Entre os 30 e 50 anos de idade é normal que as pessoas se cansem do trabalho que vinham fazendo nos últimos 10, 20 ou 30 anos. Neste momento você começa a procurar motivos para mudar de vida profissional radicalmente.

Este comportamento é conhecido pela psicologia e considerado normal. O problema está na reação das pessoas diante desta situação. Existem dois tipos de comportamento, um deles pode ser o seu:

  • Grande parte das pessoas tem medo de mudar de vida. As vezes não é medo, mas puro comodismo, falta de vontade para sair da zona de conforto. Estas pessoas se acostumam com o sentimento de insatisfação e incomodo que o desejo (ou necessidade) de mudar provoca.
  • Outras pessoas mudam radicalmente de vida profissional e pessoal sem nenhuma dificuldade.

Muitas das que tem medo e se acomodam, vivem o resto da vida baseada em lamentações e reclamações que muitas vezes se transformam em tristeza e depressão que precisam ser tratadas por profissionais.

Nós, seres humanos, só nos sentimos bem quando estamos em processo de mudança (para melhor). Mudar faz parte da nossa natureza, faz parte do nosso DNA. A base da vida está relacionada ao processos de transformação de um estado para o outro.

Somos seres naturalmente inquietos e insatisfeitos e por isto sempre estamos em busca de uma nova luta, de um novo desafio, de um novo degrau que deve ser atingido. A falta de inquietude vai contra a sua natureza. A felicidade humana depende deste constante enfrentamento de desafios. Já a infelicidade se encontra na estagnação e na rotina provocada pela impossibilidade de agir e de escolher.

As pessoas que mudam de vida radicalmente, quando se incomodam com a própria realidade, são justamente aquelas que acreditam que a felicidade e a qualidade de vida vêm em primeiro lugar.

Não faz muito tempo que escrevi um artigo sobre um jovem que conseguiu se aposentar precocemente aos 30 anos mudando de vida radicalmente. Por coincidência, durante esta semana, conversei com um casal de São Paulo, leitores do Clube dos Poupadores, que abandonaram o emprego e estão neste momento dando a volta ao mundo dentro de um carro. Não possuem mais endereço fixo. A casa deles está no teto do carro. Tudo que precisam para viver cabe em um porta-malas.

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Eles largaram uma vida estressante na cidade de São Paulo, venderam tudo que tinham, pediram demissão de ótimos empregos em empresas multinacionais e colocaram a vida deles em primeiro lugar.

A história deste casal personifica o desejo de muitos leitores do Clube dos Poupadores. Por isto, nos próximos dias, pretendo escrever uma matéria contando detalhes e mostrando fotos da aventura (que muitos chamam de loucura).

Acredito que a história deles será uma inspiração para muitos que ainda não praticam os conceitos ensinados pela educação financeira, que ainda não acreditam no poder do planejamento, da poupança, do investimento, do empreendedorismo, como caminhos para alcançar a liberdade plena.

Estou falando da liberdade de agir e de escolher que é onde os homens encontram a felicidade. Não é no consumismo, não é na ostentação, não é na coleção de signos de luxo e de status que encontraremos a nossa realização pessoal. Isto é o que o sistema quer que você acredite.

A história deste casal é a prova concreta de que investir na sua educação, e aprender a planejar a sua vida financeira é o caminho que devemos seguir para que possamos nos tornar verdadeiramente livres e desapegados das coisas que não possuem nenhuma importância.

Foto dos nossos amigos leitores do Clube dos Poupadores e sua casa em algum lugar do mundo:

E você? O que faria se só tivesse 24 horas?

Você se arrependeria daquilo que fez? ou se arrependeria daquilo que não fez? Uma enfermeira especializada em atender pessoas em estado terminal (que iriam morrer nos próximos dias, semanas ou meses) resolveu reunir todas as histórias que ouviu de muitos pacientes que viviam cada dia como se fosse o último.

