Reply

      Oi Everton. Se você estudou e está preparado para investir em ações de forma consciente, sem cair na tentação de ficar ouvindo os “outros” recomendo que você compre isso ou venda aquilo é melhor montar a sua carteira de ações. Isso significa escolher algumas empresas, estudar essas empresas e investir como se você fosse realmente dono da empresa. Se você não gosta, não tem tempo, deve aceitar essas limitações e buscar um fundo de ações (apenas se isso realmente fizer sentido para você e os planos que você tem). Como sempre, a resposta não depende do investimento. A resposta depende do investidor, depende daquilo que existe dentro de você, ou seja: suas habilidades, conhecimento, tempo, experiência, seus planos para o dinheiro que tem etc.

  5. Jeferson 24 de janeiro de 2017 at 11:24 - Reply

    Boa tarde Leandro,

    acompanho o blog a algum tempo, e gostaria de saber sua opinião sobre os etf´s. Atualmente eu invisto mensalmente por volta de 600 reais, comprando 60% em renda fixa e 40% em etf, para amenizar a corretagem, compro um mês smalcaps e no outro bova11, você acha que e uma boa forma de diversificação? Eu não pago ted e taxa de custodia apenas corretagem no valor de 4,99 por ordem na modalmais.

    Obrigado pelo seu trabalho.

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 11:40 - Reply

      Oi Jeferson. Se o seu objetivo é replicar um determinado índice de forma passiva, os fundos passivos dos grandes bancos costumam cobrar taxas maiores que o ETF. Uma coisa chata do ETF é a necessidade do próprio investidor calcular e emitir a DARF para pagar os 15% de imposto de renda sempre que você vender ETF. E quem não pagar esse DARF (que é como um boleto) terá problemas pelo fato do governo reter 0,005% de imposto no momento da venda do ETF para que funcione como “dedo-duro”. O governo fica sabendo que você vendeu ETF, mas é você que vai determinar ser foi uma venda com lucro ou prejuízo e com base neste lucro irá calcular os 15% de IR. Quem faz várias compras de ETF terá que anotar e controlar todas essas compras para no momento da venda apurar se teve lucro ou prejuízo com base no preço médio. Os custos da corretagem entra no cálculo como custo. Para o investidor iniciante ou pequeno tudo isso é uma grande chateação e perda de tempo. Com isso as pessoas acabam optando pelos fundos, que se beneficiam da burocracia do governo.

      • Christian 25 de janeiro de 2017 at 13:40 - Reply

        Leandro, neste caso só paga o IR se a venda for superior a 20 mil no mês, independente do lucro? Por exemplo, se eu vender 19 mil no mês e tiver um lucro de 12 mil, não pago IR. Agora, se vender 21 mil e tiver um lucro de 3 mil, pago o IR em cima dos 3 mil, é isso mesmo?

        • Leandro Ávila 25 de janeiro de 2017 at 14:14 - Reply

          Christian, no caso dos fundos de ações é 15% sobre o rendimento somente quando você resgatar o dinheiro que investiu. Não importa o valor. Isso que você descreveu é a regra para o investimento direto em ações, quando você compra as ações na bovespa. Se você vender ações em um determinado mês e receber 21 mil e desses 21 mil somente 500,00 é lucro, você pagará imposto calculado sobre esses 500 reais.

          • Christian 25 de janeiro de 2017 at 18:10

            É que no exemplo dele e em sua resposta é referente ao ETF. O pagamento do IR no caso dos ETFs não são iguais aos das ações??

          • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 7:08

            Oi Christian. Não é igual. ETF você paga 15% de imposto sempre que vende sua ETF, sendo que é você o responsável pelo recolhimento através de um DARF. Quando compra ações diretamente você só paga o imposto se vender mais de 20 mil em ações naquele mês. Se comprar e vender a ação no mesmo dia (daytrade) já será diferente. E se investir em fundo de ações é 15% sempre que resgatar, só que o recolhimento é feito pelo gestor do fundo e não por você.