A diferença entre doentes terminais e você, é que eles possuem a vantagem de saber quanto tempo de vida ainda possuem. Eu e você, estamos em desvantagem, já que não sabemos se nos falta 24 horas, 24 dias, quem sabe mais 24 anos.

Esta enfermeira de doentes terminais escreveu um livro após descobrir 5 motivos para que você mude sua vida agora. Ela reuniu os 5 maiores arrependimentos que são comuns a todos aqueles que percebem que o fim está chegando. Talvez você e eu ainda tenhamos tempo para fazer alguma coisa. Vamos aproveitar.

Assista o vídeo para conhecer os 5 maiores motivos de arrependimento no fim da vida e reflita:

1) Gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

Passamos a vida toda fazendo coisas pelos outros que acreditamos serem importantes. O problema é que os outros nunca nos pediram para fazemos o que estamos fazendo, muitas vezes nos sacrificando. Como não recebemos gratidão pelas coisas que fizemos acabamos sentindo rancor. Cobramos dos outros uma dívida que os outros não reconhecem existir.

Quando você deixa de fazer uma coisa importante para você e passa a fazer uma coisa importante para outra pessoa, principalmente quando a pessoa não te pediu, você está perdendo um tempo precioso que poderia ser usado para cuidar da sua felicidade.

Viva a vida que você espera de você e não a vida que os outros esperam que você leve. É claro que você deve ouvir as outras pessoas, principalmente aquelas que são mais velhas e mais experientes, mas depois de ouvi-las tire suas próprias conclusões, tome decisões e se responsabilize por todos os erros e acertos que cometer.

2) Gostaria de não ter trabalhado tanto

Se você teve um trabalho que te enriqueceu (materialmente e espiritualmente), te transformou, te fez ter uma vida melhor no ponto de vista material ou como ser humano, esta cobrança raramente acontece. Você sente que a sua vida foi útil, o tempo que você gastou trabalhando foi recompensador. As vezes o seu trabalho durante a vida foi plantar frutos que serão colhidos por muitas gerações futuras. Existem pessoas que passam pela Terra e transformam muitas vidas, as vezes transformam o mundo inteiro para sempre.

Mas se o trabalho é um peso e você colocou muito tempo da sua vida nele, tempo este que agora te falta, certamente o tempo gasto trabalhando vai gerar um grande arrependimento.

3) Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos

No fim da vida a gente perde a capacidade de fingir. Por pior que tenha sido uma pessoa durante a vida, no fim da vida ela começa a manifestar o que ela tem de bom por dentro e o bom por dentro é demonstrar o afeto. Você pode começar a expressar seus sentimentos pelas pessoas que gosta agora mesmo. Não custa nada e será muito prazeroso. Deixe o orgulho e a vergonha de lado.

4) Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos

As relações que temos com os amigos muitas vezes é mais verdadeira e honesta do que a que temos com nossa família. A correria das grandes cidades  acaba nos afastando de pessoas importantes. Não dedicamos o tempo que gostaríamos para cultivar nossas amizades e isto pode gerar arrependimento futuro. A falta de tempo para os amigos normalmente é provocada pelo excesso de trabalho, uma exigência daqueles que sempre precisam de mais e mais dinheiro para gastar com as coisas que no fundo não são tão importantes assim.

5) Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

A vida é uma série de escolhas e em algum momento, nem que seja no final da vida, teremos que olhar pra trás para responder a pergunta. Será que valeu a pena? O seu tempo é o maior de todos os bens. Normalmente você não valoriza o tempo que tem. Quem é assalariado vende o tempo por dinheiro e ao receber a recompensa pelo tempo perdido, gasta tudo na primeira loja que encontra. Poupar e investir o próprio dinheiro significa um dia conquistar a liberdade de aproveitar o próprio tempo da forma que achar melhor.


Instantes

Jorge Luiz Borgens

“Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.

Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.

Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo”

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