  6. Jorge Guerino 24 de janeiro de 2017 at 12:28 - Reply

    Leandro,

    Os clientes de bancos aplicam e resgatam bilhões de reais em fundos de investimento, diariamente. Como são feitas estas operações dos bancos com o Tesouro?

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 12:59 - Reply

      Oi Jorge. Os fundos de investimento e outras instituições financeiras compram e vendem títulos públicos a qualquer momento entre eles. Fazem isso dentro de um mercado eletrônico que se chama Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) onde as instituições financeiras possuem contas. Podem acessar títulos diferentes e com vencimentos diferentes daqueles que o Tesouro Direto nos oferece. Para saber mais leia o artigo de introdução dessa página aqui http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/n/SELIC Na mesma página você pode até observar dados das negociações que são feitas diariamente.

  7. Ricardo 24 de janeiro de 2017 at 12:39 - Reply

    Boa tarde, Leandro

    O que você acha do Fundos de Debêntures? Seria uma alternativa interessante para o pequeno investidor minizar os risco de investir em poucas debenturês, além dos custos de custódia/corretagem de investir por conta própria?

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 13:01 - Reply

      Oi Ricardo. Os fundos de debênture realmente permitem que você invista em várias debêntures diferentes de empresas diferentes. Muitas vezes são debêntures difíceis de comprar no mercado secundário.

  8. Rafael 24 de janeiro de 2017 at 12:41 - Reply

    Leandro, o que você acha sobre um COE que aposta na alta de 3 poderosas empresas?
    APPLE, FACEBOOK E GOOGLE?
    Qual a sua opinião sobre os COE?

  9. Rodrigo 24 de janeiro de 2017 at 12:54 - Reply

    Leandro, a parte de ferramentas do site não está funcionando. Vc já deve ter conhecimento disso, só estou avisando com objetivo de ajudar.

  10. Alex 24 de janeiro de 2017 at 13:11 - Reply

    Olá Leandro, poderia fazer um post diferenciando os tipos de benchmark que os fundos tentão superar? Grato

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 13:37 - Reply

      Oi Alex. Os que consigo lembrar por serem mais comuns são CDI (taxa DI), IMA-B, IPCA ou IPCA + x%, dólar, Ibovespa, IBRX e SMLL (Small Cap)

  11. Jean Brunswick 24 de janeiro de 2017 at 13:12 - Reply

    Boa tarde, Leandro!

    Parabéns por mais um excelente artigo.

    Gostaria de dar uma sugestão, já que você mencionou que pretende escrever sobre ETFs.

    Uma das grandes justificativas para se investir em ETFs é a diversificação automática e mais barata (uma única corretagem) para acompanhar o índice BOVESPA, Além disso, há a estatística de que poucas empresas conseguem ficar acima do índice, sendo portanto o ETF um investimento acabaria tendo rentabilidade média melhor do que a carteira da maioria dos investidores iniciantes.

    Ocorre que existe um grupo de investidores que defende a ideia de que essas justificativas não compensam, uma vez que é possível fazer uma análise das empresas de valor e constituir uma carteira que será, na média, consideravelmente superior ao índice e, portanto, aos ETFs correspondentes. Por isso, esse grupo acaba chamando o ETF, pejorativamente, de “investimento da moda” ou algo do gênero.

    A questão é… vale a pena para o pequeno investidor estudar o mercado de ações para chegar ao ponto de conseguir montar tal carteira para só então entrar no mercado de ações? Ou ainda, mesmo que esse nível de conhecimento seja alcançado, vale a pena deixar de aplicar em ETFs para constituir uma carteira específica? A diferença de rentabilidade compensa? Acredito que os aportes que você faz e o tempo que deixa o dinheiro investido contam muito mais do que esse ganho de rentabilidade. Enfim, acho que seria bastante assunto para um post dedicado, o que acha? 🙂

    Parabéns e obrigado!

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 13:30 - Reply

      Oi Jean. Existem pessoas que realmente gostam de estudar e acompanhar o mercado de ações. São pessoas que tem tempo e sentem prazer fazendo isso. É claro que o resultado de alguém que irá dedicar tempo e energia montando e cuidando da própria carteira poderá ser maior que o resultado daquele que faz investimentos passivos. O problema é que as vezes esse cidadão que faz investimentos passivos optou por dedicar o mesmo tempo e dedicação que gastaria cuidando da carteira para cuidar de outras áreas da vida dele que serão mais rentáveis (financeiramente ou não) Mesmo assim, se você dedicar tempo e sua energia cuidando da sua própria carteira de ações não existe nenhuma garantia de que você vai conseguir superar os investimentos em ETF ou fundos passivos. Se a diferença de rentabilidade vai compensar ou não isso vai depender de você, da sua capacidade de obter bons resultados investindo ativamente e o custo de oportunidade que existirá ao dedicar seu tempo nesta gestão ativa.

  12. luizine 24 de janeiro de 2017 at 14:06 - Reply

    Leandro, primeiramente parabéns por esclarecer assuntos que para o grande público não é fácil, me incluo no grande público, não consegui identificar, para além da nomenclatura, as vantagens ou não de entrar em um “Fundo de Investimento” ou em um “Fundo de Investimento em cotas de Fundos de Investimento”, entendi a diferença entre eles, mas não consegui perceber se um pode ou não ser melhor que outro..

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 14:51 - Reply

      Oi Luizine. Normalmente os bancos só oferecem mesmo os fundos que investem em fundos. Para o pequeno investidor eu creio que tanto faz.

  13. Eduardo 24 de janeiro de 2017 at 15:00 - Reply

    Oi Leandro
    Mesmo lendo os prospectos de cada fundo ainda fico sem saber se a estratégia adotada pelos gestores é a melhor. Minha corretora fica me dando algumas opções de fundos, onde acabei investindo e não me arrependi de nenhuma delas até o momento. Mas ainda assim fico com medo de acontecer algo tipo o fundo do Madoff nos EUA.

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 15:56 - Reply

      Oi Eduardo. Existem mais de 14 mil fundos de investimento no Brasil. Se existisse o consenso de que 1 ou pelo menos 10 desses fundos fossem consistentemente melhores que os outros, devemos concordar que não teríamos tantos fundos assim.

      • Eduardo 24 de janeiro de 2017 at 18:19 - Reply

        Mas existe esse consenso. Porém a maioria está fechada para novos aportes. E entra a questão de que rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, apesar de retornos excelentes desses fundos.

  14. Alison 24 de janeiro de 2017 at 15:25 - Reply

    Olá Leandro, aguardamos sua matéria sobre ETFs, por enquanto estou preocupado com a DARF que vc mencionou. Obrigado!

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 15:56 - Reply

      Obrigado Alison

    • sandro 25 de janeiro de 2017 at 10:27 - Reply

      Entre em contato com a corretora, pode ser que ela mesma calcule o valor e te passe os dados necessários para preenchimento. Pode ser que tenha que pagar pelo serviço ou não, depende da corretora.

  15. Carlo 24 de janeiro de 2017 at 16:03 - Reply

    Onde se classificam os fundos long bias? Pois compram ações mas não são obrigados a permanecer alocados em ações, podendo sair que as ações estão em queda. Acredito que seja nos Multimercados, mas em qual categoria e subcategoria?

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 20:13 - Reply

      Oi Carlo. São multimercado. Existe a subcategoria livre onde o gestor faz o que bem entender.

  16. Tiago 24 de janeiro de 2017 at 16:24 - Reply

    Leandro, parabéns pelo artigo! Muito completo e esclarecedor.
    Sobre fundos de ação sempre tive dúvida sobre imposto. Quem investe em fundo de ação não paga DARF certo? Somente os 15% do fundo?
    Somente quem investe em ação diretamente e tem um lucro maior que R$20.000 de venda no mês que tem que pagar a DARF certo?
    Obrigado!

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 20:17 - Reply

      Oi Tiago. Nos fundos de ações são eles que recolhem o imposto de 15% para você não importando quanto você resgatou. Já quando você investe diretamente em ações fica responsável por recolher o imposto caso venda mais de 20 mil naquele mês.

    • sandro 25 de janeiro de 2017 at 10:31 - Reply

      Prejuízos passados podem ser debitados dos lucros para fins de imposto, então o fato de vender mais de 20 mil obtendo lucro não significa que irá pagar imposto.
      E uma correção, não é o lucro que tem que ser superior a 20 mil, mas o valor da venda, tendo lucro ou não. Se vender 21 mil com 1 mil de lucro e sem prejuízos passados, irá pagar imposto sobre os 1 mil (menos os custos operacionais).

  17. Hugo Oliveira 24 de janeiro de 2017 at 16:49 - Reply

    Leandro, oba tarde.

    O administrador do fundo pode omitir a identificação dos ativos do fundo?

    Exemplo: XP INVESTOR FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES CNPJ: 07.152.170/0001-30

    Saudações

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 20:05 - Reply

      Oi Hugo. Certamente é possível omitir a carteira na CVM

  18. Rogério 24 de janeiro de 2017 at 18:44 - Reply

    Olá Leandro, parabéns pelo seu trabalho.
    Dúvida.
    Na hipótese de eu deixar mil reais em uma caderneta de poupança por uma mês, quanto vai ser minha lucratividade.
    Nesse mesmo período c]fiz um investimento de 1 mil reais no tesouro direto, quanto vai ser minha lucratividade? ja descontando todos os impostos, lembre-se apenas um mês.
    Por favor seja bem objetivo na resposta, considere tudo de forma padrão e ou media, para a poupança e no tesouro peque o titulo mais comum.
    Obrigado

  19. carlos 24 de janeiro de 2017 at 18:50 - Reply

    Ótimo texto! Parabens!

    O que vejo na internet são diversos blogs e sites sobre economia… gostaria de saber onde poderia achar mais informações sobre renda variável, marcado de ações, onde estudar mais profundamente o assunto.

    Acredito que renda fixa possui muitas informações para estudo, mas renda variável não. Grato!

    • Leandro Ávila 24 de janeiro de 2017 at 19:33 - Reply

      Oi Carlos. Devo falar mais sobre renda variável em 2017 diante do ciclo de queda dos juros.

      • Rodrigo Machado 24 de janeiro de 2017 at 20:16 - Reply

        Será bem Vindo!

      • carlos 24 de janeiro de 2017 at 21:07 - Reply

        Acho que será um bom ano para o mercado de ações… juros caindo e muta gente voltando para o mercado, queria pegar esse trem antes que fique muito lotado hehe Enquanto não tenho muito conhecimento sobre o assunto, penso analisar algum fundo de investimento para investir!

        • Leandro Ávila 25 de janeiro de 2017 at 13:52 - Reply

          Oi Carlos, historicamente quando os juros começam a cair isso beneficia as empresas e o preço de suas ações. Só não sabemos até que ponto essa recuperação já está precificada. Creio que ainda existe muita incerteza sobre o futuro da economia e da política.

  20. CLEBER HOLANDA JUNIOR 24 de janeiro de 2017 at 20:03 - Reply

    Olá Leandro

    Uma sugestão para seus posts.
    No momento que você respondesse ao comentário, que um e-mail fosse enviado a quem postou, avisando da resposta.

    #seforpossível

    Abraço

    PS: me encaixo no grande público de aprender cada vez mais com você.

  21. Marculino2 24 de janeiro de 2017 at 21:18 - Reply

    Oi Leandro. Parabéns mais uma vez. Seu trabalho é único.
    Gostaria, se possível, que escrevesse um artigo sobre diversificação de carteira no exterior.
    Abrir conta em corretora fora do país. Uma diversificação verdadeira.
    Sair da bolha do Brasil e da “canetada” .
    O que acha? Custo x Risco x beneficio ?

    Abraço e parabéns!!

    • Leandro Ávila 25 de janeiro de 2017 at 13:54 - Reply

      Oi Marculino. Eu não tenho experiência em investimentos no exterior. Já acho complexo o nosso sistema, fico imaginando se fosse dedicar tempo e energia aprendendo e acompanhando o mercado exterior. Existem fundos que fazem investimentos lá fora e poderia ser uma forma indireta de investir.

      • Robijari 25 de janeiro de 2017 at 20:28 - Reply

        COE e uma boa opção para inicio.

  22. Talita 24 de janeiro de 2017 at 22:05 - Reply

    Leandro, obrigada pela sua dedicação em oferecer um conteúdo de excelente qualidade e esclarecedor. Comecei a investir motivada pelos seus artigos e neste ano pretendo ampliar minha carteira de investimentos com ações, seja através de um fundo, conta própria ou ETFs(aguardo ansiosa esse novo artigo). Neste sentido, como calcular a diferença entre eles, por exemplo, um fundo de ações que cobra 2% de taxa de administração e não cobra performance e a compra das ações onde se pagaria a corretagem de R$ 14. Obrigada!!

    • Leandro Ávila 25 de janeiro de 2017 at 13:55 - Reply

      Oi Talita. Corretagem de R$ 14 é elevada. Existem corretoras que cobram menos.

      • Carlos 30 de janeiro de 2017 at 17:08 - Reply

        Oi Leandro,

        Parabéns pelo artigo novamente.
        Para fazer estes cálculos de comparação que a Talita citou, qual seria a linha de raciocínio ?
        Também tenho esta dúvida.

        Obrigado

        • Leandro Ávila 2 de fevereiro de 2017 at 15:52 - Reply

          Oi Carlos, neste caso eu preciso fazer um artigo sobre o tema.

  23. Delmo 25 de janeiro de 2017 at 9:47 - Reply

    Material completo, didático, direto ao ponto e com riqueza de comentários. Um show de informação, parabéns e obrigado Leandro!!

  24. Décio Muniz 25 de janeiro de 2017 at 14:35 - Reply

    Leandro, os fundos de investimentos podem exigir aplicação mensal mínima?

    • Leandro Ávila 25 de janeiro de 2017 at 15:40 - Reply

      Oi Décio. Não conheço fundo de investimento que exija investimentos regulares.

  25. Escolhi Enriquecer 25 de janeiro de 2017 at 18:50 - Reply

    Recheado de boas informações!
    Atualmente 85% da minha carteira está em fundos (não de bancos, claro) e o retorno tem sido bastante interessante (dentro do meu objetivo).

  26. José Geniberto Ferreira 25 de janeiro de 2017 at 19:54 - Reply

    Oi Leandro! O fundos estão protegidos pelo FGC?

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 7:09 - Reply

      Oi José. O investidor que investe através de fundos não tem proteção do FGC.

  27. Robijari 25 de janeiro de 2017 at 20:22 - Reply

    Olá, Leonardo . Existe algum fundo que investi em COE?

  28. Tiago 26 de janeiro de 2017 at 14:33 - Reply

    Leandro,
    Se o IR até 180 dias dos fundos de curto prazo é igual ao IR dos fundos de longo prazo, qual a vantegem dos fundos de curto prazo em relação aos de longo prazo?
    Grande abraço.
    Vc nos ensina e nos inspira.

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 7:12 - Reply

      Oi Tiago. Para o investidor eu não vejo vantagem. O mercado financeiro está cheio de coisas estranhas que não possuem muitas vantagens para o investidor, mesmo assim existem e são largamente oferecidas aos mais leigos.

  29. MÁRIO SÉRGIO CAPALBO 28 de janeiro de 2017 at 21:50 - Reply

    Leandro. Boa noite. Como sempre ótimos artigos. Foi mencionado ações acima. Você tem algum artigo que fala sobre ir sobre ações e planilha para fazer o cálculo.

    Obrigado.

    • Leandro Ávila 2 de fevereiro de 2017 at 15:53 - Reply

      Oi Mário, temos artigos sobre o investimento em ações, mas não tenho planilhas ainda.

  30. Henrique 31 de janeiro de 2017 at 19:15 - Reply

    Olá Leandro,

    Acompanho seu trabalho a muito tempo, parabéns! Gostaria de mais informações sobre os FIDCs, que tal um artigo sobre o assunto? Obrigado!

  31. Rosa Dias 1 de fevereiro de 2017 at 11:41 - Reply

    Bom dia! Leandro!
    Mais um excelente artigo, que me faz refletir sobre o fundo BB RF LP parc 10 mil, apesar de ter o come cotas, a tx Adm. é de 0,80% para um valor de aplicação relativamente baixo e ele rendeu em dez/16 – 1,08% bruto segundo o informativo mensal, mas não consigo achar a rentabilidade liquida, como posso achar ? As vezes ele está listado na tabela de rentabilidade dos fundos do BB, outras vezes eles não inserem. Não entendo porquê. No informativo também consta a composição da carteira e é exatamente o que você explicou. Está aplicado em diversos títulos públicos e também 26% em op. compromissadas longa. Que títulos seriam esses ?…

    • Leandro Ávila 2 de fevereiro de 2017 at 15:46 - Reply

      Oi Rosa. Normalmente ninguém informa a rentabilidade líquida de impostos. É necessário fazer um cálculo, posso falar sobre isso em outro artigo. Op compromissadas são “Operações Compromissadas”. São operações de compra (ou venda) de títulos com compromisso de revenda (ou recompra) dos mesmos títulos em uma data futura, anterior ou igual à data de vencimento dos títulos. Só quem tem acesso a esse tipo de operação

  32. Regina 5 de fevereiro de 2017 at 21:23 - Reply

    Olá Leandro,

    Obrigada por mais este ótimo artigo.

    Gostaria apenas de esclarecer se os dias contados para a alíquota de IR são em dias úteis ou corridos?

    Obrigada

  33. Bruno 8 de fevereiro de 2017 at 2:23 - Reply

    Obrigado pelas informações Leandro! Já pensei em investir em FI, mas pelo tanto de taxa e risco, é melhor estudar e partir para o mercado variável, assumindo o controle.
    Mas deixa eu te perguntar uma coisa: Você não tem medo de “mexer” com os grandes bancos e o sistema? cada vez que vc ensina sobre educação financeira, Você está diminuindo a lucratividade da máfia dos poderosos bancos que já estão consolidados no Brasil. Você não tem medo de um ataque a sua integridade física? (acho que estou vendo muito filme de conspiração hehe)
    Obrigado por arriscar sua vida por nós! hehe

    • Leandro Ávila 21 de fevereiro de 2017 at 18:21 - Reply

      Oi Bruno. Acho que você está vendo muito filme de conspiração. Sou insignificante diante dos grandes bancos e só posso ajudar um punhado de pessoas dispostas a ler os inúmeros e longos textos que escrevo. Isso significa que o meu potencial de abalo é pequeno.

  34. RENATO M SOUZA 16 de fevereiro de 2017 at 16:09 - Reply

    Parabéns, é segundo artigo que de FUNDO do blog que li e estou adorando.

  35. Filipe 9 de março de 2017 at 17:36 - Reply

    Oi Leandro. Gostei bastante do artigo.
    Como estou começando a estudar esse assunto, tenho uma dúvida que acredito ser bem básica: quando a classificação Anbima é usada e quando a CVM é usada? Não entendi o por que das classificações pertencerem a dois órgãos diferentes.
    Desde já agradeço.

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 9:12 - Reply

      Oi Filipe. Eu também não sei a utilidade de duas classificações.

  36. Rita Ferreira 23 de maio de 2017 at 13:51 - Reply

    Boa tarde, Leandro. Fiz uma aplicação na ##### que tem uma carteira diversificada. Qual a sua opinião sobre as fintechs?

    • Leandro Ávila 23 de maio de 2017 at 16:03 - Reply

      Oi Rita, essa que você citou, e que troquei por #### para não fazer propaganda, é apenas mais uma das muitas formas de transferir a responsabilidade das decisões de investimento para terceiros. Pessoalmente defendo a ideia que o melhor é aprender a investir.

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